Tanto na região do Morumbi como na de Mboi Mirim, em São Paulo, dois dos locais que serão afetados pela construção de monotrilhos, há uma movimentação de moradores e especialistas contestando fortemente essa solução. O fato de exigir estruturas elevadas para sua implementação, o que geraria um impacto negativo imediato no espaço urbano, é um dos questionamentos mais fortes contra o monotrilho.
Matéria da Folha Online publicada hoje mostra que moradores da região do Morumbi estão se mobilizando contra o projeto, inclusive com abaixo-assinados. Além da degradação do espaço urbano, já que o monotrilho seria uma espécie de Minhocão de trilhos, os moradores questionam a eficiência desse tipo de transporte. O monotrilho de MBoi Mirim, que ligará o Jardim Ângela ao centro de Santo Amaro, também vem sendo criticado por organizações de moradores do local.
A pesquisa de mestrado de Adalberto Maluf, do Instituto de Relações Internacionais da USP, também questiona a validade da aplicação do monotrilho em cidades brasileiras, a partir da apresentação da realidade desse tipo de transporte no mundo. O estudo revela o nível de degradação que o monotrilho operou em certas cidades, onde fracassou como opção de transporte coletivo, e também questiona o argumento do baixo custo de construção e operação usado para defender o projeto.
Para ler a matéria da Folha Online, clique aqui.
Para saber mais sobre a pesquisa de Adalberto Maluf, clique aqui.

Monotrilhos ou monorails são soluções muito usuais em parques e aeroportos. No entanto, cidades como Sidney, Kuala Lumpur, Vancouver, Las Vegas e algumas outras grandes cidades utilizam esta solução com um certo sucesso. As vantagens do monorail são idênticas ao do metrô porém com menor capacidade por composição, mas com menor custo de implantação e de operação. Como trafegam em linhas segregadas e didicadas, não são retardados pelo tráfego de veículos, comuns aos BRTs e VLTs. Na linha da sustentabilidade ganham de lavada das outras modais, pois não envolvem escavações de solo, não produzem poluição atmosférica e tem 45% menos consumo de energia do que o metrô. Passaram então a ser consideradas como alternativa séria dos planejadores de trânsito além de terem um certo apelo turísticop se a soloução for bem desenhada.
Em 2003, Kuala Lumpur abriu um monotrilho espetacular, ligando os pontos de grande movimento em toda a cidade da Malásia. Okinawa tem a mais nova linha de monorail no Japão, que também foi inaugurado em 2003. Em 2004, Las Vegas abriu um trecho de quatro 7 km do que poderia tornar-se um sistema de monotrilho em toda a cidade. Novos sistemas estão em planejamento ou em construção avançada em várias áreas do mundo.
A questão é que qualquer alternativa será alvo de contestações e contrariedades e, já que não e´recomendável deixar a sociedade sem um canal no debate das alternativas e, é necessário que as autoridades, de trãnsitom de planejamento, ambientais e o próprio Ministério Público sejma partícipes destes debates para que ao se estabelecer uma decisão ela não seja interrompida por demandas posteriores em que os agentes públicos tenham atitudes separadas. Quando isto ocorre as consequencias negativas são ainda piores.
A nossa mobilidade está cada vez mais reduzida por conta de políticias equivocadas do governo que beneficia a industria automobilistica e não oferece alternativas aos meios coletivos ou não motorizados na mesma proporção que crescem as demandas e, ainda, assume postura covardes de não se indispor em limitar o uso do automóvel em algumas vias sob o risco da insatisfação dos donos dos automóveis. Em pouco tempo deveremos optar por uma escolha com os menores riscos, mas que seja rápida.
Olá, Raquel.
Meu nome é Luísa Vianna e eu sou aluna de jornalismo da UFF. Junto com outros alunos e professores, estou participando da produção de um blog de reportagens que entrará no ar no final do mês. Uma das matérias, da qual estou encarregada, é sobre o Projeto Porto Maravilha.
Seria muito interessante para nós sabermos a sua opinião sobre o destino das comunidades do Morro da Conceição. Com a valorização imobiliária e a restauração dos antigos casarios, o espaço e a história dessas comunidades serão respeitados? Eu li um post antigo sobre o assunto e gostaria de saber sua opinião atual sobre o impacto social dos projetos.
Por favor entre em contato: lulu_vianna@hotmail.com
Nao conheco o projeto a fundo, mas acredito que causaria menor impacto a paisagem urbana e portanto maior aceitacao por parte dos que se sentem negativamente afetados se os tais monotrilhos nao fossem, por assim dizer, aereos. Ha solucoes interessantes na Europa, os chamados tramways ou metros de superficie (Lausanne p. ex.).
Podiam muito bem ser adaptados aos atuais corredores de onibus uma vez que estes ja dispoem de via exclusiva.
Sempre bom ler para não parecer ridículo. A não ser é claro que o amigo acima consiga provar que o mestrando mente descaradamente do seu trabalho.
Caro ‘Aquele…’ (e tambem ao Maluf, caso leia os coments),
De fato, eu nao havia lido o trabalho indicado no post do blog. Assim, quero dizer que nao duvido da capacidade do autor, tampouco dos dados por ele apurados. Que venham os BRT’s, se assim for. Alias, como morador de Diadema, utilizo-me de infra-estrutura semelhante ha tempos. O meu comentario nasceu apenas de uma experiencia pessoal, a qual, a julgar pelo referido trabalho, nao condiz com a realidade de SP.
Abracos
Monotrilho seria bom se fosse no meio da avenida, como será na expansão da linha 2 rumo à São Mateus seguindo pela Anhaia Mello e sem nenhum contato com prédios; no caso do Morumbi, contudo, se vê que a expansão passa na frente de avenidas já cheias de prédios dos dois lados, sem falar nas desapropriações óbvias para um projeto como esse.
Gostaria de entender como nascem estas “modas” das obras públicas. Ainda estamos sob efeito da “moda” das pontes estaiadas, e agora surge a nova “moda” do monotrilho.
Sempre que é anunciado um novo projeto para o transporte da capital o monotrilho é sugerido.
Na minha opinião, o maior problema da utilização do monotrilho na capital é o fato de estar sendo direcionado para atender regiões predominantemente residenciais, como a Cidade Tiradentes ou a Vila Nova Cachoeirinha, e que tem uma grande densidade populacional, o que, consequentemente, gerará uma demanda muito elevada, que até mesmo o Metrô teria dificuldade de atender nos horários de pico. Como então, um sistema de menor capacidade que o Metrô poderá atender estas regiões adequadamente?
Ou será que são apenas ideias eleitoreiras, que servirão para atender alguns poucos interesses econômicos?
O único beneficiado pelo monotrilho será o estádio do Morumbi que ainda sonha em ser sede da copa de 2014, por isso tanta pressa de construir o monotrilho, que vai degradar a região e não servira a comunidade. Vergonha!!!!!!!
O monotrilho, por suas características é um modal mais apropriado para curtas distâncias, rotas turísticas e de baixa densidade.É um veículo mais frágil que o metrô, trem suburbano e VLT, além de oferecer maior risco aos usuários. Imagine-se o ocorrido com a linha vermelha do metrô, dias atrás, em um monotrilho. Não há como sair dos vagões e, se assim fosse possível, estariam os usuários – dentre estes idosos e crianças – a 15 metros de altura do chão – sob ventos e chuva então, seria um caos! A mesma proposta foi idealizada para a cidade de Poços de Caldas, e qualquer paulistano pode i até lá para ver que não deu certo e permanece como um “minhocão” estagnado ao longo do eixo central da cidade. Este projeto também foi lançado para fazer a ligação entre Cidade Tiradentes e Vila Prudente. As pessoas deste bairro da zona leste dizem satisfeitas com a chegada do metrô em sua região. Porém isto é uma manipulação sutil da opinião pública! O monotrilho não é metrô! As pessoas estão pensando que terão metrô em seu bairro, mas na verdade será um veículo mais frágil, menor e mais inseguro. Como um veículo mais adaptado a circuitos curtos ou turísticos poderá transportar a grande massa de população de Cidade Tiradentes até o metrô Vila Prudente?
É um engodo!
Me parece que o melhor veículo é o VLT, mais robusto e seguro que o monotrilho porque corre em superfície, em corredor segregado e estruturado de forma que outros veículos não invadam a pista – como infelizmente ocorre hoje com os corredores de ônibus. Os viadutos do trajeto podem ser pequenos e mais baratos, pois serão pontuais e a linha percorrerá o leito de avenidas já existentes, barateando, inclusive, a construção de plataformas de embarque. O VLT é mais integrado a paisagem, mais eficiente e seguro. Cidades como Paris, Londres, Buenos Aires e Barcelona, dentre outras, estão criando suas linhas desde o ano 2002 com excelentes resultados. Basta buscar na internet por “tram”. Este monotrilho será mais uma aberração apra São Paulo como o são o minhocão e o fura-fila!
Vejam o artigo do Sr. Halan Moreira, ja vi palestra dele no Rio pra associasao da barra da tijuca, ele sabia do que estava falando!!!! Abraços!!!!
Todos queremos uma solução para transporte no Brasil. As filas de transito já estão insuportáveis, e afetam a qualidade de vida da população como um todo, tanto os que utilizam os serviços de transporte público, quanto os que utilizam automóveis particulares.
A solução? Sistemas integrados de transporte que oferecem qualidade de serviço em transporte publico utilizando caminhos elevados ou subterrâneos, pois qualquer individuo de bom senso observando São Paulo por exemplo, hoje já se sabe, que espaço no solo não há mais, pois as vias ja estao sobrecarregadas.
O desafio? Sistemas elevados como o minhocão podem causar um impacto visual que nem todos apreciam, e os subterrâneos costumam custar muito e demorar para ser implementados.
E agora? Há uma solução que em um curto prazo pode ser implementada por uma fração do preço de Metrô subterrâneo, e não utiliza espaço na superfície, assim oferecendo uma melhora significante para o transito local, e criando um transporte público aceito pela população, e por todas as classes: O MONOTRILHO.
Utilizado há mais de 40 anos, e oferecendo lucros tremendos, citamos como exemplo a linha de monotrilho de Tokyo Hanedo. A linha transporta mais de 300,000 passageiros diariamente, e já transportou mais de 1,5 bilhões de pessoas. Muitos metrôs e sistemas de VLT não podem demonstrar resultados iguais, alias a maioria dos sistemas de transporte público são subsidiados ou financiados pelas autoridades públicas, pois o objetivo de transporte público não é exclusivamente gerar lucros para os concessionários, mas principalmente oferecer uma solução de mobilidade para a população, assim melhorando qualidade de vida e aumentando produtividade.
Para estes objetivos não existe melhor que o monotrilho, o qual utiliza motores elétricos e pneus de borracha, assim não produzindo a temida poluição sonora das grandes cidades.
Em Kuala Lumpur, Malásia a autoridade pública resolveu estatizar todos os sistemas de transporte publico para fazer a integração necessária para racionalizar a utilização dos diversos sistemas, inclusive o monotrilho. O sistema de monotrilho estabelecido em 2003, hoje transporta mais de 100,000 pessoas por dia. O custo máximo da tarifa é de R$ 1,40(Um real e quarenta centavos), e os melhores hotéis 5 estrelas, shopping centers, e outros empreendimentos brigam por espaço perto da linha silenciosa e elegante que atravessa a cidade, analizando o mercado imobiliário nos trechos por onde o monotrilho passa, se observa que as propriedades triplicaram em valor.
O sucesso do monotrilho não para por ai. O sistema é utilizado em Osaka e transporta mais de 102,000 pessoas por dia. A tarifa varia de 200 Yen a 410 Yen (media de R$5,00 reais) dependendo da distancia percorrida, e está em operação desde 1990, há mais de 20 anos. Existem monotrilhos na China, Austrália, Corea, Estados Unidos, Dubai e Russia.
Hoje a modalidade está sendo implementada na India, Arabia Saudita e São Paulo. Em Mumbai a linha terá 19 km e o prazo total da obra será de 30 meses.
Em termos de segurança o monotrilho tem demonstrado ser o mais seguro de todas as modalidades de transporte. Como não transita em solo, não há risco de atropelamentos como em BRT´s. Veja o exemplo do corredor de onibus na linha de M´Boi Mirim, onde apenas o ano passado foram dezenas de atropelamentos. Também não há risco de descarrilhamento, pois o trem abraça o trilho. Comparando o histórico de acidentes de monotrilho, com o histórico de acidentes com Metro pesado, trens convencionais, carros particulares, e principalmente ônibus, fica claro que o monotrilho é o mais seguro estatisticamente.
Confiabilidade, disponibilidade e segurança são pontos chaves de qualquer sistema de transporte publico, que para obter níveis satisfatórios dependem tanto dos fabricantes, quanto dos operadores, e empresas responsáveis pela execução de serviços de manutenção. O monotrilho oferece os mais altos níveis de disponibilidade do setor. Os pneus, como os utilizados em metrôs pesados tipo o de Santiago Chile e Kuala Lumpur Malasia, oferecem tecnologia RUN FLAT, e um sistema de apoio de manutenção que alerta o sistema quando há uma variação de pressão. Desta forma mesmo na eventualidade não muito provável de um pneu avariado, o monotrilho continua com desempenho operacional necessário até ser retirado da linha para a troca, sem comprometer a disponibilidade do sistema.
Para determinar qual modalidade é a correta precisa analisar a viabilidade econômica, técnica e ambiental. Decisões sobre sistemas de transporte público são baseadas em uma complexa malha de fatores como: demanda, integração na malha urbana, consumo de energia, prazo para implantação, disponibilidade de solo, poluição gerada, fundos disponíveis, benefícios para a população, integração com outras modalidades entre outros. Como parte destas decisões os governos costumam a contratar estudos de viabilidade ambiental, econômica, e técnica. As vezes as autoridades optam por mudar os projetos, implementar em fases, ou não executar os conceitos inicialmente desenvolvidos. Este processo acontece com todos os tipos de transporte público, esta previsto em lei, seja BRT (Bus Rapid Transit), Metrô, Trem de Alta Velocidade, Trem convencional, VLT, ou Monotrilho.
As cidades no Brasil cresceram rapidamente durante a industrialização. Com o crescente ritmo econômico do país, a infraestrutura carece de capacidade de transporte suficiente para atender a crescente demanda. As soluções a serem implantadas precisam contemplar todas as possíveis soluções.
O monotrilho apresenta uma infinidade de possibilidades novas para as autoridades publicas no Brasil, ameaçando soluções tradicionalmente implementadas. Como parte de estratégia de mercado, a imprensa tem sido utilizada como um veículo para divulgar preconceitos e informações equivocadas a respeito do sistema. Citamos o exemplo da alegação do Sr. Adalberto Maluf Filho quem recentemente comentou que Dubai nos Emirados Arabes possui duas linhas de Monotrilho, uma das quais com 54 km de extensão, esta linha de monotrilho nao existe ( o sistema apenas tem 5km) , que a tarifa média de monotrilhos é de $7,00 dólares Americanos (veja os sistemas do Japão e Kuala Lumpur), e que os fabricantes de monotrilho são os únicos que lucram com o sistema (veja os sistemas japoneses). Estes comentários entre outros mis-conceitos, erros, e informações fora de contexto são o resultado direto para tentar frear a tendência de trocar os BRT´s e seus ônibus por sistemas mais eficientes.
Cordialmente,
Halan Lemos Moreira
Vice Presidente
Brasell – Representante Scomi Para o Brasil
Membro da Associasao internacional de Monotrilho
Estudioso de Monotrilho a mais de 5 anos
pessoal, discordo completamente de vocês.
o Monotrilho é SENSACIONAL, é o melhor meio termo entre o VLT e o Metrô
http://www.rog.com.br/claudiovereza2/image_upload/14552605042010apresenta%C3%A7%C3%A3o%20monotrilho%20GV_V3.pdf
É isto aí!
Concordo com a Vanessa, e com todos que são fãz do monotrilho! Aqui em Curitiba, estou propondo a implantação do monotrilho por cima do Canal Belem (para quem não conhece) o canal Belem é poluido e passa por uma área pouco valorizada ( entre os bairros Uberaba e Boqueirão)! O trecho até o Aeroporto, saindo da Estação Rodoferroviária seria de mais ou menos 15 km! O monotrilho poderia passar numa região de pouca infraestrutura e então iria valorizar e revitalizar toda uma área pouco interessante no momento! Para apreciar o traçado, vejam no Google Earth, saindo da Estação Rodoferroviaria e ligando o Aeroporto Afonso Pena! Eu aindo vou convencer as autoridades daqui, que o monotrilho é o transporte ideal do Aeroporto ao centro de Curitiba, atendendo além disto demanda ao longo do seu percurso, com Estações de embarque convenientemente adequadas!
Fiz um ensaio de traçado no Google Earth, que pode ser visto neste link http://ow.ly/5kV2G!
A minha idéia é fazer arcos por cima do canal e nestes arcos “pendurar” as vigas que sustentariam toda a estrutura necessaria ao monotrilho! Em volta do canal Belem seria feito toda a revitalização, como plantio de arvores, ciclovias (com bicicletarios) , bancos , aparelhos para ginastica, iluminação publica adequada, enfim seria feito um outro parque linear (como já estão querendo fazer com o Rio Barigui) veja link http://ow.ly/5kVgl
Concordo, que se tal estrutura passar proximo de predios ou areas residenciais, causa um certo impacto visual , mas não é o caso aqui nesta proposta! Esta área é pouco valorizada, justamente pela falta de uma infraestrutura adequada, e com um projeto deste , iria ser totalmente revitalizada! Já existem alguns ensaios atraves de estudantes de arquitetura de fazer-se este monotrilho pela Av. das Torres, mas eu continuo achando que pelo Canal Belem seria a mais adequada!