Ciclo de debates: moradia e cidade

Continua esta semana, na Casa da Cidade, o Ciclo de Debates Moradia e Cidade. Nesta terça-feira (30), o tema do encontro é habitação popular e assessoria técnica. Confira a programação!

ciclodedebates

CICLO DE DEBATES: MORADIA E CIDADE

A cidade de São Paulo vive um conflito permanente entre o interesse do mercado imobiliário e a necessidade de produção de moradia popular. O tema é atual e necessário para a construção de uma cidade justa e solidária.

DIA 30/06 – Habitação Popular e Assessoria Técnica

Com: Ricardo Gaboni (Ambiente),Sandra Simões (Osasco),Rosângela Paz (PUC), Ângela Amaral (Mediadora),Evaniza Rodrigues (UMM/SP)
Conhecer processos participativos e os desafios para a ampliação de projetos participativos

DIA 07/07 – Autogestão na Habitação: Ainda é possível construir territórios de utopia?

Com: Donizete Fernandes (UNMP),Ricardo Gouveia (Assessor da Presidência da Caixa),Coletivo Usina
Apresentar um panorama das políticas habitacionais atuais e estimular o debate de propostas alternativas.

Venha participar conosco!

Local: Instituto Casa da Cidade – Rua Rodésia, 398 – Vila Madalena
Horário: das 19:00 às 21:30

Dia 28, na FAU-USP: Parque Augusta em debate

*Informe do Departamento de Projeto – FAU-USP

No próximo dia 28 de maio (quinta-feira), o  Departamento de Projeto da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo – FAUUSP promove o evento “Parque Augusta em debate”, com início às 17h30, no auditório Ariosto Mila da FAU (Rua do Lago, 876, Cidade Universitária, Butantã).

O debate tem como objetivo problematizar o conflito que se estabeleceu na cidade de São Paulo envolvendo o destino de um terreno de  24.752 m² localizado na confluência das ruas Augusta, Caio Prado e Marquês de Paranaguá, no qual está situado  um bosque centenário tombado pelo órgão do patrimônio histórico municipal, o Conpresp, ligado à Secretaria Municipal da Cultura.

Os atuais proprietários da área pretendem construir 3 prédios em parte do terreno; contra esta proposição,  movimentos que há décadas defendem a criação de um parque no local ganharam força nos últimos anos,  reivindicando a manutenção da integridade da área como parque público e livre de construções. O debate deverá abordar questões de natureza urbanística, ambiental, histórica, política e jurídica envolvidas neste conflito.

O evento foi idealizado e organizado pelo arquiteto Arnaldo de Melo, doutor em História e Fundamentos da Arquitetura e do Urbanismo pela FAUUSP, e apoiado pelos  professores do Departamento de Projeto da FAU, Dr. Alexandre Delijaicov e Dra. Raquel Rolnik, que mediarão o debate.

Participarão da mesa os arquitetos professores da FAU Alexandre Delijaicov, Raquel Rolnik e Nabil Bonduki (atual Secretário Municipal da Cultura) e o arquiteto historiador Benedito Lima de Toledo. O debate contará também com a participação da  professora da FAU- Mackenzie Nádia Somekh (atual presidente do Conpresp), o arqueólogo Paulo Zanettini, o advogado do Movimento Parque Augusta Iberê Bandeira de Mello, e dois integrantes do movimento ativista Organismo Parque Augusta, o arquiteto Augusto Aneas e a jornalista e permacultora Henny Freitas.

 

cartaz parque augusta em debate final

Enfim, livre-docente. Muito obrigada!

banca

Com a banca de avaliação: Carlos Vainer (IPPUR-UFRJ), Vera Telles (FFLCH-USP), Cristina Leme (FAU-USP), Cibele Rizek (IAU-USP São Carlos) e Flávio Villaça (FAU-USP)

Ontem defendi minha tese de livre-docência, na FAU-USP. Gostaria de agradecer a todos que estiveram comigo nessa caminhada, aos que me ajudaram, à banca de avaliação, aos que estiveram presentes ao longo dos cinco dias do concurso. Muito obrigada!

Após a defesa,  recebi da minha filha Iara um lindo presente, este texto que compartilho com vocês a seguir.

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E agora ela virou livre-docente. Saiu da banca com 10, 10, 10 e 10. Fez daquele momento um momento epistêmico: mostrou o que pode uma intelectual periférica numa posição global. Ela faz isso: inverte as coisas, reposiciona, politiza, polemiza, fortalece e arrasa. Coloca aquele óculos colorido, o batom vermelho, morde a caneta e fala pro mundo com uma força que é só dela. O que o mundo escuta, eu tive o privilégio supremo de ouvir desde dentro da barriga:

que quase tudo na vida é uma questão de território

que arroz integral e água de cachoeira fortalecem a alma

que para todos os problemas existenciais existe uma planilha que bota tudo no lugar

que pra quase tudo a gente precisa mesmo é de concentração – e que não existem muitas coisas que a gente não consegue (uia)

que salada se serve com a mão

que quando o fivel não acha a mãe dele pela terceira vez a gente sai do cinema

que amor é uma coisa que se expressa lavando a louça e comprando pão

tarti di frutti di bosco

que as melhores coisas da vida não são coisas (eu li essa frase em algum lugar, mas poderia ter saído certinho da boca dela)

que dançar enya e falar espanhol zuando é saber viver a vida

que ser mãe é ter a consistência de estar presente e firme mesmo quando três oceanos, uma guerra, uma tese de doutorado ou mesmo uma cidade inteira para reconstruir separam a gente

obrigada por ser  tudo isso e muito mais. você é foda.

Iara Rolnik Xavier.

Ocupe Estelita toma as ruas do Recife após aprovação de projeto

Na última terça-feira, no Recife, convocadas pelo Movimento Ocupe Estelita, milhares de pessoas tomaram as ruas da cidade em protesto contra a aprovação, na Câmara Municipal, do Plano Urbanístico do Cabanga e Cais José Estelita, que autoriza a implementação do projeto Novo Recife na área do cais. No mesmo dia, o prefeito sancionou a lei.

Compartilho abaixo uma nota do Movimento Ocupe Estelita sobre o assunto. Uma nova manifestação está marcada para esta quinta-feira. Veja mais informações na página do evento no Facebook.

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Primeiro Ato #SalveEstelita reúne 5 mil pelas ruas do Recife

salve estelita marcelo

Foto: Marcelo Soares

 

A cidade do Recife parou para ver ouvir e dar passagem, nessa quarta-feira 5 de Abril, a uma manifestação de repúdio à administração municipal, capitaneada pelo prefeito Geraldo Júlio (PSB). O primeiro ato Salve Estelita foi organizado pelo Movimento Ocupe Estelita com o intuito de manifestar a insatisfação de vários movimentos sociais, cidadãos e coletivos com a forma pela qual o Plano Urbanístico do Cabanga e Cais José Estelita foi elaborado, aprovado pela Cãmara Municipal e sancionado no mesmo dia pelo prefeito. O Plano, agora Lei, autoriza a edificação do Projeto Novo Recife, um empreendimento de 13 torres no centro da cidade, mais especificamente no bairro histórico de Santo Antônio que acumula um rastro de ilegalidade e que promete gerar um significativo impacto negativo sobre a qualidade de vida da capital pernambucana. Cerca de 5 mil pessoas participaram   manifestação, que seguiu por algumas das mais importantes vias no final   tarde e se dispersou no Shopping Rio-Mar, identificado pelos manifestantes como símbolo do processo de aguda segregação pelo qual passa a cidade.

Uma nova manifestação deve acontecer nessa quinta-feira com um número maior de entidades envolvidas. Diversos sindicatos e grupos sociais devem se integrar ao Segundo Ato Salve Estelita – a disputa em torno do Cais José Estelita nos últimos meses aglutinou diversas demandas urbanas de variados grupos sociais. Uma das categorias que reforçou o coro dos descontentes nessa terça-feira, por exemplo, foi a dos professores estaduais, em greve.

A lei que autoriza o empreendimento Novo Recife foi aprovado em uma votação turbulenta, e sem a análise dos vereadores – a matéria não era prevista na pauta do dia e foi encaminhada em regime de excepcionalidade. O Projeto foi sancionado pelo prefeito na mesma noite, apesar do gestor encontra-se em São Paulo. Retrospectivamente a iniciativa empreendedora não foi discutida com a sociedade, até que grupos, coletivos e movimentos forçassem o debate, desde junho de 2014, quando a área foi invadida pela população para impedir o início da  demolição dos armazéns que compõem o patrimônio do local.

Entenda o caso

A área do Cais José Estelita, de 100 mil metros quadrados, é uma das mais valiosas áreas s do pequeno perímetro urbano da  capital, que sofre com um alto déficit habitacional. Foi vendido num leilão ilegal (diversas ações na Justiça Federal tentam reverter a venda, que teve apenas um consórcio interessado); além disso o projeto foi aprovado sem anuência do Iphan, DNIT e Fundarpe – aprovação necessária devido ao valor histórico do local, que sedia o segundo pátio ferroviário brasileiro.

Também não foram feitas análises de impacto ambiental e urbanística do empreendimento, cujo projeto prevê um estacionamento de 5000 veículos. Essa perspectiva promete piorar em muito o trânsito na cidade, considerado pela consultoria TOM 2, em 2014, o pior do País.

O caso se agrava ao se verificar que entre as doações de campanha do atual prefeito Geraldo Júlio encontram-se valores advindos de uma das principais construtoras que formam o consórcio, a Queiroz Galvão – cujo presidente esteve preso até semana passada por envolvimento no Caso Lava jato.

 A manifestação

Portando faixas, instrumentos de percussão, cartazes os manifestantes realizaram uma significativa sinalização de que o envolvimento entre o Poder Público municipal e as empresas do setor imobiliário chegou a um ponto crítico. A manifestação foi acompanhada pela Polícia Militar até a entrada no Shopping Rio Mar, complexo de comprar viinho à área de litígio entre a sociedade civil e a articulação prefeitura.

A razão encontrada pelo manifestantes para a ida ao shopping é a similaridade entre o empreendimento imobiliário e centro de compras – ambos se propõem a promover o capital e a segregação. O Shopping é uma tentativa de criar uma nova cidade sem problemas urbanos como trânsito, chuva, sol, pedintes, acidentes, falta de estacionamento nas ruas. É uma espécie de simulação de cidade e de espaço público. As torres do Novo Recife se assimilam à proposta do Shopping pois fazem parte do projeto de cidade onde as pessoas pagam pelo exclusivo, pagam por uma sala de ginástica no próprio prédio, piscina particular, parquinho particular, que pagam pela sua auto-exclusão, pela sua distinção, que só conhecem a solidariedade entre iguais.

Fotos/ Marcelo Soares: https://www.flickr.com/photos/direitosurbanos/sets/72157652408265225/

“Guerra dos lugares”: defesa de minha tese de Livre-Docência

Tese de Livre-Docência

Capa da tese de Livre-Docência

Na próxima semana, entre os dias 4 e 7 de maio, participo do concurso para obtenção do título de Livre-Docente na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Entre as diversas atividades que compõem o concurso, algumas são fechadas e outras são públicas, como a prova didática e a arguição do memorial e da tese, que acontecerá no último dia.

A tese intitula-se “Guerra dos lugares – a colonização da terra e da moradia na era das finanças” e a banca de avaliação é composta pelos professores Maria Cristina Leme (FAU-USP), Flávio Villaça (FAU-USP), Vera da Silva Telles (FFLCH-USP), Cibele Rizek (IAU-USP) e Carlos Vainer (IPPUR-UFRJ), como membros titulares.

Segue abaixo o calendário das seções públicas, ainda sujeito a modificações, uma vez que a banca, em sua primeira reunião, ainda pode propor alterações. Estão todos convidados! Será um prazer contar com a presença de vocês!
Memorial

Capa do Memorial

Concurso para obtenção de título de Livre-Docente:

Local: Sala da Congregação da FAU-USP – Rua do Lago, 876 – Cidade Universitária.  

– Segunda-feira, 4 de maio:
10h: prova pública de arguição de memorial

– Quarta-feira, 6 de maio:
15h: Avaliação didática
20h10: Leitura da prova escrita
20h20: Exposição da prova prática

– Quinta-feira, 7 de maio:
12h30: Defesa pública de Tese
19h: Proclamação do resultado final

A vez do pedestre também tem que ser agora!

calcada itaquera

Calçada em Itaquera, zona leste de São Paulo. Foto: Marcos Paulo Dias

Até o dia 17 de abril, os paulistanos podem contribuir pela internet com a elaboração do Plano de Mobilidade da cidade de São Paulo. A última rodada de debates temáticos presenciais acontece no próximo sábado, a partir das 9h, no auditório da Uninove (Vergueiro). A elaboração do plano é uma exigência da Política Nacional de Mobilidade, aprovada em 2012.

Um dos temas que serão discutidos no encontro de sábado é a mobilidade a pé. Embora ninguém nunca fale nos pedestres na discussão da mobilidade urbana, a quantidade de pessoas que se desloca no dia a dia principalmente desse modo é altíssima: chega a mais de 30% da população, segundo a pesquisa Origem e Destino realizada pelo Metrô em 2007.

Se considerarmos que os que utilizam o transporte público também se deslocam a pé no trajeto entre a casa/trabalho/escola e o ponto onde pegam o ônibus ou a estação de trem ou metrô, percebemos que o tema é absolutamente central nessa discussão. Mesmo quem utiliza o carro diariamente, em alguns momentos, é também pedestre: no horário de almoço, quando caminha até um restaurante, ou mesmo no trajeto entre o estacionamento e o local de trabalho.

Porém, quando se fala em mobilidade urbana, em geral pouco se pensa na situação dos pedestres na cidade. Lembro de uma pesquisa realizada pela CET em 2011 que mostrava que 89,6% dos motoristas não respeitam as faixas de pedestres e que cerca de 70% das pessoas que se deslocam a pé se sentem desrespeitadas no trânsito.

Em 2011, também, a Câmara Municipal aprovou uma Lei das Calçadas, estabelecendo novos critérios e parâmetros, e até publicou uma cartilha para orientar os proprietários de imóveis, que são, em grande parte das ruas da cidade, os responsáveis pela manutenção das calçadas. Obviamente, de lá pra cá, não vimos grandes mudanças, nossas calçadas, em geral, continuam sendo de péssima qualidade…

O fato é que esse modelo de gestão da infraestrutura de circulação dos pedestres, privado e individual, simplesmente não dá conta de enfrentar o problema. Se historicamente o poder público cuida do leito carroçável, onde andam os veículos, por que não pode ser responsável por garantir calçadas seguras e confortáveis para os pedestres?

Pensando em todas essas questões que envolvem o difícil cotidiano de quem se descola a pé pela cidade, um grupo de pessoas decidiu criar a Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo. O objetivo é se articular e somar forças para cobrar a inclusão de ações pela melhoria da mobilidade a pé nas políticas gerais de mobilidade da cidade.

E eles estão certos. Uma verdadeira política de mobilidade implica, sim, pensar ações de apoio à circulação dos pedestres. Em Nova York, por exemplo, existe um plano de mobilidade não motorizada que inclui tanto ações para deslocamentos por bicicleta – como o planejamento das ciclovias – como ações voltadas à melhoria da circulação dos pedestres na cidade.

Nesse momento em que a cidade de São Paulo busca mudar seu paradigma de mobilidade, investindo em mais espaço para o transporte público e para as bicicletas, com a implementação de faixas exclusivas de ônibus e de ciclovias, é fundamental, também, incluir iniciativas que melhorem as condições dessa parcela tão expressiva da população que se locomove a pé.

*Texto publicado originalmente no Yahoo!Blogs.

Seminário no Recife discutirá cidades e resistência

Na próxima terça-feira (14), estarei no Recife para participar da abertura do Seminário Internacional Faces da Resistência, promovido pela UFPE e pela Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), em parceria com o Consulado da França. O evento será realizado entre os dias 14 e 16, das 19h às 22h, no Memorial de Medicina de Pernambuco, com entrada gratuita. Entre os temas que serão debatidos está “Cidade e resistência”, além de “Audiovisual e resistência”, “Arte e resistência” e “Mídia e resistência”.

Leia a seguir o release do evento. Clique aqui para ver a programação completa.

Um dia antes (13/4), estarei no Centro Universitário do Vale do Ipojuca, em Caruaru (PE), participando do Diálogos Urbanos, ciclo de debates promovido pelo curso de Arquitetura e Urbanismo da instituição. O tema da nossa conversa será “Desenvolvimento econômico e cidades no Brasil: Por que continuamos reproduzindo a precariedade?”. Clique aqui para mais informações.

Foto: Mídia Ninja

Cais José Estelita, no Recife. Foto: Mídia Ninja

UFPE e FUNDAJ promovem seminário internacional para discutir formas de resistência

O seminário, que tem o apoio do Consulado da França, contará com as presenças da Secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Ivana Bentes; da professora da USP e ex-Secretária Nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades, Raquel Rolnik, do professor e pesquisador francês Jean-Baptiste Comby e da curadora e pesquisadora mexicana Helena Chávez Mac Gregor. Além de mesas redondas, o evento envolve oficina sobre o audiovisual militante.

A crescente perda de legitimidade dos sistemas de representação, sentida mais fortemente no Brasil a partir das inúmeras manifestações populares de rua, e o surgimento de movimentos como #OcupeEstelita tornam urgente repensar as formas de resistência que têm emergido à margem de sindicatos, partidos e outras instituições formais.  Novas demandas e formas de expressão surgem também nesse momento em que diferentes grupos sociais almejam uma participação mais direta nas decisões tomadas nas distintas esferas de poder. É na luta por novos modelos de ocupação das cidades, nas manifestações artísticas contemporâneas e nas disputas de sentido nas mídias que essas formas de resistência tem revelado mostrado as energias contestadoras com maior visibilidade no espaço público. E é em torno desses três eixos de discussão – Cidade, Arte e Mídia – que estão organizadas as discussões das mesas temáticas do Seminário Internacional Faces da Resistência, que será realizado de 14 a 16 de abril, das 19 às 22 horas, no Memorial de Medicina de Pernambuco, com entrada gratuita e aberta ao público em geral.

O seminário está organizado em três grandes mesas redondas interdisciplinares que contam com a participação de convidados nacionais, como a professora da UFRJ e secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Ivana Bentes, e professora da USP e ex-Secretária Nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades, Raquel Rolnik. Além de pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco e da Fundação Joaquim Nabuco, entre os participantes, estão convidados internacionais, como o sociólogo francês Jean-Baptiste Comby, da Universidade Paris II (Panthéon-Assas) e da curadora mexicana Helena Chávez Mac Gregor, que também é pesquisadora do Instituto de Investigações Estéticas da Universidade Nacional Autônoma do México.

Paralelamente ao seminário, estará em exibição, no pátio interno do Memorial de Medicina, a exposição “Design e resistência”, que reúne cartazes e material visual de movimentos e mobilizações populares. Também será realizada, como evento associado ao seminário, a oficina “Audiovisual e resistência”, que reunirá, em uma roda de conversa, realizadores de audiovisual, estudiosos e críticos de cinema do Estado. Organizada pelo Centro de Audiovisual do Norte Nordeste (CANNE) da Fundaj, a ideia da oficina é apresentar e discutir a produção audiovisual militante, a partir dos vídeos e curtas realizados pelo coletivo de realizadores do movimento #OcupeEstelita e também de peças de resistência audiovisual ligadas às questões indígenas e fundiárias. Diferentemente das mesas temáticas, cujo acesso é livre, a participação na oficina exige inscrição prévia. Como as vagas são limitadas, é preciso encaminhar um pedido de inscrição, que será analisado pelos organizadores, para posterior confirmação de disponibilidade de atendimento. O link para inscrição é:  http://goo.gl/forms/9RpEV6Ho1N

O Seminário Internacional Faces da resistência é uma realização dos programas de pós-graduação em Comunicação e em Sociologia da Universidade Federal de Pernambuco e da Fundação Joaquim Nabuco, em parceria com o Consulado da França. O seminário é também o primeiro evento de um projeto mais amplo denominado “Arte, reforma e revolução”, que será desenvolvido pela Fundaj ao longo dos próximos dois anos e prevê uma série de ações culturais e artísticas voltadas ao público no entorno de seu prédio no Derby durante o período em que o lugar passará por uma grande reforma física. O “Arte, reforma e revolução” propõe manter viva a memória do edifício da Fundaj no Derby, em vez de considerar como inevitável a paralisação das atividades que antes eram realizadas naquele espaço em função da reforma. Como parte dessa ação, a mostra “Design e resistência” terá como suporte de exibição os tapumes utilizados na reforma do prédio que, após a exposição, serão devolvidos à obra com o material visual que acolheram e dando lugar a uma nova intervenção cultural a partir dessa circulação.

O seminário realizado pela UFPE e Fundaj ocorre também em articulação com uma semana dedicada à tematização das lutas e manifestações de resistência, marcada para entre os dias 12 e 19 de abril. A “semana de resistência” será aberta no domingo (12) à tarde com o evento “Ocupe Campo Cidade”, no Cais José Estelita, que discutirá pautas de luta comuns aos trabalhadores rurais e aos moradores das grandes metrópoles por meio de aulas públicas, debates, exibições, manifestações culturais e artísticas. Além de representantes da UFPE e Fundaj, a programação da semana de resistência envolve integrantes do #OcupeEstelita, Centro Sabiá, Terra (MST), Núcleo de Agroecologia e Campesinato (NAC/UFRPE), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Pastoral da Juventude Rural (PJR), Rede Coque Vive e Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Comércio Informal (SINTRACI).

SERVIÇO:

Seminário Internacional Faces da Resistência
14 a 16 de abril, das 19 às 22 horas.
Auditório do Memorial da Medicina
Rua Amauri de Medeiros, 206 – Derby.
Informações: (81) 3073-6691/ 6692
Entrada gratuita, sem inscrição prévia.
Auditório com disponibilidade de 130 lugares

Oficina Audiovisual e Resistência
15 de abril, das 14 às 17 horas
Jump Brasil – R. Capitão Lima, 420, Santo Amaro
Informações: (81) 30736718 / 6719
Entrada mediante inscrição prévia.
Disponibilidade de 50 lugares.
O link para inscrição: http://goo.gl/forms/9RpEV6Ho1N
Informações: 3073.6691/6692