“População de baixa renda não tem sido beneficiada pelos megaeventos esportivos”

Esta é a última parte da entrevista concedida ao blog De Olho em 2014, do Portal Terra.

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Raquel Rolnik denuncia: “população de baixa renda não tem sido beneficiada pelos megaeventos esportivos”

Por Milton Bellintani

Na quarta é última parte da entrevista ao De Olho em 2014, a relatora especial das Nações Unidas para o direito à moradia adequada explica qual é a função que essa divisão da ONU desempenha.

“A relatoria fiscaliza a implementação dos acordos firmados pelos países no campo dos direitos humanos”, diz ela. “Um relator independente é nomeado para verificar se o que foi pactado está sendo feito.”

Ela adverte para o fato de que os megaeventos esportivos realizados criam um paradoxo: ao mesmo tempo em que enobrecem áreas das cidades que sediam esses jogos, contribuem para que a população de baixa renda seja removida para bairros distantes.

Para saber mais sobre o trabalho da urbanista, acesse o Blog da Raquel Rolnik.

Assista à primeira parte da entevista com a urbanista: “A Fifa é uma caixa preta”

Veja também a segunda parte da conversa com Raquel: “Mundial é oportunidade de mudar as cidades”

Cique aqui e veja o terceiro vídeo da entrevista de relatora da ONU: “É possível fazer um mundial com ética e transparência”

Clique no botão abaixo para assistir à terceira parte da entrevista com Raquel Rolnik:

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Fonte: De olho em 2014 / Portal Terra

3ª parte da entrevista ao De Olho em 2014: Raquel Rolnik pede Mundial com ética e transparência

Por Milton Bellintani

Na terceira parte da entrevista ao Blog, a relatora especial das Nações Unidas para o direito à moradia adequada diz que o Brasil tem a oportunidade histórica de mostrar que se pode fazer um Mundial com ética e respeito aos direitos humanos.

“O país está se apresentando ao mundo como uma nova potência, com uma agenda de política social e de respeito aos direitos humanos. É essencial mostrar que aqui a Copa do Mundo pode ser feita de outra forma: com ética, transparência e democracia.”, diz ela.

Para saber mais sobre o trabalho da urbanista, acesse o Blog da Raquel Rolnik.

Assista à primeira parte da entevista com a urbanista: “A Fifa é uma caixa preta”

Veja também a segunda parte da conversa com Raquel: “Mundial é oportunidade de mudar as cidades”

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Fonte: De olho em 2014 / Portal Terra

De Olho em 2014: Urbanista da FAU-USP diz que Mundial não é balcão de negócios

Por Milton Bellintani

“A Copa no Brasil tem capacidade de mobilizar investimentos e contribuir para resolver problemas estruturais das cidades, desde que não vire um balcão de negócios de quem tem assento à mesa de decisões”, afirma Raquel Rolnik.

Na segunda parte da entrevista ao Blog, a relatora especial das Nações Unidas para o direito à moradia adequada alerta que erros dos Jogos Pan-Americanos Rio 2007 não devem ser repetidos, bem como a experiência de construir arenas em estados que não demonstram capacidade de torná-los sustentáveis. “Nos anos 1970, o governo militar ergueu grandes estádios. A maioria virou elefante branco”, diz ela.

Para saber mais sobre o trabalho da urbanista, acesse o Blog da Raquel Rolnik.

Assista à primeira parte da entrevista da urbanista: “A Fifa é uma caixa preta”

Nesta quarta-feira, na terceira parte da entrevista, Raquel garante: “Brasil pode fazer Mundial com ética”

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Fonte: Blog De Olho em 2014 / Portal Terra

Entrevista para o blog De Olho em 2014: “Para Raquel Rolnik, relatora da ONU, FIFA é uma ‘caixa-preta'”

Raquel é relatora das Nações Unidas para moradia adequada: "a Fifa não me responde" (Crédito: Milton Bellintani)

“A Fifa é uma caixa preta.” Quem diz isso é a relatora especial das Nações Unidas para o direito à moradia adequada, Raquel Rolnik, em entrevista concedida especialmente para o De Olho em 2014. A afirmação se refere à falta de resposta da entidade a seguidos convites para debater o impacto do Mundial do Brasil nas cidades anunciadas como sedes de jogos, em especial sobre as comunidades de baixa renda. “Falta transparência sobre os critérios de escolha e avaliação adotados, entre outros problemas”, diz.

No vídeo com a primeira parte da entrevista ao Blog, Raquel Rolnik explica que a ONU se preocupa com a qualidade do legado que os megaeventos esportivos deixam. “E essa é a razão pela qual as cidades se interessam em sediá-los.”

Para efeito de comparação, a urbanista, que também é professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), diz ter procurado o COI (Comitê Olímpico Internacional) a fim de discutir esse assunto. “Ali, encontrei receptividade. Já a Fifa nunca respondeu às solicitações da relatoria especial da ONU.”

Para saber mais sobre o trabalho da urbanista, acesse o Blog da Raquel Rolnik.

Na próxima terça-feira (25), na segunda parte da entrevista, Raquel destaca: “Mundial não é balcão de negócios”

Para ver o vídeo com a entrevista, clique no botão abaixo:

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Fonte: De Olho em 2014 / Portal Terra