Transporte público: qual é a conta?

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Foto: Mariana Gil / WRI Brasil Cidades Sustentáveis/Flickr

O prefeito eleito de São Paulo, João Doria Jr., prometeu durante sua campanha que iria manter o valor da tarifa de ônibus nos atuais R$ 3,80. Após eleito, ele se comprometeu com o congelamento desse valor apenas no primeiro ano de sua gestão. Mas estudos técnicos apresentados à Câmara de Vereadores, que discute nesse momento o orçamento de 2017, preveem que, além do R$ 1,75 bilhão que está previsto na proposta de orçamento enviada pelo prefeito Fernando Haddad, seriam necessários mais R$ 770 milhões para atender a promessa do novo prefeito, o que levanta a questão sobre de onde sairia esse dinheiro. E as pressões para o aumento da tarifa aumentam…

Mas a questão é: por que, mesmo com uma tarifa que, para muitos, é pesada, tantos subsídios são necessários? Infelizmente, a nova licitação do transporte público, onde esse é um tema central, está ainda suspensa pelo TCU.

O debate em torno das margens de lucro da exploração comercial do serviço de ônibus, assim como o que queremos como modelo e, portanto, o quanto de subsídio estamos dispostos a pagar para garantir a universalidade do transporte público, ainda está longe de ter sido esgotado.

Falei sobre o assunto na Rádio Usp, na semana passada. Confira o comentário completo clicando aqui.

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6 comentários sobre “Transporte público: qual é a conta?

  1. Off topic. Mas merece uma resenha da Raquel

    Doria pretende transferir toda a Virada Cultural para o autódromo de Interlagos. Assim, acaba com a essência do evento que é justamente a celebração do espaço público, a ocupação das ruas com festa e arte especialmente no centro, o coração de São Paulo. Como se vê, ele pode ser um grande gestor de contas e serviços públicos, além da busca obsessiva por resultados.

    Mas não sabe o que é uma cidade.

    Lógico. Só anda de carro.

    http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/12/1838652-doria-rompe-lua-de-mel-com-haddad-e-diz-que-cidade-de-sp-e-um-lixo-vivo.shtml

    • por mim, abolia esse tipo de festa. desperdício de dinheiro dos pagadores de impostos, que poderiam escolher e pagar por sua própria diversão com toda a grana que é gasta nisso ai.

      • Discordo, Viking

        A Virada é importante para São Paulo perder o estigma de ‘cidade solidão’. Afinal, ela é a celebração do espaço público, o lugar onde acontecem os encontros, as trocas de experiências, a admiração da arquitetura, o contato com o céu e o chão da cidade. Observe como as crianças adoram a novidade de brincar na rua como se fosse um parque, sem preocupação com os carros.

        Conheço jovens que declaram que nunca foram ao centro da cidade por medo. Ora, um dos objetivos da Virada é exatamente esse. Quando a multidão ocupa as ruas do centro, ele deixa de ser um lugar ermo, amedrontador. Quando as famílias ocupam a Paulista com crianças, bicicletas e cachorros está interagindo com a cidade e fortalecendo a noção de pertencimento a ela, o que não ocorre quando percorremos as ruas de carro. Aliás é esta a essência do livro (obrigatório) Cidades para Pessoas do arquiteto dinamarquês Jan Ghel.

        São Paulo precisa ocupar os espaços públicos com parques, gente sorrindo, festa, arte, música. Não com bombas de gás lacrimogênio, barricadas de pneus, muros e grades. Só assim deixará de ser a ‘cidade dos espaços fechados’.

      • concordo que o centro precisa ser ocupado, mas não será com um evento que ocorre uma vez por ano que essa ocupação será sustentável e perene.
        adianta nada engessar a ocupação do centro durante 364 dias, enquanto a incentiva por apenas 1.

  2. aqui na Suíça, o custo do transporte público urbano é coberto apenas por cerca de 50% das vendas de bilhetes. o restante é coberto por dinheiro público (a partir de várias taxas). os serviços são contratados muitas vezes com um concurso geralo. serviço é monitorado (pontualidade, limpeza, qualidade). se os resultados não são alcançados é aplicada uma sanção à empresa de transporte. o custo dos bilhetes é bastante elevada, mas existe um incentivo para inscrições. i para os custos da empresa são cerca de 30 rs por quilómetro. assinatura mensal 300 rs que é muito menos caro do que o custo total de um carro….desculpe pelos erros de Português …

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