Rio: Legado urbanístico dos Jogos Olímpicos?

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Paula Johas – Fotos Públicas

Na minha coluna na Rádio USP dessa semana, comentei o legado urbanístico dos Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro.

Muito se fala do BRT como uma das heranças positivas dos jogos. Qualquer investimento em transporte coletivo que diminua a dependência do carro é bem-vindo, mas as escolhas feitas na capital fluminense não atendem as prioridades e urgências de mobilidade da população da metrópole fluminense.

“Acabou virando prioridade ampliar, investir ou induzir mais ainda uma frente de expansão imobiliária na direção da Barra da Tijuca que absolutamente não era a necessidade e da demanda mais importante, mais urgente do Rio e isso foi definido a partir dos jogos”.

Ouça a minha fala completa no site da Rádio USP.

4 comentários sobre “Rio: Legado urbanístico dos Jogos Olímpicos?

  1. Acho cedo para fazer uma avaliação do legado. Por outro lado, há vários legados em questão: a Vila Olímpica, a mobilidade urbana com os BRTs, o VLT, a linha 4 do metrô, o legado esportivo, a repercussão positiva mundial da festa de abertura, a praça Mauá, o Museu do Amanhã, etc.

    Mas o maior legado da Rio-2016 é a afirmação da cidade como o grande centro brasileiro dos eventos internacionais. Esse é o objetivo maior das olimpíadas, pan-americano, final da Copa 2014, Rio+20 e Rock in Rio, marca que é vendida para divulgar o nome da cidade em outros países. Com essas ações, o Rio pretende atrair novos talentos e investidores tirando de São Paulo o primeiro lugar.

    Aqui entra em campo o bairrismo Rio-São Paulo. Mas um bairrismo gostoso, construtivo, que traz lições. Se a pretexto de realizar uma olimpíada os cariocas fizeram do Rio uma cidade melhor nós também podemos. Por que não?

    Aliás, esse é mais um legado.

    • Esse é um ponto a ser discutido. O Brasil foi contemplado no banquete olímpico ou apenas a cidade-sede?

      O país inteiro vai pagar a conta da festa mas a glória de ficar na história vai ser única e exclusivamente do Rio. Ok, o Rio merece mas e as outras capitais, não? Aliás, por que o Rio cada vez mais detém a exclusividade dos grandes eventos internacionais se quem paga a conta depois é o Brasil todo? Jogos Pan-americanos e copa-2014 são exemplos claros e recentes. Vamos rezar para os cariocas não terem a ideia de lançar a candidatura do Rio ás olimpíadas de inverno. Eles sabem que não neva no Rio mas nada que alguns bilhões de dólares não possam resolver o problema.

      Quanto à grana, esse é o ponto nevralgico da questão. Valeu a pena o investimento? A julgar pelo Museu do Amanhã, um delírio arquitetônico do Santiago Calatrava, acho que não. Porém, do ponto de vista de ganho em qualidade urbana, penso que sim. Só o VLT, a linha 4 do metrô e a praça Mauá já justificam os bilhões investidos ali.

      Bem que poderíamos fazer o mesmo aqui em Sampa sem nem precisar de olimpíadas para tal.

      • investir em infra somente quando temos grandes eventos e mídia Internacional só mostra quão grande é a caipirice e a incompetência do estado.

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