Sai Costa e Silva, entra João Goulart. Muda o nome, mas não impacto urbanístico do Minhocão

minhocao.png

Carlos Severo/Fotos Públicas

Nesta semana, minha coluna na Rádio USP foi sobre a mudança do nome oficial do Minhocão, um elevado que rasgou e destruiu bairros e degradou avenidas importantes da cidade de São Paulo.

Batizado na sua inauguração, em 1971, como Costa e Silva, um dos presidentes da ditadura, o Minhocão foi renomeado agora de João Goulart, deposto antes do golpe militar, em 1964.

A mudança é uma iniciativa da Câmara, mas está em sintonia com as ações do programa Ruas de Memória, uma importante iniciativa da prefeitura da cidade que pretende mudar o nome de 400 logradouros que homenageiam agentes da ditadura civil-militar. Pobre ex-presidente Goulart, que agora dá nome a uma monstruosidade urbanística.
Ouça a íntegra da entrevista no site da Rádio USP.

8 comentários sobre “Sai Costa e Silva, entra João Goulart. Muda o nome, mas não impacto urbanístico do Minhocão

  1. Não poderia haver grosseria maior que essa.

    Além de tudo, mudar nomes de ruas e logradouros dessa forma é mais um golpe. Só que dessa vez contra a memória urbana da cidade que aguenta ser mal tratada uma vez que é ‘a mais rica’.

    Porém, fica a pergunta: que sentido faz mudar o nome de algo que futuramente deve ser demolido?

  2. Que absurdo, imposição ideológica também é autoritarismo. Passaporte para a completa submissão do povo brasileiro aos ideais e idéias de psicopatas, doentes mentais que querem suprimir nomes, como se estivessem fazendo justiça e resgatando a dignidade dos brasileiros com um gesto tão chulo, pobre, grosseiro. Se erraram, vamos corrigir os erros; com certeza o erro do Minhocão não está no nome e nem é decorrência da ditadura militar, até porque não foram os militares que o projetaram e construíram. É sim, uma aberração urbanística. Apenas endosso os comentários do Viking e do Celso P. Querem matar a cobra de morrer de rir!

  3. . “Governar é definir prioridades”, nesta definição entendo que o sr. Haddad cometeu uma inversão de valores das mesmas, com relação a mobilidade, pois os corredores e faixas de ônibus que comprovadamente beneficiam um número maior de usuários, e deveriam obrigatoriamente preceder as ciclovias, ou seja “trocou a qualidade pela quantidade”.
    Vale lembrar que o acréscimo da verba citada é para uso municipal exclusivamente.
    Entendo que os alcaides ainda nem aprenderam a priorizar, planejar, executar e fiscalizar o trajeto dos corredores e faixas de ônibus e querem fazer isto, o prefeito prometeu 150 km + 23,4 km de corredores até dezembro de 2016, e com os R$ 350 milhões previstos para 2017, é possível fazer somente entre 20 e 30 km de corredores, dependendo da estrutura exigida, só entregando ~37,5 km, 25% do previsto, e um dos motivos senão o principal alegado é a falta de verba, e em troca ampliou as ciclovias, a grande maioria subutilizada, simplesmente ocupando faixas de pedestres ou de veículos, e por consequência a diminuição da velocidade com a suposta alegação de segurança, além de aumentar para gravíssima a multa do infeliz motorista que a ultrapasse, com o aval do governo federal.

    Em São Paulo qual é a finalidade daquele Memorial da América Latina na Barra Funda que foi construído em um local estratégico para ser uma ampla estação Rodo Ferroviária, e de onde veio o dinheiro para erguer aquele esqueleto de concreto do Museu do Trabalhador com custo previsto de R$18,2 milhões que esta sendo erguido em pleno centro de São Bernardo do Campo por aquele partido que tem como lema “Pátria Educadora”, quanto dinheiro inútil desperdiçado para monumentos sem funcionalidade nenhuma, e que visam exclusivamente ao culto de personalidades, será que ira constar da placa inaugural da origem do dinheiro? E estranhamente planejados pelos mesmos preocupados em mudar o nome de ruas e do elevado Costa e Silva, e que citam o elevado como degradador do espaço urbano, e que as atuais colunas e vigas dos Monotrilhos são a solução urbana arquitetônica para as grandes cidades, portanto são opiniões mais políticas do que técnicas, e varias verdades conforme suas conveniências.

    Para não dizerem que não citei exemplos de obras utilitárias e funcionais; Estação de tratamento de Aguas do ABC, Sistema Cantareira, Terminal Rodoviário do Tiete, todos construídos a mais de trinta anos passados.

    Enquanto isto na região da Luz, a “cracolândia” segue a todo vapor, em mais um fracasso do governo municipal, e a estação metrô ferroviária da Luz se encontra ultra saturada, ocorrendo sérios perigos de segurança, a sua vizinha próxima Júlio Prestes esta as moscas, e se encaminha melancolicamente para sua desativação como estação ferroviária por falta de uso e transformada em sala de exposições, e nem a estação ferroviária do Bom Retiro prometida pelo governo estadual sequer foi iniciada.

  4. Nomenclatura urbana em São Paulo chega a ser caso de polícia.

    O Metrô de São Paulo já foi uma referência no respeito à história da cidade. Porém de algum tempo para cá virou moda colocar dois nomes nas estações: Corínthians-Itaquera, Trianon-Masp, Higienópolis-Mackenzie, São Paulo-Morumbi, etc. A pérola máxima foi a estação Sumaré, rebatizada de Sumaré-Santuário N.Sa. de Fátima. Qualquer católico praticante sabe que o santuário de Fátima fica em Portugal na localidade de Fátima onde deu-se a aparição e jamais sairá de lá, nem por ordem do Papa. Mas a Cia. do Metrô gosta de complicar. Um desavisado turista ou alguém que não conhece direito a cidade certamente vai ter dificuldade em localizar-se diante de nomes que nada dizem sobre o local ou sua história.

  5. Cara Raquel e Leitores do Blog
    Realmente não sabemos se estão rendendo homenagem a João Goulart, ou se estão a ofender sua memoria.???
    Agora, solução para o Minhocão tem.
    Sem passar pela sua demolição , que seria cara e um verdadeiro transtorno para cidade, talvez bem lá no futuro quem sabe? Quando houver outras alternativas de transportes, e a cidade parar de crescer na Zona Oeste, isto lá para os anos de 2060 ou 2080 ??? Por enquanto o tão achincalhado Minhocão, deveria ser envelopado por belo jardim suspenso, composto de heras e outras trepadeiras, e isto ajudaria a mitigar um pouco a poluição, além de proporcionar um maior frescor aos imóveis vizinhos.
    No momento sabemos que não é possivel, pois a Prefeitura , (apesar dos aumentos constantes de IPTU, ITBI, multas e outras taxas), está falida, pois não consegue nem recolher o Lixo que se espalha pela cidade toda. Fim de governo , verdadeiro fim de feira, e ainda o Prefeito tem a cara de pau de candidatar-se a reeleição. “Um péssimo Prefeito em um Partido queimado”, este deveria ser o slogan de sua campanha. A suas grandes obras foram: Corredores de Ônibus, Ciclovias, Multiplicação dos Radares da Industria da Multa, junto com a multiplicação de Placas de Transito. Exemplo: Na Radial Leste , farol do viaduto da Bresser , sentido bairro, existem cinco placas indicando a altura do viaduto, um tremendo exagero, alguém deve estar ganhando muito dinheiro com estes excessos de placas. Na Avenida Alcântara Machado entre a Rua Piratininga e Parque D.Pedro, cortaram todas as árvores do canteiro central ( o que foi motivo de protestos na época) mas até o momento nada fizeram no local e nem vão fazer, pois um túnel ali , não vai melhorar em nada o sistema viário. Estas são as grandes obras deste Prefeitinho.
    Grato por mais esta oportunidade
    Antonio da Ponte
    Ambientalista da Aclimação.

  6. Causa-me perplexidade e indignação esse tipo de discussão ou debate. Discutir sobre substituição do nome de uma obra viária, parece uma perda de tempo e leva ao limite a
    paciência das pessoas com tolices. Aliás, todos os comentários, de uma ou de outra forma se
    detiveram em considerações importantes e relevantes e revelam a ânsia dos cidadãos para opinar sobre alternativas de solução para a cidade, mas, parece, a discussão permanece no subterrâneo.

  7. O Metrô começou hoje as obras da futura estação Angélica-Pacaembu. A síndrome dos dois nomes continua. Pior é que a estação ficará no coração de Higienópolis. Ou seja, nem Angélica, nem Pacaembu.

    Acho que o Metrô está precisando de gente que conheça a cidade.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s