Em decisão histórica, FAU USP aprova ingresso por cotas

FAU Cotas 2 Jun 2016

Um dos temas centrais da pauta da greve dos estudantes na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP é a questão da democratização da Universidade, envolvendo não apenas a proposta de cotas nas formas de ingresso, mas também a chamada permanência, ou seja, as medidas necessárias para que estudantes com menores condições econômicas possam realizar plenamente o curso de graduação – e não apenas ingressar na universidade –, tais como acesso a alimentação, moradia, transporte.

A partir de proposta apresentada pelos estudantes e encampada pelo GT de Articulação das três categorias – professores, funcionários e estudantes -, a Congregação da FAU-USP aprovou, nesta quinta-feira, a adoção de cotas raciais e para estudantes oriundos de escolas públicas.

Assim, 30% das vagas para ingresso na FAU em 2017 serão destinadas para alunos oriundos de escola pública – sendo metade destas para pessoas autodeclaradas pretas, pardas ou indígenas –, com seleção por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

Um dos impedimentos para que a FAU adotasse, como outras unidades da USP já vêm adotando, o Sisu como forma de ingresso é a existência da chamada “prova de habilidades específicas”, parte do vestibular organizada diretamente pela FAU e destinada historicamente para testar habilidades dos candidatos no campo do desenho e da representação espacial.

Na decisão adotada hoje pela Congregação, por 24 votos a favor, 1 contra e 3 abstenções, a FAU optou por suspender a aplicação dessa prova apenas para a próxima seleção e, até maio do ano  que vem, promover  discussões internas sobre a prova de habilidades específicas  e sua relação com o projeto político pedagógico da escola.

Portanto, o tema ainda será aprofundado, tanto quanto à necessidade de democratizar o acesso à faculdade promovendo ações afirmativas para grupos historicamente marginalizados, como com relação ao próprio currículo da FAU e seu projeto político-pedagógico.

A faculdade se comprometeu também em continuar debatendo o tema tanto internamente como com o conjunto da universidade. Já está marcada para agosto uma reunião extraordinária da Congregação, na qual serão discutidas outras propostas e iniciativas relacionadas às cotas que estão sendo apresentadas e discutidas na USP.

A decisão da FAU evidentemente não resolve a profunda desigualdade social e étnico-racial que marca nossa história, mas, sem dúvida, é um passo importantíssimo no enfrentamento da questão, pois reconhece a existência do problema e demonstra disposição em buscar soluções para enfrentá-lo por meio de políticas reparatórias de ação afirmativa. Sem dúvida, também, é uma decisão que reafirma o sentido da universidade verdadeiramente pública.

20 comentários sobre “Em decisão histórica, FAU USP aprova ingresso por cotas

  1. Ajeitando direitinho, todo mundo pertence a uma minoria.
    em breve isso cai em desuso, vai ter tanta minoria que vai ser impossivel agradar todo mundo.

    • Negros e indígenas não são minorias.
      No entanto, por condições históricas, praticamente não há estudantes – e, por consequência, professores – negros e indígenas na FAU.
      Essa decisão é extremamente importante. Imagina as novas ideias e proposições de cidade e de arquitetura que vão surgir, vindas de pessoas com experiências de mundo diferentes da elite paulistana que domina a FAU.

    • A questão vai muito além de meramente “criar” categorias de minorias. Estudar história e analisar dados estatísticos é compreender que durante muito tempo a usp (e principalmente a FAU) teve (tem) um determinado perfil de aluno, pertencente a uma classe social que claramente foi privilegiada ao longo de sua vida e especialmente ao longo de sua experiência escolar. Daí “passar no vestibular” para esse grupo torna-se algo natural, afinal ele foi preparado pra isso a vida inteira. Não é preciso uma análise muito profunda pra reconhecer que a usp não é um reflexo da sociedade brasileira e ainda precisa ser mais democratizada e isso implica debater as formas de ingresso. Esses grupos contemplados com cotas, historicamente foram prejudicados e carregam as marcas dessa ferida que é a desigualdade social. Eles tem pouco espaço na usp não porque não se esforçaram o suficiente, mas porque muito conhecimento foi tirado deles ao longo da vida, porque enfrentaram n problemas na vida social e pessoal, n problemas na escola pública, que estruturalmente é feita pra criar massa de manobra e manipulação, não fornece o mesmo conteúdo que as escolas particulares, reduzindo as oportunidades dos alunos de escola pública, dos pobres, dos negros, dos pardos, dos indígenas. Acontecimentos históricos não são por acaso e conduzem e marcam um país, assim essa proposta de cotas é fundamental (ainda que tardia) pra sociedade brasileira reconhecer -se (longe dos dos holofotes midiáticos e romantizados) como desigual, preconceituosa e elitista que é, e, a partir disso propor medidas para reparar essas diferenças. Tenha bons dia e boas aulas de história!😉

    • Creio que se trata de democratização para a maioria da população que até então permanece na condição de minoria. Decisão Histórica!

  2. Eu tenho uma sugestão muito melhor aos ilustres professores da FAU, para combater com mais efetividade essa divida histórica.
    1- Acabar com essa palhaçada de ensino integral. Ao se transformar um curso integral em 3 cursos um Matutino, um Vespertino e um Noturno multiplica-se por 3 o numero de possíveis reparados.
    2- Precisa acabar tb com essas turmas pequenas e disciplinas com varios professores. Isso é coisa de elitista.
    Cada professor pode e deve assumir sozinho turmas maiores. Mais alunos, menos injustiça.
    3- Espaço para tanto não falta na FAU. Com poucos recursos é possível transformar caramelo, museu e estúdios em salas perfeitamente funcionais.

    Nesse novo arranjo a FAU será capaz que atender um numero muito maior de estudantes. O nível acadêmico talvez caia um pouco, mas dará a oportunidade de estudantes menos privilegiados ter um diploma de Arquiteto tb..

    Mas fiquei pensando agora… Não é isso que todas as “universidades” particulares que temos hoje no pais fazem? Dão oportunidade a quem nunca teve chance de estudar?
    Mas isso não é a mercantilização do ensino, pratica nefasta e detestável?

    E só pra terminar. A FAU possui alguns professores estrangeiros, mas que eu me lembre nenhum com diferenciação etnico-racial.
    O corpo docente também será cotizado para expressar melhor a diversidade etnica-racial no ensino da escola?

  3. Profa. Raquel, ainda que eu veja um avanço importante na proposta devido à retirada da prova específica, ela está longe de ser uma proposta de cotas ou de um programa de ações afirmativas, como ocorre em quase todas as universidades públicas do país. A proposta que está sendo discutida na USP, por unidade (faculdade), de permitir uma reserva (de até 30%) pelo Sisu para estudantes de escolas públicas (e, dessa reserva, uma porcentagem para PPI – tudo junto, sem respeito às especificidades) mantém uma questão fundamental que ninguém toca: uma nota de corte (pontuação mínima no ENEM). Essa política já foi adotada pela USP no ano passado e a nota de corte foi de 600 pontos para todos os cursos. Essa pontuação se equivale à pontuação necessária para ingressar no curso de medicina, por exemplo. Com isso, boa parte das vagas reservadas para o Sisu no ano passado não foram preenchidas. Acho perigoso comemorarmos a aprovação dessa proposta, porque ela parece mais uma estratégia da USP pra continuar mascarando um fato inegável nessa universidade: a USP não tem cotas! E a luta dos movimentos sociais é por cotas, e não por esse tipo de política.

  4. A FUVEST já tem acréscimos (em %) a pontuação no vestibular para alunos egressos de escolas públicas e/ou declarados afrodescendentes, isso não era suficiente? Reservar uma % não é discriminação? P.S. Fui da FAU e sou egressa de escola pública (turma de 82).

    • Valéria, com todo o respeito, acho que precisamos levar em conta as mudanças da escola pública. Na época em que você se formou o ensino era melhor, e o aluno tinha melhores condições de competir no vestibular, de modo geral. Também não existia, como hoje, a indústria de cursinhos caríssimos. Embora, é claro, existam boas escolas públicas. Não podemos comparar uma escola pública de Pinheiros com uma do Capão Redondo. Nesse sentido. acredito que a diferença geográfica também deve ser observada. Senão pela FAU, por nós que estamos aqui só discutindo o que está sendo discutido na Fau. P.S: Também estudei em faculdade de elite, porém particular. E também fui de escola pública, mas da escola técnica, ou seja, acima da média. Nossas experiências são a exceção, não a regra.

  5. Há de se analisar este conceito ”histórico”. A história da humanidade comprova que conquistas estão atreladas às habilidades. Se eu fizer um recorte histórico e, a partir daí, definir políticas, posso incorrer em inverdades e reduzir a experiência de um povo para aquele momento.

  6. projeto “político-pedagógico”? isso é preocupante. esse é o futuro decadente da nossa universidade pública. eliminar a prova de habilidades específicas é super inteligente também, afinal uma prova é um elemento selecionador, pouco democrático… no futuro nada será “selecionável”, prevejo até acabarem com os semáforos na rua.

  7. O ministério do apartheid, ops, da integração racial e o sistema de cotas inauguraram um novo marco na sociedade brasileira: os grupos. Antes de expor suas ideias você precisa pertencer a determinado grupo. Só assim os patrulheiros da opinião alheia saberão identificar, enquadrar e julgar seu pensamento pela ótica da, digamos assim, ‘ideologia’. Se sua opinião alinhar-se com a esquerda, seja bem vindo à USP. Caso contrário, o inferno o espera.

    Portanto meu caro se você é branco, paulista, não gosta do PT, não concorda com as seguidas paralisações na USP e foi contra o sistema de cotas por entender que é mais uma forma de segregação, sua caveira já está pronta: você é um direitoba da elite paulistana escravagista, conservadora e descendente de bandeirantes assassinos.

  8. Eu sou pardo, estudei em escola pública e fiz graduação e mestrado em uma universidade pública, considerada a melhor na minha área de atuação na cidade do Rio de Janeiro. Tudo graças ao meu exclusivo esforço. Trabalhava de dia e estudava de noite. Acordava às 4h para estudar nos períodos de prova e quando a coisa apertava, nas matérias mais difíceis, parcelava minhas férias para estudar. Assim me formei advogado e cursei mestrado em direito. Não defendo a política de cotas, embora pudesse me beneficiar dela, primeiro porque entendo que uma questão histórica como a desigualdade no Brasil, presente há séculos, não se resolve em uma geração (e não resolve mesmo!), fazendo com que o país seja partido mais uma vez. É necessária uma política de longo prazo e que não penalize outros segmentos sociais, que não têm culpa da estrutura arcaica do país. 2°, entendo que a solução é fortalecer o ensino público fundamental e médio, permitindo a todos, por seu mérito próprio, assim como eu fiz, alcançar o ensino superior. 3°, esta atual política, a despeito de suas nobres intenções, servirá para estigmatizar os profissionais dela oriundos, criando uma outra forma de exclusão e atingindo, inclusive, aqueles que como eu, brilharam pela meritocracia. Enfim, entendo como equivocada esta política que está criando uma casta de novos excluídos, sejam os oriundos das cotas, sejam os que se enquadram no meu caso, sejam os milhões de brasileiros que terão o seu ingresso no ensino superior dificultado por essa aberração. Pior ainda, considerando a necessidade de uma mão-de-obra eficiente em um país com extrema carências socioeconômicas. Infelizmente, com esta política, alcança-se exatamente o objetivo oposto, ou seja, mantem-se a baixa qualidade do sistema público de ensino, remetendo a classe média para o ensino superior privado e comprometendo o ensino público em todas as suas esferas, mantendo e fomentando a desigualdade. Se se investisse no ensino publico médio e fundamental de qualidade, além de mais justo e democrático, haveria uma pressão da classe média para a manutenção e melhoria de sua qualidade. Por sua vez, o ensino privado seria impactado para manter-se competitivo. Infelizmente, com essa forna demagógica, mais uma vez, estamos desmontando o ensino público com o nosso próprio e falacioso veneno. É uma pena a falta de visão de nossos líderes.

  9. também quero cota!
    sou descendente de refugiados pobres italianos que vieram para o Brasil sem um tostão furado!!!

    também queremos cotas para japoneses, chineses e coreanos!!
    porque desconsiderar os asiáticos?
    só porque eles se esforçaram pra caramba, e mesmo contra todas as adversidades, conseguiram se estabelecer??

  10. O herói do movimento asiático no Brasil.

    Com o devido respeito, peço pausa no movimento negro, indígena, gay e feminista, para poder falar de uma minoria até então esquecida e relegada: os asiáticos.
    Sim, mulheres representam 50% da população e os negros são 54% no Brasil. Nós, os asiáticos, somos 1% da população brasileira. Talvez seja a menor minoria, excluindo os torcedores do América F.C. logicamente.

    O senhor da foto preto e branco é o maior herói do movimento asiático no Brasil, Goro Chinen, meu bisavô, de quem sou orgulhosamente descendente. Sabe o motivo nº 1 para ninguém conhecê-lo? Porque ele é o MEU herói. Para o restante do mundo, ele é apenas um indivíduo qualquer que nasceu e morreu sem deixar rastros na história da humanidade. Eu chamo ele de herói do movimento asiático no Brasil porque ele é um indivíduo completamente anônimo que personifica a corajosa empreitada da imigração japonesa no Brasil.

    Motivo nº 2 para ninguém conhecer o Sr Chinen como líder do movimento asiático no Brasil é porque esse movimento simplesmente NÃO EXISTE! Nem no Brasil nem em nenhum lugar do mundo. Pode pesquisar. Explico o porquê: os imigrantes asiáticos, não raro, chegam sem um tostão furado, sem conhecer quase nada da cultura que os recebe, além de serem diferentes fisicamente. Motivos bastantes para serem discriminados e é o que aconteceu com meus bisavós, avós, pais, tios e ainda acontece com a minha geração.

    Meu bisavô chegou ao Porto de Santos em 1908 no primeiro navio de imigrantes, o Kasato Maru. Com 17 anos, o louco cruzou meio mundo sem conhecer uma mísera palavra de português, trazendo um guarda-chuva, uma mala e muita esperança.

    Ele, assim como todos outros patrícios, trabalhou num regime análogo à escravidão na lavoura fazendo todo o tipo de trabalho pesado e mal-remunerado. No cafezal, os negros não queriam mais saber daquele trabalho, nem os imigrantes italianos. Sobrou para os imigrantes japoneses que caíam num esquema da época no qual o trabalhador se envolvia em dívidas quase impagáveis com o proprietário das terras.

    A geração dos meus avós foi capaz de abrir um pequeno comércio. Sempre trabalhando de sol a sol, meus avós conseguiram que a geração dos meus pais pudesse frequentar o ensino superior. Eles, por sua vez, com muito trabalho e muito estudo, subiram mais um degrau e puderam prover uma vida confortável de classe média alta para mim e meus irmãos.

    Em três gerações, de semi-escravos da lavoura do café para engenheiros e médicos formados nas melhores universidades do país.

    Qua a receita? Trabalho, estudo e a crença inabalável de que o sucesso depende apenas do esforço próprio e do apoio familiar. Nunca houve espaço para vitimismo e, por consequência, nunca houve nenhuma reivindicação coletivista de grupos asiáticos como cotas para universidades, por exemplo. A ironia é quando se observa uma sala de medicina ou engenharia na USP, UNICAMP, UNESP, UFMS, UFPR, UEL, etc; pode-se concluir que até que existem cotas para orientais dada a desproporção do que se encontra nos campi em relação ao que se vê na população brasileira.

    Vou contar algo que é desconhecimento geral e eu só fui saber há pouco (pode deixar que não vou te chamar de burro e te mandar ler um livro de história): sabia que houve um gueto de descendentes de japoneses no Paraná durante segunda guerra? Utilizando o argumento de segurança nacional, eles foram retirados das regiões costeiras e agrupados em um campo de concentração onde hoje é a granja canguiri, sede do governo do Paraná. Os coitados foram tratados como animais e até lhes ofereciam capim em visitas promovidas por escolas locais. Já viram algum descendente de japoneses se vitimizar por conta disso e exigir reparações históricas? Necas! Em vez de levantar cartazes falando que os amarelos também têm direito de andar de avião, os japas estão estudando e trabalhando duro para ter oportunidade de frequentar universidades, mestrados, doutorados, aeroportos, intercâmbios, concursos públicos, cargos de chefia e restaurantes de gente branca, rica de olho azul.

    O mesmo vale para os imigrantes coreanos e chineses. Eles chegaram há pouco no Brasil e logo, logo vão dar um salto e repetir o mesmo feito dos japoneses. Aguardem só mais uma geração. Hoje eles são motivos de chacota por venderem pastéis de “flango com catupily”. Seus filhos estão colados no balcão durante o dia e estudando insanamente de noite, enquanto a maioria de nós brasileiros desperdiçamos nosso tempo assistindo novela e futebol ou deslizando o dedo no smartphone. E mais uma vez, os adeptos dos movimentos coletivistas vão assistir outra oportunidade desfilar sob seus narizes ao passo que insistem em um coitadismo infundado e criam lutas de classes contra castas opressoras imaginárias.

    Em vez de gastar energia com “atalhos” e perder tempo com essa bobagem de lutas coletivas para ascender socialmente, talvez fosse mais sábio repetir a receita simples (repare que não disse que é fácil):
    1- pare de reclamar.
    2- comece a empreender seus melhores esforços no estudo e no trabalho.
    3- invista maciçamente na educação dos filhos e exija o mesmo empenho destes.
    4- tenha fé incondicional na meritocracia.
    5- contribua antes de se arrogar o direito de exigir benesses do Estado.

    É um processo lento e penoso, mas comprovadamente dá certo. Sempre dá tempo de se desvencilhar do coitadismo preguiçoso de hashtag, twitaço, peitaço, beijaço e panelaço. Não existe classe opressora, existe auto-sabotagem. Não existe luta coletiva, existe esforço individual.

    Sayonara

    • A fonte do belo texto publicado acima pelo Viking:

      Para cada vaga criada por cota racial, só se reafirma dentro desses grupos a sensação de “injustiça”, o sentimento de ser um “credor da sociedade” e a revolta da maioria por não ser um dos poucos contemplados em uma cota.
      A cota é só mais um atalho. Não resolve nenhum problema, mas cria muitos outros.

      • Nota dez, com louvor, pelo seu belo depoimento, meu caro Viking.

        Com outras palavras, você disse tudo que venho tentando dizer aqui e sou frequentemente acusado de preconceituoso contra nordestinos.

        O coitadismo é na verdade uma maneira de proteger quem não se esforça.

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