Parque Augusta resiste!

A página do Facebook “Parque Augusta Já” divulgou que a polícia chegou há pouco no parque para entregar a ordem de reintegração de posse do terreno. No último fim de semana, manifestantes ocuparam o espaço com atividades artísticas e culturais, debates, piqueniques e brincadeiras.

Batizada de “Verão Parque Augusta”, a atividade faz parte das mobilizações pela transformação definitiva da área em parque público, livre de prédios e com gestão popular. Na ocasião, inclusive, tive a oportunidade de conversar com centenas de pessoas sobre o tema da importância dos espaços públicos nas cidades.

Desde o final de 2013, o acesso ao parque foi fechado. Dentro do terreno, porém, existe uma área de bosque de mata atlântica, tombada pelo Conpresp, que durante anos foi usada por moradores e frequentadores da região. É importantíssimo, portanto, manter o parque aberto!

*Veja a seguir fotos do último fim de semana. Os créditos são de João Baptista Lago.

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3 comentários sobre “Parque Augusta resiste!

  1. Cara Raquel e leitores deste Blog
    A Cidade já está quase toda concretada, propiciando inúmeras ilhas de calor, a quais são mais perspectiveis agora no verão, pois isto provoca grande evaporação e chuvas muito localizadas, havendo assim uma péssima distribuição de chuvas pela cidade. Infelizmente a especulação imobiliária é feroz e gananciosa.Tanto a Construtora Setin como a Cyrella estão muito longe do termo “Sustentabilidade”. O nosso Prefeito é muito fraco e o seu partido está mais preocupado em receber altas propinas do que simplesmente criar um Parque Público que poderá beneficiar não só os moradores da região, como os que nela trabalham e a todos visitardes de outras localidades ou até de outros países. A Cidade precisa deste Parque Augusta, aliás não só deste mais de muitos. Há questão de um ou dois anos, ouvi um boato, que uma construtora queria adquirir a área do E.C. Banespa da Avenida Santo Amaro , e manteriam o Clube e ao lado (onde também é área verde) ergueria varias torres para compensar o investimento. Ou seja este segmento só pensa no dinheiro e nos lucros que obterão. Já no passado erramos muito (anos 30 até anos 60) com relação a reserva verde e conservação da Mata Atlântica .
    O nosso grande Parque do Ibirapuera, no seu projeto inicial era para ser maior ainda, deveria ocupar além da atual área e terminar no Aeroporto de Congonhas que é de 1930. O bairro de Moema não era para existir, e nem teríamos problemas com o sobe e desce dos aviões. Onde hoje é Moema, até algumas década atrás eram chácaras e existia muita mata nativa, mas acabaram com tudo. Houve até um caso recentemente, que representa bem esta tamanha hipocrisia . Um belo terreno de Moema, não poderia ser negociado e nem receber construções, pois havia ali bem no meio do lote , um herói da resistência “Uma árvore de Pau Brasil” , mas que diferença faz um Pau Brasil cercado de concreto e asfalto por todos os lados. A Prefeitura se tiver vontade politica e honestidade poderá contornar esta situação. Fazendo uma Permuta de uma outra área em outro local com a Construtora em valores semelhantes, ou dar em créditos de Imposto para a mesma, resumindo não precisa entrar dinheiro no negocio. E se for para a Justiça, ela poderá pagar em precatórios. E todos saem ganhando, mas principalmente toda a Cidade de São Paulo. Esta questão é muito ampla, para querer deixar a Secretaria do Verde e Meio Ambiente resolver, sabemos que a mesma é uma Secretaria com poucos recursos, mas hoje de enorme importância para o Município. Nas gestões de Serra e Kassab , o número de Parque só cresceu, e estes números precisam continuar crescendo, para termos uma Cidade mais limpa, mais saudável e muito mais educada.
    Grato pela oportunidade
    Antonio da Ponte
    Ambientalista da Acclimação

  2. A “pegada” que parece assustar o Poder Público no caso do Parque Augusta é uma questão cultural, pois o que o movimento Organismo Parque Augusta pretende é uma gestão compartilhada que envolve a participação dos cidadãos e a permacultura, ambas esferas desconhecidas pela grande maioria ou temida pelos mais conservadores. Em outras palavras, o que se pretende no Parque Augusta é tomar o terreno com as próprias mãos e não delegando a limpeza para garis (mal pagos), “segurança” nas costas de guardas civis ou de empresas particulares e aquelas fatídicas ideias de achar que algum arquiteto de grife venha ser pago para projetar algo mirabolante no terreno. Ou seja, é fazer um parque público enquanto processo de trabalho de todos e COM todos, pois todos podemos ser arquitetos, paisagistas, botânicos e pessoas capacitadas para preservar e fazer uso de cada palmo do terreno.
    Pergunta-se se há uma praça ou um parque na cidade de São Paulo onde um morador próximo pode por livre vontade varrer um naco de chão, recolher o lixo, enfim, colaborar com alguma sorte de cuidado? Se atrevermos a isso logo receberemos um apito de um guarda local.
    Essa cultura tem que ser revertida. Estamos cansados de ver “funcionários” contratados (e mal pagos) para trabalhar em nossas praças e nossos parques que, após uma varrição, vai depositar folhas em sacos de lixo para serem levados sabe se lá para onde, mas nunca pensando que esse material pode ser usado no próprio local como adubo ao pé das árvores. Há praças, como a Roosevelt recém reformada, onde não se vê sequer uma torneira d’água; as plantas costumam morrer na estiagem; não raro desaparecem por falta de cuidados. Enquanto isso, a Roosevelt-Panóptico mantém a PM e a GCM a postos, cada qual numa extremidade, com aqueles guardas a coçar o saco 24 horas, representando a “vigilância”.
    Há mais de um ano fechado, o Parque Augusta manteve seus guardinhas contratados igualmente a coçar o saco. O tempo rolou e o mato cresceu, árvores morreram, os restos das estrtuturas do estacionamento ficaram largadas no chão, enfim, não houve sequer um gesto por parte dos empresários donos do terreno e da mata tombada sinalizando um efetivo cuidado daquela área. Essa mentalidade, portanto, tem que ser apontada como negligente, sobretudo ante a resolução municipal mais recente de tombar a mata e permitir o livre acesso (vide resolução do Compresp).
    As pessoas que atualmente resiste ao processo de reintegração de posse é plena de consciência cidadã e luta para reverter essa mentalidade perversa do Poder Imobiliário, esse Poder que costuma agir, através de carteiradas com o Poder Judiciário, deixando para trás o Poder Público que deveria agir conforme os anseios da sociedade civil. A Prefeitura de São Paulo deveria tomar partido COM os cidadãos para definitivamente pensar em cidade e não em prédios e mais prédios, pois estes, como estamos vendo, depõem contra uma política urbana consequente.
    Há que se trazer para a frente as imagens pretendidas pela Cirella e pela Setin do “grande empreendimento” para aquele terreno. Lembremos de como foi impactante o trazer para a frente as imagens das torres pretendidas no Recife para o Cais Estelita. Com aquelas imagens, ficou mais contundente o sentido de aberração arquitetônica, urbabística e ambiental sobre o rio e o mangue (de um lado) e o antigo centro da cidade (de outro).
    Sabemos que o “grande empreendimento” proposto pela Cirela e pela Setin foi aprovado pela Secretaria do Verde e Meio Abiente, daí que a aberração pretendida (das torres), como vemos, tem que ser considerada em termos de impacto ambiental justaposto a um Parque Augusta já tombado.
    A luta e a resistência continua. O Poder financeiro da Cirela e da Setin não nos intimida. E o Poder público tem que ser de todos os cidadãos. A permacultura e a gestão compartilhada é a nossa grande aspiração, já internalizada, já colocada em ação, daí o caráter de MUDANÇA cultural.
    O portão do Parque Agusta na Rua Marquês de Paranaguá está aberto a todos os que queiram ver e sentir de perto essa MUDANÇA e, claro, PARTICIPAR!

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