Pamplona 395

Há duas semanas, realizei uma aula pública na ocupação da Rua Pamplona, região dos Jardins, em São Paulo. O prédio foi ocupado em junho, no dia da abertura da Copa do Mundo, por cerca de 50 famílias integrantes do Movimento de Moradia da Região do Centro (MMRC). De acordo com o movimento, o edifício de 15 andares estava vazio há pelo menos cinco anos.

A ocupação da Pamplona é mais um sinal da emergência habitacional que vive a cidade, fruto da combinação de uma demanda histórica por moradia com a recente alta exponencial do preço dos imóveis e alugueis em São Paulo.

*Confira aqui fotos da aula pública.

*Mais informações na página da ocupação Pamplona no Facebook.

 

4 comentários sobre “Pamplona 395

  1. O economista premiado com o Nobel, Robert Shiller, disse que temia a existência de uma bolha imobiliária no Brasil; em 2005, ele alertou que havia o risco de estouro de uma bolha de imóveis nos EUA…
    Com a especulação imobiliária desenfreada aumentando os preços dos imóveis novos sem base nos respectivos custos, está iniciada a contagem regressiva para o estouro da bolha imobiliária brasileira.

  2. Cara Raquel e leitores desta:
    O Brasil tem mania de copiar tudo dos Estados Unidos, precisamos filtrar nossas cópias e nossas analises sobre este país. Para inicio de conversa, o EEUU é a primeira economia do mundo, o povo é diferente dos brasileiros culturalmente. A bolha imobiliária que houve lá, jamais vai acontecer aqui. Lá havia muita oferta de crédito para o setor, tanta , que acabaram financiando imoveis até para quem não oferecia qualquer possibilidade de contrair um financiamento. Quando veio a crise econômica e por tabela desempregos, estes mutuários pararam simplesmente de pagar suas prestações . O calote foi tão grande, que quebrou até Bancos tradicionais. Agora no Brasil, não temos tanta oferta de crédito, e este para ser concedido, o pegador do empréstimo tem que apresentar muitas garantias, e atualmente existe até um seguro que é vendido junto com o empréstimo para garantir se o tomador ficar desempregado.
    Segundo SECOVI, já houve uma redução de 30% nos lançamentos imobiliários, neste semestre.
    Portanto a nossa politica de incentivo a Construção de Moradias, e mesmo a oferta de empréstimos são todos de rédea curta. Para inicio de conversa , hoje para se aprovar na Prefeitura um empreendimento qualquer, seja ele de luxo ou popular, leva um ano no mínimo, e atualmente com a historia do Novo Plano Diretor, vai demorar ainda mais, pois depois que o Prefeito Hadad assinar o mesmo, ainda haverá a regulamentação dos novos Zoneamentos .Segundo a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e o discurso do Prefeito, é dada prioridade a Habitação Popular, onde existe o maior deficit. Na teoria é isto, mas na prática não . Os terrenos estão muito caros em São Paulo, e as construtoras não recebem nenhum incentivo para construir a tal da Moradia Popular. Eu , particularmente, acho que as invasões não deve acontecer, deve se garantir o Direito Sagrado da Propriedade, em primeiro lugar, mas acho também que o Poder Público é bastante omisso quanto as situações de alguns imoveis na Cidade de São Paulo. Sempre defendi a criação de uma Força Tarefa, para cadastrar todos os imoveis parados e abandonados, há mais de dois anos, desapropria-los, acertar toda sua situação jurídica , ou seja acerto de documentação, e destiná-los para Construções de Moradias Populares, através de Leilões ou Licitações Públicas. Por exemplo: Rua do Carmo (centro) atrás da Igreja do Carmo, existe um esqueleto de Prédio que está lá há anos, não servindo para nada, além de enfeiar o local. Será que ninguém vê aquele monstrengo, impactando a todos que por ali passam ?
    Volto insistir, o Problema de Moradias, favelas, áreas de risco, é tudo falta de Vontade Política, e de desrespeito com o Cidadão e com o Contribuinte , que vive , trabalha e sofre nesta Metrópole.
    Grato pela oportunidade
    Antonio da Ponte
    Creci. 103.472
    Corretor e Ambientalista da Aclimação

  3. Olá Raquel, há anos não sei se estou enviando meu projeto para as pessoas erradas, estou a procura de pessoas que venham discutir o PROJETO BIG G que consiste na reformulação de uma das mais antigas e tradicionais avenidas da cidade, a Av. Celso Garcia (ou seria Celso Vazia ?), com mais de 30 cortiços, terrenos abandonados, prédios de mais de 80 anos fechados, na intenção de estudar a possibilidade de implantar o sistema mutirão que a ex-prefeita Luiza Erundina começou e não foi terminado no numero 819, que havia dado certo com cooperação dos próprios moradores, evitando assim serem expulsos dos casarões com apoio da secret. habitação e governo do estado. Entre a Bresser e Salim daria pra construir num sistema de prédios de 4/5 andares ao longo da avenida, preservando imóveis conservados, igrejas, escolas e pequenas industrias. Acabar com bares irregulares do local, acertar o esgoto a céu aberto,, nas calçadas, que causam terror e medo aos passantes. Há mais de 33 anos nada foi feito mas sim os terrenos tem sido prioridades para grandes empreendimentos imobiliários para a classe A e B, infelizmente. Tenho absoluta certeza que este projeto resolveria 30% das incursões pelo centro.
    Já participei de várias palestras (Associação Viva o Centro) onde estiveram o ex-secretário municipal da hab. Ricardo Pereira Leite em 2009, outra com ex-secret.estadual da habit. Sr. Lair Krähenbül, em 2009, Miguel Bucalem (secret. desenvolv. urbano da cidade) e Dr. Silvio Torres, também secretário estadual da habitação. Nenhum deles me reportaram a respeito.

    PROJETO BIG G
    1- sob responsabilidade da PMSP – secretaria da habitação:
    – cadastrar moradores dos cortiços, que moram mais de 20 anos no local;
    – arregimentar moradores capacitados, às vezes desempregados, para participar na construção de seu próprio teto;
    – adquirir material de qualidade e baixo custo, para a construção;
    – pagar por profissionais da engenharia civil para administrar, monitorar, a construção;
    – consultar a situação dos imóveis abandonados, invadidos, vazios, junto aos arquivos da própria PMSP, com relação as contas IPTU e outros;
    – NÃO HAVER SEGREGAÇÃO ESPACIAL, que seria a expulsão de quem mora, jogando-os para a periferia da cidade mas sim harmoniza-las com as outras classes;
    – ao entregar as chaves o morador deve assinar termo de manter o imóvel por, no mínimo, 10 anos, não podendo transferir a terceiros, senão perde a posse;
    – estudar forma de cobrar forma de pagamento, pois muitos não tem empregos formais que dê garantia de pagamento à PMSP, evitando a inadimplência;
    – criar espaços de comércios locais, mercados, farmácias, lojas variadas.
    Neste local, evidentemente, sobraria imóveis para aquelas famílias do centro.
    2 – leiam a biografia do AFONSO CELSO GARCIA, ele também tinha essa preocupação.

    (o projeto foi desenhado em 1998)
    Abraços..

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