Heranças da ditadura nas cidades

Desde a semana que marcou os 50 anos do golpe militar no Brasil, muito tem se falado sobre o período autoritário, do contexto que o produziu, da repressão, da censura, dos que resistiram…

No campo da política urbana, uma reflexão necessária é: em que medida o processo de redemocratização do país rompeu com as formas de organização do Estado brasileiro para promover políticas públicas e até que ponto elementos de continuidade se fazem presentes.

Nesse campo, infelizmente, apesar das promessas da Constituinte de 1988, algumas lógicas herdadas do período autoritário permanecem. Ainda em 1964, o regime militar cria o Banco Nacional de Habitação (BNH), que em 1967 passa a gerir os recursos do FGTS, constituindo-se em um agente financiador de habitação e desenvolvimento urbano.

O modelo que se conforma naquele momento permanece hoje: a política urbana nacional é constituída basicamente por uma única fonte de financiamento, centralizada na esfera federal e estruturada de forma setorializada para financiar obras de construção de casas e de infraestrutura de saneamento e circulação.

A crise de urbanidade de nossas cidades demonstra que os quase 50 anos de operação dessa máquina de financiamento –apesar da falta de recursos nos anos 1980/1990– não foram capazes de promover cidades includentes e equilibradas.

Nossas políticas de habitação ilustram bem os elementos de ruptura e continuidade dessa lógica. A implementação de uma política de financiamento da casa própria logo após o golpe atendia a duas demandas: uma econômica, de dinamização da economia do país, e outra política, de constituição e ampliação de uma base social de apoio ao regime junto às classes médias.

Para a população mais pobre –as maiorias–, o BNH financiou escassas moradias de péssima qualidade nas periferias das cidades, ofertadas pelas Cohabs.

Hoje, com o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), é a população de menor renda que tem acesso a um subsídio público para comprar a casa própria ofertada pelo setor privado, que é responsável por conceber o projeto, escolher a localização e executá-lo.

São muitas as diferenças entre o MCMV e o BNH, a começar por seu foco e escala. Além disso, os controles e formas de fiscalização são muito maiores por parte da Caixa, sucessora do BNH.

Porém, deixada para o setor privado a decisão sobre a localização, sendo o subsídio fixo e na ausência de qualquer política urbana e fundiária, a operação será tanto mais rentável quanto menor o custo da terra a ser adquirida. Assim, os conjuntos do MCMV começam a repetir nas cidades as velhas Cohabs.

Assim como seu predecessor, o MCMV não é uma política habitacional/urbana, mas uma estratégia de dinamização da indústria da construção civil, concebida para promover uma reação econômica diante da ameaça de uma crise internacional e para ampliar e solidificar uma base social e política, agora junto à “nova classe média”.

Como dizia Gabriel Bolaffi ainda em 1975, habitação e política urbana não são problemas distintos: são o mesmo problema. Mas a política urbana, raiz dos problemas habitacionais de nossas cidades, ainda clama por uma reforma do Estado que não ocorreu.

*Coluna originalmente publicada no caderno Cotidiano da Folha.

9 comentários sobre “Heranças da ditadura nas cidades

  1. EM 1964 CUBA ESTAVA SE MOBILIZANDO PARA O REGIME SOCIALISTA,OS ESTADOS UNIDOS NA PRESIDENCIA DE KENNEDY,ESTAVA COM MEDO DE O BRASIL A SER MAIS UM INDO PARA O REGIME SOCIALISTA,O GOLPE MILITAR NA VERDADE FOI PARA PROTEGER O BRASIL DOS COMUNISTAS,DE POSSIVEL MUDANÇA PARA ESSE REGIME,O PRESIDENTE JANIO QUADROS NA GESTÃO DELE LOGO NO INICIO,CONDECOROU O REVOLUCIONARIO CHE GUEVARA,ISSO FOI UMA ATITUDE IMPENSADA DO PRESIDENTE,LOGO VIERAM AS MUDANÇAS,E OS ESTADOS UNIDOS PARA PRESERVAR TOMOU ATITUDES PROTECIONISTA,FAZENDO COM QUE OS MILITARES ASSUMISEM O PODER NO BRASIL,COMO ACONTECEU NA ARGENTINA,CHILE,BOLIVIA E OUTROS,A AMERICA DO SUL ESTAVA BEM CUIDADA,ALGUNS BRASILEIROS QUE JÁ ESTAVAM DE OLHO EM OUTRO REGIME,TIVERAM AS BENECES DO COMUNISMO PARA,CRIAR ATITUDES ERRADA,PARA COM O BRASIL,DURANTE VINTE E UM ANOS,APREENDEMOS O QUE E DEMOCRACIA,VOCES NÃO SE ALENBRAM DA COPA DO MUNDO EM 1970 NO MEXICO,ALEGRIA DO POVO COM A COMEMORAÇÃO,SEM BRIGAS,ONIBUS INCENDIADOS,NÃO TINHA BANDIDO DANDO MOLEZA,POIS IA EM CANA,VOCE PODIA SAIR A NOITE,SEM MEDO,O PESSOAL TINHA RESPEITO PELOS OUTROS,FOMOS DOMESTICADOS PELA DEMOCRACIA VERDADEIRA,HOJE ESTA TUDO AO CONTRARIO,NÃO SE PODE SAIR NA RUA,OS ADOLESCENTES PODEM FAZER TUDO,MATAR,ROUBAR,EXTRUPAR,SEM TER QUE RESPONDER A NADA,POIS NADA PODE FAZER ASSIM DIZ NOSSO JUDICIARIO ESTATUTO DO ADOLESCENTE,PORQUE E JOVEM TEM DEZESSEIS ANOS,NÃO PODE IR PRESO,MAIS PODE MATAR,FAZER TODA BARBARIE EXISTENTE,ISSO NÃO E DEMOCRACIA E SIM BADERNA,ESTAMOS PRESOS DENTRO DA NOSSA PROPIA CASA,SERIA COMO PRESIDIO DOMICILIAR,ESSA ATITUDE NÃO EXISTIA NO REGIME,PELO CONTRARIO,TINHA UM NEGOCIO NA EPOCA,SEMPRE HAVIA POLICIAMENTO VINTE E QUATRO HORAS,ISSO INIBIA OS MARGINAIS,HOJE SE COLOCA FOGO NO PROPIO VEICULO,QUE AMANHÃ TERÁ QUE PEGAR PARA IR AO TRABALHO,ISSO NOS APRENDEMOS TER EDUCAÇÃO E RESPEITOS BRASILEIROS,AGORA VOCE QUE LEU ESTA COMENTARIO TIRE SUAS CONCLUSÃO,O BRASIL E GRANDE PODEROSO,IMPONENTE NADA JAMAIS O AFETARA,E NÃO DEIXAREMOS NADA ACONTER CE MAL PARA ELE.

    • Acredito que nossa sociedade tá sofrendo de um mal geracional de falta de cognicao . Pessoas que nao sao muito fans dos livros de história, sociologia e filosofia ficam falando bobagens. Sem saber o conceito de democracia e muito menos o de comunismo, acham que é normal se transformar um país democrático em uma ditadura e iniciar o terrorismo de Estado sob a alegacao de que “antes era mais seguro”. (seguro para quem cara pálida?) Enfim… o comentário acima explica muito dos anos e anos de sucateamento das instituicoes de ensino. Provavelmente o autor nem saberá identificar os erros gritantes sobre a história, confusao de conceitos, sem falar no portugues. pois bem… lamentável…

  2. Considero muito feliz a ideia de escrever sobre os efeitos da ditadura na cidade .Que são maiores e mais desastrosos do que a precária politica de habitação .Vamos para a preservação do patrimônio arquitetônico e cultural ? O que se fez na ditadura durante os governos militares foi uma verdadeira demolição como é testemunho centro de algumas cidades históricas que conheço como Belém e São Luis .
    Seria interessante que fossem organizados debates e colóquios sobre este tema em várias cidades a começar pelas mais antigas que sofreram demolições terríveis .Feridas abertas na paisagem urbana dificil de cicatrizar .

  3. Prezados, esta política atual de polaridade de dois partidos, 39 Ministérios, 513 deputados federais, em que o clientelismo é uma forma corrente de política, criação da Comissão (das meias) Verdades, em que se apura somente os crimes atribuídos ao regime da direita da época , ignorando os da esquerda, como casos do sargento Mario Klosel Filho, prefeito Celso Daniel, Césare Battisti entre outros, custo de R$ 9 mil mensais por cada preso em presidio de segurança máxima, insistência em ignorar as centenas de ônibus incendiados (mais de 300 só em 2014), 12% dos crimes de morte ocorridos no mundo em 2013, Mensalão, Trensalão…

    Dar prioridade nas mesmas coisas que sempre condenaram quando estavam na oposição, como Carnaval, Copa do Mundo, deixando em segundo plano as que julgavam importantes, como a Saúde, Transporte coletivo , e serviços públicos em geral entre outros.

    Vejo a insistência de alguns de constantemente se voltar ao passado, como uma tentativa de se justificar os fracassos da politica presente, principalmente para as pessoas da nova geração.

    Custo total estimado para construção do TAV Rio de Janeiro – Campinas, para outros projetos de infraestrutura de grande vulto e despesa efetivamente realizada em infraestrutura ferroviária e aeroportuária;
    R$ bilhões
    1ª TAV (34,6)
    2ª Usina hidroelétrica de Belo Monte (19,0)
    3ª Usina hidroelétrica de Santo Antônio (8,8)
    4ª Usina hidroelétrica de Jirau (8,7)
    5ª Ferrovia Norte-Sul (6,5)
    6ª Ferrovia Transnordestina (5,4)
    7ª Integração do Rio São Francisco (4,5)
    8ª Invest. público e privado em ferrovias de 1999 a 2008 (16,6)
    9ª Invest. público em aeroportos de 1999 a 2008 (3,1)

    A maioria das grandes obras do PAC listadas acima, de porte menor que o TAV, e não menos importantes, principalmente as usinas hidroelétricas, 2ª, 3ª e 4ª opção ( Que podem paralisar o país ) estão incompletas até hoje, por que da teimosia de insistir neste, se temos opções melhores, mais rápidas e econômicas conforme demonstrado !!!
    Não faz sentido se preocupar com transferência de tecnologia ferroviária por uns poucos trens, temos provavelmente aqui instalada a maior quantidade de indústria automobilística multinacional do mundo, e não exigimos isto delas, a não ser que se queira criar a Ferrobrás, uma estatal com prazo curto para falir, muito diferente do acordo com a SAAB da Suécia com relação aos jatos Gripen, em que se formara uma “joint venture”, esta sim será uma próspera parceria.

    Para os que acham que os Militares não fizeram nada…. ;-)))
    ( Este texto foi escrito a mais de dez anos )
    MILITAR É INCOMPETENTE DEMAIS
    Anselmo Cordeiro

    Militar é incompetente demais!!! Militares, nunca mais! Ainda bem que hoje tudo é diferente, temos um PT sério, honesto e progressista. Cresce o grupo que não quer mais ver militares no poder, pelas razões abaixo.

    Militar no poder, nunca mais. Só fizeram lambanças. Tiraram o cenário bucólico que havia na Via Dutra de uma só pista, que foi duplicada e recebeu melhorias; acabaram aí com as emoções das curvas mal construídas e os solavancos estimulantes provocados pelos buracos na pista.

    Não satisfeitos, fizeram o mesmo com a rodovia Rio-Juiz de Fora e abriram estradas pavimentadas, as BRs interligando todas as regiões do Brasil. Construíram portos e aeroportos em todos os Estados.

    Com a construção da ponte Rio-Niterói, acabaram com o sonho de crescimento da pequena Magé, cidade nos fundos da Baía de Guanabara, que era caminho obrigatório dos que iam de um lado ao outro e não queriam sofrer na espera da barcaça que levava meia dúzia de carros.

    Criaram esse maldito do Proálcool, com o medo infundado de que o petróleo vai acabar um dia.

    Para apressar logo o fim do chamado “ouro negro”, deram um impulso gigantesco à Petrobras, que passou a extrair petróleo 10 vezes mais (de 75 mil barris diários, passou a produzir 750 mil); sem contar o fedor de bêbado que os carros passaram a ter com o uso do álcool.

    (VALE OBSERVAR QUE FOI O GEISEL QUEM AMPLIOU O LIMITE MARÍTIMO DE 20 PARA 200 MILHAS, PERMITINDO A EXPLORAÇÃO DO PETRÓLEO NO PRÉ-SAL – NÃO FOSSE ISSO, QUEM ESTARIA EXPLORANDO ESSAS ÁREAS, SERIAM AS EMPRESAS ESTRANGEIRAS, SEM NENHUM BENEFÍCIO PARA O BRASIL).

    Criaram e ampliaram as Universidades Federais e Escolas Técnicas Federais, espalhando-as por todos os Estados da Federação.

    Enfiaram o Brasil numa disputa estressante, levando-o da posição de 45ª economia do mundo para a posição de 8ª, trazendo com isso uma nociva onda de inveja mundial.

    Tiraram o sossego da vida ociosa de 13 milhões de brasileiros, que, com a gigantesca oferta de emprego, ficaram sem a desculpa do “estou desempregado”.

    Em 1971, no governo militar, o Brasil alcançou a posição de segundo maior construtor de navios no mundo. Uma desgraça completa.

    Com gigantesca oferta de empregos, baixaram consideravelmente os índices de roubos e assaltos. Sem aquela emoção de estar na iminência de sofrer um assalto, os nossos passeios perderem completamente a graça.

    Alteraram profundamente a topografia do território brasileiro com a construção de hidrelétricas gigantescas (Tucuruí, Ilha Solteira, Jupiá, Sobradinho, Itaparica, Paulo Afonso IV, Itaipú, etc.),o que obrigou as nossas crianças a aprenderem sobre essas bobagens de nomes esquisitos.

    O Brasil, que antes vivia o romantismo do jantar à luz de velas ou de lamparinas, teve que tolerar a instalação de milhares de torres de alta tensão espalhadas pelo seu território, para levar energia elétrica a quem nunca precisou disso.

    Implementaram os metrôs de São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza, deixando tudo pronto para atazanar a vida dos cidadãos e o trânsito nestas cidades.

    Esses militares baniram do Brasil pessoas bem intencionadas, que queriam implantar aqui um regime político que fazia a felicidade dos russos, cubanos e chineses, em cujos países as pessoas se reuniam em fila nas ruas apenas para bater-papo, e ninguém pensava em sair a passeio para nenhum outro país. Foram demasiadamente rigorosos com os simpatizantes daqueles regimes, só porque soltaram uma “bombinha de São João”no aeroporto de Guararapes, onde alguns inocentes morreram de susto apenas.

    Os militares são muito estressados. Fazem tempestade em copo d’água só por causa de alguns assaltos a bancos, sequestros de diplomatas… ninharias que qualquer delegado de polícia resolve.

    Tiraram-nos o interesse pela Política, vez que os deputados e senadores daquela época não nos brindavam com esses deliciosos escândalos que fazem a alegria da gente hoje.

    Os de hoje é que são bons e honestos. Cadê os Impostos de hoje, isto eles não fizeram! Para piorar a coisa, ainda criaram o MOBRAL, que ensinou milhões a ler e escrever, aumentando mais ainda o poder desses empregados contra os seus patrões.

    Nem o homem do campo escapou, porque criaram para ele o FUNRURAL
    , tirando do pobre coitado a doce preocupação que ele tinha com o seu futuro. Era tão bom imaginar-se velhinho, pedindo esmolas para sobreviver.

    Outras desgraças criadas pelos militares:
    Trouxeram a TV a cores para as nossas casas, pelas mãos e burrice de um Oficial do Exército, formado pelo Instituto Militar de Engenharia, que inventou o sistema PAL-M. Criaram ainda a EMBRATEL; TELEBRÁS; ANGRA I e II; NUCLEBRÁS; CTA; INSS; FGTS; PIS/PASEP; DATAPREV; SERPRO; ESTATUTO DA TERRA; EMBRAER; EMBRAPA ETC.

    Tudo isso e muito mais os militares fizeram em 21 anos de governo. Pensa!!!
    Depois que entregaram o governo aos civis, estes, nos vinte anos seguintes, não fizeram nem 10% dos estragos que os militares fizeram. Graças a Deus! Ainda bem que os militares não continuaram no poder! Tem muito mais coisas horrorosas que eles, os militares, criaram, mas o que está escrito acima é o bastante para dizermos: “Militar no poder, nunca mais!!!”, exceto os domesticados.

    Ainda bem que hoje estão assumindo o poder pessoas compromissadas com os interesses do Povo.

    Militares jamais! Os políticos de hoje pensam apenas em ajudar as pessoas e foram injustamente prejudicadas quando enfrentavam os militares com armas às escondidas com bandeiras de socialismo. Os países socialistas são exemplos a todos.

    ALÉM DISSO, NENHUM DESSES MILITARES CONSEGUIU FICAR RICO. ETA INCOMPETÊNCIA!!!
    Anselmo Cordeiro

  4. Os Generais Presidentes

    Por Carlos Chagas – Jornalista

    “Erros foram praticados durante o regime militar, eram tempos difíceis. Claro que no reverso da medalha foi promovida ampla modernização de nossas estruturas materiais.
    Fica para o historiador do futuro emitir a sentença para aqueles tempos bicudos.”
    Mas uma evidência salta aos olhos.

    Quando Castelo Branco morreu num desastre de avião, verificaram os herdeiros que seu patrimônio limitava-se a um apartamento em Ipanema e umas poucas ações de
    empresas públicas e privadas.

    Costa e Silva, acometido por um derrame cerebral, recebeu de favor o privilégio de permanecer até o desenlace no palácio das Laranjeiras, deixando para a viúva a pensão
    de marechal e um apartamento em construção, em Copacabana.

    Garrastazu Médici dispunha, como herança de família, de uma fazenda de gado em Bagé, mas quando adoeceu, precisou ser tratado no Hospital da Aeronáutica, no Galeão.

    Ernesto Geisel, antes de assumir a presidência da República, comprou o Sítio dos Cinamonos, em Teresópolis, que a filha vendeu para poder manter-se no apartamento de
    três quartos e sala, no Rio.

    João Figueiredo, depois de deixar o poder, não aguentou as despesas do Sítio do Dragão, em Petrópolis, vendendo primeiro os cavalos e depois a propriedade. Sua viúva,
    recentemente falecida, deixou um apartamento em São Conrado que os filhos depois colocaram à venda, ao que parece em estado lamentável de conservação.

    Não é nada, não é nada, mas os cinco generais-presidentes até podem ter cometido erros, mas não se meteram em negócios, não enriqueceram, nem receberam benesses
    de empreiteiras beneficiadas durante seus governos. Sequer criaram institutos destinados a preservar seus documentos ou agenciar contratos para consultorias e palestras
    regiamente remuneradas.

    Bem diferente dos tempos atuais, não é? ”
    Por exemplo o Lulinha, filho do Lula, era até pouco tempo atrás funcionário do Butantã/SP, com um salário (já na peixada politica) de R$ 1200,00 e hoje é proprietário de
    uma fazenda em Araraquara, adquirida por 47 milhões de reais, e detalhe, comprada a vista.
    Centenas de outros politicos, também trilharam e trilham o mesmo caminho.
    Se fosse aberto um processo generalizado de avaliação dos bens de todos politicos, garanto que 95% não passariam, seria comprovado destes o enriquecimento ilícito.
    Como diria Boris Casoy:
    “Isto é uma vergonha” e pior, ninguém faz nada”.

    Os militares deixaram o poder em 1985, portanto em 2015 fará trinta anos que os militares deixaram o poder, e uma das únicas obras incompletas que deixaram não esta concluída até hoje que é Angra III, a se juntar as inumeráveis obras incompletas do PAC.

    Esta é uma comunicação oficial do Em Direita Brasil. Reenvie imediatamente esta mensagem para toda a sua lista, o Brasil agradece.

  5. Militares e a Memória Nacional
    Olavo de Carvalho, Filósofo e Cientista Político

    Como todos os meninos da escola, na minha época, eu não podia cantar o Hino Nacional ou prestar um juramento à bandeira sem sentir que estava participando de uma pantomima. A gente ria às escondidas, fazia piadas, compunha paródias escabrosas.

    Os símbolos do patriotismo, para nós, eram o supra-sumo da babaquice, só igualado, de longe, pelos ritos da Igreja Católica, também, abundantemente, ridicularizados e parodiados entre a molecada, não raro com a cumplicidade dos pais. Os professores nos repreendiam em público, mas, em segredo, participavam da gozação geral.

    Cresci, entrei no jornalismo e no Partido Comunista, frequentei rodas de intelectuais.

    Fui parar longe da atmosfera da minha infância, mas, nesse ponto, o ambiente não mudou em nada: o desprezo, a chacota dos símbolos nacionais eram idênticos entre a gente letrada e a turminha do bairro.

    Na verdade, eram até piores, porque vinham reforçados pelo prestígio de atitudes cultas e esclarecidas. Graciliano Ramos, o grande Graciliano Ramos, glória do Partidão, não escrevera que o Hino era “uma estupidez”?

    Mais tarde, quando conheci os EUA, levei um choque. Tudo aquilo que para nós era uma palhaçada hipócrita os americanos levavam, infinitamente, a sério.

    Eles eram, sinceramente, patriotas, tinham um autêntico sentimento de pertinência, de uma raiz histórica, que se prolongava nos frutos do presente, e viam os símbolos nacionais, não como um convencionalismo oficial, mas como uma expressão materializada desse sentimento.

    E não imaginem que isso tivesse algo a ver com riqueza e bem-estar social. Mesmo pobres e discriminados se sentiam, profundamente, americanos, orgulhosamente, americanos, e, em vez de ter raiva da pátria porque ela os tratava mal, consideravam que os seus problemas eram causados, apenas, por maus políticos que traíam os ideais americanos.

    Correspondi-me, durante anos, com uma moça negra, de Birmingham, Alabama. Ali, não era bem o lugar para uma moça negra se sentir muito à vontade, não é mesmo?

    Mas, se vocês vissem com que afeição, com que entusiasmo, ela falava do seu país! E, não só, do seu país: também, da sua igreja, da sua Bíblia, do seu Jesus. Em nenhum momento, a lembrança do racismo parecia macular em nada a imagem que ela tinha da sua pátria.

    A América não tinha culpa de nada. A América era grande, bela, generosa. A maldade de uns quantos não podia afetar isso em nada. Ouvi-la falar de matava de vergonha.

    Se alguém, no Brasil, dissesse essas coisas, seria exposto, imediatamente, ao ridículo, expelido do ambiente como um idiota-mor ou condenado como reacionário um integralista, um fascista.

    Só dois grupos, neste país, falavam do Brasil no tom afetuoso e confiante com que os americanos falavam da América.

    O primeiro era de imigrantes: russos, húngaros, poloneses, judeus, alemães, romenos. Tinham escapado do terror e da miséria de uma das grandes tiranias do século (alguns, das duas), e proclamavam, sem sombra de fingimento: “Este é um país abençoado!” Ouvindo-nos falar mal da nossa terra, protestavam: “Vocês são doidos.

    Não sabem o que têm nas mãos”.Eles tinham visto coisas que nós não imaginávamos, mediam a vida humana numa outra escala, para nós, aparentemente, inacessível. Falávamos de miséria, eles respondiam: “Vocês não sabem o que é miséria”.Falávamos de ditadura, eles riam: “Vocês não sabem o que é ditadura”.

    No começo isso me ofendia. “Eles acham que sabem tudo”, dizia, com meus botões. Foi preciso que eu estudasse muito, vivesse muito, viajasse muito, para entender que tinha razão, mais razão do que, então, eu poderia imaginar.

    A partir do momento em que entendi isso, tornei-me tão esquisito, para meus conterrâneos como um estoniano ou húngaro, com sua fala embrulhada e seu inexplicável entusiasmo pelo Brasil, eram, então, esquisitos para mim.

    Digo, por exemplo, que um país onde um mendigo pode comer, diariamente, um franco assado por dois dólares, é um país abençoado, e as pessoas querem me bater.

    Não imaginam o que possa ter sido sonhar com um frango na Rússia, na Alemanha, na Polônia, e alimentar-se de frangos oníricos.

    Elas acreditam que, em Cuba, os frangos dão em árvores e são propriedade pública. Aqueles velhos imigrantes tinham razão: o brasileiro está fora do mundo, tem uma medida errada da realidade.

    O outro grupo onde encontrei um patriotismo autêntico foi aquele que, sem conhecê-lo, sem saber nada sobre ele, exceto o que ouvia de seus inimigos, mais temi e abominei durante duas décadas: os militares.

    Caí no meio deles, por mero acaso, por ocasião de um serviço editorial que prestava para a Odebrecht que me pôs, temporariamente, de editor de texto de um volumoso tratado “O Exército na História do Brasil”.

    A primeira coisa que me impressionou, entre os militares, foi sua preocupação sincera, quase obsessiva, com os destinos do Brasil.

    Eles discutiam os problemas brasileiros como quem tivesse em mãos a responsabilidade pessoal de resolvê-los. Quem os ouvisse, sem saber que eram militares, teria a impressão de estar diante de candidatos em plena campanha eleitoral, lutando por seus programas de governo e esperando subir nas pesquisas, junto com a aprovação pública de suas propostas.

    Quando me ocorreu que nenhum daqueles homens tinha outra expectativa ou possibilidade de ascensão social senão as promoções que, automaticamente, lhes viriam, no quadro de carreira, no cume das quais nada mais os esperava senão a metade de um salário de jornalista médio, percebi que seu interesse pelas questões nacionais era, totalmente, independente da busca de qualquer vantagem pessoal.

    Eles, simplesmente, eram patriotas, tinham o amor ao território, ao passado histórico, à identidade cultural, ao patrimônio do país, e consideravam que era do seu dever lutar por essas coisas, mesmo seguros de que nada ganhariam com isso senão, antipatias e gozações.

    Do mesmo modo, viam os símbolos nacionais – o hino, a bandeira, as armas da República – como condensações materiais dos valores que defendiam e do sentido de vida que tinham escolhido. Eles eram, enfim, “americanos” na sua maneira de amar a pátria, sem inibições.

    Procurando explicar as razões desse fenômeno, o próprio texto no qual vinha trabalhando me forneceu uma pista.

    O Brasil nascera como entendida histórica na Batalha dos Guararapes, expandira-se e consolidara sua unidade territorial ao sabor de campanhas militares e alcançara, pela primeira vez, um sentimento de unidade autoconsciente por ocasião da Guerra do Paraguai, uma onda de entusiasmo patriótico hoje, dificilmente, imaginável.

    Ora, o que é o amor à pátria, quando autêntico e não convencional, senão a recordação de uma epopéia, vivida em comum?

    Na sociedade civil, a memória dos feitos históricos perdera-se, dissolvida sob o impacto de revoluções e golpes de Estado, das modernizações desaculturantes, das modas avassaladoras, da imigração, das revoluções psicológicas introduzidas pela mídia.

    Só os militares, por força da continuidade imutável das suas instituições e do seu modo de existência, haviam conservado a memória viva da construção nacional.

    O que para os outros eram datas e nomes em livros didáticos de uma chatice sem par, para eles era a sua própria história, a herança de lutas, sofrimentos e vitórias compartilhadas, o terreno de onde brotava o sentido de suas vidas.

    O sentimento de “Brasil”, que para os outros era uma excitação epidérmica, somente renovada por ocasião do carnaval ou de jogos de futebol (e já houve até quem pretendesse construir sobre essa base lúdica um grotesco simulacro de identidade nacional), era, para eles, o alimento diário, a consciência, permanentemente, renovada dos elos entre passado, presente e futuro.

    Só os militares eram patriotas porque só os militares tinham consciência da história da pátria como sua história pessoal.

    Daí ,também, outra diferença. A sociedade civil, desconjuntada e atomizada, é, anormalmente, vulnerável a mutações psicológicas que induzidas do Exterior ou forçadas por grupos de ambiciosos intelectuais ativistas apagam,, do dia para a noite a memória dos acontecimentos históricos e falseiam, por completo, a sua imagem do passado.

    De uma geração para outra, os registros desaparecem, o rosto dos personagens é alterado, o sentido todo do conjunto se perde para ser substituído, do dia para a noite, pela fantasia inventada que se adapte melhor aos novos padrões de verossimilhança, impostos pela repetição de slogans e frases-feitas.
    Toda a diferença entre o que se lê, hoje ,na mídia, sobre o regime militar e os fatos revelados no site de Ternuma vem disso. Até o começo da década de 80, nenhum brasileiro, por mais esquerdista que fosse, ignorava que havia uma revolução comunista em curso, que essa revolução, sempre, tivera respaldo estratégico e financeiro de Cuba e da URSS, que ele havia atravessado maus bocados em 1964 e tentara se rearticular mediante as guerrilhas, sendo novamente derrotada.

    Mesmo o mais hipócrita dos comunistas, discursando em favor da “democracia”, sabia, perfeitamente, a nuance, discretamente, subentendida nessa palavra, isto é, sabia que não lutava por democracia nenhuma, mas pelo comunismo cubano e soviético, segundo as diretrizes da Conferência Tricontinental de Havana.

    Passada uma geração tudo isso se apagou. A juventude, hoje, acredita, piamente, que não havia revolução comunista nenhuma, que o governo João Goulart era, apenas, um governo normal eleito, constitucionalmente, que os terroristas da década de 70 eram patriotas brasileiros lutando pela liberdade e pela democracia.

    No Brasil, a multidão não tem memória própria. Sua vida é muito descontínua, cortada por súbitas mutações modernizadoras, não compensadas por nenhum daqueles fatores de continuidade que preservava a identidade histórica do meio militar.

    Não há cultura doméstica, tradições nacionais, símbolos de continuidade familiar. A memória coletiva está ,inteiramente, à mercê de duas forças estranhas: a mídia e o sistema nacional de ensino.

    Quem dominar esses dois canais mudará o passado, falseará o presente e colocará o povo no rumo de um futuro fictício.

    Por isso o site de Ternuma é algo mais que a reconstituição de detalhes omitidos pela mídia.
    É uma contribuição preciosa à reconquista da verdadeira perspectiva histórica de conjunto, roubada da memória brasileira por manipuladores maquiavélicos, oportunistas levianos e tagarelas sem consciência.

    Autor
    Olavo de Carvalho

  6. A Petrobras durante o regime militar

    A Petrobras durante o regime militar 1964 /1985, durante este periodo foram construídas ás seguintes refinarias entre outras; REGAP-MG 1968, REPLAN-SP 1972, REPAR-PR 1978, REVAP-SP 1980, adquiridas e incorporadas a RECAP-SP e a REMAN-AM em 1970, além de inumeráveis plataformas de exploração marítima, sendo a primeira lançada em operação em 1968, o mesmo ano em que foi criado o CENPES-Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, em 1974 foi descoberta a bacia de Campos, e em 1985 o campo de Marlin, e sempre foi lucrativa sendo que no final (1985) a estatal conseguiu atingir a auto suficiencia, além de constituir a Petroquisa em 1967 e adquirir e estatizar à Petroquímica União- SP recem inaugurada em 1970 e incorpora-la a estatal , e que posteriormente foi privatizada durante os governos Collor e FHC, em 51% para a Braskem, para atualmente em seguida serem colocadas os outros 49% em desenvestimentos já nos atuais governos Lula / Dilma.

    Uma atitude importantíssima e pouco lembrada durante este período foi o bloqueio de importação de componentes industriais que possuíam fabricações similares na indústria nacional, protegendo e alavancando sua decolagem, desenvolvimento e consolidação, foi um impulso e um incentivo fundamental, real e concreto para que a indústria local nas áreas de caldeiraria, elétrica, eletrônica, construção civil, naval, aeronáutica, nuclear, petroquímica, metrô ferroviária entre outras deslanchasse atingindo os objetivos e patamares tecnológicos atuais, esta proibição foi revogada no governo Collor.

    Tudo isso os militares fizeram em 21 anos de governo.
    Após a saída do Figueiredo em 1985 até 2015, nos 30 anos passados, os sucessores Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lula e Dilma, sendo que neste terço final, as ingerências políticas interiores e exteriores desastradas e indevidas, como revender por longo tempo derivados importados a distribuidoras a um valor menor do que o custo, por uma imposição governamental, além da corrupção de alguns funcionários produziram um efeito devastador.

    Lembrando que por ocasião da construção da usina hidroelétrica de Itaipu o Brasil durante o regime militar, o Brasil financiou 100% da obra, e o pagamento do financiamento seria com a conta da energia elétrica excedente que o Paraguai não consumiria e venderia ao Brasil, porém durante o governo Lula o custo da energia vendida triplicou, pois se quebrou o acordo, semelhante ao que aconteceu com relação à Bolívia, na qual a Petrobras investiu pesadamente na recuperação da unidade extração de gás, e teve suas unidades invadidas e expulsas pelo atual governo Morales, e desfecho semelhante teve com relação ao Equador pelo governo de Rafael Correa que expulsou e não ressarciu uma empresa de engenharia brasileira Odebrecht que prestava serviços de engenharia locais, e com relação á Venezuela, firmou-se compromisso de parceria com o governo Chaves para construção de refinaria em Pernambuco, e depois seu sucessor Nicolas Maduro declinou deixando a Petrobras bancando sozinha na construção da RNEST-PE.

    Pelo exposto fica evidenciado o despreparo gerencial e logístico, sem contar com a corrupção endêmica dos nossos atuais governantes, e também fica evidente, que a população é quem paga por estes desmandos, sem contar que para o TAV-Trem de Alta Velocidade ainda existe uma empresa chamada EPL- Empresa de Planejamento e Logística que continua consumindo milhões de Reais para só ficar no papel, e atualmente preparam o lançamento de uma nova ferrovia Transoceânica ligando o Atlântico ao Pacifico em paralelo a uma existente entre Santos-SP até Ponta Porã / Corumbá-MS, para se somar as inumeráveis grandes obras do PAC de grande porte que não se completam.

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