Movimentos criticam votação do Projeto Nova BH

Nesta quinta-feira, o Conselho Municipal de Política Urbana (Compur) de Belo Horizonte deverá votar o projeto Nova BH, uma operação urbana consorciada que vem sendo criticada por muitos movimentos, especialmente por ter sido definida sem nenhum diálogo com a população. O projeto prevê intervenções numa área de 25 mil m² do bairro, afetando a vida de cerca de 200 mil pessoas.

Santa Tereza é um bairro histórico da capital mineira, protegido por uma lei que o enquadra como Área de Diretrizes Especiais (ADE), que define regras específicas para preservar sua paisagem e suas características histórico-culturais.

Além disso, de acordo com integrantes desses movimentos, o projeto terá como consequência desapropriações (diretas e indiretas), fortalecimento da especulação imobiliária e mais incentivo ao transporte privado.

A composição do conselho (oito representantes do executivo, dois do legislativo, dois do empresariado, dois do setor popular e dois do setor técnico) é extremamente desfavorável aos que estão lutando contra o projeto, tentando impedir que ele seja levado a votação sem nenhuma discussão. Aliás, no final do ano passado, o Ministério Público de Minas Gerais fez uma recomendação ao conselho para que o projeto não fosse votado.

Movimentos como o Salve Santa Tereza, Tarifa Zero, Fora Lacerda, Brasilinha do Lacerda Não, dentre outros, vêm realizando manifestações e divulgando informações sobre esta e outras ações que vêm sendo implementadas.

Para saber mais, leia o informativo do movimento Salve Santa Tereza.

10 comentários sobre “Movimentos criticam votação do Projeto Nova BH

  1. BELO HORIZONTE EM SEU PLANEJAMENTO,FOI DE CERTA FORMA MODERNA,MAS COM O PASSAR DOS ANOS,JÁ ESTA ULTRAPASSADA,OS MINEIROS COMO NOS OS PAULISTAS SOMOS SENSIVEIS AS MUDANÇAS,POIS TEMOS LEMBRAÇAS,MAIS O PROGRESSO E IMPLACAVEL,DESTROI TODAS AS NOSSAS LEMBRANÇAS BOAS E ALGUMAS NÃO,NOVA GERAÇÃO APARECE E ASSIM VAÍ Á METROPOLE MODIFICA SUA APARENCIA,SUA POPULAÇÃO SEUS COSTUMES,ASSIM E Á VIDA,COMO NA CIENCIA,TUDO SE MODIFICA,TUDO SE TRANSFORMA,E ASSIM SOMOS NOS,DE CRIANÇA ,JOVEM,SR.SRA.E A PIOR NOSSA TRANSFORMAÇÃO COMO Á CIDADE SE TRANSFORMA EM IDOSA,COMO NOS,E INEVITAVEL Á TRANSFORMAÇÃO FISICA DE TUDO QUE NOS RODEIAM,E Á VIDA.ABRAÇO PARA QUEM ESTA CHEGANDO ,ROBERTO GALDI

  2. Sugiro ao Sr. Roberto conhecer as cidades europeias e ver como elas caminham no sentido contrário sugerido por ele, preservando sua memória e, ao mesmo tempo, privilegiando modais não poluentes.

    Além de perdermos a memória da cidade, estamos cada vez mais tornando BH uma cidade de poucos. Enquanto isso, o déficit habitacional aumenta a cada dia e os pobres são jogados para fora dos limites urbanos.

    Agradeço à Raquel por esse serviço de utilidade pública. E lembro que, na próxima semana, teremos a oportunidade de incidir nessa política, por meio da Conferência Municipal de Política Urbana! BH é nossa! Nossa BH!😉

  3. Roberto, você tem razão, a transformação acontece e tem que acontecer. Mas não a qualquer custo. Não em detrimento da qualidade de vida. Não a favor somente do interesse do investidor.
    As cidades brasileiras e a “Nova BH” como grande exemplo, vão na contramão das cidades que, internacionalmente, são reconhecidas pela qualidade social.

  4. Prezados,
    Esse adensamento populacional não é salutar, em termos práticos beneficiará a Prefeitura com a cobrança de IPTU, após a costrução de inúmeros espigões. A nossa qualidade de vida está sendo deixada de lado, haja vista, a quantidade de transtornos que uma superpopulação concentrada ocasiona: excesso de poluição sonora, visual, ambiental. Essa falsa democracia é indignante, decisões são tomadas de cima para baixo sem qualquer escrúpulo, certamente por lobby de empresários, nem o Ministério Publico é respeitado. Infelizmente temos que conconcordar que uma população mal educada não consegue consegue enxergar mais do que o próprio umbigo “Entregue uma arma a um macaco e verá o estrago que ele pode fazer”.

  5. Nós vivemos no ESTADO DE DIREITO DAS MONTADORAS , DAS EMPREITEIRAS e DAS INCORPORADORAS (de sigla MEI ). Por essa razão temos este excesso de carros nas ruas , excesso de torres nos bairros e excesso de expropriações e expulsões de moradores nas cidades . Não serão os Conselhos Locais que reunirão as forças necessárias para reverter este gigantesco poder que age nacionalmente e localmente .Tampouco as eleições , as urnas, já que estes grandes oligopólios e monopólios são os que financiam as campanhas presidenciais e para o Congresso Nacional . A única saída está nas RUAS , na luta coletiva , de todas as multidões reunidas para derrubada desta farsa de democracia que está aí .Como disse o sociólogo Pierre Bourdieu , o que os homens fazem socialmente , socialmente PODE SER DESFEITO.

  6. Concordo que faltou participação popular na elaboração do projeto em si. Mas se engana quem diz que o projeto beneficia o transporte particular ou vai na contra-mão de conceitos adotados na Europa. O projeto justamente abraça o transporte cicloviário (centenas de km de ciclovias estão incluídos), alargamento de calçadas, integração maior entre “hubs” (nós) de transporte público e o transporte à pé. Além disso, trabalha todo num conceito de cidade compacta (“compact/smart city”) promovendo usos mistos, adensamento de áreas beneficiadas pelo transporte público, com habitação social integrada à malha urbana, em detrimento da expansão desenfreada do tecido urbano como vem sendo feita sem planejamento. Ricardo, não estamos falando de superpopulação concentrada, mas de uma concentração saudável para a vida urbana, ao contrário dos enormes subúrbios de baixa densidade americanos ou nossos subúrbios sem estrutura nenhuma. As zonas delicadas historicamente ou para o patrimônio cultural estão ganhando inclusive restrições maiores do que tinham antes, vide as últimas mudanças aprovadas pelo COMPUR. Para completar, o projeto ainda prevê diversas formas de controle da expulsão dos moradores, medidas anti-gentrificação e anti-especulação já previstas no Estatuto da Cidade ou nunca antes adotadas no Brasil. Enfim, há muitas críticas superficiais de pessoas que aparentemente nem leram o projeto direito. Mantenho minha crítica à falta de participação popular, mas quanto à qualidade do projeto não tenho nenhuma. Acho que temos mais a ganhar procurando trabalhar com o projeto e complementá-lo, o legitimando via participação popular, do que barrá-lo a todo custo como alguns vêm fazendo.

    • Lucas, transporte cicloviário em BH? Desculpe-me, mas até o relevo não contribui. Isto somente é possível entre pequenas distâncias e com uma bicicleta adequada. Alargamento de calcadas? E os carros, que somente aumentam em número?

      • Não acredito que num blog sobre discussões urbanas ainda tem gente defendendo esse modelo rodoviarista que não dá preferência às pessoas e sim aos carros. Não to falando que de uma hora pra outra galera vai começar a ir da Pampulha ao Centro de bicicleta, mas ela deve, sim, ser estimulada na chamada “última milha”. O transporte público não te deixa na porta de casa como o carro, mas a bike sim. Ela funciona muito bem conectando a porta da sua casa aos nós do transporte público troncal, como o BRT ou o metrô. Há sempre um trajeto mais plano entre dois pontos próximos em BH que são possíveis de bike. Mas, para isso acontecer, é necessário ter a infraestrutura adequada (ciclovias e ciclofaixas, sim!) e a integração necessária (bicicletários nas estações de transporte público e a possibilidade REAL de levar as magrelas a bordo).

        Já está mais do que provado que expandir a malha viária só atrai mais carros e congestionamento para as ruas. O contrário também prova ser verdadeiro, reduzir o espaço dos carros DESESTIMULA seu uso, e é isso que deve ser feito. Portanto, não importa o aumento do número de carros, mas cada vez mais seu espaço deve ser REDUZIDO em prol de mais espaço para bicicletas, calçadas mais largas e mais faixas exclusivas de transporte público.

  7. Como moradora do bairro santo antonio sou testemunha da entrega, pela atual gestão do PBH, do espaço urbano de BH ás construtoras. As construtoras são donas absolutas do pedaço: os moradores naõ têm mais direito de andarem pelas ruas, tomadas de caminhoes, entulhos, desgargas de material etc. Não respeitam o sono, nem o descanso dos moradores… com furadeiras, maçaricos a todo vapor, em fins de semana e nas madrugadas.
    Passem pela R Prof Magalhaes Drumond, entre as ruas primavera e av contorno e vejam como as casas desaparecem de um dia para outro, no lugar surgem um espigoes de 7 a 10 andares. No horario de 8 ás 19 horas, para deslocar de carro, estes dois quarteiroes gasta-se 15 minutos.
    Outro absurdo é destruição das casas, PATRIMÔNIO da cidade, da rua congonhas, Onde está o Ministério Público dessa cidade???

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