Mudanças nas linhas de ônibus: os usuários são os últimos a saber

Nas últimas semanas, a imprensa vem noticiando o transtorno que a população de São Paulo está vivendo por conta de alterações nas linhas de ônibus da cidade. Pelo menos 80 linhas até agora foram extintas ou tiveram seus itinerário mudados, segundo informações da própria SP Trans. Na USP, desde o ano passado alunos protestam contra mudanças nas linhas que operam no campus do Butantã. A última, pelo que eu soube, foi a linha 7725-10, que ligava o metrô Vila Madalena ao Rio Pequeno, passando pela universidade. A linha teve seu itinerário alterado e não passa mais no metrô.

Em dezembro do ano passado, o DCE chegou a enviar ofícios à SP Trans e à reitoria, pedindo explicações, e também promoveu abaixo-assinados pedindo a volta de linhas que foram extintas. Em resposta, a reitoria afirmou que não tem responsabilidade sobre o assunto, que é de competência da SP Trans. A SPTrans, por sua vez, afirma que a medida vem para diminuir “sobreposições e quantidade de linhas” e para “tornar o sistema de transporte mais eficiente”.

Usuários de outras regiões da cidade que agora estão sendo afetados pela medida também vêm questionando as mudanças. É o caso, por exemplo, da Associação dos Moradores do Jardim Jaú e Adjacência, na Penha, que entrou com uma ação civil pública pedindo a reativação de alguns serviços que foram extintos, e de usuários da zona oeste, que se mobilizaram com um abaixo-assinado pela volta da linha 7725-10. Diante das muitas reclamações que vem recebendo, a promotoria de Habitação e Urbanismo solicitou explicações à SPTrans.

As pessoas têm se queixado que, na prática, as mudanças têm feito com que elas necessitem tomar dois ônibus, ou um ônibus e um metrô, para fazer um percurso que antes podiam fazer com apenas uma condução, piorando a situação. Para além dos transtornos causados pelas alterações nas linhas, a principal crítica da população é à forma como a medida vem sendo implementada, sem consulta aos usuários, que sequer conseguem entender a lógica das mudanças.

26 comentários sobre “Mudanças nas linhas de ônibus: os usuários são os últimos a saber

  1. Raquel: confesso que não acredito que uma prefeitura conduzida pelo Fernando Haddad tiraria linhas de ônibus, mas acredito que irá readequá-las e que não está sabendo comunicar bem isso à população, até pela má vontade de nossa grande imprensa. Não posso acreditar em outra coisa e torço para que se retorne a uma situação que ocorria quando a Marta era prefeita, em que – da minha casa até o Metrô – havia micro-ônibus confortáveis – e não como hoje, quando, até por ter deficiência na perna, tenho de tomar um táxi ou utilizar meu carro, já que inexistem linhas de ônibus que trafeguem pelo bairro. E o ideal seria que fossem ônibus menores, mais compatíveis com as nossas ruas.

    • Sinto em informar que é realidade sim, estão tirando as linhas de forma “impensada” e a maioria da população está vivendo na pele essa triste falta de respeito.

  2. geralmente as pessoas que determinam o transporte público na cidade andam com motoristas particulares e nunca tomam onibus, metro, nem andam de moto como aqueles que representam o sangue da cidade que são os moto-boys.

    São pessoas absolutamente desqualificadas na experiência diária dos cidadãos comuns, mas que são eleitos por eles pra representá-los.

    O Estado e as corporações são podres e não representam as necessidades do povo.

  3. As justificativas da Prefeitura para essas alterações são aumentar a velocidade nos corredores e evitar sobreposição de linhas. Sinceramente, não conheço tanto sobre o assunto para saber se estas medidas realmente atingirão seus objetivos. No entanto, o que não pode ser desconsiderado é que a adoção do Bilhete Único introduziu uma nova possibilidade de estruturar os transportes na cidade, já que o usuário pode fazer diversas conexões pelo preço de uma única tarifa. Realmente, pode ser mais confortável para o usuário pegar apenas um ônibus em frente a sua casa e não se preocupar com baldeações, descendo diretamente em frente ao local de destino. No entanto, nem sempre será a melhor alternativa quando se leva em conta a estruturação das linhas de ônibus por toda a cidade. Acho essencial entender as possibilidades que o Bilhete Único traz para fazer uma discussão sobre a reestruturação do transporte público.
    Quanto às falhas de comunicação com a população (que acredito que seja o principal ponto desse texto), concordo plenamente. O usuário (me incluo aqui) só fica sabendo das alterações quando seu ônibus chega ao ponto com o mesmo número, mas com letreiro diferente, ou então quando espera por muitos minutos e o ônibus não vem.

    • As linhas suprimidas são de longos percursos, que conectam os bairros distantes ao centro expandido. Não se trata de comodismo dos usuários que terão que fazer uma baldeação… pois não se trata de uma baldeação, mas sim, MAIS UMA baldeação acrescentada ao nosso cotidiano! E cada baldeação, acompanhada de suas 4 ou 5 filas de espera todas as manhãs! Na teoria, parece tudo muito adequado: unificar linhas com longos trechos de percursos semelhantes, eliminar linhas que cortam a cidade, etc. Contudo, não acho adequado retirar opções dos usuários – obrigando-nos a novas baldeações e outros deslocamentos – antes que tenhamos um sistema de alta capacidade capaz de absorver essas mudanças. Acho que, enquanto não for comprovado que poderemos fazer baldeações tranquilas, com tempos de espera e de viagens adequados, nada deveria ser alterado para piorar uma situação que já é desumana e absurda para quem mora em bairros distantes.

    • Com certeza o usuário pode fazer varias conexões, só que as empresas de transporte recebe por cada uma delas. Se o usuário faz 4 conexões e perde um tempão fazendo isso, a empresa recebe 4 vezes da prefeitura. A lógica por trás de tudo é essa, para compensar os 20 centavos.

  4. Eu fiquei abismado quando li na placa de itinerário do ponto de ônibus em frente ao meu prédio (ok, pelo menos agora sei quais as linhas que passam por lá) que as linhas e ônibus podem ser alterados sem aviso prévio. Um absurdo! Como um serviço destinado a população pode simplesmente deixar de existir sem que as pessoas saibam. Aquela placa horrorosa de publicidade que a prefeitura se permitiu por nos novos pontos de ônibus não deveria também servir como aviso para serviços a população. Tinha esperança que com a mudança na Prefeitura iríamos diminuir esse abismo que existe entre o governo e a população, esse muro de arrogância que fecha os olhos de políticos que se põe como uma casta superior diante de seus eleitores. Mas não parece que é o que está acontecendo.

  5. Mais uma vez, prezada Raquel sou solidário à sua postagem, assim como dos leitores. Enquanto me for permitido continuarei a postar meu texto sobre “Os Espelhinhos” , agora numa versão maios atualizada. Acredito ser pertinente.
    Ao distribuir “espelhinhos” para o povo classe C, nosso Governo, juntamente com a cumplicidade da Mídia, assim como a dos chamados “empresários bem sucedidos” acabam fazendo o mesmo papel dos que foram a favor da ditadura militar. Agora sob a falsa idéia de uma Democracia (que aliás nunca é criticada), nosso país vai perdendo sua real identidade e anulando qualquer possibilidade política. Reafirmando assim, um grande analfabetismo, esmagando toda e qualquer ideologia, anulando qualquer possibilidade de um “levante” popular “desbaratinando” as massas. Vide os manifestos ocorridos em junho/julho de 2013, onde uma população agonizante tentou sair às ruas pedindo socorro, porém sem qualquer ideologia, sem uma verdadeira noção de coletividade, sem qualquer tipo de organização, mais parecendo um antigo protesto hippie da década de 70 conhecido como “happening”. E os resultados todos viram: o bom e velho hábito do abuso do poder, por parte das “autoridades” e o total desprezo do governo. É uma verdadeira tragédia, um país que não consegue produzir riquezas, mas sim gerar alguns ricos. Onde só existe um único “bolo” ( o mesmo há anos – O PIBINHO!) para se dividir em uma população cada vez maior e cada vez mais faminta. A mídia usada como ferramenta pacificadora e anestesiadora da população, “arma” muito maior do que aquela utilizada nos anos de chumbo. Um dia se publica que os empregos diminuíram e no dia seguinte publicam que os empregos aumentaram. Um dia publicam que o custo de vida diminuiu e no dia seguinte publicam matérias totalmente contraditórias. A política sendo substituída pela politicagem, os técnicos gabaritados sendo substituídos pelos políticos semi analfabetos em cargos públicos, a máquina inchada da administração pública sendo transformada em um balcão de negócios, como num mercado das “pulgas”. A dilaceração do ensino público; o abandono da infraestrutura portuária; hospitais abarrotados de indigentes; a segurança pública “largada” aos desmandos de grupos criminosos; a sociedade apoiando simplesmente a pena de morte e ou a diminuição da maioridade para apenas se livrar dos bandidos que ela mesma produziu; o transporte público, uma indústria de enriquecimento de poucos em detrimento de um povo que passa mais de 03 horas por dia pendurados nos ônibus e trens, como gado ( e se faz muita propaganda eleitoral dizendo que, agora esse tempo foi heróicamente reduzido para 02 horas e meia e com a criação “virtual” de ciclovias nas grandes capitais) ; ferrovias inexistentes ou inoperantes num País com dimensões continentais; o total desprezo à uma política de migração às grandes capitais, que não suportam mais receber ninguém de outros estados e nem de outras cidades; um favorecimento espúrio às indústrias automobilísticas internacionais, num país que se vende mais automóveis do que bananas e morrem mais pessoas de acidentes de trânsito por ano, do que soldados americanos em toda a guerra do Vietnan; empresários “bem sucedidos” que insistem em alegar falta de mão de obra especializada, quando o problema é falta de SALÁRIO especializado; um grande engano com a criação de projetos habitacionais, onde o governo paga uma fortuna às grandes empreiteiras, cuja qualidade/custo de construção são altamente discutíveis favorecendo assim um enriquecimento ilícito de seus construtores (cuja fortuna é igualmente dividida aos políticos corruptos que aprovam sua construção e liberação de verbas públicas para sua execução), em detrimento do miserável que irá habitar “naquilo”; obras metroviárias que custaram, por quilômetro, o dobro do que custou o túnel abaixo do canal da Mancha na Europa, sob um oceano e com a mão de obra mais cara do planeta!!!; manutenção de estradas e avenidas que custam muito aos cofres públicos, mas que efetivamente não existem e o dinheiro “sumiu”; viadutos e pontes construídos, cuja necessidade é discutível; um favorecimento também absurdo às instituições financeiras que “vendem” dinheiro a juros compostos e pagam pela mesma “mercadoria”, juros simples. Um descalabro político no Congresso Nacional, onde só se “trabalha” para lobistas garantirem o interesse de poucos em detrimento do de muitos; campanhas eleitorais sem o menor conteúdo político real e financiadas pelos poucos favorecidos de um sistema agonizante para muitos; uma Universidade igualmente dilacerada, onde o ensino superior tornou-se apenas um mero ensino técnico e uma fábrica de diplomas. Enfim, uma sociedade que vive de aparências, de engôdos, de futebol, carnaval, sem a menor noção de coletividade, anestesiada e apalermada pelos cartões de crédito, telefones celulares, bolsa disso, bolsa daquilo, vale transporte, cestas básicas, automóveis e dívidas. Um verdadeiro “Alice no País das Maravilhas”. Como os espelhinhos que nossos colonizadores distribuíam aos nativos no século XVI, afinal o interesse pela Nação, pelo visto, ainda é o mesmo: explorar e explorar. “Vamos explorar o povo, nossa rua, nosso transporte, nossa cidade, nosso local de trabalho, nossa moradia, nossa família, nosso vizinho e quando não tivermos mais nada a explorar nos mudamos para outro local e continuemos a explorar, como faz a maior parte dos predadores e roedores”. E ainda se prega a “sustentabilidade”. Para uma população que, menos de uma década atrás, se fazia do uso da enchada como seu único meio de vida, hoje tem todo tipo de bens de consumo ao seu dispor; e está classificada pelo governo como “classe média” esquecendo-se no entanto, de que, não há infraestrutura para tal consumo. Afinal, o importamte é dispor de computadores, celulares de última geração, automóveis de todas as marcas e modelos. Hospitais, escolas, empregos, segurança são apenas importantes quando se sente a falta deles individualmente e nunca em termos de coletividade. Pessoas vivendo no limite da legalidade e da moralidade pensando que a vida é mesmo assim, sem a menor referência. Sempre tirando alguma vantagem de seu próximo.
    Já estamos com uma população carcerária de quase 700.000 pessoas ( ou até mais); menos os políticos corruptos e esta população tem dobrado a cada 08 anos. Afinal, que tipo de pessoas estamos desenvolvendo aqui? Anarquistas exploradores (como os do séc. XVI?), corruptos, marginais, delinquentes, predadores e aproveitadores do caos? Qual o destino de uma sociedade constituída dessa maneira?
    Isso não é Capitalismo Moderno… isso é uma ABERRAÇÃO do Capitalismo.
    SAÚDE, TRANSPORTE, HABITAÇÃO, SEGURANÇA, EDUCAÇÃO, EMPREGOS, CRESCIMENTO E SUSTENTABILIDADE : apenas ferramentas de marketing e plataformas eleitorais.
    E eu que na adolescência acreditei que esse era um País de futuro.
    Que pena!

  6. Agora eliminaram a linha Vila Gomes – Jardim Miriam.
    Moradores da Vila Gomes são obrigados a andar até a Corifeu de Azevedo Marques para tomar os ônibus que já passam cheios por ali.
    E assim, o transporte público em lugar de melhorar, piora.

    • Faz também parte da lógica do PT de piorar as coisas cada vez mais e atribuir o erro aos anteriores . Podem se preparar o Lula está por trás dessa merda toda e vem como sempre na próxima eleição prometer melhoria nos transportes, e todas enganações dos PTralhas e Cia.

  7. Curiosamente as linhas que estão sendo extintas são aquelas que possuem um percurso mais longo e que ligam bairros que se encontram nos extremos da cidade às áreas centrais.

    • Faz sentido se pensarmos que elas demoram muito. Mas, tem outras questões a serem equacionadas antes. Imagine uma cebola, no meio é a região central, os pontos onde a maior parte das pessoas querem chegar, as outras camadas são as regiões que vão se distanciando desses pontos. Quem está no meio recebe muitos destinos de ônibus, pois são o percurso de muitas linhas, todavia, não conseguem fazer usos desses ônibus por já passarem lotados. Quem mora em determinado ponto da Madalena por exemplo, e queira ir de metrô (Madalena), mas precisa de um ônibus para chegar até lá, provavelmente não encontrá espaço. Nestes bairros, antes de tudo, cabem políticas de quebrar linhas, por quem mora mais perto do destino pode arcar com alguma dificuldade nesta fase inicial, neste caso, a de fazer conexões (é o meu caso). Mas quem mora lááááá bem longe em regiões afastadas … é preciso arrumar o meio antes. Criaar mais dificuldade para quem tem menos dificuldade antes. É preciso tb pensar nos BRTs e VLTs, para se quebrar o percurso em várias conexões, o bairro precisa dessas medidas antes. Sem isso é só judiar do cidadão.

  8. Concordo com a Sra Cecilia, pois também utilizava a linha 577T Vila Gomes/Jardim Miriam para ir ao trabalho na Av. Paulista, sendo que agora tenho que usar um onibus até a Av Francisco Morato e lá pegar outro até a Av. Paulista, completamente lotado, pois os onibus que trafegam na Corifeu de Azevedo Marques estão sempre lotados. E fiquei sabendo que a linha 715M Jardim Maria Luiza/Largo da Polvora também será eliminada. Então eu pergunto ao nosso prefeito: Como fica o cidadão que precisa trabalhar sem meio de transporte? E os idosos? E os deficientes fisicos? Então, que pelo menos coloquem uma linha que possa atender às pessoas até a Av. Paulista ou Metrô Paraiso. Fica a sugestão.

  9. Realmente, eliminar o Jd. Miriam foi fantástico! E descobrir isso só quando eu chego no ponto depois do trabalho, indo pra faculdade, e atrasado, é melhor ainda!
    Enquanto a população que usa ônibus for tratada como uma massa de manobra, que não merece respeito, não merece ser ouvida, por diregentes que não usam ônibus, fica difícil que coisas autoritárias como essas mudanças sem consultas deixem de acontecer. O que a SPTRANS está fazendo é forçando baldeações, mas só quem ANDA TODO DIA de ônibus sabe que o usuário tenta evitá-las ao máximo, pois são ineficientes as trocas. E cortar as conexões bairro-a-bairro para forçar bairro-centro-bairro não me parece uma atitude inteligente para quem quer criar novas centralidades, desafogando o centro e dando vida a outros bairros dormitórios.
    Experimenta mudar o sentido da 23 de maio sem aviso. Ou da Paulista. Tudo vem abaixo! Todo mundo reclama, todos os jornais ecoam, mas se desaparecem algumas linhas de ônibus, silêncio…
    Os taxistas defendem seu ponto de vista (que acho absurdo) por meio de sua associação, o mesmo fazem as montadoras, o SECOVI, o AME Jardins (eca!)… Concordando ou não, eles se fazem ser ouvidos, mas e os usuários de ônibus, quem defende, a SPTRANS?

  10. Realmente eu como passageira de transporte público fui a última a saber. Não se trata de simples comodidade perdida dos passageiros, mas de a demora ter aumentado, de ter que pegar ônibus lotados e, no meu caso, ficar esperando um ônibus a mais à noite. O ônibus que eu tomava não era nenhuma maravilha, costumava demorar 20 minutos ou mais entre um e outro. Já havia reclamado à Sptrans algumas vezes, mas suportava porque, no fim das contas, tinha que tomar uma só condução. Se quisesse descer mais perto de casa (e não na porta) ainda tinha que tomar mais uma. Agora, com o encurtamento da linha que eu tomava (211V-10) que antes ia da V. Paranaguá até a Estação da Luz (passando pelo Jardim Danfer, onde moro), agora só vai até a Penha, sou obrigada a tomar outro ônibus. Segundo a Sptrans, há duas opções, o que não é verdade, pois as duas linhas, que antes se cruzavam na Penha, agora só se cruzam depois do Terminal Aricanduva, num ponto onde nenhuma das linhas que eu tomo do meu bairro passa. Dessa forma tenho que tomar um transporte que sai perto da minha casa e escolher apenas uma das outras linhas. A primeira é rápida, costumo esperar no máximo 10 minutos, a outra já cheguei a esperar 28 minutos (!). O maior problema é na volta, porque volto à noite, às 23h (agora tenho que pegar 3 ônibus). Pego o primeiro da Luz à Penha, onde os ônibus passam lotados de estudantes, outro da Penha ao Jardim Danfer e outro ainda para não ter que andar a pé sozinha depois das 23h30. Também já usei o metrô e uma lotação, além de pagar mais, tive que vir amassada nos dois transportes. Todo mundo conhece o caos em que se transformou a linha 2 do metrô. Sempre fui ferrenha defensora do Bilhete Único e dos corredores de ônibus, mas a reestruturação do transporte não posso apoiar. Não é uma questão de explicação, estou sentido na pele as mudanças para pior. A linha que eu tomava não fazia nenhum mal ao trânsito, porque já era tão demorada. Trocá-la por outras ainda mais demoradas e lotadas e ainda me obrigar a fazer baldeação é o cúmulo.

  11. Essas alterações não funcionam, Quem sabe disso é o usuário mas o usuário é massa de manobra nunca é ouvido.
    Mais baldeações causam incomodos insuperáveis como superlotação, demora nos pontos de ônibus, mais tempo no deslocamento, mais perigo de ser assaltado nos pontos da cidade, filas nos terminais, etc.
    Vejo que essa atitude do Prefeito Malddad é profundamente contrária a qualquer cidade minimamente civilizada, fruto duma mente atrasada, desenformada e no mínimo duvidosa.

  12. Esses malditos querem submeter a população, os trabalhadores em geral. NIngém está pedindo mudanças de linhas, e sim mais ônibus, para que as pessoas não fiquem como sardinhas, dentro dos coletivos, e que os coletivos saiam dos pontos na hora certa e cheguem tabám ao destino na hora certa. Isso sei, deve ser mudado.

  13. Já ouvi, que vão tirar todos os pontos da Rua Guaicurus( Lapa). Isso é o fim da picada. O sujeito trabalha o dia todo que nem um maluco, e depois vai ter que pegar ônibus para ir embora nos quintos dos infernos.. Fernando Haddad, e os técnicos da SP-Trans, deveriam arrumar algo mais produtivo para fazer, e não essas palhaçadas de mudanças de linhas de ônibus. Como se isso, fosse resolver o problema.. Ninguem, ninguem, mesmo está pedindo para extinguir linhas de ônibus, mudanças de ponto etc. Parem com essas palhaçadas.

  14. Isso têm que ser comentado com contudências mesmo. Se é para ser louva-minha, não precisa ninguem comentar nada.

  15. Fizeram protestos devido o aumento da passagem. A prefeitura revogou o aumento; para ñ ficar s/ seus lucros, a prefeitura reestruturou as linhas de ônibus diminuindo o trajeto e até tirando algumas linhas p/ gastar menos combustível. Por exemplo: nas maiores linhas,os trajetos foram diminuídos, aproximadamente, pela metade, além de extintas. As linhas mais longas, da minha região é de ônibus elétrico, que ñ gasta combustível; s/ contar que também foram diminuídos em número, que resulta em ônibus bem cheios ao meio dia. Sabe oque isso quer dizer: novos protestos. ÔÔÔ câmbada!!! Ñ tm jeito.

  16. Uma linha que sai do Tucuruvi e de Santana para a USP, num cenário onde ambos pontos possuem metrô não faz sentido. Idem ter uma linha da Penha até Pinheiro pelos mesmos motivos … teoria linda, de fato, eliminar essas linha é viável, a questão é, basta cortar e pronto?

    Os ônibus que absorverão os passageiros para ir e voltar até o metrô conseguem atender? Quanto vai aumentar de ônibus. E os pontos de ônibus tem segurança, cobertura contra o sol, chuva … cabem as pessoas nas calçadas? Tem calçada?

    Os metrôs como os da linha vermelha (Penha por exemplo), quanto tempo vai demorar para o sujeito chegar até a plataforma? Cabem mais passageiros? A linha amarela já nasceu sobrecarregada por exemplo.

    Se isso não for pensado, corremos o risco de diminuir a viagem dos ônibus pela metade e dobrar a dos passageiros . Tem que diminuir o tempo de percurso das pessoas, e não dos ônibus.

    São políticas necessárias a de cortar linhas, mas tem que saber se são projetos de curto, médio ou longo prazo e fazer o que for necessário antes de cortá-las. Questões como BRTs e VLTs vêm antes.

  17. Esta claro qual o objetivo da gestão PETISTA/HADDAD. Diminuem os ônibus, direcionam outros para desenbocar no metrô, transformam o Metrô em um inferno e tentam nos enfiar guela abaixo Padilha, como o Salvador da Pátria. Essa gente, pequena, mesquinha, joga baixo.

    • Caro Alaor K. Sem ônibus, as pessoas que podem, utilizam seus carros, já que fica difícil chegar ao metro ou a qualquer lugar. O certo, de fato, seria ter micro-ônibus ou vans levando as pessoas das proximidades de suas casas às estações do Metro, estações de trem ou corredores de ônibus. Mas, como já escrevi antes, a Mafia dos transportes – que já está aí muito antes de qualquer gestão petista – não deixa, pois só interessam as linhas lotadas, já que se cobra por passageiro. Agora, sem culpar qualquer governante individualmente, é uma vergonha só termos 75 Km de Metro em São Paulo, se compararmos com países que iniciaram esse modal no mesmo período como o México, que iniciou em 1969 e hoje tem mais de 200 Km, ou mesmo com os 240 Km de bonde que me parece que tínhamos em 1942, com uma população bem menor. O Metrô está sobrecarregado faz bastante tempo e é querer culpar o time do São Paulo pelo fracasso do Corinthians no campeonato paulista, como fizeram recentemente.

  18. Volto à coluna apenas para esclarecer que a tese defendida por Alaor e outras semelhantes que têm surgido estão distanciadas da realidade. A proposta de seccionamento de linhas segue os princípios da racionalização do sistema para diminuição das ineficiências operacionais das empresas e o desperdício de dinheiro público. Quanto aos problemas enfrentados pela alta capacidade, por solicitação da própria Cia. do Metrô, foram criadas novas linhas de apoio à sua operação, como a Linha 4310 – Itaquera/Pq. D. Pedro II.
    Criada com o propósito específico de aliviar a operação da Linha 3-Vermelha nos horários de pico, a 4310 iniciou operações com previsão para 12.000 passageiros/dia e já está operando com 36.000 passageiros/dia.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s