Bicicletas versus carros

Já está disponível no Vimeo o trailer do documentário “Bikes vs Cars”, dirigido por Fredrik Gertenn. O filme parte da seguinte constatação: apesar das mudanças climáticas e da frustração diária que acompanha os engarrafamentos e o trânsito, as vendas de carro ainda continuam em alta. Atualmente, temos 1 bilhão de carros em movimento no mundo e, em 2020, esse número deve dobrar.

O filme retrata pessoas em diversas cidades do globo que estão lutando para mudar essa situação. Em São Paulo, eles acompanharam a Aline, uma das ativistas do movimento pela bicicleta na cidade, e realizaram uma entrevista comigo e com um dos gerentes da concessionária JAC Motors.

Uma das grandes questões que o documentário traz é a briga por vias seguras para andar de bicicleta, e como essa briga é difícil uma vez que a indústrias automobilística e do petróleo são bastante poderosas. No caso de Los Angeles, o documentário aborda como uma das grandes empresas automobilísticas norte-americanas comprou o sistema de transporte público por ônibus e acabou desmontando-o aos poucos para implantar uma política baseada no automóvel. Em Toronto, por sua vez, o prefeito decidiu acabar com as ciclovias. Como resposta, os ativistas usam estênceis e tinta spray para repintá-las.

Para mais dados sobre o filme e a luta pelas bicicletas, acesse o site: http://www.bikes-vs-cars.com/.

9 comentários sobre “Bicicletas versus carros

  1. Não há mais dúvida: o carro é a pior de todas as invenções. Só ganha da bomba atômica. Ou melhor nem da bomba atômica, se formos comparar em número de mortes.

  2. Pingback: Bicicletas versus carros (via Blog da Raquel Rolnik) | Beto Bertagna a 24 quadros

  3. Penso o contrário. Penso que a era do automóvel está perto do fim.

    Pelo menos é o que se deduz ao ler o livro ‘Automóvel, um condenado’ de Jorge Okubaro, onde ele diz que a capacidade ociosa das fábricas europeias gira em torno de 30% chegando a 50% no Japão. Há anos que está parada e não dá sinais que vai mudar. ‘O congestionamento chegou às fábricas’, diz Okubaro.

    Que o automóvel é um dos grande responsáveis pela falência das cidades não há dúvida. São Paulo por exemplo expandiu-se muito além do seu esqueleto levando as pessoas para morarem fora da cidade, a duas ou três horas do trabalho em dispendiosos deslocamentos, evidenciando a falência do modelo automotivo. Não foi para isso que foi inventado. Foi inventado para transportar pessoas de um lugar para outro, não para deixá-las presas em congestionamentos inter e intra-urbanos criados pelo próprio automóvel.

    Porém, como incentivar as pessoas a deixarem o automóvel na garagem?

    Uma boa medida seria substituir os ônibus articulados pelos modernos Light-Rails (ou VLT) um moderno meio de transporte muito melhor que ônibus. Mas a julgar pelas palavras do secretário de transportes paulistano, ainda vamos viver um bom tempo sob as amarras das montadoras de ônibus enquanto outras cidades do Brasil já estão implantando suas linhas de VLT..

    Sem falar que o automóvel é uma máquina poluente, cara, quente, perigosa e irracional. Uma tonelada de aço, vidro, plásticos e borracha para transportar um ser humano que não pesa nem 1% disso.

    O grande desafio que vem por aí é como vamos nos livrar desse estorvo.

  4. O automóvel está com seus dias contados, graças a incompetência e dependência dos políticos. Incompetência por não saberem administrar pensando no povo, e dependência em satisfazer as empresas que patrocinam sua campanha política (rabo preso).
    Os mesmos políticos deveriam experimentar o sabor de enfrentar o transporte público urbano em seus horários de pico, como requisito para assumir o cargo, assim como fazer uma consulta em um hospital público, e matricular seus filhos em escolas públicas.

    Mas quanto ao automóvel está difícil reverter o seu diagnostico a curto prazo de tempo, o desespero apresentado dia a dia é apenas uma amostra do que está por vir, as cidades irão parar em um congestionamento só. Em breve, muito breve.

    Parabéns pelo vídeo.
    Abraçø

  5. Pingback: Bicicletas versus carros

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