Leitores comentam sobre as novas faixas exclusivas de ônibus

Depois que falei ontem aqui no blog sobre o aumento da velocidade dos ônibus em São Paulo após a implementação das novas faixas exclusivas, recebi vários comentários de leitores e de pessoas que acompanham o blog nas redes sociais. Muitos destacaram as dificuldades que os usuários de ônibus ainda vivem e a insuficiência da medida.

Mirella Oliveira, por exemplo, diz que faltou planejamento na implementação das faixas exclusivas: “eles pularam a parte dos estudos. As faixas exclusivas de ônibus em vias cruciais lascaram o fluxo em outros trajetos. Agora eu estou fazendo em 2h a viagem que antes dessas faixas fazia em 1h de ônibus”. Ela explica por que: “os carros e ônibus nas ruas adjacentes estão demorando muito mais para circular porque na 23 de maio o fluxo que já era lento está pior com os corredores. Os ônibus atravessam rápido apenas nessa avenida, mas para chegar [nela] e [circular] entre ela e o destino final está demorando beeem mais. O resultado é 1h a mais espremida dentro de um ônibus.”

Mariana também comentou sobre a faixa da Avenida 23 de Maio: “a faixa da 23 necessita de alguns ajustes: na ponte da Bandeirantes ficou tão estreito que, mesmo livre, o ônibus tem que reduzir muito a velocidade para evitar acidentes.”

Pejota Moraes destacou as dificuldades causadas pela falta de áreas de ultrapassagem: “Eu utilizo diariamente para chegar ao trabalho quatro corredores de ônibus (cupecê / joão de lucca / santo amaro / nove de julho) e sei o quanto é caótico este sistema. Em um primeiro momento pode parecer vantagem a faixa exclusiva, mas o que ninguém considera é a falta de pontos de ultrapassagem! Nos dois primeiros corredores citados, se há uma demora mais relevante no embarque dos passageiros – o que ocorre constantemente devido ao déficit de ônibus em determinadas linhas – uma fila demorada se forma. No corredor da Santo Amaro há determinados pontos de ultrapassagem, mas em outros em que não há a situação é igualmente sofrível. Certo dia cheguei uma hora e meia atrasado no meu trabalho por que havia um ônibus bi articulado quebrado no fim da Avenida Santo Amaro. E cheguei porque fiz o trajeto congestionado – de ônibus, leia-se – a pé.”

E Felix pergunta: “Raquel, essas faixas não deveriam vir acompanhadas de um remanejamento das linhas?”

De fato, quando o sistema de corredores de ônibus começou a ser implementado na gestão da prefeita Marta Suplicy, o trabalho ficou pela metade. Não apenas porque os corredores não foram implementados integralmente na gestão seguinte, mas porque faltaram duas coisas importantíssimas no projeto dos corredores, a área de ultrapassagem, que resolveria os problemas relatados por Pejota Moraes, e a troncalização, fundamental para evitar a situação descrita por Mirella. Com a troncalização total, os ônibus do corredor operam exclusivamente no corredor – ou seja, o usuário pode seguir viagem no primeiro veículo que passar – e este corredor é alimentado por linhas de ônibus ou micro-ônibus que fazem a ligação entre ele e os bairros, sem entrar no corredor, e também por outros modais, como o metrô, o trem e a bicicleta.

A implementação das faixas exclusivas de ônibus, entretanto, aponta para uma priorização do transporte público coletivo. Este é um investimento fundamental para que uma política de longo prazo possa ser implementada, rompendo com as lógicas rodoviaristas e também de gestão do próprio transporte coletivo.

13 comentários sobre “Leitores comentam sobre as novas faixas exclusivas de ônibus

  1. Eu nasci em Curitiba e há 10 anos vivo em São Paulo, desde então eu não tenho mais coragem de pegar ônibus. Evito ao máximo, chegando a andar 2h a pé pra evitar de andar 1h de ônibus. Pra quem conhece o que é um ônibus rápido e de qualidade é bem triste ver uma cidade muito mais rica do que Curitiba parecer uma cidade pobre sem renda alguma. Pra quem é de fora é nítida a sensação de que quem mora aqui foi roubado por décadas e décadas até chegar nesse ponto onde ninguém lembra como seria uma cidade sonho. Pior é saber que Curitiba que na década de 90 era exemplo também tá indo pro mesmo caminho,

  2. também podemos lembrar o caso paradigmático de uma faixa exclusiva de ônibus, a da vital brasil. as faixas são sem dúvida um começo de solução (em algumas avenidas, a implementacao de corredores seria factível), mas no caso da vital brasil mais parece uma piada. até as 17h, se não me engano, os carros podem ESTACIONAR ao longo da faixa; os ônibus andam, na verdade, na faixa do meio e apenas encostam para pegar os passageiros (dependendo, nem encostam)…

  3. Apenas uma correção: o sistema de corredores de ônibus não começou com a Marta Suplicy mas na gestão do ex-prefeito e governador Mário Covas com o corredor Santo Amaro/ Nove de Julho no começo dos anos 80. O Jornal da Tarde e a rádio Jovem Pan passaram um ano fazendo campanha contra o sistema – chamado de ‘atropelódromo’ – e ressaltando prejuízo amargado pelos comerciantes da av. Santo Amaro que tiveram que fechar as portas. Por outros motivos como falta de estacionamento e aumento do transito de automóveis mas não por causa do corredor de ônibus.

    Covas seguiu firme e os corredores hoje são vistos não como solução mas um mal necessário.

  4. Indubitavelmente, os corredores ainda sofrem por não serem aplicados da forma ideal, de falta de estudos estruturais, e etc, afinal, ele é apenas uma solução “fácil”, localizada e de fato ele nem ao menos almeja ser a solução para os problemas de locomoção da cidade. Ele é um “quebra-galho”. Portanto, acho válido críticas que apontem para isso, que ele não é aplicado da melhor forma, ou que ele pode ser melhorado, porém, ler críticas de quem não pega ônibus, dizendo que o trânsito aumentou para os carros nas outras faixas, é, praticamente, o cúmulo do individualismo. Não é lógico não priorizar o transporte coletivo em face ao individual. No espaço de três carros (na maioria das vezes, transportando apenas três pessoas cada carro), cabe um ônibus transportando mais de SETENTA PESSOAS. Como pode passar pela mente de algum gestor municipal que se preze não priorizar os ônibus? Se isso não aconteceu por um bom tempo na administração pública da cidade não tem como não se pensar que não tenha sido manobra lobista das montadoras de automóveis. Isso enveredou-se na mente da classe média paulistana, que despreza o uso de ônibus a qualquer custo. Não é um meio de transporte para pobres, mas sim o meio de transporte mais útil para uma grande cidade, que permeia locais onde as linhas metroferroviárias não alcançam. O carro é que deve ser usado com inteligência, prudência, não como se é usado hoje.

    Os corredores nessa cidade facilitam a vida de muitas pessoas, principalmente das periferias. Utilizo os corredores da Zona Oeste (Lapa-Pirituba) e me arrisco a dizer que foi uma das melhores coisas feitas pela administração pública para a região. O único problema é a falta de ampliação do mesmo,ou dos limitados trajetos que os ônibus que circulam por ele tem. Não temos acesso direto à Zona Norte (Santana, Casa Verde, Freguesia) com facilidade, sempre temos que nos dirigir à regiões mais centrais para isso, bem como ligação com a região Sudoeste. No geral, eu apoio totalmente a atitude do prefeito Haddad, espero que o mesmo continue por este caminho,priorizando e fomentando a coletividade nessa cidade impregnada pelo individualismo.

  5. Ficou muito ruim pra quem vai trabalhar de carro como é o meu caso, então pra continuar com o meu conforto comprei um ap mais próximo do centro e continuo indo de carro e ainda ganhei uma hora e meia por dia pra passear com meu cachorro. Rs

    • Que sorte a sua. Por isso que tem que haver mais faixas e mais prioridade aos ônibus, porque a maioria… álias, a GRANDE maioria da população da cidade não tem condições de se dar ao luxo de comprar um “ap” mais próximo ao centro, só para manter o conforto. Portanto, nada mais óbvio e natural que aumentar o fluxo dos ônibus. Aliás, o estranho não deveria ser o fato dos corredores de ônibus, estranho deveria ser o fato do carro ser priorizado. Sociedade às avessas.

      • O carro não foi priorizado. O transporte coletivo foi ignorado. É diferente.
        O pobre sempre andou em ônibus ruim, fora de horário … enfim, sempre foi tratado pior do que gado nos coletivos de São Paulo. Quando o custo do automóvel abaixou, e a aquisição de um carro passou a ser possível para outras faixas econômicas, aí a coisa desandou.

        O número de carros aumentou e, o problema de mobilidade que antes era sofrimento só de quem não podia ter um carro, passou a ser um problema coletivo. Do milionário e do faxineiro.

        O aumento dos carros, e isso é uma ironia, é o que colocou a mobilidade urbana no centro das atenções. Diferente disso o pobre ia continuar ali entulhado.

        Me lembro que em São Paulo, por volta da gestão da Marta, começou a haver algumas mudanças atrapalhadas no sistema. E a maior dela, o crime da gestão Serra/Kassab foi, tirar carros das linhas para manter o preço. Eu ouvi cobradores e motoristas falando sobre isso várias vezes. Cortaram carros.

        Aí entrou a lei da física – dois corpos ocupam o mesmo espaço? Não.
        Posso pedir demissão por não conseguir chegar no trampo? Não
        Posso morar perto do trabalho? Não
        Posso comprar um carro? Pera, uia, dá sim …

        Voalá, assim foi construído esse caos.

        Não priorizamos o carro, ignoramos a Mobilidade Urbana.

        As soluções que estamos implantando, são soluções do passado para problemas do presentes. Corredores, metrô, monotrilho … nada disso foi pensado hoje … pensaram a décadas atrás para que fossem usados hoje …

        Atualmente, estão pensando e implantando agora o que será a realidade do futuro,e são coisas que hoje achamos “ficção” mas, daqui 03 décadas, serão os “corredores e metros” não implantados na época certa e que atormentarão nossos filhos …

        1 – Sistema de carro autônomo – isso mesmo. O futuro é dos carros andando sozinhos. Com isso eles passam a ser módulos menores, como os já apresentados em feiras pelo mundo. Eles tb conversam entre si, são mais rápidos, seguros e aposentam o carro particular. Vc chama um módulo, vai até onde precisa, dispensa ele e, com isso, gatos públicos com semáforos, placas etc deixam de fazer sentido. As calçadas voltam a ser dos pedestres e uma nova metrópole passa a ser desenhada.

        2 – Trabalho a distância – os drones, ou seja, aviões de guerra do presente, já são pilotados a distância. Já existem robôs que podem ser operados a distância e que fazem cirurgia … esse é o futuro. Quer trabalhar dirigindo um caminhão gigante em uma mina de diamantes no Canadá? Não precisa morar lá não. Vc opera pelo seu PS1000 … isso tende a mudar radicalmente o fluxo de pessoas pelas cidades e, consequentemente, o trânsito.

        Os problemas do futuro são:
        1 – Autenticidade – vc deve dirigir o caminhão da mina, não seu filho de 10 anos.
        2 – Rede. O novo problema de trânsito será a transmissão das redes, que no Brasil já é uma porcaria.
        3 – Automação X posto de trabalho …

        Enfim, esse é um pequeno vislumbre do futuro … aqui em São Paulo, estamos tão atordoados correndo atrás de medidas do passado para problemas do presente que achamos ser perda de tempo “sonhar” o futuro.

        O resultado vai ser … eterno atraso.

  6. faixa de onibus é burrice ou tem outros motivos.Por causa de paradas em pontos e nos farois a vantagem da velocidade é minúscla. o propósito do sistema é melhorar o fluxo de automoveis obrigando motoristas trocar para ónibus.Acredito q pouquicimas pessoas vão fazer isso.Com isso as pistas p/carros reduziram 33 %,mesma coisa que aumentou o número de carros em 30 %,aconteceu o inverso do que o prefeito e o secret. transp.dizem esperar.mesmo se reduzir 30%dos automoveis(impossivel)por passar a utilizar o ónibus, o espaço p/carros continua igual a antes ,pois foi reduzido o mesmo tanto de espaço para automoveis pela implantação da faixa excluziva.É uma piada (entre nós, o motivo é outro,não são tão bobos assim)

  7. ps ouví dizer que pra passar 2 faixas no chão e mais algumas coisinhas a prefeitura está pagando R$34.000,00 por metro linear ^o^

  8. Uma visão realista da MOBILIDADE URBANA.
    O Sistema de Informações da Mobilidade Urbana, Divisão Modal, foi base do relatório comparativo da ANTP-Associação Nacional de Transportes Públicos, relativo ao período de 2003 a 2011.
    Os dados são bastante representativos e esclarecedores da nossa realidade e de sua evolução no período de referência.
    A pesquisa tomou como referência 438 municípios que compõem o sistema de informações da mobilidade da ANTP.
    Em 2003 eram 108 milhões de habitantes e uma frota de 18 milhões de veículos, e em 2011 a população atingiu 124 milhões de habitantes com crescimento de 14,8%, a frota de veículos de todos os modais atingiu a marca de 33 milhões de unidades, com crescimento de 83%. (saltando de 0,17 veículos por habitante para 0,27 veículos por habitante, isso em 9 anos.)
    Em 2003 as vias somavam 294 mil km para os 18 milhões da frota à época, em 2011 o crescimento das vias foi de 15,3%, atingindo 339 mil km para a frota de 33 milhões de veículos em 2011. (a malha rodoviária saltou de 61 veículos por km para 97 veículos por km.)
    O tempo gasto no transporte coletivo em 2003 era de 6 bilhões de horas/ano e saltou para 7 bilhões de horas/ano em 2011, um crescimento de 17%. O tempo gasto no transporte individual era em 2003 de 3,5bilhões de horas/ano e saltou para 4,4 bilhões de horas/ano, um crescimento de 26%.
    O tempo gasto em deslocamento não motorizado, a pé ou de bicicleta, era de 5,3 bilhões de horas/ano em 2003 e saltou para 6,4 bilhões de horas/ano em 2011, com crescimento de 21%, sendo predominante o deslocamento a pé.
    O índice de mobilidade nas três modalidades, transporte coletivo, transporte individual e transporte não motorizado mostraram-se praticamente inalterados, quais sejam: transporte coletivo 2003 era 0,34 e em 2011 manteve os 0,34; o transporte individual em 2003 era 0,41 e subiu a 0,46, o transporte não motorizado era em 2003 0,63 e em 2011 subiu a 0,67, com predomínio do deslocamento a pé.
    A evolução da divisão modal no período foi negativa para o transporte coletivo, caiu de 29,8% em 2003 para 28,9% em 2011. O transporte individual cresceu de 28,8% para 30,9% e o transporte não motorizado caiu de 41,4% em 2003 para 40,2% em 2011, com queda do deslocamento a pé e crescimento do deslocamento por bicicleta.
    A evolução da frota de transporte coletivo foi de 15,4% contra um crescimento da população de 14,8%, no período.
    A oferta de lugares no transporte coletivo em 2003 era para 7 milhões de passageiros e saltou para 8,4 milhões em 2011, com crescimento de 20%.
    A evolução do número de viagens no período foi de 23,8% em média, sendo de 19,6% no transporte coletivo, 33,8% no transporte individual e 20,5% no transporte não motorizado.
    Em suma, todos os indicadores se mostraram razoáveis para o período, a exceção do crescimento das vias que foi significativamente negativo em relação aos demais indicadores, combinado com o expressivo crescimento da frota de veículos que alcançou 83%, e por consequência os deslocamentos desse modal também cresceram, no caso 33,8%.
    Da análise dos números apresentados só resta a conclusão de que a velocidade média de tráfego ficou comprometida, com impacto em todos os custos envolvidos e não somente nas tarifas do transporte coletivo.
    Com o crescimento da frota, nos percentuais apontados, os custos com acidentes de trânsito, que repercutem na saúde pública, atingiram o mesmo percentual de crescimento da frota de veículos.
    Certo é que sem inovação tecnológica, projeto e planejamento adequado, o resultado será um imenso colapso de todo o sistema. E de nada resolverá a tentativa de segregação do transporte coletivo com a criação das faixas exclusivas, porque o espaço destinado ao transporte misto é que será sacrificado e com ele todos os fatores econômicos envolvidos, que tem importante papel na geração dos recursos de que os municípios necessitam.
    O argumento de que a população deve migrar para o transporte público não se sustenta ante a realidade aqui exposta e pela falta de investimentos em infraestrutura, principalmente no modal sobre trilhos.
    Luiz Eduardo

  9. Acabei de ler sobre os novos corredores, sendo que um deles será bem na avenida onde moro (Jaguaré) e passei a procurar textos e comentários sobre o mesmo.
    Minha opinião.

    Tem uma diferença enorme entre Projeto Público e descaso. Quando eu ouço dizer que implantamos uma política pública que privilegia os carros, parece que alguém realmente planejou isso. Não. O que aconteceu foi … A MOBILIDADE URBANA FOI IGNORADA COMPLETAMENTE PELOS GOVERNOS. E o destinho do dinheiro arrecadado … ????? ….

    Até onde eu saiba, uma boa mobilidade depende de uma integração de fatores e modais. Na questão dos ônibus, um dos fatores que passou a ser um problema cada vez maior foi a regularidade dos ônibus. Ou seja, eles penam para manter os horários.

    Na solução disso, os corredores são apresentados como a solução de outro.

    Mas daí pergunto – se já existem ruas, avenidas etc, porque corredores específicos?
    R: Porque tem muito carro nas ruas.

    Porque tem muitos carros nas ruas?
    R: Porque as pessoas preferem andar de carro?

    Porque as pessoas preferem andar de carro?
    R: A lista é grande.

    1 – Os ônibus tem um projeto ineficiente. `Por exemplo, os maravilhosos ônibus de piso baixo têm uma escada dentro, é uma porcaria desajeitada. Um projeto horrível. O conforto é ruim, a segurança idem. Não tem ar condicionado e por aí vai. Não adianta ser biito, tem que ser funcional.
    Todas as vezes que eu vi um ônibus pegando um cadeirante naquelas plataformas hidráulicas o processo demorou uns 10 minutos (isso mesmo). Já aqueles mais velhos que tem uma rampa que o motorista abre com a mão é questão de segundos. Isso é engenharia, e ñ política. Entregar ônibus bonito e novo não adianta, eles tb precisam ser funcionais e úteis.
    2 – O tratamento de motoristas e cobradores é péssimo e extremamente desqualificado.
    3 – Questões fundamentais de convivência coletiva não são respeitados e nem policiados, como não ouvir aparelhos sonoros dentro do coletivos; e
    4 – O mais importante de todos os aspectos … não dá para entrar dentro desses ônibus. Quem mora na Avenida Jaguaré só vai entrar em ônibus indo e vindo para outros bairros, ali não é ponto final de nenhuma linha e … É IMPOSSÍVEL ENTRAR DENTRO DESSES ÔNIBUS … questão de física mesmo. Dois corpos não ocupam o mesmo espaço.

    Dessa forma, o transito que impossibilita a circulação dos ônibus foi gerada por uma lista de aspectos, e os corredores estão longe de serem a solução para todos os problemas. Ele apenas resolve uma parte deles … ou aparentemente resolve.

    A questão é … se não dá para entrar no ônibus, as pessoas vão precisar sair mais cedo e enfrentar mais congestionamentos.
    A eficiência dos corredores vai ser destruída em função de dois fatores:
    1 – Em um determinado momento vai ser preciso andar em vias comuns (de carros e ônibus). Um cruzamento, uma rotatória etc. Conforme o trânsito para os carros aumenta, essas vias comuns vão ficar entulhadas. Há o perigo de um ônibus circular 20 vezes mais rápido em um corredor mais, ao chegar na rotatória, ficar 20 minutos parado … é trocar um problema pelo outro …

    Ali na Jaguaré mesmo, ao passar para a Queiroz Filho (q tb vai ganhar corredor), tem um gargalo na rotatória. Esse trajeto que estão fazendo vai passar por ali e, o trânsito, já caótico, vai ficar pior ainda. O que o ônibus vai ganhar de tempo nos corredores e vias exclusivas, ele pode perder nessas áreas estranguladas que os corredores tendem estrangular ainda mais.

    Não sou contra os corredores, mas tenho as seguintes ressalvas.

    1 – Antes de construir corredores aumente o numero de ônibus.
    2 – Veja a qualidade desses serviços. Beleza e funcionalidade precisam pesar por igual.
    3 – Veja a integração do sistema com outros modais.
    4 – O custo deve ser pensado com cuidado, num sistema que funcione, e onde as pessoas preferem o ônibus, os corredores serão ineficientes e estarão aposentados, pois os ônibus encontrarão vias livres e poderão usar elas … e o dinheiro gasto nos corredores estrangulados??????

    Em minha opinião, o que estão fazendo são só medidas demagógicas.

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