Mobilidade em SP: o impacto das novas faixas de ônibus

Na semana passada, uma reportagem do Estadão resolveu testar, de ônibus e de carro, o trajeto de 23 quilômetros entre o terminal Capelinha, no extremo sul de São Paulo, e a Praça da Sé, no centro. O percurso inclui trechos dos novos 60 quilômetros de faixas exclusivas de ônibus recém-instaladas, como na Avenida 23 de Maio. De acordo com o jornal, a viagem de ônibus levou 1h50min, meia hora a menos que a de carro.

Um balanço divulgado pela CET na semana passada afirma que a velocidade dos ônibus no corredor norte-sul praticamente dobrou. Na última quarta-feira, entre 12h e 15h, ou seja, fora do horário de pico, a CET registrou velocidade média de 31,38 km/h nos ônibus, no sentido centro, de acordo com a Folha Online. Antes da faixa, a velocidade era de 15,85 km/h. A Folha diz ainda que, segundo a prefeitura, na semana passada, a velocidade média dos ônibus ficou 60% maior na hora do rush no sentido centro. No sentido bairro, a melhora foi de 18%. A melhora no transporte coletivo, demanda fundamental da cidade de São Paulo, já mostra que é possível avançar significativamente na qualidade deste transporte, com intervenções que nem são as mais radicais, mas que também precisam incluir a melhoria do conforto e outros elementos.

Ainda bem que, a despeito das reclamações de alguns motoristas de carro particular, a prefeitura tem reafirmado o compromisso de licitar, ainda este ano, 127 km de corredores de ônibus. Se é óbvio que a implementação de faixas e corredores exclusivos aumenta a velocidade dos ônibus, beneficiando muita gente, por outro lado, intervenções feitas no sistema viário para melhorar o fluxo de automóveis particulares não têm resultados.

Na semana passada, o Estadão mostrou também como o alargamento das pistas da marginal do Tietê e a restrição de caminhões melhoraram a velocidade dos carros por um curto período e logo deixaram de surtir efeito. “Em vias de trânsito rápido, como a Marginal, a velocidade média no pico da tarde subiu de 14 km/h, em 2009, para 20 km/h, em 2010, e para 26 km/h, em 2011. A evolução parou por aí.” De acordo com a reportagem, um estudo divulgado pela prefeitura mostrou que a velocidade média no período das 7h às 10h caiu 13% em 2012, em comparação com 2011, passando de 48 km/h para 42 km/h; e no período das 17h às 20h, a redução foi de 14%, passando de 26 km/h para 22 km/h. A lentidão aumentou em todos os horários, tanto em vias rápidas quanto em vias arteriais.

Moral da história: não adianta ponte, viaduto e túnel para fazer passar mais carros. A mobilidade na metrópole paulistana depende fundamentalmente da melhoria do transporte público coletivo.

Leia também: Leitores comentam sobre as novas faixas exclusivas de ônibus

36 comentários sobre “Mobilidade em SP: o impacto das novas faixas de ônibus

  1. Tenho certeza, que se São Paulo tivesse mais linhas de metro, e com qualidade claro, muitos deixariam de usar seus carros para utilizarem o transporte publico. Temos este exemplo em países em que o sistema é modelo, como NY.

  2. Creio que não devemos acreditar que a falta de transporte público é a única razão do caos que está a cidade de São Paulo hoje.Sabemos bem que nossa população aprendeu a valorizar o transporte privado e sempre dá prioridade em qualquer de seus deslocamentos, é cultural.Está nas músicas da jovem guarda( pra ter fomfom, trabalhei trabalhei”, calhambeque,entre outros), está em propagandas, filmes de época.Jovens de classe média buscam o sonho do carro financiado em 36 vezes. Devemos aprender, ou melhor, a desaprender a andar de transporte privado.Nova Iorque, Paris, entre outros, possuem seus transportes públicos como prioridade, mas acima disso, possuem sua cultura de “saber andar” de transporte coletivo.Quando deixarmos de ser egoístas e então viver em coletivo, compartilharemos experiências, valorizando o real ir e vir dentro da cidade.

    • Rubens, a principal forma de criar esta cultura que você está falando é justamente despriorizando o transporte individual motorizado nas políticas públicas. Faça as viagens de carro demorarem 3 vezes mais que as ônibus / metrô / bicicleta e custarem 30, 40, 50 vezes mais e a cultura surgirá espontaneamente. Junte a criação de corredores de ônibus e melhorias na qualidade dos mesmos (por exemplo proibindo o uso de chassis de caminhão na fabricação) com eliminação de vagas nas ruas com substituição das mesmas por ciclofaixas e áreas de convivência (procure por Vaga Viva), extinção de todas as obras de grande porte como pontes e túneis que visem atender ao automóvel e aplicação destes recursos de forma integral na melhoria do transporte público e você verá uma mudança cultural quase instantânea se desenrolar na sua frente.

    • É muito fato! É claro que não é bom nosso transporte, mas existe parcela cultural sim. Faça uma análise e você vai perceber que grande percentual dos usuários de transporte público são Mulheres. Por que será? Por que para mulher é mais aceito que ela não tenha um carro ou que ela sai sem carro, homens estão tão acostumados de ir de carro que nem avaliam se é a melhor opção, nem sabem como chegariam em determinados locais de transporte público. Eu fui visitar um cliente que fica ao lado de uma estação de metrô e todos que encontrei iam trabalhar de carro (falando dos homens, das mulheres algumas iam de transporte público). Não condeno individualmente, se você pode ter o conforto, claro que vai preferir te-lo, mas falta cultura sim.

  3. Gostaria de comentar q a faixa da 23 necessita de alguns ajustes: na ponte da bandeirantes, ficou tao estreita que, mesmo livre o onibus tem q reduzir,muito a velocidade para evitar acidentes.

  4. As faixas exclusivas à direita são intervenções de caráter mais operacional que físico. É o que de melhor pode ser feito em curto prazo antes da implantação definitiva de um corredor exclusivo à esquerda. O custo da intervenção é baixo e recai mais sobre a atuação da CET do que propriamente da SPTrans. O que está sendo feito é dar prioridade às pessoas e não aos veículos. Ao final, o usuário do automóvel que não tenha opção de transporte coletivo também será beneficiado com o aumento da demanda por viagens nos ônibus. A velocidade do deslocamento é a chave da questão. O que importa mesmo é quanto tempo se pode economizar para ir ao trabalho/escola e voltar. A opção da maioria será pelo modo mais eficiente.

  5. Concordo, e espero que o investimento em transporte público não pare por aí, é necessário o aumento significativo no número de ônibus nos horários de pico, para acomodar melhor as pessoas, visto que viajam literalmente feito “sardinhas em lata”, melhorar a qualidade destes veículos e das vias, investimento em treinamento, melhoria de salários e qualidade de vida para motoristas e cobradores, sendo que passam muito estresse e desgaste no trânsito.

  6. Prezada Professora,

    A senhora tem dados sobre a velocidade média nos corredores de ônibus mais antigos, como o da Rebouças, por exemplo? Seria interessante olhar esses dados para comparar com a obras da marginal e não com as alterações tão recentes no corredor norte-sul. Essa comparação é incorreta, no meu entender, pois, se vc tivesse escrito este post em 2011, concluiria que as obras nas marginais melhoram o fluxo de carros.

    Abraço

    Glauco

    • Penso que a solução da mobilidade urbana está no transporte coletivo, mas também senti falta de dados que comprovem a eficácia a longo prazo de medidas como a inclusão de faixas de ônibus. Ao menos para dar sentido à comparação.

  7. É incrível!!!! tantos debates sobre “autoramas” e nada se fala sobre uma cidade com SUPERPOPULAÇÃO? Até agora, nada se falou e nada se falará sobre uma política de imigração, seja de outras cidades, ou de outros estados. Sobre algum tipo de controle de natalidade, jamais! Numa cidade que literalmente não comporta o número de habitantes que tem, não haverá estudo, ou política de transporte que sequer “alivie” os transtornos de mobilidade. Qualquer medida “técnica” será apenas um “palhativo” e o problema irá se agravar, até o momento que não teremos mais espaço sequer para sair na rua, quanto mais de se movimentar. Quanto maior o número de habitantes, maior será o reduto eleitoral. Parece que esse é o lema. De alguma forma teremos que quebrar o “tabú” da superpopulação e começarmos a discutir isso tudo sobre um novo ângulo. Se continuarmos a discutir o “autorama”, as políticas e as técnicas mirabolantes de mobilidade sem levarmos em conta o fator superpopulacional, nada irá funcionar!!!!!

      • Sim claro, aliás discutir esse tema é mesmo um tabú que envolve diversos outros (pre) conceitos, inclusive religiosos. Crescei-vos e multiplicai-vos! Assim tudo ficará de acordo com a doutrinação de cada um. Aí sim, a sociedade irá agradecer por encontrar problemas insolúveis. Mas em compensação teremos mais automóveis, mais crediários e mais dívidas fazendo essa “máquina” mostrar cada vez mais sua própria competência em demonstrar essa maravilhosa qualidade de vida que temos nas grandes cidades. Quanto maior o número de habitantes (daqui, ou dalí) maior será nossa qualidade de vida. Somente alguém que não nasceu na cidade de São Paulo e não conhece sua história é que pode aprovar o aumento de sua população, triste saber do desconhecimento histórico de cada migrante.

    • Superpopulação em São Paulo é um mito elitista: ele é usado sempre para colocar a culpa naqueles que não são considerados pelas elites como “paulistanos” autênticos, ainda que há anos exista mais gente saindo da cidade que entrando nela.

      A densidade populacional de São Paulo é baixíssima: cerca de 70 hab/ha. Barcelona, por exemplo, com alta qualidade de vida, apresenta 300 hab/ha. Do ponto meramente numérico, a população paulistana poderia quadruplicar antes de ser chamada de “superpovoada”.

      O problema, sr. Nelson, não é a quantidade, mas a disposição da população: a massa pobre encontra-se longe do centro e desprovida de infra-estrutura enquanto a minoria rica concentra todos os investimentos públicos em seus espaços de vivência.

      • Alguém que usa a graduação no nick claramente está de cara fazendo um apelo a falácia da autoridade, porque será que não me espantei com o conteúdo do comentário dele depois de ver o nick? Obrigado por ter respondido, me poupou o trabalho.

  8. Eng. Nelson, com suas opiniões, espero que você esteja fazendo sua parte no controle populacional. Por favor, não se reproduza. A sociedade agradece. [2]

    • Sim claro, aliás discutir esse tema é mesmo um tabú que envolve diversos outros (pre) conceitos, inclusive religiosos. Crescei-vos e multiplicai-vos! Assim tudo ficará de acordo com a doutrinação de cada um. Aí sim, a sociedade irá agradecer por encontrar problemas insolúveis. Mas em compensação teremos mais automóveis, mais crediários e mais dívidas fazendo essa “máquina” mostrar cada vez mais sua própria competência em demonstrar essa maravilhosa qualidade de vida que temos nas grandes cidades. Quanto maior o número de habitantes (daqui, ou dalí) maior será nossa qualidade de vida. Somente alguém que não nasceu na cidade de São Paulo e não conhece sua história é que pode aprovar o aumento de sua população, triste saber do desconhecimento histórico de cada migrante.

      • Me perdoe, nobre professora e arquiteta, pelo uso, talvez indevido de seu blog, mas tamanha minha indignação com alguns de seus leitores que sou obrigado, mais uma vez a publicar o texto sobre “OS ESPELHINHOS”, o qual já foi diversas vezes elogiado por vários de seus leitores. A leitura, sem dúvida ainda é o melhor meio de se criar saudavelmente algo a se discutir.
        OS ESPELHINHOS
        Ao distribuir “espelhinhos” para o povo classe C, nosso Governo, juntamente com a cumplicidade da Mídia, assim como a dos chamados “empresários bem sucedidos” acabam fazendo o mesmo papel dos que foram a favor da ditadura militar. Agora sob a falsa idéia de uma Democracia (que aliás nunca é criticada), nosso país vai perdendo sua real identidade e anulando qualquer possibilidade política. Reafirmando assim, um grande analfabetismo, esmagando toda e qualquer ideologia, anulando qualquer possibilidade de um “levante” popular “desbaratinando” as massas. Uma verdadeira tragédia, um país que não consegue produzir riquezas, mas sim gerar alguns ricos. Onde só existe um único “bolo” ( o mesmo há anos – O PIBINHO!) para se dividir em uma população cada vez maior e cada vez mais faminta. A mídia usada como ferramenta pacificadora e anestesiadora da população, “arma” muito maior do que aquela utilizada nos anos de chumbo. A política sendo substituída pela politicagem, os técnicos gabaritados sendo substituídos pelos políticos semi analfabetos em cargos públicos, a máquina inchada da administração pública sendo transformada em um balcão de negócios, como num mercado das “pulgas”. A dilaceração do ensino público; o abandono da infraestrutura portuária; hospitais abarrotados de indigentes; a segurança pública “largada” aos desmandos de grupos criminosos; a sociedade apoiando simplesmente a pena de morte e ou a diminuição da maioridade para apenas se livrar dos bandidos que ela mesma produziu; o transporte público, uma indústria de enriquecimento de poucos em detrimento de um povo que passa mais de 03 horas por dia pendurados nos ônibus e trens, como gado; ferrovias inexistentes ou inoperantes num País com dimensões continentais; o total desprezo à uma política de migração às grandes capitais, que não suportam mais receber ninguém de outros estados e nem de outras cidades; um favorecimento espúrio às indústrias automobilísticas internacionais, num país que se vende mais automóveis do que bananas e morrem mais pessoas de acidentes de trânsito por ano, do que soldados americanos em toda a guerra do Vietnan; empresários “bem sucedidos” que insistem em alegar falta de mão de obra especializada, quando o problema é falta de SALÁRIO especializado; um grande engano com a criação de projetos habitacionais, onde o governo paga uma fortuna às grandes empreiteiras, cuja qualidade/custo de construção são altamente discutíveis favorecendo assim um enriquecimento ilícito de seus construtores (cuja fortuna é igualmente dividida aos políticos corruptos que aprovam sua construção e liberação de verbas públicas para sua execução), em detrimento do miserável que irá habitar “naquilo”; obras metroviárias que custaram, por quilômetro, o dobro do que custou o túnel abaixo do canal da Mancha na Europa, sob um oceano e com a mão de obra mais cara do planeta!!!; manutenção de estradas e avenidas que custam muito aos cofres públicos, mas que efetivamente não existem e o dinheiro “sumiu”; viadutos e pontes construídos, cuja necessidade é discutível; um favorecimento também absurdo às instituições financeiras que “vendem” dinheiro a juros compostos e pagam pela mesma “mercadoria”, juros simples. Um descalabro político no Congresso Nacional, onde só se “trabalha” para lobistas garantirem o interesse de poucos em detrimento do de muitos; campanhas eleitorais sem o menor conteúdo político real e financiadas pelos poucos favorecidos de um sistema agonizante para muitos; uma Universidade igualmente dilacerada, onde o ensino superior tornou-se apenas um mero ensino técnico e uma fábrica de diplomas. Enfim, uma sociedade que vive de aparências, de engôdos, de futebol, carnaval, sem a menor noção de coletividade, anestesiada e apalermada pelos cartões de crédito, telefones celulares, bolsa disso, bolsa daquilo, vale transporte, cestas básicas, automóveis e dívidas. Um verdadeiro “Alice no País das Maravilhas”. Como os espelhinhos que nossos colonizadores distribuíam aos nativos no século XVI, afinal o interesse pela Nação, pelo visto, ainda é o mesmo: explorar e explorar. “Vamos explorar nossa rua, nosso transporte, nossa cidade, nosso local de trabalho, nossa moradia, nosso vizinho e quando não tivermos mais nada a explorar nos mudamos para outro local e continuemos a explorar”. E ainda se prega a “sustentabilidade”. Para uma população que, menos de uma década atrás, se fazia do uso da enchada como seu único meio de vida, hoje tem todo tipo de bens de consumo ao seu dispor; e está classificada pelo governo como “classe média” esquecendo-se no entanto, de que, não há infraestrutura para tal consumo. Afinal, o importamte é dispor de computadores, celulares de última geração, automóveis de todas as marcas e modelos. Hospitais, escolas, empregos, segurança são apenas importantes quando se sente a falta deles individualmente e nunca em termos de coletividade. Pessoas vivendo no limite da legalidade e da moralidade pensando que a vida é mesmo assim, sem a menor referência. Sempre tirando alguma vantagem de seu próximo.
        Afinal, que tipo de pessoas estamos desenvolvendo aqui? Anarquistas exploradores (como os do séc. XVI?), corruptos, marginais, delinquentes e aproveitadores do caos? Qual o destino de uma sociedade constituída dessa maneira?
        Isso não é Capitalismo Moderno… isso é uma ABERRAÇÃO do Capitalismo.
        Me perdoem os novos ricos, mas neste País, ANTES de 1964, pelo menos, o povo era mais autêntico e tinha alguma vergonha na cara!
        Aos militares ou quem quer que seja que esteve “por trás deles” na revolução de 1964, vocês conseguiram seu maior objetivo: Fazer do Brasil uma nação sem personalidade, sem identidade, manobrável, amoral e sem crítica.
        SAÚDE, TRANSPORTE, HABITAÇÃO, SEGURANÇA, EDUCAÇÃO, EMPREGOS, CRESCIMENTO E SUSTENTABILIDADE : apenas ferramentas de marketing e plataformas eleitorais.
        E eu que na adolescência acreditei que esse era um País de futuro.
        Que pena!

  9. NYC exemplo de metrô com qualidade? Então tá… o metrô de São Paulo, incluindo a CPTM, peca pela pouca extensão, mas em termos de qualidade – limpeza, frequência, segurança, acessibilidade – é vários furos acima do de Nova Iorque. E muitas das pessoas que dizem que “não usam transporte público porque não tem qualidade” moram perto de estações. E NYC, Paris, e Tóquio continuam tendo engarrafamentos homéricos. O transporte público é pra que a cidade não fique dependente disso, mas muita gente vai continuar escolhendo ficar preso no seu carro isolado e símbolo de status.

    • Visite Seul, capital da Coreia do Sul e veja o que é um sistema de transporte baeado em. Metrô. Olha que começaram a construí-lo na mesma época que a cidade de São Paulo.

    • Limpeza e frequência até pode ser, mas segurança e acessibilidade é questionável. A novíssima linha Amarela mesmo é quesito 0 em acessibilidade.
      Para se ter uma ideia, porque eu cheguei neste blog?
      Hoje, dia 12/10/2013, muito depois desse post ser lançado, eu acabei de receber uma ligação da minha mulher. A mesma estava na Luz, querendo migrar para a Linha Amarela, quando anunciaram no microfone que, por conta de vandalismo na Linha Lilás, os trens estavam andando com atraso. Na hora uma confusão começou dentro da estação, com pessoas mudando sua rota e, o segurança para quem ela foi pedir informação, a deixou falando sozinha, ela acabou sendo empurrada no chão, quase foi pisoteada e os seguranças fizeram o que? Nada.
      Nem sei se eles podem fazer algo, mas segurança não tem não.

    • Que importância tem o impacto na velocidade dos carros? Quanto mais eles demorarem em relação ao transporte público melhor, mais pessoas deixarão de optar por usar um automóvel e passarão a optar por usar o transporte público. Lembre-se que o transporte individual motorizado é o grande vilão do congestionamento e da poluição da cidade, quanto menos atrativo ele for em relação todas as outras formas de locomoção ele for melhor para a cidade como um todo. Saiba que país rico não é aquele onde o pobre anda de carro, mas sim aquele onde o rico anda de ônibus.

      • O difícil em SP é quando você mora no Tucuruvi e trabalha em Interlagos. Quero ver suportar as 2h 30min de ônibus vs. 1h de automóvel. Ônibus: 5 h/dia 25h/semana. Carro: 2h/dia 10h/semana. Estamos caminhando para outra solução: cada um que vá viver perto do seu trabalho….

      • Porém Guilherme isto só acontece porque não existem corredores nos moldes de Curitiba ligando o Tucuruvi a Interlagos, e tirar espaço do carro para criar espaço para os ônibus é a melhor forma de fazer isto. Se houvesse este tipo de corredor (a saber, pagamento antecipado, embarque no memo nível, corredor exclusivo e espaço para ultrapassagem) de carro você levaria 1h e 30min e de ônibus 40min, e seria portanto muito mais lógico andar de ônibus.
        Tem mais, esta não é a realidade do transporte em São Paulo, na verdade 80% dos deslocamentos na cidade são menores que 5km

    • É óbvio que cai a velocidade, pelo amor de deus. Nada mais óbvio. A grande questão ai é inverter a priorização para o transporte público. Lógico que para o que for possível investir em infra-estrutura para melhorar o tráfego em geral, mas falando de transporte individual é chover no molhado para uma cidade como São Paulo. (OBS: É óbvio que a melhor solução pra transporte de massa é sempre metrô)

  10. Sempre fui ruim em matemática… Apesar da nunca ter repetido um ano sequer, por conta dessa tão chata matéria, tive vários pesadelos com as provas do dia seguinte, quando eram de matemática.
    No entanto, acho tão óbvio perceber, e nem precisa-se ser bom em matemática, que a cidade de São Paulo pode chegar a ter o dobro, o triplo do metrô de Paris, de Nova Iorque… de qualquer lugar do mundo, porém nunca vai solução visível e sensível se, em 2013 exatamente, não se estancar a construção civil predatória que destrói bairros inteiros, verticalizando e apinhando de gente locais que antes haviam ruas silenciosas e vizinhança antiga.
    O poder público corre atrás da iniciativa privada, sempre. E, quando o poder público se junta à iniciativa privada pra tirar proveito próprio, como é o caso do PSDB e os cartéis; ou, quando se constroem uma linha Amarela que não beneficia o idoso, obrigando-o a pagar a passagem porque o lucro, obviamente, tem de ser grande, então a situação piora!
    Não tenho esperanças…

  11. interessante tudo isso: destruiram a cultura dos trens e dos trilhos em prol do transporte sobre rodas, incentivam ao máximo a compra de carros para ajudar a única indústria do país que é a automobilística e depois falam para as pessoas andarem de ônibus! um pouco de coerência seria ótimo!

    • Regina, vamos por partes, primeiro quem destruiu a “cultura dos trens e dos trilhos” e incentivam ao máximo a compra de carros não são as mesmas pessoas que hoje dizem para as pessoas andarem de ônibus, portanto não existe nenhuma incoerência nisso, o que existe é uma diferença de opiniões e a que está começando a prevalecer é a do grupo que acha que nunca deveriam ter abandonado o transporte sobre trilhos.
      Segunda é acabar com este mito de que a indústria automobilística é a única do país e seria a grande locomotiva da nossa economia. Atualmente, a indústria automotiva representa cerca de 5% do PIB do Brasil, e cerca de 20% do PIB industrial, Isso mostra que claramente a riqueza do país não está na sua indústria. O setor terciário corresponde a quase 70% do PIB e mais de 75% dos empregos formais, segundo o IBGE. Assim sendo a grande locomotiva do país é o setor de serviços e não a indústria. E mesmo se olharmos somente para o setor industrial brasileiro essa grande participação da indústria automotiva é decorrência direta dos enormes incentivos que nosso governo vem dando ano após ano. Se estes incentivos tivessem ido para qualquer outra indústria a mesma teria crescido nas mesmas proporções, ou até maiores.

      • Caro Felipe obrigado pelas suas brilhantes informações. Se tiver tempo para ler esse texto…
        OS ESPELHINHOS
        Ao distribuir “espelhinhos” para o povo classe C, nosso Governo, juntamente com a cumplicidade da Mídia, assim como a dos chamados “empresários bem sucedidos” acabam fazendo o mesmo papel dos que foram a favor da ditadura militar. Agora sob a falsa idéia de uma Democracia (que aliás nunca é criticada), nosso país vai perdendo sua real identidade e anulando qualquer possibilidade política. Reafirmando assim, um grande analfabetismo, esmagando toda e qualquer ideologia, anulando qualquer possibilidade de um “levante” popular “desbaratinando” as massas. Uma verdadeira tragédia, um país que não consegue produzir riquezas, mas sim gerar alguns ricos. Onde só existe um único “bolo” ( o mesmo há anos – O PIBINHO!) para se dividir em uma população cada vez maior e cada vez mais faminta. A mídia usada como ferramenta pacificadora e anestesiadora da população, “arma” muito maior do que aquela utilizada nos anos de chumbo. A política sendo substituída pela politicagem, os técnicos gabaritados sendo substituídos pelos políticos semi analfabetos em cargos públicos, a máquina inchada da administração pública sendo transformada em um balcão de negócios, como num mercado das “pulgas”. A dilaceração do ensino público; o abandono da infraestrutura portuária; hospitais abarrotados de indigentes; a segurança pública “largada” aos desmandos de grupos criminosos; a sociedade apoiando simplesmente a pena de morte e ou a diminuição da maioridade para apenas se livrar dos bandidos que ela mesma produziu; o transporte público, uma indústria de enriquecimento de poucos em detrimento de um povo que passa mais de 03 horas por dia pendurados nos ônibus e trens, como gado; ferrovias inexistentes ou inoperantes num País com dimensões continentais; o total desprezo à uma política de migração às grandes capitais, que não suportam mais receber ninguém de outros estados e nem de outras cidades; um favorecimento espúrio às indústrias automobilísticas internacionais, num país que se vende mais automóveis do que bananas e morrem mais pessoas de acidentes de trânsito por ano, do que soldados americanos em toda a guerra do Vietnan; empresários “bem sucedidos” que insistem em alegar falta de mão de obra especializada, quando o problema é falta de SALÁRIO especializado; um grande engano com a criação de projetos habitacionais, onde o governo paga uma fortuna às grandes empreiteiras, cuja qualidade/custo de construção são altamente discutíveis favorecendo assim um enriquecimento ilícito de seus construtores (cuja fortuna é igualmente dividida aos políticos corruptos que aprovam sua construção e liberação de verbas públicas para sua execução), em detrimento do miserável que irá habitar “naquilo”; obras metroviárias que custaram, por quilômetro, o dobro do que custou o túnel abaixo do canal da Mancha na Europa, sob um oceano e com a mão de obra mais cara do planeta!!!; manutenção de estradas e avenidas que custam muito aos cofres públicos, mas que efetivamente não existem e o dinheiro “sumiu”; viadutos e pontes construídos, cuja necessidade é discutível; um favorecimento também absurdo às instituições financeiras que “vendem” dinheiro a juros compostos e pagam pela mesma “mercadoria”, juros simples. Um descalabro político no Congresso Nacional, onde só se “trabalha” para lobistas garantirem o interesse de poucos em detrimento do de muitos; campanhas eleitorais sem o menor conteúdo político real e financiadas pelos poucos favorecidos de um sistema agonizante para muitos; uma Universidade igualmente dilacerada, onde o ensino superior tornou-se apenas um mero ensino técnico e uma fábrica de diplomas. Enfim, uma sociedade que vive de aparências, de engôdos, de futebol, carnaval, sem a menor noção de coletividade, anestesiada e apalermada pelos cartões de crédito, telefones celulares, bolsa disso, bolsa daquilo, vale transporte, cestas básicas, automóveis e dívidas. Um verdadeiro “Alice no País das Maravilhas”. Como os espelhinhos que nossos colonizadores distribuíam aos nativos no século XVI, afinal o interesse pela Nação, pelo visto, ainda é o mesmo: explorar e explorar. “Vamos explorar nossa rua, nosso transporte, nossa cidade, nosso local de trabalho, nossa moradia, nosso vizinho, os leitores e quando não tivermos mais nada a explorar nos mudamos para outro local e continuemos a explorar”. E ainda se prega a “sustentabilidade”. Para uma população que, menos de uma década atrás, se fazia do uso da enxada como seu único meio de vida, hoje tem todo tipo de bens de consumo ao seu dispor; e está classificada pelo governo como “classe média” esquecendo-se no entanto, de que, não há infraestrutura para tal consumo. Afinal, o importante é dispor de computadores, celulares de última geração, automóveis de todas as marcas e modelos. Hospitais, escolas, empregos, segurança são apenas importantes quando se sente a falta deles individualmente e nunca em termos de coletividade. Pessoas vivendo no limite da legalidade e da moralidade pensando que a vida é mesmo assim, sem a menor referência. Sempre tirando alguma vantagem de seu próximo.
        Afinal, que tipo de pessoas estamos desenvolvendo aqui? Anarquistas exploradores (como os do séc. XVI?), corruptos, marginais, delinquentes e aproveitadores do caos? Qual o destino de uma sociedade constituída dessa maneira?
        Isso não é Capitalismo Moderno… isso é uma ABERRAÇÃO do Capitalismo.
        Me perdoem os novos ricos, mas neste País, ANTES de 1964, pelo menos, o povo era mais autêntico e tinha alguma vergonha na cara!
        Aos militares ou quem quer que seja que esteve “por trás deles” na revolução de 1964, vocês conseguiram seu maior objetivo: Fazer do Brasil uma nação sem personalidade, sem identidade, manobrável, amoral e sem crítica.
        SAÚDE, TRANSPORTE, HABITAÇÃO, SEGURANÇA, EDUCAÇÃO, EMPREGOS, CRESCIMENTO E SUSTENTABILIDADE : apenas ferramentas de marketing e plataformas eleitorais.
        E eu que na adolescência acreditei que esse era um País de futuro.
        Que pena!
        OBS.: ENG. não é apenas a graduação… é um título. Mas se você o confunde com uma falácia de autoridade, sinto muito por você. Saudações.

      • Nelson,
        Eu já tinha lido no seu outro comentário, já tá parecendo spam, e acho o texto péssimo e anacrônico, depois de junho passado mais da metade do texto foi desmentida, mas não vou discutir este texto aqui pois não diz respeito ao conteúdo do post da Raquel, se você tiver um blog e quiser postar este texto terei prazer em expor minha críticas a ele.
        Quanto dizer “ENG. não é apenas a graduação… é um título” simplesmente comprova o uso como falácia da autoridade, claramente você está tentando dizer que seu argumento tem valor porque você é um engenheiro e não um desqualificado qualquer. Você está tentando emprestar a autoridade do seu título ao seu comentário. Se não é uma falácia da autoridade então me explique porque usa-lo no seu nick? Que diferença faz se você é um engenheiro ou um lixeiro, ou um boia-fria?

      • Caro Sr. Felipe,
        Acho que já estamos no momento adequado de encerrar nossas diferenças pessoais por este blog e também para sempre. Sequer o conheço e nem tenho a intenção de lhe conhecer, muito menos de submeter meus textos ao seu “crivo”, pois o dispenso. Caso o Sr. ainda tenha algum interesse basta ler o comentário do Sr. Celso (abaixo) e minha respectiva resposta. De qualquer forma ainda me surpreende como o Sr. ficou incomodado com meu título. Uma vez que ele não faz diferença alguma. Algo que não faz diferença, não deveria incomodar tanto outra pessoa. Se sua vontade é a de criar conflitos com outros leitores, essa é a nossa grande diferença. Boa sorte!

  12. Há muito tempo venho repetindo as palavras do eng. Nelson. Mas o coitadismo que permeia o ambiente politicamente correto bloqueia o debate sobre a imigração interna brasileira e a discussão não avança. Estamos chegando um ponto tal que se você pronunciar a palavra ‘nordestino’ poderá ser preso sem direito a fiança ou advogado.

    Entretanto, o resultado de nossas metrópoles conflagradas, doentes, inchadas de tanta gente é o que vemos diariamente na televisão: espiral de violência crescendo à taxa de 1 homicídio por hora, serviços públicos saturados, mobilidade inexistente, poluição endêmica, meio ambiente fragilizado, rios e córregos mortos e o fantasma do racionamento de água iminente. Aí vem os partidos de oposição prometendo soluções irreais, bastando que o eleitor mude seu voto. Acreditando em promessas eleitoreiras – e muitas vezes danosas para cidade como as HIS da periferia – as pessoas votam nessa gente sem plano algum para mudar o quadro caótico mas apenas com projeto de manter-se no poder.

    Para esses cahordas que sugam a seiva da cidade, quanto mais gente melhor. Basta compactá-las, encaixotá-las e empilha-las em apartamentos cada vez menores, graças à leniência da lei. A cidade? Que pegue fogo.

    Soluções não existem nem vão existir enquanto o poder insistir em combater os efeitos do problema da imigração interna e não concentrar o foco nas causas.

    O que justifica a concentração de tanta pobreza no entorno das grandes cidades enquanto sobra espaço no interior do nordeste, região que vem apresentando crescimento superior ao brasileiro?

    agradeço as respostas.

    • Celso, você e o Nelson não só não passam de 2 preconceituosos como também são absolutamente mal informados. Seguem alguns dados retirados de uma pesquisa do SEADE baseado nos dados do IBGE:

      “A diminuição do fluxo de migrantes para São Paulo na última década foi decisiva para que o Estado registrasse o menor crescimento populacional dos últimos 70 anos.”

      “O dado que mais chama a atenção dos pesquisadores aponta para a queda brusca do saldo migratório dos 39 municípios da Região Metropolitana de São Paulo. Considerada a região do Estado mais atraente na década de 1990 a 2000, recebendo 24.399 pessoas por ano, passou a perder anualmente 30.362 migrantes.”

      “Apesar de registrar uma queda anual na migração de 32.814 migrantes, a cidade de São Paulo teve redução menor do que a verificada nos últimos 20 anos. Entre 1990 e 2000, o saldo negativo da migração era da ordem de 50,8 mil anual. A diferença é que os demais municípios da Região Metropolitana compensavam essa queda e recebiam parte da população. Agora, as outras cidades da região pararam de crescer”

      Como você pode ver ao contrário do que você e o tal do Nelson estão estão afirmando, a cidade de São Paulo vem tendo saldo NEGATIVO de migração a mais de 20 anos. Qualquer um que more em São Paulo sabe que nestes últimos 20 anos o trânsito aumentou de maneira absurda, portanto você estão totalmente errados em querer culpar os migrantes pelo caos na mobilidade urbana de São Paulo. Se informem melhor antes de ficarem destilando seu preconceito por aí. São pessoas como vocês que me fazem ter vergonha de ser paulistano!

  13. Prezado Sr. Celso
    Parabéns pelo seu comentário verdadeiro e corajoso. Infelizmente, por aqui alguns outros leitores são do tipo que gostam apenas de criticar os outros leitores e sempre do ponto de vista filosófico e ou doutrinário. Sempre aliando os problemas, ou a solução dos problemas às técnicas mirabolantes de “mobilidade”, “moradia”, etc. Nós sabemos que o “buraco” é bem mais abaixo disso tudo. Acontece que, infelizmente, nas grandes cidades ainda existem pontes para os sem teto dormirem, pois no local de origem, nem isso esse massacrado povo tem. Aí vem os politiqueiros de plantão e não os verdadeiros políticos criticarem aqueles que possuem um olhar mais verídico da real constatação dos fatos que levaram as grandes metrópoles ao caos em que se encontram. Infelizmente, novamente, não encontro uma luz no final deste túnel. Não deve existir a minha e nem a sua verdade; o que deve existir é a verdade nua e crua que se sente e se vê a todo instante, essa a maioria quer esconder abaixo do tapete, pois todo esse caos tem favorecido certos elementos. Pelas respostas que andei recebendo fica fácil verificar a quantidade de “filósofos”, “sociólogos” e “críticos especializados” que temos por aqui. Compartilho com o Sr. o sentimento que temos ao nos dirigir às classes menos privilegiadas, pois se formos mais explícitos poderemos pegar prisão perpétua, ou quem sabe até pena de morte! Deve haver um melhor sentimento de coletividade, onde, independentemente da política (ou politicagem) existente poderemos ter “realmente” o direito de expor nossos pensamentos, sem que outros leitores, por uma questão de puro ego se afastem da real existência de um blog, para apenas se “degladiarem” entre sí, por questões pessoais e ou apenas para se fazer aparecer e sair do anonimato. Isto tudo só reafirma o que venho dizendo em meu texto, sobre a questão da individualidade X coletividade. Posso não ter razão em vários pontos que aponto em meu texto, porém, nada justifica sua negação. Até já comentaram que estou errado quanto à falta de mobilização da população contra o estado de calamidade em que vivemos. Sim, no mês de Junho passado tivemos diversas manifestações (finalmente, diga-se de passagem). Porém o próprio “sistema” já deu conta de desbaratiná-lo, com as mesmas “armas” que se utilizaram durante os anos de ditadura. Apenas quem os viveu é que pode, realmente, compará-los e não apenas lendo o que existe nos livros sobre esse assunto. Bom, de qualquer forma o parabenizo pela exposição de suas opiniões. Caso haja interesse dê uma olhada nesse vídeo, que acredito ir realmente onde está o buraco.

    Saudações

  14. meu caro eng. Nelson

    Há um longo vídeo no Youtube com o Geraldo Vandré conversando com um jornalista sobre diversos assuntos. Em determinado momento, o jornalista pergunta ao autor de ‘Disparada’ o que ele pensa sobre o inchamento populacional das metrópoles brasileiras. Nordestino dos bons, laço firme e braço forte, Vandré não titubeou: ‘estamos assistindo a um ‘genocídio’.

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