Projeto Estações Brasileiras retrata estações ferroviárias de hoje e do passado

Projeto Estações Brasileiras, idealizado e desenvolvido pelo designer Marcelo Tomaz, pretende retratar as mais de 5 mil estações ferroviárias do Brasil – em funcionamento ou não – a partir de expedições realizadas a cada uma delas.

As expedições de Marcelo começaram em agosto do ano passado. O primeiro post do site do projeto é sobre a visita à estação Macuco, de 1903, localizada no município de Pitangueiras, interior de São Paulo.

Para cada expedição, o designer produz um texto, um vídeo curto e uma série de imagens, que são postados no site. Em cada post ele fornece também dados gerais de cada estação e localização no mapa. Além disso, para cada estação ele seleciona uma imagem e produz um pôster, que fica disponível para download.

Até agora, Marcelo já disponibilizou informações sobre 48 estações, todas no Estado de São Paulo. Sem patrocínios, ele calcula que o projeto levará cerca de 20 anos para ser concluído no ritmo e nas condições atuais.

De acordo com o designer, o banco de dados que está sendo criado destina-se a “recompor na memória dos brasileiros a real importância deste meio de transporte, que já foi e ainda poderia ser um dos mais importantes do Brasil.”

Confira o site do projeto: www.estacoesbrasileiras.com.br

Abaixo, o pôster da estação Macuco.

10 comentários sobre “Projeto Estações Brasileiras retrata estações ferroviárias de hoje e do passado

  1. Prezada Raquel,
    Fiz uma verdadeira viagem pelo site indicado sobre Ferrovias. As imagens são magníficas, as paisagens devem ser melhores. Algo bastante insólito e bem pitoresco. Que me perdoem a minha colocação, mas um conteúdo desses, que demonstra um total ASSASSINATO de nossa própria história, não percebí sequer uma única crítica à tudo aquilo. Apenas notei o esforço que o autor do site coloca sobre seu próprio trabalho e nada mais. Desprovido de maior intensão, a não ser a coletânea de imagens e seu descritivo sobre suas dificuldades em alcançar as localidades mostradas. As imagens são “gritantes” com relação ao descaso de um meio de transporte tão importante para um País com as dimensões do nosso. Pena… não consigo ver poesia nenhuma, principalmente onde não há crítica alguma. Triste… tão ou mais triste quanto as próprias imagens.

    • Olá Nelson Antonio, percebi um viés bastante inquisitor em seu comentário, baseado na pseudo-ausência de um tom crítico mais pesado no meu projeto. Mais uma vez peço que antes de criticar, assista aos filmes, juntamente com as imagens e claro, LEIA os textos, sim todos eles, e aí sim, teça a crítica que quiser, mas COM PROPRIEDADE. Não dessa maneira que fez, tendo como base uma análise SUPERFICIAL do meu trabalho. Dou-lhe a dica: assista aos filmes de BENTO QUIRINO, SANTOS DUMONT NOVA, GUATAPARÁ NOVA, SÃO SIMÃO NOVA…. e me fale que não há crítica alguma ali. E só mais um detalhe, leia também o item ”O PROJETO” e verá que o cerne do projeto não é a crítica explícita e gratuita, mas sim documentar locais e jornadas de uma forma leve e motivante. Crítica gratuita, gente como você já faz muito bem. Inclusive, por que não começa um projeto seu nesse sentido?

      • Obrigado pela sua sugestão, me perdoe se minha opinião difere de tantas outras aqui publicadas. Lembre-se que TODOS os profissionais estão sujeitos à críticas, bem estruturadas, ou não. Nem sempre o resultado de uma exposição ao público é o esperado. Cada expectador tem o direito de gostar, ou não, da peça que assiste ou até ignorá-las. Em meu caso tomei a liberdade de criticar, ao invés de ignorar. Seu trabalho, a meu ver, reflete a bem ilustrada e enorme vergonha nacional que se transformou o transporte ferroviário neste País, um verdadeiro funeral histórico. Parte da identidade de cada um de nós faleceu junto com tudo aquilo. Minhas palavras refletem, apenas, a minha opinião, uma vez que tenho este direito. Acredito também que o respectivo autor tem todo o direito de defender seu trabalho. Afinal esse é o papel de cada um, numa “dita” democracia.

  2. Esse trabalho deve ter se inspirado no site http://www.estacoesferroviarias.com.br, construído ao longo de muitos anos por Ralph Giesbrecht, pesquisador fanático pelo tema ferroviário. Talvez não seja um site com esse primor “fotogênico”, mas é indispensável, e eu diria insuperável, no quisito conteúdo. A paixão de Ralph pelo tema está expresso no volume e na profundidade do conteúdo. Lá já estão centenas e centenas de estações. Quem não conhece vai ficar surpreso: http://www.estacoesferroviarias.com.br

  3. Ola Raquel

    O site do Ralph http://www.estacoesferroviarias.com.br é referência para pesquisas desde simples curiosos até doutorandos em preparação de teses,
    orgãos públicos se valem dele para consultas.Não deixe de fazer uma visita
    e recomende aos seus leitores…….

    Obrigado pela atenção
    Daniel Gentili

  4. Caro Wanderley Duck,
    Os trabalhos são definitivamente complementares e não concorrentes. Enquanto o site de Ralph Giesbrecht apresenta, sobretudo, levantamento de inúmeros dados históricos e iconográficos das estações, o projeto de Marcelo Tomaz nos fornece fotografias mais acuradas, vídeos, e uma base georreferenciada das estações visitadas.

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