Truculência para todos? Mais sobre a USP

Sexta-feira passada, escrevi no meu blog sobre a polêmica da presença da Polícia Militar no campus da USP, que vem gerando discussões e manifestações desde que três alunos da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) foram detidos no pátio da faculdade. Entre assembleias confusas e ocupações de prédios, o ápice da crise se deu na madrugada de terça-feira (08), quando a PM fez a reintegração de posse da Reitoria, levando presos 73 estudantes que ocupavam o prédio em protesto contra o convênio da USP com a PM.

Um policial aponta a arma para uma estudante de braços levantados, a tropa de choque entra no prédio e arromba portas (mesmo depois de a polícia já estar lá dentro), sem deixar ninguém mais entrar (nem a imprensa, diga-se de passagem), nem sair, tudo com muita truculência (leia o relato de uma aluna que não estava na ocupação, mas estava presente) – estas imagens não diferem muito do que já vemos a PM fazer na cidade, no Estado e no país.

A diferença é que, desde os anos 1980 até hoje, a chamada “autonomia” da USP constituiu uma espécie de blindagem seletiva às mazelas da cidade, inclusive em relação à repressão policial. Circulação restrita, portões fechados nos fins de semana, impossibilidade de localização de uma estação de metrô dentro do campus são algumas das marcas da segregação da universidade em relação à cidade.

Agora, em nome da segurança – aliás, a mesma que justifica as restrições de circulação e a segregação – rompe-se o bloqueio e, sob aplausos dos meios de comunicação, a polícia entra em cena para acabar com a farra de estudantes baderneiros. Afinal de contas, como declarou o governador Geraldo Alckmin ontem à imprensa, “a lei é para todos”.

Vale lembrar ao governador que nossa legalidade não é feita apenas de infrações penais, mas também de direitos. Isso vale dentro e fora da USP. Ou seja, são inaceitáveis, igualmente, as desocupações violentas em favelas, os despejos forçados de milhares de pessoas sem teto e sem terra, as abordagens humilhantes a moradores de rua, as execuções sumárias, entre tantas outras situações cujos agentes são a mesma PM que está hoje na universidade.

Os eventos da última terça-feira revelam também, com todas as tintas, a falência do diálogo na USP. Esse foi um dos pontos que destaquei no meu primeiro texto sobre esse assunto: a gestão da USP precisa se democratizar. Não dá mais pra ter um processo decisório baseado apenas na hierarquia da carreira acadêmica, ignorando os distintos segmentos que compõem a universidade, e sem gerar canais de expressão destes segmentos. Ontem o governador Geraldo Alckmin disse ainda que “estes alunos precisam ter aula de democracia”. Pelo visto, o próprio governo e a Reitoria também precisam se atualizar sobre o tema e se matricular nesse curso.

No fundo, o que o Governo do Estado e a Reitoria conseguiram foi dar mais voz e força a um grupo que é minoritário entre os estudantes da USP. Entraram no jogo da radicalização, da violência e do acirramento do conflito, sem esforço de construção de uma estratégia política menos tosca, que efetivamente expressasse a vontade das maiorias, que não foram consultadas. Certamente, se o fossem, não estariam a favor da forma como foi feita a ação de ontem, nem tampouco da atitude dos alunos que ocuparam a Reitoria…

Por fim, diante de alguns comentários que li e ouvi por aí, é importante afirmar que é inaceitável a desqualificação que alguns fazem dos alunos e professores da FFLCH e do conhecimento que se produz naquela faculdade. A FFLCH é um lugar que, historicamente, produziu e continua produzindo pensamento crítico, fundamental não só para a USP e para São Paulo, mas para um país que deseja incluir na agenda de seu crescimento econômico algo mais do que possibilitar a todos comprar mais geladeiras, carros e roupas iguais às das celebridades.

Texto originalmente publicado no Yahoo!Colunistas.

89 comentários sobre “Truculência para todos? Mais sobre a USP

  1. Parabéns! E sim, a pm não atua de modo truculento só na Usp…. e as ocupações das favelas cariocas? Gostaria de saber mais notícias desses casos.

  2. Raquel,

    Li seu texto e, já de cara, notei uma omissão: o motivo pelo qual a PM deteve três estudantes da USP. O motivo, só pra te refrescar a memória, é que eles estavam consumindo droga. Este foi o estopim da ocupação estúpida da reitoria da USP.

    Me diga, como você acha que os policiais deveriam ter entrado lá? Vestidos de rosa, pedindo licença e desculpas pela sua incômoda presença? Aliás, porque foi que eles tiveram de invadir a reitoria? Por acaso aqueles jovens bem vestidos, bem-nascidos (afinal, parece que vivem para estudar. Duvido que os que trabalham e estudam teriam tempo para tais atos heróicos) não tiveram tempo suficiente para sair de lá pacificamente?

    A polícia bateu em alguém? Atirou? Matou? Morreu alguém?

    Por fim, seria de justiça mencionar, quem sabe, que aquela turma de “bem pensantes” representavam algo em torno de 0,08% da comunidade acadêmica da instituição.

    Que triste: num mundo onde se lutam por tantas causas nobres, tentaram fazer uma pseudo-revolução. Pobres pseudo-revolucionários. Pobres pseudo-mártires de griffe. Que bela oportunidade eles tiveram para, ao menos uma vez na vida, terem sua existência notada por alguém mais que seus papais que bancam seus estudos. Pobres pseudo-mártires. E tudo isso por três maconheiros…

    • Zaqueu,
      O movimento estudantil que questionava as ações do reitor Rodas já existia muito antes do confronto dos estudantes e pms naquele caso da maconha. É sim uma causa nobre.
      Infelizmente o que as pessoas de fora da usp pensam é que tudo começou por causa da droga e daí deslegitimizam toda a causa do movimento. E por isso, eu acredito que a atitude do confronto foi inconsequente e foi na contra-mão da causa. Mas nao se pode desconsiderar toda a causa do movimento apenas por um erro.

    • Excelente sua resposta. Falou tudo. Peça para eles serem cordiais com os assaltantes, assassinos, sequestradores e demais corjas da sociedade. Leiam livros de poesia para eles, quem sabe a sensibilidade agressiva deles seja ludibriada. Só assim vamos ver que a PM é indispensável. Esse povo da USP é hipócrita. Em qualquer situação de risco eles recorrerão a quem, livros, poesias e a viagem da maconha? Ai está o calcanhar de aquiles dos “revolucionários”.

    • Zaqueu,
      Acho que faltou um pouco de tato na sua interpretação do texto. A Raquel deixou bem claro que também critica o radicalismo e as ações extremadas dos tais “0,08%”. Releia o penúltimo parágrafo.

    • Um dos relatos que li de quem estava lá no episódio da maconha dizia o seguinte (e é bastante verossímil): os policiais pediram os documentos das três pessoas que portavam ou consumiam a maconha (tanto faz nesse momento) e em seguida se negaram a devolvê-los, afirmando que os documentos seriam entregues na reitoria e que os alunos deveriam retirá-los lá, se assim quisessem. Que manobra suja.

      Eu, que hoje sou advogada, mas tb já fui aluna da FFLCH, lidaria com isso de outra forma e gastaria bastante energia para que os responsáveis fossem devidamente punidos, mas dentro dos remédios legais de que dispomos. Ainda sim, se alguém, qualquer pessoa, toma de mim o que é meu e não me devolve, o meu instinto jamais vai ser ficar parada esperando o próximo capítulo. Se essa pessoa for um policial, então… coloque tudo isso dentro de uma universidade pública de alta qualidade, onde pessoas estão habituadas a pensar e questionar, some aos ânimos já exaltados com a presença repressora da PM, que não estava policiando os principais pontos de roubo, por exemplo, mas que se posicionava em frente às bibliotecas para revistar alunos, na saída de estacionamentos para revistar carros de professores (!!!) sem qualquer motivo justificável e à insatisfação generalizada com a política administrativa do Rodas, enfiado pelo Serra goela abaixo da USP…

      Alguém pode visualizar uma cena em que os estudantes ficariam ali parados, esperando o bonde passar?

      A maconha serviu para polemizar, desqualificar, desviar o foco, colocar a opinião pública contra os estudantes e apagar o brilho de uma luta legítima e que deveria ser de toda a sociedade.

      • Camila, muito interessante seu ponto de vista, porém continua evidente o erro dos estudantes ao cercarem a viatura, o que mobilizou o chamado de reforço da PM, que mobilizou o confronto e as invasões, que mobilizaram a Tropa de Choque.

        Se os alunos tivessem agido como adultos e assumido a responsabilidade de seu ato desde o princípio para, posteriormente, cobrar do Estado pelas vias legais que se apurasse o caso da retenção dos documentos, tudo isso seria evitado.

        É muito estranho que tudo tenha começado através de uma denúncia anônima sobre o consumo de maconha no estacionamento da faculdade, pois isso acontece há décadas e nunca incomodou ninguém (também sou ex-aluno da FFLCH). Chego a supor que algumas lideranças, sabendo que aquilo era um barril de pólvora, quiseram tirar proveito em causa própria.

      • Invadiram a reitoria por causa do caso dos alunos pegos fumando maconha, fato. Estão querendo fazer da baderna que houve algo heróico. Se realmente a polícia estava agindo dessa forma, revistando alunos como forma de humilhação, prove-se. Cadê vídeos gravados? Com tanta tecnologia alguém não poderia gravar suposto excesso policial? Se houver provas dou minha cara a tapa reconhecendo, caso não, verifica-se apenas meios de denegrir a polícia.

    • Fora da USP a PM não detem mais ninguém por fumar maconha,o q aliás, se faz na cidade inteira. No mais, eu também pago a Polícia e penso,q não seja para isso. A posse do tal entorpecente NÂO é mais crime;não precisava prender. Errou a PM. Depois erraram os estudantes,como todo mundo viu. A FFLCH,o embrião da USP, que tem a Faculdade de Geografia entre as 200 melhores do mundo,à frente de tantas outras queridinhas da Universidade,não errou em nada.até agora em todo o episódio.

      • Infelizmente a quantidade de Maconha de posse de meus colegas era “acima do permitido”, ou seja, poderiam (e deveriam) ser presos por tráfico. Mas não foram pela pressão que fizemos sobre os policiais.

      • Acho um absurdo alunos estarem fumando maconha dentro das dependências da universidade e não ser tomada providência nenhuma para impedir isso. E agora que a polícia começa a tomar providência tem o absurdo maior, alunos invadindo reitoria por causa disso. A população já está farta e aguentando calada.

    • Zaqueu: concordo com você em gênero, número e grau. Sou também favorável ao diálogo e penso que é para esta finalidade que a educação existe: construir mentes racionais, criativas, dedicadas ao conhecimento e à geração dele, e não à baderna.
      Tenho um filho que estuda na UFLA (Federal de Lavras). Recentemente, em virtude de alguns atos de baderna e furtos, a PM instalou uma unidade dentro da campus. Todos aprovaram e os pais se sentiram mais seguros em relação aos seus filhos. A presença da PM no campus praticamente nem é percebido pelos estudantes. Afinal, estão lá para estudar.

    • Zaqueu, se depois de ler esse texto o seu posicionamento se reforça, talvez seja mais interessante vc recorrer ao blog do Reinaldo de Azevedo e seus congêneres. Que a sociedade atual prescinda do pensamento reflexivo e da crítica, talvez não seja novidade. E o fato daqueles que se propõem a perseguir outro caminho ser diminuto, é um dado ao qual não parece pairar dúvidas.
      A Raquel não se propôs a discutir como a polícia deveria entrar lá. Ela não se propõe a discutir a superficialidade dos fatos, as tais facticidades que se perdem na totalidade do processo social. O debate que ela sugere é outro. Procure seus interlocutores, até porque assim você refina os seus argumentos.

    • Interessante o questionamento do Zaqueu. Mas não podemos fechar os olhos diante da realidade. O problema das drogas está presente na sociedade há muitos anos. Está presente, nas favelas, nos movimentos sociais, no meio operário, no meio estudantil e principalmente na elite brasileira.
      O problema é que a polícia só é usada para reprimir aquilo que não convem a elite dominante. Aí não tem refresco. É pau mesmo!
      Quando o problema é com a elite, a polícia não aparece e a mídia não vê. Alguém sabe do caso de um governador de um grande estado do país que por várias vezes foi internado as pressas,
      isolando um andar inteiro de um hospital para que ele fosse tratado da overdose de cocaína? Que esse mesmo político hoje é um “respeitado” senador, que continua consumindo cocaína?
      Porque a polícia não invade a residência desse político? Por que a polícia nunca invadiu o prédio do governo desse estado e prendeu esse político?
      Vamos deixar de hipocrisia! A polícia usou a maconha como desculpa para reprimir um movimento legítimo dos estudantes da USP. E mais, atenção ao que está acontecendo no país e aos discursos utilizados principalmente pela juventude. Algo extremamente moralista, muito próximo ao nazi-fascismo.
      Julião

      • Esse papo de elite dominante já cansou. Sou morador de periferia, e acho um absurdo gente fumando maconha nas dependências da USP. Tem que se parar com esse dilema de apontar o dedo para a sociedade e culpá-la pelos problemas que se sofre.

    • O que você não vê na televisão ou nos jornais é que os estudantes não estão lutando pelo direito de se fumar um baseado no campus, mas sim pela presença da POLICIA MILITAR, pois ela age de maneira errônea e truculenta, não só na USP como bem sabemos. E os estudantes não pedem a saída da polícia militar devido as ações contra quem está dando um tapinha na pantera, como fica bem claro no caso da menina que foi estuprada e após comunicar a PM ficou 20 minutos rodando o campus a procura do marginal… Eles reivindicam, como já foi estabelecido em reunião antes da ocupação, uma guarda especializada, a tal da guarda universitária, treinada para atender as necessidades da USP e não a PM que foi jogada de qualquer jeito lá dentro, sem nenhum treinamento especifico prévio.
      Claro que também envolve outras questões maiores, como a saída do reitor Rodas que foi escolhido para o cargo de maneira não-democrática, o que obviamente é só a ponta do iceberg que envolve questões politicas muito maiores…
      Não podemos simplesmente engolir o que a mídia nos joga, a ação da PM foi desnecessária e ARMADA, a depredação do prédio ocupado, a implantação do Molotov e a não autorização da cobertura da ação para os jornais estudantis e algumas emissoras… A ação foi completamente maquiada. Não só essa, como tantas outras que aparecem por aí. Se não, pq a PM só permitiu a cobertura por parte da Globo e da Abril? Pesquise, pense.

      Isa Lua.

    • E aí Zaqueu, ainda pensa dessa forma? Pesquise um pouco antes de falar algo desse tipo. Seja independente da mídia. Caso você tenha lido o relato da estudante Shayene, os próprios policiais fizeram cena para os repórteres, enquanto a real “revolução”, se é que se possa chamar assim, ocorria debaixo dos panos, ou melhor, entre quatro paredes da reitoria. Isso me lembra muito a Inconfidência Mineira, que, me perdoem a ignorância desde já, pois meus conhecimentos de história não são dos melhores, teve toda sua ideologia encoberta e toda sua cena exposta, estripada, dissecada na frente do público de massa. Mais uma vez: Pense por sí só. Caso não consiga, procure fontes confiáveis, não a Globo.

  3. Muito bom Raquel!
    Aqui de Porto Alegre, continuamos atentos a mais uma mostra do descompasso da relação entre governo e sociedade em SP! Bastante chocantes tem sido ver que o tratamento dado às greves em SP lembra muito a criminalização de movimentos sociais que ocorreu no governo do PSDB aqui do RS com Yeda Crusius e seu coronelato fiel.
    A situação aqui aparenta maior harmonia (ilusão de normalidade? apatia?), enquanto aí a impressão é de se acirrar a disputa violenta.

  4. Zaqueu, quem disse que a maconha foi o motivo da invasão? Leia as dezenas de textos gerados pelos alunos envolvidos na manifestação e entenda que isso não tem nada a ver com maconha.

    Eu gostaria sim que na ação policial tivesse sido menos violenta. Será que é pedir demais? Que tal não jogar bombas de gás no corredor de casa de milhares de pessoas? Que tal usar suas identificações? Que tal não reprimir movimentos que são, concordando com eles ou não, políticos? To pedindo demais? Mesmo? É nesse estado que vivemos?

    Se for o caso a luta é justíssima.

  5. É Zaqueu… parece que você realmente não entende né?
    Já foi esclarecido que não estamos defendendo a ocupação da reitoria feita por alguns “aloprados”, estes são a minoria que atropelaram todo um movimento.

    Eu não sei onde você vive, mas onde eu vivo a maioria dos polícias abusam de sua autoridade e usam seu “poder” para coagir qualquer pessoa que ao ver deles são “meliantes”

    A nossa constituição federal deixa muito claro que um dos seus principais fundamentos é a dignidade da pessoa humana, esta muitas vezes violada. (e ñ apenas ela, claro!)

    Além disso a discussão vai muito mais além do que “colocar pra fora a polícia do campus” ou chamar todo mundo de maconheiro (procure de informar).

    Triste mesmo é você acreditar numa mídia manipuladora e enxergar apenas o que esta a seu alcance.

    Pseudo-revolucionistas kkk
    É, é, é… continue assim, aceitando as coisas, a vida, sem grandes objetivos

    • Discordo, se o movimento em si tivesse uma causa verdadeiramente justa, não teria ocorrido esse fato de “alguns aloprados” invadirem a reitoria. Teria sido uma manifestação pacífica e ordeira.

  6. A truculência é inaceitável em todos os níveis. Os direitos dos cidadãos devem ser sempre respeitados, inclusive o de fazer greves e protestos. Concordo, portanto, com qualquer reclamação que se faça de abusos contra os direitos do cidadão.
    Da mesma forma sou iguamente contrário a protestos que incluam invasões de quaisquer instituições, principalmente as públicas. Há outras formas de protestar sem intervir no direito dos demais e obrigar a interrupção dos serviços prestados. Esta situação é semelhante a tantas invasões de índios em prédios da FUNAI e dos bombeiros aos uartéis no Rio de Janeiro.
    É preciso pensar nas consequencias antes de invadir prédios públicos. Os autores da invasão correm ainda o risco de serem acusados, justa ou injustamente, por depredações e perdas de documentos guardados no prédio invadido.

  7. Vale lembrar que as Universidades servem à sociedade e não somente a um número restrito de estudantes. O que vem acontecendo no Campus não tem nem de perto haver com democracia, apontar erros do sistema de segurança brasileiro ou mesmo a corrupção política, não servem como justificativa para atitudes tão autoritárias quanto as dizem sofrer. Autoritarismo, depredação, é isso que vejo, Diálogo??? o que realmente querem???? a reintegração posse foi decretada legalmente, não???, com base no que determina nosso Ordenamento Jurídico! pq não saíram PACIFICAMENTE??? Estariam livres para novas manifestações!!!!
    Todos, realmente temos DIREITOS e também DEVERES nossa Constituição sim é Democrática! O que nos falta é capacidade de assimilar e colocar em prática o que ali está disposto, REALMENTE PENSANDO NO BEM COMUM! Não vejo isso nem por parte de muitos de nossos representantes, como também por grande parte da sociedade brasileira!!! Muitos aproveitam, e usam os Direitos Constitucionais de forma distorcida, aproveitando de falhas do nosso sistema para se auto beneficiarem, esquecem-se também que temos Deveres! Será que não é isso que estamos presenciando? Afinal qual é o motivo para tudo isso??? Se queremos realmente democracia, este Claramente não é o caminho!

    • Com toda a certeza deve-se lembrar disso, por isso uma das reivindicações é a integração da Usp e a comunidade.

      Já disse que não estou de acordo com alguns aloprados que atropelaram o movimento
      mas veja bem, estudante quando “alopra” invade uma reitoria, PM quando “alopra” atira.

      Com certeza temos Direitos e Deveres e não estou tentando distorcer nenhum destes.
      Mas me diga se nunca viu a PM abordando um suposto meliante, é impossível não notar a falta de respeito, o abuso de poder (ñ que estar generalizando, mas a maioria é um “nojo”)
      E os filhos então? são vergonhosas as atitudes
      Já presenciei a cena em que um rapaz tacou uma garrafa de bebida vazia em uma viatura q estava passando e quando esta foi o abordar ele só virou e disse: “Meu pai é coronel, faz algo comigo q ele vem aqui e dá na sua cara”.

      Um dos melhores caminhos é a população enxergar o problema no seu todo e não apenas a parcela que esta sendo julgada como os rebeldes sem causa.

      Já estão havendo assembleias em outros campus da Usp (como no de São Carlos ontem) onde estão sendo esclarecidos uma série de coisas
      O problema é que não foi dada a palavra para o real movimento e a invasão da reitoria foi o estopim

      Sou adepta a frase de Florestan Fernandes que diz: “Contra a ideia da força a Força das Ideias”.

      É esse o caminho para o fim desse “caos”

  8. ..como já comentei anteriormente:

    INFELIZMENTE O CAPITALISMO DERROTOU A DEMOCRACIA!!!

    PAÍS SEM JUÍZO E QUE NUNCA TERÁ.

  9. Cada sociedade merece os governantes que a dirige, assim como a polícia que a protege. Todos os intelectuais e pensadores de plantão, alguns com seriedade, não param de apontar de dedo a ‘truculência’ da PM. O comportamento desta corporação, fundamental e essencial para a vida em coletivo, nada mais é o espelho daquela de quem recebe o seu mandato; a própria população. Nada daquilo que aconteceu foi ilegal, em momento algum. E se foi preciso chegar com uma ordem judicial, assim como o determina as Leis que regem o Brasil, para executar a reintegração de posse, é porque não havia mais opções de dialogo tanto da parte daquela minoria de estudantes quanto dos membros da Reitoria. Em suma, isto é o retrato de uma sociedade doente, pois cada um acha que está certo e ninguém está com a razão.

  10. Nossa, aqui é o suburbio da esquerda minoritaria e esquecida do pais…
    kkkk
    que bizarro, rebeldes playboys sem causa, parabéns a todos pela inutilidade prestada ao crescimento do país…

    • A esquerda “minoritaria” GOVERNA o país em que vc vive,espertalhão. Mas, vc paladino da direita, bem q poderia ter argumentos melhores,hein? Fraquinho…

      • Essa esquerda “minoritária” que se instaurou na USP, e que entre partidos e sindicatos andam aparelhando as intituições do país, diz que está sofrendo perseguição política, pode uma coisa dessas? Minoritária sim, pois a população e a maioria dos estudantes já estão fartos de ver gente encapuzada defendendo direito de fumar maconha nas dependências das universidades.

  11. Pessoal…….que isso ?? A uns meses atrás um garoto foi assassinado por tentativa de assalto !!! O moleque estava estudando e não fumando baseado !!! Tinha denúncias de estupradores, ladrões de pequenos furtos e de carros !!!! Os própiros alunos pediram mais segurança na USP !!!! Que conversa mole é essa de quererem tirar a PM de lá…..todos que estudam na USP sabem que a favela do Sapê e REMO fornecem drogas dentro da Universidade……isso é Fato !!! E o que ocorre é briga de traficantes com a dificuldade de vendas por causa da ronda policial !! Caralho, vcs querem enxergar uma briguinha politica, mas nem fazem idéia do que realmente querem !!!! E sei disso pois faço Faculdade lá dentro !!!

    • eu faço faculdade lá e não pedi a policia lá. sabia que ia dar no que deu. Acredito que a questão na USP pode ser reduzida a 3 tópicos: ação da polícia, conflito sobre o conceito de universidade e segurança pública. Neste texto vou tentar tratar do primeiro.

      Não julgarei aqui o mérito da ação da polícia no dia 27 (do qual fui testemunha), prefiro tratar do cerne da questão. Primeiro se faz necessário definir o que seria uma força policial. De maneira geral, podemos caracterizar como força policial uma corporação, na maior parte das vezes estatal, que visa atuar na relação entre os indivíduos de maneira a garantir que um individuo não agrida o direito de outro. Ou seja, é uma força que tem por premissa salvaguardar a vida (integridade física e psicológica) e o direito a propriedade deste individuo (seus bens materiais). Isso teórica e idealmente falando. Após ler o texto “A cortina de fumaça da segurança na USP” e conversar muito com meus colegas um fato passou cada vez mais chamar minha atenção. Pergunta simples: como é uma abordagem policial típica? “Ah vem um policial, te para, manda você coloca a mão na cabeça te apontando a arma, pede teu documento, grita algumas vezes no teu ouvido e você vai embora. Normal”. É normal isso mesmo? É o procedimento adequado? Vejamos, primeiro, como eu sei que não estou sendo assaltado a mão armada por um bandido? “O cara ta de roupa de policia pó”. No Rio e em São Paulo temos um oceano de casos de bandidos disfarçados de policiais ou, pior, de policiais bandidos. No caso das abordagens na USP a coisa fica ainda pior, visto que, os policiais além de não se identificarem, retiram a identificação de seus uniformes (que é, por sinal, obrigatória). Agora, por que um policial retiraria a identificação do seu uniforme? Simples: para não ser identificado. O que ele vai fazer ali que ele tem medo de ser identificado? Segundo ponto, ser abordado e revistado pela polícia pode ser considerado normal? Minha opinião: da forma como é feita não. Já testemunhei diversas abordagens da PM, seja dentro ou fora da cidade universidade, uma coisa sempre fica evidente: os policiais sempre parte do pré suposto de que o revistado é um bandido, portanto, culpado de algo. “Ah mas ele tem que fazer isso para se proteger”. Há outras maneiras de fazer isso sem quebrar o princípio de presunção da inocência que o policial, e qualquer cidadão de bem, deve respeitar. O negocio não é todos são culpados até que se prove o contrário, é todos somos inocentes. Se todos somos inocentes, o policial, ao abordar da maneira invasiva como é feita, não fere a salvaguarda dos direitos individuais? Ao revistar seus objetos (revirar a bolsa de minhas colegas da USP ou do cidadão na rua) não fere o direito a propriedade e privacidade? Sim, fere, E não, não é normal. “Ah mas o policial tem que averiguar as pessoas suspeitas para fazer o trabalho dele”. Então, como ele determina quem é suspeito? “Só de olha dá para ver, ‘quem num deve num teme’”. Ou seja, é o policial, de maneira subjetiva, que decide quem é suspeito ou não. Então o negócio funciona assim, o cara olha e vê um desgrenhado, meio escurinho, andando na USP (lugar de gente rica e branca), só pode ser bandido, meliante e delinguente. Aborda ele, revista inteiro, revira as coisas (saco só tem livro), fala umas verdades pro metidinho, quem sabe uns safanões se num cala a boca e manda embora. Agora se olha e vê um cara de terno ou jaleco é doutor, é gente de bem, deixa passa. Isso está errado de tantas formas que nem sei por onde começar. 1) o policial não pode tratar a sociedade ou uma parte dela como inimigo, ele serve a ela e servir, aqui, é para todos não importa quem. 2) o policial sempre deve ter respeito a vida e os bens da pessoa, isso significa tratar a pessoa com o devido respeito, não pré julga-la, somente abordando se tiver um motivo real que seja plausível e com base legal. 3) o policial tem que saber de saída que traçar um perfil com base em raça ou status econômico é errado. Eu, assim como a maioria de meus colegas, não sou rico, trabalho para me sustentar e estudo na USP. Vivo uma vida tão ou mais miserável do que qualquer policial. Tirando o fato de ser do conhecimento até do mundo mineral que, na USP, o uso de drogas em larga escala não se faz na FFLCH. Duvida? Dá uma olhadinha numa festa do pessoal da biológicas, vai lá nos CA’s da poli, da FEA, da São Francisco ou da Medicina. Você num vai encontrar lugar mais fácil de se achar drogas na cidade universitária. Exceto, talvez, a favelinha São Remo (que, por acaso, fica muro com muro com quartel da policia militar). Concluindo, se é uma verdade que o “movimento estudantil” tem que adequar o seu discurso para a época e contexto ao qual vivemos, parar de ser tão radical e utópico em algum dos seus posicionamentos. Também é verdade que a policia militar tem que parar de agir como se ainda tivéssemos em 68 e tratar qualquer manifestação popular no cassetete. No confronto entre policiais e estudantes, a solução não esta nem de um lado e nem do outro. Para mim, está na superação desta falsa dicotomia que só serve para mascarar interesses de jogadores bem maiores. Um colega meu me disse esta semana: “aja como animal e será visto como tal”. Isso se aplica aos dois lados.

      • Não quero parecer intolerante ou rotulado de esquerda, direita ou qualquer dessas baboseiras que só serve para separar as pessoas e também não estive na USP durante o conflito e o que me parece, ao ler seu comentário, é que você, Lucas, também não estava lá.

  12. Em relação ao post anterior da Raquel Rolnik sobre a USP, estava ontem a ler os comentários que são perto de 400… nossa, nossa, nunca ví tanto comentário fascista junto, juro estou pasma! Fascista e covarde. 98% mal leu o que estava escrito, somente se pos a malhar os “puxadores de fumo” (faz tempo que não ouvia essa expressão) como se o grande problema fosse esse. Bradando por um “pai” opressor que lhe garanta o arroz e feijão. Pôxa, somos muito mais que um sistema digestivo!
    Alguém já leu a respeito da Universidade de Rondônia, por exemplo?
    Ficam questionando que essa meia dúzia está tirando o lugar de gente que quer estudar realmente, quando na real, São Paulo e todo o país, tinha que ter muitas e muitas e muitas Universidades a nossa disposição. Universidade e moradia. Universidade e um sistema de Saúde que funcione. Eu faço uso da Saúde pública. E é uma pândega. Sim, existem profissionais gabaritados, mas o suporte, a logística, a organização são falhos e o menosprezo pelo paciente é gritante. É gado, a caminho do matadouro.
    Gente que fica indignada, que paga impostos para ver filhinho de papai fumando maconha, quando não percebe que o imposto não volta pra ele mesmo, nem em educação (ensino fundamental ultrapassado, com alto índice de analfabetismo funcional) nem em saúde nem em coisa nenhuma; aliás, além de vale-ternos, viagens gratuitas e apartamentos funcionais, agora o imposto voltará em forma de estádios e hotéis para a copa, num superfaturamento sem igual, e depois? Que grande herança estamos deixando para o futuro? Desertos, situações irreversíveis, em nome de um “bom comportamento”? Ou obediência cega? O Brasil é o país onde mais se paga impostos no mundo!
    Gente dizendo que ninguém está acima da lei… ninguém? ninguém olha o que está acontecendo e sempre aconteceu em Brasília?
    Precisa ter PM ou melhor distribuição de renda para não sermos assaltados e mortos? É um horror alguém assassinado em plena cidade universitária? Sim, é. Mas na cidade, na periferia, no corredor do hospital, não é também?
    Os PMs não são o problema, o problema é o totalitarismo.
    TODOS PRECISAM DE UMA VIDA DIGNA, ESSA É A REIVINDICAÇÃO. Se você faz parte de um sistema, você tem direito de ser ouvido, pois ele diz respeito a você e ao seu modo de vida. Inclusive aqueles que trabalham a serviço da Polícia Militar. Ninguém se lembra do episódio acerca dos Bombeiros no Rio? Isso não é vergonha? Ainda bem que os estudantes têm esse tempo para questionar. Não se iluda: o sistema é esmagador: você acorda, trabalha para ganhar, consome. acorda, trabalha, consome. Você vive para consumir. O desfrute (bem-estar) nem entra em questão. Por isso a grande importância da mídia. Pra te convencer que aquilo é bom. Por quanto tempo não houve lindas e maravilhosas propagandas de cigarro? De bebidas, até hoje? Inclusive patrocinando o esporte? São drogas lícitas. Nunca me esqueço daquele “você gosta de levar vantagem em tudo, certo?” pergunte pro seu pai, pro seu avô. Além de ser uma propaganda de cigarro, ainda fazia de você um canalha, automaticamente. Aquele sanduichão lindo e apetitoso… ao abrir a caixinha você vê um negócio meio seco, minúsculo com alface murcha. E o dia do Sanduichão lindo e apetitoso então: Se você comprar, estará contribuindo com 0,0000X% para uma causa qualquer. O dono do sanduichão tem um super lucro, e ainda sai com fama de bonzinho.
    Sim, já foi pior, mas está longe de ser o ideal, se é que isso existe. Estamos em constante transformação, um sistema não pode se perpetuar inflexível.
    E tem gente que quer solução… acha que o texto é babaca e não propõe solução… a solução é começar a pensar… participar, ter convicção que seu lugar ao sol é um direito nato e garantido; não precisa pedir permissão prá policia, pro estado, pro bispo ou seja lá quem for.
    Invista seu tempo em o seu bairro, sua comunidade, seu grupo de afinidades, dê idéias, emita opiniões, provoque ações coletivas, conquiste seus direitos, participe da escola do seu filho, veja com seus próprios olhos o que está acontecendo, não engula um parecer de um desqualificado, de um sensacionalista a procura de medalhas ou recompensas. Doe um pouco do seu tempo para o bem comum. Você será o grande beneficiado.
    Mais que indignada pelos acontecimentos, estou indignada com esse grande medo que aterroriza a todos, a todos que querem sair ilesos sem contribuir com nada.
    “O episódio foi, em todos os seus atos, uma demonstração do que o filósofo e professor da USP Vladimir Safatle chama de pensamento binário do debate nacional – segundo o qual a mente humana, como computadores pré-programados, só suporta a composição “zero” ou “um”. Ou seja: estamos condicionados a um debate que só serve para dividir os argumentos em “a favor” ou “contra”, “aliado” ou “inimigo”. (Trecho de Carta Capital, por Matheus Pichonelli). Isso é alienação. Isso é falta de opção.
    Essa é a proposta do Estado a serviço do capital: assinale um (x) dentro das possibilidades por ele oferecida, muitas vezes limitadas a um Sim ou Não; não perca tempo querendo saber mais sobre seu próprio destino. Você está (supostamente) bem? Ótimo, o resto que se exploda! como parodiava Chico Anísio. Jogando irmão contra irmão.
    Vale o ditado: uma andorinha só não faz verão. E observe o que está acontecendo aqui, na sua cidade, na cidade vizinha, em outro Estado, no seu país, no mundo.

    • Gostei muito do que você escreveu, e concordo com muitos pontos.

      Mas tem uns poréns aí. Sensacionalismo existe não apenas para os de direita, como também para os de esquerda. Ignorância e truculência também. Falta de democracia, idem. O regime socialista da URSS foi tão truculento e ademocrático quanto o regime nazista da Alemanha, ainda que a ideologia de ambos fosse o exato oposto.

      Além disso, se as reivindicações são tão nobres como as que você mencionou, porque as manifestações contra a corrupção não têm a participação efetiva dos mesmos estudantes que lutam pelos ideais de democracia e igualdade? Por que a má administração do setor público não é também alvo de manifestações?

      Os mesmos estudantes que invadiram a reitoria poderiam ter “invadido” a assembléia do estado ou o congresso nacional, fazer um panelaço, etc. Poderiam, inclusive, ter feito o protesto de forma muito menos truculenta do que foi feito – ao invés de invadir a reitoria, porque não acampam na frente da reitoria e fazem barulho? Por que também não seguem as leis, já que a reivindicação é justamente o não aplicamento de muitas delas que garantem os direitos civis?

      Muitos dos intelectuais de esquerda são tão truculentos quanto os intelectuais de direita. Protestar contra um sistema injusto é não só válido, mas também necessário. Mas não é agindo da forma como aquilo que se combate age que se atinge o nobre objetivo da igualdade em todos os termos. Pelo contrário, é agindo de acordo com a constituição, em todos os termos, que se garante ser ouvido sem ser importunado.

      A título de especulação, qual a renda familiar média dos que participam deste protesto? E quantos destes revolucionários estão dispostos a doarem a sua herança com alguma instituição séria que lute pelos mesmos valores que eles lutam? Ou, ainda, dividir com famílias pobres a herança que a respectiva família rica deixou?

      Se os participantes estão tão comprometidos com a causa da igualdade, porque aceitar de presente uma jaqueta cujo preço equivale ao salário mínimo (ou até maior)?

      Quantos destes estudantes efetivamente convivem com famílias que não têm a oportunidade que eles tiveram? Quantos estão dispostos a ajudar na educação destas famílias, para que o ciclo vicioso da desigualdade não se perpetue?

      Quantos dos estudantes que fazem parte do movimento não são apenas “rebeldes sem causa” que querem apenas a libedade para usar a droga que quiserem, quando quiserem? Ainda que não sejam maioria, estes são os primeiros a se tornarem corruptos e corruptores quando a oportunidade surge. É válido um movimento tão nobre aceitar membros não tão nobres assim?

      Quantos deles foram efetivamente abordados por policiais enquanto não cometiam nenhum ato ilícito? Não que esta seja a regra, mas existem perfis de atuação da polícia. Preconceito? Com certeza. Mas o homem é preconceituoso por natureza, e isso é inegável. Acredito, inclusive, que aqueles que se dizem sem preconceitos, são os mais preconceituosos.

      Existe preconceito da direita com a esquerda, e vice-versa. Se eu me declarar tucano ou petista, existirão uns tantos que me apoiam e outros tantos que me denigrem, sem ao menos ler ou ouvir as minhas idéias. Isso é correto, do ponto de vista social, econômico ou democrático?

      Opinião pessoal: não se pode reivindicar que outros façam algo que você acha certo se você mesmo não o faz. Em outras palavras, não reivindique algo se isso fizer de você um hipócrita. E, ao meu ver, exigir seus (generalizando) direitos de uma forma que você não cumpra seus (generalizando) deveres é hipocrisia.

      A causa é nobre, e compartilho de muitos ideais com ela. Mas, infelizmente, os métodos e os objetos das reivindicações não o são.

    • Discordo, pois não vi truculência da polícia. Mas sim restabelecimento da ordem em um local público. Os encapuzados da USP gostam de fazer movimentos pseudo-sociais no intuíto de atacar a sociedade e culpá-las de problemas que possam estar sofrendo, e quando saem da linha acusam a polícia de autoritarismo. Defender “direito” de usar maconha nas dependências de uma universidade? Que absurdo, a população e a maioria dos estudantes cansou de tudo isso. Que venham as mudanças!

  13. É triste ver essa juventude pseudo-esquerdista alienada.

    E mais triste ainda é ver professores, como a Profª Raquel apoiar esse tipo de mentalidade.

    Pensam no retrocesso da sociedade. E ainda tiram de tento quem discorde deles. E afirmam que isso sim ‘é democracia’.

    A polícia deve sim agir da forma que age. E Camila, vocês a cada hora inventam uma estória para justificar o injustificável. Agora os policiais não queriam devolver os documentos né. Tá bom. Ah sim. E NÓS somos os manipulados pela mídia né. Tá. Só vocês tem o dom extraordinário e esplendoroso de ‘crítica’ né. Certo. Pensadores natos por assim dizer.

    Como já afirmei anteriormente: Já que são jovens tão promissores eles deveriam escolher um curso que trouxesse algo de bom para a sociedade. Criticar… todo mundo critica.

    E existe a máxima: “Quem sabe, faz. Quem não sabe… critica….”

    Como esses cursos, pelo próprio texto da autora, formam somente críticos… então…

    Profª, Porque não ensina a esses alunos coisas boas em vez de fazerem baderna? Porque não os ensina a serem alunos, e não neo-esquerdistas-mimados? E mais importante: porque não os ensina a serem úteis a sociedade?

    E como já afirmei anteriormente, sou PM. Com orgulho.

    Att.

    • T,

      Poxa, eu nem sei por onde começar.. Se você acha que a Raquel não está ensinando ninguém, te convido a dar uma passada qualquer dia num dos estúdios da FAU. Você vai encontrar alunos que fazem uma faculdade integral e dedicam praticamente todo seu tempo ao estudo da arquitetura e do urbanismo e às atividades da faculdade – longe dos “vagabundos pseudo-intelectuais mimadinhos” que estão pintando por aí. Você pode até não concordar com algumas das idéias defendidas – mas acusar os alunos de “fazerem baderna”, de não serem alunos, de serem inúteis à sociedade… é bizarro. Não faz sentido. É um raciocínio fruto da desinformação, e nada mais.

      Já se o seu problema é com os cursos da FFLCH, te convido a me dizer o nome de 1 – apenas uma – grande sociedade, com relevante expressão cultural e/ou política, que não tenha dedicado importantes esforços ao estudo das ciências humanas. Uma única cultura que não tenha precisado de qualquer filosofia. Assim como uma única cultura que não tenha “precisado” de arte. E então cai por terra o discursinho da “inutilidade”. Criticar todo mundo critica? Pega a bibliografia de uma disciplina da História e pega tudo ler, vê se é fichinha, besteirinha de aluninho drogadinho mimadinho.

      Enfim. Como estudante de arquitetura que dedica dias, noites e madrugadas ao estudo, e que estou participando da greve apesar de discordar de diversos reivindicações, simplesmente acho inadmissível essa ignorância violenta e agressiva de tentar demonstrar que os alunos da USP são todos folgados.

      • Rafael,

        Eu não disse que ela não está ensinando ninguém. E considero o curso de Arquitetura de alta importância, até por, particularmente, admirar muito essa disciplina.

        Agora voltando ao assunto:

        Não generalizei para todos os alunos. Existem sim alunos ali que fazem por merecer a cadeira que sentam. Fazem por merecer cada gota de suor que os professores derramam em ensinamentos.

        Mas, com certeza, não é o caso dos baderneiros noticiados. Eles são meliantes. Simples e raso.

        Quanto ao ‘meu problema com a FFLCH’, veja bem:

        – A filosofia existe até em boteco, como bem sabemos;
        – Todo mundo que pensa, filosofa;
        – Todo mundo critica algo;

        É algo natural e inerente ao ser humano, parte de sua natureza. Logo, qual a lógica de criar um curso simples e exclusivo para: Fazer o aluno pensar (?) e aprender a criticar. Nossa… que evolução da espécie! Como se não fizéssemos isso dia a dia.

        Para mim quem faz esses cursos querem uma forma de serem bancados como ‘pensadores’ ou ‘formadores de opinião’ e assim não ir trabalhar com algo que valha a pena.

        Meu amigo, esse papo de pegar bibliografia e etc e etc… é balela. Várias coisas que parecem simples pode se tornar complexas dependendo do ponto de vista. E sinceramente, como já fui universitário posso dizer: essa rotina de estudos e essa parte de pesquisa é muito mais fácil e tranquilo do que a prática da profissão (Se é que filósofo, sociólogo, antropólogo e cia possam ser chamados de profissão). E outra, DUVIDO que esses meliantes neo-esquerdistas-mimados fazem isso que você falou. NO máximo, pegam o resumo na internet…

        E antes que me diga, tenho duas formações, além de uma pós.
        Publicidade e Propaganda (sim, acredite, quase que 100% de disciplinas das ditas humanas) e Jornalismo, com pós em Gerência de Marketing.

        Você participa da greve(sic), pelo jeito, para justificar a fama de folgado. Já que leva essa rotina que diz levar, aproveite e se aplique mais aos estudos.

        A sociedade agradece um novo arquiteto.

        Att.

      • De fato, uma sociedade ao prescindir de Humanidades forma esse tipo de indivíduos, que simplesmente acham que a formação humana é dada a priori, ou, no máximo, se constitui em botequins e nas relações que decorrem no âmbito do trabalho e da família. Fico muito feliz em saber que as Oitavas séries em que leciono posso vislumbrar algo além disso.

      • Depredaram patrimônio público, pixaram parede, quebraram cadeiras e mesas. Como não fizeram baderna? E quando se fala disso, não é generalizando, pois vê-se a manifestação ordeira e pacífica de alunos favoráveis à presença da polícia no campus da USP. Aliás a população está se manifestando e se mostrando também favorável.

  14. Quando a USP for uma instituição voltada para a população que tantos querem defender, aí sim eu vou acreditar na política deste país. Até onde eu sei, quem entra na USP são pessoas que não necessitam trabalhar, muitos são filhos de pais com posses. Estes não têm “culpa” da condição de seus pais, mas poderiam fazer algo a mais para a população de São Paulo e do Brasil. O que ocorreu não representa a vontade da maioria, tanto do lado da PM quanto do lado dos civis. Não queiram generalizar este ato isolado e não queiram denegrir nossa PM. Saibam que também já fui assaltado e meu irmão sequestrado e garanto, não quero nem pensar em ficar sem a PM por perto. As instituições são compostas de homens e estes são falhos.
    Assim como postei em meu FB, acredito que faltou o diálogo e uma instituição que se preza, ainda mais uma das maiores do mundo, não poderia e nem pode tolerar atos desta magnitude. A Reitoria deveria ser afastada por negligência em sua gestão e não conseguir administrar um conflito de caráter social e acadêmico, os alunos deveriam ser jubilados por depredar patrimônio público e os PMs que se excederam, se excederam em cumprir um mandato judicial, punidos com o rigor da Lei.
    O que falta é coragem e atitude política neste país. Os que assumem uma posição, ou se rendem por causa da bancada ou tem que andar com seguranças a tira colo. Uma coisa é certa, se há maconha envolvida, estamos alimentando o tráfico, o mesmo tráfico que mata sem perguntar, sem amar, sem perdoar, sem julgar, e que perpetua os mesmos homens que me assaltam, matam e sequestraram.Se nosso futuro está nas mãos destes estudantes, eu não vou querer estar lá para ver. Perguntem as famílias dos que morreram recentemente na USP acham da presença da PM? Por que o PT não melhorou em sua gestão, ou o PMDB, PDS, enfim, todos que passaram não fizeram nada para melhorar a condição do povo, e quando digo povo é daquele que não vai ler esta mensagem que é a grande maioria deste país. Somos hipócritas e alimentamos nossa hipocresia defendendo “classes”. Somos alienados e defendemos nossa alienação a partir do momento que somos de um partido. Sou brasileiro e trabalho voluntariamente em várias frentes, pois acredito que nosso governo não é capaz de fazer o que faço e atender a quem atendo. Faço a minha parte o “melhor possível” para que meus filhos tenham um futuro melhor, mas certo que o futuros deles dependerá única e exclusivamente do meu trabalho e do deles e não de políticas assistencialistas. Dou graças a DEUS por ter discenimento suficiente para compreender o que houve e graças mais pelo privilégio que meus pais me deram de erança que foi poder estudar quando criança, pois minha faculdade eu tive que pagar e muito por sinal, assim como muitos. Nosso país cresceu o número de estudantes de nível superior por conta das IES privadas e não das públicas e ainda assim é insignificante o número de estudantes universitários.
    Precisamos de professores de portugues, matemática, inglês e …ai que falta que me faz…orientação moral e cívica…quantos brasileiros cantam o hino nacional ou mesmo conhecem nosso país, nossa imensidão. Não venham questionar a origem da disciplina, mas o que ela teve de positivo para uma geração sofrida. Vejo o reflexo da falta disto nas salas de aula que frequento quando um aluno se refere ao professor como : e aí…tio, pro, cara…não que seja falta de respeito, pois não houve mesmo educação em casa, no seio da família nuclear que está em extinção, mas principalmente no reflexo de uma civilização violenta, com armas e drogas matando nossos jovens e destruindo nossas famílias.
    Enfim, faltou diálogo e ainda falta.

  15. Oi Raquel,
    depois que li um texto seu, creio que este é o meu primeiro contato com Você.
    Então, no texto Você fala da Cidade como um ima que atrai …

    Quanto ao episódio da USP, entendo que Você tocou em questões que são fundamentais: a de que a “nossa legalidade não é feita apenas de infrações penais, mas também de direitos”, e a necessidade de apredizagem sobre essa forma de organização social que chamamos Democracia.
    Seus questionamentos demandam um debate profundo. Parabéns. Abs. Terezinha Souto

  16. Professora adorei as crítica. Só uma pessoa brilhante e inteligente como a Senhora seria capaz de escrever isto. Mas, prefiro a PM, pois ela garante a segurança. Não podemos deixar nossas Universidades a mercês dos bandidos.Pois, quero ser livre para andar no campus sem ser assaltada estuprada ou outros horrores que ocorrem dentro das universidades brasileira.

  17. na boa, policia tem que descer o pau nessa meia dúzia de moleque que financia a entrada de arma, a morte de crianças e, porque nao, de familias inteiras que é o trafico de drogas. E outra, se esses mimadinhos são minoria, deveriam entao, respeitar a maioria que sim, aprova a PM na USP.
    Porque se esse meu pensamento estiver errado, acho que quem deveria ser o nosso presidente nao era a Dilma, mas sim o Levy Fidelix ou o Plinio, sei la, já que a vontade da minoria “vale mais”.

    • realmente os alunos que participaram da depredação da reitoria deveriam ser punidos pelo ato. é claro que a pm tem agido violentamente, mas será que os alunos dentro da reitoria já não tinham consciência disso? A policia na cidade universitária deve ficar sim, aluno da usp não pode receber um tratamento diferenciado das outras pessoas. enquanto o brasil não mudar, não pagar melhores salários e treinar melhor os policiais é claro que atos violentos podem acontecer. mas vale lembrar que a repressão policial que ocorreu foi de longe muito menos violenta do que aconteceu durante a ditadura militar. se fosse naquela época, certamente aqueles estudantes não voltariam nunca mais para suas casas.

      Nunca apoiei o nosso reitor, mas também como lidar com um movimento desmoralizado, que defende estudantes infantis e hipócritas? Uma greve deve ser mobilizada com maior organização e defender assuntos mais pertinentes. Está ai o resultado dessa greve, a mídia já generalizou os estudantes, e pôs o caráter de “maconheiro” em nós alunos.

  18. a questão da USP n começou por causa de drogas, já haviam revindicações contra a política ditatorial do reitor(q por sinal esteve envolvido nas torturas de 64), eu me pergunto, pq a PM n atua dessa forma nas favelas? pq a PM n faz oq fez dentro da USP fora da USP? só assassinos e traficantes possuem direitos é isso? universitário n pode falar e ser contra ao abuso de poder? marginais matam todos os dias e ficam impunes e ninguém se revoluciona… jovens abusados moralmente falam e são taxados como filhinhos de papai mimados e drogados…será q todos ali se enquadram nesse rótulo??

    ahhh outra pergunta crucial… qnto de dinheiro a polícia, as mídias e o governo já n lucrou com essa história toda… huummmm interessante isso n??? n seria interessante p esses “órgãos” fazer um mero acordo… acordo pra que?? Rodas tá muito bem acostumado a comandar grupos de torturas e colocar tropa de choque atrás de estudante…. vcs da PM e da PQP… vão estudar história p entender a politicagem por trás de tudo e todos!!!

      • que conversinha mais manjada, vc precisa fazer uma visita ao comando geral da PM e acompanhar um dia apenas, a central de monitoramento, e vc vai ver quantos PMS morrem em favelas, em assaltos para defender a sua vida, é claro que em todas as caixas existem maçãs podres, como ai na USP e na PM, mas te falo um coisa com toda certeza, nem meu pai que se formou na escola de soldados da pm em 1980 tem um penssamento tão antiquado sobre os fantasmas da ditatura como vc…

  19. Sou doutoranda da FFLCH e considero este o melhor texto que li sobre o assunto. Parabéns, Raquel!

    • Dois pontos importantes.
      Em primeiro lugar, já no título toca-se um ponto central: Truculência para todos? A resposta mais justa para esta indagação é: sim, para todos. Se é esta a polícia que temos, devemos lutar para melhorá-la, para todos. A idéia de uma segurança à parte para a USP é elitista, na medida em que busca assegurar para poucos uma força de segurança que lhes seja subserviente e deixa a truculenta PM para o populacho.
      O segundo ponto, sobre a luta política na USP, quem conhece o movimento sindical e as orientações políticas dos servidores e dos professores sabe que eles buscam o confronto permanente, como forma de criar desgaste para o governo do PSDB. Faz parte de um jogo que o PT, PSTU e outros sabe jogar muito bem. Falar em diálogo com eles é como falar em diálogo do Netanyahu com o Hamas, uma quimera, um exercício inútil porque a razão de ser do Hamas é destruir Israel, e não a criação do estado palestino (tanto que a área controlada pelo Hamas não faz parte da solicitação de reconhecimento feita pelo Abbas na ONU). Continuando a analogia, quem desejar a paz no oriente médio precisa aceitar primeiro a existência de Israel, porque para que Israel não exista, a alternativa é a guerra. Nosso jogo democrático é menos dramático, mas vários dos jogadores usam a palavra democracia como máscara. Se vocês acham o Ruas e o PSDB autoritários, pense em nosso ex-ministro Tarso Genro. Para ele, certamente esta ação da PM paulista foi criminosa, coisa da direta. Já a anistia ao múltiplo assassino Cesare Batisti é totalmente justa, porque matar em nome da esquerda não é assassinato, é luta política.
      Democracia não existe pronta e acabada, é um processo. Gritar e espernear é um direito, mas não significa estar certo.

  20. Professora, o assassinato do estudante no estacionamento é decorrente do sucateamento premeditado dos serviços (inclusive os de vigilância) na gestão Grandino Rodas, aquele mesmo que antecede as privatizações ou terceirizações peéssedebistas. O monumento à “revolução” está sendo erguido concomitantemente à devastação do Matão (última mancha verde contínua desta Cidade Universitária que, com oito milhões de metros quadrados espraiados na várzea do Pinheiros, interessa tanto à especulação imobiliária quanto aos “empresários”da educação), aonde serão erguidas novas sedes para museus que estão tendo suas atuais áreas dominiais, fora do campus, “negociadas”. Com apenas três portões de acesso, suas superquadras foram projetadas para facilitar a vigilância interna e dispensar em definitivo a intromissão da então chamada Força Pública, atual PM, uma vez que até o interventor Armando Salles de Oliveira que a concebeu era favorável à autonomia universitária, razão pela qual só possui linhas internas de ônibus e toda uma série de suportes destinados a garantir sua inviolabilidade e independência. Tudo isto funcionou a contento desde os anos 1960, até que o interventor ali imposto por decreto tucano – Rodas – deflagrou a fase pré-leilão ou a deterioração pré-terceirização daquele espaço aonde antes existia a Fazenda bandeirista Butantã. Agora, com a tática bem sucedida de escancarar seus três acessos aos bandidos e rotular seus alunos e professores de maconheiros marginais, já se fala em anexar o campus aos domínios de Kassab e, mais um pouco, aos D’Gênios neoliberais sempre à espreita. Ah, sim, haverá antes disso muitas mudas simbólicas de árvores para “substituir” o matão, assim como a reserva de área junto ao Rodoanel para um futuro campus – desta feita com quartéis para a PM e acomodações condignas para os novos Deops/Oban engendrados pela Opus Dei alquimistaserrista. A menos que a cidadania remanescente se insurja, o Governo tucano em breve transformará a USP na casa mater do seu ensino progressivo e continuado, responsável por essa geração de diplomados semi-analfabetos que os perpetua no poder, tendo como patriarca um FHC adepto do THC, esse tetrahidrocanabinol que os escravos trouxeram da África para ajudá-los a enfrentar o degredo e escravidão. Sem ingredientes químicos industriais, porém, a canabis concorre com o arsenal dos laboratórios das multinacionais farmacêuticas, que vem estimulando sua erradicação do território nacional. O resultado é a expansão desmesurada da droga mais barata, o crack, responsável por essa explosão de zumbis por todo país, sem que nenhuma autoridade faça valer o bom senso e a razão que deveriam estribar toda e qualquer legislação coercitiva. Ou seja, entre uma diamba orgânica e sem maiores sequelas e os caríssimos relaxantes diazepínicos industrializados, a praga do crack irrompe como mal do século, atingindo as camadas mais humildes da população, sem condições de comprar cocaína, sem condições de fugir dos incêndios com três ou mais focos simultâneos que assolam suas favelas, que, limpas deles, viram excelentes negócios imobiliários para nossa elite político-econômico-financeira. Essa mesma que, mais cedo do que pensamos, acabará expulsando a USP para ali erigir uma nova Higienópolis ou, se forem coerentes, Tucanópolis…

  21. Nos primeiros 6 meses desse ano a PM foi responsável por 1/5 dos assasinatos em São Paulo.

    São Paulo é uma cidade segura? Não.

    Os bandidos foram reprimidos a ponto de pararem de cometer crimes? Não.

    Se a PM fosse menos letal o índice de assassinatos na cidade seria maior ou menor? Uns vão dizer que sim, outros que não. Pessoalmente, eu acho que os piores bandidos não estão dando muita bola pras execuções sumárias.

    PM garante a segurança de quem? De “cidadãos do bem”? Juíza Federal é cidadão do mal? Deputado que combate corrupção e milícia é cidadão do mal? Cidadão que tem que pagar “caixinha” de natal ou ser incriminado num “auto de resistência”, esses são cidadãos do mal?

    PM garante a segurança de quem ela quer.
    E se qualquer um que ela decidir ser meliante merece morrer, de fato todos nós estamos correndo esse risco. Policiais erram como qualquer outro ser humano, mas se eles têm o direito de matar sem um processo legal que pelo menos TENTE garantir o veredito, os erros da PM são o maior risco que corremos.
    Afinal, a PM é a maior assassina da cidade.

    E se você discorda de mim (certamente vão ter muitos), espero pelo menos que você me responda esta última pergunta:
    Se a PM é responsável por 20% dos assassinatos da cidade e mesmo assim a cidade não é segura, qual porcentagem dos assassinatos vai precisar ser dela pra essa tática finalmente ter efeito? Quantos assassinatos vão precisar ser dela para que ela se torne a única assassina (100%)? Você acha que um dia ela chega nos 70%? 80%? 90%?

    (Clique no link no meu nome pra ir para a reportagem do portal Globo, de setembro desse ano.)

    • Amigão, concordo em partes, realmente o numero de resistencia seguida de morte, é este o nome técnico usado pela SSP, é alto, mas em contrapartida, ter uma policia energica é bom, ter cachorros ferozes soltos, é ruim, uma vez eu estava conversando com um Cel. da reserva e ele estava me espondo a seguinte situação, “uma empresa que tem um inchaço de 30.000 para 100.000 trabalhadores em menos de 10 anos, vai apresentar problemas comuns a de qualquer outras empresas”, e é isso que acontece todos os dias, agora todos vemos mortes por parte dos agentes de segurança, desde bancos a shoppings, simplesmente pelo fato de o agente de segurança ter interpretado que a pessoa iria sacar uma arma ou resistiu a voz de prisão, este assunto é uma faca de dois gumes, pois se imagina dentro de uma viatura, trabalhando 12 horas por dia e recendo 2200,00 por mês, vc esta dentro de uma favela a noite, neste momento até sua mãe é suspeita, existem diariamente varias operações ocorrendo em favelas pelo estado, o que torna a PMSP um modelo para outras policias, inclusive de outros países, sei que tem muitas falhas a serem corrigidas, a unica coisa que nunca entendo, é o pq pessoas que nunca tiveram suas vidas atormentas por um assaltante, um estrupador e outros malfeitores da sociedade, odeiam tanto a policia, se vc pegar o numero de policias que morreram em ações de preservação da vida em 2011 vc vai entender o que eu escrevi aqui, o policial anda fardado, todos sabem quem ele é, mas é o bandido? ele usa uniforme?

      • Mateus, a PM em São Paulo é uma das corporações que mais assassina os cidadãos que ela deveria proteger. No mundo INTEIRO. Me explica como isto faz dela exemplo para quem quer que seja?

        Você diz que a polícia sofre de problemas graves e inevitáveis. Mas porque são inevitáveis? Devemos aceitá-los por falta de escolha? Ou devemos questionar a polícia que temos, para que ela possa melhorar?
        Esta segunda pergunta é praticamente retórica, ninguém levando a discussão à sério vai dizer “Prefiro não tentar melhorar, prefiro uma polícia com problemas graves”. Mas COMO vamos fazer ela melhorar?
        De acordo com os comentários aqui, a solução para o problema da polícia é ela ser mais repressora. A solução para bandido é a polícia matar mais. A solução para confrontos com manifestantes é ela bater mais. A solução para a segurança é uma polícia com menos limites.

        Daí entra a minha pergunta. Mais quanto? Quanta mais porrada faz aluno não protestar? Quantos mais assassinatos faz ninguém assassinar? Quantos menos limites à PM torna o país seguro?

        Se essas pessoas acreditam mesmo nessa solução, elas devem pelo menos imaginar como ela vai se dar, não? Elas devem conceber que vai haver um momento em que um último cassetete vai fazer um aluno aceitar a repressão. Que um último assassinato vai fazer todos os assassinos pararem de assassinar. Que de alguma forma a violência da polícia vai parar os outros tipos de violência.
        E eu quero que elas me digam COMO ISSO VAI SER.

        Porque se esse dia nunca chegar, é aí que eu sinto as dores dos policiais mesmo. Por que eles não merecem ser bucha de canhão de uma sociedade raivosa que manda eles matar e morrer sem esperar mudar nada com isso.
        Aí que a PM tem que matar cidadão mesmo, porque são esses cidadãos raivosos que levam a PM a morrer, a trabalhar em condições impossíveis, a travar guerras sem fim.

  22. Realmente os cérebros estão em processo de diminuição por falta mínima de uso, achar que um grupo de pessoas toma uma atitude, como ocupar uma reitoria, fato que é sabido que haverá represália, ainda mais sendo esta reitoria a da maior universidade da América Latina, só porque foram impedidos de fumar um baseado é o cúmulo da ingenuidade, é claro que existem outras demandas, no entanto, parece que nossos queridos companheiros do pensamento conservador acham que essas demandas, as verdadeiras e que foram as reais causas da ocupação, e que já se mobilizam antes da abordagens dos 3 alunos, serão expostas na Veja, na Folha, no Jornal Nacional, por certo, principal fonte de informação dessas pessoas e como as têem como verdadeiros representantes da verdade, nenhum dos relatos a favor dos alunos da USP aqui espostos terão valor, pois, estas não sairam da boca do Bonner ou do Datena, ou do Marcelo Tas, que acha, assim como a maioria dos que concordam com a PM que filofia não serve pra nada. Realmente pensar pra quê né?
    Saudações

  23. Dois pontos importantes.
    Em primeiro lugar, já no título você toca um ponto central: Truculência para todos? A resposta mais justa para esta indagação é: sim, para todos. Se é esta a polícia que temos, devemos lutar para melhorá-la, para todos. A idéia de uma segurança à parte para a USP é elitista, na medida em que busca assegurar para poucos uma força de segurança que lhes seja subserviente e deixa a truculenta PM para o populacho.
    O segundo ponto, sobre a luta política na USP, quem conhece o movimento sindical e as orientações políticas dos servidores e dos professores sabe que eles buscam o confronto permanente, como forma de criar desgaste para o governo do PSDB. Faz parte de um jogo que o PT, PSTU e outros sabe jogar muito bem. Falar em diálogo com eles é como falar em diálogo do Netanyahu com o Hamas, uma quimera, um exercício inútil porque a razão de ser do Hamas é destruir Israel, e não a criação do estado palestino (tanto que a área controlada pelo Hamas não faz parte da solicitação de reconhecimento feita pelo Abbas na ONU). Continuando a analogia, quem desejar a paz no oriente médio precisa aceitar primeiro a existência de Israel, porque para que Israel não exista, a alternativa é a guerra. Nosso jogo democrático é menos dramático, mas vários dos jogadores usam a palavra democracia como máscara. Se vocês acham o Ruas e o PSDB autoritários, pense em nosso ex-ministro Tarso Genro. Para ele, certamente esta ação da PM paulista foi criminosa, coisa da direta. Já a anistia ao múltiplo assassino Cesare Batisti é totalmente justa, porque matar em nome da esquerda não é assassinato, é luta política.
    Democracia não existe pronta e acabada, é um processo. Gritar e espernear é um direito, mas não significa estar certo.

  24. A profa. declarou seu amor aos revoltosos, afagando-os, achando o consumo de drogas coisa menor e sem importância na deflagração do conflito. Pareceu também mais cômodo transferir a responsabilidade do comportamento impróprio para defeitos urbanísticos da cidade, pelo atuação inadequada ou omissa do governo ou instituições dele, do que fazer uma análise mais seletiva e menos tendenciosa. Tomou partido e declarou e porisso tem a minha admiração ainda que não concorde com a linha adotada. Muito bom, profa.!!!!

  25. O comentário abaixo foi removido. Alguma razão plausível para isto?

    Dois pontos importantes.
    Em primeiro lugar, já no título você toca um ponto central: Truculência para todos? A resposta mais justa para esta indagação é: sim, para todos. Se é esta a polícia que temos, devemos lutar para melhorá-la, para todos. A idéia de uma segurança à parte para a USP é elitista, na medida em que busca assegurar para poucos uma força de segurança que lhes seja subserviente e deixa a truculenta PM para o populacho.
    O segundo ponto, sobre a luta política na USP, quem conhece o movimento sindical e as orientações políticas dos servidores e dos professores sabe que eles buscam o confronto permanente, como forma de criar desgaste para o governo do PSDB. Faz parte de um jogo que o PT, PSTU e outros sabe jogar muito bem. Falar em diálogo com eles é como falar em diálogo do Netanyahu com o Hamas, uma quimera, um exercício inútil porque a razão de ser do Hamas é destruir Israel, e não a criação do estado palestino (tanto que a área controlada pelo Hamas não faz parte da solicitação de reconhecimento feita pelo Abbas na ONU). Continuando a analogia, quem desejar a paz no oriente médio precisa aceitar primeiro a existência de Israel, porque para que Israel não exista, a alternativa é a guerra. Nosso jogo democrático é menos dramático, mas vários dos jogadores usam a palavra democracia como máscara. Se vocês acham o Ruas e o PSDB autoritários, pense em nosso ex-ministro Tarso Genro. Para ele, certamente esta ação da PM paulista foi criminosa, coisa da direta. Já a anistia ao múltiplo assassino Cesare Batisti é totalmente justa, porque matar em nome da esquerda não é assassinato, é luta política.
    Democracia não existe pronta e acabada, é um processo. Gritar e espernear é um direito, mas não significa estar certo.

    • Melhorar a polícia, para todos! Quanta generosidade! Afinal, todos sofrem na mesma proporção as investidas policiais, não é mesmo?
      É, no mínimo, provocadora a hipóstese de que a USP se coloca na reiteração do seu “elitismo” ao questionar um poder legalista que se impõe tão somente através da violência. Aliás, violência esta que, dizem, atinge a todos, na mesma intensidade. É bom saber essa nova perspectiva: por uma PM melhor (afinal de contas, a discussão sempre se pauta no melhor/pior, no bom/ruim), muito embora ainda não fiquem claros quais são os pressupostos dessa PM, digamos, democrática.

  26. Raquel, parabéns pela lucidez nos dois textos recentes sobre a USP. Pelo menos o primeiro já foi amplamente replicado pela rede.

  27. DISCUTAM, FALEM, SE EXPRESSEM, MAS FAÇAM ISTO SEM GRIFES, SEM GELADEIRAS, SEM CARROS SEM COMIDAS, SEM CIGARROS DE MACONHAS SEM PESSOAS INFLUENTES AO LADO. FAÇAM TUDO ISSO SIMPLESMENTE PORQUE SÃO HUMANOS PORQUE SÃO PESSOAS QUE SE IMPORTAM UMAS COM AS OUTRAS. PENSEM NAS QUE JA NÃO ESTÃO MAIS LÁ PORQUE FORAM ASSA SSIINADAS E PENSEM NAQUELAS QUE NÃO ESTÃO LÁ PORQUE NÃO CONSEGUIRAM ENTRAR PORQUE SUAS VAGAS FORAM LITERALEMTNE ROUBADAS !!!!! O RESTO É P O L I T I CA !!!!!

  28. Qual a produção que esses alunos devolvem á população que paga seus estudos? Fumar maconha, cheirar e encher a cara são atitudes dígnas de alguém que recebe do governo… estudo gratuito? Fazem do campus uma zona…não uma manifestação!! O grêmio dessa gente deve ser um pulgueiro a lá quervara!
    Fiz Física e nunca deixamos de cumprir com nosso propósito: estudar,criar,multiplicar conhecimento científico ,outrora barrado por religiões e respeitar o dinheiro do contribuinte.

    Minha solução pra essa gentinha de esquerda..nmas que adora carro,ipad,notes,coca-cola,etc..(rsrsrsr) é que seja formado um conselho de DOUTORES DE TODAS AS ÀREAS da USP, e votem para mudança do prédio e instalações da FFLCH para longe do campus…afinal o que querem é estudo,certo? Não seria a primeira nem a última instalação funcional da USP fora do Campus.
    A USP precisa crescer e mostrar áq que existe….e não é para politicagens á olhos vistos,depedrações e consumo de drogas.
    Me perdoem o português e estou com óculos quebrado.

    Será que alguém lá sabe o que é filosofia? hahahahaha

  29. Discussão, debate e opnião não passam de palavras vazias p/ esses facistas disfarçados de social democracia, até para eleger um reitor a palavra final é do governador, depois vem falar em democracia, demagogo, cinico! O que eles querem mesmo é que os estudantes sejam, consumidores obedientes, como diz o autor do texto.
    Abraço e bom feriado!

  30. “É algo natural e inerente ao ser humano, parte de sua natureza. Logo, qual a lógica de criar um curso simples e exclusivo para: Fazer o aluno pensar (?) e aprender a criticar. Nossa… que evolução da espécie! Como se não fizéssemos isso dia a dia.

    Para mim quem faz esses cursos querem uma forma de serem bancados como ‘pensadores’ ou ‘formadores de opinião’ e assim não ir trabalhar com algo que valha a pena.”

    Quem escreveu isso, por favor, será que já não encontrou a resposta na própria fala?

  31. Vivemos num país em que o governo é corrupto e considerado pelo povo como um ladrão; a truculência da polícia é um desvio de conduta e de função; a mentalidade das massas é futil, limitada e burra, e poucos são os “pensantes”; enfim, estamos a discutir o sexo dos anjos, como sempre.
    Penso que o problema maior com a USP é que em razão da sua imensa fama ela vem se blindando no decorrer do tempo. Essa visão distorcida é projetada nas mentes de alguns alunos, especialmente aqueles mais propensos ao fanatismo, à elitização e à alienação.
    Com isso constrói-se da Universidade a ideia de uma instituição soberana e absoluta, acima do bem e do mal.
    E estamos falando de um bem público, que pertence a todos, e não a meia dúzia de “rebeldes sem causa” que destroem aquilo que outros terão que pagar para consertar.
    E tudo isso, longe de ser algo afinado com o conhecimento e o saber, representa um retrocesso ao obscurantismo medieval, quando todo o conhecimento disponível era retido a sete chaves pela Igreja.
    Parece que o mais sólido conhecimento e a mais embrutecida ignorância estão sempre de mãos dadas, separadas unicamente por uma linha fíníssima, imperceptível a olho nu.

  32. Ridículo!!!!!!!!!!!!!!
    A ação da polícia foi corretíssima. O juiz deu ordem e prazo para que os alunos saíssem por bem.
    A ordem não foi cumprida, então a PM não tem que pedir por favor. Tem que descer a borracha mesmo! Meter a mão na cara desse bando de desocupados.
    Se esses alunos são tão bonzinhos como querem se apresentar, por que traziam coquetéis Molotov e gasolina para dentro da reitoria? Era para festejar o ano novo em 31 de dezembro?
    A polícia é necessária dentro da USP, sim! Quanto era aluno e fazia plantão médico no hospital universitário atendi diversos casos de assalto e agressão, vítimas de armas brancas e armas de fogo, e estupro.
    Muitos desses crimes não saem na imprensa,mas quem vive ou viveu o dia-a-dia da cidade universitária, sabe que esses crimes aconteciam diariamente.
    Então vocês querem o quê? Permitir que bandidos continuem a aterrorizar o campus porque a polícia não pode entrar?
    E para quê? Para continuar fumando seu baseado?
    Vai fumar na sua casa, seu vagabundo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  33. Professora, muito agradecido pela análise lúcida e precisa, como sempre. Penso que é preciso mesmo, com urgência, construir argumentos para combater o avanço de um pensamento fascista que vaga cada vez mais forte por aí. Sobre o tema, postei recentemente em meu Blog o texto “A quem interessa demonizar a USP e os estudantes da USP?”, onde cito também aquele primeiro artigo que escreveu (segurança e urbanismo). Se tiver um tempinho, passe por lá. Será um prazer. Eis o link: http://bit.ly/w1s9kn. Abraços e bom feriado, Chico Bicudo.

  34. Raquel, simplesmente adorei sua visão, seu texto, seus argumentos. Isso me deu ainda mais orgulho de dizer que estou prestando FUVEST para entrar no curso de Arquitetura e Urbanismo e terei uma professora como você. Li vários outros artigos sobre o tema da ocupação militar, e é deprimente que a grande maioria da população esteja ainda no cabresto da mídia, acreditando que tudo o que está acontecendo é uma simples “arruação de baderneiros de classe alta em prol da sua ‘liberdade’ para fumar maconha”… Mais uma vez, será um prazer ter-te como professora nessa universidade que, ao meu ver, é a minha salvação ideológica, não só acadêmica. Obrigado pelo texto.

  35. Pingback: Você não me quer como aluno da USP « Mobilização CAASO

  36. Pingback: Você não me quer como aluno da USP

  37. Vocês não entendem. Vocês entenderiam se lhes fosse imposto um presidente que não foi eleito por vós. Vocês entenderiam se esse presidente, já ilegítimo, colocasse a polícia em ação, e você fosse assaltado do mesmo jeito, como antes, e ainda dissesse que já está tudo resolvido na questão de segurança. Vocês entenderiam se, além de tudo, esse presidente estivesse sido investigado por corrupção. Vocês entenderiam se esse presidente fosse a favor da privatização do país vocês. Vocês entenderiam se a mídia distorcesse a luta de vocês. Vocês entenderiam se fossem surrados, ou tivessem irmãos surrados, e a mídia estivesse passando a repressão como pacífica. Vocês entenderiam se fossem acusados de fazer coquetel Molotov e tivessem suas imagens passadas como terroristas. Vocês entenderiam muita coisa … Vocês entenderiam se fossem alunos da USP.

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