Muito além da polêmica sobre a presença ou não da PM no campus da USP

Ontem participei, a convite do Grêmio da FAU, de um debate sobre a questão da segurança na USP e a crise que se instalou desde a semana passada, quando policiais abordaram estudantes da FFLCH, cujos colegas reagiram. Além de mim, estavam na mesa  o professor Alexandre Delijaicov, também da FAU, e um estudante, representando o movimento de ocupação da Reitoria.

Para além da polêmica em torno da ocupação da Reitoria, me parece que estão em jogo nessa questão três aspectos que têm sido muito pouco abordados. O primeiro refere-se à estrutura de gestão dos processos decisórios dentro da USP: quem e em que circunstâncias decide os rumos da universidade? Não apenas com relação à presença da Polícia Militar ou não, mas com relação à existência de uma estação de metrô dentro do campus ou não, ou da própria política de ensino e pesquisa da universidade e sua relação com a sociedade. A gestão da USP e de seus processos decisórios é absolutamente estruturada em torno da hierarquia da carreira acadêmica.

Há muito tempo está claro que esse modelo não tem capacidade de expressar e representar os distintos segmentos que compõem a universidade, nem de lidar com os conflitos, movimentos e experiências sociopolíticas que dela emergem. O fato é que a direção da USP não se contaminou positivamente pelas experiências de gestão democrática, compartilhada e participativa vividas em vários âmbitos e níveis da gestão pública no Brasil. Enfim, a Universidade de São Paulo não se democratizou.

Um segundo aspecto diz respeito ao tema da segurança no campus em si. É uma enorme falácia, dentro ou fora da universidade, dizer que presença de polícia é sinônimo de segurança e vice-versa. O modelo urbanístico do campus, segregado, unifuncional, com densidade de ocupação baixíssima e com mobilidade baseada no automóvel é o mais inseguro dos modelos urbanísticos, porque tem enormes espaços vazios, sem circulação de pessoas, mal iluminados e abandonados durante várias horas do dia e da noite. Esse modelo, como o de muitos outros campi do Brasil, foi desenhado na época da ditadura militar e até hoje não foi devidamente debatido e superado. É evidente, portanto, que a questão da segurança tem muito a ver com a equação urbanística.

Finalmente, há o debate sobre a presença ou não da PM no campus. Algumas perguntas precisam ser feitas: o campus faz parte ou não da cidade? queremos ou não que o campus faça parte da cidade? Em parte, a resposta dada hoje pela gestão da USP é que a universidade não faz parte da cidade: aqui há poucos serviços para a população, poucas moradias, não pode haver estação de metrô, exige-se carteirinha para entrar à noite e durante o fim de semana. Tudo isso combina com a lógica de que a polícia não deve entrar aqui. Mas a questão é maior: se a entrada da PM no campus significa uma restrição à liberdade de pensamento, de comportamento, de organização e de ação política, nós não deveríamos discutir isso pro conjunto da cidade? Então na USP não pode, mas na cidade toda pode? Que PM é essa?

Essas questões mostram que o que está em jogo é muito mais complexo do que a polêmica sobre a presença ou não da PM no campus.

467 comentários sobre “Muito além da polêmica sobre a presença ou não da PM no campus da USP

  1. Gosto muito do texto e aprecio sua linguagem, porém, gostaria que colocassem o nome do estudante envolvido no debate. Acho importante importante mostrar a funcionalidade do estudante assim como ter seu nome mencionado.

    Obrigado.

    Bruno Faria.

    • Se estende a própria cidade ? Sinceramente , a polícia militar de SP é uma das mais preparadas do Brasil. A polícia é uma instituição necessária e presente em diversos estados ao redor do mundo. Eu sinceramente , li e já reli sobre o a invasão da reitoria e ainda não consegui entender qual a finalidade e as reivindicações dos estudantes envolvidos. Sobre a saída da PM, qual a alegação concreta e sensata sobre ? Até agora o que me parece é que eles acham a PM repressora. Sim , é para ser repressora de atos criminosos, como o fumo de maconha. A PM pode ser sim uma solução. Ela é responsável pela segurança do estado de São Paulo. A USP é um orgão de ensino ESTADUAL, porque não a PM fazer a segurança ?

      • se para vc a PM serve para reprimir quem fuma maconha, e se fumar maconha é um ato criminoso, nem precisa falar mais nada… tomara que vc nao seja vítima de alguém com o mesmo tipo de pensamento atrasado, como o seu….

      • é isso mesmo,
        maconheiro tem que ser preso

        MACONHA É CRIME, SE VC FUMA ESTÁ FINANCIANDO O TRÁFICO DE DROGAS, OU SEJA, ESTÁ FINANCIANDO A ENTRADA DE ARMAS NO PAÍS, ESTÁ FINANCIANDO O CRIME O ORGANIZADO, ESTÁ CONTRIBUINDO PARA A MORTE DE CRIANÇAS E JOVENS, ETC.

        ou seja, por causa de uma vontadezinha ridícula de “ficar doidão”, as pessoas pagamas consequências por isso. Parabéns seus assassinos, um dia vcs vão ter o que merecem, falem o que quiser, mas vocês sabem muito bem que o que fazem é errado.

      • Concordo com você, Anônimo. E a questão não é a de ter pensamento atrasado ou não. Na conotação de uma das respostas, “pensamento atrasado” significa ter “pensamento diferente” dos “moderninhos”. A questão é seguir ou não a lei. É contra a lei? Tem que arcar com as consequências, independente da lei ser ou não obsoleta. O fato da lei ser atrasada não inocenta alguém pelo crime cometido.

        Fumar maconha é crime. Queiram ou não! E os que cometem crime, independente de qual tipo, devem ser punidos.

      • Eu acho que a questão do consumo de drogas lícitas e não lícitas ( uísque, tabaco, cannabis sativa, craque etc.) é uma questão de políticas públicas de saúde física e mental. Com repressão pura e simples e hipocrisia não aprofundaremos a questão. Há um bom documentário: ” Cortina de Fumaça” e um excelente exposição da psicanalista Maria Rita no “Café Filosófico” da TV – Cultura. Por que os seres humanos precisam de consumir drogas? Além deste debate as universidades devem debater a injustiça social e a concentração de renda no Brasil. A enorme dívida social de mais de 7 trilhões de reais (IPEA – 2004). Saludos y salve Pacha Mamma!
        Felipe Silva

      • enquanto as pessoas continuarem comentando o assunto com a mentalidade do Capitão Nascimento, nada vai melhorar….

      • Sério que depois de um texto tão elucidativo como o da Raquel tem gente que ainda insiste em simplificar toda a questão a um fuminho de maconha? Em nenhum momento em seu texto ela sequer citou a palavra maconha Tem gente que nasceu para ser pra sempre pobre de espírito ou mesmo nasceu para viver em regime de ditadura onde as leis só servem para beneficiar as minorias.

      • Desculpe-me anônimo, mas o caso é qual a universidade que queremos. Nunca, na história da USP e antes do Rodas, houve polícia no campus, nunca! Na ditadura a USP era o refúgio de muitos que lutaram; e faz parte das regras de funcionamento que só o reitor tem autorização para deixar entrar a polícia, e porque isso? porque quem deve fazer a segurança no campus, são os funcionários concursados, preparados para isso, com essa função. Acho que fica claro que os espaços tem que ser preservados, não podemos deixar a comunidade universitária, no caso a USP, ficar refém desse autoritarismo! Isso é um retrocesso!

      • A Lei 11.343/06, que entrou em vigor em 2006, revogou a n° 6.368/76 e instituiu novas normas reguladoras quanto à posse de tóxicos (artigo 28).

        O crime de porte de substância entorpecente para uso próprio não impõe mais pena de detenção ou reclusão. As sanções previstas são de cunho sócio educativo, como prestação de serviços e admoestação verbal.

        Portanto a polícia não podia deter os estudantes

      • Esses marginais mascarados deveriam levar uma boa sova de pau para aprenderem a ser educados, a sorte deles é que eu não sou o Governador de São Paulo, democracia não é sinônimo de bagunça, o Reitor deverá expulsar esses vândalos. Edison Oliveira – Porto Alegre.

      • Nossa, então fumar maconha é um ATO CRIMINOSO! E esse monte de droga que a medicina nos indica, não é? Acorda!
        Cadê a PM nas diversas Escolas Estaduais onde há tráfico e drogas nos horários de saída, onde crianças de 8, 10, 12 anos estão expostas a todo tipo de influência… eu, pelo menos, nunca vi, nem quando, há dias atrás, um aluno foi espancado na porta da escola do meu filho, A POLÍCIA FOI AVISADA, mas ela estava lá? NÃO. E todas as vezes que eu ou meus amigos fomos assaltados na rua, a polícia estava lá? NÃO! Que polícia é essa então, a mim ela não defende, e nas poucas vezes que se apresentou na minha vida, que não é uma vida burguesa, foi para me oprimir, não para me defender.

      • Carlos,

        E como poderiam ser aplicadas as medidas de prestação de serviços, se os estudantes não fossem detidos, identificados e assinassem o termo circustanciado? Sua intepretação está incorreta. Eles poderiam ser detidos, mas não presos, o que é bem diferente. Inclusive foram liberados em seguida, após a assinatura do documento.

      • Você leu a Veja né meu amigo?
        Ela não discute em momento algum do texto o ato de usar drogas!
        Pára de ler a Veja e assistir a Globo que você vai entender o que estava em discussão! Acredite!

      • Você leu e releu e não entendeu foi nada. A polícia aqui está infringindo o direito a liberdade, o consumo da maconha assim como o cnsumo da cerveja e outras drogas são aqui entendidos como atos de libertade, o trafico sim é um ato criminoso que inclusive essa PM que deve ser repressora partipa e contribui para elevar a mrginalização das comunidades. Você não entende as revindicações, por que provavelmente não estuda em uma Universidade Pública e não depende das instalações de péssima qualidade para estudar, se você estrar em uma sala que qualquer universidade pública do Brasil e conseguir ficar por mais de 3 horas( tempo minímo que os estudantes passam em cada turno), vai entender muito bem as revindicações dos estudantes. E mais ainda, se você parar de assistir programas e revistas que induzem comentários sem fundamentos vai começar de fato a entender o que acontece em SP e em Rondônia tambem qe enfrenta problemas semelhantes.

      • Aqui, este bando de ” playboys”, que se acham inovadores, acham que podem quebrar tudo e pronto. Parecem população carcerária em rebelião. Tem que detectar os autores, faze-los indenizar e expulsá-los do corpo discente da USP.

      • “A polícia militar de SP é uma das mais preparadas do Brasil”… É, o negócio tá feio, então.

      • Muito Bom Anônimo, você disse tudo a respeito desta rebeldia sem sentido dos alunos da USP – A LEI DEVE SER CUMPRIDA – Infelizmente se a USP não cumpre seu papel perante a ordem e cumprimento da LEI dentro do CAMPUS é necessário colocar a PM para dar um jeito de fazer a LEI ser cumprida. Desculpa a autora do texto mais todos nós universitários sabemos que toda essa revolta pouco tem haver com problemas em relação a REITORIA e que isso é um “bode espiatório”.

      • Só sei de uma coisa, o que seria da música se gênios Bob Marley, Janis Joplin, Hendrix, Stones, Beattles, não tivessem fumado um baseadin antes de criar suas canções??? Ia ser tudo chato pra krai!!!!!!!! BJOS ME LIGA, KKKK!!! SÓ TE IRRITAR MESMO, KKKKKK!!!

      • A lei 11.343/06, que entrou em vigor em 2006, instituiu novas normas reguladoras quanto à posse de tóxicos e, sendo assim, ficou entendido que FUMAR MACONHA não é crime. Acho que você, na verdade, é mais um facistinha que fica querendo argumentar com base na sua moral tosca . Presta atenção nas informações antes de despejar o seu coraçãozinho reaça ensanguentado em cima da mesa. Além do mais, como o texto diz, as questões são outras. Se você ainda não entendeu, volta pra caverna e deixa a PM cuidar de tudo pra você e fazer sua segurança.

      • se o Raphael Campos acha que os estudantes podem ser comparados a uma população carcerária a coisa ficou mesmo feia … os estudantes da usp não estão presos e nem devem nada a justiça, pra estarem sendo impedidos de protestar e reprimidos a ponto de ser comparados dessa forma! na minha opinião uma comparação infeliz! cade a liberdade e a democracia? o campus da usp não é, e nem deve ser o mesmo que uma cadeia.

    • Este, sim, é outro nível de abordagem. O problema e as questões envolvidas são complexos mas um dia têm que ser encarados c/ maturidade, inteligência e por quem de direito. Por quem quer uma universidade c/ liberdade (MESMO) de pensamento e democrática.

      • Na verdade é o seguinte, a maconha é uma planta, gostaria que todos ficassem cientes disso, o tráfico não é a única forma de consegui-la, pois existem plantações de uso particular. As pessoas que fumam maconha, só vão presas se estiverem carregando uma quantidade grande o suficiente para o tráfico, ao contrário só ganham advertência. E por último, é muita ingenuidade pensar que quem sustenta o tráfico são só os consumidores, porque primeiramente, o tráfico de drogas só existe porque alguém deixa a droga entrar aqui, mesmo que clandestinamente, ainda seria muito difícil que a droga entrasse se não houvesse alguem dentro do sistema, corrompido, que não soubesse e ajudasse a entrada de drogas no país.

    • Desculpe-me a quem é a favor dessa baderna na USP, simplesmente por causa da nossa policia que não é a melhor do mundo, aliás, se houver mim falem, por favor. Isso pra mim é uma grande desculpa para esse problema que esta acontecendo na Usp, tudo que foi abordado nesse texto não quer dizer nada para mim, porque o que parece que essa colega é da Usp, claro que ela não vai criticar os belos e exemplos de alunos que são tão requisitados para ingressar na maior universidade da America Latina. Engraçado que ela se esqueceu de mencionar tudo que provocou a revolta desses alunos, que foi a presença da policia que atrapalharia o cigarrinho paz deles para fumar, do minha cara a tapa se ela também não é adepta da mesma coisinha do fumo não é mesmo.

      Enfim uma coisa é, todos esses vagabundo marmanjos e mar manjas filhinhos de papai, porque pra mim ficar mais de 6 dias ocupado sem fazer nada da licença viu, querem transformar a bela USP na CRACOLÂNDIA, isso não é legal. Pois é eles não estão preocupados com suas próprias seguranças depois da morte e violência que acontece quase que sempre no campus pela sua magnitude e pontos inseguros que existe em toda USP. Se na rua já é medonha a segurança quem dirá dentro de um terreno grande sem segurança nenhuma, eu fico pensando esses belos alunos se acham especiais por estarem na USP para não querer ser revistados porque será?, Há ta talvez seja medo dos nossos policias encontrarem uma trouxinha de ‘CIGAROS’, bem pode ser né não sei. Na rua já somos vitimas de abordagens porque é necessários gostando ou não, bandido e traficantes não são como taxis para andar com placas informando quem são, ainda mais num terreno como a da USP, por favor pessoal sejam realista para isso tudo beleza. Meia palavra aqui para um bom entendor basta.

      • Olá. Vê-se que você não conhece a USP e compartilha da visão reducionista a que a grande mídia relegou a questão. Sem entrar no mérito do problema da invasão da PM no Campus – da mesma forma que não concordo com a violência da polícia, não concordo com a invasão da reitoria ou com qualquer outra forma de protesto violento – gostaria de deixar claro ao amigo que na universidade não se encontram apenas “filhinhos de papai” como você menciona. Há muitos, mas muitos mesmo, alunos de periferia, de outras cidades próximas e até de outros estados que dão muito duro para consegui se manter nos cursos. Posso citar vários exemplos, mas vou mencionar apenas um, de um colega que sai todos os dias de Campinas para vir a São Paulo trabalhar e depois fazer o curso à noite na USP. Dorme uma média de 4 horas por noite e todas as vezes que eu o encontro tem sempre um sorriso no rosto. Sua família, nem ele mesmo, têm condições de pagar uma faculdade particular, ou mesmo um aluguel em São Paulo.
        O caminho da generalização gera muitas injustiças. A capacidade (inteligência) de uma pessoa não está diretamente relacionada à sua capacidade financeira. Estudar e se esforçar para entrar em uma boa faculdade é algo que qualquer um pode e deve fazer. Claro que vou concordar com aqueles que dizem que os ricos podem pagar cursinhos preparatórios para as faculdades, que muitas vezes custam mais caro do que uma mensalidade em escola particular. Mas quantos desses conseguem, de fato, passar no vestibular? Se há dados estatísticos a respeito, esses não são divulgados, mas certamente isso viria a mostrar que na realidade a USP não está tão povoada assim de “marmanjos e marmanjas filhinhos de papai”.
        Sou aluno da USP, mas discordo de várias coisas do movimento estudantil ora em curso na universidade, discordo de ações violentas, discordo do consumo de drogas, de qualquer tipo, lícitas ou não, dentro da faculdade, acho difícil avaliar a situação a que se chegou hoje diante dos conflitos em que parece não haver disposição para o diálogo em nenhum dos lados. Não fiz cursinho, não venho de família rica – muito ao contrário – mas nunca me abstive de estudar e me esforçar ao máximo para ser uma pessoa e um profissional melhor. Se vocês acham que não sou a regra, neste caso, lamento desapontá-los, porque também não sou a exceção. Mas como medir isso? Como saber quantos são os que fumam (maconha, cigarro ou o que quer que seja), os que bebem, os que vem da classe média alta, da classe baixa ou de qualquer outra?
        A generalização, como disse lá em cima, gera injustiças, não importando as cores políticas ou ideológicas de que quer que seja. A generalização é a face mais visível do embotamento intelectual, que faz com que as pessoas não ponderem sobre suas opiniões, principalmente quando todos os fatos não estão disponíveis, e coloquem no mesmo balaio gatos e cães (sem nenhuma intenção de ofender alguém nessa comparação). É preciso abrir espaço ao pensamento crítico, baseado em fatos e não em discursos. O que está acontecendo na USP é uma vergonha, sim, e ambos os lados estão certos e errados ao mesmo tempo, tanto sobre o que defendem quanto em atitudes. Mas falar sem conhecimento de causa, sem ter em mãos todas as informações necessárias a uma avaliação justa (quem julga é o Judiciário), só demonstra o despreparo de alguns comentaristas que preferem, como parece ser o seu caso, para a agressão pura e simples. Você, como todos, tem todo o direito a expressar sua opinião e, mesmo que eu não concorde com ela, vou defender sempre seu direito de expressá-la. Só peço que você reflita sobre o que está falando e veja se não está sendo um tanto quanto preconceituoso com algo que talvez não conheça inteiramente.
        Um grande abraço.

    • O que será que esse Bruno quis dizer com “…mostrar a funcionalidade do estudante…”? Se alguém aí souber, por favor, me diga!

      • Trata-se de mais um caso de falta de foco. Bruno provavelmente é moderno apenas. Bruno provavelmente acordará tarde. Bruno provavelmente acha que o termo playboy se relaciona a ” dinheiro” apenas. Bruno, menos canabis, mais foco e estudo criança. Um dia, a vida vai atropelar

    • Hum… vejamos então, “T.A.”, Maconha é crime… pois que coisa, passou a ser ilegal há pouco tempo, assim como bebidas alcoólicas e cigarros de tabaco já foram ilegais um dia, e devido à interesses estritamente econômicos hoje não são mais (e não pq ela faz muito mal e as drogas hoje lícitas não o fazem).
      A maconha e ilegal pq até então não se convenceram do ganho econômio que ela pode trazer, pq quando isso acontecer ( o que já está acontecendo) ela deixará de ser ilegal.

      Ah.. então a maconha contribui com a desgraça de muitas crianças e jovens… a bebida não né… que coisa! É mentira que muitas pessoas sofrem agreçoes todos os dias, ou morrem em acidentes de carro todos os dias devido ao uso de alcolol….

      MACONHA É ILEGAL E MACONHEIRO TEM QUE SER PRESO… Isso não passa de moralismo e não é isso que se está procurando discutir aqui.

      • Prezado Henrique
        Não me parece que os estudantes invasores tenham qualidade de vida pior do que a dos alunos da Faculdade de Direito da USP, portanto, essa questão de “filhinho de papai” não cola. A diferença está no comportamento, se fossem os alunos do largo São Francisco, certamente a punição seria mais severas, até mesmo por conta da sociedade, a qual não tolera que futuros operadores do direito invadam e impossibilitem o trabalho administrativo de toda uma Universidade. o Judiciário mandou e o Estado cumpriu a Ordem. Parabéns à Democracia que mais uma vez se sobrepôs aos truculentos.

  2. Parabéns pelo texto professora. A palavra de ordem “fora pm” é extremamente imediatista e não traz consigo uma real solução para os problemas que enfrentamos. Se há de haver uma desfeudalização do campus, e eu acredito que sim, é natural que haja policiamento, como há em todo o resto da cidade na qual estamos inseridos. No entanto, é preciso rever o modo como age essa polícia que não vai de encontro somente com os interesses dos estudantes mas sim com os de qualquer classe que proponha mudanças ou revisões na ordem estabelecida

  3. O que é essa “liberdade de pensamento, de comportamento, de organização e de ação política”. Quer dizer, o camarada está fumando seu baseadinho numa viela da ZL ou quelquer outro ponto periférico da nossa cidade, aí a PM pode esculaxar, prender, bater, reprimir “a liberdade de pensamento e ação política” do camarada. mas dentro da USP, é escandolosa a ação da PM em reprimir um ato ilícito – se somos contra, ou não, não é o caso, a lei é uma pra todos. Ou não é? O estudante da Universidade fumando, ou fazendo o que for, está dentro da liberdade de pensamento, agora o camarada que não estuda (não pode, não quis, o que for) e está numa rua, não pode.

    • “Então na USP não pode, mas na cidade toda pode? Que PM é essa?”

      A opinião da professora se encontra exatamente nesse trecho. Ela diz que a crítica à repressão da PM dentro do campus deve se estender à própria cidade.

      • “Então na USP não pode, mas na cidade toda pode? Que PM é essa?”, o grande detalhe é que na cidade também não pode, enquanto fumar maconha ou usar seja lá qual outra droga ilícita que esses “camaradas” usam eles estarão sim infringindo a lei e devem ser repreendidos, obvio que não com a necessidade de força bruta ou nada do gênero mas varia muito de pessoa a pessoa / policial a policial.

      • se a lei não funciona, a lei tem que mudar
        não as punições, a LEI, falta bom senso, que é bem diferente desse pseudo excesso de bom senso, retrógrado, que não tem vergonha de usar a palavra crime indiscriminadamente sem, obviamente, ter parado pra pensar com propriedade em questão alguma. Os atos próprio também fazem parte da minha segurança, não é a polícia que tem que cuidar da minha segurança, é a sociedade que tem que cuidar da sua segurança, causa e efeito, de seus próprios atos; violência leva a violência é óbvio e clichê, mas é verdade também, e violência pode vir de um olhar, repulsivo, de um medo discriminatório, de um monte de preconceitos embutidos, isso também é violência, contra o ser humano. E aí por diante, muito mais complexo, mesquinho, ressentido… se ao menos nos livrassemos desses recentimentos embutidos, ressentimentos artificiais, de classe, e começassemos a pensar de maneira mais livre, sem respostas pré-fabricadas, com mais lógica e amor de mãos dadas… quem sabe tanta imaturidade, dos jovens e dos velhos fossem superadas… quem sabe….

      • se a lei não funciona, a lei tem que mudar
        não as punições, a LEI, falta bom senso, que é bem diferente desse pseudo excesso de bom senso, retrógrado, que não tem vergonha de usar a palavra crime indiscriminadamente sem, obviamente, ter parado pra pensar com propriedade em questão alguma. Os atos próprios também fazem parte da minha segurança, não é a polícia que tem que cuidar da minha segurança, sou eu principalmente, através dos meu atos; é a sociedade que tem que cuidar da sua segurança – causa e efeito – de seus próprios atos; violência leva a violência é óbvio e clichê, mas é verdade também, e violência pode vir de um olhar repulsivo em relação a outro ser humano quem nem se conhece, por exemplo, de um medo discriminatório que se manifesta de maneira generalizada, de um monte de preconceitos embutidos, isso também é violência, contra o ser humano. E aí por diante, muito mais complexo, mesquinho, ressentido… se ao menos nos livrassemos desses recentimentos embutidos, ressentimentos artificiais, de classe, e começassemos a pensar de maneira mais livre, sem respostas pré-fabricadas, com mais lógica e amor de mãos dadas… quem sabe tanta imaturidade, dos jovens e dos velhos fossem superadas… quem sabe….

  4. As abordagens propostas em momento algum foi sequer tocada pelos manifestantes, se a policia repreende, reclamam se é omissa criticam. Por favor existem discussões muito maiores acerca da universidade de são paulo ou para cidade tal qual a construção do parque tecnológico. Agora uma dúzia de fumeirinhos agridem a policia e ainda se achar no direito? A universidade foi feita para discutir, aprender e evoluir e não ficarem nos cantos fumando maconha. O debate teria peso e legitimidade se tivesse sido levantado pacificamente e não de contra ataque.

    • Perderam a razão ao depredar patrimônio público.
      Identifiquem e expulsem. Se alguma outra universidade quiser ” absorver” depredador por uma “causa tão nobre” que os acolha

  5. O timming (estudante pegos com drogas), as atitudes (invasão dos prédios) e a agressividade (depredação de 6 viaturas) acabam, denegrindo o movimento. Digo isso como ignorante que sou, vendo a situação por fora. A luta por uma maior abertura do campus à sociedade, melhor iluminação e mais facilidade de locomoção é uma luta digna que, acredito, teria uma aderência muito maior de estudantes, ousaria dizer até que a população em geral apoiaria. O estopim indica todos os motivos errados para o protesto – o uso de drogas pelos estudantes.

    Além disso, à medida que a PM não pode nem deve ser a resposta definitiva à todos os problemas de segurança da USP, ela também não é descartável ou inútil. A expressiva redução na criminalidade até fez com que outros alunos protestassem justamente pelo contrário, pela permanência da PM no campus. Expor todos estudantes ao risco de sofrerem delitos, mesmo que apenas a curto prazo, não é um preço muito irresponsável a ser pago?

    • Guilherme, o problema não está no estopim do que levou o movimento e toda essa falácia toda, mundo afora. O problema é as únicas informações a respeito do movimento que a grande mídia tem passado pra frente. E da credibilidade no qual os jornalistas (como Ricardo Azevedo da VEJA Online) NÃO TEM, ao colocar dados sem fonte em matérias e ter a cara de pau de dizer que, durante a última assembléia discursiva que levou a invasão da reitoria, os alunos fumavam abundantemente a cigarrinhos de maconha e tomavam cerveja.

      O que destroí os movimentos não são em si as atitudes que jovens tomam por si, mas as hipocrisias e mentiras abordados por meios de comunicação burgueses.

      • A depredação da Reitoria e das viaturas não foi uma informação criada e plantada pela mídia, ela ocorreu de verdade assim como o fumo da maconha é ato corrente entre parte dos alunos. Sendo assim, concordo com o Guilherme quando diz que a luta é digna, mas o próprio movimento é auto-destrutivo pois não pondera os atos irresponsáveis colocando a maioria contra eles e contra a causa que estão defendendo (lembrando que a causa democrática sumiu no meio da bagunça). O movimento defende a democracia, mas não percebe que a maioria esmagadora da população (inclusive dos alunos da USP) é contra o uso da maconha e a favor da PM no Campus. Que seja feita a democracia.

    • opa guilherme, concordo com tudo que você disse, mas hoje ouvindo um amigo meu,percebi que não é só você o ignorante, segundo ele, todos que não são da USP são cegos e ignorantes pois não enxergam a magnitude do protesto e são levados pela opinião pública.. Eu descordo e realmente estou me sentindo um ignorante pois até hoje eu respeitava quem entrava na USP, admiro a força de vontade para entrar em uma universidade concorrida como essa mas hoje eu vejo que nem todos merecem estar la e nem todos são dignos de admiração, vivem hoje como se estivéssemos na época do comunismo, são de extrema esquerda e acham que só eles estão certos.. Não estou entrando no mérito político, cada um tem sua ideologia e eu respeito a todas, até aceito os argumentos do processo, dizem que a PM não realiza um trabalho eficaz e se mantém de braços cruzados, por isso não adianta em nada a presença deles.. Só que estamos falando de 20% da população da universidade, cade os outros 80%?? Pra mim esse protesto foi de uma burrice incomensurável, pois estamos cansados de saber que violência não leva a nada, poderiam ter sido inteligentes, como dizem que são e usar a cachola para protestar de uma maneira pacífica, diplomática, afinal temos o direito de expressão, a partir do momento que partimos para a violência, esse direito torna-se nulo.. Também considero esse ato de um puro egoísmo, por causa dessa minoria, o restante perdeu aula, correu risco de agressão ou até mesmo de repressão por parte da polícia pois eles também foram agredidos e sofreram danos, isso eh uma reação sobre uma ação.. então fica aqui meu comentário reforçando o seu , pois achei de total pertinência e lembro que não é pq não fiz usp que seja menos inteligente do que eles, pois até isso eu ouvi de uma classe boçal, que se acham realmente os melhores e ainda tive que ouvir que a maioria da usp não se envolveu porque eles são as cabeças pensantes da insituição… Só tenho a lementar…
      abracos

  6. Estamos..orfaos..de..governo!somos..recordistas..em..escandalos..politicos!Impostos..altissimos,robalheiras..faraonicas..e..ninguem…e..punido!o..filho..do..ex-presidente..ficou..trilhordario..sem..explicacao…o..Palloci..saiu..fora..e..ficou..por..isso..mesmo!.A.Amazonas..ta.sumindo,as..pessoas..estao..morrendo..nas..filas..dos..hospitais…estamos..nossas..criancas..estao..sendo..abusadas..sexualmente..nossas..estradas..viraram..armadilhas…mortais…
    Agora..depois..que..o..governo..PT…entrou..no..poder,o..crack..invadiu…as..cidades…e.esta..matando..nossos..jovens..que..eram..pra..estar..nas..escolas..dignamente,mais.o..lula..esteve..na…bolivia..fazendo…discurso…com…um..colar..de..folhas..de..cocaina..no..pescoco..e..emprestando..dinheiro..por…la..
    Se..esses..jovens..que..estao..protestando..na..usp..e..porque.estao…sendo..agredidos..por…uma..serie..de.erros..que..nos…mais..velhos..ja…sofremos..com..a..ditadura..militar…fomos..enganados..por..falsos..companheiros..que..estao..surrupiando..ate..nosso..futuro!
    Essas..revoltas..nao..sao..apenas..por..policiais..no…campus!Sao..juizes..que..eram…pra..estar..julgando,e..estao..sendo..assassinados..pela..policia!Sao..uma..serie..de..descaso..com..a..populacao..brasileira..em..prol..da..cafagestage..da..corrupcao..sem..punicao!Enfim..toda..revolucao.queda..de..governo..parte..dos..jovens..que..estao..querendo..um..futuro..diferente..justo..e..nao..querem..ter…vergonha..de..ter..nascido..no..BRASIL!!
    AGORA..E..ESPERAR..UMA..SOLUCAO..PALIATIVA,OS..JOVENS…ESTAO…SE..MANIFESTANDO…ELES…TEM…DIREITO..DE..FALAR..O..QUE..QUEREM…PARA..SUAS..VIDAS!SAO…O..FUTURO;NAO…DESTRUAM..O…SONHO..DE..UM…PAIS..MAIS..JUSTO..E..FELIZ!ELES..NAO..DESISTEM…SAO..FORTES,E,MORREM..POR..SEUS..IDEAIS!POR..FAVOR..NAO..OS..MACHUQUEM..MAIS..DO..ELES..LA..ESTAO!BOA…SORTE!!

    • Que texto merda!!! que amontoado de cliches, preconceitos e pieguice. Um assunto serio desses e essa retardada vem com essa “solução poética”.

      • Anônimo, esse tipo de comentário expressa os tipos de “estudantes” da USP. Acho que cada um tem o o direito de se expressar da forma que quiser. Seu comentário foi infeliz, me desculpe. O que está acontecendo é que a falta de educação e de respeito, valores extintos na sociedade atual, resultou nessa vergonha toda. Qual a área que se envolveram nessa bagunça? Filosofia e Letras? Por que será que a Educação nesse país está do jeito que está? Esses estudantes são os futuros professores, pq educadores, no verdadeiro sentido da palavra,com certeza, não serão.

    • Tem todo o direito de falar, mas de usar de violência não tem direito nenhum, muito mais de fazer um protesto com bombas, agressoes e depedração do patrimonio publico.. quer protestar, seja diplomático, use a inteligencia que os mesmos tem de sobra

  7. Concordo plenamente com a senhora em algumas questões porem no final do texto diz: “Então na USP não pode, mas na cidade toda pode? Que PM é essa?” Ocorrências como o uso e porte de entorpecentes são frequentes no Campus na cidade no estado ou na nação, o COPOM paga essas missões de impedir esses atos frequentemente, porem a dispersão dessas partes causadoras dessas praticas ilegais se dão de forma ligeira, isso deve-se não ao mau preparo dos PMs e sim de um efetivo muito curto pra uma demanda gigante.

  8. Muito bom professora, é importante que vocês, professores, nos ajudem a aprofundar o debate que até agora esteve muito pobre!

  9. Enquanto isso, a própria segurança pública como um todo é pensada majoritariamente como uma questão de aumento do efetivo policial e repressão. Interessante pensar como o espaço urbano em que vivemos e a própria opção das nossas sociedades por automóveis (e o que isso implica seja nesse espaço urbano, seja no distanciamento que isso implica em relação aos outros) participa de maneira decisiva da insegurança das nossas cidades e da sensação de medo e perigo constante para os que vivem nelas. Daí para conectar questões aparentemente distantes como mobilidade urbana e segurança pública é um passo. Agradeço por ter me dado essa oportunidade.

    • “O modelo urbanístico do campus, segregado, uni-funcional, com densidade de ocupação baixíssima e com mobilidade baseada no automóvel é o mais inseguro dos modelos urbanísticos, porque tem enormes espaços vazios, sem circulação de pessoas, mal iluminados e abandonados durante várias horas do dia e da noite. Esse modelo, como o de muitos outros campus do Brasil, foi desenhado na época da ditadura militar e até hoje não foi devidamente debatido e superado. É evidente, portanto, que a questão da segurança tem muito a ver com a equação urbanística.”

      Pergunto-vos: Como repensaríamos esse espaço urbano da USP?

      A minha mente de não arquiteta só consegue ver uma coisa quando se pensa em aumentar a circulação de pessoas: Construção de espaços, prédios, museus ou qualquer outra coisa = Desmatamento.

      Quanto a mobilidade de automóvel…Pergunto-vos: Como mudar a mobilidade baseada no automóvel se a USP é enorme? Os automóveis, nessa perspectiva, não são o problema…apenas não haver mais segurança nos outros transportes (bicicleta, cooper etc) o são.

      Quanto a ocupação baixíssima…Pergunto-vos: A USP tem um certo grau de proteção a vegetação de São Paulo, embora tenhamos visto que recentemente desmataram uma parte dela, se ela fosse aberta para moradia da cidade de São Paulo como ficaria essa situação? É um espaço estudantil, mesmo com esse tamanho todo…

      Então, finalmente pergunto-vos: A USP é uma escola de nível superior público, certo? O que diferencia ela de outras escolas públicas do Estado é apenas o nível de ensino, não é? Nas escolas públicas de ensino básico e médio a violência tem aumentado, as escolas não são abertas o tempo todo para qualquer pessoa entrar, final de semana só uma parte dela é acessível, durante a semana só alunos podem entrar em várias de suas dependências e os pais só tem permissão de ir até um certo ponto se não estiver havendo uma feira organizada pela escola e mesmo assim a violência chegou dentro dela e a polícia foi chamada para intervir…A USP não tem seguido exatamente esse perfil? Ele está errado? Se está, ele não deveria ser revisto no Estado ou melhor, no país todo? Se essa revisão é necessária diante da nossa democracia, não é necessário agir com diplomacia até onde puder haver diplomacia?

      Considerações finais: Tem muita coisa errada na USP, porque tem muita coisa errada no país. Mas quem protesta tem que lembrar que não se vai para um debate ou uma reunião visando um acordo, com a mão em riste. Já preparado para um posicionamento não conciliatório, apenas olhando a si mesmo. A luta desse movimento poderia ser justa, se não fosse olhada por lentes tão totalitárias. O anarquismo não resolve nada, as palavras precisam ser usadas, os argumentos precisam ser convincentes e não dogmáticos. Olhar para tudo e ver repressão como da ditadura só é mais um sinal de que sua luta perdeu a razão.

      Desafio: Eu desafio os manifestantes a usar argumentos convincentes para justificar suas atitudes. Convincentes a ponto de fazer a oposição lutar junto a eles… Se eles estão certos, que falem com clareza nas suas argumentações e não usando palavras retrógradas que nada dizem, se querem peso nas suas decisões incitem a uma razão válida para interesse de todos e não a uma guerra particular.

      • Aí sim.
        Um monte de desenho mal feito resumindo tudo em pm fora.
        Isso revela que ser da usp não significa inteligência.
        Conhecimento não gera sensibilidade pra ter curiosidade pelo mundo.
        Descobri que não foi nem conversado com os guardas universitários sobre as estratégias de segurança.
        Agente nem sabe como era a segurança e tá dizendo como ela deve ser resumindo em pm fora ou pm dentro.

      • Agradeço a oportunidade de ver um comentário tão digno do texto original.
        Gostaria de ver as respostas, essas inquietudes me são familiares também, Renata.

  10. Raquel, acho que acima de todas as três questões que você realçou no seu texto, esta última, referente à presença da PM dentro da USP é a que vem para estourar uma situação que já era problemática há algum tempo.

    Não sou estudante da USP, porém busco acompanhar por diferentes meios de comunicação e mesmo através de amigos que estudam na universidade.

    Acho que justamente por não ser aluno, tenho uma visão bastante crítica sobre a situação gerada na última semana, (desde o dia 27 de outubro, quando três alunos foram quase presos).

    Há argumentos o suficiente para defender qualquer lado da moeda aqui, é dizer que a lei não é propriedade de ninguém e é predefinida pelo seu povo, então no caso há sim um uso desmedido da força policial. Porém ainda é possível dizer que os alunos foram contra a lei, ao invadir a reitoria e ao agredir os policiais (porque sim, o foram).

    porém o mais triste é a falta de vontade dos próprios alunos de resolverem isso pacificamente.

    Acho que a falta de vontade de ambos os lados de se entender, (indisposição gerada pelo preconceito que há, da polícia por parte dos alunos, de que ela é repressiva, violenta e ignorante e o dos alunos pela polícia, de jovens desrespeitosos, abastados e arrogantes) é inaceitável.

    Eu frequento o Campus da USP à noite acompanhando amigos a shows, festas e outros eventos, e acredito que seja um lugar propício para que delitos sejam cometidos (para não falar de forma pior).

    A questão do policiamento, para mim, é crítica, principalmente em função de o que se vem policiar. Em 2009 quando a polícia rechaçou uma manifestação de alunos isso foi noticiado e divulgado, além de criticado. É preciso aprender a conviver com as pessoas. Na última semana o caso do qual eu sei é que 3 alunos foram presos por porte de maconha e, independente de se é boa ou ruim a política de drogas dentro do brasil, tal ato é visto como um crime passivo de prisão.

    Acredito que os alunos já não sabem pelo que protestam.

    Pois pensadores que são saberiam o tamanho da falha que vêm cometendo.

    Acho que todos reclamam sem ouvir o outro.

    Acho que isso não vai levar a lugar algum.

    Talvez a um andar mais fundo no inferno que se instaurou.

    • É justamente isso: “porém o mais triste é a falta de vontade dos próprios alunos de resolverem isso pacificamente.”

      Acredito também que os alunos já não sabem pelo que protestam e mais longe do que isso… o próprio protesto já começou pelo motivo errado, desde o principio eles não estavam com a razão.

      Após a decisão na assembléia dos alunos, o protesto perdeu ainda mais a sua credibilidade e ganhou saldo negativo maior.

  11. Eu particularmente acho absurdo que este imenso espaço urbano não faça parte da cidade, seja um mundo à parte. Quando a população começou a ‘invadir’ a USP ao término da ditadura, como espaço de lazer nos finais de semana, a Unversidade foi trancada sob o argumento de que a prefeitura universitária não tinha recursos para aguentar aquele mundo de gente. E a paulistada fica quieta aff..

  12. Excelente post. O debate é exatamente este, mas… a questão que originou a atual situação se explica? OU seja, me parece, vendo de longe, que tudo começou porque a PM flagrou 3 estudantes fumando maconha. Se eles estivessem fumando maconha fora do Campus, o que aconteceria? A causa temática é excelente, mas o epsódio me parece ser contraditório. E estou focando apenas na situação que se mostra e não em todos os aspectos sobre atuação da Reitoria ou questões urbanísticas. Talvez, esse movimento devesse começar politicamente correto. No entanto, para a sociedade, começou por causa da maconha. E, talvez, esse seja o mal menor… mas é um mal.

  13. ENFIM, A UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO NÃO SE DEMOCRATIZOU.

    “Se a entrada da PM no campus significa uma restrição à liberdade de pensamento, de comportamento, de organização e de ação política, nós não deveríamos discutir isso pro conjunto da cidade? Então na USP não pode, mas na cidade toda pode? Que PM é essa?”

    Sim, a Polícia Militar significa em geral ALGUM constrangimento à liberdade e organização. Isso é histórico e consensual para quem já esteve diante de uma “batida” e já tomou uma “geral”, mas não necessariamente para o ideário de ordem indispensável para as relações humanas porém nem sempre adequado a análises mais complexas. Judicialmente a PM pode entrar em qualquer lugar que representar um logradouro, portanto a circulação da polícia é e sempre foi permitida na USP.
    Considerando a Universidade como o espaço reconhecido SOCIALMENTE como lugar de construção do conhecimento por excelência e sua importância histórica no fomento e disposição para manifestações da democracia e do espírito libertário. Considerando o acumulo histórico que prevê um “contrato moral” entre as Universidades e o Estado que prevê a ausência de agentes da polícia no espaço estudantil desde o fim do Regime Militar (lembrando que nossa transição democrática não foi plenamente realizada, ainda). Considerando a existência de bases da PM muito próximas ao campus, o que possibilitaria sua entrada a qualquer momento no caso da ocorrência de um crime, de fato. Considerando que a Polícia estava presente no campus quando do assassinato do Felipe (Economia-FEA) e que o atendimento do HU negligenciou por várias horas a morte do Samuel (Filosofia-FFLCH), um estudante negro, morador do CRUSP, usuário de drogas.
    Considerando que a PM no campus pode não garantir a segurança, uma vez que esse problema é um fato da cidade na qual está inserido e demanda como a autora do texto revela uma “reorientação” do projeto arquitetônico da USP, inclusive com a adequação da luminotécnica e dos serviços à comunidade uspiana tais como circulares. Assumo que a PM permanecer no campus não é a política mais interessante para a universidade reconhecida como uma das mais importantes da América Latina.

    Investir em uma guarda universitária capacitada é muito mais oneroso do que principiar um convênio com uma instância de poder já consolidada e pronta para mais uma ação como a Polícia Miliar.
    Sabemos que a provável opinião da comunidade uspiana é partidária da presença da Polícia.

    Um movimento estudantil, uma ocupação, fragmentada, dividida e marcada pelo descenso e “deslegitimidade” diante da posição geral da USP realmente não poderá estabelecer um diálogo a altura dos empoderados representantes do Estado, da reitoria e da mídia. Essas não são instâncias abstratas, são formadas por pessoas e essas pessoas estão defendendo um projeto de sociedade que pode não ser o que garanta os interesses de todos os segmentos da sociedade.
    Obviamente não se pode afirmar categoricamente que o conjunto de indivíduos que compõem o Estado, a mídia, a reitoria, constituí uma posição una, isso seria ridículo. Mas perceber na atuação desse tipo de instância ou instituição uma tendência de ações observadas empiricamente através da história constitui um objeto de estudo, por exemplo, da Sociologia.

    A formação do sujeito no nosso país remonta a agruras da colonialismo, da escravidão e do ideário “falso republicano”. Não se pode dizer que há povo ou burguesia, propriamente, no Brasil. Estamos paradoxalmente submetidos ao HOMEM CORDIAL, este que sucumbe às relações de interesses e mina o liame entre os espaços público e privado como aparece em Raíses do Brasil de Sérgio Buarque de Hollanda. (O que necessariamente não significa um ponto negativo, mas pode sigficar, pelo contrário, um importante traço na formação de um ser humano capaz de realmente personificar um projeto de conciliação entre as diferenças).

    Gostaria de ilustrar essa reflexão com algumas pequenas narrativas que constituem fatos cotidianos que eu ou amigos presenciaram, o que não significa uma generalização de tais acontecimentos nem as implicações decorrentes deles:

    1 – Quero entrar na USP depois das 22h em um dia comum junto de um grupo de amigos que não são alunos da universidade. Se vou de ônibus (que posso pegar a cerca de 100 metros da portaria 1) ou de CARRO apresentando identificação estudantil poderei entrar tranquilamente. Se sigo de pés sou barrado pela guarda (cujo convênio prevê somente a proteção do patrimônio) pois meus amigos não são matriculados na universidade. Vale dizer que se você estiver bem arrumado e com um carro novo aumenta as chances de conseguir entrar mesmo não sendo aluno.

    2 – Por mando da polícia militar (um PM escolta a ação de perto) um conjunto de garis derruba todos os produtos de um vendedor ambulante na porta do show de uma banda internacional no estádio do Morumbi. Os garis tomam os produtos para si e para o policial envolvido e o sujeito, o vendedor, simplesmente “se fudeu”.

    3 – A diretora de uma unidade da USP ao sair do prédio às 2h pede ao guarda que gentilmente a acompanhe até seu carro ao que recebe a seguinte resposta: “só posso vigiar o patrimônio”.

    O conjunto das leis na “filosofia do direito” se constitui pelas demandas da sociedade, ou o contrário, as leis é que determinam como a sociedade deve se comportar. Sabe-se que é provável que uma sociedade sem regras não possa existir sem a satisfação média geral de seus membros. Entretanto, o direito surge como a alternativa encontrada pelas classes dominantes no mundo antigo para legitimar a propriedade privada. Portanto, (não sejamos pudicos) a existência de uma lei não sugere seu cumprimento “a priori”.
    A filosofia e o pensamento livre está sobre as leis embora o comportamento dos indivíduos esteja sujeito às mesmas. E a sociedade civil poderá, sim, infringir as “regras” dessa tábua com legítimas ou ilegítimas motivações. E é justamente na desestruturação da ordem que um conjunto de cidadãos poderá reivindicar uma nova tábua refutando temporariamente os dispositivos estabelecidos. Portanto, a filosofia, o pensamento livre é supra normativo e dele deve partir qualquer debate para a apregoação de tábuas.
    Pense: é justo uma escola de elite como o Dante captar legalmente 90 mil reais para uma feira de ciências e injusto um movimento como o MST ocupar terras improdutivas para distribuir (sem a concessão da propriedade) para famílias tirarem seu sustento?

    A legalização da maconha e o ato desses estudantes terem sido abordados são apenas questões incipientes. Vamos então aplicar nosso direito tal como ele está previsto? Suspeito que, inclusive alguma parte do judiciário estaria prejudicada nessa história.
    É preciso ver que a verdade é relativa ao ponto de vista dos interesses individuais e é justamente por isso que se faz necessário o debate para a constituição de um Contrato Social.
    Não acho que tenha muita efetividade a ação da polícia combatendo o uso de maconha nem dentro da USP e nem em qualquer outro lugar.
    Estamos mesmo reféns do que por falta de força discursiva podemos chamar de senso comum. Esse que é fomentado pela tradição patriarcalista, pelos valores judaicos-cristãos e por um familiar reclame que nos faz comungar “ordem e progresso”.

    O Estado se ausenta de suas responsabilidades por políticas sociais e o conjunto de estudantes corre o risco de cair numa visão clientelista da Universidade ao crer que o funcionamento da USP deve contemplar simplesmente a manutenção das atividades acadêmicas e os serviços necessários para que as últimas continuem. Ser estudante não é simplesmente ir e voltar das aulas e conseguir um diploma ao longo de um período letivo e uma universidade não é unicamente um local em que se aprende uma profissão.

    Penso em um projeto de universidade pública que permita o acesso das camadas populares ao ensino de qualidade que lhe foi negado durante séculos de exclusão e miséria. E quem duvida dessas “máximas” que faça uma visita a uma favela num grande centro urbano pra perceber quantos ali são negros e quantos tem real possibilidade de constituir uma vida digna.

    Apelos à parte, não sou filiado a nenhum partido, a nenhuma agremiação política, enfim, não sou um estudante organizado em qualquer movimento coletivo. Não sou um militante. Não tenho religião.

    Acredito num debate inteligente para as questões humanas que contemple a conjuntura dos fatos presentes. A Universidade que quero ajudar a construir é aberta para formar um conhecimento real para a emancipação do homem e para proporcionar ao ser humano uma vida mais digna e feliz, alguns motivos básicos para a existência da Pedagogia.

    Polícia Militar no campus não implica necessariamente segurança e tolhe o movimento estudantil, seja ele qual for. Se você tem dúvidas quanto a essa constatação em nosso país ligue o noticiário e assista como os governos europeus respondem as manifestações populares por direitos sociais. Polícia é uma instituição repressora do Estado em suas origens. Se legalmente a PM pode entrar na USP não precisamos de uma ronda diária de militares para garantir nossa segurança. Precisamos sim de uma política de segurança com debate e constituição de uma guarda especializada por meio de investimento do Estado. Não podemos admitir uma gestão anti-democrática de um reitor que não representa a escolha da comunidade da USP nem tampouco um movimento estudantil “anacrônico e descolado das necessidades reais dos alunos dessa instituição”. Devemos disputar um projeto de universidade tendo em vista um projeto de sociedade e isso começa com a lenta crítica e transformação de nossos valores. Cabe a nós decidir o que é fundamental para a discussão atual e congregar pessoas com o fim de fazer valer as intenções de todos que buscam a justiça possível.

    Não sou marxista, não me considero anarquista nem tampouco liberal ou neoliberal e acredito que a arte é a única solução realmente possível para o homem. Nossos corações ainda são a alma da luta possível. E que antes de louvar a razão possamos saber o quanto esta está submetida a nossas mais íntimas paixões. Assim, humildemente podemos ver a aurora possível na afirmação de uma nova glória diária.

    Permaneço compartilhando alguma resistência, algum espírito de liberdade, algum sopro de deslocamento do autoritarismo para a força coletiva. E quanto a isso, meus amigos, apesar de não acreditar em polarizações num mundo em que a ruptura impera e as tradições se diluem, gostaria de dizer com um sorriso no rosto, com orgulho e sem nenhum constrangimento que contraditoriamente sou de ESQUERDA.

    Sei que meu discurso é um paradoxo, mas você sabe do que estou falando, entendeu o que quis dizer. Não são somente questões de linguagem. O mundo que podemos criar é para além do que pode ser dito.

    Não tenhamos medo, já chegamos até aqui.

    Mateus Moisés
    Pedagogia – FEUSP

      • Aposto que você tava doidão quando respondeu esse tópico!

        A PM é principalmente, e antes de tudo, o BRAÇO da lei! É ela quem faz cumprir as ordens judiciais, e pouco importa se na sua cabeça bitolada esquerdista cheia de entorpecentes e filosofia de boteco de praça ela não é justa como um todo. O que querem esses sujeitos? Libertinagem?! Se comentem crimes, então são CRIMINOSOS. E esse papo de ‘gente desfavorecida por séculos’ é reacionário e estúpido. Digo isso porque tenho exemplos na minha própria família (Meu pai… não é nenhum primo ou ‘conhecido da vizinha’). O que falta a essa gente é CARÁTER. E se não podem e não querem viver em sociedade, que sejam SIM, reprimidos até entenderem e sentirem na pele o que significa CÓDIGO PENAL. E por fim, se você estudasse e conhecesse bem o ser humano saberia bem que esse seu ideal é utópico, para não dizer surreal.

        A PM deve sim reprimir quem deve ser reprimido. E se dói em você é porque, sem dúvida, deve temer alguma coisa.

        Em tempo: sou de periferia, estudei a vida toda em escola pública, consegui me formar na universidade sem ajuda e também já fui muitas vezes e enquadrado. E nem por isso acho que eles se excederam ou fizeram algo errado. Ao contrário. Estavam fazendo seu trabalho para que os outros pudessem dormir tranquilos.

        E se o Estado falha hoje em sua política de segurança, talvez seja MUITO mais devido a ideias e ideais se pessoas como você.

        Att.

        T.Coluci

      • Anônimo, a questão não é querer ou não viver em sociedade, mas ter abertura para discutir e transformar a sociedade em que desejamos viver.

  14. Quanta besteira vinda de uma professora!
    Então, realmente a USP seria uma “terra de ninguém”. É isso que a senhora defende?
    E quem faria a segurança no campus, já que há muitos casos de assassinatos e agressões físicas dentro dele? Os seguranças particulares dos alunos ricos que são a maioria na USP?

    • Acho que você não entendeu o posicionamento dela. O texto não defende que a usp continue isolada do restante da cidade, e sim que o policiamento da cidade inteira seja repensado. É preciso que haja segurança, mas a pm nos moldes de hoje não a garante, visto que é mais uma força de repressão do que de proteção

      • a proteção das pessoas honestas é feita pela repressão dos bandidos…simples assim. ou é pra deixar criminoso livre, leve e solto? é de uma ingenuidade tola acreditar que ha outra forma de impedir que alguem disposto a usar qualquer meio de violencia roube os bens de outra pessoa

    • é isso!
      juventude vip, cheia de dinheiro e mimada, a USP é isso, não adianta tentar botar negro e claase média através de cotas.
      os mimadinhos não pensam nada, não tem atitude socials e politica alguma e fingem ser a nossa juventude pensante.
      para eles as leis tem que ser diferentes, né? tem sim que disciplinar essa classe – que continua sendo a dominante, não é? – e educá-la para o futuro do país, da nossa sociedade e não passar a mão na cabeça e fingir que eles estão discutindo/pensando algo util.
      pm na usp – essa é a vida real e que pode garantir a segurança de todos, até desses moleques que fumam maconha e se acham o máximo, mas precisam também de segurança, porque se um deles for assaltado (pelos seus traficantezinhos) ou morto ou sei lá, vai dar o maior banzé…
      usp aberta para todos! vamos lá sim, tomar sol, passear, jogar futebol, andar de bicicleta. quem sustenta o espaço? porque o espaço ´re para alguns? como esses estudantes vão cair na real se estudam num lugar tão cheio de privilégios?
      a usp, nos dias de hoje, é um embuste. ela não cabe no Brasil – parece que esses pensadores todos não sabem onde moram e não leem jornais.
      pm na usp! advertencia/cana nos maconheiros ricos que sustentam os traficantes SIM e põe a culpa no governo. de onde esse governo vem? dea USP, pessoal, do mesmo reduto.
      ah…chega!

  15. Oi Raquel,

    Bastante interessante seu texto. Porém, você sabe que em alguns pontos ele está completamente errado.

    Primeiro: os alunos querem a polícia dentro do campus sim. Sei disso, porque sou aluno e faço parte dessa maioria calada que tem mais o que fazer, como… ESTUDAR, por exemplo. E essa maioria calada gostaria de não se machucar ou morrer em seu ambiente de estudo… Acho que vocês, professores, deveriam ouvir outros alunos também e não só os baderneiros;

    Segundo: a polícia dentro do campus, mesmo que não possa cobrir toda a área é capaz sim de diminuir a criminalidade, já que criminosos em geral têm medo de polícia (já saiu pesquisa com a diminuição drástica na criminalidade desde que a polícia passou a frequentar o campus). Se haverão crimes? Sim, continuará a ter crimes, mas em uma escala muito mais baixa do que estava tendo. Ninguém nunca mencionou segurança absoluta. Apenas os criminosos mais ousados continuarão a agir;

    Terceiro: pelo que eu saiba, nesse último confronto quem saiu machucado foi policial, não aluno. Os alunos barulhentos, sem ter o que fazer estão tentando tomar o poder através de uma mentira, apenas para fumar baseado… e o pior, são exatamente os que não deveriam estar na USP, pq eles não estão nem aí para estudar;

    Quarto: acredito que a não presença de metrô dentro do campus tem a ver exatamente com isso: segurança;

    Quinto: querer que a USP tenha serviços a população é como querer que a USP seja um bairro. Se não estou enganado, a USP é uma universidade… É como dizer que dentro de um parque deveria ter um shopping center, um hospital, um consultório de dentista (estes dois últimos a USP tem, e os alunos das faculdades vinculadas fazem uma diferença real), um supermercado….

    Sexto: “(…) lidar com os conflitos, movimentos e experiências sociopolíticas que dela emergem (…)”. Sim, o único modelo ultrapassado dentro da USP é o de ensino dentro da faculdade de humanas. Você vai no bandejão e lá estão eles com os papéis vermelhinhos e inúteis (enquanto biomas importantíssimos brasileiros vão sendo devastados para a plantação de eucalipto). Os alunos dessa faculdade são neuróticos, absolutamente tudo para eles é ditadura. No fim, são eles que estão instaurando uma ditadura dentro do campus apenas para o benefício deles. Aluno de FFLCH é sinônimo de piada em outras faculdades, e essa bagunça de agora só prova isso. Nunca vi um pessoal para distorcer tanto a realidade. Acho que o núcleo de professores inteiro da FFLCH deveria ser trocado por fabricar alunos com tão pouco pensamento crítico, lógico e racional (lembre-se que pensamento crítico não significa apenas criticar todo o sistema, mas saber discernir que existem coisas boas também). Todas as faculdades dentro do campus dão contribuições concretas para a USP e para a cidade (FAU, ECA, Poli, Medicina, Odonto, FEA, etc), mas que contribuição a FFLCH dá? Um monte de baderneiro? Engraçado a hipocrisia, hoje dizem “lutar” pelas minorias, amanhã estarão em Brasília sugando o dinheiro do povo (já estão fazendo isso ao destruir patrimônio público). Na realidade, o projeto Poli Cidadã faz muito mais pela sociedade que esses alunos de humanas. E ninguém escuta falar desse projeto…;

    Sétimo: a questão em si não é tão complexa. Apenas um monte de aluno burguês querendo fumar maconha em vez de estudar. Então, resolveram colocar terror no campus e culpar pessoas que estão lá para nos servir: a polícia (sim, não esqueça que a famigerada PM é formada por pessoas como eu ou você, que estão nessa profissão mais por ideal, já que seus salários devem ser mais baixos que a mesada de muitos desses “revolucionários”). O que dá raiva, é que o mundo tem tantos problemas e os revolucionários criados a base de sucrilhos e toddynho pensam apenas em seu próprio nariz. Eles não têm lugar na USP. Não me representam. E não representam a imensa maioria que essas últimas semanas estão se matando para terminar trabalhos, fazer provas, ter um crescimento intelectual e conseguir finalizar mais um semestre.

    • “Todas as faculdades dentro do campus dão contribuições concretas para a USP e para a cidade (FAU, ECA, Poli, Medicina, Odonto, FEA, etc), mas que contribuição a FFLCH dá? Um monte de baderneiro?”

      Não generalize, por favor. Tem muita gente séria dentro da FFLCH e fazendo pesquisa de muita qualidade. Se informe e fale menos besteira também.

      Notícia bastante recente:

      Seis cursos da FFLCH estão entre os 200 melhores do mundo | Cooperação Internacional

      http://ccint.fflch.usp.br/node/268

      • Olha tem muita hipocrisia no que se diz aqui. Veja nas festas promovidas pelos cursos mais elitizados da faculdade são regadas a muita droga e não é maconha mesmo e sim drogas mais forte e caras, comumente tem como seguranças policiais ou ex-policiais. Quanto a produção a FFLCH é um dos conjuntos de faculdade que mais produz. Realmente a FFLCH é diferente lá exitem pessoas que se sentem tocadas com a situação que a nossa sociedade vive pq vivem a sociedade ou viveram diferente da elite que lá vive e que quer mesmo se ver distanciar de tudo e que a policia reprima o ladrões e toda essa corgia da sociedade que eles tanto enojam. Vi um comentário aqui do tipo “quem não deve não teme” que se sente tranquilo a ver a policia. Eu sou uma pessoa que vive dentro da licitude, mas moro na periferia e tenho medo da policia sim já tomei enquadros sinistros e os policiais andam muito drogados ja vi eles cheirando na porta da minha casa, provalvelmente no bairro que ele vive e com a cara, roupa e carro que ele usa ele nunca passou por tais situações. A policia não entra na USP por motivos históricos que devem ser respeitados, alem disso policia não é sinal de segurança, deve-se pensar em novas forma de estruturação do espaço dentro da faculdade e mudar a função e a forma de ação da guarda universitaria. O texto da professora é muito bom e sem todo o moralismo dessa burguesia que esta preucupada em poder ir e vir no seus carrões e pau no cú de quem for pego pela policia seja fumando ou por parecer suspeito, pois com suas caras de leitinho com pessego a policia vai lhe passar longe.

      • Porra, deixa de hipocrisia, vai se fuder, vai falar que policia não é segurança? Então segurança é esse bando de traficantezinhos disfarçados de aluns que rodam na universidade? pARA, TEM QUE TER POLÍCIA PARA EVITAR ESSA ATITUDE DE invadir prédio público , isso tb é crime!!!!!!

    • Estudei na USP e posso lhe dizer que, lá, o pensamento é o da conveniência: dois pesos e duas medidas.

      Creio que a Raquel não foi muito feliz em tentar abordar a questão, a qual só está se tornando complexa por conveniência de um grupinho de alunos que não têm o quê fazer. A coisa é simples e clara. Usam o termo ‘complexo’ para desviar a atenção do fato per se.

      Fui aluno da USP entre as décadas de 80 e 90, e tenho como base não somente o tempo em que estudei lá, mas sim o fato de eu ter estudado em diferentes campi dessa instituição. Fato: a maconha e outras drogas circulavam livremente na USP. Essa minoria de estudantes (baderneiros) já existia. O pensamento deles era (e ainda é) o seguinte:

      1) Extremistas em tudo, mas com o objetivo de proteger APENAS os próprios interesses;
      2) São contra a ditadura, porém são contraditórios, pois ELES CRIAM A PRÓPRIA DITADURA: são uma ‘panelinha’, não contribuem com nada à sociedade. Falando em ditadura, democracia e liberdade, eles mesmos nem permitem que a imprensa tenha acesso ao que eles fazem. Afinal, onde estão a transparência, liberdade e democracia que tanto pregam?

      O mais contraditório nesse “movimento”:

      1) A USP é um espaço público (teoricamente), mas não pode receber qualquer pessoa, apenas alunos e funcionários desta?
      2) A USP está em SP e recebe dinheiro que advém de empresas do Estado, logo, também dinheiro do contribuinte (direta ou indiretamente), mas as regras (leis) não funcionam lá dentro? Ou seja, eles SÓ TÊM DIREITOS, MAS NENHUM DEVER?;

      Independente da questão urbanística (que existe em qualquer cidade, seja esta universitária ou não), segurança é necessário para qualquer cidadão, ou será que quando um aluno está dentro do campus este não merece segurança e respeito? Digo isso porque ninguém é obrigado a ficar convivendo com criminoso (onde tem drogas há traficante, ladrão e, dependendo do estado psíquico do cidadão que utiliza drogas, há assassinato), tampouco ficar cheirando a maconha por tabela (compartilhando o vício) dos outros. Usar a questão urbanística como desculpa é ficar em cima do muro.

      Vamos supor que um grupo de alunos da USP resolva fazer do campus um cenário igual ao de Columbine (massacre do dia 20 de abril de 1999). Sim, porque, baderna por baderna, ideal por ideal, cada um define o seu como melhor achar. Em uma situação como a de Columbine, onde vários estudantes foram assassinados; se o mesmo ocorresse na USP, e esses baderneiros da USP estivessem em perigo (fossem as vítimas), será que eles pediriam ajuda da PM para controlar a situação? E se o socorro médico do Resgate (que é do Estado) demorasse a atendê-los, e uns deles morressem? Será que esses maconheiros processariam o Estado? Seriam hipócritas como estão sendo agora?

      • Ando lendo muita besteira sobre esta manifestação da USP, mas você, Alexandre, superou todas elas com suas colocações! Surpreendente o absurdo em suas analogias.

      • Alexandre Nogueira, olha que bobeira você escreveu:
        “1) A USP é um espaço público (teoricamente), mas não pode receber qualquer pessoa, apenas alunos e funcionários desta?”
        É óbvio que não pode receber qualquer pessoa; por um acaso um hospital público pode receber qualquer pessoa? Não, só funcionários e pacientes. E o que dizer do gabinete do governador, que fica num prédio público, pode receber qualquer pessoa? Também não, vai lá e tenta entrar… Assim, a USP só pode receber alunos e funcionários, e se ela recebe circunstancialmente os demais cidadãos que não são vinculados a ela, é por mera liberalidade!

    • Olhem o nivel a que chegamos… Um sujeito desses eh aluno da USP… Eis o que fizemos com o projeto da missao francesa.

      • Amigo Alexandre …então vc é do tipo q acredita q as pessoas matam porque fumam maconha ? Vc deve tar brincando né amigo ? Desculpe , mas vc estudou na USP ??? Vc tinha amigos lá ? Na boa … nd a ver amigo .

      • Senhore, vcs estão defendo a quantidade de maconheiros, financiadores de tréfico entre outros ou só acharam o ponto de vista do colega errado?

    • Concordo com quase tudo escreveu exceto o radicalismo pois sabemos que em todo lugar tem a parte boa e a parte ruim. E na FFLCH tem alunos surtados que acham o CHE dos tempos modernos sem o ser e tem aqueles alunos que realmente querem se formar já que cursos de língua diferenciada como Russo e Alemão só se acha na USP mesmo. Creio que o que falta na Cidade Universitária é mais infraestrutura e uma drástica reformulação em sua administração que é defasada e desorientada uma vez que a USP recebe incentivos no governo e nada faz para garantir aos alunos melhores condições de circulação dentro da mesma. O fato em questão é a alienação de alguns hipócritas que se dizem injustiçados cometendo atos descabidos como a quebra e depredação de patrimônio público e pertubação daqueles que precisam trabalhar. Só lamento que tanta balela ainda não resultou em uma ação mais efetiva por parte da reitoria e dos órgãos competentes pela ordem pública.

    • Vai se ferrar, rapaz!
      Vai pedir pro seu pai trocar seu carro novo por um mais novo!
      Vai vc e a Poli inteira pra puta que pariu!

      Vão fazer as festas babacas de vocês ouvindo sertanejo universitário, enchendo a cara de cerveja e depois sair batendo carro de atropelando gente por aí.

      A repressão deveria ser em cima de gente como vc!

    • Varias de suas afirmações podem estar corretas, mas uma de suas afirmações tornou todas as outras questionáveis. Desde quando o eucalipto é o grande mau dos biomas? A industria florestal é a unica que segue o Código Florestal, a industria e a super produção da está ferrando tudo e você fala do eucalipto. Isso remete a textos de algumas ONGs e entidades que não sabem porcaria nenhuma do assunto e ficam falando merda. Então todo seu texto entra em xeque, pois para mim que não sou um especialista no assunto, parece ótimo, igual esses textos xinfrins para mim que você deve ter lido.

      • Puxa, eu nem ia comentar. Mas, eu sou ateu e cético, então dificilmente acredito no que leio. Entretanto, já viajei boa parte do país e o que vi no sul da Bahia é a zona da mata indo abaixo para dar lugar a florestas imensas de eucalipto (esse processo tinha se iniciado quando eu viajei para lá a primeira vez, com 12 anos, há uns 3 anos voltei e fiquei assustado como as coisas avançaram). Em Pernambuco, região sul do Ceará e algumas áreas de Sergipe a caatinga dando lugar ao eucalipto (aqui está minha revolta, já que a caatinga é um bioma genuinamente brasileiro com espécies únicas e que deveria ser estudado antes de atacá-lo) e o norte de Minas. Devido a sua evidente e despropositada revolta a uma única frase, com certeza você deve trabalhar nessa área e tenho que concordar que na região sul e sudeste o manejo parece ser feito de forma adequada (pelo menos as plantações que vi foram em áreas que pareciam desmatadas há muito tempo).

        Não falei que o eucalipto é o grande mau dos biomas (na realidade é um conjunto de problemas tão complexo que é difícil dar peso a cada um). Eu me referi ao fato de papel ser feito de eucalipto, então mais demanda de papel (jornaizinhos comunistas e estúpidos no bandejão) significa que mais eucalipto é necessário e mais áreas precisam ser plantadas (exatamente, a indústria de papel está ferrando tudo, como você quis dizer). Se tudo for feito como no sul/sudeste, beleza. Mas não é. E não li isso em lugar nenhum. Eu vi! Assim como estudo na USP e relatei o que vi nesses últimos dias, não o que “a imprensa burguesa” (como diz os pseudo-revolucionários) escreveu. Dificilmente eu basearia minha opinião se não fosse em fatos (como os pseudo-intelectuais que tudo se baseiam na leitura de Marx, mas os fatos e a História estão aí para provar que comunismo e socialismo são ineficazes como sistemas políticos simplesmente porque parte da ideia que todo mundo deva pensar igual, ou seja, abre espaço para ditadura).

    • “Querer que a USP tenha serviços a população é como querer que a USP seja um bairro”

      Querido, a USP é PÚBLICA. Ela não só precisa como deve retribuir à população através de projetos, pesquisas e serviços que beneficiem a comunidade. E se em matéria de “serviços a população” você entende “shopping, supermercado”, é mais uma prova de que esse sistema do vestibular é falidíssimo e filtra muito mal quem entra em uma faculdade. E que a faculdade em si (neste caso, a que você cursa) também não está fazendo as ideias fluírem na cachola.

      “Apenas um monte de aluno burguês querendo fumar maconha em vez de estudar”

      De que maneira essa generalização vazia e simplista (com o perdão da redundância) é um exemplo de “exercer o pensamento crítico”? Poupe-me.

  16. Concordo com várias posições suas, professora. Realmente, a discussão sobre o espaço público me interessa!
    Agora, o que me preocupa é o poder de organização desmobilizadora das minorias radicais sobretudo, e apenas, no ambiente universitário. Eles não representam senão parcelas muito restritas de uma classe média ressentida, mas conseguem chamar a atenção pelos seus atos. No caso da USP, foram derrotados numa assembléia de estudantes da própria FFLCH, e mesmo assim sentiram-se no direito de partir para algo que lhes garantisse maior visibilidade. O que é engraçado é que a Liga Estratégica Revolucionária – Quarta Internacional; o Movimento Negação da Negação e o PCO (não lotam nem um fusquinha juntos), têm demandas não apenas absolutamente incongruentes com valores republicanos (nem se poderia esperar que tivessem), mas também anti-igualitárias: o que dá direito a um jovem universitário fumar maconha em lugar público e não ter a mesma penalidade de um usuário de periferia, por exemplo? Se estes grupelhos tivessem a coragem de fazer a mesma manifestação no Jardim Angela, Capão Redondo, Guaianazes e outros bairros periféricos, poderiam merecer meu apoio. Invadir a reitoria é muito fácil, portanto, covarde.

  17. O legítimo post-alívio: que bom ler uma reflexão de alto nível sobre a peculiar urbe uspiana, em meio à superficialidade e à má fé que marcam o falso debate em curso sobre nossa vida na cidade universitária. Quem não a frequenta certamente pode confundir-se no turbilhão diário de desinformações. Porém, de nós que lá trabalhamos, constatando a todo momento que se trata de um microcosmo desintegrador, pouco legível e nada amigável, não se admite a leviandade do senso comum. Parabéns, Raquel, pelo belo texto, que temos o dever de difundir amplamente.

  18. Rachel, a USP não faz parte da cidade, mas faz parte do país. A PM entrou na USP para melhorar a segurança, e meu próprio prim o sofre com essa falta. A polícia está fazendo seu papel, e se alguns estudantes entraram em um local construído para ensinar com drogas ou desobedecendo quaisquer leis federais, eles devem ser presos sim. A universidade não é uma anarquia e devemos, sim, exigir segurança.

    • Caro Vitor, então a cidade não faz parte do país? A USP não é um organismo fechado ela realiza trocas com seu entorno, caso contrário já estaria fechada a tempos, por falta de “frequentadores” e estudantes.

      A autora pelo que entendi em seu texto, que tentou abordar diferentes temas que estão por trás da invasão, não está contra a ocupação pelos policiais, ela vai além. De uma maneira ironica, defende a solução do “problema” não apenas na USP mais também na cidade, a qual a USP está inserida. “…na USP não pode”: ter PM porque restringe a liberdade de pensamento. “mas na cidade toda pode”: ter PM e assim não restringe a liberdade de pensamento?

      O negócio é que os “baderneiros” não tem como ser o palco de atrações na cidade (SP), e estão usando seu “palco de vendas de drogas” (USP), o qual é frágil; e também da proteção que possuem dentro do campus (de não poderem ser reprimidos), para fazerem barulho em cima de uma questão idiota: fumar maconha. São tão fracos que precisam de fumar para viverem.

      • E qual é a causa da luta já que vc sabe espertalhão?
        Estão querendo fazer aqui o mesmo que fizeram na Inglaterra!
        Baderna generalizada.Se lutam por liberdade de expressão que isso seja pacífico e não quebra-quebra.Mas claro isso não será possível porque o que de fato estão por tras disto são um bando de drogados se aproveitando da verdadeira razão de causa em prol do direito de fumar seu capim fedorento.E depois 90% da população é que esta errada?

  19. Maconha dentro da universidade?
    Opa! Os Universitários são o futuro da nação!

    Crack na crackolândia? Absurdo! Tenho medo de ser roubado por esses meliantes! Cadê a polícia e os políticos?

    Sociedade, Debate, Repressão, Democracia, invasão, Direito, ditadura…

    O campus é um espaço público. Por quê a polícia não pode entrar? Liberdade de pensamento?
    Ah! por favor! Na universidade quem tem tempo livre pra debater Marx é porque não está estudando ou bebendo, ou seja, uns 500 desocupados que tão quebrando o pau com a polícia.

    500 no meio 5 ou 50 mil alunos.

    Querem Democracia? Tá aí!
    O número de Pensadores não deve passar dos 10%.

    A maioria vence.

    • Pois é, as universidades estão cheias de “revolucionários” (pseudo) que o máximo de repressão que sofreram foi quando o pai não deu dinheiro pra ele comprar um x-salada no intervalo do ensino fundamental (“Vc vai comer só um x-burger”, dizia aquele pai ditador).

      Revolucionários vestindo roupas caras fabricadas pelos “malditos capitalistas”. Isso é resultado de muito tempo livre.

      Leis devem ser respeitadas dentro e fora do campus. Não pode fumar maconha fora, não pode fumar maconha dentro! Mas como disse um amigo ai “a professora diz que a PM deve ser repensada dentro e fora do campus”. Ok, então vamos repensar a PM dentro e fora do campus, não brigar pra que seja diferente dentro dele. “A maconha deveria ser liberada dentro e fora do campus”, ok, lute pela legalização e não pela permissão de fumar livremente na sua bolha de convivência onde vc bebe, fuma e discute sobre como esse mundo é opressor. “O tipo de construção da USP é perigoso”, ok, vamos demolir tudo e construir novamente. Ou melhor, vamos aumentar a segurança, que tal usar A POLÍCIA pra isso? Ah não, né? Polícia não deixa fumar maconha e impede os alunos de pensar. Na boa, o que impede os alunos de pensar é a própria droga (sim, maconha é droga!).

      Quebrar portões pra invadir prédios, pichar muros, roubar panetones (que merda foi essa?), quebrar câmeras… Pra arrumar tudo isso alguém vai precisar pagar e, por acaso, o dinheiro é público. Sabe aquela pessoa que não teve chance de estudar na usp, quase não tem chance de comer e, acredite, não pode fumar maconha onde ela mora? Pois é, ela vai pagar por todos esses estragos feitos por grandes pensadores mimados, animados com sensação de poder que se tem qdo a responsabilidade dos atos está dividida com amiguinhos mascarados com medo de serem punidos.

      Só teme quem faz merda!

      • E que tal poder fumar maconha fora e dentro? este tabu em torno da maconha não faz sentido nenhum pra mim. A maconha nao é um bicho de sete cabeças! Basta lembrar que as tentativas de tornar o álcool ilegal nos EUA na década de 1930 só contribuiu para aumentar seu tráfico e enriquecer políticos corruptos que apoiavam artificiosamente sua criminalização diante das tribunas, enquanto por trás, ganhavam rios de dinheiro com o tráfico e riam da cara da sociedade conservadora que eles se empenhavam em tornar cada vez mais conservadora para melhor poder iludir. Este movimento de criminalização contribuiu, ainda, para fortalecer a máfia e aumentar a violência. Com tanta imoralidade acontecendo, abusos sexuais (inclusive no interior da Igreja), assassinatos, corrupção, eu nao entendo mesmo que seja prioridade para a polícia prender aqueles que desejam fumar sua maconha em paz.

  20. Engraçado, estudei num campus na Inglaterra praticamente idêntico ao da USP, e nao me ocorre que tenham tido uma ditadura militar. Nem que ele fosse assolado por crimes. O mesmo se da em diversos campi ao redor do mundo. A existência de “densidade ocupacional baixíssima” e “espaços abandonados” nao é, por si só, garantia de risco, isso é falacioso. Até quando a esquerda vai insistir em reduzir tudo ao denominador comum da “culpa da ditadura”?

    • Alexandre que comentário idiota. Releia o texto por favor, pois me parece que você não compreendeu nada. Ao comparar países de realidades históricas completamente diferentes, você comete um anacronismo imperdoável. Seu comentário mostra também que você pensa o espaço como algo isolado, que não tem ligação nenhuma com as outras partes da cidade e o texto da Raquel se direciona justamente no lado oposto.

  21. Na verdade, o “debate” encobre o anseio de maconheiros em poder usar a droga à vontade dentro do campus, nada se importando (para eles nada mais importa além disso – faz parte do quadro patológico do viciado) com segurança ou o que for. E tudo isso, claro, defendidos ferrenhamente ou por quem lhes fornece a droga ou por quem se beneficia da situação.
    Não sabemos o dia de amanhã, esse país só tende a piorar. Mas por enquanto, fumar maconha é proibido por Lei e quem insiste em fazer isso dentro do campus deveria ser expulso da Universidade.

  22. Abrir questões, discussões, repensar o espaço, tudo isso é válido e necessário. O que não vale é agressão, destruição, ver os alunos da melhor universidade da América Latina vestidos e se comportando como marginais. A presença da policia, a forma como ela atua, tudo isso pode ser rediscutido e melhor elaborado, até porque esse discurso falido sobre repressão de pensamento, ditadura militar, não faz parte da vivência de jovens da década de 90. Usam uma época muito triste para a comunidade universitária como bandeira de bandidagem. Se o país legalizará em algum momento as drogas é uma outra discussão, que nada tem a ver com nossa situação atual: um movimento a favor do narcotráfico, que avisa na mídia que ‘terá cerveja para todos’ na festa dentro do prédio público invadido. Não estamos falando de uma manifestação civilizada, de estudantes universitários, mas de uma rebelião de marginais — aqueles que vivem à margem da sociedade, que se sente no direito de invadir o espaço do outro, de desrespeitá-lo, de insultá-lo e ainda exige razão e atenção. Lamentável.

  23. A UNICAMP possui pouquíssimos espaços vazios, entretanto a violência é altíssima. Não houve caso de morte, mas há inúmeros casos de estupro e assalto que são acobertados pela administração. Como explicar?

    • A UNICAMP também possui os seus marginais, digo, estudantes. Ha muitos anos, a reitoria tenta instalar cameras pelo campus para melhorar a nossa segurança. Sempre enfrentando forte resistencia da mesma turminha que teria horror de ser flagrada fumando um baseado…..

  24. acho interessante pensar o campus da usp como um feudo, considerando que é território de uma universidade pública e, pública como é deve respeitar as leis e dinâmicas vigentes daquele lugar, no caso a cidade de São Paulo. Embora seja a “cidade universitária” não é um município oficialmente com seus representantes eleitos pela população. Assim, dentro ou fora do campus, estamos embaixo da mesma lei e, portanto, sob os mesmos mecanismos de fiscalização e de polícia do Estado. Repressão não deve existir, mas infrações como porte de drogas, agressão, desacato à autoridade e invasão de propriedade devem ser punidos sim. Na universidade ou em qualquer outro lugar. Existem muitas formas de corrupção do homem, e, para mim, sobrepôr-se às leis e se valer de uma posição social é uma delas.

  25. Nao faz parte da cidade, mas faz parte do Brasil, coleguinha quer ficar fumando maconha sussa que fique em casa, continua sendo crime, não faz parte da cidade, mas também nao é território privado, a policia pode e deve reprimir toda sorte de conduta ilícita!

  26. Então….fumar na USP pode, mas em SP não? Então…a PM por perto faz com que os alunos deixem de pensar? Todas as outras questões são pertinentes, Professora, mas infelizmente não existe outra forma de segurança que não inclua alguma forma de policiamento. E a USP faz parte da cidade…qualquer não-aluno pode entrar na USP e sentar-se num dos gramados, andar de bicicleta ali e etc. E eles deverão então entrar em um território onde a lei muda? Acho que os alunos estão errados. E os professores que os defendem não conseguem responder as questões mais simples. Sua colocações são ótimas mas equacionar PM a falta de liberdade de comportamento, é só para quem se comporta diferente do que a lei diz. A lei vale para todos. A USP não é, e não deve ser, exceção. Se lutam por uma sociedade igualitária, porque querem tratamento diferenciado?

  27. Essa excrecência autoritária nesses comentários dá náuseas. Odeiam quando generalizam, mas quando é pra falar de estudantes da FFLCH não hesitam: todos maconheiros; todos baderneiros; todos desocupados sustentados pelos pais. E ainda soltam a pior: não contribuem em nada. Claro, só leem livros, né!? Só leem Marx também… Todos comunistas.
    “Volta CCC!”
    Não tem o que ficar aqui escrevendo linhas e linhas argumentando com pessoas reacionárias a qualquer proposta de democratização, seja a democratização ao acesso à universidade, seja a democratização de acesso à vida em uma cidade onde a PM mata todo dia. Pra quê discutir com esse tanto de mini-Datena?

    Olha o mimimi desse Alexandre Facchini. Estudou na Inglaterra, meu caro? Lá não teve ditadura militar? Já deu uma passeada nas periferias de Londres, Manchester, Leeds, Birmingham? Claro que não! Assim como os moradores de lá são privados de entrar na sua bela universidade britânica, você também não seria bem vindo por lá com seu cinismo de elite intelectual.
    E se acham tão absurda a comparação neurótica com a Ditadura Militar, ninguém se importa com esse presentismo psicótico de vocês, sem contar que desse jeito é inevitável compará-los aos alunos da Mackenzie no confronto da Maria Antônia. (pra quem não conhece nada sobre isso, creio que na biblioteca dos maconheiros barulhentos da FFLCH haja algo que preserve esta memória)

    Se a FFLCH há muito é um câncer como estão pintando, sugiro que esses estudantes conservadores se movam logo para extingui-la de dentro da USP. Aquelas instalações serviriam para algo mais útil… Quem sabe até para uma prisão?

    • Duvido que você tenha ido na Inglaterra algum dia, pra falar uma barbaridade dessa. Moradores de todos os estratos sociais podem estudar nas faculdades publicas inglesas. E sim, morava num bairro pobre (nao existem lá “periferias”) de uma grande cidade. Se quer ser palpiteiro, “caro” André Vargas, assegure-se ao menos de que tem uma mínima noção do que fala, para nao se prestar a esse papelão.

    • E nao, lá nao teve ditadura militar. Recomendo ler um livro de história, qualquer um, lhe fará bem.

      • Recomendo a você ler dois livros de história: um sobre a Inglaterra e um sobre o Brasil.
        Compare os dois e repense tudo o que você falou.

  28. Em resumo, a cupação inicial serviu para desmascarar a direita raivosa, mas a continuidade sem legitimidade só serve para alienar apoio e criar um abismo mesmo entre a esquerda.

    Não está em discussão aqui a legitimidade da PM de ire até a FFLCH descer o cacete nos alunos com total conivência da justiça do estado tucano, esta não existe em absoluto. O que se discute e afirmo é que, enquanto movimento estudantil, os ocupantes não tem legitimidade, mas são estudantes e não podem ser reprimidos.

    O acirramento dos conflitos na USP, tanto dos estudantes contra a reitoria, mas também de estudantes contra outros estudantes não interessa ao coletivo da Universidade, mas tão somente ao grupo dirigente.

    http://www.tsavkko.com.br/2011/11/legitimidade-apoiar-ocupacao-na-usp.html

    • estudante nao pode ser repreimdo??!!?ahahahahahha, conta outra! se o imbecil estiver cometendo um crime (e ultima vez que vi, fumar maconha e invadir e paralisar orgao publico é crime), tem que ser preso mesmo. o que nao pode é o cara ser reprimido por escrever ou emitir alguma opiniao ou crença. nao misture as coisas…ha uma grande diferença entre reprimir a liberdade de manifestação e reprimir atos criminosos e violentos. voces estao todos livres para fixar cartazes, organizar debates, publicar jornais…só nao pode usar meios violentos para forcarem as pessoas a te escutarem.

  29. Raquel, gostei do texto!! A maioria das abordagens sobre a ocupação da reitoria são pró-PM, e, nesse contexto, o seu texto é como que uma luz em meio à escuridão ! Quem nos dera as pessoas ouvissem mais Raquel Rolnik e menos Reinaldo Azevedo (leia-se : revista veja, e folha de são paulo, estadão, rede globo…)
    O exercício de pensar, com a massificação dos recursos de internet, parece que é antagônico! Quanto mais gente tem acesso, mais coisas horríveis (leia-se : discurssos de ódio) você vê!…obrigado, professora!
    E parabéns pelo blog

  30. Eu creio que uma grande questão que não vem sendo colocada de forma adequada é justamente uma proposta de solução. Acredito que precisamos não da PM o campus, mas de uma polícia universitária treinada e preparada para lidar com as questões de segurança da unversidade. Penso que é do senso comum que a PM é um instituição autoritária, com pessoas despreparadas para atuar na cidade, quanto menos em um espaço universitário.

  31. Eo soh quero saber de que maneira a prasenca da PM “significa uma restrição à liberdade de pensamento, de comportamento, de organização e de ação política”?
    Ate onde eu sei todo mundo ainda pensa o que quer, se comporta como quer (desde que dentro da lei nacional, final, ainda que a USP nao faca parte da cidade, faz parte do pais), se organiza como quer e poe em pratica suas acoes politicas, vide 50 estudantes invadindo a reitoria.
    PM nao significa repressao a liberdade, mas justamente assegurar a liberdade ao mesmo tempo em que coibe o crime – que foi reduzido, SIM, depois da presenca da PM.

  32. Lendo alguns comentários me choca as pessoas não perceberem que a autora não tropeçou nesse assunto e resolveu dar uma opinião mal preparada de quem assiste o Jornal Nacional de vez em quando e dá uma lida na Veja no salão de cabelereiro. A professora está escrevendo e dando sua opinião confortavelmente amparada por décadas de estudo! Ao contrário de muitos que apenas reproduzem o que o status quo os leva, sem o menor esforço de pensamento, a dizer.

    • po, como vce descobriu? noix é tudo iginorante, cem estudo, entoa é melhor noix fiaacr queitinho….

      se liga cara, a opinião das pessoas que nao concordam é tão legitima quanto a dela. Querer a PM no campus nao significa ser uma pessoa a favor da “repressão” da liberdade (algo que nem acontece nem nunca aconteceu desde o fim da ditadura, mas pelo visto ninguem quer discutir isto, pois ai fica obvio que nao tem problema de ter a PM no campus).

      • João que pobreza de espírito. Vá estudar um pouco sobre a arquitetura e o urbanismo antes de julgá-los inúteis. Seu comentário sim é carregado de preconceito e conformismo. “Não muda nada”. Vai ter preguiça de pensar em outro lugar que não aqui, arquétipo de Macunaíma…

  33. Texto fraco e unilateral, como praticamente todos sobre o assunto. Não propõe nada de fato, o que mostra realmente o falencia da universidade. Pensadores almofadinhas, vivendo no conforto de suas casas e discutindo dentro do carro durante o trânsito. Enquanto isso, a discussão realmente pertinente, sobre a fracasso do ensino da arquitetura na FAU e o endeusamento de um edifício datado, ninguém que saber.

    • Hahahahahahahaha
      Por favor!!! Ignorando o fato do desrespeito à professora, acho que no caso ela quis propor a discussão sobre o assunto corrente na USP. Discussões pertinentes sobram: sustentabilidade, honestidade na política, direito à moradia, preconceitos… Ignorar o tema em questão por considerar o mundinho FAU como mais importante só mostra sua pequenez.

  34. Cara professora, ao invés de perguntar que PM é essa, acho que a pergunta deveria ser: Que democracia é essa? A desses estudantes que desrespeitam a decisão da assembleia que votou pela desocupação, e a vontade da maioria dos estudantes que querem a PM dentro da USP.
    O grande problema, é que o governo de São Paulo, trabalha para manter a USP acessível principalmente para a elite. Principalmente porque existem pessoas teimosas que apesar de não fazerem parte dessa elite, conseguem estudar lá. Uma pequeníssima minoria. E a maioria dos estudantes da USP, tantos aqueles que querem, qto. aqueles que não querem a PM lá dentro, acham que são donos da USP e se esquecem que ela é mantida com o dinheiro dos impostos pagos por todos os paulistas, mesmo e principalmente daqueles que não conseguem ingressar em um de seus cursos.
    No passado, lutávamos para impedir que a polícia entrasse na USP, porque o objetivo era prender as lideranças políticas, já que muitos movimentos políticos se originavam lá. Mas agora, os estudantes, em sua maioria, estão mais preocupados em ter um território livre para o consumo de drogas ou como diz o Ricardo Kotscho, com a falta de vagas nos estacionamentos.

  35. “o campus faz parte ou não da cidade? queremos ou não que o campus faça parte da cidade?”
    Parabéns pelo texto brilhante! Uma bela visão urbanística dos temerosos campus universitários!
    Só acredito que o campus deve sim fazer parte da cidade e ser tratado como tal. Deve haver repressão aos atos ilícitos dentro e fora. Não acredito que o uso de drogas no campus possa ser encarado como liberdade de expressão! É sim a expressão de uma sociedade largada ao acaso! Enquanto se aperta um beque sossegadamente para dar um time nos estudos, muitos que não tiveram a oportunidade de estar ali estão perdendo suas vidas nas mãos do tráfico das favelas. O problema é mais amplo! Quanto ao policiamento, creio que seja necessário sim, embora existam problemas maiores que demonstram sua baixa eficiência, mas não é um problema de ter ou não, e sim de como ter…

  36. O fato é simples! a Usp nao tem comando, nao tem reitoria, nao tem verdadeiros responsaveis por ela…e se tem sao incompetentes.

    A policia tem sim que ficar la e descer a pau nesses playboys que querem tirar a policia de la pra poder fumar maconha…sao vagabundos bancados pelo papai ja que nao trabalham e vao estudar de carro na maior mordomia tirando o lugar que quem realmente quer e precisa estudar.
    Vale tb ressaltar que esses que arrumaram toda essa encrenca sao a minoria la dentro.

    Rogerio Rizzo

  37. Sem sombra de dúvidas esse assunto é bastante polêmico dentro da USP. Sou ex aluna (me formei no fim do ano passado) e por 6 anos vi muitas coisas acontecerem na USP. Em primeiro lugar acho que qualquer manifestação que não seja pacífica (envolva invasões, depredação e danificação de prédios públicos ou privados) perde sua razão, pois não vivemos em uma terra sem lei e esse tipo de violência não justifica nenhuma reivindicação. Sou a favor sim da polícia dentro do Campus da USP, pois qualquer pessoa tem acesso a universidade, inclusive de finais de semana (entrei muitas vezes na USP de fim de semana sem carteirinha, e assim como eu outras pessoas também), dentro da mesma existem muitos locais desertos, sem iluminação e que fazem parte do trajeto até uma das saídas, sendo inevitável passar por alí… quem tem carro, ótimo! Mas e quem depende de circular (que todo ano tem greve) e só anda a pé? Dentro da USP, pela PM ter um acesso limitado, é um local com muitos assaltos, roubos, há pontos de tráfico de entorpecentes ilícitos e há alguns anos haviam também ocorrências de estupro. A guarda universitária não é uma guarda armada, o que um segurança do campus pode fazer se vê um assaltante armado agindo no campus? ligar para PM e esperar a burocracia para a mesma ter acesso ao campus? Muitas pessoas dizem que são contra a PM no campus por causa da ditadura, mas hoje não vivemos mais uma ditadura militar e infelizmente temos problemas em relação a segurança dos alunos dentro do campus. Acho sim que a PM deveria ter acesso ao campus e porque não uma base dentro do mesmo?

  38. Corrijam-me se eu estiver errado, mas a maconha é legalizada em nosso país? Já testemunhei várias vezes grupos de estudantes se reunindo com o simples intuito de fumar maconha na estadual de onde eu moro, até em horários onde não havia nenhuma atividade acadêmica (sábado pela manhã).

    Acho utópico demais querer se evadir do cumprimento de uma lei de alcance nacional, a narcóticos que deveria dar um basta nisso.

  39. São imbecis como a senhora que estão “educando” a juventude de hoje em dia?

    Está explicada a “inteligência” desses alunos!

    A presença da PM significa restrição de liberdade de pensamento? Liberdade de pensamento é fumar maconha? Que legal! Não sabia dessa!

    Ou será que a PM está invadindo as salas de aula e censurando o que os professores vão ensinar? Se for isso, posso me juntar ao bando de imbecis e lutar contra a presença da polícia.

  40. “Você é igual a ele, bando de maconheiros fdp. (Mathias)

    – Não me misturo com viciado e nem vagabundo. Eu te prendo, traficantezinho de….. (Mathias)”

    As frases acima são do personagem Mathias, do filme Tropa de Elite. Refletem bem a situação do Campus da USP, afinal onde tem maconheiro, tem traficante e onde tem traficante há crime e insegurança.

    Por ocasião do assassinato de um aluno nas dependências do Campus, um aluno relatou a um repórter: “Queremos que {a pressão por mudanças na segurança} não seja só agora, no calor dos acontecimentos. Sou a favor da Polícia Militar no campus. Se aqui entra qualquer tipo de pessoa, por que as forças de segurança não podem?”

    É muito importante que se reflita sobre a conduta dos alunos que consomem drogas ilícitas dentro de uma insituição educacional, mesmo o consumo de latas e latas de cervejas como as que entraram nas dependências da reitoria para consumo dos alunos de rostos cobertos divulgadas em foto de reportagem do jornal “O Estado de São Paulo”. O estado de direito precisa ser restabelecido, estes alunos identificados e punidos com o rigor da lei, seja da legislação vigente na sociedade, seja segundo os estatutos que regem a Universidade.

    Independentemente de estar a PM dentro do campus ou “qualquer um” adentrar as dependências da Universidade, é fato que fumar maconha, consumir droga ou álcool é totalmente incompatível com as atividades exercidas pela Universidade e fere frontalmente os interesses da maioria dos alunos que estão nesta insituição com o objetivo único de conquistar uma formação universal que possibilite avançar e progredir enquanto cidadão de bem, além do que fumar maconha é ilícito em qualquer lugar do país, pois movimenta uma atividade conhecida com tráfico, o que é ilegal e proibido no país.

    Boechat, âncora de programa de rádio Band News, mencionou que se impressiona com a capacidade de a sociedade reunir milhares de pessoas nas passeatas “gays” pelo Brasil afora e com a incapacidade de reunirmos mil pessoas contra a corrupção política que impera impune em nosso país e é exatamente neste ponto que concordo plenamente com a professora Raquel que exprime bem a realidade quando pergunta “Que PM é essa?”, mas é fato também o inevitável questionamento: Que alunos são esses que fumam maconha em um local em que deviam estudar? Onde estão seus pais? Seus familiares? Por isso posso concluir que todos somos vítimas dos governos, que na ironia, nós mesmos escolhemos. Sim todos somos vítimas: cidadãos, alunos, professores e principalmente pais de alunos!!

    Onde estão os recursos governamentais que possibilitariam uma condução urbanística mais apropriada ao Campus? Que possibilitassem segurança sem que a PM tivesse que confrontar-se com estudantes maconheiros, estes mesmos PM´s também vítimas de seus governantes com salários incapazes de proporcionar uma vida digna, detonando o que há de pior na sociedade que é a guerra entre as classes sociais.

    Por isso comecei o texto com as frases do personagem Mathias, afinal PM´s e criminosos morrem e matam todos os dias na guerra contra a criminalidade em nosso país e ao se defrontarem com “alunos maconheiros” no campus da USP, os tratam da mesma forma que o personagem tratou um personagem membro de uma ONG em uma passeata contra violência.

    E para encerrar, uso a frase do personagem vivido pelo ator Wagner Moura:

    “O sistema é foda.” (Coronel Nascimento, no filme Tropa de Elite 2)

  41. Em minha concepção a universidade, é um ponto físico pertencente a cidade, portanto faz parte da cidade, ele está inserido nela. Afirmar que a USP oferece poucos serviços a população? Ora, a educação se reduziu a um serviço quase inexpressível para a população? Nesse sentido a universidade me parece estar fechada, sem trocas com seu entorno. (Talvez ainda esteja mergulhada em seu sistema de concepção: ditadura?)

    Vivemos em um sistema de trocas, por isso a universidade não deve se isolar da cidade. Ao contrário, deve possibilitar trocas e intensificar o diálogo. Ou será que em minha inocência os acadêmicos saem de casa e ao chegarem na delimitação do espaço físico da USP são abduzidos, e passam a serem regidos por outras leis?

    Os serviços prestados pela universidade (a educação) em uma cidade é muito, e não pouco como falou a gestão da USP, e por isso ela deve sim, dialogar com o ambiente no qual ela está inserida. Aliás este deveria ser seu papel, como polo gerador de idéias e desenvolvedor de melhorias.

    Porém as lutas pelo poder faz dos homens seres incompreensíveis.

  42. “Um segundo aspecto diz respeito ao tema da segurança no campus em si. É uma enorme falácia, dentro ou fora da universidade, dizer que presença de polícia é sinônimo de segurança e vice-versa. O modelo urbanístico do campus, segregado, uni-funcional, com densidade de ocupação baixíssima e com mobilidade baseada no automóvel é o mais inseguro dos modelos urbanísticos, porque tem enormes espaços vazios, sem circulação de pessoas, mal iluminados e abandonados durante várias horas do dia e da noite. Esse modelo, como o de muitos outros campus do Brasil, foi desenhado na época da ditadura militar e até hoje não foi devidamente debatido e superado. É evidente, portanto, que a questão da segurança tem muito a ver com a equação urbanística.”

    Você tem solução para isso? Reconstruir o campus inteiro?

  43. “Se a entrada da PM no campus significa uma restrição à liberdade de pensamento, de comportamento, de organização e de ação política, nós não deveríamos discutir isso pro conjunto da cidade?”

    A polícia passa na minha rua com alguma frequência, e não me sinto coagido, reprimido ou ameaçado por isso. Presença de policiamento não caracteriza (não deve, pelo menos) restrição à liberdade de pensamento, comportamento, organização e ação política – basta agir de acordo com as leis. Dentro da USP ou fora dela.

    Quando ocorrem manifestações violentas, antidemocráticas (já que os revolucionários estão contra a opinião da maioria dos estudantes) e abusivas, digamos, em uma favela ou em campos de futebol, a polícia é acionada e dispersa os manifestantes, cumprindo seu papel de proteger o interesse da sociedade de forma geral. Mas se tocarem nos estudantes rebelados, são opressores? Isto é restrição de pensamento? Os estudantes devem receber tratamento especial em relação ao resto dos cidadãos? Isto não deve ser discutido também?

    “Então na USP não pode, mas na cidade toda pode? Que PM é essa?”
    A polícia reprimiu algum aluno dentro da sala de aula? Prendeu alguém durante atividade lícita? Repressão ao uso de entorpecentes deve ocorrer em toda a cidade, e se na cracolândia não ocorre, então que todos insistam para que o policiamento – e o apoio social necessário – cheguem até lá, mas sem que isso se torne muleta para a baderna em outros cantos da cidade.

    É preciso parar com essa mania de “sou estudante da USP, posso tudo, pois sou um pensador”.

  44. Toda essa zona porque os playboys querem fumar seus baseados sem que o papai descubra e corte a mesada. E eu pagando tudo isso! LAMENTÁVEL.

  45. Pingback: Raquel Rolnik para além da pesença ou não da PM no campus da USP | Maria Frô

  46. Então, como ex-aluno e por dez anos na “Cidade Universitária”,(IF,IQ e PC) e com um filho aluno, justamente na FFLCH, que comunga da mesma opinião de que há tremendas contradições em alguns alunos que estão lá só prá badernar. Percebo que nada mudou, a não ser no fato que maioria da sociedade tinha visível a arrogânica e prepotência, na mídia. Muito feliz,quando leio que “É uma enorme falácia, dentro ou fora da universidade, dizer que presença de polícia é sinônimo de segurança e vice-versa”.
    A universidade seria física isolada coma simples austeridade nos portões, que poderia ser realizada pela propria PM. (rsrsrsr dúvido que ação simples seja tomada)
    A politica de privatização do governo, que sucede há vinte anos, deve alcançar os institutos (IF, IQ, IME, etc.) de maior interesse ecômico.
    O problema da maconha está em todas universidades do Estado e nas particulares, onde é mais intensa, e o uso de não fumaçantes também é comum. (A PM tem muito trabalho “Fora da USP”)
    Ainda penso no costante ruminar desse assunto por um programa de rádio que tem patrocinio em um produto de blindagem.

  47. ressalva boba: acho que mesmo no modo como foi empregada a palavra, o plural de campus ainda é campi…

  48. Agora comecei a entender como funcionam as coisas no Brasil; o governo pode estar fazendo a farra com o nosso dinheiro e ninguém faz nada, agora tenta colocar a policia na faculdade e ameaçar acabar com a boca de fumo dos estudantes, aí a coisa fica feia, porque acabar com o lazer dos vulgos estudantes é pior do que desviar milhões para construir escolar e moradias… Esse é meu Brasil..

  49. Então quer dizer que o aumento de efetivo da PM não diminuiria a incidência de crimes no campus por causa dos arquitetos do regime?

    Sra. Raquel., se o efetivo for suficiente é possível patrulhar até um deserto. Acho impertinente a crítica ao urbanismo. A área a ser patrulhada é uma razão entre população local, m² e número de viaturas, seja no campus ou em qualquer lugar. A equação da segurança na envolve pouco as questões topográficas e arquitetônicas.

    Considerando a quantidade de alunos e funcionários colocados em risco, acho uma imprudência afirmar que não há relação entre segurança e intensidade de patrulhamento especialmente no caso da USP.

    Todos sabem que de um lado do campus há uma Academia de Polícia e do outro lado há a maior boca de fumo do Butantã. É uma barganha ousada abrir mão do policiamento em troco de um “campus livre”, quando todos sabem que qualquer um consegue entrar na San Remo pelo P3. Se a instituição USP que permite que estranhos entrem para comprar droga, não se pode esperar muito em termos de segurança, não acha?

    Concordo que a instituição USP é pública, e como todo bem público, seu acesso deve ser livre. Portanto, a única solução viável que não restringe o acesso a ninguém é aumentar as condições de segurança no campus.

    Mas isso só pode ser feito a partir da Polícia Militar? Não. Muito além da questão urbanística – que tem poucas condições de mudança – está a questão de priorizar e capacitar uma Guarda Universitária que esteja apta a zelar pela segurança de milhares de alunos e o investimento em dispositivos de segurança internos como câmeras, que ajudam a inibir assaltos, roubos, estupros e delitos menores como a depredação de orelhões, bancos e bebedouros. É uma pena que a USP seja colossal e esteja no meio do mato, mas isso não impede que ela seja monitorada na maioria de sua extensão.

    A problemática urbanística é válida. Faltou ao seu ensaio sugerir uma solução real.

    • Essa professora é esquerdista ? O ARTIGO MAIS LÚCIDO QUE JÁ LI NA VIDA . Isso é ser de esquerda ??? PURA VERDADE.

      • Foi o que me pareceu. Mas acho que não é o caso, o artigo de lúcido em minha humilde opimião não tinha nada. A viol~encia no campus, tem sim que ser reprimida com força, pois ja estamos fartos disso tudo que anda acontecendo na universidade. e sobre a cambada de arruaceiros que invadiram o prédio da reitoria vou aplaudir se a PM iver que usar de força para tretir´-los. Vamos prestar atenção, ´nossos colega alunos, esse tipo de ação criminosa, criminosa, pois invadir prédio público é crime, causada por essa cambada de playboy, pq quem entra em universidade pública neste país é quem normalmente tem grana, então essa cambada de PLAYBOY pseudo-esquerdistas, tem é que tomar uns tapas da vida pra aprenderem … To cansado desse povo…

    • Essa mulher precisa aprender o básico sobre lógica para que seja habilitada a entrar em qualquer tipo de discussão sobre qualquer assunto que exija o mínimo de coerência.

      Fica claro pelo texto que ela não tem o mínimo de preparo lógico para conversar coerentemente nem sobre assuntos básicos da vida.

      Vamos lá, o que carece no preparo dessa mulher?
      O entendimento de geração de coisas por multi fatores.

      Uma coisa é gerada por um ou mais fatores. Esses fatores combinados podem ser:
      1) Suficientes para a geração
      2) Necessários porém não suficientes
      3) Necessários e suficientes

      No caso da polícia gerando segurança, é claro que não é um fator suficiente mas sem dúvida alguma é um fator necessário. Negar isso é como negar que 2+2 são 4.

      Quando a sujeita aí diz e utiliza como argumento isto: “É uma enorme falácia, dentro ou fora da universidade, dizer que presença de polícia é sinônimo de segurança.” fica claro que ela não entende a diferença entre fatores necessários e fatores suficientes, mal consegue se expressar e acaba utilizando o termo “sinônimo” por não encontrar na sua ‘vasta’ bagagem lógica um termo mais apropriado.

      Polícia não é fator suficiente, mas é fator necessário.

      Qualquer coisa que não diga isso está errado.

  50. E o movimento estudantil da usp incorporou as praticas democráticas?

    Um dce q faz uma assembléia no vão da história não quer muitos dos 80 mil estudantes da usp. Seriam bem mais validas as suas criticas se não tivesse dois pesos.

  51. Achei muito ruim sua forma de expressar no texto, além disso tem que ter sim PM no campus pois lá rola uma ilegalidade de drogas rolando solta!!

  52. comentário triste esse seu… e totalmente imbecil. E ainda coloca um dos maiores assassinos da humanidade como avatar… VC MERECE !!!

  53. Se eu concordo com a criminalização da Maconha.. a resposta seria não!

    Mas, infelizmente, o porte ou uso da maconha AINDA é crime!
    Desta forma, bem ou mal, a PM não está errada em reprimir o uso da mesma.

    Se é ou não correto a criminalização, a discussão é outra.
    O fato é que eles estão cumprindo a lei.

  54. Sim, voce esta certa. Mas a “repressão” está aonde mesmo ?? Atuar 4 ou 5 fumantes de maconha ? A lei está ai. e tem que ser atuada. RIDICULO ESSE MOVIMENTO, VERGONHA PARA TODOS…

  55. ´´restrição à liberdade de pensamento, de comportamento, de organização e de ação política´´ Desculpe, mas você está dizendo que o fato de estar dentro da USP pode fumar maconha á vontade? Faz me um favor, a elite intelectual do Brasil não é tão intelectual quanto parece. Faz barulho por coisa pequena enquanto há assuntos muito mais importantes para tratar.
    Sorte de quem conseguir as bolsas de estudo no exterior. Pelo menos não tem que lidar com gréves periódicas de professores, aulas vagas e NÒIAS que fazem um rebuliço absurdo e abusivo .

  56. Tanta abstração e apenas um fato empirico “a prisão do usuário de maconha”… ñ fosse caso de polícia o consumo de maconha, a polícia…, a segurança…, poderia se voltar para o exercício da ética, p. ex., objetivando o proposto pela SENAD, qual seja, tratar de forma igualitária, sem discriminação (grifo noss) os usuários de drogas lícita e ilícitas.

  57. Fato que o que está acontecendo na USP vai além do debate sobre a presença ou não da PM no Campus. Não concordo com a criminalização da maconha e acho infeliz ainda termos esse tipo de preconceito – maconha mata e maconheiro é bandido- no entanto é crime e sendo assim concordo com a repressão da PM e acho abusiva a ocupação da USP. A discriminalização é outro assunto e merece um debate mais organizado.

  58. Como diz o próprio título do texto, a questão vai além dapresença da PM na USP. Infelizmente, o movimento estudantil há muito perdeu seu foco e hoje se ocua de questões vazias. Não tenho absolutmente nada contra quem fuma maconha e por outrolado, nao acho que a PM paulistana seja das melhores. Ocorre que o cidadão em questão está errado, inflingiu a lei e ponto final. Agora ocupar areitoria por isso… francamente! Poressae outras, o movimento estudantil está banalizado e mal visto, tanto dentro quanto fora das universidades públicas.

  59. eu me divirto… dias atrás estava uma renca de gente defendendo a liberação da maconha.. blablabla… tinha até o canalha do FHC apoiando e tal. Até parecia coisa util de se discutir né… que lastima! Agoraa… aahahaha, agora a agua bateu na bunda né… chegou o problema e ninguém quer maconheiro não veio! Que sociedade idiota essa que vivemos, uma hora esta de um lado outra de outro lado! Quer saber… vai tomar naquele lugar todo mundo que esta nessa merda de discussão. Quem tem o mínimo de inteligência ira cuidar da sua vida e deixar essa podridão de lado!

  60. A real é que agora tudo vai ser motivo pra você, estudante ou seja lá o q eu for da USP, tomar enquadro da policia a qlqr hora…

  61. Interessante a polícia abordar estudantes que fumam maconha… por que não vão Às favelas prender os traficantes???? Ah, esqueci: recebem propina, né? Só os estudantes não tiveram como pagar… Que polícia é esta que, quando acontece um crime de verdade,nunca está presente???

  62. Cara professora Raquel. Seu discurso é absolutamente vazio. Tem a pretensão de suscitar a reflexão sobre a sociedade universitária e, na verdade, complica o que é muito simples. A universidade pública é parte da cidade. É mantida pelo povo que paga impostos. Estudantes que usam seu tempo para se drogar em vez de estudar estão injustamente desperdiçando esses recursos tal qual fazem políticos desonestos. Devem ser sumariamente expulsos da universidade. A força policial é necessária em qualquer espaço público para manter e garantir a ordem e a segurança das pessoas.
    O resto é blá-blá-blá de pseudo-humanistas incapazes de subir na escada e trocar uma lâmpada sequer.
    Pau nos maconheiros, que universidade pública não é lugar de baderna. Pau em basbaques como a senhora que se jactam de “intelectuais” tentando desmerecer aqueles que, como eu, são pragmáticos e querem de fato o bem estar e a segurança dos homens de bem.
    Vá trabalhar e estudar de verdade, que a senhora ainda tem chance de aprender melhor sobre a vida. Pegue a sua filosofia de botequim e vá discursar para mentes pequenas como é a sua.
    E passe bem entre seus desafortunados baderneiros que não aceitam a derrota que lhes é duramente impingida nas urnas. (… como de resto, toda essa cambada de safados, parasitas sociais, que pouco produzem e que ainda não perceberam que o muro de Berlim caiu sozinho, sem um único tiro).
    E finalmente, vá pro inferno, que é o lugar que mais se parece com o que a senhora seria capaz de “projetar” com sua “arquitetura e urbanismo
    social”.

    • Não vejo como uma enchurrada de ofensas desse tipo caracteriza você como uma pessoa mais racional ou sensata, e não vejo, da forma como você se expôs, o porquê de ter mais direito sobre sua opinião do que qualquer outra pessoa.

  63. Olá professora,

    Parabéns pelo seu texto. Eu mesmo sou professor (ensino médio) e venho insistindo que o debate parou num nível muito raso e não abordou as questões importantes de fato. Fiquei muito feliz ao ler seu texto-relato.

  64. Repito o que disse no link para este texto que compartilhei no facebook:
    Raquel Rolnik tirou as palavras de minha boca, as teclas de meus dedos, os pensamentos de meus neurônios. A questão da PM é a PM, e não a necessidade de excluí-la de uma pretensa “ilha de gente diferenciada”. Não existe gente diferenciada. Existe é diversidade. Em toda a parte. Viva Raquel!!

  65. Olha… Eu vi muitas palavras mas pouquíssimo texto.
    A questão é que muita gente parece ter esquecido que não muito tempo atrás um aluno foi assassinado (REPITO: ASSASSINADO) dentro do campus da USP durante um assalto, e na época ficou evidente que a sistemática da segurança, não só na USP como nas universidades do país são lamentáveis – afinal, neste momento as estatísticas finalmente vieram a tona sobre estupros e assaltos ocorridos DENTRO das universidades.

    Agora, porque TRÊS MALOQUEIROS querem defender o direito de fumar maconha dentro da faculdade os alunos fazem essa palhaçada toda e vem professores (que deveriam ser gente esclarecida) defender ou justificar?

  66. Teoria x Prática
    Na teoria se pode pensar que a cidade universitária é outro universo, na prática ela está em São Paulo, e o consumo de maconha dos uspianos é o que sustenta o tráfico na São Remo (o universo que fica alí ao lado).

  67. FAZER parte da cidade é ser o local onde se pode fazer de tudo? Sinceramente pro, me poupe! Já que a Universidade tem de ser lugar de toda e qlqr forma de expressao e compoirtamento, deixem os neonazistas se manifestarem? Acredito que tudo tem limite e liberdade demais é romper o vinculo social, se todos podem falar e fazer o que bem entendem chegamos ao fim!! E acredito que a tomada de decisao sobre os rumos da universidade nao deve estar na maos dos alunos que simplesmente “passam” pela Universidade e naõ ficam lá, acredito que se é para ser uma instituição solida nao pode scumbir aos fremitos hormonais da juventude, que sempre passa muito rapido! E, por fim, quem acredita que usar maconha nao é crime, plante a sua e consuma: dentro de sua liberdade vc pode fazer o que quiser, inclusive se matar, mas sua liberdade termina onde começa a minha e a dos “avioezinhos” que voces usuarios alimentam. è muito lindo lutar pelo social e, para satisfazer seus gozos pessoais, condenarem centenas de cianças e jovens a uma vida marginal e, na maioria dos casos, a morte, HIPOCRITAS!!! Isso é lutar pelo social? me poupe!

  68. http://www.dhnet.org.br/dados/relatorios/dh/br/jglobal/relatorio1.html

    O link acima é um estudo sobre a Violência urbana no Brasil. É baseado nas informações de homícidios divulgadas pela mídia, o que significa que o número é possivelmente maior

    Segundo o estudo, 8,75% das pessoas mortas por ano são assassinadas em execuções sumárias pelas FORÇAS POLICIAIS.
    Isso porque reprimir, para a polícia militar (esse entulho da ditadura militar – e para outras policias também) não significa apenas proteger o cidadão. REPRIMIR significa realmente reprimir, constranger, retirar a liberdade e impor um controle social que beira o fascismo
    Digo isso baseado nos últimos fatos.
    Vários dos comandantes , policiais assumem uma postura tipicamente fascista. Querem tolher a liberdade, militarizar o cotidiano da sociedade, impor toques de recolher em algumas cidades (começa pela “proteção da juventude”, depois se estende à “proteção” da sociedade” – e no final será imposto um toque de recolher a todos). Diversos relatos de arbitrariedade polciial nas favelas, onde os policiais não respeitam a liberdade da população
    Vale lembrar que o cálculo utilitário de “se tal restrição da liberdade for útil à “sociedade”, então será aplicado” foi a base do sistema fascista!! (evidente que quando a PM entra no campus alegando que é bom pra sociedade, assim como no caso fascista, sociedade quer dizer apenas parte da sociedade)
    A extrema-direita tem crescido em toda a Europa e tem usado descaradamente campanhas racistas e xenófobo. Aqui, Bolsonaros se multiplicam e defendem a militarização do cotidiano e a drástica intervenção do Estado na vida dos indivíduos – drástica, sim pois não se trata apenas de intervenção na economia, se trata de intervir com exército nas ruas, nos morros, nos campus vigiando as pessoas…

    Enfim a função da polícia não é proteger, é reprimir para manter a hegemonia de quem tem o poder.
    E a elevada taxa de execuções cometidas pela polícia mostra que ela não traz proteção à parcela mais pobre da sociedade, traz apenas assassinatos e dor.

    Texto da Record sobre assassinatos no Brasil:
    http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/em-cinco-anos-pm-de-sao-paulo-mata-mais-que-todas-as-policias-dos-eua-juntas-20110607.html

    E texto da Globo dizendo que a PM estava no campus quando estudante foi morto:
    http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/05/pm-estava-no-campus-da-usp-quando-estudante-foi-morto.html

  69. O problema é que a sociedade está tentando debater certas leis e proibições que só contribuem para acelerar a violência em todos os setores. Sabemos que poderemos vencer essa batalha, mas os defensores da criminização sabem que vai demorar…E a polícia está despreparada para esse diálogo. Ela faz o que dá conta, e muito mal. Como foi o caso da intervenção. Veja essa questão abaixo, embora seja requentada!
    1 – Imagine que devido a cafeína, pque alguns ficam muito doidão qdo tomam café, é mais prejudicial que a maconha, etc, o café, essa droga domesticada, fosse proibido;
    2 – Uma semana depois, como ficariam as pessoas que gostam de café?
    3 – Quanto essas pessoas pagariam por uma xícara de cafe?
    4 – Com isso as pessoas se envolvessem com traficantes para tomar cafe;…
    5 – Os traficantes, para terem mais lucros, incrementariam o café com outras droga para cativar os consumidores;
    6 – Mesmo sabendo que os traficantes corrempem a polícia, o judiciário, o legislativo e o executivo, vc continuariam enfrentando os risco e tomando o seu cafézinho;
    7 – Toda essa corrupção geraria mais mortes no seu “combate” do que em pessoas que continuariam tomando café contaminado;
    8 – Como acontece com as drogas proibidas atualmente, as cadeias seriam corrompidas a tal ponto que servissem de abrigo e fortaleza do tráfico e uma escola graduada de transformação de trabalhadores e estudantes em perigosos bandidos;
    9 – O tráfico de café incrementaria outros tráficos ainda piores, como o de armas, a lavagem de dinheiro, roubo de carros, guerras, etc.;
    10 – Depois de tudo isso, se a polícia encontrasse tres estudante tomando cafezinho junto a um vendedor ambulante dentro do campus, vc acha que eles deveriam ser presos?

  70. A “boca” deve ficar nos arredores da Usp.Já que a polícia quer tanto trabalhar,por que ela não vai direto aos traficantes! Equação simples! Um estudante não pode pagar pela hipocrisia de uma sociedade que insiste em ocultar onde deveras mora o problema…

  71. Concordo plenamente com os tr^es aspectos explorados pelo texto redigido pela professora Raquel, ou melhor, desdobramentos das discuss~oes afloradas pela resposta dos estudantes a entrada da PM na USP.
    Sou estudante da USP e n~ao considero que nenhum de n’os devemos ter privil’egios. Somos cidad~aos comuns. As mesmas leis que se aplicam na sociedade devem ser aplicadas no campus. Contudo, devo dizer que n’os, jovens, ingressamos na universidade munidos de informa’c~ao, criatividade e desejo de mudar o mundo e o modelo de universidade que se apresenta hoje, nos desencoraja e nos desarticula. A didatura j’a passou! Gest~ao, disc^encia e doc^encia reconhecem as iniquidades no Brasil, ent~ao, o que nos freia??????

  72. Prezada professora,
    Está a faltar reflexão.
    A polícia militar deve ser respeitada.
    Realmente, não entendo este comportamento dos alunos. Pois, várias ocorrências policiais são registradas no campus.
    Tudo isto deve ser debatido, pois, a segurança coletiva é importante. Não podemos circular no campus com medo!!

  73. Olá, Muito relevantes e pertinentes suas obsevações. Sou ex-aluno e vejo minha vida absolutamente dissociada da realizadade paralela que poucos insistem em promover na USP. Sem entrar na questão de maconha , etc, acho que a tal liberdade que se pretende no campus deveria vir acompanhada de responsabilidade. Portanto, se a instituição é mantida com o meu e o seu imposto, é justo que nós decidamos no que estamos investindo e não um micro grupo radical. Antes de discutirmos liberdade e o espaço da universidade precisamos discutir no que a sociedade paulistana está investindo 10% do seu ICMS (nas 3 juntas). A partir disso acho que a tal democracia que a USP não se apropriou tem muito mais relação com atender o desejo de quem está fora do que de quem está dentro dela. E sobre a PM, toda discusão é sempre bem vinda mas não vejo uma outra saída razoável para a questão objetiva de criminalidade. Grande abraço.

  74. Gosto muito da discussão, pois acredito que há muito mais complexidades a serem exploradas do que polarizar entre ‘PM repressora’ e ‘alunos maconheiros’. Rótulos superficiais que levam a uma discussão limítrofe, não? Apenas para acrescentar um pouco, acho importante também discutir o que a cidade quer da USP. A decisão sobre a USP não é apenas da direção e dos alunos, afinal, todos somos contribuintes e, em alguma medida, somos impactados pelas ações positivas e negativas em torno desta entidade pública.

    Honestamente, sinto muita falta da USP na cidade de São Paulo. Cadê o livre pensamento para propor uma nova São Paulo? Não estou falando de teses engavetadas, estou falando de VOZ ATIVA, TRANSFORMAÇÃO. A cidade está em plena transformação urbanística (ao meu ver, negativa) e não vejo (além de opiniões isoladas de professores, mestrandos e doutorandos) uma presença pensante e democraticamente ativa na comunidade por parte dos diversos organismos de dentro da USP. Posso estar enganado? Certamente. Mas como um mero cidadão, não me vejo impactado pelo ‘livre pensamento’ da USP.

    O viés urbanístico é apenas um. Existem questões de direito, de saúde, de sociedade…um mundo de temas para a USP nos ajudar. Novas modelos vem propondo significativas mudanças na relação entre Estado e Cidadãos. Modelos de comunicação, ferramentas da web (como o votenaweb.com.br e o myfuncity) e diversas outras iniciativas. Quais delas surgiram na USP? Não consigo citar nenhuma.

    Além de discutirmos a PM, os famigerados ‘maconheiros’, e a aristocrática gestão da USP, penso estar mais do que na hora de discutir a própria USP.

    Eu, cidadão de São Paulo, quero mais USP na minha vida!

    • Falou muito bem. Só para citar um exemplo: na questão das remoções de favelas,via incêndios…qual a participação da USP,como instituição? Há pesquisadores,como a Raquel eo pessoal da FAU,ou eu mesmo,que persigo o tema,pelo viés da Geografia. Mas a Universidade,em si,não tem opinião e nem participa de discussões assim,acho que deveria ter; tampouco o seu “movimento estudantil” faz algo a respeito…

  75. Eu acho que deveria rolar um Woodstock na USP por semana, sem polícia e cheio de maconha, porque me parece a única coisa que 80% dos estudantes de lá gostam. Conheço muita gente que estudou na USP e posso dizer com absoluta segurança que são péssimos cidadãos, com caráter deturpado e civilidade quase nula. Aluno da USP que não passa o dia estudando, pra mim, é vagabundo que aprendeu com os pais ricos a mamar nas tetas do governo, pregar demagogia e fingir que faz parte da sociedade e luta pelos direitos da maioria. Só se for a maioria daquele microcosmo que só existe na cabeça de mauricinho. Hipócritas! Detesto a PM, mas vocês merecem muita borrachada nas costas, seus porcos!

  76. a coisa mais perniciosa da usp é se julgar a parte da sociedade, isto gera anomalias- desde de intelectuais q se julgam acima do bem e do mal a margem confortavel de uma sociedade capitalista do qual eles se nutrem apesar de não participarem do processo de geração de riqueza, em nome de “gerar conhecimento”; até seres espatafurdios do século XXI q acham q podem denegrir, estragar , parar um prédio público e varios funcionários e alunos, em nome de fumar baseado sem intervenção da polícia, é uma crise de vALORES SEM FUNDO

  77. A todo o contexto e pela “democracia” que este blog oferece, me coloco primeiramente a parabenizar os envolvidos nesta discussão pela iniciativa de investirem seu tempo a discorrer sobre estee assunto. O fato que mais me impressiona, é de que a pouco tempo pediam mais segurança a “evitar” assaltos dentro do campi, e agora unem -se para expulsar a PM de dentro do campi???? bastante confuso. Ao passo que preferem a liberdade de fumar um baseado dentro ou segurar a própria vida??? mais confuso ainda.
    Sempre tive que estudantes que conseguem acesso aos cursos da Usp são venerados pelo mercado, mas essa imagem esta mudando graças a essa minoria corrupta e criminosa…mesmo que financie o trafico com seu dinheiro, e partindo do principio que cada um faz o que quiser com o seu, sendo mesada ou salario. Fica a dica aos incomodados com a policia VÁ ESTUDAR EM AMSTERDÃ!!!

  78. Parabéns profa, um pouco de inteligência e sempre refresca o ambiente. Fui aluno da Uneso e o que eu cansei de ver e vejo de novo neste imbroglio são agendas embralhadas e mal-dissumiladas: estudantes “engajados” que associados ao movimento político-sindical tentam empurrar guela abaixo da comunidade estudantil problemas e conflitos não estão no topo da lista de prioridades.

  79. Tudo vem se desvirtuando para a maconha e a pm como na verdade ao meu ver a questão maior é a segurança na usp. A questão é estrutural, urbanística. Saber usar o espaço da cidade para uma universidade de tamanha importância no mundo exige muito estudo e criatividade, o que não rolou eu acho. Eu defendo uma reforma do espaço repensando toda sua área cm por cm. Aposto que assim se resolveria a questão da segurança, da maconha e da pm.
    Cade a galera da arquitetura se motivando para propor alguma idéia? concursos? o mundo hoje corre pelas veias! não temos tempo a perder!

  80. Engraçado é que, como sugere o questionamento da Raquel,por que fora da USP pode e dentro,não? Por toda a cidade,fuma-se maconha,isso sem contar o Crack,que reina no centro da cidade. Há muito a polícia desistiu de combater as duas práticas, a primeira por mudanças de Lei e nos procedimentos. A segunda,porque não se resolve o problema só com polícia e ela mesma sabe disso. E na USP? Não deve ser diferente,pois,sim ela está dentro da sociedade paulistana,para bem e para mal.

  81. Eles são um bando de playboys! Vão estudar,assistir as aulas!se quiserem fumar maconha,vão p boca de fumo!!

  82. Sinceramente, inúmeras pessoas que comentaram acham realmente que PM significa segurança? Que tem que combater o crime, descer o cacete em todos os “criminosos”?
    Qualquer um que leia o mínimo de criminologia percebe que para punir todos os crimes tipificados em nosso Código Penal, teríamos que fazer uma grande muralha ao redor do Brasil.
    Falam que tem que punir que fuma maconha porque fumar maconha é crime. Pois bem, chamar alguém de corrupto sem ter havido o devido processo legal com sentença condenatória também é crime.
    Chamar a própria autora de imbecil -como fizeram alguns – consiste em crime (difamação e/ou injúria, art. 134 e art. 140, do Código Penal, respectivamente, para os legalistas que querem aplicação da lei aos “maconheiros criminosos”). Quer dizer, a punição e a lei, para “aquela gente”, a mim, nada.

  83. Parabéns pelo texto. Penso ser de fundamental importância refletirmos sobre todos os aspectos que envolvem a problemática que gerou as manifestações dos estudantes. Muitas vezes a sociedade é tomada pelo discurso da mídia e compreende o problema sob o ponto de vista reducionista da liberdade pura e simples de fumar maconha ou não. Com um pouco mais de criticidade e análise dos fatos, leituras, é possível perceber que o problema não é esse, não é mesmo.

  84. Muito bom!
    Realmente é preciso pensar na questão como um todo. O debate vai muito além de policiais e maconha na USP. Se relaciona com a cidade toda e até mesmo com o país!

  85. Hoje sofremos com o fardo da dor histórica e social, por sermos um país (Brasil) assolado na maioria dos departamentos públicos e privados pela corrupção generalizada. Vemos esta prática defendida por muitos que se nomeiam defensores dos mais fracos.

    Devemos nos preocupar com as políticas em nosso país. O mundo está tão indeterminado que está ficando sem limites. BASTA ver que a desordem que formatou-se na USP é fruto maduro desta sociedade que criamos e quando digo criamos é porqque também faço parte desta. FORA MACONHA, FORA INJUSTIÇAS E FORA ALUNOS DESPROVIDOS DA ESSENCIALIDADE DA EDUCAÇÃO EM NOSSO PAÍS. Não nos omitamos diante da corrupção.

  86. Vamos fazer o seguinte… Vamos acabar com a policia e qualquer orgão repressor… Liberamos todos os tipos de drogas e vamos viver felizes, como os modelos dos morros cariocas…
    Tbem podemos excluir a usp dos nossos probleminhas do dia a dia… e eles que se virem… afinal como disse um amigo, se cada um fizer sua parte viveremos tranquilhos… e pra ajudar um pouco mandaremos nossos viciados pro campus, afinal, lá é o único lugar que tem esse direito garantido pelos estudantes.

  87. exatamente…os estudantes da usp estão expressando uma luta internacional contra a Estado….e seu núcleo duro: a polícia. Que serve apenas para manter calmos (através do medo) os escravos brasileiros..que devem nesse momento adotar também uma medida de restrição de gastos..para enviar contigentes ainda maiores de grana para a nossa metropole….e por isso a pm está agindo de modo tão mais sistemático na repressão….para antcipar a repressão através do medo às enormes mobilizações que estão surgindo….inclusive pela legalização da maconha…que acabaria com a justificativa moralista idiota para matar pobre….que é que estão fazendo no RJ.
    ..é preciso antes de mais nada defender um dos seus últimos bastiões..que é a universidade…..se ali for exterminado qualquer direito a manifestação…onde será permitido?! onde conseguiremos defender?! e será que conseguiremos que apunhalamos pelas costas aqueles que de maneira corajosa tomaram a frente?!

  88. Parabéns, Raquel, pelas colocações. Você jogou no ar questões a se pensar. Infelizmente nem todos que aqui se manisfestaram entenderam sua proposta.
    Mas, como um país democrático, toda liberdade de expressão é valiosa.
    Sou uma pessoa otimista e vejo com bons olhos o que ocorreu com os estudantes e toda sua sequencia.
    Acho que a maconha não é o foco da questão. O fato de poder ou não fumar maconha é de longa data e se estende à cidade e ao país. Esta questão é polêmica e pode levar meses, anos até, para se chegar a uma conclusão. Talvez a intensão daqueles que valorizaram o fato seja tão somente esta: abreviar o debate.
    Mas, seria muito insiginifcante usar a ação dos jovens na USP para polemizar a maconha neste momento. Na verdade, espero, que esta ação seja muito além disto; que seja inteligente e norteada por causas mais nobres. Que seja apenas um artifício para debater (e resolver) fatores realmente decisivos para a formação dos futuros líderes deste país, os jovens que ali na USP estudam e que, por consequencia, servirão de exemplo para os demais estudantes de outras universidades.
    O que se deve focar agora é: Qual o papel da USP para São Paulo (cidade e estado) e para o país? Respondido isto: a USP tem cumprido seu papel?
    Como estão os alunos formados pela USP? Comparam-se aos melhores do mundo? Eles têm dado um feedback à Universidade?
    Como uma “universidade de ponta” (para os padrões brasileiros), como a USP é vista pelas demais universidades do mundo? Se está bem colocada: o que se pode melhorar? Se ainda há muito a melhorar: quais as prioridades?
    Sem dúvida, há muito que se pensar.

    Uma universidade que se mantém fechada em sua bolha, arrebatando qualquer possibilidade de integração com seu entorno, seja física ou funcional, estará correndo o risco de formar líderes egocêntricos que nada contribuirão para a melhoria deste país.
    “Se queremos uma boa qualidade de vida precisamos melhorar a vida do vizinho também”.
    Uma Universidade tem o dever de estar comprometida com a comunidade, com a cidade, com o estado, com o país e o mundo (e universo)!
    Espero que a manifestação em questão sirva para fomentar uma melhoria na visão geral desta tão requistada universidade.

    Solange Giannini

  89. Um texto com várias perguntas e nenhuma resposta. Se há 40 anos a esquerda faz as mesmas perguntas e não encontra as respostas, não está na hora de mudar as perguntas? Continuaria sem resolver nada, mas ao menos ficaríamos com a sensação de que não estamos mais na década de 70.

  90. Concordo com a professora que, atualmente, ha varios problemas muito mais complexos que a prisao de 3 estudantes fumando macolha na USP . Mas tambem acho um desperdicio o movimento estudantil estar gastando energia em brigar por causa tao superficial e efemera. O caso em si eh uma bobagem absoluta: a lei que proibe o uso da maconha eh um absurdo, a PM se preocupar em prender garotos fumando eh de uma total falta de foco no que a policia realmente deveria fazer pra garantir tranquilidade da comunidade da USP, e os alunos tomarem atitude tao truculenta tendo como bandeira um fato tao banal eh, no minimo, triste. Mais triste quando comparamos com outros momentos de nossa historia em que os estudantes lutaram por liberdades individuais, fim de ditaduras, contra uso de armas e energia nucleares, contra o custo abusivo das universidades particulares, pelo impeachment de um presidente corrupto e outras causas bem mais releventes pra sociedade do PM’s babacas que prendem maconheiros ingenuos.

    E, nao eh dizer que, hoje em dia, nao ha causas relevantes a se defender. Temos um governo que perde 1 ministro a cada mes ou dois por denuncias de corrupcao da imprensa. Temos um sistema financeiro global nitidamente ganancioso e que esta levando o mundo a falencia, temos a questao da fome em funcao da explosao populacional – a questao ecologica versus a producao necessaria de alimentos pra alimentar bem 7 a 8 bilhoes de pessoas …

    … e os estudantes da USP, a mais representativa elite pensante do Brasil, estao defendendo a liberdade (ilegal, por mais que se discorde da lei) de 3 estudantes fumarem maconha no campus …. nao, isso nao faz sentido, nao ajuda a melhorar nada na nossa sociedade e nao faz justica a historia dos estudantes que lutaram por causas bem mais nobres na historia desse pais.

  91. Quando vão entender que o problema vai muito além da maconha? Quase todos os comentários que vejo aqui contra o texto batem na mesma tecla do “pau nos maconheiros, vão estudar vagabundos”. Vejam bem, eu mesmo fumo maconha e nem por isso meu desempenho acadêmico é prejudicado. Sou tão “rentável” intelectualmente como qualquer colega que não fume. E, ainda por cima, não sou absolutamente contra o policiamento no campus. Sou contra a PM como ela existe e age hoje, muito distante do seu ideal de servir a população. Sim, as forças policiais (e digo isso historicamente) foram criadas com esse intuito, e não para reprimir os cidadãos. Não me considero acima da lei e, se a pm realmente mantiver sua presença no campus como parece ser o desejo da maioria, fumarei escondido como faço em qualquer ponto da cidade. Agora, tomar como opinião geral dos estudantes os atos feitos por uma minoria infundada (o grupo que invadiu a reitoria) é, no mínimo, falta de pesquisa.

  92. Vejo isso como um regresso a ideologia da ditadura militar, onde a idéia de Segurança Nacional imposta pelos militares e apoiada pelos empresários da Classe A, iludiam a classe média com seu discurso do medo como ocorre até hoje. Ninguém questiona porquê não há o aumento da Guarda Universitária há anos, o que já intimidaria as ações de traficantes de verdade e não alunos burgueses que vão até lá brincar de ser pobre e sofredores; deveria haver uma comunicação mais eficiente entre a guarda universitária e a PM, já que próximo do Campus existem duas delegacias (PM e Civil). O problema é estrutural e não será da noite para o dia que irá mudar, nem lá nem no resto de São Paulo.

  93. Oi,
    Gostaria de comentar com uma história pessoal. Eu invadi a reitoria em 1994. Gostaria de apontar algumas diferenças. O reitor era Flávio Fava de Moraes. A gente falava mal dele pra caramba, mas ele jamais chamou a polícia só porque um bando de pirralhos entrou na reitoria, sentou no chão e demandou que enquanto o reitor não desse audiência (nós) não íamos sair dali. A reitoria era aberta, acredite, a entrada era um vão livre, um hall aberto sem porta de vidro, sem portão de aço, sem catraca. O reitor primeiro mandava a secretária perguntar o que é que a gente queria, e depois vinha ele conversar. Hoje reitor(a) não conversa, o lugar é mais fechado do que a NASA, e pra resolver a parada eles mandam a polícia bater na pirralhada. Bonito… Antes, a USP tampouco era democrática, mas reitor nenhum tinha medo de um bando de garotos: aliás, ele tratava a gente como crianças, dizia qual o procedimento e que a gente estava fazendo tudo errado (ele queria também enrolar a moçada, mas era muito mais benéfico o ouvido surdo do reitor dos anos 90, do que o reitor que trata a criançada como se fossem botar uma bomba em algum lugar… o resultado era muito mais pacífico, pois nunca ninguém se machucou com a gritaria da rapaziada)

  94. Com certeza o problema é muito maior e mais complexo do que tem sido mostrado na mídia, porém, independente do campus ser parte ou não da cidade as LEIS que regem o país são as mesmas dentro ou fora do campus portando devem ser cumpridas. A lei federal prevalece, muito pode ser discutido mas o consumo de substâncias ilícitas, invasão e depredação do patrimônio público ainda não são permitidos…
    Se os estudantes estão lá defendendo a democracia, por que não realizar uma votação entre todos da usp (alunos e funcionários) sobre a presença da polícia no campus?

  95. Se a democracia é a vontade da maioria, o que a minoria foi fazer na Reitoria, invadindo um prédio que é público, do povo? Sao 400 estudantes que dizem representar 88. 241.
    Eles se denominam procuradores de todos os estudantes da USP.
    Eu já conceituo essa atitude como facista, porque denomina-la como democrática nao posso!

    Nao há absolutamente um resquício de democracia nessa invasao da Reitoria, baseada em decisao de usuários de cannabis, que nao admitem a presença da PM no Campus.
    Alegam que os estudantes nao forma consultados. Argumento desprovido de qualquer respaldo. Os motivos pelos quais discordo, estao logo abaixo.

    Qual é a legitimidade de um protesto de estudantes que estao defendendo uma minoria, enquanto a maioria assiste as aulas normalmente e querem a presença da PM no Campi, depois de um terrivel crime, que vitimou um estudante da USP?

    Nao assisti isso na Rede Globo. Que me relatou essa particularidade foram alunos da USP, que estao na universidade para estudarem!
    E pelo que eu me recorde, quem ficou exigindo mais segurança no Campi foram os próprios estudantes. E segurança no Brasil significa presença da policia no local.
    Aliás, nao conheço outra soluçao mágica. E como a policia é para proteger a elite, o desejo da elite pensante foi atendido.

    Indago: Que espécie de movimento estudantil é esse, que desrespeita um pedido da maioria?

    O que houve com os estudantes de uma universidade que tem uma história de luta contra a ditadura, através de seus professores e alunos?
    Pelo que me consta, ao menos nos tempos de outrora, a USP teve professores cassados e alunos presos, porque defendiam a democracia, a liberdade de expressao.

    Sinceramente, os conceitos de democracia estao bastante deturpados hoje na USP.

    Nao consigo acreditar!
    O corpo docente de uma universidade tao conceituada, realiza reuniao para discutir o sexo dos anjos com membros de um centro acadêmico facista, que sempre quer empurrar suas decisoes “goela abaixo” dos colegas.

    Eles consultam eles mesmos, e depois dizem que foi decisao da maioria dos estudantes da Universidade. E depois, em atos de puro cinismo, ainda acusam a reitoria de facismo, de que s membros da retoria sao contra a democracia na Universidade.

    Infelizmente, quando os argumentos sao escassos ou inexistentes, para pessoas como esses 400 estudantes, a melhor forma é a apelaçao, ou seja, invadir a Reitoria.

    Depois inventam coisas, como “ah, mas os estudantes nao foram consultados”. Ora, ora!
    O clamor pela presença da PM saiu do próprio corpo discente…Mas se nao passou pelos facistas do centro acadêmico, dos cabeças do movimento estudantil, para eles, nao tem nenhum valor!
    A opiniao deles que é a final! A maioria que acate!
    Grande democracia hein?

    Sei muito bem como funcionam esses centros acadêmicos universitários. Já fui acadêmica de direito.
    Posso garantir aos leitores que o centro acadêmico, de qualquer universidade, é o órgao que mais exerce a hipócrisia quando o assunto é defesa da democracia.
    Porque eles querem e defendem a democracia deles!

    O restante? Como dizem os populares: “Que se lixem!”

  96. Esses estudantes deveriam liderar a classe a que pertencem para bradar contra a corrupção política no país. Sair às ruas como quando o pessoal da UNE era oposição!
    Os soldados da PM estão cumprindo o seu papel, cumprindo ordens de preservar a lei e a ordem. Não nos cabe culpá-los, basta votar certo e se engajar politicamente. Chega de anarquia da minoria!
    Chega de “estudantes profissionais”. A USP é uma das mais respeitadas instituições da América Latina. Respeitem-na e repeitem o fato de estudarem de graça, à custa do trabalhador que paga os impostos com o suor do seu trabalho.
    Vão estudar e assim, quem sabe, poderão contribuir para o país e retribuir o que recebem do governo!

  97. “se a entrada da PM no campus significa uma restrição à liberdade de pensamento, de comportamento, de organização e de ação política…”

    Fumar maconha é tudo isso? Raquel, explica onde está a restrição de pensamento nessa estória. Quantas pessoas foram presas ou abordadas pela PM por estarem pensando??

  98. Como tem gente limitada nesse mundo: A maconha foi proibida a cerca de 60 anos, é fumada desde sempre pelas diversas sociedades humanas. O TRÁFICO NÃO DA DINHEIRO SÓ PRA TRAFICANTE SEUS IGNORANTES, TRAFICANTE PAGA PROPINA PRA POLÍCIA CORRUPTA (QUE NÃO É POUCA) PRA PODEREM CONTINUAR VENDENDO, PAGA PROPINA PRA DROGA ENTRAR NO PAÍS, PARA PASSAR NA BATIDA DA POLÍCIA PAGA PROPINA. PRA QUE ASSISTE TUDO PELA TV PARECE QUE A POLICIA TÁ ACABANDO COM A ABANDALHEIRA. ACORDA! SE A MACONHA FOSSE LEGALIZADA 70% DOS NOSSOS PROBLEMAS DE VIOLÊNCIA E HIPOCRISIA ESTARIAM RESOLVIDOS. ALIÁS, BEBIDA ALCOÓLICA É MUITO MAIS DANOSA QUE MACONHA.

    • 1) Não importa quando foi proibido, o fato é que agora é. 2) É legítimo lutar pela legalização, mas, até que a meta seja alcançada, que tenham a hombridade de respeitar a lei vigente. 3) Baseado em que você afirma que não são poucos os policiais corruptos? Não sua experiência pessoal? Dados confiáveis, por favor. 4) De que importa que o álcool é mais danoso? Fato: maconha é proibida. 5) 100% dos usuários são corruptos, não a polícia. 6) 70% ?! De onde veio esse número absurdo?

  99. Acho muito válido o olhar mais apurado que a Raquel deu para este fato tão polêmico ocorrido recentemente, mas o modelo urbanístico do campus cuja característica marcante é a segregação é o mesmo de nossas cidades. Em outras palavras, tomando o exemplo da cidade do Rio de Janeiro, onde moro: Menino que fuma maconha na Zona Norte é traficante e viciado e vai pro xadrez, mas quem fuma maconha morando na Zona Sul e tendo dinheiro para pagar cursinho de pre-vestibular pra entrar numa universidade federal, é o “alternativo”, é o “descolado”, é o “carioca ecologicamente correto”. Só não é viciado! Esta cidade que tanto segrega acaba por produzir suas próprias leis. Leis para beneficiamento de minorias! Leis desiguais para uma cidade desigual.

  100. Essa argumentação me parece falha…não há o que discutir.
    Dizer que a presença da PM na USP está em desacordo com o resto da cidade (que não tem segurança) não é defensável. O que está errado é a falta nos outros lugares e é suprindo isso que deveria ser feita a equalização, não o contrário. Parece muito altruísta essa posição, mas não é.
    Colocar a culpa da violência no modelo arquitetônico é absurdo. O combate poderia ser facilitado, mas tal modelo não é uma causa. E, de qualquer forma, a presença da PM pode não resolver, mas não atrapalha, definitivamente.
    Não vejo como eu poderia me privar de pensar alguma coisa (a maldita liberdade de pensamento) com a simples presença de um policial.
    Mais: se a USP não pertence à cidade, que seja proibida a entrada de pessoas externas aos “estudos”, como bandidos e desocupados erroneamente matriculados.
    Por fim, sobre decisões democráticas…democracia não é suprir os caprichos de todos, é inviável. O que a maioria quer está claro neste caso.

  101. Concordo que a Policia tem que garantir a segurança fora da Usp com certeza.
    Más não podemos achar que a Usp está acima da Lei, que não tem regras, senão vamos desvalorizar a maioria que estão ali para se formar, serem grandes profissionais.
    Estaremos valorizando uma minoria de anarquista, sem identidade politica definida que está a procura de uma reinvindicação absurda.
    O direito de usar drogas sem ser encomodados, hj maconha, cocaína, crack, onde será que vai parar.
    Que tem que fazer melhorias no campus concordo plenamente, más tem que usar a sabedoria pra saber negociar, cobrar.
    Existem vários canais para se manifestarem,pressionarem os deputados que eles nem lembram que votaram.
    è uma questão política, agora usar drogas, roubas, mortes é uma questão de justiça.
    Destruir um patrimonio publico, impedir que muitos alunos estudem, isso não é sinal de quem luta por democracia, liberdade de opinião.
    Que tenham sabedoria e desocupem a Usp e se não forem inteligentes, terão que entender que não estão imunes as leis.
    A Policia desocupa barracos com energia, força, o que determina a Lei, não poderá ser diferente com esses Rebeldes sem causa.

  102. Que legal, a playboyzada querendo fumar maconha a vontade sem seguir as leis, se acham moderninhos de mente aberta, mas apenas financiam o tráfico e não querem enxergar isso.

    • Concordo com o Cristiano, a polemica toda não deveria girar em torno da PM dentro ou fora do campus e sim no fato de que os alunos que estavam fumando maconha cometeram um crime e ainda por cima estão sustentando o tráfico e gerando mais violência.

  103. Somente ao postar:

    “se a entrada da PM no campus significa uma restrição à liberdade de pensamento, de comportamento, de organização e de ação política, nós não deveríamos discutir isso pro conjunto da cidade? Então na USP não pode, mas na cidade toda pode? Que PM é essa?”

    Ja mostra o tipo de cabeça que você tem… Ficar com essa mentalidade que policiamento vai restringir liberdades, é muito papo de esquerda autista, ou pior de quem quer ver liberdade total (e depois, de maneira hipócrita e falso-moralista, reclamar da falta de segurança, da impunidade, da corrupção…).

    A unica coisa que não poderá é crime (vandalismo, invasão, assaltos, sequestros, assassinatos, tráfico de drogas….)

    Ou você não acha que o baseadinho que o “estudante” fuma dentro da USP não é o mesmo que paga a bala que matou outro estudante por causa dum carro ?

    Os assaltos, sequestros, assassinatos, dentro da USP ocorrem por que ?

    a USP é um Estado paralelo ? É área soberana ? Não !

    Alias, vários cartazes dos rebeldes (com roupa de 500 reais, oculos de 600, tenis de 300 400…) até xingavam a presença de polícia em favelas… pois claro, se a polícia pega traficante, os rebeldes ficam sem erva e sem pó.

    Se é para USP ser “liberada” em todos sentidos, que seja privatizada, pois não pago meus impostos para ver isso.

    Se eles querem lutar por algo, que vão diretamente pra Brasília, protestar contra corrupção, impostos altos, impunidade e etc, mas não, a luta deles é apenas pra poder usar drogas ilegais sem problemas, claro, com a gente pagando a conta da baderna.

    O grande problema do tráfico é o usuário, e pior ainda esse que aparece na mídia protestando e quebrando a cidade (a nossas custas) por uma liberdade que não lhe pertence, e que ainda banca mais crime !

    ps: depois, se você ou uma pessoa ligada a você for vítima de um crime (assalto, sequestro relampago, roubo de carro e etc…) não vá reclamar, não faça BO (afinal de contas, polícia pra que ?!), diga que é culpa da sociedade, e claro não culpe a falta de segurança, afinal polícia pra que ? Pra reprimir “liberdade”, não…. gente como você prefere criminosos.

    • Caro “Cris O Orlando”. Sugiro que leia com atenção e se informe sobre quais são as reivindicações do movimento estudantil em questão, não para concordar com ele, mas apenas para poder entender o texto da autora. Muitos não tem prestado atenção em que o discurso “Polícia significa restrição de liberdades” é parte do que (parte dos) alunos tem levantado em relação à presença da polícia no campus.

      O Texto da Raquel está justamente problematizando este discurso questionando (como vc mesmo citou):
      “se a entrada da PM no campus significa uma restrição à liberdade de pensamento, de comportamento, de organização e de ação política, nós não deveríamos discutir isso pro conjunto da cidade? Então na USP não pode, mas na cidade toda pode? Que PM é essa?”

      Trocando em miúdos, a autora está dizendo,” se os alunos do movimento estudantil acham que a Polícia é um problema no campus então, deve-se refletir em relação à polícia como um todo, e não apenas no campus, justamente porquê a USP não deve ser pensada como um lugar aparte.

      É engraçado, muita gente lê o texto do blog e acha que a autora está dizendo que o campus deveria ser um local restrito, uma bolha. Muito pelo contrário, o texto justamente questiona isto, e acima de tudo, propõe que o debate não seja sobre segurança no interior da USP, apenas, mas de segurança pública como um todo. Isto sim seria produtivo para a sociedade

      Ao que parece, mesmo àqueles que não concordam com um questionamento da Polícia Militar, e que parecem ser à favor do retorno à um estado totalitário militarizado, parecem exprimir que “as coisas não vão bem como estão”, (claro, sugerindo que tudo o que te de ruim é causa dos “maconheiros” ou, dos estudantes de humanas…), apenas na questão “de quem é a culpa” há divergências, no entanto, todos aqui concordam que existem problemas em como se organiza ou se comporta o estado atual de violência nas cidades, e este é o ponto que deve-se discutir, e é isto que a autora está propondo.

      • Muito bem colocado Bruno, esqueci de citar esse erro de interpretação que a maioria dos contrários ao texto cometeram. “vão estudar”, que tal?

  104. Crime, crime, crime… é tudo. O crime. Comprar um CD ou DVD pirata é crime. Baixar uma música na internet, crime! Dirigir depois de tomar duas cervejas, crime. Tudo isso é crime. Fumar maconha também é crime. Corta.

    Entrada de qualquer estádio de futebol do Brasil. Dezenas de camelôs vendendo camisas falsificadas. Crime. A polícia prende? Não prende! Mas é crime. Corta.

    Se o mesmo vendedor de camisa acender um baseado, vai “preso” na hora. A polícia leva. Claro, crime! Antes era um trabalhador ganhando a vida honestamente vendendo camisas falsas em frente ao estádio. De repente, pelo “simples” fato de acender um baseado, tornou-se um maconheiro vagabundo…

    Por que, se tudo isso é crime, há um faro aguçado para a repressão de certos crimes do que de outros? A resposta consumiria muito tempo. Muitos comentários acima deram a pista. Corta.

    “Se há crime, a PM tem que atuar, sim!” É a lei! E a lei é igual para todos! A lei também estabelece penas para esses crimes. Aliás, é justamente porque são previstas penas para as condutas, que elas são definidas como crimes.

    Muito bem, de todos os crimes mencionados aqui, “fumar maconha” é o crime que tem a pena mais leve. Por outro lado, como todos sabem, é o primeiro a ser reprimido e a merecer o repúdio popular. Por quê?

    • Mandou bem. Que fique claro que a argumentação vale,principalmente para os truculentos do cyberespaço,que estão impossíveis,por aqui. O pessoal da USP,no caso já perdeu o prazo de validade…

  105. Tropa de choque na USP?
    Precisamos conhecer os problemas da Universidade, que não estão só no quesito segurança. Neste sentido o excelente artigo da lúcida arquiteta.
    A grande questão é: será que esse lugar, que deveria ser olhado como espaço de conhecimento e de livre produção de ideias, não está cercado de “milícias” há muito tempo?
    Os jovens ocupam a Reitoria por uma semana e agem com “poder de polícia”.
    Melhor seria se os estudantes ocupassem todos os dias os “espaços vazios” da Universidade.
    Esta é a verdadeira resistência dos que lutam contra todo tipo de violência.

    Maria Consuelo Apocalypse Jóia Paulini
    Rua Miguel Canielo, 125
    Ouro Fino – MG
    37.570-000
    fone 35 3441 3853

  106. Fico irritado ao ver estudantes q na teoria teriam capacidade para melhorar as coisas, discutindo se a usp faz parte da cidade? É uma instituicao publica, em conceito. Nada a comentar. Agora, querem o direito a fumar maconha? Vao se eleger, aprovem uma lei… Dizer que na usp nao pode e no resto da cidade pode, é ridiculo. Bando de mimados, sustendados pelos pais…

  107. Se o modelo urbanístico da USP já não ajuda a se ter segurança sem a PM, então por que exigir que ela não ronde o campus?
    Se a USP não faz parte da cidade de São Paulo, faz parte de qual cidade então? Amsterdã?

    Esse episódio faz-me lembrar do “apitaços” que aconteciam aqui no posto 9 (Ipanema).

  108. “Mas a questão é maior: se a entrada da PM no campus significa uma restrição à liberdade de pensamento, de comportamento, de organização e de ação política, nós não deveríamos discutir isso pro conjunto da cidade?”

    restrição a liberdade de pensamento??? Vamos ser francos, eles só querem fumar maconha na universidade! Rebeldes sem causa, voltem as salas de aula!!!!

  109. Parabéns Profª!
    Porém é triste ver que as pessoas estão longe de discutirem os problemas de verdade, assim como a senhora propõe.
    O final do texto é brilhante: “Então na USP não pode, mas na cidade toda pode?”.

    Que sintoma é esse que se expressa na aceitação e na não-aceitação desse modelo de segurança pública no Campus da USP?

  110. “a entrada da PM no campus significa uma restrição à liberdade de pensamento, de comportamento, de organização e de ação política ”

    Hahaha, piada, né?
    Restrição de liberdade de pensamento? é assim que chamam ” se drogar” agora?

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  112. Pingback: sobre a usp (texto em construção) « Frente

  113. Que merda de Texto… Maconheiros deveriam construir a sua própria universidade na Colômbia.
    Querem justificar o injustificável. Esses merdas quando são assaltados ou mortos fazem passeata.

    Olha meu profundo desprezo a quem apoia esse revolucionarios de MERDA.

    Desculpe aos que curtem o barato de um baseado. Quer fumar, fume.
    Mas uma universidade não pode ser área livre para isso.

    • Leonardo, o texto não faz apologia à maconha e nem defende os alunos “invasores”. O texto é excelente, pois traz questões que estão além do que tem sido dito sobre este caso. Não entenda errado. A profª Rolnik é uma Urbanista que pensa os problemas maiores da nossa sociedade e você pode ter certeza que esses não são a maconha.


  114. Pra todo mundo que acha que eh o usuário que financia o tráfico..
    A maconha eh o anestésico mais antigo que existe, e um planta, vista como erva medicinal em todos os países de primeiro mundo que ta todo mundo pagando pau ai.. O estado é quem financia o tráfico, por gerar uma guerra lucrativa para quem ta no poder.. O mesmo estado que regulamente o uso do alcool e do cigarro que matam MILHOES todos os anos..
    A propósito:
    – Se vc compra da Petrobrás, vc contribue com a poluição
    – Se vc compra da Nike, vc contribue com o trabalho infantil
    – Se vc compra da Dove, vc contribue para o desmatamento
    e por ai vai… ta tudu imbutido no ciclo do consumismo..
    Todo mundo que fala q maconhero tem q morrer, me desculpe, mas nao existe ninguem mais adestrado pela midia do que voce.

  115. Não formei minha opinião sobre o assunto, justamente pelo fato de ser sim um tanto quanto complexo. Acredito que para discutirmos o “fato” em si, primeiro precisamos deixar a hipocrisia de lado, falar sobre “DROGAS” é simples, tratar o problema é que é complicado. USP e CRACOLÂNDIA exemplos distintos e distantes um do outro, USP se resolve com polícia, fácil prático e bastante cômodo, CRACOLÂNDIA se resolve com poder público (SAÚDE) complicado né? E aí????????

  116. Tem que legalizar a maconha. Deixa a policia trabalhar. Deixa o aluno achar que tem direito a alguma coisa. Deixa alguém acreditar que alguma coisa vai mudar.

  117. Ninguém está acima das leis – e essa questão que muitos estudantes da USP não aceitam – mas isso não significa que todas as leis estejam de acordo com os desejos da sociedade. E as leis são elaboradas a partir de um contrato social. É justamente esse mal-estar legal que acomete a questão das drogas. O Brasil ainda não apresenta maturidade política e legal para falar abertamente do assunto. Ou conseguem imaginar no programa de políticos um tópico de legalização da maconha?

    As manifestações ainda não conseguiram atingir a representação política e acabam sendo silenciadas pela, ahá, polícia a mando do Estado, que, por sua vez, é refém das alas conservadoras da sociedade. Ai a coisa começa a ficar mais controversa, porque o movimento social em prol da legalização da maconha nem pode se manifestar pacificamente, defendendo seus pontos de vista e argumentos. Isso é normal em sociedades democráticas, afinal, uma lei não está atendendo aos anseios de uma parte considerável da população. Mas não é a população que faz as leis, ela elege quem faz esse trabalho. Assim como a mídia, os políticos também têm muito medo de inovar, de apresentar um posicionamento com relação a um assunto tabu, como a legalização das drogas.

    O fato é que criminalizar o consumo de drogas é, por si só, um problema. Mexe com o direito que cada individuo tem de consumir o que quiser e, até se ele tiver vontade, acabar com a própria saúde – sim, existem algumas pessoas que defendem um Estado cuidando da saúde de cada um. Eu não concordo, porque estabelecer uma lei que proiba alguém de se matar é absurda, ineficaz (dã) e bem, é só gasto de dinheiro público em vão. Se eu quiser morrer com as artérias entupidas de gordura do McDonalds (é uma droga também, gente), a escolha é minha, já que eu 1) não fui coagida a consumir hamburguer e 2) Eu tenho consciência dos males que ele pode trazer para minha saúde.

    Mesma coisa com as drogas ilegais, com alcool, cigarro. Claro que maconha, cocaína, heróina, LSD são substância que alteram a consciência, assim como o alcool. Apesar disso,da mesma forma que o alcool é regulamentado (proibida a venda para menores de 18, proibido dirigir embrigado etc). Quando um crime é cometido sobre o efeito de drogas, existem procedimentos legais que alteram a pena. Enfim, porque não aplicar essa questão ao consumo das outras drogas?

    A PM deve cuidar de crimes, como tem que ser. Isso, contudo, não significa que ela nunca pode entrar na USP ou em qualquer universidade, porque é um espaço público e pode sim ser, infelizmente, cena de crimes. Crimes hediondos, como assassinatos, tortura, estupro e pequenos, como consumo de substâncias ilegais, furtos etc.É óbvio que não existem – graças! – leis que restrijam o pensamento livre. Se elas forem criadas, irei me opor com o fervor de um Voltaire. Conclusão: estudantes e professores, comunistas, socialistas, conservadores, elite hipócrita, todos vocês podem pensar e manifestar seu pensamento à vontade, seja no campus da USP, seja no shopping center.

  118. Well…se alguma estudante for estuprada dentro do campus, vcs chamam quem? Seu colega q esta lá fumando maconha??? ou a PM…..

  119. Esquecem dos assassinatos e estupros que tiveram na USP desde 2002.

    Tudo isso comeceu sim pelo fato dos maconheiros quererem usar drogas ilícitas livremente. Querem ficar “mais loco que o batman” bebe uma garrafa de tequila ou cobre dos polícos a liberação das drogas. Caso contrário vá pra Holanda ou Jamaica e seja feliz.

  120. “Mas a questão é maior: se a entrada da PM no campus significa uma restrição à liberdade de pensamento, de comportamento, de organização e de ação política, nós não deveríamos discutir isso pro conjunto da cidade?”

    Ah querida, vai tomar no meio do seu cú!
    RESTRIÇÃO À LIBERDADE?
    A reivindicação é pelo direito de fumar maconha!!! Desde quando reprimir isso, que é considerado um crime, é ILEGAL, e TODO MUNDO sabe, ngm fuma no meio do rua pq sabe q pode ser preso… A USP É parte da cidade… Universidade de SÃO PAULO, ou tô falando merda?

    É SÉRIO ISSO QUE EU ACABEI DE LER?
    Vão estudar, todos vcs, lutem por causas justas. Quando o aluno da FEA foi ASSASSINADO DENTRO DO CAMPUS a manifestação juntou 100 pessoas NO MÁXIMO! Lutem por coisas justas. Querem fumar maconha sem repressão? Então busquem pela legalização. Até lá enfiem engulam esse “modernismo” e procurem evoluir REALMENTE.

  121. Segundo os dicionários, estudantes são todos aqueles que estudam. Porém, também segundo os dicionários quem praticam crimes são criminosos. E o que é crime? É todo ato considerado ilegal segundo as leis jurídicas.

    Reunião não-pacífica, não-ordeira, armada e com fins destrutivos é formação de quadrilha e este comportamento é crime!

    Se invasão de instituições públicas, desacato à autoridade, lesão corporal, danos morais, destruição de patrimônio público e uso e porte de drogas e porte de material explosivo são crimes e se muitos indivíduos que se dizem “estudantes” praticaram estes delitos, logo todos eles são criminosos.

    Espero que todos sejam rigorosamente punidos, inclusive pela USP, e que em seus atestados de antecedentes criminais sejam registrados todos estes crimes. Fichas sujas. Agora eles serão “estudantes criminosos” e/ou “criminosos estudantes”!

    O mais importante é que a lei e a ordem foram estabelecidas dentro da USP. Chega de anarquia. Estudante deve estudar (trabalhar também é muito aconselhável para ter experiência no currículo), obter as mais altas notas em todas as avaliações e construir um excelente currículo acadêmico e profissional.

    Cidadão, trabalhador e estudante de bem e do bem gostam da polícia, da lei, da ordem, da justiça e de segurança pública. Quem não gosta da polícia é bandido! Que todos estes estudantes criminosos paguem por todos os seus crimes! Estudante deve é estudar e ponto. Fumar maconha e fazer anarquia é coisa de bandido!

    Parabéns a todos os policiais! Todo apoio a esta extremamente útil instituição que presta relevantes serviços públicos a toda à sociedade. Quando o cidadão de bem é assaltado e sofre qualquer tipo de violência ele vai procurar quem para socorrê-lo? A polícia!

  122. “se a entrada da PM no campus significa uma restrição à liberdade de pensamento, de comportamento, de organização e de ação política, nós não deveríamos discutir isso pro conjunto da cidade? Então na USP não pode, mas na cidade toda pode? Que PM é essa?”

    É inacreditável que as pessoas leiam essa frase e digam que a autora do texto está concordando com a hipótese de que a PM significa uma restrição a liberdade de pensamento. Sério. O que vocês acham que significa a conjução “se” no início da frase?

  123. Pingback: O longo caminho da truculência e seu mais recente capítulo na USP « Cirandeiras

  124. muito bem Caroline!
    As reações ao debate proposto pela professora são muito selvagens partindo da ideia que a maioria é universitária. Isso faz imaginar que mesmo uma universidade como a USP ainda terá muitos percalços para atingir uma democracia e uma identidade mais real e cabível à ideia de uma universidade. Tudo bem que existam os a favor e os contra. Mas alguém achar que não se pode manifestar sua opinião com liberdade e ser aceito é apavorante!
    falta muito…

  125. Prezados(as),

    Acordo cedo todos os dias, faça chuva ou faça sol, pagos meus impostos que se transformam em verbas para saúde, educação e etc… Simplesmente me deparo com uma situação desta, jovens com futuros promissores sustentados por “todos nós” quebrando uma faculdade, já que pago sua faculdade Play Boy, é preciso escultar.

    Respeitem a instituição USP, está sem lâmpadas nos portes e a vegetação está atravessando o canteiro central, um bom mutirão e uma inchada resolveria tal situação, quando vocês passam no vestibular pedem no farol dinheiro para comprar cerveja? Pois então, peça no farol para comprar equipamentos para buscar melhorias para fins próprios. Boa parte dos estudantes deste pais chamado Brasil, estão sentados neste momento no chão batido, deveria tomar vergonha em suas devidas caras e respeitarem a USP, caso esteja satisfeito com o ambiente desista do seu curso, mas nunca obrigue o colega a fazer isso por falta de segurança. Muitos não sabem mais devidos aos últimos acontecimentos entrou em pauta um projeto para construção de um Batalhão da Policia Militar dentro da cidade universitária, pensei que só existiria esse tipo de ação no Rio de Janeiro com as construções da UPPs. Mais vocês me provaram que realmente São Paulo está precisando urgente de medidas rígidas e serias.

    “Quem não protege o que tem, não merece ter”.

  126. Como assim: “O que nas ruas podem e na USP não pode?” Eu não posso entrar com bebida alcoolica na minha universidade e nem por isso estou tacando pedras na reitoria. Há coisas e coisas! Apesar de serem estudantes da USP, a USP não é propriedade desses estudantes para eles definirem o que podem, quando podem sem esperar consequencias.
    E ser democrático não implica ser liberal.

    Cuidado com conceitos, a causa começou perdida e levantar uma bandeira c/ uma mão ,representando a democracia, e outra segurando uma garrafa de vodka representando a rebeldia, mostra a pouca maturidade desses tais estudantes.

  127. Se é legal a PM estar lá, então porque não é só ligar 190?? Porque tem que se fazer convenio com a PM?? Algo esta errado?!

  128. “Fumar maconha é crime.” “A lei é arcaica e obsoleta.” ” A polícia é repressora.” São algumas das frases mais presentes nesse fórum, porém não é a ocupação da reitoria, passeata, repressão policial, etc… que vão resolver essas questões.
    Quantas das pessoas q aqui expressaram sua opinião conseguem se lembrar em 15 segundos quem foi o deputado federal q ajudou a eleger?
    Quantos, ainda, sabem quais são as obrigações de um deputado federal e se eles tem cumprido tais obrigações?
    Parem de agir como bebês q só choram e reclamam e sejam cidadãos adultos com poder de decisão. Se estão contrariados com a lei, cobrem dos deputados, as devidas mudanças. Se estão em acordo com ela, fiscalize, denuncie, em vez de julgar aquele q faz uma reinvindicação!

  129. Olá pessoal,
    Bem, participo do movimento estudantil já lutei por várias causas dentro e fora da faculdade. Entendo quando alguns alunos se mobilizam pela causa de um pequeno grupo que consideram estar sendo afligido, por causa da liberdade de expressão e tudo mais, entretanto, nós vivemos em um sistema onde a cultura de fumar maconha é crime, e independente do querer individual, devemos respeitar pactos conjuntos, se é crime, deve haver sansões, sansões estas que não devem ser extremadas por parte dos representantes do estado (PM).
    Sei que a estrutura de poder da USP não democratiza as tomadas de decisão feitas no campo, e sei também que boa parte da população está sendo iludida (negativamente) em alguns aspectos pela mídia, entretanto, os que estão a frente do movimento estudantil, deve ter em mente a responsabilidade de conseguir conquistar a base por quem diz que luta, para que esta venha a reconhecer os esforços do movimento em debater a universidade na sua função básica.
    Hoje muitos não acreditam nos movimentos populares por pequenos erros de alguns, acredito que a melhor forma de conseguir a base é seguindo, em parte, as regras do sistema a que fazemos parte, mostrando entretanto uma visão diferente da exposta pela mídia, no caso, mostrando a realidade na visão das pessoas que sofrem, não das que oprimem.
    Como movimento estudantil devemos ter estratégias que somem o movimento, Ser extremista hipocritamente não é uma escolha aconselhável, devemos reconhecer nossos oponentes reais, e buscar planos que realmente façam efeito.
    Quero deixar bem claro que não considero que todos tomaram a reitoria são hipócritas, mas que muitos são, pois lutam por um objetivo, entretanto não aceitam uma das bases de tal objetivo.

  130. AFF … Estou preocupado, esse pessoal que tanto quer … serão os mesmos que vão dar aulas para os meus filhos ou até mesmo governar esse país! …

  131. Bom texto, boa abordagem!
    O Caos é isso – a possibilidade de se recriar, a partir da desordem. Creio que há mesmo muito a se rever nos padrõs urbanísticos da USP, enquanto Campis, enquanto universidade Pública, enquanto formadora de futuros profissionais.
    Contudo, não se pode achar justa a medida e a motiviação dos estudantes. Apologia a desordem (sob o ponto de vista da bandalheira), ao uso indiscrimiado de drogas, a guerra civil, a quebradeira de patrimôni público…Isso não parece refletir o que o texto aborda. Não me parece que os estudantes ali, tinham essa visão estruturada dos motivos por tráz dos atos (injustificáveis). Não me parece um movimento organizado, capaz de trazer mudanças estruturais, como nos anos 60, e até mesmo, nos anos 90 com os cara pintadas.
    Não podemos aceitar guerras vazias. Ideiais como os expostos, desnudam uma juventude sem perspectivas – e é essa a bandeira que se deve erguer: educação e perspectivas aos nossos jovens! E aí sim, promover mudanças a partir de movimentos estudantis.
    Parabéns pelo texto – espero que a partir do caos, seja enfrentado o despotismo da universidade, com debates organizados por líderes informados e que os moviementos possuam conteúdo coerente – ou será fadado a ter espaço midiático, causando irresignação, rejeição total, completa e irrestrita da sociedade, ainda que pareça hipocrisia: fazer de conta que há segurança e que as leis são cumpridas!

  132. só pra esclarecer: USAR maconha NÃO É CRIME!

    descriminalização e legalização JÁ! chega de hipocrisia! de 100% das pessoas que eu conheço 80% fuma maconha e 90% ao menos já experimentaram. acho mesmo que a policia devia ir atras de verdadeiros criminosos. temos a cracolandia tomada de nóias o dia todo, pra quem quiser ver, isso sim traz perigo a sociedade. ninguem rouba, mata ou fere por estar sob efeito de maconha ou para compra-la. agora já com as outras dorgas a coisa é bem diferente. eu não estudo na USP, mas entendo quem não fuma e se sente inseguro e acho que essas pessoas tem direito a segurança. No entanto o perigo que as pessoas correm passa longe de ser causada pelos estudantes que fumam, portanto, para mim a unica solução é tratar a coisa sem hipocrisia e agir onde realmente interessa, prendendo e banindo quem realmente oferece perigo ao resto da sociedade.

    CADÊ A PM NA CRACOLANDIA?

    CHEGA DE HIPROCRISIA! o que menos alimenta o trafico nesse país é a maconha, como disse alguém ai em cima comprar maconha do tráfico não é a unica maneira de se obter a PLANTA.

    descriminalizando e legalizando a planta teremos “tempo” para questões de segurança realmente verdadeiras e ai a PM vai ter que trabalhar de verdade e não pegar meia duzia de jovem com um baseado e fingir que trabalha muito para proteger a sociedade enquanto quem mata e rouba tá por ai fumando crack sem ser pertubado.

    enquanto vivermos na hiprocisia TODAS essas discussões serão inuteis e falsas, quando passarmos a analisar a questão com verdade poderemos começar a evoluir na tal da democracia.

    o que eu defendo antes de qualquer coisa é a verdade! porque o que temos hoje é a manipulação do governo e da midia sobre a massa, impedindo que as pessoas que não convivem diretamente com usuarios de maconha saibam como realmente a maconha age sobre as pessoas e cultivando assim uma massa sem opinião e conhecimento acreditando que maconha, cocaina, crack etc são iguais, só porque ambos são ilicitos. isso sem falar na TAMANHA hiprocisia que envolve o cigarro e a bebida.

    tem muito bonitão ai pra cima defendendo a PM, a sociedade que está farta desses maconheiros desocupados que vai sair do trabalho encher a cara de cachaça e quando chegar em casa vai bater na mulher.

    LEGALIZE JÁ!

    http://blogs.estadao.com.br/marcelo-rubens-paiva/posse-de-maconha-nao-e-crime/

  133. O problema é o modelo urbanístico, os espaços vazios… humm. Então tá, professora, em vez de colocar PMs, vamos demolir tudo, refazer o projeto, construir uma nova USP em cima. Uma USP iluminada, viva, com muita “circulação de pessoas”, enfim… podemos incluir até um maconhódromo no projeto. Que acha?

  134. O texto nao esclareceu nada e nao explicou nada. Perdi meu tempo.
    Baderneiros protestando pela prisao de maconheiros. Bandidos travestidos de estudantes (senao nao cobririam seus rostos como traficantes de uma favela no Rio de Janeiro) )invadindo e depredando patrimonio publico e desrespeitando uma decisao judicial.

  135. querida raquel! excelente texto. so tenho um adendo importante: a maconha não é “informalmente liberada” em todos os lugares. na periferia, QDO o policial te pega com maconha, a conversa é bem diferente. se na augusta ou nas baladinhas de classe média alta vale tudo, ai a conversa é outra.

  136. ”Liberdade de pensamento??” Meeeeeu Deus do céu, é I-N-A-C-R-E-D-I-T-A-V-E-L. Sério. Eles são SIM um bando de maconheiros filho de papai que NÃO SABE,NÃOOOOO SABE O QUE É PAGAR UM CONTA DE LUZ NO FINAL DO MÊS, OU UMA COISA CHAMADA DE RESPONSABILIDADE. E FICO FELIZ QUE A MAIORIA DA POPULAÇÃO CONCORDA QUE ISSO É UM PROTESTO FEITO POR VAGABUNDOS QUE SÓ FINANCIAM O TRAFICO E FAZEM PESO NA TERRA. INFELIZMENTE ESSE É O FUTURO DO PAÍS. SE EXISTIR UM TERMO PARA FOBIA A MACONHEIROS, ME ENCAIXO E BATO NO PEITO PRA DIZER ISSO. BANDO DE FILHO DA PUTA TEM QUE MOFA NA CADEIA ESSES ESCROTOS. PARABÉNS A POLÍCIA PELO BEEELO TRABALHO!

  137. Se fumar maconha não é crime, MOSTRA A CARA! Pra que reclamar, prostetar, depredar patrimônio público, queimar bandeiras do Brasil? Vai lá na delegacia e assina a merda do termo de usuário.
    Duvido que numa entrevista de emprego alguém vai falar “ai cara, eu sou usuário”. Hipocrisia aqui só a de vcs…

  138. “Enfim, a Universidade de São Paulo não se democratizou.” (RAQUEL “SORRIDENTE” ROLNIK). OS MORROS ( FAVELEAS) DO RIO DE JANEIRO TAMBÉM NÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! FOI POR ISSO QUE O REPORTER CINEMATOGRÁFICO DA BAND FOI MORTO, OS MORROS NÃO FORAM( OU NÃO SÃO) DEMOCRATIZADOS.HIPOCRITA!!!!!!!!!!! HIPOCRITA!!!!!!!!!! HIPOCRITA!!!!!!!!!!!!!!!!!! HIPOCRITA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!HIPOCRITA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! HIPOCRITA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  139. Feito por vagabundos?? é de orgulhar quando um estudante, um paulista, um brasileiro luta por seus direitos. E desde quando OCUPAÇÃO DE REITORIA deixou de ser um método pacífico??? ……… Ah é: quando a PM foi autorizada a coagir o movimento, buscando um motivo p criminalizar e descredibilizar.

    E muito chato quando 80% fica de fora, quem diria, a dita classe pensante da nossa universidade defendendo o atraso, a retidão, a mesma merda. Como é a sensação de se acomodar com o mais ou menos?? Com o injusto? De saber que tanto dinheiro p governante e pouco sobrando p saúde, educação, previdência social??????????

  140. culturaingotas, obrigada!

    sei do que vc está falando, e é essa a questão, por isso divulguei o artigo do Marcelo, para que os usuarios saibam de seus direitos. caso sejam pegos devem ir a delegacia e cumprir os precidimentos. mas não devem ficar presos. a questão pra mim é que a PM nem sempre age conforme a lei, como deveriam. do flagra até a possivel ida até a delegacia muitas coisas podem acontecer, se for nas baladas de classe media alta PROVAVELMENTE rolará uma extorsão, se for na periferia, onde eu vivo, como as chances deles se darem bem com uma extorsão é minima, os caras podem tomar um cacete e dependendo do humor dos nossos exemplares PM’s nem voltar pra casa, como acontece muito por aqui.

    espero que a nossa amiga anonima e pré-conceituosa ai em cima não tenha filhos e nenhum familiar, pq ela não gosta de maconha, mas pode ser que alguem que ela goste use e seja pego. ai eu quero ver se ela vai achar um otimo trabalho quando ela tiver que pagar a policia quantia em dinheiro para que o filho dela não seja preso, isso caso ela tenha dinheiro, pq se ela for da periferia, corre risco de nem ver mais o filho dela.

    é anonima, sinto lhe informar: MAS A NOSSA PM NÃO FAZ UM EXCELENTE TRABALHO. muitos deles são corruptos e podem ser vistos como inimigos da sociedade.

    CHEGA DE HIPOCRISIA BRASIL!

    • Pagar a policia por que estava usando maconha ???? Que burrice meu Deus. Não tem estudante de direito nessa faculdade para postar coisas inteligentes ???
      Morrer por causa que fumava maconha ????????? puts… totalmente surpreso com alienação.

      Todos sabem hoje em dia que usuário não fica preso, quando os traficantes são presos eles tentam desqualificar o fato para ser considerados como usuários, vários conseguem. Não acredito que li isso até agora.

      Eu pago imposto pra vcs estudarem nessa merda ai, pelo amor de Deus então faz alguma coisa por nosso país. Vão estudar e dar frutos. Universidade deveria só aceitar pessoas carentes, pois eles iam da valor.

      Já fumei maconha, mas em casa, nunca sair por ai aparecendo. Se a sociedade não que a liberação então temos que respeitar. Se for pego tem que saber cumprir a lei e assinar a porra do T.C.O. após liberado.

      Vou parar de estudar Direito, visto que só existe essa matéria para playboyzinho…

  141. ah e quando digo que 80% das pessoas que conheço fumam estou falando de adultos, formados, que pagam suas contas, trabalham duro e arcam com suas responsabilidades como qq um, muitos deles pais e maes de familia, alguns já tem ate netos. a maconha faz parte da vida de muita gente, pessoas que levam uma vida absolutamente normal como vc anonima que não fuma.

    pq vc não busca ter conhecimento ao inves de preconceito?

    abçs

  142. É incrível como que, para falar “bonito”, é preciso não dizer nada, não propor nada e enrolar.
    Sou a favor da legalização da maconha. Por que ela não é legal? Porque a maioria é contrária à legalização. Isso é democracia. Por isso respeito a lei e não fumo. Simples assim. A esquerda universitária não entende ou não quer entender isso.
    Democracia, na cabeça dessa gente, é concordar com o “Partido”, na concepção gramsciana do termo.
    Utilizam como massa de manobra um bando de tolos, anarquistas e pessoas com problemas psicológicos para tentar enfraquecer as instituições e o governo. Sabem disso. São intelectuais sem qualquer escrúpulo.

  143. Muito bem escrito, parabens!

    Agora sobre as respostas, pelo amor de deus, que tipo de pessoa discute por aqui?

  144. Prezada Raquel,

    Seu texto levanta uma série de questões válidas e que, com certeza, precisam ser debatidas. Agora, alguma de suas asserções carecem de embasamento. Por que “é uma falácia dizer que a presença da PM aumenta a segurança”? A prática demonstra exatamente isso, inclusive os números do campus antes e depois do aumento da presença policial no campus.
    O bandido não está preocupado com a propalada “autonomia” universitária. Se tem um território livre de polícia, é lá que ele vai atuar; facilita a vida dele.

  145. Sra. Raquel,

    Se algum familiar, amigo ou qualquer pessoa que seja pega com maconha ou qualquer droga ilícita tiver que ‘pagar’ para ser preso, está cometendo dois crimes:
    – Porte de drogas ilícitas e,
    – Corrupção ativa.

    Ou seja, está fazendo justamente o que a Sra. e mais um bando de desordeiros condena.

    A Sra. fuma? Legal.

    Eu também já fumei. Já até cultivei. Fiz muitos amigos no meio e sei que tem muitos médicos, advogados, professores, publicitários, políticos e até policiais que usam. E também sei que, de certa forma, ela não atrapalha em nada.

    Mas o que aprendi com eles é: ISSO É PROIBIDO. É ILÍCITO. É CRIME. Se for pego, ARQUE COM AS CONSEQUENCIAS. Não adianta chorar, espernear, usar esses argumentos de que fulano de tal fuma ou não.

    É balela. Assuma o que fez e se vira na ‘roda’.

    Sou de periferia. Nasci e fui criado nela. Estudei a vida toda em escola pública. E digo: NUNCA, mas NUNCA vi NENHUM policial exceder sua autoridade. E se alguém levava ‘tapa na cara’ é por que FEZ POR MERECER. Xingar algum policial não é desacato?!

    A PM é o BRAÇO DA LEI. É ela quem faz as ordens judiciais serem cumpridas. É ela quem coloca ORDEM no lugar. Sim, se precisar é necessário o uso da força. Onde está a repressão nisso? Reprimir bandidos, para vocês (e você, em especial), é crime?!

    Se são conviventes com bandidos, então também o são.

    Por isso não deveria ser reclamado o fato de serem tratados como tal. E menos ainda reclamar de ser rotulado.

    Quer fumar? Fume em casa.
    Quer bancar o revolucionário? Brigue no teatro pelo papel de Guevara (sic).

    E por fim, SIM, sou PM.

    • Senhor T,

      Procure no texto de Raquel Rolnik o trecho onde ela defende ou sugere o uso de drogas. Ao contrário, se ler com atenção (pelo jeito vc confundiu os comentários de outras pessoas com o texto da autora, o que é uma falta de atenção tremenda) você vai descobrir que a autora propõe uma reflexão em torno do tipo de polícia que temos e que queremos para nossa sociedade, cidade como um todo (e não só na USP).
      Por enquanto temos uma polícia que defende a propriedade privada e o interesse de uma elite, como podemos ver nesta reportagem onde policiais são encarregados de uma limpeza estética do centro de São Paulo, agredindo cidadãos, (por mais que muita gente suponha que um morador de rua não seja um cidadão…. o que não tem fundamentação nehuma nem em lei nem conceitualmente). http://noticias.uol.com.br/ultnot/multi/2011/11/08/04024D1B3772D4912326.jhtm?homens-da-guarda-civil-agridem-moradores-de-rua-em-sao-paulo-04024D1B3772D4912326

      Desviar o debate para a liberdade ou não de se fumar maconha dentro da USP é desvirtuar qualquer debate sério. Se está debatendo: Quem toma decisões dentro da USP? isto é feito de forma democrática? – Ponto dois (onde entra o texto da Raquel), Qual a polícia que queremos? Ela está a serviço do quê e de quem?
      Se for o caso de debater a legalização da maconha ou não, isto nada tem que ver com a legalização dentro do campus universitário, (como muitos tem tentado reduzir), mas na totalidade do Estado Brasileiro.

      Outro ponto importante, legalizar ou não o uso de entorpecentes diz respeito a um grande e importante debate de saúde pública e de segurança pública, muito mais do que a um capricho de um usuário ou ao moralismo de um reacionário limitado.

  146. Sendo objetiva, se os alunos da USP estivessem realmente preocupados com os moradores do CRUSP, não teriam agido de forma violenta, isso é a lei da ação e reação, tanto na física quanto na espiritualidade, a polícia invadiu o campus ainda de madrugada para gerar MENOS violência (porque seria impossível evitar totalmente devido as atitudes tomadas pelo grupo estudantil), pois se entrassem em conflito com um bando de estudantes mal intencionados em horário útil, com certeza o resultado seria pior, pois os alunos reagiriam e para isso ser evitado a policia agiu em horário inesperado, simplesmente uma tática policial para evitar agressões e feridos, vale lembrar que foi pedido aos estudantes para que esvaziassem a reitoria no dia anterior, universidade foi feita para estudar, não para virar um campus legalizado com consumo de maconha liberado, isso é infantilidade e falta de objetividade na vida, apor mais que os estudantes queiram a USP não é uma comunidade alternativa, nem mesmo palco para “protestos” em prol de interesses própios, ainda mais neste momento em que o planeta esta precisando de mudanças muito mais sérias e realistas do que o mundo lisérgico onde essa galera vive no qual esta totalmente ultrapassado o woodstock foi em 1969…

  147. Tropa de choque na USP? Precisamos conhecer os problemas da Universidade, que não estão só no quesito segurança. A grande questão é: será que esse lugar, que deveria ser olhado como espaço de conhecimento e de livre produção de ideias, não está cercado de “milícias” há muito tempo? Os jovens ocupam a Reitoria por uma semana e agem com “poder de polícia”. Melhor seria se os estudantes ocupassem todos os dias os “espaços vazios” da Universidade. Esta é a verdadeira resistência dos que lutam contra todo tipo de violência.

  148. Especulações sobre o Acontecimento-USP 08/11/11 e suas fagulhas: dolorosas, dolosas, luminosas.

    Especulações sobre o Acontecimento-USP 08/11/11 e suas fagulhas: dolorosas, dolosas, luminosas.
    É doloroso e doloso, enquanto ainda houver pele no cidadão, humano, aparelho de pensamento tanta incompreensão, tantas manifestações pró-pm, pró-estado, intolerância, discursos e defesas.

    Não, antes de ring (ou octágono) de luta, isso é mundo. Como é mesmo? Somos todos iguais braços dados ou não.
    Esta é a maior tristeza de acompanhar as ressonâncias do desfecho da invasão dos alunos da USP, em 08.nov.2011; ainda mais dolorosa e dolosa que esta mancha que o estado impõe na memória, alma, atestado de antecedentes criminais de jovens (convenhamos corajosos, ainda que jovens) é ver tantos pequenos-fascismos.

    Que é esse ódio enrustido da polícia contra “esse tipo de molecada”, desses setores da mídia (gordos ou magros, Datenas ou Afanásios, tanto faz a época)? Que eficácia isso tem para silenciar tantas outras questões relevantes que essa movimentação desperta nas pessoas para a produção de reflexões – do ponto de vista da autonomia estudantil, civil, do exponencial aumento das repressões.

    No sub-texto, outras questões que poderiam ser amenas como a eventual ou eminente descriminalização prática do plantio caseiro de maconha, por exemplo – proposta adotada e tida como coerente em tantos países no planeta, como forma para separar o joio do trigo do consumo recreativo de uma substância cada vez mais popular e desvinculá-la das redes de tráfico. Regulamentações tão válidas do ponto de vista ético de uma sociedade quanto dispor de respectivas políticas públicas de cuidado das modalidades de uso que podem sim também vir a causar certos males do ponto de vista das adicções como quaisquer outras modalidades de uso de tantas outras recreações do capitalismo: academia, facebooks, compras, bebidas, doutrinas. Ou alguém ainda acha mesmo que ?maconha é que nem crack??)

    Este acontecimento não terá desfecho efêmero: aponta para uma reprogramação maquínica de pensamento, instante de novidade, disparador importante a médio e longo prazo de subjetivações que podem ser tão fortuitas quanto daninhas. Explico-me: estes eventos são tão divisores de água como certos “bugs”, panes – e seus respectivos pânicos.
    Podem até ser vistos como preceitos equivocados da esquerda, ou vistos como parte deste espírito-de-tempo das sintomáticas sacudidas do imponente capitalismo – a primavera tem sido longa. Se por vezes imperfeitas como a vida é, estas manifestações e suas respectivas resistências e fagulhas hão de ser vistas como a vida que escorre pela janela da sua sala. Da nossa janela do vagão.

    Se suas avessas manifestações de cegueiras ensaiadas também assustam (clichês de pensamentos a todo vapor) não resta melhor portal, cura, emplastos que mirar o novo. Veja, não se trata nada além do jogo de poder entre perigos e possibilidades.

    Da minha parte, como outra peça da engrenagem, torço, vibro e até escrevo para que o vírus se instaure, para que as zonas autônomas temporárias sejam portais para outras conexões que hão de vir. Como é mesmo? Não somos contra este sistema, este sistema é contra a vida. E a vida aponta para frente. Serão anos incríveis. Já era tempo.
    Email:: altieres@yahoo.com.br

  149. Fico impressionado como os que julgam os outros como ignorantes sao os maiores praticantes de ignorancia, os que exigem democracia nao sao nada democraticos, aqueles que criticam a truculencia policial sao extremamente truculentos…Fico impressionado como os que julgam os outros como ignorantes sao os maiores praticantes de ignorancia, os que exigem democracia nao sao nada democraticos, aqueles que criticam a truculencia policial sao extremamente truculentos… Sem conhecer de perto o movimento dessas pessoas contrarias a PM no campus da USP, duvido que a maioria seja de alunos pois historicamente a universidade é “habitada” por partidarios politicos e estudantes profissionais que usufruem de toda uma estrutura que deveria servir a estudantes que se formam, que utilizam os conhecimentos adquiridos para fazer algo melhor mas nao fazem. Uma pergunta, os cientistas sociais da FFLCH envolvidos nisso tudo ja fizeram alguma coisa concreta para melhorar a sociedade? Propuseram alternativas? Duvido! A grande maioria está presa na retorica, fala muito e jamais farao alguma coisa efetiva para melhorar a nossa sociedade, em outras palavras, cientistas sociais de m*****!

  150. Para quem tem duvida se a PM deve permanecer no Campus, consulte o art: 144 da CF.
    A pergunta “Que PM é essa?” está equivocada, deveria ser que “sociedade” é essa, que quer uma area livre, para cometer crimes. Como democratizar os moldes da direção da universidade, se a nossa “sociedade”, digo sociedade, aquela que invadiu o campus, não aprendeu a respeitar nem os simbolos nacionais. Ex: Bandeira Nacional, que foi queimada!

  151. Gente…. sinceramente não entendi…. que memória fraca é essa? lembram quando um aluno (não lembro o nome) da USP foi assassinado por delinqüentes dentro da própria USP? e vieram as manifestações: a USP não é lugar seguro, à noite não tem segurança…e blá, blá, bla…. agora vêm com essa história de que lá não é lugar de policial? me expliquem…. por favor.

  152. Sábias palavras Raquel, levantou o tom da discussão. O grande problema a meu ver, como diz a sabedoria popular, é “ter razão mas ir preso”. Estes estudantes dançaram ao deixar associar suas idéias à liberdade de fumar unzinho, agora terão como base de apoio a “turma que gosta de fazer a cabeça”, truncou a discussão, fica difícil descolar uma coisa da outra. Para elevar o nível do debate, a “turma que tem a lucidez como um valor” precisa se apropriar da causa, seja ela qual for.

      • A guarda METROPOLITANA e a PM atuam da mesma forma, sob o mesmo direcionamento (inclusive o treinamento e formação são muito parecidos, se não o mesmo). É uma polícia que defende a propriedade privada e o interesse particular. Quem disse que o cidadão morador de rua é menos cidadão do que o turista que quer ver o centro da cidade com aparência de shopping center? Se a polícia fosse para proteger o cidadão, ela tinha é que proteger o morador de rua de ser atacado e violentado, e não justo o contrário, atacá-lo e violentá-lo. Isto se chama limpeza social, muito parecido com que Hitler tentou implantar no mundo.
        Assim, é esta a polícia que temos.

        Sugestão de filme para vc amiga: Notícias de uma guerra particular, documentário de João Moreira Salles sobre esta mesma questão. O Documentário já tem alguns anos, mas a polícia e seu modo de agir continuam os mesmos. (preste atenção no depoimento do chefe da polícia civil do rio de janeiro).
        Achar que a polícia defende o bem, faz parte das brincadeiras de polícia e ladrão. A polícia defende o status quo e a propriedade privada (quanto maior, melhor protegida). E veja, com isto não estou atacando a ética do indivíduo policial que, como todos os seres humanos, existem os éticos e os anti-éticos. O ponto para a discussão é, mais uma vez para quem não leu o texto com atenção: Qual a polícia que queremos para nossa sociedade?

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  154. O problema sempre cai sobre o governo ! A reitoria do campus é uma merda , a escolha do reitor é não-demorcrática , n faz o menor sentido o Alckmim dar uma entrevista dizendo que os estudantes n sabem o que é uma democracia ! Qualquer população consegue sentir quando esta sendo oprimida , a usp nada mais é do que um ambiente sob uma “ditadura” . Então pra vcs que veem fumantes de maconha como pessoas que financiam o narcotrafico , tenho uma novidade pra vcs : A DISCRIMINALIZAÇÃO DA MACONHA ! sim , cada um plantaria a sua ! A PM n é só despreparada , como impaciente , p vcs que julgam a PM um bem do brasil : VOCES N ENXERGAM UM PALMO DO SEU NARIZ . Aqui vai um alô p vcs : veja , globo e outros meios de comunicação , n são fontes confiaveis e sim uma mídia porca e sensacionalista !

    • Fica claro que você nunca viveu e não consegue nem se quer imaginar o que é o horror de uma ditadura. Mimada, filhinha de papai.

  155. Um dos problemas desse alvoroço é que a mídia reduzia ao caso do uso da maconha, muitos críticos de renome estão debatendo o caso superficialmente sem o menor embasamento real dos fatos. A sua legalização é muito mais um caso de veto político e financeiro (há diversos usos que não para o fumo da erva) que se originou a muitas décadas atrás. Antes disso, os efeitos do álcool são muito mais prejudiciais à “ordem”. Todos sabem de casos de violência e acidentes iniciados por pessoas alcoolizadas. Mas, o álcool é legal no país e por isso é livre e inofensivo? Hipocrisia! Quem estuda na USP sabe que várias festas dos “bons meninos” de vários cursos (sendo da FFLCH ou não, ou de participantes de fora da universidade) geram atos violentos e depredações, o que incluiu muitas das pessoas de alta classe da USP, que se alegam “vítimas absolutas”. Álcool, à vista grossa, é uma droga tanto quanto a maconha, e muitos pesquisadores apontam o maior risco de vício e degradação do álcool, mas o preconceito (leia-se falta de informação) impera. Não estou me colocando como defensor do uso da maconha, mas a liberação total do álcool hoje, incluindo venda para menores, é uma questão séria e mal debatida.

    Porém, também já não defendo mais o movimento. Ele foi, como já disseram aqui, pulverizado pela falta de organização do próprio movimento: os alunos que dele participam não sabem, em maioria, o que estão defendendo, vide que a única palavra de defesa é “Fora PM”, sem qualquer tipo de argumentação ou discussão pública, o que abriu espaço para a mídia atacar. O movimento tornou-se uma luta por interesses próprios, e aos poucos vem perdendo apoio. PM e alunos se confrontam cegamente na USP, abusando cada um de seus poderes.

    A questão da segurança não será solucionada apenas com a PM dentro ou fora dos campus. A Reitoria, que tem se eximido da crítica, possui papel fundamental na instauração da segurança e que, a tempos, não vem sendo cumprido. A solução está ou na criação de uma guarda COMPETENTE da própria universidade ou, até mesmo, na legitimação ORGANIZADA da PM, sem repressão cega à qualquer tipo de manifestação (muitas vezes pacífica, o que já não é o caso desta).
    Note-se ainda que esse quadro não é exclusivo da USP, diversas universidades públicas, como a UNICAMP, sofrem dos mesmos problemas.

    • Amigo álcool e fumo vem perdendo espaço no Brasil, eles estão pressionando aos poucos, antes podiam fazer propaganda de álcool e fumo, agora já nao pode mais pelo menos de cigarro. Não se pode mais uma criança comprar cigarro ou álcool, antigamente eu tinha que ir no bar busca cigarro e cerveja para meus pais. Não se pode fumar em estabelecimento fechado antes podia, hoje estão querendo aprovar que não se pode carregar bebida alcoólica dentro do carro.

      Jaja nem na rua sera permitido fumar, somente em casa. Dai seus maconheiros quero só ver virem de bla bla aqui

  156. A droga é a grande responsável pela maior parte dos problemas deste país, e este pessoal quer fazer uso de ilícito dentro de um campus da maior universidade do Brasil, que foi montado, pago e é administrado com o dinheiro dos impostos de cada um dos cidadãos desse país e ainda tem a petulância de querer ter razão, pelo menor espasmo que seja?????? Eu devo estar sonhando, ou estou no país da mais pura e absoluta palhaçada…

  157. Só tem hipócrita no Brasil

    Tem gente que enche a boca pra falar mal dos ‘maconheiros’ com o copinho de cerveja na mão

    Álcool meu amigo, é uma das piores drogas, MATA, VICIA, DESTRÓI famílias

    Não adianta, brasileiro é atrasado, acredita 100% na mídia, povo totalmente manipulado infelizmente

  158. Não adianta criticarem o post da Prof. Raquel. Ela é doutora e assim como a elite cultura brasileira que ocupou a reitoria da USP não admite que discordem do seu pensamento.
    Muito se falou em democracia, mas que democracia é essa que fecha um prédio público e impede o funcionamento da universadade.
    Quem esconde a cara é bandido e se esses alunos não querem ser tratados como tal, discutam de cara limpa.

  159. Professora Raquel, ninguém disse que a presença da polícia é sinônimo de segurança, não crie falsos argumentos para debater. O que as pessoas acham é que a presença da polícia contribui para aumentar a segurança (porque aumenta o risco para o criminoso de ser pego ao praticar o crime). Não sei se o método científico já chegou ao urbanismo que a senhora ensina, mas a queda verificada no número de ocorrências (roubos, assaltos, estupros) DEPOIS que a polícia veio ao campus parece corroborar isso. Aliás, a senhora conhece alguma cidade digna do nome onde não exista polícia ou já escreveu algum paper defendendo a extinção da polícia, dado que ela não contribui para a segurança?

  160. Ok, Agora vão todos criticar o papel da PM na sociedade. Mas digo uma coisa, quando o “calo apertar”, quando você for assaltado, violentado e etc… Não ligue para o 190. Espere uma ajuda divina – A final a PM não perfeita como Deus, não é mesmo? Eles não conseguem acabar com a criminalidade do pais.
    Criticam, criticam e criticam. Agora eu gostaria que estes, me dessem uma solução, então?
    Vestir a camisa fora PM, sou revolucionário é fácil. – Bem vindo a realidade!!

  161. Sou aluno no curso de Direito, e, apoio a repressão da POLICIA MILITAR; pois este bando de maconheiros, nada acrescentam a sociedade, são verdadeiros vermes vegetantes, dependentes assíduos de drogas.Graças a estes o Tráfico aumenta,cada vez mais, em nossa sociedade.

    POLICIA NA USP JÁ…JÁ…JÁ. FORA MACONHEIROS.

  162. DEPOIS ENTRA UM VAGABUNDO ARMADO NA USP MATA UNS 50 DE UMA VEZ E VEM ESSES FILHOS DA PUTA DIZER : AH CADE A SEGURANÇA NA USP MIMIMI…. MATOU A MINHA AMIGA BUAAAAAAAAA

    OHHHHHHHHH RAÇA MALDITA QUE TEM QUE QUEIMAR NO INFERNO!!!!

  163. Raquel, posso concordar com seu primeiro ponto nas questões da forma de gestão que não se evoluiu. Mas concluir que a morte de um estudante, sequestros relâmpagos e o consumo de drogas (se há consumo de maconha, há consumo de outras drogas também!) é fruto do urbanismo antigo da universidade? Ver estudantes levantando folhas contra a “ditadura” e que querem fumar seu “baseado”? Quem é que não evoluiu, a PM ou estes manifestantes e seus simpatizantes? Que adianta o jovem aluno possuir um alto QI pra frequentar a melhor universidade da América Latina e não ter BOM SENSO de viver em Sociedade. Em mundo vcs vivem?

  164. Então vamos lá, Bob Marley fumava, Steve Jobs fumava, Victor Hugo, Pablo Picasso, William Shakespeare, John F. Kennedy, Bush Pai e Bush filho, Bill Clinton,Geroge Washington, Barack Obama, Harrison Ford, Brad Pitt, Arnold Schwarzenegger, todos fumaram, ou fumam.
    O Problema é que a fonte de informações das pessoas ainda é o Datena, e a rede globo, que editou o debate para eleger o Collor.
    Todas essas pessoas fumavam maconha, e foram quem foram.
    Agora os que estão metendo o Pau, dos nomes que vi não reconheci ninguém importante, e a outra maioria, nem coragem de se identificar teve. Acho que prefiro os maconheiros as pessoas ignorantes no sentido mais intrínseco da palavra que é ser desprovido de informação, devem ser eleitores do Maluf ou do próprio Collor.

    • não conheço ninguém famoso,em meu convivio que seja ou que foi maconheiro,mas conheço profundamente um anônimo que fumou maconha e quando ela já não mais relaxava como ele queria,começou a usar cocaína,depois passou para o crack,e quando a mãe dele estava internada,por causa de vários infartes que ela teve, por uma sequencia de desgostos que ela passou com seu filho, que roubava tudo dentro de casa,para sustentar seu vício,ele simplesmente arrombou seu quarto,roubou sua jóias,televisão, aparelho de som,enfim o que ele pode levar de valor.quando sua mãe morreu ele chegou totalmente drogado em seu velório e roubou o crucifixo de prata que estava com ela e hoje mora na rua por causa da droga,então por favor não venha me falar de famosos que eram ou são usuários e que progridem,porque quando temos um irmão que destrói sua família,mata sua mãe,literalmente de desgosto,que largou seus estudos,virou praticamente um zumbi….É DURO SER TRATADA COMO UMA DESINFORMADA,IGNORANTE.

  165. A permanencia ou nao da PM na USP é uma coisa cuja possibilidade, nao sei como, até agora ninguém esclareceu. Pode? Ora, pode nao. DEVE. A USP é uma autarquia especial (art. 1 do Estatuto), portanto integra a Administracao do Estado de Sao Paulo. É evidente que a PM DEVE policiar a USP. Negar isso é negar força à Constituicao (art. 144) e apregoar anarquia, no mínimo. Primeiro temos que aceitar que a PM deve exercer suas funcoes na USP. Agora, outra coisa é questionar a truculencia de que a PM se utiliza, pelos seus agentes, para prevenir e reprimir crimes. Se isso acontece, a solucao nao é nem pode ser, num Estado de Direito, alijar a PM de suas atribuicoes. O que tem que ser feito é protesto (nao vandalismo, violencia, ) por outros meios: acionar Ministerio Público, OAB, Poder Judiciário, órgaos defensores e promotores de direitos humanos, alertar a mídia para o que acontece etc etc…jamais levantar uma bandeira furada que simbolize “liberdade” (leia-se libertinagem) sustentada por criminosos (maconheiro, por enquanto, ainda é criminoso, nao por usar, mas por portar droga ilicita – vide Lei n. 11.343/06). Os estudantes conseguiram que a sociedade se voltasse contra eles porquer nao tiveram o bom-senso de denunciar os excessos da polícia antes de, eles mesmos, cometerem excessos quiçá piores. É claro que o buraco é mais embaixo, tem interesses políticos envolvidos, vaidades etc mas vamos comecar a discussao pressupondo que a lei deve ser cumprida, né, caramba, senao vamos dividir o Brasil em tantos países quantos forem as ideias de cada um…!

  166. Pingback: – O Outro Lado Da USP ( Tico Santa Cruz ) « Here Is Mass

  167. O texto é bem interessante e levanta um problema que existe nas universidades, mas o texto não explica exatamente qual a intençao que esse alunos que fizeram a ocupação tem?? Alguns falam que exagero da midia, mas tirando a questão das drogas alguns dos pontos que sao colocados no texto realmente são reividicados por esse estudantes? esses estudantes estão realmente preocupados com a segurança ?? concordo que PM não significa que vai estar seguro, porém não é sinomimo de repressao. Então qual a real reividicaçãos??

  168. Sou aluno da USP, especificamente do Campus da ESALQ, aqui a PM não entra, mas pq não? Bem, aqui ninguém fuma (maconha) ou bebe álcool dentro do Campus, não entram carros não autorizados, nem bicicleta de não estudantes entram aqui com facilidade. Tem erros, logico que tem, vários. Acredito que a guarda universitária daqui é melhor que a PM, logico que não.
    Então pq funciona? Funciona porque as pessoas tem um respeito minimo pela outras, drogas ilícitas são proibidas por lei, então não se discuti isso, álcool é proibido em todo Campus da USP, está nas regras da USP.
    Quando queremos fazer manifestações, fazemos, andamos pela cidade, chamamos entidades e debatemos, escrevemos cartas e artigos expressando nossos ideais, vamos para Brasilia e conversamos com deputados, podemos até fazermos uma algazarra, mas destruir patrimônio publico não. Pode as vezes não funcionar, pode, mas tentamos algo digno de estudantes que prezam pelo bem estar da comunidade em geral. Se um dia precisarmos entrar em confronto direto, enfrentaremos apenas se os motivos forem cabíveis, como antigamente a classe estudantil fez.
    Quanto ao uso total da universidade a todo publico em todas suas funções, refletimos se podemos entrar na sala dos deputados, se temos livre acesso ao Senado, se usufruímos livremente das provas e arquivos policiais, a resposta é obviamente negativa. A função da Universidade Pública tem como tri pé o ensino, a pesquisa e a extensão. Então realizemos primeiramente estas funções, posteriormente outras. A universidade não foi feita para habitação da população ou festividades noturnas, reserva-se o direito de uso de todas as suas funções pertinentes a ela aos alunos que por meio de um vestibular foram selecionados. Assim como a policia federal, juízes, pesquisadores entre outros tiveram seus postos conquistados por meio seleção, os estudantes da USP também tiveram. A USP pode ser desfrutada por todos, mas nem tudo dela pode ser para todos.
    Muito interessante todo esse conflito de direitos e planejamento, enquanto negamos o direito primordial, o direito a vida. Pergunte aos pais ou aos colegas do estudante morto na USP se eles apoiam a PM no Campus, pergunte também aos pais pais do garoto morto pela guarda universitária anos atras na piscina da USP. A PM na USP não é a resposta final para esses conflitos, porém neste período de tempo é a solução, isso em decorrência da criminalidade do Campus Butantã, creio que nos outros Campus essa ação seja desnecessária. O correto é uma tomada de decisão conjunta entre a universidade, os estudantes, e guarda universitária, sobre o futuro da segurança da USP. A diretoria da USP deve parar de tomar decisões de sua sala isolada e começar a integrar se aos estudantes e a guarda, para que suas solução sejam efetivas e validas.
    Agora sinceramente, tantos assuntos importantes, tantas coisas acontecendo de suma importância ao Brasil e ao Mundo, deixem de esbanjar energia aqui e revoltem se com algo digno de revolta! A maior causa de morte de crianças até 5 anos é por diarreia devido a água contaminada, politico desvia dinheiro da saúde publica, o Código Florestal brasileiro está sendo assassinado, vários ministérios caem por corrupção…pessoal isso sim é luta justa. Deveríamos invadir Brasilia e tocar fogo na maior vergonha brasileira, os políticos sujos que dormem com o sangue das pessoas que morreram todos os dias vitimas de um sistema que nos chamamos de democracia.
    Revoltem se, mas por motivos realmente importantes…

  169. T,

    é, eu ia mesmo te perguntar se vc era PM. tudo o que eu escrevi foi para mostrar que essa ação da policia foi exagerada, isso poderia ter sido conduzido de outra maneira, não vejo essas açoes onde mais precisamos – sabemos que por trás disso tem governantes e policias defendendo interesses proprios (sem generalizar, sempre). ok, fumar maconha é crime. e a pirataria? e o contrabando? passo todos os dias por isso e não vejo ninguém sendo preso, agora fume um baseado na rua e vai ser detido. ah claro o camelo está ganhando seu pão, então que deixe de ser crime! se é para usar o argumento de que lei é lei isso cabe para todos os crimes. longe de mim desejar que essas pessoas percam seu ganha pão, o que me cansa é a hipocrisia.

    • Contrabando é crime e há repressão, ainda que ineficiente. Fumar maconha não é crime, mas favorece atos criminosos. Cada projétil que sai da arma de um assaltante ou traficante é comprada com o dinheiro dado pelo usuário.
      Não sei até que ponto é verdade, mas foi achado até coquetel molotov dentro da rietoria. Sendo assim não acho que a ação da polícia foi exagerada.
      Além do mais, por mais que sua causa seja justa, ninguém dentro do estado democrático tem direito ao vandalismo, a depredação.

    • Quando alguem entra na sua casa, quebra suas coisas, chama sua mae piranha, ameaça molestar sua filha e quebrar as pernas no nenem da vizinha é procedimento fazer carinho nele???
      Marginal tem que ser tratado como marginal minha querida….
      Quem vem em paz recebe Paz… quem vem com uma pedra na mao, tem que ser recebido com duas….

    • Gostei muito do texto da professora. E fico perplexo com a falta de discussões e diálogo na Unversidade mais importante do país. A discussão entre os alunos girou em torno de drogas………. Que interessante!!!!!. Mas a discussão central que me parece é a DEMOCRACIA. De fato os alunos não deixaram muito claro o que queriam. Qual o PAPEL DO PEDAGOGO, chamar a polícia? Eu particularmente como sou professor também acredito no diálogo e nas teorias sociológicas, antropológicas e pedagógicas. A postura dos pedagogos seria ensinar democracia de fato. Eles não estavam armados, não agrediram ninguém, não propuseram usar ou não drogas. O reitor se tivesse dialogado com eles e chamado a imprensa pra divulgar o diálogo teria prestado um grande serviço a USP, e a nação brasileira. Quem sabe vários dos alunos acima não iriam discutir apenas drogas e afirmar que a droga é o único mal que existe no país….. etc, ou que não tem nada a ver etc. É claro que outro debate muito importante poderia ser ab erto em seguida, sobre as liberdades individuais e democráticas. Pois afinal de contas uma pessoa pode escolher entre drogar-se ou não? Então porque vendemos bebidas alcoólicas e cigarros o tempo todo?
      Professor João Simões Cardoso Filho/ Universidade Federal do Pará
      PS: Porque anônimo? porque ter medo de dizer o próprio nome? Que democracia é essa que se vive na USP?

    • Sra. Raquel,

      O procedimento não é esse. Mas ninguém que está trabalhando gosta de ser feito de bobo.

      Ou algum aluno que tira o professor do sério é procedimento gritar ou jogar o apagador no aluno?!

      Sabemos que isso acontece também e muito.

      Agora pergunto: professores repressores?

      Passo a palavra para a Sra.

  170. Cambanda de vagabundos, dos fortes movimentos contra a repressão da ditadura reduzido a reduto de viciados e maconheiro, motores da violência e da expansão do tráfico por todo o Brasil, SP sem dúvida nenhuma contribui em muito aspectos pelo grande sucesso que a empreitada do tráfico se tornou. Os academicos que deveriam defender a democracia, o direito de ir e vir, o progresso em beneficio da sociedade simplesmente se omitem, provavelmente por estarem muito chapados.

  171. Bando de maconheiros fdp’s….. a polícia não fez mais que sua obrigação, como iria fazer em qualquer outro local em que ela trabalha, patrulha!

    Agora vem com conversinha de “aaaah mas são estudantes, ESTUDANTES”, ah cara, e estudantes também não são cidadãos não?! Ou só pelo fato de ser estudante, você acha que lhe faz especial o suficiente para poder usar drogas em lugar aberto, dentro da universidade, aliás, lhe faz ter O DIREITO de usar drogas em tais locais?!

    Isto é errado, esta na lei e como tal, a polícia fez seu trabalho. Vão procurar o que fazer de produtivo bando de maconheiros desocupados filinhos de papai!

  172. Eu não entendo! Primeiro um estudante é vítima de latrocínio e por um provável traficante. Logo depois todos reclamam de falta de segurança, e pedem ou falam sobre a presença da PM dentro do campus. A PM vai ao campus, e após fazer seu trabalho, prendendo e evitando a ação de criminosos e infratores, os mesmos que pediam a PM antes, ficam revoltados por não poderem mais cometer a infração de usar drogas dentro do campus, como se isto fosse algum direito legal, garantido por lei!
    Vocês estudantes que participam e apoiam disto querem segurança ou um free point para usar drogas e por ventura traficar também, pois penso eu que se um traficante estiver vendendo algo para um “estudante”, ele também não poderá ser coibido, pois vai ferir os tais “direitos” de fumar maconha dentro do Campus do estudante, não?!

  173. midia burguesa corporativa e sensasionalista!
    pm bando de pau mandado!
    coloquem suas fardas, se sintam os valentoes e batam nos estudantes, ambulantes, moradores de rua…
    facam isso pra se sentirem os caras!
    o grande problema eh q a maioria nao tem a menor formacao pra discutir o tema. a maioria dos proprios estudantes da usp nao teve aulas de sociologia nem de filosofia. no maximo um manual barato do objetivo.
    vide mtos estudantes da poli, fea, ime e etc q soh sabem fazer continhas, mas nao tem o menor senso social!
    eh desanimador ver os capitaes nascimento arrotando merda.

  174. Lendo o seu texto, quase que por um momento cheguei a acreditar que o assunto era de uma importância nacional e nao pontual, mas depois cai em mim e vi que é apenas mais um assunto sem importância que os brasileiros e a imprensa adoram fazer alarde, por favor, com tantos assuntos importantes…. não consegui entender qual a finalidade e as reivindicações dos estudantes envolvidos… Pobres meninos ricos.

  175. Cara professora li e gostei de suas colocações, porém acho que há mais uma dimensão a refletir: as normas de conduta postas aqui fora (na cidade) se aplicam lá dentro (no campus universitário)????? Se não, por quê??? Com que fundamento??? Se sim, qual o erro em reprimir uma prática criminosa lá dentro seja ela qual for????? Isto não justifica exageros policiais, óbvio, mas também não justifica exageros estundantis. Invadir prédio público, agrediri autoridade e depredar patrimonio público é expressar opinião e pensamento?????? Coibir essa prática é criminalizar movimento estudantil de forma arbitrária ou tal liberdade constitucional????????? O que falta neste País é autoridade, limites, e o que sobra é autoritarismo e confusão entre liberdade e libertinagem, não acha????? Nâo estou apoiando a ação policial, nem a atitude autoritária da reitoria e tampouco apoiaria os exageros estundantis. Manifestar sim, mas com ordem e principalmente de forma democrática, pelo diálogo e não pelo vandalismo, isto enfraquece perante a opinião pública a luta justa e legitima dos estudantes e os fazem iguais, na afronta a lei aos que os reprimem injusta ou exageradamente.

  176. Desculpe Professora, Inicialmente, o “modelo urbanístico” do campus de algumas Universidades Federais são maravilhosos, SIM espaçosos e maravilhosamente bem feito com a densidade baixissima… Muito diferente de caixotoes “favelizados”, com 300 salas por prédio sem área verde sem nada…. A sua opnião é qual afinal?? Voce realmente acha que marcha da maconha, vandalos, destruidores de bens e afrontamento às regras são sinonimos de “democracia”.
    Não sei se você dá aulas ou é pesquisadora, mas imagine um bando de alunos invadindo a sua CASA após uma prova ou um entrega de um projeto, com dragas nas mãos, quebrando tudo, sua porta, seu computador, seu carro, com seu filho chorando no berço e sua filha com medo de ser estuprada…. O que faria, sua opniao seria a mesma???
    Devemos tratar iguais como iguais, se o movimento fosse pacífico o retorno é pacífico. O movimento foi de guerra, com armas e tudo, a polícia está aí pra isso. Colhe o que se planta.
    A grande merda no Brasil é isso, pacificação, direitos humanos a quem nao tem esse direito.
    Se um cara invade um Banco é marginal, mas se invade uma reitoria e quebra tudo é revolucionário.
    Pense na mão do estudante que morreu há alguns meses lá… que foi assassinado por um marginal que possivelmente foi vender drogas na usp… que nao tinha PM, e se eles estivesem lá, ele estaria vivo?? e se fosse parente seu, a sua opnião prevaleceria?
    Na minha opnião, OK, tiraria toda a PM de lá… e colocaria só a Policia Federal… e com PF minha querida… não tem conversa, nao tem chororô… poe esse bando de vagabundo na cadeia por trafico de drogas numa prisao no Acre (adoro o acre, não é preconceito, é pq é longe pra caramba de SP).

    Abraço.

  177. Trouxeram as drogas para dentro do campi. Pergunta: eles estão produzindo as drogas em casa? Ou estão trazendo a marginalidade para dentro do campi? Onde tem playba noiado tem grana e onde tem grana tem ladrão. Agora, falar que é uma “restrição à liberdade de pensamento, de comportamento, de organização e de ação política” é piada.
    Reivindicar ensino publico de qualidade para admissão nas universidades ninguém faz neh?!! pq os playba tiverem anos de cursinho as custas dos pais e ensino privado. Agora interferir no baseadinho não pode. Discordo de desacredito que as intenções estão além disso.

  178. Ahh… esqueci de uma coisa !!

    Sobre esse papinho de drogado de “maconha é o anestésico mais antigo”, “maconha era usada pra fazer roupas, papel e melhor fibra do mundo” ” maconha é o melhor remédio pra qq coisa do inferno que inventar” e Blablablá

    Muitas coisas “boas” existiam e não existem mais!!! Não deem exemplo com o passado seus woodstockianos que acham que tudo se resolve pq baseado é usado por muita gente, por médicos e advogados… (ok, existem médicos viciados em remédios e que falsificam atestado de obito para roubarem orgãos… assim como advogados que compram sentenças e entram com celulares em cadeia para bandidos)

    OK, (deixo claro que graças a Deus, isso abaixo não existe mais, é só efeito comparativo)
    – Execução já foi um método muito utilizado anteriormente…. melhor forma de um bandido sem ele voltar a dar problemas (que bom seria matar um estuprador em série?? ou um assassino em série??
    – Tortura já foi o melhor método de investigação e forma de que o acusado fale a verdade. Torturar psicologicamente um assassino para delatar seus comparaças para nao matarem mais ninguem.. bom não ???

    – Assim como drogas modernas e industrializadas que foram proibidas depois por comprovarem o seu mal, como os remédios Vioxx, descongex entre outros…. Eee saudade…. era bom de mais… não tem mais, foram proibidos, fazia mal e “ninguem” sabia… parou de vender, convivo com dores e agora nao mais com problema de nariz entupido numa boa…. nao vou atras de um traficante de remédios nem sequestro o dono do laboratório querendo ingredientes……

    Abraço

  179. falou, falou, discurso polido, vocabulario rebuscado, uma teorica enfim…
    q PM é essa?! a policia militar esta ali para cumprir ordem judicial e nao discutir pontos filosoficos da cultura brasileira… a universidade sim seria o local mais adequado para que se formem os pensadores, função essa que esta sendo obstada pela manifestação ridicula de jovens sem cerebro (acho q de tanto fumar maconha…)
    abuso de autoridade? nesse caso nao minha querida…
    erros em outros casos… qualquer instituição desse pais é formada por pessoas de valores e de carater e ao mesmo por pilantras, bandidos… a sociedade inteira esta sujeita a abarcar diferentes pessoas…
    olha so la na USP tem pessoas de carater e alguns palhaços que estao manifestando mesmo pq? querem deixar de ser fiscalizados pela policia militar pq esta é o braço da repressao estatal?? acham q a usp deva ser zona franca para poder ficar chapados? bando de maconheiros safados fazendo baderna pelo ”direito” de fumar maconha? quantos crimes estao relacionados ao trafico de drogas e ao uso delas?
    a discussao é sobre liberdade de se auto flagelar? quando esses muleques vao ser tratados pelos sistema publico de saude qm paga a conta somos todos nós… dinheiro q poderia ser destinado a outras coisas… isso é uma questao de saude publica e politica estatal… daqui a pouco vao protestar para liberar o uso de crack sob o argumento de que cada um pode fazer a si o que quiser ao seu corpo né!
    o q eu tenho a dizer a estes jovens ridiculos é que vão para suas casas.
    se tivesse um filho meu ali eu ficaria envergonhado por essa palhaçada que estao fazendo…

  180. Pois e !!sera que os ESTUDANTES DA USP , nao se esqueceram de ESTUDAR ???quem paga td isso????salarios de professores, pesquisas, moveis que sao destruidos, QUEM PAGA ???outra coisa , entrar na USP nao e facil, se nao estiver preparado nao entra, isso na estrutura de ensino no Brasil significa ter estudado em bons Colegios, salvo rarissimas excessoes !!quem paga colegio pra filho tm dinheiro, classe privilegiada !portanto os alunos da USP sao de uma classe favorecida, e deviam ver que antes dos direitos temos as OBRIGACOES, isso a gente traz de CASA, mas parece nao ser o caso….acham que podem td, estao sempre com a razao,caramba !!! estudante tem que estudar , se preparar pra depois tomar decisao, ser bom profissional, mandar no que e seu !!por enquanto tem que ESTUDAR !! ahhh bando de vaganundos !! querem baderna e mACONHA, a Policia ta certa !!!ahh estudei na USP, sei oq falo !!

  181. Até agora não entendi nada! Não vivem reclamando de assalto, estupro dentro da USP? porque não o policiamento? quem não tem carro e anda a pé faz como?
    Acho isso mais importante que o fato de reprimir a maconha…..enfim, continuo sem entender porque destruíram a reitoria!

  182. Simples rápido e objetivo.

    Texto e ótimo, mas as reivindicações foram feitas de forma errada! E sem argumentos concretos para sociedade uma vez que:
    Ex.
    Tenho moto e estudo na UNIP – Chac. Santo Antonio.
    Moto:
     Sou parado a todo o momento na rua, por blitz ,averiguação ( dia dia do motoqueiro) .Nada mas junto eu para a avenida 23 em protesto néh ? Ou está correto motoqueiro e sempre suspeito? “ficar refém desse autoritarismo! Isso é um retrocesso!”( Luciana Furlanetto
    )
    FAku
    Vou pra faculdade, nas ruas proximas da faculdade, todos os dias, varias pessoas são assaltadas, e mesmo assim nada de policial na rua, vários baixos assinado já foram feitos e nada.

    Agora eles têm o poder na mão e não conseguir ultilizar ahah favor.

    Meu com relação a policia no campus, não tem o que fazer afinal a USP e parte de São Paulo, como todo estado a patrulhamento. O que podermos discuti a atuação dela no campus.

    • Que mais pessoas leiam seu depoimento e parem de ver Tropa de Elite e ficar sonhando com Mathias e Nascimentos . A realidade é bem pior que o filme.

  183. “se a entrada da PM no campus significa uma restrição à liberdade de pensamento, de comportamento, de organização e de ação política, nós não deveríamos discutir isso pro conjunto da cidade? Então na USP não pode, mas na cidade toda pode? Que PM é essa?”

    O mundo é feito de leis, restrições, não é pq estão dentro de um campus universitário que tudo é permitido.
    Que PM é essa? Eu respondo: a melhor do país mesmo com tdos os probelmas de falta de investimento, eles estão fazendo o trabalho deles, assim como um professor universitário está ao dar aulas, assim como um pesquisador em suas pesquisas. Ao invés de se virarem contra trabalhadores fazendo sua função, vcs estrelinhas do contra deveriam se virar contra essa política nojenta que a cada semana se mostra mais imunda, a cada semana mais um podre em ministérios.

  184. Pingback: Muito além da polêmica sobre a presença ou não da PM no campus da USP | Ibase - Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas

  185. Caro Raquel, sou professor universitário, com doutorado no exterior e experiência acadêmica internacional. Estou familiarizado com o ambiente acadêmico e por isso resolvi lhe escrever acerca deste seu texto. Cheguei a ele através de um texto intitulado Ordem Über alles publicado no Blog do Walter Hupsel.

    Resumindo, encontrei uma série de incoerências, contradições e problemas neste seu texto, Logo, me senti na obrigação de lhe escrever. Sobretudo em razão de que o texto aborda uma questão muito séria: a segurança das pessoas que freqüentam o Campus da USP.

    No seu texto você diz existirem três questões de fundo: (1) A gestão da USP que é feita de uma maneira estruturada em torno da hierarquia da carreira acadêmica, ou seja, não é democrática; (2) A questão da segurança passa pelo modelo urbanístico da USP e que é uma enorme falácia dizer que a presença da polícia traz segurança ou vice-versa e; (3) Que a entrada da polícia significa restrição a liberdade de pensamento, comportamento, organização e ação política e que, portanto, a ação da PM deveria ser discutida de forma mais ampla.

    Vamos avaliar as imensas fragilidades das suas afirmações:

    1) As melhores universidades do mundo são todas estruturadas em torno da hierarquia da carreira acadêmica. Harvard, Yale, Cambridge, Oxford, todas as principais universidades americanas e britânicas, e mesmo, embora em menor grau, as principais universidades francesas e alemãs, são todas, sem exceção, estruturadas em torno da hierarquia da carreira acadêmica. São todas menos democráticas do que a USP. Gostemos ou não, o funcionamento de uma universidade deve ser assim. Pesquisa, ensino e extensão são atividades complexas que devem ser administradas por pessoas que as conhecem a fundo. Infelizmente, a senhora usa de palavras e conceitos bonitos – democracia, gestão participativa, etc – para defender um modelo de universidade que, se não é inviável, não garante excelência nem no ensino, nem na pesquisa, nem na extensão. Tanto que todas as melhores universidades do mundo nunca adotaram este modelo. Aliás, adotam o modelo oposto, ou seja, o em torno da hierarquia da carreira acadêmica.

    2) É verdade que o modelo urbanístico da USP não favorece a segurança. E por isso mesmo o policiamento deve ser mais intenso! Veja bem: a senhora se contradiz completamente! Está tão perdida nas suas afirmações que usa como justificativa para colocar a questão da PM no campus como secundária, o argumento que faz justamente o contrário, pois se o campus possui um modelo urbanístico desfavorável à segurança, torna-se necessário aumentar o policiamento lá dentro. Ou será que a senhora acha que se avisarmos a toda a São Paulo que é fácil roubar e cometer crimes na USP e que, apesar disso, lá não tem polícia, os criminosos (assaltantes, estupradores, traficantes e etc) não irão para lá? Infelizmente, a presença da polícia não é garantia de segurança, mas a certeza da ausência dela é certeza de insegurança! Sobretudo em um local que, como a senhora mesmo disse, urbanisticamente desfavorece a segurança!

    3) Por fim, chegamos na questão mais ampla e novamente a senhora é imprecisa e perdida. Mesmo que a USP “não faça parte” da cidade, isto em nada combina com a lógica que a polícia não deva entrar lá! Segundo ponto: Por qual razão a senhora parte do pressuposto de que a entrada da polícia no campus significa restrição de liberdade de pensamento, comportamento, organização e ação política? Não entendi sua lógica! Até onde eu saiba, a PM não fiscalizou as conversas ou as aulas dos professores e alunos. Nada disso! Apenas abordou pessoas que estavam consumindo drogas. Ou seja, mesmo que sejamos a favor da liberação das drogas, temos de admitir que a PM cumpriu o dever dela, visto que o uso de drogas não é legalizado no Brasil!

    Enfim, cara Raquel, se espremermos bastante o seu texto, verificaremos que dele conseguiremos retirar de tudo, menos precisão, lógica ou conhecimento de questão! Por fim, gostaria de lhe dizer que existe uma série de outros problemas conceituais e estruturais no seu texto, mas que eu lhe pouparei de torná-los públicos. Peço somente que a senhora tome muito cuidado antes de, no futuro, blogar um texto. A senhora pode voltar a abordar de maneira equivocada um outro assunto muito sério!

    Att,
    André Salgado

  186. É realmente muito além da polêmica sobre a presença ou não da PM no Campus ou do uso de drogas por grupos de alunos.
    Trata-se de um passado apaixonante, onde havia forte polarização ideológica, mas que não se aplica mais aos dias de hoje. O estudo da história se faz necessário para aprendermos com o que passou e, principalmente, para que possamos seguir adiante, reescrevendo a história da humanidade, numa crescente evolução. Retrocessos são falta de visão do presente e do futuro.
    O que se faz no auge da juventude pode se refletir em problemas para o resto de nossas vidas. São marcas burocráticas que poderão perseguir estes jovens durante fases decisivas de suas vidas profissionais.
    Agora, a questão urbanística, que leva a constante insegurança por quem caminha pelo Campus, tanto de dia, como à noite, é o grande embate que ficou relegado a um mísero detalhe. E este fator se replica em quase todos os cantos desta cidade.
    A potente força destes movimentos estudantís seria de grande utilidade para toda a sociedade se eles a souberem utilizar com maior maturidade e por causas mais consistentes.
    Professora, agradeço por ter aberto as questões relevantes do urbanismo tão comentadas nos dias de hoje, mas que ainda se encontram indissolúveis.
    Abraço!

  187. Poxa, não aguento ver mais isso no Brasil. Que palhaçada… queria ver se fosse pobre, o tratamento iria ser igual ? É só ler o texto ai que entendemos, a “briga” se deu porque abordaram uns usuários de maconha, então só pobre pode ser abordado ? Só pobre pode ser conduzido para assinar o termo circunstanciado de ocorrência ?
    Pois é o pensamentos de vcs são muitos avançados… kkkkkkk..
    Vocês agem igual e sempre agirão tentando privilegiar somente uma classe, a dominante.

    Agora não vejo ninguém lutando por o dinheiro que os políticos fdp estão roubando…
    Há quero maconha, vamos chorar. prenderam uns amigos ali, vamos defender.

    Estou entendendo ao ler o texto que tudo isso é briga de poder e a maioria é influenciada por pessoas que se diz líder do movimento.

    Para que um movimento se torne de sucesso é preciso conquistar a sociedade e esse movimento ai só trouxe repulsa ao ver que as alegações em entrevista de estudante é pq tentaram prender uns caras que usava droga. Ajuda ai!!!!!!!!!!

    Brasil nunca vai mudar mesmo, policia feita para prender marginalizados e os filhinhos de papai se sente acima da lei.

  188. Gente, vocês ainda não entenderam que a questão não é a maconha, se é proibido ou não, se deveria ser legalizada. A questão não é essa.Para quem quer saber mais sobre esse assunto, tem o documentário do ex-prsidente Fernando Henrique Cardoso defendendo a legalização.
    Mas eu vou tratar aqui DA REAL QUESTÃO. A Universidade de São Paulo, uma universidade PÚBLICA, é um espaço de formação crítica e intelectual, um espaço de REPENSAR a sociedade em um todo, e não de reproduzir os modelos que não vem funcionando na sociedade.Não é à toa que há pouco tempo atrás a PM era PROIBIDA de fazer a segurança da USP, essa é a questão. Vocês sabiam que em QUALQUER UNIVERSIDADE PÚBLICA DO MUNDO não existe segurança por parte da polícia militar dentro do Campus? A universidade pública tem que ser aberta para a liberdade cultural e intelectual, está formando os pensadores da sociedade, seja em qual área for. A PM tem um histórico de repressão sim que não dá pra negar, todo dia sai notícia de uma merda que um PM fez. Precisamos sim de segurança no campus, mas não através da PM. Ontem eu, como estudante da USP, participei da assembleia com mais de 2 mil estudantes, e uma das pautas votadas foi a de que começaremos a elaborar um plano de segurança alternativo para a Universidade. E para quem não sabe: Covardemente, ontem, a PM cercou todo o CRUSP(conjundo de prédios de moradia de estudantes da USP) para evitar que participassem de uma possível manifestação- tudo na base de cogitações- evitando a saída de qualquer um, independe se ele precisava ir trabalhar, ou outra coisa, agindo com violência contra os alunos que tentavam sair porque precisavam. E o direito de ir e vir?Onde fica? Muitos só queriam ir trabalhar ou estudar, ou tinham outros compormissos, foram proibidos! E ainda que fossem participar de manifestação, isso NÃO É ILEGAL, pelo contrário, na democracia o direito de protestos é previsto, e é importante sim, tem países que participam muito de manifestações pacíficas, e isso é uma coisa muito saudável, como os panelaços da Argentina.
    Por favor, quem está de fora e está mal informado, pare com essa coisa de que “eles estavam fumando, estavam errados, a PM estava certa”, se informe mais, não é à toa que os professores, mestres e doutores de excelente formação também não concordam com a PM agindo livremente no campus.
    De fato, a USP é paga com dinheiro de todos, porque o que sai de lá também é de uso de todos, toda a produção intelectual, nós também estamos fazendo um serviço para vocês. Estamos lá para repensar inclusive sobre vocês.
    Sei de PMs que apreendem drogas e usam na frente dos que portavam, sabemos quantos inocentes a PM já matou, sabemos que a formação deles não é boa coisa nenhuma, não são formados para o diálogo, para entender de pessoas, eles aprendem a obedecer ordens e agir com repressão.
    Isso vale no mundo todo: Universidade Pública não tem segurança pela polícia militar, seja em qual país for.
    Outra coisa: todos os dias quando eu saio da aula (23h) continua igual: tudo escuro, sem nenhuma viatura para dar segurança, só os guardinhas de sempre da usp que ficam no prédio e são muito gente boas, mas sabemos que isso não é o suficiente, eu vou de ônibus, mas o estacionamento de carros, que seria o local provável de um assalto, continua sem nenhuma segurança.
    E fumar maconha não é CRIME por lei, é proibido, são coisas diferentes.

    • Se são baderneiros, devem SIM ser REPRIMIDOS.

      E é justamente isso que provaram ser, baderneiros desocupados que acreditam estar na década de 60.

      Pensadores?!

      Faça um curso que traga realmente um retorno para sociedade: medicina, engenharia, odontologia e até publicidade. Agora ficar defecando pela boca e pela cabeça esquerdista é desperdício de tempo e, principalmente, de dinheiro público.

      E eu DUVIDO que a PM tenha tomado essas atitudes pouco amigáveis sem ter tido um BOM MOTIVO PARA ISSO. Ou vocês acham que podem gritar, xingar, depredar patrimônio público e se acharam certos?!

      O que ferra essa geração é essa mentalidade esquerdista sem pé nem cabeça. Se gostam tanto de comunismo, vão morar na Coréia do Norte e façam suas manifestações lá. Tenho certeza que a ‘causa operária’ situante no poder vá entender muito bem vocês…

      A PM não fez nada porque alguém estava simplesmente ‘pensando’. Ela tomou atitudes porque os baderneiros cometeram CRIMES e se EXCEDERAM.

      E por fim, ela não precisa ser preparada para conversar. Precisa ser preparada para perseguir bandido. Precisa ser preparada para proteger a sociedade de baderneiros sem causa como vocês. Ela é o BRAÇO DA LEI.

      E se a LEI te incomoda, então você está fora dela. Ou seja, uma criminosa.

      Att

      • “Faça um curso que traga realmente um retorno para sociedade: medicina, engenharia, odontologia e até publicidade.”

        E você acha que cursos de Humanas não trazem benefício algum para sociedade? Duvido muito que você conheça profissionais dessa área para dizer tal falácia. Esta área normalmente, sim, não traz LUCROS (o que alguém que julga que pensamento esquerdista é apenas infantilidade deve pensar que é a única coisa que importa), mas traz grandes benefícios SOCIAIS e POLÍTICOS. Ou você acredita que algum engenheiro ou médico que ganha um carrinho novo do papai depois de passar no vestibular tem o mínimo conhecimento estrutural das favelas, a fim de um planejamento social adequado? Não, apenas fazer seu trabalho e ganhar dinheiro.
        Por experiência própria, eu sei que a esmagadora maioria das pessoas de cursos de exatas (claro, há boas exceções) possuem os alunos mais alienados da universidade. O grande erro do público hoje (na verdade, isso vem desde séculos passados) é achar que um bom curso universitário é aquele dá prestígio e dinheiro, reduzindo ao triângulo engenharia-medicina-direito, somente eles podem construir a sociedade? Conheça a ciência e sociedade fora que você vive no dia-a-dia.

      • Rodrigo Costa,

        Se trazem algum, então é bem mínimo.

        Você mencionou a política. Nossa, que péssimo exemplo. Primeiro que, só de observar o nosso cenário político (e os próprios políticos) atual você verá que seu argumento perde e muito a validade. Até mesmo os desordeiros de antigamente que vocês idolatram hoje se esbanjam com o poder e o dinheiro público. Não preciso falar mais nada né.

        E quando esses filhinhos de papai passam no vestibular e ganham seus carros, bem… sinto informar mas eles ainda não são médicos, engenheiros e ou advogados. São estudantes, que depois de receber o conhecimento operacional e passar em todos os exames, receberão um diploma para tal a profissão escolhida.
        E me diga, o que tem a ver conhecer a estrutura de uma favela e se tornar um bom profissional? Quando você fica doente, por acaso você vai até uma favela bater um papo com um assistente social? É isso?

        E o que você julga alienação, talvez possa se voltar contra voce: quem será mais alienado, eles ou vocês? Vocês se engajando em uma pseudo-causa sem sentido e sem pé nem cabeça e querem tirar os outros de alienados? O que é um bom curso universitário? O que forma cabeças esquerdistas que acham que a única fonte de informação ‘não contaminada’ (ui) são esses jornalecos de quinta escritos por cabeças de vento?

        Esses cursos que citei trazem SIM mais retorno para a sociedade como um todo do que você citou. E a prova esta ao seu redor, mas que prefere se cegar para suas próprias convicções esquerdistas.

        Att.

  189. Mesmo não sendo procedimento, estes vermes tem mais é que apanhar, e na cara! sim! Talvez assim aprendam a ser homens e mulheres de bem.

  190. Vergonhoso, é ver pessoas que se intitulam intelectuais, defendendo este tipo de pessoas; que pouco se importam com o futuro do país, e sim apenas com a liberação do uso da maconha.

    Deprorááááááááável

  191. bom dia professora raquel. seu ponto de vista é muito abrangente e vai além da confusão que aconteceu, pois naturalmente a mídia mostra o que eles querem e nisso não temos muito o que fazer a não ser buscar mais informações. embora o campus possa ser considerado parte exclusa da cidade isso não significa que possa ser uma autocracia (como alguns consideram com relação ao reitor) nem anarquia (como os alunos demonstraram). sou estudante e, naturalmente, avalio meus direitos e deveres. considerar a presença da polícia inválida no quesito proteção é sugerir a falência desse órgão público em sua função, pois mesmo com a participação da PM na sociedade ainda existem crimes, mas eles agem de acordo com o trabalho para a proteção da população e, acredito que isso dimunua em algo a criminalidade. concordo que a erradicação dos problemas por causa da simples presença policial é utópico, porém considerar nulo o trabalho deles no campus é precipitado. se a USP quer viver suas próprias leis e regimentos ela deve fazê-lo: 1º sendo auto-sustentável e não com o dinheiro de quem não a aproveita, pois pagamos impostos para mantê-la. 2º solicitando autorização federal já que embora sua população não se considere parte integrante da cidade, ela vive no território.
    muito obrigado pela atenção.

  192. Desculpe, pode parecer ignorante, mas… mesmo não fazendo parte da cidade de São Paulo, a USP não faria parte do Estado de São Paulo? Pq eu acho totalmente errado que uma área dentro da federação não tenha proteção polícial nenhuma (pq pelo que entendo a Guarda do Campus não exerce poder de polícia – para prender ou interagir em casos de descumprimento da lei), isso faria com que se tornasse uma área livre de descumprimento da lei!

    O projeto urbanístico pode estar defasado no quesito segurança, mas a mudança do projeto não implica na possibilidade tirar a polícia de uma determinada área da federação. Isso tudo não poderia ser discutido em conjunto com a PM?

    Quanto à estrutura de decisão da USP não ser democrática, ok, não havia visto mesmo este lado. Seria um bom momento para implementar esta mudança sim! Mesmo sabendo que a discussão de tirar a PM do campus começou em uma minoria, seria uma forma de transformar uma rebelião aparentemente improdutiva em algo producente!

  193. Na minha humilde opinião, a questão da PM estar presente ou não é só tão somente uma demonstração da falência das autoridades da USP em proteger a Instituição.
    Os alunos tem o direito de reclamar, protestar e gritar. Porém, perderam a razão no ato da violência. Qualquer coisa que venha ser dita, vai cair no esquecimento. Pois, a noticia dada sobre alunos pego fumando maconha foi dada em primeira mão como artigo principal da escalada violenta no campus.
    Tudo foi esquecido.
    Aluno morto em estacionamento….
    Aluno que apareceu morto em piscina, após trote onde ninguém viu e simplesmente fica-se o silêncio e a família sofrendo…
    Acredito serem este o principal motivo da PM na USP.
    Eu como pai, gostaria de saber que minha filha vai ter um pouco mais de segurança. Não sou tapado em acreditar que ela vai estar 100% segura, mais este 1% por centro a mais pode ser a diferença entre vida e morte.
    Esta na hora de todos se unirem e debater (dialogar) sobre um bem maior, a educação superior. A formação profissional e cultural desses jovens.
    Não adianta apontar dedos se não apontar soluções. E isso acredito que só vai ser possível com dialogo e boa vontade de todas as partes.
    Hoje, se alguém acha que o campus só tem filhinhos de papai ricos, é tão culpado pela situação por não correr atrás dos seus direitos quanto isto realmente esta acontecendo.
    Porém, tenho consciência disso, sem violência.
    Pois como já dizia meu avô, levantou a mão perdeu a razão.

  194. DEMOCRACIA PASSA POR RESPEITAR ÀS LEIS, ENTÃO SRª INTELECTUAL: USAR MACONHA É CRIME SEJA NA USP OU EM QUALQUER LUGAR! OS POLICIAIS FIZERAM O CERTO, PENA QUE EM SÃO PAULO NÃO EXISTA O BOPE!

    ” QUANTAS CRIANÇAS A GENTE VAI TER QUE PERDER PRO TRÁFICO, SÓ PRO PLAYBOY (COMO ESSES DA USP) ENROLAR UM BASEADO”

  195. Exagerado foi esse bando de estudantes vagabundos invadirem e danificarem o patrimônio público. Quem paga a conta são os contribuintes.
    E o principal problema de violencia do país é devido as drogas, tanto
    dos vendedores (traficantes), como dos compradores (maconheiros, e etc).

  196. Esses estudantes da USP deveriam sabe fazer o que? Parar de fazer bagunça e simplesmente estudar e trabalhar.
    Todos esses dias na reitoria “protestando” e estudar que é bom… nada!
    Deviam ser expulsos na USP para darem valor à vaga que consquistaram e tentar entrar de novo para desta vez estudar!

    Isso tudo é falta do que fazer!
    Quer protestar, protesta direito! Não depredando um prédio!

  197. PM tem que prender subi morro, prender bandido, assasino, sequestrador, assaltante…me da nauseas ver esse atraso cronico no forma de pensar desse porcos fardados e armados….prender playboy maconheiro e facil, agora os viciados em crack que estao na rua todo dia robando e se drogando a PM nao faz.
    Esse mundo deve ta perto do fim mesmo!

  198. “Tudo isso combina com a lógica de que a polícia não deve entrar aqui. Mas a questão é maior: se a entrada da PM no campus significa uma restrição à liberdade de pensamento, de comportamento, de organização e de ação política, nós não deveríamos discutir isso pro conjunto da cidade? Então na USP não pode, mas na cidade toda pode? Que PM é essa?”

    Pelo que me consta os alunos envolvidos no incidente com a PM não estavam participando de nenhuma manifestação política, nem discutindo “O Capital”, nem recitando um poema. Eles estavam fumando maconha, e isso constitui uma contravenção, segundo as leis de nosso país. Então não houve, por parte da PM, nenhuma restrição à liberdade (de pensamento, expressão, etc).
    Como a senhora bem disse, o governo militar fez do campus um ambiente fechado sobre si mesmo, e nós – da comunidade acadêmica – só fazemos reproduzir essa realidade, ao nos apegarmos a privilégios absurdos, mesquinhos e anacrônicos.
    A USP não pode ser um country club da elite encravado no meio da cidade. A mesma polícia e as mesmas leis devem valer também dentro da univerdade. A sociedade (que paga os impostos que fazem a universidade funcionar) exige isso de nós !
    Um recado para os boyzinhos psudo revolucionários e fumadores de maconha : querem fazer protesto, querem ser revolucionários ? Derrubem os muros da universidade, e deixem o povo entrar ! mas isso vocês também não querem, pois são apenas uma elite, ciosa em defender seus privilégios, devidamente embalados em uma ideologia marxista ultrapassada.

  199. Bem, é conhecido no meio das faculdades publicas que a USP possui varias bocas de vendas de drogas, não é segredo para ninguém isso, a PM lá inibe isso.
    E sinceramente a policia apenas repreendeu os caras porque foram avisadas por alguém, me diga quem liga para policia dizer que tem gente fumando maconha em tal lugar? Isso foi armado querida, isso tem o intuito de tirar a policia e venderem drogas la dentro.
    Não tem nada haver com liberdade de expressão, não tem nada haver com o reitor, nada haver com democratização, esse problema existe lá a decadas e todos nós sabemos disso.

  200. Maconheiros financiam o tráfico, tá!
    Uma simples atitude como a atitude tomada em Amsterdã, se resolveria tudo!
    sim tudo!
    Estado liberando a ”droga” ficaria com o controle total. seria gerada uma BOA receita $$
    Sabemos que tem muita coisa escondida por trás da liberação, alguns grandes não querem, então só lamento.

  201. è fogo ver um monte de gente criticando, falando mal dos Alunos (FFCL)

    falando mal da Maconha, sendo que o álcool , e o cigarro é pior ainda, não mais ninguém fala mal, néh? porque são drogas Lícitas, e as empresas de bebida alcoólica , e empresa de cigarro pagam impostos ao governo.
    e ainda a Midia diz beba com moderação, já que é para sair dando porrada nas pessoas que usam drogas, deveriam começar pelo álcoo e o cigarro. hipocrisia é a pior coisa que tem.

    e só para lembra a faculdade (FFCL) não está só Protestando, só pelo uso de maconha e a retirada da PM dentro do campus não, eles não são burros em Criar Tudo isso por pouca coisa não, Segundo eu fiquei sabendo tem outras coisas em jogo…. e outra coisa, isso é problema deles, é B.O deles lá não nos diz Respeito ficar aqui criticando os Alunos….e outra coisa tá lei fazer protesto mesmo, eles estão mais que certos….O Povo não deve temer O governo, o governo deve Temer o povo.

    e a Policia não passa de cãos de guarda do governo, de opressores filhos da Mãe, Brasil o País que tem mais Leis do mundo,e de 100% das leis ,apenas 40% é colocada na pratica, mas só para classe pobre, por que pra rico não existe leis rs existe fiança.

    porisso tem mais é que Protesta mesmo, tudo que acontece no Brasil, ninguém fala nada, e tudo passa na boa.
    mas se tivesse Protesto, não haveria tanta corrupção no Pais.

  202. será que é correto deixarmos que na usp seus alunos possam ser:roubados,furtados,estuprados,assassinados?será que é correto deixarmos nossos jovens se drogarem livremente colocando futuramente,quando formados,talvez seus pacientes em risco de morte,se médicos,presos injustamente,se advogados ou seja la´o profissional que ele almeja ser porque eles querem ter o direito de usar drogas livremente onde eles deveriam estudar e se preparar livremente?será que a usp é um país separado do Brasil,onde em suas leis vigentes uma ordem judicial não deve ser respeitada,onde só as pessoas que comungam da mesma opinião devem ser ouvidas e as outras pessoas são retrógradas?.por favor vamos nos abrir ao verdadeiro diálogo e chegarmos a um denominador comum para o bem do futuro de todos sendo da usp ou não.

  203. Prezados estudantes, caríssimos professores e pesquisadores, funcionários e dirigentes da USP e demais pessoas que vivem e moram no campus: tenho uma filha e uma sobrinha que estudam nesta conceituada Universidade. As notícias, as imagens e as discussões que chegam até nós pelas mídias tradicionais e internet me deixaram ontem muito preocupada. Moro em Minas. Esta semana estou em São Paulo. Acompanhei, aflita e preocupada, a invasão da reitoria pela polícia de São Paulo. Posso estar errada, mas achei a ação da polícia e da imprensa desproporcionais e parciais. Como cidadã, vi a cena pelos olhos de um helicóptero da Globo. Era um verdadeiro campo de guerra. Nós criamos e educamos nossos filhos para estudar e, no futuro, esperamos que eles cumpram com as suas responsabilidades sociais. As cenas que fomos obrigados a assistir refletem não só uma universidade ilhada, mas uma sociedade presa aos discursos desconectados da realidade. Segurança e liberdade, vale a discussão. O ponto de equilíbrio é o começo para um diálogo entre estudantes e cidadãos de verdade.

    Mas, hoje de manhã, minha filha escreveu um belo texto no facebook, o qual gostaria de compartilhar com vocês:

    A voz da Ilka:

    “Impossível não dizer algo a respeito do que aconteceu hoje na USP…

    Sentir-se num território de guerra (com direito a helicópteros, centenas de policiais, cavalaria, esquadrão anti-bomba…) não deveria acontecer nunca – nem na USP nem em lugar nenhum. Independentemente do posicionamento político de cada um, o exagero de se colocar 400 policiais contra 70 ESTUDANTES chega a ser cômico, não fosse tão trágico. Neste sentido as autoridades perdem toda a razão, revelando-se cada vez mais intransigentes e fechadas ao diálogo. Aliás, o que não se divulga Brasil afora é que hoje a USP não foi somente palco de protestos e “badernas”, mas também de muitas discussões e propostas de melhorias que vão muito além da questão da PM no campus e inclusive transpõem os muros da universidade: em todos os lugares – nas diversas assembleias, nas conversas de amigos, na internet… – só se ouve falar sobre o que vem acontecendo na Cidade Universitária.
    Todos sabemos que a universidade, ainda mais em um país tão desigual como o Brasil, é privilégio de poucos, e é justamente por isso que temos o dever de retribuir à sociedade tudo aquilo que nos foi confiado. Sabemos também que para isso devemos ter senso crítico, discernimento, espírito de coletividade, e disponibilidade para ouvir e respeitar diversas opiniões. O que vem sendo passado exaustivamente àqueles que não acompanham tudo de perto é apenas um dos muitos lados do tema, aquele que cada um convém mostrar, e qualquer simplificação é capaz de gerar pensamentos prontos e lugares-comuns no mínimo desnecessários.
    A questão vai muito além de esquerda, direita, reacionários, revolucionários, maconheiros, baderneiros… em pleno século XXI já é hora de se pensar na coletividade como um todo!”

    Ficamos felizes, ao menos, como pais de uma filha de verdade!

  204. Na verdade o que acontece é que a ação polícial está sendo mais uma vez utilizada como meio de repressão (como no período ditatorial) para tentar dar uma resposta à questão de segurança e calar a opinião popular.
    Entretanto, esbarrou em hábitos de algumas pessoas que podem ser consideradas “elite intelectual” e, que no final das contas não querem segurança de verdade. Querem continuar com seus hábitos normalmente mesmo que o preça seja a falta de segurança!
    Vi uma colocação, que na minha opinião é acertada, não há pensamento atrasado mas, sim pensamentos diferentes, entretanto, não há dentre eles nenhum pensamento convergente ao interesse comum.
    O problema da segurança não se resume ao campus da USP, o que é notório.
    A culpa disso não é da PM e, nem dos estudantes.
    Contudo, é devidamente útil salientar que essa possível “elite intelectual” deveria estar em busca de assumir responsabilidade, amadurecer, ao invés de se chatear com buscas policiais a que todo cidadão está sujeito a passar, e lutar contra uma administração pública falida em todos os setores.

  205. muito triste, os estudantes de antigamente tinham uma mentalidade voltada a lutar para o que eh direito e bom para o Brasil, hoje eles lutam para ficar doidao😦

  206. Faltam contas para pagar, aos que defendem estes atos ocorridos na USP, ou mesmo aos que participaram.

    Faltam preocupações.

    Estudantes cursando Letras por 9 anos ?!?!?!?!?!?!?!

    Faltam preocupações…. filhos de papai que falam em Marxismo, socialismo, comunismo, com bermuda da Guess, tênis nike, e carro de ultimo ano. É BRINCADEIRA, ou não?

  207. Em uma frase como a postada por uma estudante: “Todos sabemos que a universidade, ainda mais em um país tão desigual como o Brasil, é privilégio de poucos, e é justamente por isso que temos o dever de retribuir à sociedade tudo aquilo que nos foi confiado. Sabemos também que para isso devemos ter senso crítico, discernimento, espírito de coletividade, e disponibilidade para ouvir e respeitar diversas opiniões.” vê-se que temos universitários sintonizados com os seus princípios e com a realidade atual!
    Triste é vermos pessoas utilizarem-se de uma pretensa intelectualidade e baseados em situações reais a serem debatidas para o bem da universidade e da sociedade, no sentido de “compreenderem” atitudes e comportamentos que nada mais são a clara expressão de egoísmo, ou seja, tudo aquilo que EU não posso fazer é repressão.
    Saudades do tempo em que os movimentos eram para se garantir as liberdades e os direitos DO indivíduo e não DE UM (ou de poucos) indivíduo!

  208. Não entendi o que a Rachel quer dizer com “democratizar” se é o que vemos aqui “fora” então, não desejo isso. Aqui fora, estamos a mercê de diversos grupos políticos e não temos o que precisamos. Somos manipulados o tempo todo. Agora, o que precisa mudar, e graças a Deus está mudando, é que o Sr. Reitor atendeu à vontade da maioria, colocando a polícia dentro do campus e coibindo a malandragem daqueles que espertamente se aproveitam, promovendo festas da cerveja, do vinho e outras quetais.A outra questão é que se o campus não faz parte da cidade ou do estado, ela deve se manter. A população não tem que arcar com as despesas de nada. O campus tem que ser autônomo como qualquer outra instituição. Se esta for a mudança eu voto já! Se é para pensar “mudernamente”, então vamos lá!…Rachel diz que a autoridade máxima dentro do campus é o Reitor, e ele tomou a decisão de garantir a segurança de todo mundo, reconhece que a Universidade não tem capacidade para isso. Ponto! Talvez essa, seja uma proposta avançada para o momento e não ficar com política de olhar para o próprio umbigo e contemplar saudosismos. O fato é um só, a Universidade é pública e fim! Quem paga manda! Se o Estado paga, é obrigação dele manter a segurança, assim como garante o direito de estudar.

  209. Quando foi que a PM restringiu o pensamento livre? Porque eu não sei de nada disso. Eu sei é de aluno restringindo a opinião da maioria, passando por cima de decisões democráticas e agindo violentamente contra a Guarda Universitária, ano passado mandaram um para o CTI, e contra a PM. E iluminação realmente é necessária, mas tirar a polícia não vai ajudar em nada. A polícia não restringe pensamento algum, ela garante a segurança e só. Faz tempo que a USP não tem movimentação alguma política, a educação e a saúde estão de mal a pior e os estudantes nem ligam. Caíram 6 ministros em meses e os estudantes nem se tocaram de nada. Se a polícia precisa ser mais bem preparada, que a prepare. Se a presença dela aumentar em 0.01% a chance de alguém não ser morto, ela lá é a melhor coisa que pode acontecer então.

  210. Esses estamos estao infelizmente acabando com a reputação da USP, querem protestar , protestem mais em primeiro lugar SEM VANDALISMO, perderam totalmente o que queriam passar, quando começaram isso. Outras pessoas veem esta faculdade com outra imagem agora. Na minha opinão é um absurdo protestarm tanto para poder fumar maconha no campus ou seja na FACULDADE , onde o certa seria nao fazer isso mesmo. O mundo nao gira em torna da maconha e nem de quem fuma, se querem fumar, campus da USP nao seria o unico lugar, fumem em outro lugar , pensem como um meio de evitar tudo isso, sem gerar qualquer tipo de polemica. Maconha é uma droga e é ilegal ainda!!
    E falando de outro modo.. maconha pra mim é uma perca de tempo, muitas nao imaginam como isso aos poucos acabam com as pessoas, muitas usam por diversão e é claro sem pensar nas consequencias.. la pra frente verao os efeitos dela!!!

    • Esta é a diferença entre o Brasil e países como a Inglaterra. Lá, uma senhora ve o filho de uma inquilina sua depredando, saqueando, fazendo vandalismo e se injuria pedindo o seu imóvel de volta. Aqui, este bando de ” playboys”, que se acham inovadores, acham que podem quebrar tudo e pronto. Parecem população carcerária em rebelião. Tem que detectar os autores, faze-los indenizar e expulsá-los do corpo discente da USP.

  211. As mentes simplistas pensam: quem fuma maconha tem que ser preso. Mas se a questão é o tráfico de drogas, porque que a polícia não vai atrás dos traficantes? Qualquer estudante da USP sabe onde eles ficam, mas a polícia faz vista grossa. Claro, quem os policiais iriam extorquir, quem ia pagar a generosa propina deles? O tráfico é responsável pela circulação de milhões. Por isso a maconha não é legalizada. A ilegalidade torna o produto caro e arma um esquema em que se gera muito lucro para além dos “vilões” dessa história.

    O macro-problema é a corrupção. Acho que ninguém discorda disso. Nunca soubemos o que é viver num país sem corrupção. Desde os primórdios da nossa colonização.

    Concordo que a questão da USP não se reduz a isso. Mas acho importante pontuar essa questão.

    Outro ponto a se ressaltar é que não se prende ninguém por portar uma quantidade de maconha para consumo próprio. Isso está previsto por lei!

    Ouvi muito se falar que ocupação é uma maneira ultrapassada de se reivindicar algo. Porém, se não tivesse tido essa ocupação, as problemáticas da universidade estariam sendo debatidas pela população civil?

  212. Para mim, esse povo da USP acha que a universidade é outro país, se eles acham isso, que tirem a PM de lá e deixa morrer e serem assaltados quantos estudantes e funcionarios possiveis para eles verem como a presença policial pode fazer a diferença. Povo loco da USP, primeiro querem que a PM fique na universidade por causa de homicido e estupro agora querem que saia para eles poderem fumar maconha a vontade.Banda de mimados e hipocritas.Querem policia para proteger eles de assaltos mas não querem a policia pra eles poderem fumarem maconha. HIPOCRITAS

  213. Impressionante quanto tempo se gasta com um tema tão pequeno, tolo e irrelevante para o país. O Brasil vive um momento de expansão econômica e a questão central deve ser o desafio de ampliar a quantidade e qualidade da oferta de ensino nas áreas técnicas. Ou seja, em um país desenvolvido todos têm chance. Maior qualificação leva a melhores oportunidades e, com isso, maior renda. Devemos ignorar esses playboys das áreas de humanas. O Brasil precisa de engenheiros e muitos.

  214. Não vou deixar aqui minha opinião a respeito da maconha, porque não quero convencer e nem ser convencida dos beneficios ou maleficios da erva e/ou do seu consumo. Mas gostaria que, refletissemos sobre o abismo para o qual caminhamos; com tantos problemas sociais de cunho tão mais grave, como podemos perder tempo com um bando de desocupados que na falta de uma causa realmente justa, se travestem de bandidos para invadir e depredar uma instituição PUBLICA.
    O que eles deveriam é ser gratos pela oportunidade de estudar numa das melhores universidades da America Latina. Oportunidade esta, que muitos de nós não tivemos ou talvez nunca teremos.

  215. Uma pessoa foi assassinada lá!!!!! O filho de alguém, o irmão de alguém, o primo de alguém….queria ver o que essas pessoas iriam dizer se fossem da familia. Não querem policia? Tudo bem, tem milhões de lugares nesse país que desejam policiais para evitar que as pessoas levem tiros de bandidos. Seus atoas, vão estudar! Tem muitos estudantes que gostariam de estudar na melhor universidade do Brasil. E ainda é proibido fumar maconha! Um dia não será, mas ainda é! Então pronto. chega! Não pode…fuma em casa! Em universidade particular não se vê ninguém fumando, me diz pq os estudantes de públicas acham que podem sair por ai fumando pelo campus?

    • Se uma pessoa foi assassinada, a questão não é a quantidade de polícia, mas todo um complexo de fatores, inclusive a existência de um sistema que tem como consequência: ladrões, traficantes, etc e etc.

      E todo mundo é filho de alguém, grandes merda.

  216. Olá Raquel,
    muito bom o texto, mas o que não sai da minha cabeça é o por quê desses alunos que têm discussões que vão “Muito além da polêmica sobre a presença ou não da PM no campus da USP”, como você mesma entitulou seu artigo, fizeram um protesto de “Fora PM”, ao invés de um protesto com os seus “reais motivos” ?
    Até agora não tinha visto em nenhuma cena, nem mesmo nas entrevistas destes alunos, uma palavra sobre o que eles querem de fato – a não ser a retirada a PM do campus e uma “liberdade de expressão” que até o atual momento entendi como liberdade de fazer a cabeça, assunto que não cabe à USP resolver, é de âmbito Federal.
    O que vejo é uma total falta de organização e propósito, o mesmo que aconteceu com a paralisação dos alunos do Mackenzie no início do ano, pouco divulgada porque não ocupamos salas e etc. Tentamos resolver na conversa e não conseguimos por falta de argumento dos manifestantes que pediam a cabeça do Diretor sem justificar.
    O que quero dizer com tudo isso é que esses alguns que estão lutando por motivos reais devem conter os que se envolvem pela bagunça. Conheço vários alunos do Mackenzie que entraram na paralisação para bagunçar e faltar aula, assim como muitos alunos da USP entraram pela liberdade de fazer uso de substâncias ilicitas sem preocupação.
    Ao invés de se auto-retratarem como injustiçados, por quê esses manifestantes não aproveitam os pequenos momentos de entrevistas para divulgar a sua causa?
    Agir como bandidos (ocupando, quebrando, usando da força, etc.) somente o farão serem tratados como bandidos.

  217. Olá Raquel,
    Concordo com a necessidade de aumentar a participação dos estudantes nos processos decisórios da USP. Entretanto, acho esse movimento totalmente desproporcional e fortemente demagógico, tal como o PT, PCdoB, PDT e todos os outros pseudo-comunistas que se vestem de vermelho, mas vivem em luxuosas mansões e consumem artigos de luxo. Concordo plenamente com o post da MRSMILA acima, que é bem mais relevante e consistente que a sua argumentação. Estudar na USP é um privilégio bancado pelo estado em um país cruelmente desigual como o Brasil. Portanto, esses estudantes vagabundos deveriam aproveitar essa oportunidade e não depredar o patrimônio público. De fato, o Brasil necessita de mais engenheiros e não baderneiros inúteis custeados pelo estado.

    • Sim, claro. O Brasil precisa de mais engenheiros para o progresso da sociedade, não de pessoas que protestem contra o aparelho policial.

      Exatamente por estudar em universidade pública, os estudantes tem o dever de lutar por mudanças nela e, tenha certeza que, se formando, arranjando um emprego, “sendo produtivo para a sociedade” (coisas que progressistas adoram falar), eles não vão fazer mudança nenhuma, muito pelo contrário, vão só reproduzir as condições para a existência de mais alienação.

      Desqualificar os protestos por serem em “patrimônio público” é se esquivar de seus reais objetivos e tentar agarrar em algum argumento bobo de fácil aceitação de massa.

      • Alienado é aquele que causa tumulto sem ter objetivos concretos, assim como aquele que defende os baderneiros para parecer intelectual. Desenvolvimento social é consequnência de inovação tecnológica. A sociedade do conhecimento é a mais democrática, pois remunera de acordo com a capacidade do indivíduo, independentemente de sexo, raça, ou religião. Um Brasil justo oferecerá oportunidade para todos os habitantes do seu território, desde que sejam providos de inteligência, talento e ambição. Espero que a direção da USP expulse já esses baderneiros e envie a conta para os pais ricos e omissos dessas “crianças mimadas” e alienadas. O pré-sal exige muitos engenheiros! Esse é o senso de urgência que deve existir no momento. Quem quiiser se diveritir com sociologia e filosofia, que pague.

      • Não, alienado é aquele não reconhece a própria realidade e legitimidade das relações econômicas e sociais.

        E, vamos ser sinceros, essa sociedade meritocrática que vc supõe é só sonho. Caso ela exista, vai continuar sendo desigual, simplesmente pq NADA depende só da “capacidade do indivíduo”. E esse alarmismo liberal de “precisamos de engenheiros. Sociólogos não servem pra nada!” é ridículo.

        A própria democracia atual não é nem um pouco democrática, nem um pouco provida de liberdade. Se vc se sente com liberdade, é por não ter linguagem o suficiente para articular sua verdadeira falta de liberdade.

        Esse conservadorismo progressista é a maior merda que alguém poderia desejar. É a submissão da ciência pela produção.

      • Vinicius,

        Se essa sociedade meritocrática é sonho, imagina então o que vocês argumentam.

        Socialismo? Vários exemplos estão na história para você ver o resultado do que você defende.

        E alienado é você pelo simples fato de se ater a essa pseudo-causa que não tem sentido algum nos dias atuais.

        O que é liberdade pra você? Badernar e não ser punido?
        Não confunda liberdade com libertinagem.

        Se você não fosse livre, possivelmente não estaria na frente de um computador escrevendo asneiras. Por ter essas ideias tortas, talvez em uma vala rasa comum.

        Se você acha que esse “conservadorismo progressista é a maior merda que alguém poderia desejar” imagina então esse neo-esquerdismo que tenta brincar pra ver quem será o próximo guevara e iniciar um anarquismo (no sentido literal da palavra) inescrupuloso e sujo.

        Democracia para vocês, pelo que tenho visto, é todo mundo concordar com vocês. Mas, ainda bem que são minoria.

        Estude, conquiste seu espaço no mercado (teoria do livre mercado, conhece?) e faça sua família feliz.

        Será uma a menos na miséria que só sabe colocar culpa dos próprios problemas no governo.

        Att.

  218. vocês ai me diz qual o lugar do Brasil não tem assalto, assassinato e etc?

    A Usp Apenas foi mais uma vítima, mais um statu.

    mais isso não quer dizer que vá acontecer com todos lá dentro, lá tinha empresa de segurança dentro do campus, mas A reitoria junto com o governado tiro todos de lá ,para entrada da PM, e sabendo que a PM nunca esteve na usp , e porque isso agora? alguma coisa ai tem, vai me dizer que

    é porque morreu um estudante,aqui onde eu moro a PM Sempre tá aqui, enchendo o saco, mas quase sempre pessoas morrem assassinadas.

    vandalismo? Se eu não me engano o Sindicato que está apoiando eles vai cobrir tudo, e não passa dos 2 mil reais

    vão estudar? tem muitos estudantes que gostaria de está lá,mas não estão e porque isso , porque os que estão lá foram melhores, se a universidade fosse paga talvez o argumento dessa Pessoa acima valece, mais para isso tem o vestibular,e é só declara carência e já era, vai lá tbm tentar uma vaga.

    não sou a favor de nenhuma droga,mas sei reconhecer quando um ponto de vista está certo.

    e se é pra acabar com as drogas, tem que ir atrás de traficante e não de estudantes que estão apenas usando.

    e eu não quero convencer ninguém sobre oque é bom o ruim, apenas estou defendendo um ponto de vista….assim como vocês estão defendendo oque vocês acham mais certo.

    e só pra lembra a faculdade de” humanas” como disseram ali ,como se não fosse muita coisa, é um dos curso mais importântes do mundo tá….só pra lembra.

    O Prédio FFLCH é um dos Príncipais á fundar a Usp, junto com o governo.

    e a Pessoa acima ainda fala como não fosse nada, zuado isso.

  219. Concluo pela corporatividade. Cientista social apoia bicho grio, bicho grilo fuma baseado. Sugar o bicho é contravenção, portanto CRIME. Contravenção é crime (é só consultar o código e nem todos os criminosos vão para a prisão). Para desqualificar o crime e justificar a não presença da polícia no campus e nos campi de outras universidades a conversa é outra. Não tem nada a haver com a “puxação de fumo” e sim com o controle e desenvolvimento urbanístico da metrópole, assim como com a discussão sobre quem é quem na hora de decidir o que pode e o que não pode na universidade que é publica mas não franqueada ao público. Muito interessante essas variáveis todas. Concluindo, quando o problema tem solução fácil é preciso a intervenção de cientistas sociais para aplicarem o efeito complicador e transformarem um problema que um secretário de governo resolveria numa discussão de toda a sociedade. Era fácil, ficou difícil, do jeitinho que os cientistas aborígenes e os políticos, especialmente os de esquerda, gostam, criar dificuldades para heroicamente aparecerem com os fóruns, simpósios, congressos que são o mercado para a negociação das facilidades que não vivem, aprendem nos livros, em geral escritos por quem também não viveu problemas (ou os cientista sociais mais famosos nasceram nas favelas em Viena, em Paris ou em Amsterdam?). Me enganem que eu gosto. A falta de autoridade leva as pessoas, principalmente as que gozam de privilégios, a exigirem autoridade porque não sabem lidar com um NÃO.

    • PERFEITO seu comentário.

      Parabéns!

      Eles acham que levar um NÃO é REPRESSÃO. Bem, se assim o acham, entendam que nossa sociedade é assim.

      Se não gostam: a Coréia do Norte, China e Cuba estão aí… esquerdas da vida e com braços abertos a ‘pensadores’ como essa gente esquerdista que vive essa utopia cerebral.

      Att.

  220. De fato, existem muitas questões envolvidas na tomada do prédio da reitoria da Usp, na semana passada. Sim, de certa forma, eu concordo que a Universidade deveria ter se adaptado a um modelo mais moderno de universidade, o que, como a autora do texto retratou muito bem, não ocorreu. No entanto, o fato é que a presença da polícia militar está ajudando a “segurar as pontas”, por assim dizer, da delicada situação de segurança no campi. O caso do garoto morto no estacionamento este ano eclodiu de maneira significativa, primeiramente, na mídia e, logo em seguida, na população. Mas essa foi a gota d’água: dezenas de casos como estupros, agressões, roubos, vandalismo e muitos outros costumavam ser comuns na Cidade Universitária. Um professor meu, por exemplo, já teve o seu carro arranhado ou roubado seis vezes esse ano.
    O ponto ao qual eu quero chegar é que a Usp era um ambiente hostil, agressivo e perigoso, o que, para uma universidade de alto nível, é inadmissível, A única solução viável, de curto prazo ao menos, é um reforço da polícia militar no campi.

  221. A USP não pertence a reitoria e nem é propriedade dos seus alunos. Na verdade ela é minha e sua que está lendo essa mensagem e banca com seus impostos essa instituição que não nos dá acesso. Ela não faz parte da cidade quando o assunto é a população. Contudo faz parte da cidade do estado e do país quando precisa do nosso dinheiro. Ela é autônoma para não se preocupar em se adequar as necessidades da população carente e que precisa de uma universidade pública, mas faz parte na hora dos alunos ricos revindicarem o nosso subsídio. De minha parte,acho que está na hora de revermos os conceitos e fazermos uma nova leitura desse discurso que mantem essa instituição anacrônica. A ditadura acabou faz tempo, junto com o meu dinheiro

  222. Se a policia de Sampa é preparada e tem autoridade pra usar o seu preparo por que nao resolver o problema da cracolandia??? O senhor falou em tv que os estudantes rebeldes precizao estudar mais sobre,democracia…Onde se estuda democracia senhor Governador?? Na USP? onde? A cidade esta em situacao de se lamentar as politicas publicas de quinta categoria a falta planejamento socias e urbano , um transporte publico, negligente com os que pagao, ou seja nois… Vai trabalhar vagabundo!!! ja dizia Chico Buarque.

  223. Pingback: Maconha? Não! Vai muito mais que isso [USP] « Ensaios Sobre Loucura

  224. DIzer que a PM de SP mata mais que a Policia dos Estados Unidos é uma sacanagem. Basta pensar somente na diferença cultural entre os países e na diferença do vigor das leis em ambos e entendera o porque dessa discrepancia numérica.
    E outra, se a policia constatar o uso de intorpecente por qualquer do povo ela não só pode como deve deter os indivíduos e conduzi – los a presença da autoridade competente que decidirá a pena para os infratores.

    OBS: Nehum Policial Militar do Estado de São Paulo que estuda durante um ano todo ( no caso dos Soldados e quatro anos no caso dos Oficiais ) vai querer entrar em uma prevaricação e correr o risco de perder o trabalho por causa de uma “macoinha”

  225. Eu não gostaria de ter 19 anos, estar na universidade e dar de cara com um pm toda vez que saio da aula. Além disso, a Rua Helvétia está bloqueada por usuários de drogas. Que a pm cumpra seu papel e vá onde deve ir.

  226. Agora vamos falar sério dona Raquel?

    Sabemos que esse movimento tem haver com politica, armaram um circo por conta das eleições do DCE, para ver se conseguem dar um golpe….

    Sabemos que a minoria de extrema-esquerda, que é bem radical, não suporta a ideia do governo de São paulo estar na mão de um partido de direita e vão fazer o possível para criar uma crise logo no inicio de 2012, ano de eleições😉

  227. Cabecinha de esquerda ultrapassada a da senhora.
    A USP faz parte sim da cidade de São Paulo. Nenhum lugar público pode se tornar ninho de liberalidades foras da lei. Discutam-se antes as leis então.
    Quanto a retirada do policiamento; a senhora se responsabilizaria juridicamente e civilmente pelo primeiro ato de violência que vier a ocorrer dentro do Campus ?
    Quanto aos estudantes em questão, bobinhos decepcionantes filhinhos de papai desfocados de seus direitos e deveres. Vão focar suas energias em estudar e abraçar uma causa mais producente. Abracem a causa da corrupção, do mau funcionamento da saúde, da insegurança que impera no país, das milhares de vidas que são tomadas por motoristas bêbados, etc

  228. CARO SIDNEI!!!!!!!!!! VOCÊ MATOU A PAU, CARA!!!
    PARA OS FILÓSOFOS NEOESQUERDISTAS, LIBERDADE E LIBERTINAGEM ANDAM DE MÃOS DADAS.
    PARABÉNS PELO ÓTIMO COMENTÁRIO!

  229. O modelo urbanístico do campus pode ser atrasado e datado de épocas remotas e sombrias da nossa história… mas então quanto a isso o que pode ser feito? reformar todo o campus, torna-lo um grande canteiro de obras?! Não me parece muito viável..

    “Presença da polícia não é sinonimo de segurança” bem.. isso que me parece uma falácia… existem tantos bons policiais quanto bons alunos.. e tantos mals policiais quanto maus alunos.. não é uma massa de santos e muito menos uma massa de “braços do governo armado para matar estudante maconheiro” por favor sejamos sensatos! Policia no campus diminui sim os indices de violência e me pergunto, além do direito (que nem existe no brasil) do cara fumar sua macoinha.. qual o outro direito que está sendo usurpado? Por que puxa vida.. pra existir “ditadura” “repressão” tem que haver um “coiso” que essa “maquina” está reprimindo.. e o que é?

    A PM não significa uma restrição à liberdade de pensamento, de comportamento, de organização e de ação política. Pensar, todos pençam o que quiser.. comportamento todos que se comportam segundo principios legais tem total liberdade, caso contrário há sanssão legal. De organização e ação política.. bem os camaradas ficaram dias ocupando predios, inclusive ocuparam a reitoria depois de desocuparem um predio… e ai.. houve ordem judicial, ordem pra desocupar e ai a PM fez seu papel de tirar os camaradas de lá.. a questão é.. vocês queriam que eles pedisse “Por favorzinho saiam dai?”

    A questão é que o povo viaja dimais na maionese… é a demanda de um bem que dá força pra oferta existir, ponto! É cláro isso pra economistas ou não. E tentar culpar os bancos, a burguesia por idiotice própria é uma tremenda mostruosidade.
    Por favor, quer discutir, discute.. mas sem maconha na cabeça!

  230. pelo amor de deus gente! a questão não é fumar maconha ou não! a questão é totalmente outra! vamos parar com esse discurso raso e vazio???? meu deus, nao é xingando nem radicalizando a questão que vamos para o debate. e outra a questão do policiamento não é ter ou não ter a PM dentro do campus, a questão é que a USP tem uma guarda própria e não é utilizada. É isto que os estudantes defendem! Ninguem defende que não haja policiamento! O que eles defendem é que já que há uma guarda, que já existe dinheiro PÚBLICO sendo investido, para que mais? Sem contar, que a PM já estava dentro do campus desde o inicio do ano e nem por isso coibiu a alta taxa de crimes cometidos!

  231. Acredito que o texto da Professora Raquel deixa claro que o buraco é bem mais embaixo do que aquele que vem sendo mostrado pela imprensa! No entanto, há dentre os diversos alunos, que aqui e em outros lugares comentaram, a velha história da maconha na USP, da PM repressora blá blá blá… só lhes digo uma coisa: Fumar maconha no Brasil não pode nem na USP, nem na rua, nem na sua casa! mas tem quem fuma! e a polícia, o guardinha do campus, o papai de vcs reprimem isso, ou não? Quando a maconha for permitada, aposto que a PM será a primeira a parar de reprimir seu uso e o papai o último (pelo menos na grande maioria dos casos). Agora com relação da PM ser repressora das liberdades de pensamento político e intelectual dos alunos! Isso é brincadeira né? Nossa constituição não permite tal ato e a Ditadura Militar, felizmente, acabou. Creio que os PMs tem mais o que fazer, inclusive lugares aí em SP, mais importante pra proteger!!! como bairros negligenciados e dominados pelos traficantes de drogas! escolas públicas estaduais, onde CRIANÇAS e professores se encontram totalmente desprotegidos e reféns da criminalidade, ou será que a policia paulistana já resolveu todos os problemas de SP (inclusive o PCC) e agora ta querendo se aventurar reprimindo estudante da USP??? Acho que não, esses policiais receberam ordem e ponto! Uma ordem absurda, diga-se de passagem, com tantos problemas maiores a serem resolvidos. Arrisco até a dizer que se perguntarem a algum policial que está na USP agora, se prefere estar lá ou em algum lugar onde ele se sinta realmente necessário? Ele dirá que não é bem na USP que ele foi treinado pra estar!

    Micheli Francis, 27 anos, estudante de história da UFPR e cansada de ver brasileiros discutindo problemas suiços (se é que vcs me entendem….)

  232. Se o FELIPE fosse da FFLHC, queria saber o que estes estudantes tão bem intencionados teriam feito na época? Porque são eles que atraem a bandidagem para dentro do campus. Agora eles são os injustiçados, tadinhos. Eles deveriam era contribuir para a sociedade e não destruir patrimônio publico.

  233. Professora, vosso texto situa bem o debate.
    Queria dar uns “pitacos”, com vossa licença.
    Se entender-se a Universidade como um espaço de livre debate, sem peias, a presença de fôrça repressora, a PM, símbolo do Estado, é intolerável.
    Por outro lado a falta de civilidade da PM estende-se a todo o estado.
    Fico me perguntando se a discussão é saber se a PM pode ter trânsito na USP ou se pode ter trânsito no estado de São Paulo.

  234. Como é bonito ver um demagogo escrevendo não é?? Uma pessoa com palavras bem postas, informações bem colocadas, fica lindo de ver mas, infelizmente faltaram algumas informações que acho importante serem apresentadas.
    A USP não faz parte da cidade de São Paulo? então será que não seria justo então que os estudantes pagassem suas mensalidades em vez de estar ali sendo custeado pelo povo que paga imposto?
    É correto que estudantes que são “bancados” por seus pais e pelo dinheiro público reivindiquem o “direito” de usar drogas na faculdade? Digo drogas porque é bem sabido que não é apenas maconha que rola na USP e tão pouco nas festinhas que esse tão “sérios” estudantes fazem.
    É necessário deixar de ser hipócrita e pensar que a USP está cada vez mais cheia de filhinhos e papais mimados, que não sabem nem pelo que discutem, brigam ou interagem.
    São alunos que tudo podem e tudo querem pois tiveram uma péssima educação em suas casas, casas essas, onde eles sempre puderam e tudo fazem.
    Analise se alunos de faculdades particulares pensariam em greve sabendo que trabalham duro para conseguir o dinheiro de suas mensalidades e valorizam cada dia que podem ter o “direito”de estudar, direito esse que a USP e outras faculdades públicas dão a esses endinheirados moleques inconsequentes que só pensam em festa e farra.
    Apesar de ser uma instituição pública o que se vê não são pessoas que têm o interesse em estudar e ser alguém mas sim, demagogos hipocritas que acham que têm mais direitos que os outros por serem abonados.
    São muitos desses playboizinhos patéticos fumadores de maconha que serão futuros médicos, políticos, advogados etc, etc no nosso país?
    Que pena, visualizando isso podemos ver a grande merda de futuro que teremos em nosso país.
    Se querem reivindicar a alguma coisa que seja feita de maneira correta e com interesses corretos e não por direitos a terem o seu espaço para fazerem o que quiserem.
    A propósito, Amsterdan é um local onde esses direitos são livres e que esses filhinhos de papais babacas podem muito bem ir.

    • Boa!!!! Ca, falou e disse. Ficam propondo soluções suiças, dinamarquesas e holandesas, que seriam muito boas se o problema fosse queijo e chocalate, mas como disse a dona do blog o buraco é mais embaixo então temos que criar as nossas saídas para os nossos problemas. Abraço

  235. Sempre estudei em escola pública, sempre fui um pouco rebelde. Nunca fui alienado por futebol, cerveja, carnaval, etc. Concordo que a polícia não deve representar medo para a população, que todos devemos nos manifestar em relação aos nossos direitos. Também entendo que a decadência da formação cultural brasileira contribuiu e contribui em muito para o que nos tornamos. Essas pessoas que estão nas ruas, grosseiras, mal-humoradas, expertas (que usam do jeitinho brasileiro), brutas, arrogantes, donos do trânsito, todas estas podem se tornar dentistas, comerciantes, barbeiros, policiais, estudantes, etc. Desde sempre a utilização de uma arma e uma farda potencializou o ego e o autoritarismo existente dentro do ser humano. Concordo que o Estado precisa investir na formação humana dos políciais, que o Estado precisa ter consciência que existe para servir e não para dominar. Estou cansado de ver atitudes arbitrárias de policiais que sentem-se como os donos do mundo, não demonstrando respeito algum por aqueles que esperam a conduta exemplar. Precisamos de uma reforma nos mecanismos, os cidadãos não podem mais apanharem e ficarem quietos, humilhados, acuados. Somos a maioria e o Estado existe por nós. De outra forma, sabemos que em todas as universidades brasileiras existem os locais onde inúmeros alunos se reunem para utilizar drogas e também, todos sabemos, que aqueles guardas terceirizados passam longe desses estudantes, deixando-os livres para utilizarem o que bem entenderem, são orientados para não arrumarem problemas com alunos, aliás, a empresa terceirizadora almeja permanecer com seus clientes. A polícia ainda é o único mecanismo existente para tentar manter a ordem que todos os cidadãos de bem esperam. De outra forma, precisamos pensar, as pessoas deveriam ir para as universidades para se tornarem pessoas melhores e não piores. Universidade não é lugar para se utilizar drogas. Para quem não sabe é proibido o uso de intorpecentes. O álcool deveria ser proibido! Segundo estudos uma pessoa sob efeito dessas substâncias tem maior facilidade para promover os piores atos, estupros, assaltos, assassinatos e por aí vai. No final das contas ainda pode alegar inocência, dizendo que estava sob o efeito de drogas. Universidade é lugar de estudantes, mas também é um espaço social, onde pessoas passeiam ou fazem caminhadas, crianças andam de bicicleta, enfim, famílias circulam. Penso que educação não combina com drogas! Educação não combina com vandalismo! Penso que a polícia no campus é um bem necessário e que cabe manifestar-se contra o Estado para que promova reformas na polícia, como já disse. Chega de drogados! De apologia as drogas. É preciso liberdade de expressão, mas se o Estado permitir que todos se expressem da forma que quiserem, a liberdade de uns pode desrespeitar a liberdade de outros. Então, a harmonia social também depende de ordem social.

  236. Independente da discussão sobre maconha temos questão da postura dos alunos em relação ao caso que gerou tanta polêmica.
    Tem-se falado muito em liberdade de expressão e pensamento dentro do campus, vamos fazer uma analogia com violência doméstica, neste caso temos que considerar as paredes de uma casa como ambiente a parte da sociedade, onde os moradores pudessem fazer o que bem entendesse até surrar filho ou esposa, e a polícia só poderia entrar se os que sofreram a violência procurassem ajuda, já imaginaram?
    É muito pequeno e egoista protestar contra a presença da polícia dentro do Campus alegando que lá é um ambiente de livre expressão, sem considerar toda a violência que tem ocorrido, inclusive com mortes, dentro do próprio do campus. Alunos assustados e com medo, pais preocupados com seus filhos que podem não chegar em casa depois da aula.
    Não vem ao caso o certo e errado, antes é preciso que as pessoas entedam que esse tipo de protesto, no qual alunos se travestem de bandidos cobrindo rostos para dificultar a identificação está completamente ultrapassado, visto que estamos num regime de liberdade no qual o debate não é proibido e se houver capacidade de argumentação a ideia defendida pode ganhar força e se estender para fora “do campus”.
    O protesto mostrou alunos invadindo, quebrando, agredindo policiais e jornalistas, ou seja, aplicando a violência que eles mesmos recriminam e pedindo para que sua liberdade seja respeitada quando eles mesmo restringem a liberdade dos outros, afinal impossibilitaram a entrada dos funcionários no prédio. Além disso, assembleía para discutir uma decisão da justiça é uma ideia, no mínimo, primaria, de pessoas que tem em sua formação uma forte tendência ao autoritarismo.

  237. Pingback: A PM e a USP: onde estão as fronteiras que separam a universidade da sociedade?Blogueiras Feministas | Blogueiras Feministas

  238. Francisco Licarião

    O direito de expressão, inclusive o de modificar a legislação, é válido e assegurado na Constituição da República do Brasil. Porém, tal exercício, quando vem acompanhado de baderna, depredação de bens públicos ou particulares, consumação de entorpecente, invasão, etc., passa a ser ilegítimo…criminoso. O Governo do Estado de São Paulo, mais uma vez acertou. Usou da mínima força para retirar aqueles que promoveram a invasão, e até onde se sabe, o quebra-quebra dentro da reitoria da USP. Esses senhores – os invasores – estudam gratuitamente cursos superiores, na melhor universidades do País graças ao dinheiro dos impostos pagos por todos os brasileiros e, vejam só, foram depredar, justamente, o patrimônio de todos nós. Por fim, é importante lembrar que esse grupo não representa a grande maioria dos estudantes daquela magnífica universidade, e pelo que se vê, nas manifestações supramencionadas estão caminhando na contra-mão dos demais. A solução para que os ânimos continuem calmos é a de manter o policiamento preventivo do Estado dentro do Cidade Universitária. Parabéns ao Estado de São Paulo que se fez presente como todos nós esperamos que se faça.

    • E quando o Governo manda a PM fazer escolta para baderneiros da S.Francisco,na “tradicional” Peruada? Ele acerta? E quando permite que a baderna dos filhinhos de papai do Direito seja financiada com dinheiro da Faculdade,que é pública? O que vc acha? Por que não aje tão mprontamente para socorrer outros cidadãos da “ameaça das drogas”? E quando diz o Governador que o PCC ACABOU? Ele acerta mais uma vez? Em que cidade vc vive?

  239. Olá, Raquel,
    são boas as suas colocações no artigo “Truculência para todos? Mais sobre a USP” Quando puder, dê uma olhada nesse comentário meu:

    Está mal gravado, mas o conteúdo é válido.
    Um abraço,
    Gregório

  240. Prezados cidadãos

    Tenho acompanhado os acontecimentos mais de longe do que de perto, por circunstâncias da vida, e concluo algo com uma certa satisfação:

    GRAÇAS A DEUS ISSO TUDO ESTÁ GERANDO UMA GRANDE POLÊMICA!!!

    Vejo porém a necessidade de organizar os pensamentos, e ouso colocar alguns tópicos aqui, talvez com a idéia (um pouco pretenciosa) de contribuir para reflexões e ações.

    1- O que efetivamente representa a PM na USP?

    – há a memória de tempos obscuros da ditadura que nem é preciso comentar.

    – há em contrapartida alunos, professores, funcionários, preocupados com o assassinato do aluno da FEA, ou furtos e etc preocupação que ocorre, é bom ressaltar, em qualquer local frequentado por qualquer cidadão.

    2- Qual o caminho da discussão?

    – Infelizmente vejo uma enorme distorção na qual muitos da sociedade (tanto interna quanto externa à USP) resumem a polêmica em ” os alunos só querem ter direito de fumar maconha livremente” o que é muito perigoso e péssimo para TODOS!

    – Se a USP é cobrada para dar retorno à sociedade, vejo uma boa oportunidade de oferecer essa resposta, ao discutir a atuação policial para todos os cidadão (nossa polícia é despreparada, como sabemos – até porque, agir dentro da democracia dá muuuuuito trabalho). A imagem de alunos da USP serem presos por consumir maconha é muito forte e chocante em vários sentidos.

    3- Há alguns pressupostos a meu ver, que devem ser considerados:

    – Costumo dizer que a USP é um microcosmo do Brasil. Os tipos de pessoas que encontramos fora das fronteiras do Campus, também existem dentro do Campus (pressupõe-se no entanto, mais intelectualizadas)

    – Há uma falsa idéia, portanto, de que os chamados desvios de conduta (disputas desleais de poder, consumo de maconha, furtos, etc) seriam inimagináveis dentro da USP, o que ocasiona uma sensação generalizada de decepção com o que temos de melhor no ensino público. Uma falsa idéia de que a verba empregada na USP é totalmente desperdiçada, uma vez que há cidadãos com desvios de conduta lá dentro – Ora, então TODA verba de qualquer lugar do território nacional é mal empregada, pois há desvios de conduta (infelizmente, e mesmo que bastante pontuais) em todas as instâncias.

    Isto tudo leva ao item final:

    4- Em que a USP é diferente ou por que a USP deve ter um tratamento diferencial de outros espaços?

    – A meu ver, não deve. Mas é o local de excelência para gerar polêmicas que podem beneficiar toda a população – eis a nossa tão ansiada resposta à sociedade!

    – Suponho que há soluções bem mais inteligentes e eficientes de implementar segurança aos frequentadores do Campus e que temos dentro da USP todas as possibilidades e cabeças pensantes capazes de propor soluções plausíveis. A polêmica toda, gera uma grande possibilidade de se colocar questões de grande relevância e dar voz a boas idéias.

    Bem, eis aqui alguns pontos que me vieram à mente.

    Abraços,

    Angela

  241. Até onde eu sei, os alunos vão para a universidade para estudar e não para fumar maconha, se esses estudantes foram presos portando drogas eles tem que responder pelo que fizeram. Não entendi o ataque voraz a polícia por estar fazendo seu serviço, afinal ela está no campus pra proteger filinhos de papai de criminosos que podem matá-los sem o menor pudor, e sem nenhum sentimento de culpa. Os fatos provam que a polícia deve permanecer no campus, e que diabo de conversa é essa que eles ferem a liberdade de pensamento, eles estão fazendo a proteção dos alunos do campus e o trabalho deles, não interferem na política da Faculdade.
    Agora vem com esse protesto sem sentido falando que a polícia pegou pesado com eles por serem pegos usando droga??? e a PM não esta no campus pra intimidar ninguem com uma espécie de ditadura como certas pessoas andam insinuando por ai…. ela tá la pra prende bandido e maconheiro safado……
    Contínua firme PM de São Paulo….. não da moleza não….

  242. 1 – Quem decide os rumos da universidade é o Conselho Universitário, representantes eleitos pela comunidade USP, inclusive seus representantes discentes! Os candidatos a Reitores são eleitos pelo povo uspiano e escolhido pelo governador, que por sua vez é eleito pela polulação, a mesma que mantém a USP. Logo, o povo manda na USP através de seus representantes. Por que a USP não seria democratizada?
    2 – Se presença de PM não tem a ver com segurança, porque os modelos de UPP dão certo na cidade do Rio de Janeiro e porque os crimes dentro do campus diminuíram com a presença da PM?
    3 – USP é sim parte da cidade! É uma universidade pública, como quaquer outro órgão público! É aberto ao público mas assim como outros órgãos públicos têm o seu acesso monitorado e deve ser assim. Agora se PM não pode dentro do campus, porque traficantes e bocas de fumo podem?

  243. Achei interessante a observação de que o campus tem muitos espaços vazios, é grande e com baixa densidade de ocupação, o que agrava o problema da segurança. Foi uma solução errada, então? Juntar todas das faculdades num único local não é o caminho melhor? Há alguma outra solução agora? E nas condições atuais, ele não precisa de um sistema de segurança efetivo? A liberdade que a Universidade precisa ter não é para ensinar, pesquisar e aprender? Ou é liberdade para o que bem entender? Independentemente da polêmica sobre a ação policial, o dinheiro usado pela Universidade para suas atividades vem do povo e tem havido um retorno efetivo para a sociedade como um todo?

  244. O que mais me deixa perplexo é que estes “burgueses de esquerda”, que representam a minoria dos alunos da universidade e têm tempo para brincar de revolução, vestem a camisa de um movimento estudantil subsidiado por partidos políticos radic…ais e nada produzem efetivamente para o crescimento acadêmico. Ao assistir ao circo promovido por este grupo, passei a me perguntar se estes “meninos” e “meninas” estão acima da lei. Serão eles inimputáveis por serem alunos da USP? Não. Os muros não fazem da USP uma ilha governada por estudantes. A universidade está inserida num território submetido a leis que regulam o convívio social e que devem ser aplicadas a todos os cidadãos indistintamente. E não me prendo apenas ao fato dos cigarrinhos de maconha, que somados a outros adereços como barbas grandes e latas de cerveja, há muito têm caracterizado os “revolucionários” da universidade. Se para estes alunos estas atitudes e fantasias demonstram sua contrariedade ao sistema, rompimento aos padrões estéticos atuais, aversão aos moralismos sociais, etc., etc., etc.,… Ok. Entendo que cada um tem o direito de agir com liberdade e fazer da própria vida o que bem quiser. Entretanto, ao realizarem atos que vão de encontro ao direito de terceiros, como o de tentar impedir outros estudantes de assistirem suas aulas, de tentar impedir o trabalho da imprensa ou ainda de danificarem viaturas, dependências de um órgão público, se valer de pichações, entre outras ações inaceitáveis, estes alunos, além de causarem danos ao patrimônio público que serão reparados com recursos advindos de impostos pagos por toda sociedade, cometem crimes e destoam do discurso democrático apregoado por eles mesmos, muitas vezes de modo distorcido. Reconheço que algumas das questões de ordem administrativa da universidade devem ser discutidas, mas de modo civilizado e com a participação de representantes de toda a comunidade acadêmica. Não é possível aceitar argumentos frágeis de alunos que definitivamente não nos representam. Talvez se pudéssemos voltar no tempo, os discursos por meio de palavras de ordem, ainda tão utilizados de modo maniqueísta por estes alunos, poderiam ser utilizados. Mas hoje vivemos um mundo muito mais complexo, repleto de problemas novos e outros desafios, sendo que para solucioná-los é preciso muito mais do que pseudo-revolucionários mimados vestidos de “GAP”, “Nike” e “Timberland”.

  245. Uma geração de estudantes lutou no passado para reestabelecer o estado de direito democrático. Foram às ultimas consequências para que hoje tenhamos ferramentas para decidir disputas. Até mesmo mudar e aprimorar estas ferramenta.
    Quando os estudantes descumpriram uma ordem judicial mandando desocupar o prédio, já vencidos anteriormente em discussão interior, eu entendi que eles não reconheceram a ordem como um instrumento parte do estado de direito democrático.
    No entanto, não me lembro de mobilizações sistemáticas ou enérgicas como esta para melhorar o sistema.
    Ainda que a mídia tenha sido tendenciosa, a mim parece que estes “meninos” ou não sabem usar as ferramentas postas para discutir o estado posto ou a energia para a revolução só vai até o camburão chegar.

  246. tem gente que eu acho que não entendeu o que a professora disse, tirante isso, agradeço muito poder ter acesso à opinião de uma professora da USP, é um jeito bem baca de socializar o conhecimento que se produz na universidade =)

  247. Eu sou a favor da polícia no Campus, mas tenho que dizer: essa minoria de alunos da USP, que se diz ‘Revolucionários’ das Ervas… são no minímo uma piada … não ter nem a coragem de mostrar a cara??? eu acho que quando a paralização e por algo que vai acrescentar na vida de todos (professores, alunos e funcionários) e válida e tem que se mostrar!!! eu na época que trabalhei na FAUUSP, vi coisas tristes acontecerem… pessoas roubadas, violentadas, sequestradas, assassinadas… em fim… eu sou a favor da POLICIA no campus para a proteção de todos… quando ao uso de entorpecentes ainda é proibido… esta na Lei… acho que essa minoria de alunos deveria fazer uma comissão e tirar um representante legal, e reivendicar seus direitos… para liberação das drogas!???? a final vivemos em uma Democracia… A USP e um lugar para ensino, trabalho e pesquisa… Então ME POUBE A VERGONHA!!! Prof. Dr. André Salgado… adorei sua explicação foi de uma clareza fundamental… muito obrigada! eu concordo com tudo que foi escrito… \o/

  248. Creio q devamos pensar sem extremismos, generalizações ou coisas do tipo.
    Permito-me fugir, algumas vezes, do texto para refletir sobre questões pautadas aqui e fora daqui.
    —> A primeira questão eh sobre a democracia na USP:
    *Alguns alunos não foram nada democráticos, sendo a minoria, desrespeitando a vontade da maioria
    *O reitor da Universidade, em hipótese alguma, poderia ser indicado. Ele teria que passar por aprovação, pelo menos, da maioria. Porque não ser eleito nas mesmas condições do presidente da república?? 4 anos, podendo ser reeleito por mais 4.
    —> Outra questão é a permanência da Polícia no campus:
    *Infelizmente a guarda que faz a “segurança” do campus não tem o poder de polícia, como por exemplo utilizar arma. Na maioria das vezes esses guardas são intimidados. Por isso a medida mais imediata é a permanência da polícia. Mesmo porque, os alunos não podem, e não devem, mais sofrer com crimes q vinham ocorrendo com maior frequência antes da permanência da polícia, como roubos.
    —> o uso da maconha:
    *O problema aqui não é usar ou deixar de usar, mas sim onde usá-la. É inadmissível q um aluno, onde o investimento gigantesco q a sociedade, através da universidade, faz seja jogado no ralo. Em hipótese alguma, estudante que esteja em horário de aula faça alguma coisa além de estudar. Mesmo porque tem muita gente boa e, principalmente, esforçada querendo uma vaga na universidade.
    —> Manifestações:
    *A partir do momento que você protesta e o faz de maneira violenta você perde a razão. Há tantas maneiras criativas de protestar pacificamente. Os caras ao invés de inovar cai na mesmice. A internet não é só um enfeite, ela está ai pra ser usada e com um mega alcance. Se inspirem na primavera árabe.
    —> Polícia como instituição corrompida:
    *Ouvi muitos dizerem, generalizando que a polícia só tem bandido e td o mais. Como já disse anteriormente sou contra generalização. A
    polícia como tdas as instituições da sociedade, principalmente a família como instituição, tem pessoas do “bem” e do “mal”. Peguemos o exemplo do policial que rejeitou a propina do traficante.
    —> E por último extremismo político (tanto de esquerda como de direita):
    *Permito-me usar o corpo humano e a sociedade como exemplo. Essas instituições sobrevivem até hj pq foi conseguido um certo equilíbrio. Ngm é totalmente certo ou totalmente errado. TOLERÂNCIA
    A USP passa por transformações que serviram de modelo no futuro para as demais universidades brasileiras. Espero q a sociedade, não USPiana, mas cm um td aprenda cm esses debates acalorados. Nós só temos a ganhar.

  249. Pra ser sincero, acho que a Policia tem o dever de dar segurança, agora se pegaram os estudantes fumando maconha , pela lei é obrigação deles prender, pois é assim que diz a lei. Agora sabe lá qual será a decisão final de tudo isso.

  250. CASO USP..
    Sempre vai ser assim, de um lado os que apóiam um ato e do outro as que condenam, más afinal de contas, de quem é a culpa? kkkkk é de todos nós, que ao longo dos tempos contribuímos com uma parcela, e muitas vezes sem se dar conta. Veja só, primeiro elegemos mandatários corruptos e em seguida exigimos deles que sejam bons mocinhos; agimos com desonestidade quando estamos no estacionamento e ao sairmos sem querer esbarramos no carro visinho, e olhando para um lado e do outro saímos de fininho, as vezes rindo por ninguém ter visto; quando estamos no transito e levamos um fechada respondemos com a mesma moeda, algumas fezes xingando e outras apenas despejando sobre o outro um balde de energia negativa, em fim, a toda hora tem sempre um querendo tirar vantagens e reclamando daquele que tem uma idéia diferente da sua, e com o caso da USP não é diferente, uns querendo melhorar as condições da organização (fato positivo), más fazendo com baderna e destruindo o que não é deles (fato negativo); minha opinião: vão trabalhar e estudar vocês, perderam a razão. E a polícia? O papel dela não é manter a ordem? Más como disse, se é para proteger os meus interesses está tudo certo, más se for fazer o mesmo com o outro, ai não … kkkkkkkk. Concordo ………muitas vezes a polícia já passou dos seus limites agindo de forma impulsiva e ou desonesta, infelizmente a corrupção e a violência está para os dois lados. A culpa é de todos nós

  251. Apos ler tantas matérias a respeito da revolta ainda não consigo entender a motivação.
    Os argumentos principais utilizados são ao meu ver fracos.
    Pude enxergar outros argumentos que considero mais importantes.

    1) Mais autonomia para a USP, pois segundo as matérias a USP vive em um sistema de coronelismo, onde os candidatos a reitor são escolhidos pelo governador.

    2) Falta de segurança no campus devido a questões urbanísticas.

    Por mais que sejam discutidos assuntos polêmicos a USP tem que responder pela constituição vigente.

    Pelo que foi mostrado é notório que a pm não conseguirá dar um grau de segurança adequado apenas usando o seu efetivo.
    acredito que o campus precisariá ser monitorado por câmeras ou ter alguma forma mais eficiente que apenas pms circulando pelo campus.
    A questão de ser usado a pm ou a guarda interna da USP não é tão relevante afinal o objetivo das duas é fazer com que a lei seja cumprida.

    Por fim, acredito que uma instituição de ensino deva ter autonomia e liberdade para formar estudantes e cidadãos mas sempre respeitando a constituição.

    Vale lembrar que cada pessoa tem papel fundamental no avanço da democracia, por tanto não esta satisfeito com alguma coisa EXERÇA seu papel cobrando os VEREADORES, DEPUTADOS, SENADORES e PRESIDENTE que voce ajudou a eleger.

  252. Parabéns Raquel´
    É por pessoas como você que o mundo se torna um lugar melhor..
    Sexta – feira estarei lá na ponte do Anhangabaú, para ver sua aula..
    Um forte abraço

    Att

  253. É isso aí, gente…

    Os políticos brasileiros estão se mostrando muito hábeis naquele conceito básico de guerra, que é o de manter os inimigos lutando entre si.

    Se a lei é ultrapassada como dizem, de que adianta querer que o policial não a cumpra? Quem tem que ser pressionado não é o policial, enquanto este exercer corretamente a sua atribuição, mas sim o político que faz as leis.

    Devido aos últimos eventos no país que tiveram como origem a política de criminalização das drogas, é óbvio que o tema é bastante delicado. A maioria das pessoas sequer vislumbra que a repressão ostensiva do estado à droga é que dá arma ao bandido.

    Qualquer bandeira ostentada em defesa das drogas será reprovada ostensivamente. E o reitor da universidade não é a pessoa para quem tal assunto deva ser levado, mas sim para a assembléia legislativa do país. Exigir o não-cumprimento da lei, mesmo que esta seja arcaica e inadequada, e demonizar o policial, cujo preceito é o de cumprir a lei, e não o de mudá-la, é uma batalha perdida.

    Mas se o problema é o reitor da universidade, a bandeira levantada não deveria ser contra a presença dos policiais, mas sim contra o reitor. A modernização das regras da universidade e a investigação sobre a administração do reitor. Se os policiais são a força, deve-se colocar a força a seu favor, e não contra você. Tolerar a presença deles, enquanto não se prova que eles não estão sendo corretamente empregados como força policial, me parece mais inteligente do que ir contra eles levantando bandeiras que podem ser mal-interpretadas.

  254. gostaria de saber que liberdade de expressão é a pessoa fumar maconha? aquele bando de vândalos que destruíram a USP deveriam estar presos e se ficaram tanto tempo lá é porque não trabalham, são manifestantes sem causa e esse bando de rebelde sem causa ainda vêm dizer que são o futuro do país, que futuro nós teremos?

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