Correção: Riviera e passagem subterrânea não foram incluídos no processo de tombamento do Belas Artes

Ontem eu divulguei aqui no blog a notícia da abertura do processo de tombamento, pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico), do Cine Belas Artes, do antigo bar Riviera e da passagem subterrânea da Rua da Consolação. Essa foi a informação que circulou ontem à tarde nos portais dos principais jornais de São Paulo.

Hoje, no entanto, a presidenta do Condephaat, Fernanda Bandeira de Melo, veio a público explicar que o processo de tombamento instaurado refere-se apenas ao Cine Belas Artes. O Riviera e a passagem subterrânea foram lembrados na reunião por sua importância histórica , mas não foram incluídos no processo.

Leia mais no Estadão sobre o assunto.

4 comentários sobre “Correção: Riviera e passagem subterrânea não foram incluídos no processo de tombamento do Belas Artes

  1. Vamos dizer que seria lógico que fosse visto o entorno do cinema também, já que se abre processo de um, os que fazem parte desta história deveriam estar incluidos. Penso que se poderia reunir vários registros (memóridas, depoimentos, imagens e etc) de pessoas que passaram naquele cinema, no Riviera e também na passagem subterrânea da Consolação e montar nestes lugares um grande painel destas vivências do lugar. Sem esquecer a presença do novo metrô e o fato que este tem um programa cultural de exposições nas estações que poderia incluir uma mostra sobre o lugar.

  2. Na verdade, a respeito do que disse no meu outro comentário, antes da correção da notícia, é que os juízes também podem determinar a proteção de um bem, se ficar comprovada uma ligação direta entre o Estado e a comunidade, (e há) a qual, o Estado fica obrigado a tutelar e proteger um bem, cuja significância tenha sido judicialmente reconhecida. Ou seja, se nenhum dos órgãos envolvidos se manifestar favoravelmente sobre essa tutela, resta recorrer ao judiciário, tendo em vista a proteção dos interesses difusos e coletivos.

    Em outras palavras, a população deve sim ser atendida, pois “nem a Constituição, nem a lei exigem o tombamento para que seja reconhecido o valor tutelar merecedor de determinado bem.(1)”

    (1) Fonte: Dr. Paulo de Bessa Antunes (Procurador Regional da República) em seu livro: Ação Civil Pública, Meio Ambiente e Terras Indígenas. Ed. Lumens Juris.

  3. Moro no Ed. Anchieta, onde funcionou o Bar Riviera e devo dizer que estou muito preocupada, pois atualmente existem empresas querendo comprar o prédio para demoli-lo o que seria um verdadeiro ABSURDO. Este prédio tem sim um valor histórico e num País onde existem poucas construções com valor para serem preservadas é uma vergonha que essas empresas possam fazer isso. Eu sei que o prédio está em processo de tombamento pelo Compresp (apresentado pela ZEPEC), mas sinceramente tenho muito medo que existam meios para suspender esse processo. De qualquer forma gostaria de saber se é possivel pedir o tombamento pelo Condephaat. Fico no aguardo de uma resposta. Obrigada. Martina

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