O churrascão que São Paulo jamais vai esquecer

O Churrascão da Gente Diferenciada, sábado passado, em plena avenida Angélica, em São Paulo, mostrou, com muito bom humor e ironia, que muitos paulistanos não aceitam segregação e intolerância.

A manifestação foi marcada depois que o governo do Estado anunciou a mudança de local da estação Angélica, da futura linha 6 do metrô, supostamente por pressões de moradores do bairro que não querem “gente diferenciada” nas redondezas.

No mesmo dia saiu um artigo meu sobre este assunto no Caderno Aliás, do Estadão. Abaixo, seguem fotos* dessa bela tarde de sábado que São Paulo jamais vai esquecer.

* Fotos divulgadas na página do evento no Facebook por: Ricardo Fernandes (1, 7 e 8); Saruana Martins (2 e 13); Wolney Castilho Alves (3 e 4); André Scholz (5); Isabel Moraes (6, 9 e 11); Maíra Kubik Mano (10, 12 e 14); Pedro Nassif (15); e Bira Crosarial (16 e 17).

18 comentários sobre “O churrascão que São Paulo jamais vai esquecer

  1. Ok.
    Tudo certinho, ainda que o ativista virtual (o criador do evento) tenha se perdido completamente quando viu a criatura se agigantar e ficar bem maior que o criador.
    Mas um fato: Higienópolis é perto, está no centro, é um lugar bonito, charmoso e é seguro. Gostaria muito de ver os mesmos ativistas – esses reais – perfumados, nos protestos da gente realmente diferenciada na Estrada do M’Boi Mirim. Aí sim a gente estaria reinventando a roda…

    • Pois é.. mas o melhor mesmo seria o pessoal de todas as classes, e com todas as diferenciações começar a se manifestar..
      Concordo que devemos pensar na sociedade como uma só, sem defender apenas o que nos interessa, mas não adianta ficar sempre esperando que os mesmos façam tudo. Essa manifestação tem que servir de exemplo para que todos, inclusive os mais simples aprendam a se fazer ouvir com bom humor e união.

  2. Fiquei muito feliz ao ler seu artigo do caderno Aliás.
    A cada dia, mais e mais pessoas tem que se conscientizar do que se passa na cidade e dar voz à necessidade de mudar ess lógica que a tanto nos oprime.

    Muito obrigado.

  3. Pingback: Como foi o churrascão diferenciado - Trabalho Sujo - OESQUEMA

  4. Muito bom!! Infelizmente nao pude ir, mas me veio certas questoes apos o protesto. Quantos dos ditos “diferenciados” eram de fato diferenciados? Ou se enquadram na tal diferenciacao que uma das moradoras quis dizer quando entrevistada.
    Bom, legal e positiva e a participacao de muito mais pessoas nestas acoes pois permite que vejamos outras ideias e desejos sobre que tipo de cidade queremos.
    Mas a pergunta ainda me inquieta, e os/as diferenciados/as que frequentam o bairro de segunda a sexta a partir das 9 da manha, mais ou menos ate as 17?
    Teve gente questionando sobre a real validade de um metro na Angelica, sendo que na periferia nao tem. Bom, la nao tem quase nada, mas tendo um metro em Higienopolis, pode ter um na Brasilandia, no Palhereiros. Por que nao?
    Por que nao senhor governador?
    Parabens pelo blog e pelas discussoes sobre a cidade!

  5. Eu vi, “com esses olhos que a terra há de comer”:
    – uma churrasqueira fumegante sendo transportada por uma pequena multidão Av. Angélica acima;
    – asinhas de frango assadas na faixa de pedestres da Rua Sergipe;
    – a simplória “Lanchonete Higienópolis” transformada em um centro de mídia com computadores fazendo o “upload” do evento;
    – um varal de roupas amarrotadas estendido entre os postes de semáforo;
    – uma bateria com sambistas desafinados puxando um “Trem das Onze” de Adoniram;
    – as prateleiras de cerveja de um “preocupado” Pão de Açúcar serem esvaziadas;
    – um trenzinho humano, tal qual em uma matinê de carnaval, evoluir na Avenida entoando o bordão “Metrô EE OO, Metrô EE ôô.

    Apesar da contrapropaganda, o improvisado “Churrascão da Gente Diferenciada” foi um evento, numeroso e bem sucedido. Divertido, bem humorado, surpreendente.
    O cruzamento da Av. Angélica com a Rua Sergipe nunca mais será o mesmo.
    A atitude elitista foi ridicularizada.
    A gestão do transporte coletivo urbano (ou a falta dela) está na berlinda.

  6. Os paulistanos também não aceitam a opinião alheia, visto que um simples comentário na internet gerou esse protesto.

  7. Há bairros que se pensam como fazendas ou nobres latifúndios. O churrascão foi uma lição ao Higienópolis de que o bairro deles é de todos. Foi uma resposta à afronta de chamar o povo de pessoas diferenciadas e desejar um bairro de pessoas exclusivas.

    Porém, acho tudo isso muito pouco. Incomodo-me muito com o silêncio da cidade diante de despedícios de dinheiro nas obras do metrô (Vide: Arquitetura Microondas da Estação Butantã), atrasos nas obras, poucas linhas e estações.

    É muito silêncio para uma cidade tão afrontada por seus governantes. É muita submissão a um governo que está aí pra fazer aniversário de 20 anos.

  8. O problema não é a opinião alheia, o problema é o governo mudar os planos por causa da manifestação de poucos e sem ouvir o resto das pessoas. Fizesse audiências públicas sobre o tema, ou então, decida-se tecnicamente e pronto. Se eram diferenciadas ou não (seja lá qual o sentido do termo a que se referem, tendo em vista que houve uma inversão do significado da palavra nos últimos dias…).

    O organizador do evento, Danilo Saraiva, em nenhum momento cancelou o evento, isso é coisa de gente que não lê com atenção, grande mídia principalmente. Ele deixou bem claro e repetiu lá que não cancelou, apenas sugeriu mudanças pra que a coisa fosse mais organizada, o que no fim aconteceu.

    Mas enfim, que ele tenha a consciência de que o importante é o movimento que ele gerou, alegre, civilizado e acima de tudo, apartidário. Estão falando mal do cara, mas quem é que tomou a iniciativa de não deixar a coisa restrita a abaixo-assinados online e manifestações em redes sociais?

    E se quem estava lá era “gente diferenciada” ou não, pouco importa, afinal a idéia é que todos, diferenciados ou não, possam usar transporte público de qualidade e deixar seus lindos carros na garagem.

  9. Que estranho, só vi gente com cara de classe média nesse protesto, com a exceção de uma foto, em que aparecem uns meninos os quais devem ter sido chamados na hora pra tirar foto.
    Protesto de classe média conclamado via internet é bem coisa daquele bairro mesmo!
    Por que não aproveitam toda essa energia e fazem um mutirão pra alfabetizar o povo na Vila Nair?
    Sabem o nome da senhora responsável pela limpeza do seu condomínio? Têm ideia de onde ela mora?

  10. fred, acredito que esses paulistanos aceitem sim a opinião alheia, só não aceitam que a opinião de alguns possa valer mais do que a de outros, a ponto de um abaixo assinado com 3500 nomes mude uma estação que iria ter um fluxo estimado de 25000 pessoas dia.

  11. Pingback: O churrasco da elite e a Praça Tahir at BOLOGS

  12. Seria bom ver esse povo aí ajudando uma ONG já que tem tanto tempo livre pra ir perturbar os outros. Ou tentar conseguir um abaixo-assinado mais efetivo pra reverter a situaçao. Mas parece que todo mundo só quer parecer engraçadinho.

  13. É claro que só havia gente de “classe média”, ou digamos, maioria de manifestantes de renda média e renda alta. São essas as pessoas que têm acesso a informação.

    Aliás, tinha pouquíssima “gente diferenciada” e seria uma grata surpresa se tivesse mais.

    Querem esperar que essas pessoas humildes se manifestem por elas mesmas, para fazer valer o direito delas? Podem esperar sentados.
    O máximo que vai acontecer é assistirmos da arquibancada o lobby dos interesses locais prevalecer (novamente) sobre o interesse coletivo.

  14. Os estudantes da USP em peso, ali… E gente diferenciada, que é bom, só os molequinhos perto das churrasqueiras.

  15. um monte de esquerdinha filhinho de papai, metido a politizado, petistas e viuvinhas do Che….rídiculo. Devia estar bom pra “fazer” iphones, bikes e carteiras recheadas ali…

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