Estação Butantã: por que o metrô não chega dentro do campus da USP?

Foi inaugurada hoje, em São Paulo, a estação Butantã da linha amarela do metrô, ligando a estação Paulista, que já está em funcionamento parcial desde o ano passado, até a Av. Vital Brasil.

Resolvi conhcer a nova linha. Saindo da estação, precisei caminhar quase 1km para chegar até a portaria da USP e, durante o trajeto, não conseguia parar de me perguntar por quê o metrô não chega dentro do campus.

Segundo informações que obtive de um técnico do metrô, foi a reitoria da USP que não permitiu a instalação de uma estação dentro do campus, alegando questões de segurança.

Com isso, as mais de 50 mil pessoas que frequentam o campus do Butantã, diariamente, deixam de ter uma opção que, se integrada com circulares ou mesmo sistemas de bicicletas, viabilizaria uma melhora muito considerável na acessibilidade e mobilidade do campus.

Para piorar a situação, descobri com uma aluna que resolveu tomar um ônibus da Vital Brasil até o campus, que não há integração gratuita até a USP. Além disso, atualmente há apenas duas linhas em funcionamento, sendo que uma delas passa de hora em hora.

Resultado: a aluna veio em 15 minutos da Ana Rosa até a Vital Brasil e levou mais 30 – 20 esperando pelo ônibus – de lá até a FAU USP.

Apenas uma linha circular (Metrô Butantã-Cidade Universitária) está prevista nos planos da SPtrans.

41 comentários sobre “Estação Butantã: por que o metrô não chega dentro do campus da USP?

  1. Os funcionários que trabalhavam na reitoria e terão que ir pro centro empresarial irão de fretado pago pela USP.

    O fretado, começará em qualquer lugar que não seja dentro do campus. Quando questionamos o motivo de não começar aqui dentro, a resposta foi taxativa “porque Rodas não quer”.

    • Não é verdade que os funcionários que estão sendo mandados para fora do campus terão fretado pagos pela USP.

  2. Ao meu ver essa de “alegar questões de segurança” é só uma desculpa para a boa e velha política higienista, históricamente presente na cidade…

  3. Também experimentei a nova estação hoje, mas resolvi ir andando até a USP, para não ter que esperar ônibus.

    Caminhei me fazendo a mesma pergunta…

    Cheguei à ECA em meia hora, no mesmo horário que chegaria de ônibus da Av. Paulista (via Rebouças).

    • Encaremos a realidade.

      Estamos no ano de 2011, e embora boa parte da população já tenha adquirido habitos saudáveis e educação ética e moral adequada ao convivio social, a maior parte dos habitantes do mundo, ainda compartilham habitos primitivos de violência, e guerras, basta observar os atuais confiltos no oriente médio, e os abalos geologicos que fazem do mundo uma bomba quimica, e os variaveis ataques homofobicos veiculados nas mídias. Sendo um cidadão da classe pobre, porém sendo graduado por essa instituição, exponho-lhes alguns pontos de vista, considerando a realidade social de São Paulo, visualisamos uma metropole que está repleta de psicopatas, bandidos e ladrões de toda espécie que independente de classe social, tiram o sossego do cidadão desde da hora de sair de casa, até saber se vai voltar. Nesse interím, muitos desses ‘mentes perigosas’ podem se servir desses meios de acesso público para agir covardemente, fazendo desse bem não só um progresso a exemplo de Einstein com sua teoria da relatividade, mas tambem um mal, já que a mesma teoria possibilitou a criação da bomba atomica. Seria maravilhoso se tivessemos uma sociedade equilibrada, justa, e unida… Sinto por todos os alunos da USP/SP, seria maravilhoso também se houvesse uma faixa exclusiva para que as pessoas pudessem ir caminhando, e aproveitando o visual maravilhoso da avenida de forma saudável, e com segurança, mas, a urbana São Paulo está caótica, frenética, e isso infelizmente pode ameaçar seus alunos, ao invés de beneficiá-los,. Seria bom ainda que houvesse um meio de aproximar o aluno da portaria um da USP, mas, para isso é preciso amadurecer, e termos o dom da auto-análise. Abraços à todos, e com certeza essa é uma critica política, e refelexiva a nós mesmos em sociedade. Beijos São Paulo.

  4. Andar um quilômetro não parece sofrimento para mim. Claro que podia ser mais perto – e se não dentro, colado no muro da USP – mas poxa, 1km é quase nada

    • É que na verdade, é 1 km só até o portão de entrada. Depois tem que andar lá dentro, ou esperar o “Secular”… rsrsrs

      Vale lembrar também que muita gente precisa fazer esse trajeto à noite. Eu tinha colegas que saíam da FFLCH às 22:40 e íam à pé até a estação de trem da Cidade Universitária, do outro lado da marginal. Frequentemente eram assaltados enquanto atravessavam a ponte.

  5. Puxa vida, quantas vezes eu já não ouvi essa linha de raciocínio “transporte coletivo = bandido”. Mas eu não esperava isso de uma universidade! Certas coisas no Brasil ainda chocam😦

    • Realmente é chocante esse pensamento!
      Então parece mesmo muito desoladora situação. Uma sociedade doente.
      E o Reitor deveria ser interposto pela comunidade! Ele não tem o direito dessa decisão sozinho.

  6. Poderia haver bicicletários. O aluno pegaria uma bicicleta e em 10 min estaria em sua unidade. Seriam centenas de estudantes fazendo a travessia entre a cid universitária e o metro de bicicleta. Para quem não pudesse, haveria ônibus circulares. Será que seria tão caro? Garanto que seria mais barato que recapear as ruas da universidade.

  7. Certamente, se o motivo foi este então não passou de intransigência por parte da administração da USP.

    Porque, por exemplo, é possível fazer um acordo com a prefeitura ou o governo para alocarem guardas que cuidariam da estação do metrô, e somente dela, dentro do campus – se fosse necessário, claro.

    • Você não conhece a FFLCH.
      Aqui na USP tudo que envolve polícia eles estão no meio enchendo o saco, querem fumar maconha em paz. Fazer uma marcha da maconha em nome de toda a USP.

      Certamente policia no campus não seria fácil.

  8. Esta história é muito mais velha do que o Rodas… Desde que se estuda este metrô a USP é contra a implantação de uma estação interna, seja alegando problemas de segurança, seja alegando que a universidade viraria um estacionamento.
    SemContar que, com metrô na usp deve haver polícia no campus… E muitos alunos não aceitam isso.

    PorÚltimo, o sistema viário não comporta… Pensem, no congestionamento para sair da usp 18h, e para chegar, 7 ou 8h.

  9. O metrô não vai para muitos lugares, além de não ir para a Usp. A universidade precisa olhar para muitos lugares, além de para o próprio umbigo.

  10. Professora, até onde tenho informações, caso colocassem uma estação dentro da USP a Cidade Universitária se transformaria em um grande estacionamento de quem mora zona oeste e cidades como Cotia, Alphavile, Osasco e etc.
    Nós que freqüentamos lá diariamente sabemos que a quantidade de carros é enorme, com uma estação dentro da USP, teríamos muito mais transtornos que ja temos hoje em dia: mais trânsito no P1, menos lugares para estacionar dentro da USP, maior demora na circulação dos coletivos.
    Ando de ônibus e vejo vários problemas, com mais carros dentro da USP acredito em muito mais problemas.
    Acho que problema não é uma estação dentro da USP, mas sim que temos sistema viário na Cidade Univesitária e na cidade de SP deficitário.

  11. Por tudo isso apontado por você, Raquel, e também contestando o atual modelo de mobilidade urbana, que tal protesto ocorreu:

    “O prefeito Gilberto Kassab foi vaiado na inauguração da Butantã ontem. Quinze pessoas, entre sindicalistas e estudantes, protestaram contra o aumento do bilhete de ônibus, que em janeiro passou de R$ 2,70 para R$ 3” (Alckmin promete metrô fora da capital, Folha de SP, 29 de março).

    O que a reportagem esqueceu de dizer: a Ação Direta foi organizada pelo Movimento Passe Livre e Sindicato dos Metroviários de São Paulo.

    Além disso, essa intervenção dos manifestantes era contra o aumento nos transportes coletivos (ônibus, trens e metrô) e contra o crescente processo de privatização do metrô por meio das Parcerias Público-Privadas (PPPs).

    Abraços,

    Xavier – Movimento Passe Livre

  12. Um dos projetos iniciais para linha 17 – ouro do metrô (linha projetada para ligar a linha 1- azul ao aeroporto de Congonhas, com extensão ao Brooklin e ao Morumbi) cogitava uma extensão adicional até a Cidade Universitária.

    Entretanto, segundo consta (de acordo com a professora Andreína Nigriello), em discussões do Metrô com a Reitoria da USP, o projeto foi vetado internamente porque a administração da universidade temia que uma estação de metrô dentro do campus poderia transformá-lo em “um grande estacionamento” para moradores do entorno que fossem utilizar o metrô…

    Da mesma forma, ao longo da linha 4 – amarela há um intervalo de mais de 3km entre a estação Butantã e a próxima parada a oeste. A ex-futura estação Três Poderes tem sua infra-estrutura praticamente pronta no subterrâneo, mas foi abandonada porque só seria viável em termos de demanda se conjugada com um terminal de ônibus. Ocorre que grupos de moradores do Morumbi se opuseram a que seu bairro fosse “invadido” por pobres de toda a região oeste da capital e da RM, pressionando para que não se contruísse o tal terminal…

  13. Realmente, é isso que vai acontecer. Estudo na usp, e também não consigo entender os motivos de não terem construído uma estação dentro do campus. Este, com seus prédios e instalações afastados uns dos outros, obriga que nossa mobilidade seja feita basicamente com os ônibus e carros. Estão apenas solidificando uma cultura que exclui meios alternativos de locomoção.

    Poxa, e pq também não colocar a linha gratuita, tal como existe no metrô vila madalena? Parece que fazem tudo de uma maneira incompleta.

  14. Raquel, como morador do bairro e estudante da USP estou indignado com a posição da Universidade, que vem sistematicamente tornando-se um feudo com toque de recolher.

    Minha mãe me relata, que quando ela estudava na USP (começo dos anos 70) o ponto final do Circular era na Av. Valdemar Ferreira em frente ao “Rei das Batidas”, lembro também quando criança que meu pai me levava à Praça do Relógio para empinar pandorga e haviam muitos campos de futebol, que de certa forma integravam a comunidade à instituição. Porém, a imprensão que me dá é que a nossa universidade continua sendo pública, mas cada vez menos popular…

    Salu2

  15. Anônimo,

    A polícia militar não está presente em nenhuma estação de metrô, a vigilância é feita por agentes de segurança da própria empresa (assim como a segurança interna do campus). Assim, não vejo razão para quem se opõe à presença da PM no campus se opor também a uma eventual estação de metrô por esse motivo.

    Marcelo,

    De fato o argumento de que o metrô geraria complicações no trânsito do entorno, etc., parece plausível e não deve ser de modo algum descartado. Entretanto, a questão é justamente essa. Seria interessante, sim, que houvesse metrô dentro da USP, mas isso precisa se acompanhado de um planejamento mais global do transporte metropolitano. A complicação que provavelmente surgiria no sistema viário não é motivo para se afastar da implantação do metrô. Ao contrário, é justamente um incentivo ao planejamento do sistema de transportes como um todo.

  16. Na boa, o único comentário imparcial e construtivo foi do Marcelo.
    Infelizmente, para fazer um projeto como esse não da pra olhar só os beneficios, tem que se analisar as consequências também!
    Como a Universidade foi contra e o Marcelo disse, se construir uma estação na USP, a primeira consequência é que a USP vai virá um estacionamento dos moradores da Grande SP (Osasco, Barueri, Carapicuiba… e os da região em volta – Rio Pequeno, Bonfiglioli, Vila Sônia…). A segunda é que já é um enorme transito pra entra na USP principalmente pela entrada da Corifeu sem estação, imagine com estação como vai ficar o transito, na região e até mesmo dentro da Cidade Universitária.
    Existe um projeto da Linha Corifeu – Bresser, que talvez poderia ajudar a região e a USP, me parece que o Terminal Corifeu seria mais ou menos onde hoje é a Comunidade São Remo (fundinho da USP), mas essa linha foi Projetada no PITU 2025, e não se fala mais nela, e não está dentro dos planos da atual administração do Estado.

  17. Bah.. Ficou uma bosta! Demorei uma hora pra chegar na faculdade, vindo do metrô Ana Rosa.. OU SEJA, o mesmo período que demoro pra vir de lá utilizando ônibus no metrô Clínicas. Ou seja, essa estação foi a maior perda de dinheiro!😉

  18. O Mackenzie foi mais sábio e permitiu uma estação dentro do campus. Será por que a Linha Amarela é uma PPP e o Mackenzie é uma universidade privada? USP, com a palavra?

  19. Não só isso, a linha amarela é coberta de perguntas sem respostas, tal como as estações previstas no projeto ínicial, e que simplesmente não foram construidas. No caso da estação Três Poderes, o prédio está hoje abandonado, mas a obra foi suspendida em sua fase de acabamento, ou seja, o dinheiro foi praticamente jogado no lixo.

  20. Engraçado.
    Eu não me surpreendi nem um pouco pelo metrô não estar implantado dentro do campus… afinal, a cidade universitária sempre negou a cidade de São Paulo, inclusive ao se autodenominar cidade.

    Não sei como ainda não colocaram catracas nas entradas…

  21. Dos comentarios expostos conclui-se que o unico argumento sólido à não construção da estação no campus é o risco dele se transformar em estacionamento.

    Uma pena que os carros alterem tanto o planejamento do transporte publico. Penso que a cidade ganharia mais se submete-se o transporte privado ao público.

  22. Por que o metrô não chega dentro do campus da USP? A explicação do técnico do metrô de que a reitoria não deixou me parece um tanto simplória. Deveu-se mesmo ter consultado a USP sobre essa possibilidade e que houve a rejeição por parte da reitoria, mas, se o Governo do Estado tivesse mesmo querido a estação do metrô no campus, teria conseguido isso com todo o respaldo da comunidade da USP. Qualquer reitor teria que mudar de atitude face ao “clamor caloroso” dos estudantes e funcionários. Alguma dúvida sobre isso? O problema do estacionamento nas vias internas ao campus se resolveria facilmente com o cadastro dos usuários (estudantes, professores e funcionários, visitantes). Cada usuário receberia um crachá, selo ou cartão com chipe de identificação que daria direito a estacionar no campus. Assim os moradores de Barueri, Carapicuíba etc não poderia se utilizar do campus como estacionamento. Esse tipo de controle tipo “shopping” ou “sem parar” não sairia tão caro e poderia facilmente ser implantado.
    Mas, voltando à pergunta inicial, vivemos numa sociedade de mercado, cuja formação social no Brasil é profundamente marcada pela desigualdade de poder político e econômico. Uma estação de metrô em São Paulo é um poderoso instrumento de valorização imobiliária. Por quê valorizar o campus da USP que é todo uma enorme área pública, cercada quase toda por Zonas Exclusivamente Residenciais – ZER? Para o mercado imobiliário é um enorme desperdício gastar esses recursos numa área em que ele quase não vai tirar nenhum proveito. E o proveito que o mercado quer é o máximo lucro e não o de beneficiar 50 mil pessoas. Por outro lado, não houve e nem há qualquer participação popular nas decisões da Política Pública paulistana, paulista ou brasileira. Alguém participou das discussões e das decisões acerca dos rumos do Metrô em São Paulo? Alguém tomou conhecimento de alguma reunião para sequer debater da localização da estação Butantã? E que a Linha Amarela ligaria o bairro da Luz à Vila Sonia, passando ao longo do principal corredor do quadrante sudoeste da cidade, que concentra a maioria da população de alta renda da metrópole paulistana? Essa é inclusive a possível explicação do porquê do projeto Nova Luz, ou seja, pelo interesse que o mercado imobiliário passou a ter na “cracolândia”. A estação Butantã, assim como todas as outras, está onde está porque é do interesse dos poderosos do mercado imobiliário, que é constituído hoje principalmente pelo capital financeiro (bancos, fundo privados e públicos, nacional ou internacional, como os fundos de pensão, fundos de investimentos etc).

  23. Puxa, tentei ler todos os comentários pra ver se já falaram, mas não deu. Me desculpem se repito algo.

    Isso foi proposto algum dia, e foi rebatido. O argumento principal já falaram:
    “caso colocassem uma estação dentro da USP a Cidade Universitária se transformaria em um grande estacionamento de quem mora zona oeste e cidades como Cotia, Alphavile, Osasco e etc.”

    Esse raciocínio só se justifica pelo estado de extrema precariedade. Se houvesse uma estação de metrô em Osasco, uma no Taboão, Alphaville, etc, as pessoas não iriam de carro até a USP, elas iria À PÉ pra estação mais próxima.

    Ou seja, voce justifica a precariedade apoiado na precariedade, e assim nunca supera esse estado.

    Vale a pena conversar isso com a profa. Klara Kaiser, foi ela quem me contou esse “causo”

  24. Realmente, estudei à noite na USP, o circular (secular…) já era demoradíssimo mas pelo menos ainda ai até uma pracinha (rotatória) fora do campus, na Valdemar Ferreira umas 2 quadras antes do Rei das Batidas. E algumas pessoas, até 1999/2000, ainda davam e pediam carona, prática ignorada atualmente por razões mistas de segurança e egoísmo.
    Além de atrasado, o metrô veio fora do campus… Agora, quem acha pouco andar 1 Km, convido para andar sozinho, ou melhor ainda mandar sua mãe, irmã, namoradinha ou filha, andar esse 1 Km (isso fora o restante, da sua Unidade até o portão), à noite após 22h45 que é quando terminam as aulas do noturno, em pleno PUTUSP: para quem não sabe, essa área super mal iluminada é ponto de prostituição de travestis e mulheres, só que o problema não são esses trabalhadores, e sim seus clientes, normalmente senhores ricos sozinhos ou playboys bêbados em grupos em carrões que perturbam toda e qualquer pedestre. Melhor ainda se o percurso for sob chuva e frio, né?
    Por mais que uma caminhada seja saudável, não é no momento de correr atrasada do trabalho para a aula que é interessante demorar meia hora a mais. De que adianta a proeza de manter o mesmo tempo de percurso somando um metrô rápido a um trechinho final demorado, do que demorava antes fazendo todo o percurso de ônibus???
    A USP está cada vez mais elitizada, planejando como se todos os seus alunos tivessem automóvel próprio (e assim incentivando o transporte individual, na contramão da urbanização moderna).
    Outra coisa, que não causa surpresa, é o fato dos moradores de bairros mais elitizados também não quererem metrô perto, e terem meios para conseguir isso. No mercado imobiliario, metrô e principalmente terminal de ônibus em bairro pobre e médio valoriza imóvel, mas em bairro rico é fator de desvalorização por aumentar a circulação de não-moradores, imediatamente associados à violência. Quem tem, tem medo… E danem-se seus empregados, que se lasquem para chegar ao trabalho!
    Daí que as estações 3 Poderes, Oscar Freire e Fradique Coutinho estão prontas mas abandonadas (dinheiro jogado no lixo), a estação Higienópolis “pulou” para perto do Mackenzie na Consolação e não nas ruas de circulação local do bairro.
    Professora Raquel, POR FAVOR comente por que não fazem passarelas sobre o rio Pinheiros para todas as estações do trem (Rebouças/Hebraica, Berrini, etc). Simplesmente levando acesso às estações de trem JÁ PRONTAS se garantiria transporte sobre trilhos para todos os bairros do outro lado do rio, a um custo infinitamente mais baixo, apenas das passarelas. Desafogaria ônibus e diminuiria em horas o percurso de várias pessoas.

  25. A síndrome do pessimismo ainda persiste entre todos, principalmente entre os que se acham da elite e acham que possuem mais a perder.
    Explicando, “com uma estação dentro da USP, o campus se tornaria o maior estacionamento a céu aberto da cidade”.

    E qual o problema? Não é um problema, é uma oportunidade. Cobrança de R$ 7,00 para entrar no campus de carro. Com essa cobrança, teríamos uma receita de milhões, que poderia ser aplicada: em segurança, melhorias e ampliação dos acessos, melhoria do CEPEUSP, melhoria do circular etc. E os alunos que querem entrar de carro? paga uma taxa mensal, simples e com desconto. Ou vem de onibus/metro. E os professores? ganham um bônus para poderem escolher entre ir de carro ou economizar essa grana. Com essa receita, esse bônus poderia ser bem gordo.
    Faltam mentes empreendedoras dentro da maior universidade do Brasil.

  26. Realmente, se tiver uma estação de metrô dentro da USP resultaria um grande estacionamento.
    Controlar a entrada de carros seria impraticável por muitos motivos. Hoje, o local próximo a Faculdade de Educação Física já virou um estacionamento para as pessoas que utilizam a estação de trem Cidade Universitária. Uma sugestão seria tornar o circular um transporte eficiente dentro da USP (chamo ele de “Cometa Halley”). Poderiam colocar onibus (elétricos ou movidos a biodiesesl) em intervalos de 15 min. ou 20 min.
    Proponho um corredor de onibus iniciando um pouco antes do P1 até o “Rei das Batidas”(isto para não ficar “presos” nos congestionamentos no P1). Assim o circular iria até bem próximo a Estação Butantã e os onibus comuns poderiam também aproveitar este corredor exclusivo.
    Imaginem vc esperar no ponto no máximo 20 min. e poder ir para qq ponto da USP ou para o metro?
    Será que é muito complicado tornar o circular um transporte eficiente dentro da USP? (Ano passado estavam fazendo uma pesquisa nos circulares mas até agora não sei no que deu).
    Eu já conclui que a USP não dá nenhuma importância para o problema do transporte dos usuários dentro do Campus. Estão mais preocupados com o visual. Recapearam e pintaram várias ruas e estão derrubando galpões velhos. Enfim se tornarem o transporte dos circulares eficiente não haveria necessidade de uma estação dentro da USP e muitos, tenho certeza não viariam de carro para o Campus evitando assim enfrentar o trânsito caótico da cidade de São Paulo.

  27. Carlos, pense bem, o Circular não é falho à toa, claro que deve haver um componente de falta de investimento/vontade dos gestores em melhorá-lo, mas eu já parei pra pensar nisso e imaginei um ônibus que roda o dia inteiro dentro de uma pequena cidade, de graça.Imagine o quanto de combustível não é necessário em um único dia.Imagine agora aumentar o número de circulares e expandir os possíveis trajetos para acompanhar a demanda.Deve ser bastante custoso…
    O circular demora porque a cidade universitária é gigante e eles põem os circulares pra rodar mais nos horarios de pico de entrada e saida das pessoas da universidade, porem nesse entremeio não é possível você operar a 100% de numero de veiculos, justamente pelos gastos mencionados.Não gosto de ser pessimista mas o circular não vai melhorar por um bom tempo…

  28. Carlos disse que controlar a entrada de carros no campus seria impraticável. Sim, seria, tanto que ninguém aqui fez essa proposta.

    O que se disse aqui foi controlar o ESTACIONAMENTO, algo que qualquer cidade do interior faz no dia a dia, com sucesso. Veículo autorizado, estaciona. Não autorizado, não estaciona. Simples.

    Os bolsões de estacionamento já existem, podem ser melhor isolados ainda do que hoje com vegetação (sem necessidade de cercas ou grades), e portarias na entrada controlariam o acesso. Qualquer supermercado de bairro faz isso. Por que a mais importante universidade do país não pode fazê-lo?

    E se há uma demanda de motoristas que querem alternar o modal, isso é precioso para a cidade (automóveis que deixam de pressionar as pontes das marginais e o sistema viário da “área de rodízio”). Isso é fantástico e praticamente obriga o poder público a construir megaestacionamentos junto às estações de metrô do Butantã e além. Isso foi feito?

    Há algo de errado em toda essa argumentação antimetrô, não?

  29. Numa caminhada regular, o ser humano atinge uma velocidade média de 6 km/h, podendo variar em momentos de pressa (para mais), ou no caso de pessoas idosas ou machucadas (para menos). Logo, em uma hora, cumpre-se 6 quilômetros numa, digamos, “passada padrão”, de forma que não coaduno com os argumentos de que o trecho de “menos de um quilômetro” seja realizado em meia hora, como colocado. Creio que o texto foi muito bem argumentado e apresentado, como todos os outros da blogueira, e acho inclusive que o metrô deveria sim estar dentro da universidade por acreditar que isso sim traria mais segurança aos usuários e estudantes (por não terem que se expor no embiente externo). Alguns dados, entretanto, necessitam ser melhor expostos para que o artigo não seja desqualificado por mentes inoportunas.

  30. Nos meus tempos de USP o circular também chegava até o Rei das Batidas e também havia mais linhas dentro da USP, como o Veleiros (demorava mas pelo menos tinha) e o Jardim Miriam. Parece que mais antigamente ainda o Circular chegava até o centro de São Paulo – bons tempos!

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