Atropelamento de ciclistas em Porto Alegre: um símbolo da violência no trânsito

Estamos vivendo hoje no país uma crise de mobilidade urbana, que vem sendo acompanhada por uma crescente contestação à hegemonia do automóvel por parte da população.

As imagens que vimos na televisão do atropelamento de ciclistas por um carro numa manifestação em Porto Alegre no último fim de semana são impressionantes.

Segundo estudo da Confederação Nacional dos Municípios, acidentes de trânsito mataram 66.837 pessoas em 2007. Eles são hoje os maiores responsáveis por mortes por causas externas no Brasil, superando os homicídios.

Embora não tenha havido mortes, as imagens abaixo são símbolo dessa violência.

8 comentários sobre “Atropelamento de ciclistas em Porto Alegre: um símbolo da violência no trânsito

  1. Raquel,

    É uma pequena que um funcionário do Banco Central tenha cometido essa tentativa de homicídio contra cerca de doze pessoas, que se encontravam passeando ordeiramente num dos bairros centrais da cidade. O que esperamos é que pague pelo crime que cometeu.

    Abraços,
    Pedro.

  2. Cara Raquel,
    Gostaria de reproduzir aqui um comentário que fiz em uma discussão com outros arquitetos aqui de Porto Alegre sobre o assunto.
    Houve um comentário do diretor da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) – que fiscaliza o trânsito na cidade – de que os ciclistas estariam sendo irresponsáveis por realizar a demonstração em via pública sem haver “avisado” as autoridades para que estas acompanhassem o grupo.
    Contesto esta visão expressa pelo Delegado, afinal as reunioes em local publico até podem pedir auxilio para o poder publico, mas NÃO PODEM PRECISAR dele pra ocorrer, senão estamos legitimando a lógica da violência e dizendo que o Estado é totalmente incapaz de criar um ambiente seguro para a vida em sociedade.
    Nesse contexto, o ambiente a que me refiro TEM QUE PERMITIR breves fugas a normalidade – que são até bem vindas em alguns casos – como a manifestação em questão, como teatro e arte de rua, etc.
    Se dependermos do Estado estar fisicamente presente para garantir essa segurança mínima, temos apenas a alternativa do Grande Irmão com todas as suas conseqüências.
    abraços

  3. Pois, é Raquel, felizmente o funcionário do Banco Central, 47 anos, encontra-se preso num hospital aqui em Porto Alegre, e depois será transferido para o Presídio Central.

    Depois, vamos aguardar o recebimento da ação penal pelo juiz, para que seja julgado pelo Tribunal do Juri. E, espero que seja condenado por tentativa de homicídio contra todas as suas vítimas.

    Um abraço,
    Pedro.

  4. Ola Raquel! A guerra em nosso país existe e não e de hoje, basta apenas circular pelas grandes cidades e ver quantos acidentes encontramos pelo caminho. Isso comprova as estatisticas que so tendem a aumentar.
    Hoje os movimentos referente ao cicloativismo, cicloturismo e muitos outros relacionado ao mundo da bicicleta vem aumentando e ganhando bastante adeptos em todo país.
    Mas isso ainda é muito pouco perto do atraso em que vivemos referente as leis arcáicas existentes no Brasil.
    Acredito em especial que por mais que muitos critiquem, imagino que aula sobre trânsito deveria fazer parte da grade escolar, pois sempre nos deparamos com monstros sem educação. A cultura e suas aculturações fazem parte desse contexto e por isso muitas pessoas quando olham para uma bicicleta, simplesmente acredita que aquilo é um brinquedo ou algo parecido e nem se dão conta da história e as possibilidade que essa que é uma das maiores invenções que o homem ja inventou!

    Grande Abraço,

    Gilmar Cardoso

  5. Disse Alexandre P Santos: “o Estado é totalmente incapaz de criar um ambiente seguro para a vida em sociedade”.
    SIM, pegou exatamente no ponto: o Estado _É_ totalmente incapaz de criar um ambiente seguro para a vida em sociedade. Não é que o Estado _ESTEJA_ deficiente, ele não serve para a vida em sociedade.

  6. Raquel,

    concordo com você. Quanto a você Alexandre Pereira Santos, NÃO! Sabe porque? Pois o poder plúblico só atua quando é mandado por GRANDES políticos, nem que você peça eles não irão fazer um aconpanhamento. Você quer saber como eu sei disso? Ano passado durante protesto dos alunos da Escola Técnica Parobé contra o fechamento gradativo do ensino médio, a polícia compareceu em peso, apenas porque era um protesto com fundamento que logo se tornará uma luta contra o governador do estado!

    Atensiosamente

    Jéssica Techio Pelin

    Presidente do GEPA – Grêmio Estudantil Parobé

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