Escândalo iminente na operação urbana Água Espraiada?

A Associação de  Moradores do Jardim Edith, no bairro do Brooklin, está preocupada com a informação, não confirmada pela prefeitura, de que parte da área desapropriada para a construção de habitação de interesse social – cerca de 3,5 mil m² – será vendida para um incorporador privado que tem o interesse de construir ali um grande empreendimento comercial, acrescentando lotes privados lindeiros.

Desde dezembro do ano passado, por determinação da Justiça, estão sendo construídos três conjuntos habitacionais na área, que antes era ocupada pela favela do Jardim Edith. Após um acordo com a prefeitura, 240 famílias desocuparam o local para que fossem construídos os conjuntos habitacionais, além de uma creche, um posto de saúde, um restaurante-escola, um estacionamento e uma área de lazer. O projeto faz parte da operação urbana Água Espraiada.

A informação que está circulando é a de que vizinhos insatisfeitos com a construção de moradias populares na área – trata-se de uma ZEIS (Zona Especial de Interesse Social) – estão pressionando a prefeitura para excluir parte do terreno destinada ao projeto e vendê-lo a um incorporador privado. Com isso, a comunidade perderia o restaurante-escola e a área de lazer e os vizinhos, com a incorporação dos 3,5 mil m² públicos, viabilizariam junto com a venda de seus terrenos uma grande incorporação no local.

Caso essa informação se confirme, estaremos diante de uma ilegalidade escandalosa, já que a área do projeto foi fruto de um decreto de desapropriação destinado à construção de moradia de interesse social. Antes de mais nada, no entanto, é importante que a prefeitura esclareça a questão.

43 comentários sobre “Escândalo iminente na operação urbana Água Espraiada?

  1. Olá Sra. Raquel!

    Antes da Sra. comentar esse assunto, acho que deveria se informar melhor, pois não é nada disso que estão falando. Estão querendo jogar os proprietários contra o pessoal da associação. Nunca ninguém tirou absolutamente nada deles, apenas esses proprietários estão lutanto pelo direito deles de propriedade. Mesmo porque o projeto é feito pela prefeitura e não por moradores.
    Acho que a Sra. está sendo injusta antes de saber a verdade das coisas, mesmo porque eles não perderam absolutamente NADA. Tudo será construído, as habitações a Ama a creche o restaurante escola, a UBS, portanto não vejo porque a Sra. falar de ilegalidade. Um absurdo esse seu comentário.
    Abrçs

  2. Dra Raquel, somos da SABRON – Associação Amigos do Brooklin Novo, trabalhamos há 14 anos defendendo os interesses da comunidade do Brooklin, somos membros do Movimento Defenda São Paulo, temos uma trajetória de luta contra os interesse imobiliários, e gostariamos de esclarecer que estas informações não são verdadeiras e que jamais iriamos apoiar estas “manobras” a que a sra se refere. Conhecemos bem as 16 famílias, algumas são nossas associadas e temos que apoiá-las, porque seus interesses são tão legitimos como os dos moradores do Jardim Edite e garantimos que especulação imobiliária não é um deles. No projeto atual está inserido o restaurante escola, a creche, o posto de saúde e a área de lazer. Sugerimos uma reunião para melhor nos conhecer e aí sim tirar conclusões e publicá-las. Estamos à sua disposição no email acima. Cordialmente, diretoria da SABRON.

  3. Olá Cibele e Ceci,

    Obrigada pelos comentários.

    Cibele, infelizmente, como estou fora do Brasil no momento, não conseguirei me reunir com vocês. Mas gostaria muito que me passassem mais informações a respeito, assim poderei publicá-las aqui no blog e ajudar a esclarecer as dúvidas sobre o projeto. E Ceci, gostaria de saber onde está a ameaça ao direito de propriedade das 16 famílias…

    Abraços,
    Raquel.

  4. Bom Dia Raquel.
    Obrigada por me responder.

    Mas infelizmente não consigo esclarecer pelo seu blog.
    E se a Sra. está fora do Brasil fica dificil saber das coisas.
    Por isso gostaria de esclarecer “a ameça” conforme a Sra. mesma falou.
    A situação é bem diferente do que está sendo exposto.
    Grata

  5. Prezada Raquel,

    A título de esclarecimento a você e aos leitores do seu blog e cientes da importância desse veículo de comunicação, cabe esclarecer que NÃO É VERDADEIRA a informação de que parte da área desaporpriada no Jardim Edite será vendida à iniciativa privada. A área desapropriada pela Prefeitura, onde é executado o projeto de construção de 240 apartamentos, uma creche, um posto de saúde, um restaurante-escola, um estacionamento e uma área de lazer, limita-se ao terreno onde, no passado, ficava a favela. A Prefeitura chegou a estudar a desapropriação de lotes vizinhos, caso fossem necessários para a implantação do projeto, mas não o foram. A ZEIS do Jardim Edite é composta de outros terrenos além desse. Parte desses terrenos pertence a Fazenda Pública do Estado, parte ao DER, e, em outra ponto, ficam 16 casas simples, de classe média baixa. Os proprietários têm direito de vender seus terrenos a quem quiserem, porém, caso os compradores desejarem lançar empreendimentos imobiliários nesses terrenos citados, terão de respeitar a legislação municipal. Nas ZEIS, é permitida a construção apenas de HIS e HMP (Habitação de Mercado Popular). Não há nem nunca houve planos da Prefeitura de mudar essa lei.

  6. Dra. Raquel
    Com a resposta da Secretaria da Habitação a sra já possui todas as informações que poderiamos lhe passar.
    Aliás, seria a nossa sugestão: que a sra procurasse a Sehab para conhecer de perto o projeto do Jardim Edite. È um projeto muito diferenciado, feito especialmente para o local. Cordialmente, SABRON.

  7. Nos moradores da Jardim Edith (a favela) sabemos as pressões que temos…

    Como fazer por exemplo um conjunto habitacional, com 240 apartamentos, onde terá apenas 60 vagas para se estacionar, inclusive na rua, e que será dividido com os trabalhadores da região e usuarios dos equipamentos publicos.

    e olhe que na região da berrini, onde a procura por ruas para estacionar e grande.

    Na luta a Assoc. Moradores do Jardim Edith, também se preocupou-se também com toda a região, lutando pela creche, o restaurante-escola, a AMA. Uma luta diario do Presidente, o Sr. Geroncio.

  8. E pensei que vcs quisessem casas para morar! Mas estacionamento é o fim da picada! Está parecendo que são vcs que estão especulando. Valorizando assim os seus futuros imóveis.

    • Narciso,

      Da mesmo construtora que esta interresada na area tbm recebemos proposta, para “cedermos” o local, o que recusamos. O fim financeiro jamais foi nosso objetivo.

      Em todoo momento procuramos tbm qualidade de vida para todas as pessoas do bairro, inclusive a ideia do restaurante escola, para todos.

      Quanto ao estacionamente em qualquer conjunto da habitacional, prefeitura ou estado, tem estacionamento.

      Há, tbm pagaremos pelo nossos imoveis.

    • Não… Narciso, acho que vc não entendeu o que estamos querendo. Estamos lutando por moradia digna a todos, conforme determinação do juiz, todos os moradores do Jd. Edith têm direito. O estacionamento também faz parte deste projeto, não estamos querendo nada além do que foi determinado pelo juiz. E “uma piscina, uma campo de golfe, uma quadra de tênis, um campo de futebol, etc etc”, como vc se refere, não consta nesta determinação.
      É um pensamento egoísta, achar que estamos querendo “valorizar nossos futuros imóveis” só pq estamos lutando para que seja feito o que foi conquistado pela população e determinado pelo Juiz. Uma vaga de estacionamento para cada morador, não é luxo… ou será que por não sermos ricos, não somos dignos disso?

      • Eu egoísta, faça o favor. Voces invadem e ainda querem ter direitos.
        Vocês se dizem pobres e vão morar na Berrini com Espraiada , meu amigo tenha dó.

      • Tem razão o Narciso. Bom mesmo é morar de graça na Berrini com Espraiada e chamar isso de coisa justa.

        Será que tem vaga aí para alguém da classe média? Claro que não.

        E o Anônimo então: Dizer que “o Juís mandou” não é desculpa e não significa que é justo.

        O Juiz é bacana apenas porque faz cortesia com o chapéu alheio. Com o nosso dinheiro público.

        Se a decisão desses magistrados resvalasse em alguma justiça de verdade, jamais teriam se auto-beneficiado no complexo Cebolinha, no Ibirapuera, para fechar um acesso de veículos existente há décadas apenas para isolar o “bairro dos Juízes”. Tomaram patrimônio público para benefício privado. Para benefício próprio.

        Moral da história, hoje não se consegue mais contornar o Parque do Ibirapuera diretamente pela IV Centenário, porque algumas “autoridades” entendem que o bairro é sua propriedade privativa.

        Enquanto isso, de volta à Roberto Marinho, as favelas crescem soltas, os quarteirões de casas são demolidos para fazer prédios de 90 metros e a cracolândia vai se instalando no canteiro central.

        Beleza pura! Vamos defender a creche. Quem sabe o Obama não vai lá visitá-la depois …

  9. Estão tirando o que de voceis. Se estão fazendo tudo que pediram. O que mais querem morar no word trade center.
    Já vão mora na esquina mais cara de São Paulo de frente para Ponte estaida e aindfa exijem. Não consigo entender!

    • Sr. Osvaldo

      Acredito que o Sr. não tenha conhecimento do projeto aprovado pelo Juiz e nem pelos novos fatos que estão ocorrendo. Esclareço que não está sendo feito tudo o que pedimos, na verdade não pedimos nada, estamos apenas lutando para que seja cumprida a determinação do Juiz. Tudo o que queremos é que a obra esteja de acordo com o projeto aprovado e não é o que está ocorrendo. Se hoje a é a “esquina mais cara de São Paulo de frente para Ponte estaida” como o Sr, se refere, lhe digo que quando aquela população foi habitar esta região, ela não era a “esquina mais cara de SP” e a Ponte Estaiada não existia. Se a região foi valorizada posteriormente, a população não poderia ser penalizada e simplismente retirada do local, por conta da valorização do Bairro. Por esse motivo, devido as várias décadas de habitação no local, é que foi determinado pelo Juiz a construção de habitação popular no local. E esse é um direito de todo e qualquer cidadão, trata-se de direitos humanos, que se hoje, infelizmente nem sempre é cumprido e levado em consideração, é pela falta de informação à população e coragem de lutar a favor dos seus direitos.

      • Está sendo feito sim o que voceis estão pedindo tanto que estão aqui reclamando.
        Mas acho que deveriam pensar e refletir,pois o grande lance da vida é saber ceder e aceitar o que nos é dado sem termos pedido, como voce mesmo falou.
        Vivam seu propósitos e deixe que outras pessoas também sigam suas vidas em paz, aceitem com humildade quando as coisas não andam como queremos, não fiquem brigando por coisas pequenas que não vai acrecentar em nada em nossas vidas.
        Boa sorte.

  10. PODE UMA COISA DESSA? EU QUE TRABALHO DURO 60 ANOS , SÓ DEU PARA COMPRAR UM APTO XULO, AO LADO DA FAVELA ALBA…………O PESSOAL QUE INVADE AREA, GANHA APTO DE GRAÇA, ESCOLA , CRECHE, RESTAURANTE E DE QUEBRA VAI MORAR NA REGIÃO DA BERRINI E BROKLIN..C/ SEUS 8 FILHOS. Ô PAIS.

  11. Sr. Jose não pense em estacionamento, pense em suas casas… antes nem casas dignas muitos da comunidade não tinham. Qdo. moravam mais de 5 mil familias nesta comunidade tinha estacionamento???

    • Observador

      A questão não é ter ou não ter estacionamento. O que queremos é que a obra seja executada de acordo com a determinação do Juiz, e a mesma, prevê 1 vaga de estacionamento para cada moradia que será construída. Mas esta não é a questão… os novos fatos que estão ocorrendo são outros não somente este.
      Apenas para esclarecer… quando morávamos na região realmente não tinhamos estacionamento (exceto as casas que já possuiam garagem), mas tinhamos a rua e a frente das casa para estacionar, acontece que no projeto que está sendo divulgado, onde existem 60 vagas de estacionamento (tanto para moradores, funcionários da região e etc.) não existe espaço disponível no terreno com outros locais para estacionar. No caso, não estamos fazendo questão de ter estacionamento, mas de acordo com este projeto não existe qualquer outro espaço que seja possível estacionar devido a distribuição das contruções no terreno. O que quero dizer, é que antes tinhamos a rua para estacionar, e o problema é que neste projeto não teremos estacionamento suficiente e nem espaço na rua, por isso que estamos solicitando que a obra seja construída, de acordo com projeto aprovado pelo Juiz.
      E sempre pensamos em 1º lugar nas nossas casas, por isso, lutamos tanto até conseguir a determinação do Juiz.

  12. O que é ser cidadão???
    Quais seus direitos e seus DEVERES de um cidadão???
    Em geral quem se diz cidadãp só se lembra de direitos e se esquece que tem importantes DEVERES. Um dele é pagar impostos ” dai de Cesar o que é de Cesar”

  13. Sr. Anomino entendo o que o sr diz com relação as vagas de estacionamento, mas veja este problema de estacionamento é geral nesta area, noto que até mesmo os morados ali sofrem este problema, tb disputam vagas com os que trabalham por ali. Toda aquela area é 90 por cento comercial. Será que vale apena morar ali???? Noto que não tem nada perto supermercado, farmacia, açougue, feiras, e qdo há alguma destes estabelecimentos, os preços são altissimos. Já comerão em um destes restaurantes por ali é um absurdo. Será que não valeria apena morar em região mais residencial e barata???

    01

    5+{

  14. outra observação: estão querendo um restaurante escola na area. E quanto a etec ao lado da Rede globo tv, a alguns metro do conj habitacional pode ser tb um restaurante escola. Assim não precisa incluir o restaurante escola no projeto. Ai sobra lugar.

  15. Carissimos

    Vejo que vocês não estão entendendo o que realmente interessa, é claro que é importante o estacionamento, mas não é o mais importante no momento que estamos vivendo.Estamos muito preocupados com a construção de nossas moradias, visto que o projeto que nos foi apresentado pela Habis não é o mesmo que esta sendo mostrado para a imprensa.O fato da área de laser ficar no teto é muito esquisito e muitas mães estão muito preocupada, pois sabemos o quanto que é dificil lidar e controlar as crianças no chão quem dirá no “teto” de um prédio de 16 andares.Não queremos prejudicar ninguém, mas também não queremos ser prejudicados.Quando estavamos sendo praticamente jogados na rua com nossas famílias, aconteceu com alguns conhecidos nossos, sem direito a nada, somente o direito de retirarem suas coisas, ninguém se preocupou.Quando as nossas crianças estavam vivendo situações de risco eminente, em “barracos” sem esgoto, água encanada, com ratos na maioria das vezes praticamente dormindo com eles, também ninguém se preocupou.Então porque agora que conseguimos através de grande luta e união dos moradores da favela do Jardim Edith uma moradia digna, sempre lembrando que não vai ser de graça, pagaremos por ela, as pessoas estão “tão preocupadas?

    • Karem amiga.
      Vceis não foram jogados na rua não senhora pelo que sei estão morando muito bem com o aluguel social que a prefeitura lhes pagam. E vou te falar mais cuidar de filhos é obrigação sua e não de toda uma sociedade. Portanto cuide bem deles pois serão o fututo do país. Num prédio ou numa rua qualquer.

  16. ola deichen de bobagena preferturae pilantra
    esse prefeito nao vale nada voce acha que
    ele vai construir predios paraos moradores que moravan aqui esse terrenos ja aprecerao seus proprietarios
    ele tere que comprar nas maos dos proprietario
    para fazeros predio ele nao pode construir na propriedade dos outros nao vai se eludir com a prefeitura em
    a areia que pertence a prefeitura e a onde vao montar o vestuarios eles vao sercar a areia enxer de guarda
    e espera ate 5anos e voces perdera o direito
    cuiiiiiiidado fique de OLHOS BEN ABERTOS TIAU

  17. Concordo com o fato que os antigos moradores da favela Jardim Edith tem direito a moradia, porém, como trabalhadora da região vejo que o custo de vida na região onde o conjunto habitacional será construído é altíssimo. Não acho que ali seja o melhor local para a construção do conjunto habitacional. Além disso, aquela região é 90% comercial, outro fato que me faz questionar se aquele é um bom lugar para a construção.

  18. Tái. Concordo com o observador 5. Esta região não tem nada perto, mercados, feiras, farmacias e qdo tem é carrissimo. A lei da o direito de moradia a estas pessoas, mas não necessariamente naquele local. Poder ser em um outro lugar proximo dali.

  19. Só no Brasil mesmo!
    Em uma área comercial de grande valorização, será construído conjunto habitacional para famílias que no passado invadiram o terreno.
    Lógico que deveriam fazer estas moradias em local apropriado e negociar o terreno da Berrini para a iniciativa privada.
    Com o valor da transação, dá para fazer muito mais moradia!
    Além disto, o investimento comercial na Berrini traria mais arrecadação e empregos para a cidade… e isto sim que é de improtância a todos.
    Pelo histórico, não tenho dúvidas de que a maioria do povo beneficiado dará um jeitinho de passar ou locar sua moradia rapidamente por um bom preço. Alguns devem invadir outras áreas como é de praxe, pois trata-se de um ótimo negócio.
    Ainda querem vagas de estacionamento?!É piada né?
    E tem os chatinhos de plantão que se acham politicamente corretos pra defender os “coitados”…

    • Muito sensato e bem colocado, Fernando.

      Chega de distorções, seria um erro conceitual, de base, usar esses terrenos para fazer “moradias”. Vendam para fazer escritórios e o dineiro gerado indenizará com muita folga os poucos prejudicados (invasores antigos) e ainda sobrará muito para a prefeitura fazer “moradias populares” onde elas devem ser feitas, em local adequado.

      • Claro né, lugar de pobre é bem longe do centro!!!! RIDÍCULOS!!!
        Voce nao percebem os comentários preconceituosos que falam né??… a favela surgiu ali porque era um lugar que ninguem queria morar feio que alagava com córrego poluído fedido… ai tudo bem ter moradia popular… agora quando ficar bonitinho com parques ja nao serve mais pra moradia popular, tem que manda-los pra bem longe… isso chama-se gentrificaçao!!! RIDÍCULOS!!!! sempre priorizando interesses dos ricos… deixa eles ganharem também, nao se esqueçam que foram pra lá por uma falencia do estado

  20. Fernando vc tem razão. Vc acretida fiquei sabendo que tem gente q já vendeu seu apartamento antes de ficar pronto. A pessoa já recebeu 30 por cento do valor e receberá o resto quando ficar pronto.
    É isso q vai acontecer com a maioria destes apartamentos. E estas pessoas que venderam vão invadir outro terreo e ganhar em cima de novo. `
    É um absurdo.

    • Pois é isso mesmo…
      A maioria dos beneficiados irá “negociar” seu apartamento com vaga de estacionamento em plena Berrini!
      E o povo humilde que sempre trabalhou para pagar suas contas, conquistou seus bens de forma honesta e mora nos suburbios da cidade?
      Veja que no final da avenida Roberto Marinho, existe uma verdadeira industria de indenizações e desapropriações de barracos. Uma malandragem incrível!
      Quem arca por tudo isto são todas as pessoas que pagam suas contas e impostos, independente da sua classe social.

      • É isso mesmo, Fernando! já me manifestei aqui que essa situação não muda pois tem muita gente que vive disso, políticos, fiscais, “voluntários” de ONGs, professores, especuladores, construtores de barracos, etc etc … o que não é certo é defender privilégios baseados nessas verdadeiras distorções conceituais. Por que alguns precisam pagar por suas moradias, mesmo com muitas dificuldades e outros não? Só porque os atravessadores-interessados de dão bem … possivelmente.

  21. Fernando, vc tem toda a razão. Se houvesse um planejamento adequado por conta do nosso governo seria possível possível beneficiar muito mais pessoas. Imagine o IPTU que a prefeitura poderia arrecadar numa região tão valorizada quanto aquela. Claro, se a lei de zoneamento fosse alterada e o terreno fosse vendido para a iniciativa privada. Não faz sentido algum construir um conjunto habitacional naquele local.

  22. E tem outra…imagine um conjunto habitacional cheio de panos e roupas pendurados pelas janela logo ali, do lado da ponte que virou atração turística da cidade. Sei que parece preconceito mas essa é a postura que costuma ter a maioria de moradores de conjuntos habitacionais como esse. Vide o conjunto que existe ali perto mesmo, do outro lado da marginal…Sabemos tb que a manutenção desses prédios não ocorre com a frequencia que deveria. Logo os prédios estarão com a aparência horrível….Lamentavel!!

  23. O que os moradores vizinhos ao empreendimento estão pedindo é somente que seja resolvido o que será feito da vida deles. Afinal pagaram impostos durante toda a vida e terão que ficar “presos” em um local onde ninguém quer morar.
    estão presos entre terrenos estreitos que não contemplam vendas ou usos diferentes.
    Para muita gente que vê de longe o problema, deveriam visitar o local num sábado a noite e verificar a “qualidade” de vida que as pessoas tem ali. Escuridão, falta de movimento e total abandono, vivendo em meio ao lixo e os ratos que circulam por ali.

    A prefeitura poderia ser mais transparente e tomar as medidas simples que solucionariam a vida dos moradores que pagam seus impostos.

    Mas temos que engolir certas piadas, como a do Sr Geroncio que falou em audiencia pública que passou a vida toda sem pagar impostos e burros são os que pagaram.

    Vergonha da forma como se faz jornalismo e se faz politica nesse país.

  24. Observador 6

    Aí existem várias questões a serem analisadas: A prática da especulação imóbiliária, que eleva os valores dos imóveis a preços astronônomicos, que só atendem a privilegiados bolsos, portanto não dá para comparar os valores a serem cobrados das moradias populares, que serão pagas sim, os apartamentos nunca são dados, porém a maneira a ser paga é social e não especulatória, o que é justo em si mesmo. A classe média qué é a mais prejudicada neste país, deveria também iniciar uma luta! A luta pela moradia com o preço justo: Nem social, que não é o caso, nem ESPECULATÓRIO. Realmente há uma revolta nessa situação, porém considero que esta revolta não pode ser entre as classes, e sim de todas as classes (todas pertencem a mesma sociedade, nas suas especficidades) cobrando e exigindo do poder público que o mesmo seja justo para todos e construa uma sociedade para todos.
    Quanto a pessoas humildes morarem em área nobre, não vejo problema nisso. Penso que todos tem direito à Cidade, que o ideal de cidade é ser amplo, democrático e digno. Portanto se há dignidade e qualidade de vida, seja em qualquer canto da cidade, não é um aspecto humilde de moradia que irá desqualificá-la. No caso específico, por se tratar de um espaço cuja predominância é comercial, concordo com o Sr. Fernando e discordo do juiz, não é porque a favela se iniciou no local que ela tem que permanecer em forma de conjunto habitacional. Se a área é 90% comercial, ao longo do tempo ela evoluiu para essa vocação, e portanto os moradores da favela e o juiz não deveriam usar dessa memória afetiva desnecessária. De fato o lote sendo negociado pela Prefeitura, renderia unidades habitacionais a mais, talvez até próximo dali e não exatamente ali.
    Quanto aos impostos: Muitos imóveis regulares não pagam imposto(IPTU) dado a isenção da própria Prefeitura. Portanto é injusto dizer que só os moradores da Favela não pagam imposto (IPTU), o que na minha opinião é um absurdo. Todos deveriam sim pagar impostos, por menos que fosse, falando a grosso modo dentro de uma divisão mais justa de rendas, sabemos que o assunto é complexo.

  25. ten gente muita esperta neste meio que tinhao varioo barracos aqui na favela
    colocarao pessouas para receber para eles edizen ter dois ou tres apartamento

  26. Questão de ordem………essa senhorinha desde o tempo de faculdade na FAUUSP, não fazia nada a não ser atrapalhar as aulas com aquele movimento ridículo LIBELU.

  27. todos são uma cambada de safados ladrões que se houve-se uma boa vontade da população no Brasil poderiamos acabar com todos mas o povo brasileiro é muito acomodado não adianta nada ficarmos aqui escrevendo em blogs twiter facebook temos é que levantar a bunda da cadeira e irmos reenvindicar nossas causas é não ficar esperando que o proximo o faça pois talves o proximo poça estar esperando que o proximo venha fazer.’ LEVANTE O RABO DA CADEIRA SAIA DA FRETE DO COMPUTADOR E VA ATRAS DE SEUS DIREITOS POIS EU JA ESTOU INDO E TE ENCONTRO LÁ……………………………………………………………….

  28. 1.Li a “fofoca ou informaçãol” sem fonte de nossa querida e famosa urbanista e arquiteta Raquel. Gerou um BLOG e o abriu à participação pública sem ser política ou jornalista, esquecendo-se que jamais deveria falar em “escândalo iminente “no Brasil, estando no exterior sem citar sua fonte de informação a fim de dividir responsabilidade. O ponto de interrogação no final é uma fuga da responsabilidade de eventualmente estar gerando um boato ainda que sua intenção seria “abortar” que a ” classe dominante” , mais uma vez, explorasse direitos conquistados pela “classe dominada” .

    2. Li os comentários e as réplicas e tréplicas que se sucederam. É realmente surpreendente o que se está fazendo numa das áreas mais valorizadas da Cidade de São Paulo, esquecendo-se do “resto das favelas”. Felizmente, trata-se de ação limitada a um pequeno núcleo de pessoas politicamente muito ativas. Contudo, antes mesmo do projeto estar concluído, assomam desde já as incongruências de uma sociedade que vive em sistema de economia de mercado com açao ao estilo socialista. Algumas perguntas demonstram a insustentablidade do “reino da fantasia” como soluçào para a carência de moradias populares em nossa Cidade: 1. os imóveis pertencerão à Prefeitura e não poderào ser comercializados? 2. As atuais e futuras crianças que ali nascerào quando crescerem poderào permanecer no local, reduzindo o conforto e a própria higiene no local? 3. Caso ali nào permaneçam por “limitaçào imposta pela Prefeitura” o imóvel será desocupado e entregue a outras famílias carentes para morar? 4.Como será feito isso? Por sorteio? por indicação política? 5. O morador receberá a Escritura do Imóvel e poderá registrá-lo em seu nome? 6 Será em nome de quem? De todos? somente do marido e da mulher? Ou somente no nome dela? 7 Como serào regulados os direitos dos cônjuges e dos filhos? Haverá cláusula de impenhorabilidade, e de outras limitaçòes inclusive de venda? 8 Nesse último caso o imóvel não podendo ser vendido pelo titular a quem se destinará quando morrer? 9.Para evitar todos esses problemas os imóveis serào vendidos a preços acessíveis aos moradores que, completado o pagamento, receberá a escritura com todos os direitos que qualquer cidadào tem quando compra sua casa?. 10. Nesse caso, se conseguir recursos suficientes para pagar tudo de uma vez, ser-lhe-á dada a escritura definitiva?
    Esta última hipótese está descartada pois venderia o apartamento e iria morar numa casa confortável de classe média na periferia tal o valor desses apartamentos no mercado. Como isso nào pode acontecer haverá algumas restriçòes de maneira a se passarem alguns anos e o “ABACAXI” somente surgir no futuro. Lembro-me do conjunto de apartamentos populares que D. Helder Câmara conseguiu que fosse construído no Leblon. O que será que aconteceu com esse edifício?
    3. Quem sabe a Professora Raquel nos ajude a responder às perguntas acima e demonstar que essa é melhor soluçào e trazendo-nos exemplos de projetos de habitações sociais localizados em áreas de grande valorização imobiliária desenvolvidos em Paris e outras cidades francesas, já que os franceces conseguiram harmonizar as necessidades geradas por finesses, hábitos e comportamentos herdados da corte com as necessidades básicas da população sem os quebras cabeças do socialismo ditatorial. Quem não se rendeu aos bons e carísssimos perfumes, vinhos, queijos e outros produtos refinados somente acessíveis à elite econômica. Não querendo me adiantar às respostas da Profa. Raquel a nossas perguntas,, parece que a maioria dos países da Europa Ocidental, ao contrário das ex-ditaduras socialistas conseguiram uma distribuição de renda adequada por meio de educação que proporcionou aos mais pobres condições de aproveitar as oportunidades de mercado em seu favor e viver em boas condições, sem esquecer, obviamente de açòes do Estado em socorrer os que nào conseguiram o mínimo para sobreviver por meio dos mecanismos descentralizados e democráticos do mercado competitivo. Quem sabe os países nórdicos o fizeram muito bem E agora? Qual será o modelo que permitirá uma vida Educaçào e Educaçào. Caso contrário teremos salvadores tipo KADAFI Efraterna e harmoniosa com os Africanos? A resposta será Educação, E. J. Daros

  29. Pingback: “NÃO É VERDADEIRA a informação de que parte da área desapropriada no Jardim Edite será vendida à iniciativa privada”, diz Secretaria de Habitação | blog da Raquel Rolnik

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