Assim como as chuvas, as opções equivocadas de política de mobilidade se repetem a cada ano em São Paulo. Até quando?

As fortes chuvas que atingem São Paulo desde a noite de ontem já causaram mais de 120 pontos de alagamento na cidade segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) da prefeitura.

A opção de construir um sistema viário principal ao longo da várzea do rios foi um erro pelo qual toda a região metropolitana de São Paulo paga a cada mês de janeiro.

Já se tornou comum nessa época do ano vermos os rios encherem e invadirem as principais pistas de trânsito da cidade. E as consequências disso são, além das perdas materiais e humanas, um colapso na circulação.

E não se trata de uma questão de projeto de drenagem, mas de um problema causado por uma opção de política de mobilidade rodoviarista que foi tomada há décadas atrás e que hoje se percebe claramente que foi equivocada.

E o pior de tudo é que os novos projetos nessa área, como, por exemplo, o alargamento da marginal do Tietê, repetem exatamente o mesmo paradigma, ainda que já saibamos que as consequências serão funestas.

Leia mais aqui no blog sobre o assunto.

Veja também matéria da Folha Online .

5 comentários sobre “Assim como as chuvas, as opções equivocadas de política de mobilidade se repetem a cada ano em São Paulo. Até quando?

  1. Parece que todos se esqueceram que as áreas de várzea existem, justamente, para que o rio as ocupe no período de cheia, que é no verão! As duas marginais (Pinheiros e Tietê) foram construídas nessas áreas! Não se trata apenas de chuvas muito fortes, acima do normal ou do previsto para a época, mas de construir em uma área originalmente existente para alagar!

  2. Bom, cada um merece o político que tem. Os políticos que estão em SP não estão lá por acaso, vivemos num país democrático. SP é o estado que elege os piores políticos, o que menos sabe votar e a culpa é do povo, basta ver nos comentários de diversos lugares que saem notícias sobre transito a maioria insistindo por aumentar ainda mais as marginais, e reduzir espaços de ônibus, ciclovias e afins.

    A única coisa que sobra para se fazer é dizer “eu já sabia”.

  3. A “grande” imprensa encobre a responsabilidade dos governos estaduais e municipais nessa questão. Por exemplo, quando a capital paulista era administrada por Marta e Erundina, os jornais sempre usavam a palavra “enchente”. Atualmente, essa palavra simplesmente sumiu do noticiário – nas notícias de SP – e foi substituída pela expressão “pontos de alagamento”. Dessa forma, a velha mídia tenta moldar a cabeça dos paulistanos desinformados (a maioria o é).

  4. O mais triste foi ouvir dos principais candidatos a prefeito da capital na última eleição, que o mais importante dos ocupantes do cargo no passado foi Prestes Maia. Ora, Prestes Maia construiu as marginais e abriu mão de começar a construção do metro na cidade.

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