Antenas de celular e riscos à saúde: tudo acertado e nada resolvido?

Recentemente visitei um amigo que está passando por um problema sério de saúde e fiquei assustada ao saber que ele e a família precisaram mudar de casa por conta da proximidade de uma antena de celular. O que ele me contou é que a proximidade da antena piora enormemente o seu estado.

Inúmeros estudos associam a exposição a radiações eletromagnéticas a problemas de depressão, alterações imunológicas, desenvolvimento de diferentes tipos de câncer, doenças no sistema nervoso, dificuldades na reprodução, entre outros.

Sei que em várias cidades brasileiras já foram feitas campanhas e manifestações pelo controle da instalação das antenas de celular. Mas basta andar nas ruas que se percebe que as antenas continuam sendo instaladas indiscriminadamente. Em função disso, decidi buscar mais informações sobre a legislação deste setor no Brasil.

Em 2009, depois de vários anos de debate, o Congresso Nacional aprovou a Lei Nº 11.934, que dispõe sobre limites à exposição humana a redes elétricas, magnéticas e eletromagnéticas, definindo, entre outras coisas, parâmetros para a instalação de antenas de celular no país – como o compartilhamento de antenas, por exemplo.

A lei federal determina ainda que a Anatel faça medições do campo eletromagnético e torne públicas todas as informações. Procurei no site da agência tais informações, bem como as ações que estão sendo feitas nesta área, e não encontrei. Em São Paulo, uma lei estadual de 2001 (Lei Nº 10.995) também define parâmetros, mas, aparentemente, não há fiscalização…

Isso me faz questionar: será que esta é mais uma daquelas leis feitas para fingir que o problema está sob controle? Porque basta andar pelas cidades do Brasil para perceber que as antenas continuam sendo instaladas em profusão e que a  saúde das pessoas está sendo relegada a segundo plano.

4 comentários sobre “Antenas de celular e riscos à saúde: tudo acertado e nada resolvido?

  1. Foi publicada no Estadão, em 30/10/2010, uma reportagem com a seguinte manchete: “Operadora ignora multa de R$ 100 mil para antena irregular; 86% estão ilegais”. Em seguida o texto da matéria destacava: “Seis meses após a entrada em vigor da lei (15.147) que regulamentou a punição a antenas de telefonia irregulares em São Paulo, a Prefeitura não conseguiu remover nenhum dos 524 equipamentos autuados com multa de R$ 100 mil e não recebeu das empresas nenhum centavo dos R$ 5,14 milhões em infrações.” Isso quer dizer que as operadoras de telefonia móvel não estão dando menor bola para a lei, para o Poder Público ou para a sociedade. Quem vai mudar essa situação? O Pai Eterno?
    Para quem quiser ler toda a reportagem:

    • Caro amigo,

      A Prefeitura argumenta que o equipamento é caro e, como as operadoras não tiram o equipamento, a Prefeitura é que teria a obrigação de contratar empresa especializada que o fizesse!
      Vou dizer uma coisa: o Brasil deve ser o único lugar do mundo em que o indivíduo se apossa do que é público ou comete um crime e ainda se cobra o ônus (custo) da pessoa lezada!

    • Olá Raquel!

      Olha não há legislação que dê conta de nossa mania da “dar tiro no pé”.
      Neste caso – das antenas – nós é que escolhemos a telefonia móvel como modo privilegiado de nos comunicarmos. Ninguém mais!
      É simples: mais celuluares = a mais antenas, certo?
      O número de celulares no Brasil atingiu a marca dos 210,5 milhões agora em março de 2011! (veja em http://tecnologia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2011/04/20/numero-de-celulares-no-brasil-ultrapassa-210-milhoes-em-marco.jhtm).
      Estamos fazendo o jogo das teles. Elas chegaram aqui, compraram o direito de usar a estrutura estatal de telefonia fixa e, como sabiam que esta estrutura ficaria obsoleta e chegaria ao limite, semearam telefone fixo prá todos mundo sem colocar um único equipamento novo sequer!!! O governo, que nunca tem compromisso com a defesa do interesse do cidadão, privatizou a zorra toda e fez até a gente acreditar que o serviço era ruim, que queria democratizar a comunicação não chegava a todos, bláblábla´, blábláblá. E a gente acreditouuuuu!
      As operadoras, por sua vez, investiram em nos convencer de que o celular é que era o negócio dos sonhos. Os homens pegariam mais mulheres, as mães teriam seus filhinhos mais perto, e outras baboseiras implícitas nas propagandas, e… Nós, pouco críticos na hora de consumir, pinba!
      Alguém já pensou que elas vieram da Europa para cá, porque lá, embora os aparelhos de celular e as tarifas sejam imensamente mais baratas, o europeu são burros?
      Agora é esperar que a rede de telefonia fixa caia aos pedaços e a gente ache até que já foi tarde.
      Quem viver verá!

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