Minha Casa, Minha Vida: a dificuldade de atender às famílias de menor renda

Reportagem publicada hoje pelo jornal O Estado de São Paulo mostra que o grande êxito do programa Minha Casa Minha Vida tem sido na provisão de moradia para as famílias com renda familiar mensal entre 3 e 5 salários mínimos.

Para esta faixa, que antes dos subsídios disponibilizados pelo programa estava fora do mercado, já foram contratadas mais de 300 mil unidades, sendo que quase 150 mil já foram entregues.

Entretanto, do ponto de vista das necessidades habitacionais do Brasil – ou seja, considerando que mais de 80% do déficit está concentrado em famílias com menos de 3 salários mínimos de renda mensal – não é um programa com este formato que vai oferecer uma resposta a esta demanda.

Um dos seus declarados limites, que é o preço dos terrenos, só tende a piorar já que não há nenhum estímulo ou condicionalidade à adoção de políticas fundiárias, pelos municípios, que consigam diminuir a absorção dos subsídios pelo preço dos terrenos.

O programa Minha Casa Minha Vida 2, que já está sendo gestado, precisa rever sua estratégia se quiser de fato incidir na diminuição das favelas e áreas de risco no Brasil.

Para ler a notícia do Estadão, clique aqui.

Veja também:

Cartilha sobre o programa Minha Casa Minha Vida está disponível para download

Programa Minha Casa Minha Vida está avançando, mas apresenta alguns problemas


Um comentário sobre “Minha Casa, Minha Vida: a dificuldade de atender às famílias de menor renda

  1. As regularizações, acompanhadas de reformas, com repasse de dinheiro sem necessidade de retorno não tiveram sucesso. Tenho conhecimento que houve disponibilidade de recursos por parte do Governo Federal.
    Quem deixou de fazer sua parte?

    1. Municípios, com dirigentes que não se sensibilizam com as populações menos privilegiadas no quadro da economia?

    2. Organizações não governamentais, apáticas, inertes, solitárias, que não avançam na organização de espaços urbanos de grande carência de ações de recuperação?

    3. Planos Diretores manipulados, no controle sorrateiro, dos interessados na distribuição concentrada da valorização imobiliária?

    4. Ineficiência da pesquisa científica, que apresenta propostas avançadas para diversos setores de interesse público, porém sem demonstrar compreensão para as questões sociais e físicas do Urbanismo?

    Enfim, acredito que esta questão surge em momento de interesse eleitoral, mas é necessário ter atenção com mais profundidade, na continuidade, a qualquer época, como prioridade.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s