Será que agora sai a reforma da Praça Roosevelt?

Na semana passada, moradores e usuários da Praça Roosevelt se reuniram para retomar a pressão e o debate em torno do projeto de reforma da praça. Só para lembrar, o projeto foi anunciado em 2004, mas aí terminou uma gestão e começou uma nova e ele foi suspenso para ser reavaliado. Em 2006 foi licitado um novo projeto, que foi entregue em 2008. A partir daí, ele deveria ter sido implementado, mas surgiram problemas com o financiador, o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), porque o convênio com eles estaria expirando e seria preciso estendê-lo.

Agora, finalmente, parece que a licitação vai acontecer. Nesse meio tempo, em 2008, teve início a demolição da praça. E é aí que começa uma polêmica que está envolvendo inclusive os moradores e usuários. Pelo que entendi, há tanto um abaixo-assinado a favor do novo projeto, que prevê a demolição total, quanto um abaixo-assinado pela reforma, mas sem demolição integral. Me parece que a maioria dos moradores está defendendo uma reforma sem demolição. Ou seja, a reforma é consenso. Todos acham que não dá para ficar do jeito que está, especialmente agora que a praça está semi-demolida, o que piorou muito sua condição.

A praça é constituída de 5 andares construídos em cima de uma via expressa. Uma parte já foi demolida e a grande discussão agora é sobre um pentágono de 5.400 m² que os moradores e usuários que são contra a demolição querem que seja mantido. Segundo eles, o espaço é uma ágora, um teatro a céu aberto, o único em São Paulo, e poderia ser utilizado assim.

O projeto que foi elaborado prevê a demolição total do espaço e construção de outro muito mais contínuo, sem desnível e com menos espaços fechados. Os moradores defendem que esses espaços fechados embaixo do pentágono sejam transformados em bibliotecas,  telecentros, oficinas, enfim.

A primeira grande questão em torno dessa polêmica é saber o quanto foi possível aos moradores participar da construção do projeto e discutir juntos com a prefeitura, que deveria levar em consideração os pontos colocados por eles. E a segunda questão é a enorme demora com muito pouca interlocução daqueles que efetivamente estão usando a praça e tentando transformá-la em um espaço legal de convívio para todos.

5 comentários sobre “Será que agora sai a reforma da Praça Roosevelt?

  1. Como a articulista diz, a Praça Roosevelt é, antes de tudo, um edificio de 5 andares sobre uma via expressa. Mas é um complexo urbanístico que funcionou algum tempo, com estacionamentos, serviços públicos e as vias subterrâneas. Hoje, do que restou, ao nível da superficie, os usuários demonstram gostar: está com os horários todos programados para skatistas, exposições, desfiles. A população gosta da Praça.

    É inegável que qualquer edificio abandonado, sem limpeza, sem iluminação, vira covil de ratos, aranhas e marginais. Como aconteceu há tempos com a marquise do Ibirapuera, com o Jardim da Luz e tantos outros lugares publicos abandonados.

    O que não se explica é a indiferença da prefeitura, que até poderia autorizar, ou licitar, uma administração local, independente, com um conselho local, de moradores e usuários. Um arrendamento; sem dúvida apareceriam centenas de interessados! Derrubar milhares de metros quadrados de caríssima construção de grandes vãos em nome de preconceitos para que alguns grupos financeiros faturem lucros é absurdo e aumentará o caos no entorno do local.

    Há de fato muito preconceito, dirigido de forma doutrinária e confusa. Se fosse um livro já teria sido queimado. É preciso lembrar aos ‘inimigos da ditadura’ que a Roosevelt foi concebida na ultima prefeitura legitimamente eleita de SP antes da ditadura militar, a de Faria Lima. Tem inumeros espaços destinados ao público, todos adaptáveis a novas funções. A critica dessa intelectualidade conservadora é cheia de descaso, pricipalmente pelo suado dinheiro público (suado pelo contribuinte, é claro) e descaso pela verdade, pois qualquer edificio abandonado vira covil de marginalidade em pouco tempo. Até o Copan quase chegou aí, quase se transformou num São Vito ou num Edificio das Nações, mas hoje é patrimonio cultural, tombado pelos intelectuais, os mesmos que não conseguem compreender conceitos elementares de administração e vitalização de espaços públicos.

    Mas de fato Paulo Maluf e seus comparsas, que nunca foram capazes de produzir um só pensamento de utilidade publica, deformaram seu uso (fizeram até uma boate!) e criaram muitos problemas. O supermercado foi uma criação desses ineptos, desalojando o espaço destinado ao que havia de mais característico na Praça, a feira semanal, para a qual foi criado o espaço coberto de 5400m2 da praça pentagonal. A feira ainda ocorre, mas na rua lateral! Isso só demonstra a incapacidade de coordenação da prefeitura, mesmo nos dias de hoje. Na verdade e apesar das Emurbs e Cogeps as secretarias municipais são feudos politicos incomunicáveis, e a Praça precisa da ação coordenada de pelo menos dez secretarias.

    E além de tudo, demolir o Pentágono é uma ação de extremo perigo, pois a estrutura só tem UM unico pilar fixo, o central (TODOS os outros são articulados em coxins). Se estourar isoladamente UMA viga do teto o conjunto todo desaba em cima da laje do estacionamento, que pode ir caindo até chegar na Via Leste Oeste.

    Esse desperdício de dinheiro em destruir poderia ser muito melhor empregado em pintura, conservação, ajardinamento, contratação de pessoal e implantação de uma zeladoria responsável. São Paulo já tem muitos exemplos de bom senso prático, seja nas adaptações de velhas fábricas, gasômetros, ou até sobras de terreno transformados em pequenas praças, em vez de depósitos de lixo e imundicie.

  2. Já minha opinião é diferente. Por mim, a “praça” Roosevelt é um daqueles desastres da arquitetura moderna dos anos 60/70 que deveriam ser varridos para a lata de lixo da história urbanística.

    Ela deveria ser “aplainada” para reconectar os arredores, a R. Augusta e a Consolação, e convertida para uma praça de verdade, uma praça comum, com jardins, árvores, banquinhos… e, não custaria muito, algum monumento em homenagem ao presidente americano que dá seu nome à praça — Franklin D. Roosevelt, um dos vencedores da II Guerra Mundial.

  3. ESTÃO REFORMANDO A PRAÇA EM TOQUE DE CAIXA!!
    VEJO MAIS AS MAQUINAS PARADAS DO QUE TRABALHANDO…
    SERÁ QUE TEM DATA PRA ACABAR????
    OUTRTAS DUVIDAS VÃO DESTRUIR ESSE PENTAGONO, PALCO DE DROGADOS E ASSALTANTES….

    ABRAÇOS

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