Um mapa unificado do subsolo de São Paulo evitaria acidentes e transtornos

Na última terça pela manhã, por volta das 6h, o rompimento de um duto da Comgás trouxe muitos problemas para o trânsito na região da marginal do Tietê, sentido Castelo Branco. A faixa da direita foi interditada na pista expressa e o congestionamento chegou a mais de 7 km. O problema é que ninguém sabe ao certo o que temos no subsolo de São Paulo. Não existe um mapa unificado de tudo que temos no subsolo.

Uma parte dessa questão tem a ver com o fato de que nós temos diferentes concessionários operando os serviços públicos da cidade. Ou seja, não é a prefeitura que opera, são empresas concessionárias. O gás é a Comgás, a água é a Sabesp, e por aí vai. Algumas são empresas públicas, outras são mistas, outras são privadas, e todas elas operam no subsolo sem compartilhar os seus mapas. E isso é um enorme problema.

Então há muita informação que precisa ser atualizada, mapas de rede de água, de drenagem, alguns muito antigos, que foram instalados no final do século XIX. A prefeitura tem toda a competência legal e a legitimidade política para exigir que todas as concessionárias forneçam estes mapas na mesma base, com o mesmo sistema de informação geográfico para que seja possível articular essas informações e evitar acidentes como este, que são recorrentes.

Esta é a primeira parte. A segunda é equacionar os sistemas subterrâneos. Já venho comentando há muito tempo: São Paulo é uma cidade que precisa montar um sistema de galerias subterrâneas organizadas, que permitam inclusive enterrar toda a fiação elétrica que causa enormes problemas não só para a paisagem, mas também para a segurança e para a estabilidade elétrica da cidade.

Um comentário sobre “Um mapa unificado do subsolo de São Paulo evitaria acidentes e transtornos

  1. Boa tarde!

    Cara Raquel.

    Sou um “jovem” estudante de História, ex-trabalhador do trânsito de São Paulo e, em conseqüência, casado com uma Gestora da CET. Ocorre que vejo o trânsito totalmente associado à luta de classes e, pretendo, iniciar uma Tese sobre o assunto, à partir da classe operária e do pedestre, em particular. Preciso não só de seus livros mas de uma entrevista onde possa me situar, embora já tenha tudo isso “na cabeça”. Aguardo seu retorno!

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