O táxi para Cumbica está ainda mais caro. A solução óbvia são os trens, que foram prometidos desde 2007

Está ainda mais caro o táxi do aeroporto de Cumbica até a cidade de São Paulo depois de um reajuste autorizado pela Prefeitura de Guarulhos. O problema fundamental é que não existem opções de transporte até o aeroporto. A opção atual é o ônibus e o congestionamento, ou o táxi, também no congestionamento, porém mais confortável e mais caro.

Uma boa solução seria o trem, o Expresso Aeroporto, que foi anunciado em 2007, e que em 2008 foi prometido para 2010. O processo licitatório foi aberto no ano passado, foi suspenso por uma liminar do Ministério Público de Guarulhos, que depois foi derrubada. O processo foi retomado, mas nunca mais ouvimos falar sobre essa questão. Não sabemos qual é a situação, em que pé estão as coisas, se já foram apresentadas propostas ou não.

E só lembrando que o projeto do Expresso Aeroporto consiste em dois trens paralelos, um que sai da Luz e vai diretamente para o aeroporto, com uma tarifa a princípio de R$ 35,00; e um outro, paralelo, que sairá do mesmo local, realizando paradas, e irá até o Parque Cecap, Conjunto Habitacional Zezinho Magalhães Pinto. E há também a proposta do trem-bala entre São Paulo e Rio de Janeiro, que seria uma 3ª linha, já que ele teria, teoricamente, uma parada em Cumbica.

Ou seja, temos três propostas de trem para Guarulhos e, até o momento, poucas alternativas além de pagar caro pelo táxi. Existe um ônibus intermunicipal, linha 257, que custa R$ 3,80 e sai da estação Tatuapé. Mas também neste caso é preciso enfrentar o congestionamento. Vale lembrar que quase 20 mil pessoas circulam diariamente no aeroporto de Cumbica, e não porque vão viajar, mas porque trabalham lá. Ou seja, como essas pessoas chegam? O equacionamento dos trens, portanto, é absolutamente urgente e já devia ter acontecido há vários anos.

3 comentários sobre “O táxi para Cumbica está ainda mais caro. A solução óbvia são os trens, que foram prometidos desde 2007

  1. Oi Raquel

    Só um adendo, nem considero uma correção, mas acho que há um agravante do problema da espera que é a existência tão somente de uma alternativa de ônibus que e parte do Tatuapé.
    Os outros ônibus da mesma empresa, que custam quase 9X mais, os ônibus executivos, passam por diversas outras estações do metrô.
    O interesse comercial é claro. Ou seja, forçar o passageiro ao desconforto de ir até o Tatuapé e só de lá tomar o ônibus para Guarulhos. Isso faz com que consideremos uma boa ideia tomar o ônibus executivo (R$ 31,00).
    Se esse ônibus urbano, por mais simples que seja, saísse de mais pontos da cidade de São Paulo, desafogaria metrô e trabalhadores do aeroporto que não precisariam ir até o Tatuapé.
    E isso pode ser cobrado e feito independentemente do trem direto para o aeroporto (que pelo jeito também será super caro).
    Achei legal você atentar pra esse problema estrutural do transporte em São Paulo.
    Abraço

  2. outra alternativa são os carros fretados, são melhores que os taxis, apesarda prefeitura dizer que são clandestinos são otimas opçoes de cussto e benefícios, prefira os que tem empresa aberta.

  3. Prezados,
    Dentre as propostas apresentadas, entendo ser o prolongamento da Linha 1-Azul partindo do Tucuruvi, a mais sensata, porém não é a que esta sendo feita, a segunda opção teria como ponto final, no mínimo até o Brás, e que também não será feita, com esta opção da nova Linha 13-Jade chegando até engº Goulart na Linha 12-Safira que já se encontra saturada.
    Devemos ficar vigilantes, e que a ligação até esta estação seja só uma primeira etapa, e que no mínimo seja feita utilizando bitola de 1,6 m e a largura padronizada dos carros de 3,15 m iguais aos existentes, permitindo a interpenetração, pois nem conseguiram acabar com o caos da estação da Luz, e já estão “planejando” outros inúmeros transbordos na nova estação Tamanduateí com as linhas 10 Turquesa, 2 Verde, e os monotrilhos Expresso ABC e Expresso São Mateus Tiradentes, com um agravante, de que as plataformas da estação Tamanduateí são mais estreitas que a Luz, e não satisfeitos, já prevendo a expansão em linha reta em monotrilho, é assim nas linhas 2 Verde na estação Vila Prudente, com a futura ligação com a 5 Lilás na estação Chácara Klabin e o projeto da linha 6-Laranja com transbordo obrigatório entre Metrô e Monotrilho caso os usuários desejem prosseguir viagem, fazendo que tenham que fazer múltiplos transbordos provocando enorme desconforto.
    Em uma concorrência governamental recente da CPTM-SP, os valores cotados pelas montadoras, ficou nos absurdos ~80% superior aos praticados pela indústria chinesa e em relação ao fornecimento recente para a SUPERVIA-RJ e as carruagens já vieram na bitola de 1,6 m e na largura de ~3,15 m, com ar condicionado e circuito interno de TV, e sem a necessidade de se adaptar estribos nas portas (gambiarra) para compensar o vão com a plataforma, ou seja exatamente conforme as condições brasileiras, sepultando os argumentos de custo menor dos defensores deste padrão europeu de 2,9 m e bitola de 1,43 m.

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