Visitar São Luiz do Paraitinga é uma forma de ajudar na reconstrução da cidade

Neste feriado da Semana Santa, recomendei a visita a São Luiz do Paraitinga como uma forma de ajudar na reconstrução da cidade e de conhecer de perto a relação de seu povo com a religião.

Há uma região do Vale do Paraíba chamada ‘Cidades mortas do Vale do Paraíba’ (Silveiras, Bananal, Areias e a nossa querida São Luiz do Paraitinga) onde acontecem grandes celebrações da Semana Santa. É uma região que tem um Patrimônio Histórico do século XIX, do período em que o café sai do Rio de Janeiro e vem em direção a São Paulo. É muito legal, vale a pena conhecer.

E São Luiz do Paraitinga, esse ano, teve uma celebração muito especial. Um dos sinos da cidade, que foi encontrado no meio dos escombros, foi montado em cima de uma plataforma e a cidade ouviu o seu som pela primeira vez depois da inundação. Além do mais, a encenação da Paixão de Cristo misturou todo o ritual sacro da história da ressurreição com mitos brasileiros da cultura popular. A cidade preparou-se para receber novamente os turistas, que participaram da celebração da Semana Santa como uma forma de ajudar também na reconstrução de São Luiz do Paraitinga.

Quem visita a cidade entende que, na verdade, a religião em muitas cidades brasileiras faz parte do tecido da cidade. Esse é o caso de São Luiz do Paraitinga. A relação da religião com a cidade é uma das marcas de seu patrimônio.

2 comentários sobre “Visitar São Luiz do Paraitinga é uma forma de ajudar na reconstrução da cidade

  1. é verdade, estive lá, segui os andores, os cachorros de rua também seguiram, vi a paixão; são luiz está bem interessante nesse momento de atualização histórica, por onde se anda se fala sobre os acontecimentos, as providências, a falta de informação segura sobre as providências públicas, muitas dúvidas e perguntas no ar… por que a cdhu desmonta um morro e aterra a vérzea do rio turvo? por que foi escolhido um terreno que põe em risco iminente a paisagem histórica da cidade, parte do patrimônio? por que nada se faz em relação à mata ciliar inexistente em toda a bacia do paraitinga? por que, em vez disso, se fala em construção de barragens???
    e, para registrar, presenciei o momento em que benito campos falou para a anna beatriz e o galeão do iphan sobre a paisagem sonora alterada e deu a idéia de por os sinos em funcionamento. um abraço!

  2. Plano Diretor Participativo de São Luís do Paraitinga.

    Prezada Dra Raquel Rolnik; em primeiro lugar quero dizer o quanto tenho de admiração intelectual pelos seus trabalhos publicados e ações em prol do urbanismo e planejamento no Brasil. Tenho também escrito através de publicações pela UNESP de Bauru ( onde sou professor e pesquisador em Planejamento Urbano e Regional) sobre a importância do Ministério das Cidades, a Campanha Nacional dos Planos Diretores Participativos e do próprio Estatuto da Cidade, elementos fundamentais para o desenvolvimento sustentável e saudável de nossas cidades e que teve muito da sua atuação para o fortalecimento. Informo que tive o prazer de mediar entre 2005 e final de 2009, através da extensão e pesquisa na UNESP o Desenvolvimento de nove Planos Diretores Participativos em cidades de baixo IDH do estado de São Paulo, desasistidas de corpo técnico e relegadas a segundo plano nas discussões do planejamento; uma dessas cidades em que mediamos e formamos gestores para o PDP foi São Luís do Paraitinga.
    Sob várias questões, o desenvolvimento do PDP de São Luís do Paraitinga foi Emblemático; pela intensidade e profundidade da discussão participativa, urbana e também rural ( nesse quesito talvez seja um dos planos mais aprofundados no Brasil); a questão do patrimônio Cultural ( material e imaterial); a questão Social, questão Ambiental que diagnosticou ( nas leituras comunitárias) e propos diversas formas de mitigação às diversas formas exploratórias que a região das “Cidades Mortas” passou no tempo, e culmina hoje com o avanço da monocultura do eucalípto sobre as pequenas propriedades rurais.

    Vale a pena conhecer o Plano Diretor de São Luis do Paraitinga; que entre outras funções sociais está permitindo mesmo nesse momento de crise, e de ações emergenciais, que elas tenham boa coordenação e não perca o rumo, exemplo disso é que mesmo a CDHU, sem possuir uma tipologia específica de casas populares pensadas para terrenos ingremes, o que de fato prejudica melhores condições de assentamento habitacional, pudesse implantar cerca de 150 moradias para as famílias mais carentes que perderam suas casas na enchente, numa área central, próxima dos equipamentos públicos, já interligadas com as infra-estruturas, com acesso fácil à praça central; portanto uma área pensada para propiciar inclusão social e não a exclusão das famílias dos benefícios da cidade; Uma área definida no PDP com ZEIS.

    Prezada Dra Raquel Rolnik, muito nos honraria ter sua visita para um diálogo sobre São Luíz do Paraitinga, talvez em uma das inúmeras audiências públicas que estão sendo realizadas na praça pública de São Luís do Paraitinga, sobre seu PDP e a gestão do mesmo em meio a esta crise e oportunidade. A UNESP está muito presente nesse trabalho, com 11 frentes de trabalho e cerca de 40 bolsistas de extensão nos mesmos; na área de Gestão do Planejamento, desenvolvimento econômico e social, psicologia, manutanção de estradas rurais e pontes, hidrologia, tecnologia da madeira, estatística, documentação e memória, direito público etc.

    um abraço.

    Prof. Dr. José Xaides de sampaio Alves.
    josexaides@faac.unesp.br

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