Olimpíada e Copa trazem prejuízo social

Reportagem de Jamil Chade publicada em O Estado de S. Paulo no dia 5 de março. Para ler a versão no papel, com infográfico sobre as Olimpíadas, clique aqui.

A organização de Copas do Mundo e Jogos Olímpicos causou a expulsão de milhares de pessoas de suas casas e, na grande maioria dos casos, teve impacto negativo sobre a situação de moradia para a população. A conclusão é da ONU, que apresenta hoje, em Genebra, seu primeiro relatório completo sobre o impacto de megaeventos esportivos sobre a vida das pessoas nas cidades que os sediam e desfaz o mito de que apenas trazem benefícios à população.

No caso do Rio de Janeiro, alerta o estudo, a ameaça de expulsão de moradores de áreas que serão usadas para os Jogos de 2016 é real e o governo terá de dar uma solução.

O trabalho de elaboração do levantamento coube a uma brasileira, Raquel Rolnick, relatora das Nações Unidas para o Direito à Moradia e hoje uma das principais especialistas mundiais na questão. A ONU buscou contato com a Fifa para tratar do assunto. Sequer foi recebida. “Experiências passadas mostram que projetos de reurbanização adotados para a preparação de eventos resultaram em violações extensivas de direitos humanos, em especial o direito à moradia””, alertou Rolnick em seu documento, que será apresentado hoje a governos de todo o mundo.

Expulsões, encarecimento de moradia, falta de alternativas e pressão sobre os mais pobres, que acabam empurrados para as periferias, têm sido algumas das marcas mais características das Copas e Jogos Olímpicos. Para a brasileira, os benefícios econômicos desses eventos não são distribuídos de forma adequada à população e o legado “é longe de ser positivo””.
“Velhas disparidades parecem se exacerbar diante de um processo de regeneração e embelezamento das cidades””, afirma. “As consequências de longo prazo de megaeventos incluem fatos preocupantes.””

Os exemplos citados pela ONU são inúmeros. Em Seul, em 1988, a Olimpíada afetou 15% da população, que teve de buscar novos locais para morar – 48 mil edifícios foram destruídos. Em Barcelona, em 1992, 200 famílias foram expulsas para a construção de novas estradas. Em Pequim, a ONU admite que 1,5 milhão de pessoas foram removidas de suas casas. A expulsão chegou a ocorrer em plena madrugada. Moradores que se opunham foram presos.

Outra constatação é a alta nos preços de casas. Em Seul, a inflação foi de 20% nos oito meses anteriores aos Jogos. O preço da terra subiu 27%. Em Barcelona, a alta foi de 131% nos cinco anos antes da Olimpíada, contra mais de 50% em Sydney. Em Atlanta, 15 mil moradores foram expulsos de suas casas em 1996 e a inflação no setor imobiliário passou de 0,4% para 8% no ano dos Jogos.

Para Londres/2012, as áreas próximas aos locais dos eventos já sofrem inflação quatro vezes maior que a média nacional.

Em relação à Copa da África, a relatora alerta que os compromissos do governo de proporcionar ganhos sociais com o evento não estão se confirmando. O orçamento para isso é baixo e a Fifa sequer aceitou falar com Raquel sobre o assunto. A ONU pede que a entidade modifique seus critérios para a escolha da sede das próximas Copas. Não houve resposta.
JOGOS DE 2016

Para a Olimpíada do Rio, a ONU já alerta para possíveis violações ao direito à moradia. Um dos problemas seria a Vila do Autódromo, que poderia ter seus moradores expulsos para as obras do evento. Outra preocupação é com relação à falta de informação sobre compensações que moradores de algumas áreas terão de receber.

OS IMPACTOS NA HABITAÇÃO

1988 – Olimpíada de Seul
Em Seul, 15% da população foi violentamente expulsa e 48 mil edifícios foram demolidos em 1988 durante a preparação dos Jogos Olímpicos. A especulação imobiliária aumentou em mais de 20% o valor dos apartamentos e em mais de 27% o de terrenos

1992 – Olimpíada de Barcelona
Duzentas famílias foram despejadas para abrir caminho para a construção de novas rotatórias e outras adaptações urbanísticas antes do Jogos Olímpicos de 1992. A especulação imobiliária em torno dos Jogos resultou num aumento de 131% no preço dos imóveis

1994 – Copa do Mundo dos Estados Unidos
Em Dallas, cerca de 300 pessoas foram expulsas de suas residências por causa da preparação para a Copa do Mundo 1994

1996 – Olimpíada de Atlanta
Em Atlanta, em torno de 15 mil residentes de baixa renda foram expulsos da cidade por causa dos Jogos. Cerca de 1.200 unidades de habitação para os pobres foram destruídas em nome dos Jogos

2000 – Olimpíada de Sydney
Em Sydney, os relatórios indicam que cerca de 6 mil pessoas foram desalojadas na preparação para os Jogos Olímpicos de 2000. A especulação imobiliária em torno dos Jogos elevou em 50% o preço dos imóveis

2008 – Olimpíada de Pequim
Projeto envolveu realocação de moradores em larga escala. Foram relatadas denúncias sobre despejos em massa, por vezes conduzidos por homens não identificados. Cerca de 1,5 milhão de pessoas foram deslocadas

2010 – Copa da África do Sul
Mais de 20 mil moradores foram removidos e transferidos para áreas empobrecidas da cidade. O ministro da Habitação observou que os planos de construir milhares de casas de baixo custo poderiam ser afetados por mudanças nas demandas do orçamento na preparação para a Copa de 2010

2010 – Jogos da Commonwealth de Nova Deli
Em Nova Deli, na Índia, 35 mil famílias foram expulsas das terras públicas na preparação para os Jogos

2010 – Olimpíada de Inverno de Vancouver
Em Vancouver, mais de 1.400 unidades habitacionais de baixa renda foram perdidas em relação à especulação imobiliária gerada pelos Jogos Olímpicos de Inverno de 2010

2012 – Olimpíada de Londres
Na capital da Inglaterra, sede dos Jogos de 2012, que antecedemo os do Rio, o preço médio dos imóveis no entorno olímpico aumentou mais de 3%, enquanto no restante da cidade os valores caíram aproximadamente 0,2 por cento

2016 – Olimpíada do Rio
No Rio de Janeiro, diversos assentamentos informais estão sob ameaça de despejo, por causa da construção de instalações esportivas para a realização dos Jogos Olímpicos de 2016

32 comentários sobre “Olimpíada e Copa trazem prejuízo social

  1. É isso ai Raquel, parabéns, bote a boca no trobone e o dedo na ferida. É preciso mostar o outro lado da moeda desses grandes eventos esportivos mundiais. É necessário mobilizar a sociedade brasileira para minimizar ao máximo os impactos negativos da Copa 2014 e das Olimpíadas 1016.

  2. bonjour,

    statistiquesà l’appui, vous faites la démonstration que les grands événements sportifs de la planéte ne profite de manière générale qu’à une frange minime de la société.Ok les infrasctrures se développent, les transports se développent mais au détriment des plus pauvres. En effet quand on voit ce qu’est devenu le barrio chino de BARCELONE en 1992, on est en droit de se demander ce que sont devenus ces habitants. rien à redire sur les réhabilitations mais malheureusement, elle ne profite pas aux anciens habitants qui se retrouvent alors déplacés et remplacés par des personnes aux revenus plus conséquents.

    Les jeux de toutes sortes justifient toutes les politiques discriminatoires vis à vis des plus pauvres et montrent une image asseptisée et fausse des pays organisateurs.
    A quand les premiers jeux ou coupe du monde social et environnemental.

    Cédric

  3. Hello,

    Congratulations for your work.

    I am Italian architect/photographer and am interested like you are in large scale population movements and crowds, if you need some illustrations in a specific project let me know.

    I am also at the base of an initiative called extrattitude.com

  4. Nota -se que o dinheiro faz a cabeça dos tontos que governam pelo prazer da emoção e não pela razão. Atençãoo senhores governantes emotivos parem de brincar com coisas sérias e prestigiem o brail com um governo decente.

  5. Parabéns! Ótimo trabalho Raquel, muito interessante e alarmante. Um lado dos jogos que certamente eu, e muito desconhecíamos.

    Um abraço!!

  6. Vamos ficar de olho no que vai acontecer nas 12 cidades brasileira que sediarão o sjogos da Copa! Raquel, se tiver algo sobre os impactos na mobilidade urbana resultante desses eventos publique também!

    Tou fazendo doutorado com a Arlete Moysés sobre o tema!

    Parabéns,
    Renata

  7. Rachel,

    Em Porto Alegre, temos denunciado e entrado com algumas ações na Justiça em razão de projetos mirabolantes sequiosos de conseguirem recursos do PAC da Copa, e passando por cima de todas as considerações de ordenamento urbano, racionalidade viária, proteção ambiental.
    ESses despautérios, só dizendo assim, têm obtido apoio da prefeitura da cidade, do governo do Estado, da Câmara Municipal, da Assembléia Legislativa.
    Entre as ações empreendidas aqui, no Sul, temos uma em âmbito federal contra os clubes Grêmio e Internacional, a prefeitura, a Câmara e o Ibama por se omitir na defesa do meio ambiente, em relação a macro-projetos desses clubes que visam a especulação imobiliária para sustentá-los.
    Há também a proposta de inviabilizar a operação portuária no cais Mauá, área do Centro Histórico de Porto Alegre, construindo prédios de 100m de altura, estacionamento de 5 mil carros e outras sandices que inviabilizarão o fluxo do tráfego, apenas para alcançar os dinheirinhos do PAC da Copa, e desmontar o transporte hidroviário para deixar o campinho livre à indústria do pedágio (em que o RS foi pioneiro) e ao rodoviarismo exclusivo.
    Tudo em nome da Copa! Essa estratégia tem como centro o Ministério das Cidades, que julga a legislação ambiental um atraso para a construção, assim como as ações da Funai e do Ibama.
    Quanto os pobres… estão tendo regularizados lotes de 20metros quadrados! enquanto os empreiteiros constróem apartamentos de 1 milhão por unidade. Em benefício do embelezamento para a Copa, evidentemente.
    Tania Jamardo Faillace
    escritora e jornalista
    delegada do Forum Regional de Planejamento 1

    • Estamos passando por esta loucura, estão tentando construir um tunel em São Paulo ligando A Roberto Marinho a Rodovia Imigrantes (operação urbana Agua Espraiada) estamos correndo , pois houve algumas alterações no projeto e estão deixando muitas pessoas preocupadas, pois todos sabemos , pois no caso de desapropriação só recebemos uma parte em dinheiro o restante em divida pública que poderemos receber em 20 anos isso se o governo quiser pagar, peço a sua ajuda em divulgar nosso blog – http://tragediasocialjabaquara.blogspot.com/
      e-mail http://www.naodesapropriacao@gmail.com

      Atenciosamente,

      Zuleide

  8. Renata

    Aqui em Porto Alegre já aconteceu. José Fogaça, o prefeito, passou de mão beijada um terreno público para o Internacional, clube de chutadores de bola, q por sua vez o passará a OAS para pagar as reformas de seu circo.
    Bandalheira pouca é bobagem. Isso é só o início.
    E Lula, o desbundado, ganhará como recompensa da direita raivosa, a quem ele serve tão bem com essa lambança, uma sonora vaia, como a q levou no PAN.
    Quando as lideranças e o povo de um país mão tem senso de prioridade e não conseguem hierarquizar as demandas, as coisas só vão de mal a pior.
    E o q surpreende é q quem ñ consegue perceber as nossas prioridades é justamente alguém como o Lula, que passou tantas provações. Parece q sua experiência pessoal ñ lhe serviu para tentar se colocar no lugar dessas pessoas, q fatalmente serão atingidas por esse sonho besta e triunfalista, de fazer o Brasil sediar esses questionáveis eventos.
    Fique de olho em Porto Alegre, uma cidade que desabou meteoricamente da condição de ser reconhecida mundialmente como alternativa ao neo liberalismo, para uma posição de covil de todo tipo de salafrário. Vc terá material a farta para seu doutorado.

    Eugênio

    • O Eugênio equivocou-se. Quem ganhou o terreno do prefeito Fogaça, foi o Grêmio Futebol Clube, na zona Sul da cidade. Antes, porém, o prefeito havia brindado a Federação Gaúcha de Futebol com uma área de 5mil metros quadrados na avenida Ipiranga, área nobre da cidade.

      Conhecemos toda a história, em detalhes, desde o final de 2008, quando foram apresentados os primeiros esboços ao Forum Regional de Planejamento 1, instância de participação social de Porto Alegre.

      A área do Humaitá onde se se pretende construir a Arena do Grêmio, foi cedida pelo governo do Estado, que, para isso está desalojando duas escolas do local. Essa área é também uma área de preservação permanente – um banhado. Para coroar o episódio, a Arena do Grêmio compreenderá também vários espigões erigidos no cone de decolagem e aproximação dos aviões do aeroporto Salgado Filho e V Comar, como já foi denunciado. Se o absurdo for concretizado, não precisaremos, daqui a algum tempo, invejar a fama das torres gêmeas do World Trade Center.

      Esse projeto esdrúxulo será garantido pela venda do estádio Olímpico à OAS com aval do banco Santander, um daqueles que se envolveram, na Europa, com a bolha hipotecária norteamericana. No lugar do Olímpico, bairro Azenha, se ergueriam espigões de luxo de 72m de altura, dentro de um bairro de baixa altura e população de classe média e trabalhadora, com as conseqüências que se imaginam.

      O artífice do enredo é o político, empresário e esportista Paulo Odone, que recentemente, renunciou ao cargo de Secretário da Copa 2014 no governo da dona Yeda Crusius, para concorrer novamente a um cargo legislativo.

      Os jovens, porém, ainda necessitam de um empurrãozinho do BNDES, que, nós, ativistas ligados ao controle social do planejamento da cidade e à defesa do meio ambiente, esperamos que não ocorra.

      Dia 22 de abril, haverá uma audiência pública para discutir o EIA-RIMA do empreendimento, que será apresentado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Essa audiência será realizada no bairro Humaitá.

      Tania Jamardo Faillace
      escritora e jornalista
      delegada do Forum Regional de Planejamento 1

  9. Raquel entendo que estes grandes eventos vão para um país como o nosso com estrutura deficitaria , deixa mais dinheiro para as empresas acabando com o social dos mais necessitados.

  10. A copa e as olimpíadas podem sim, ser um prejuízo social e econômico ao país, porém, isso só ocorrerá se muito mal administradas. A partir disso, afirmar que copas do mundo e olimpíadas necessariamente acarretam prejuízo já é um pouco demais. As mais bem sucedidas olimpíadas da história(Barcelona em 1992) acarretaram à cidade: Revitalização de sua zona portuária, que virou um baladado complexo comercial e turístico, e casa de diversos monumentos históricos. Transformação de sua fama de apenas polo de negócios para tornar-se o principal destino turístico do país e criação de infraestrutura de apoio, como hotéis de luxo e cerca de 200 quilômetros de metrô. Não que os hotéis de luxo façam muita diferença na cidade do Rio(que já possuí inúmeros), no entanto 200 quilômetros de metro com certeza melhorariam a infraestrutura da cidade, isso sem mencionar a oportunidade de consolidação de um turismo permanente.

  11. Eu concordo com o Marcos que os eventos esportivos em si, nao sao o problema e sim, a ma administracao e a corrupcao que isso acarreta.
    E discordo com o Joao Luiz de que os benificios sao so para quem grana porque o turismo gera empregos tambem para os pobres.
    No entanto, entendo perfeitamente e tambem me revolto com os maleficios que os eventos geram num lugar principalmente como o Brasil onde nao ha um senso de coletividade e, principalmente, muitos danos causados ao meio-ambiente.
    Agora, eu ja estou saturada de tudo que acontece no Brasil ser culpa do Lula ou de qualquer outro presidente! Todos os individuos sao responsaveis e e muito facil por a culpa no Lula por corrupcoes que certos prefeitos ou donos de clubes estao cometendo. O Lula conseguiu uma grande coisa que e sediar dois grandes eventos com muita publicidade boa para o Brasil. Todos os meus amigos estrangeiros estao me perguntando se podem vir para a copa e para os jogos olimpicos e isso e algo muito bom.
    Se sediar eventos esportivos fosse tao ruim, porque lugares ja tao valorizados como Londres estaria interessado em sediar um?
    O grande problema e a mentalidade de alguns e os grandes problemas sociais que o nosso pais ja enfrenta. A corrupcao e que deve ser combatida!!!

  12. Pingback: Evento é vento « Almanakut Brasil

  13. Parabéns, Raquel. Admiro seu trabalho há tempos. Pelo que me parece a comunicação na qualidade de relatora da ONU foi enviada em Dezembro. Já estamos no final de Abril. Será que a Dilma é autista?

  14. ola Raquel,

    Gotei muito do seu artigo aqui escrito e gostaria de saber o que você acha da super valorizão dos imóveis hoje na cidade de São Paulo e sua possivél desvalorização depois da copa ?

  15. Não posso deixar de compartilhar a minha preocupação referente à copa 2014. Ou o que ela vai deixar de prejuízos para os brasileiros. Raquel, parabéns e Leve esta bandeira em frente, pois a situação vai ser calamitosa em muitos setores.
    Olhem para 1978, Copa da Argentina, aniquilou a economia e finança argentina. Quem pagou a conta foi Saúde, educação, Infraestrutura…
    O Brasil não tem rodoviária e nem aeroporto.Mas vai sediar a copa, isso é revoltante…

  16. Raquel
    Boa tarde,

    Aproveitando o assunto, gostaria que se possível você comentasse à respeito da seguinte notícia que houve falar ” depois da copa do mundo aqui no Brasil em 2016 os preços dos imóveis aqui no País irá despencar os preços” essa informação procede? Pois tenho uma irmã que estuda Engº Cívil e os professores dela que comentou à respeito, poderia me passar algo à respeito?

    Certa de sua compreensão.

    Raquel Soares de Arruda

  17. Eu odiei isso tudo que vocêis coemntaram é tudo o O.. Deixa o povo fazer o que quer vcs n tem nada a ver com isso. Burros..

  18. GUARUJÁ NÃO TEM ORÇAMENTO E DESEJA CONSTRUIR ESTÁDIO PARA COPA QUEM PAGARÃ A MANUTENÇÃO APÓS A COPA.
    GUARUJÁ NÃO TEM INFRA ESTRUTURA ESPORTE ,NÃO TEM HOSPITAL E SEGURANÇA DESEJA ESTÁDIO. BASTA

  19. Bom, apenas tolos ou idiotas estão apoiando está insanidade! A desculpa é o tal de legado da Copa e Olimpíada! O que estes governantes corruptos chamam de legado chamo de obrigação! A realização dos eventos apenas dão facilidade para desvios de dinheiro público! E um ex presidente muito popular entrará para a realizaçãohistória como o responsável pelos prejuízos!

  20. parabens pelo trabalho real mente essa coisa de acaba com a moradia do soto e uma palhasada mas uma vez parabens

  21. fico feliz quando vejo alguém defender com garras as negligências q administradores cometem, vi aqui pessoas defendendo a copa a todo custo alegando q ñ traz só prejuízos pra população, um emprego para o brasileiro é necessário, caraca qm vai trabalhar nas construçoes e reformas, o presidente da FIFA? a DILMA? qm defende só conhecem pela frente, enquanto por trás tem as desgraças, policiais em São Paulo estão morrendo todos os dias kd a segurança? parabéns Raquel seu trabalho é muito bom.

  22. É isso aí Raquel devemos procurar nossos Direitos e Deveres,não é justo tem que ter alguem para brigar pelos pobres.

  23. essas construções estão ameaçando as moradias das pessoas, que pagam seus impostos direito para ter seu direito regulamente mais acabam sendo enganados por representantes do poder público.

  24. Os poderes públicos mesmo na crise querem ganhar/tentar ganhar dinheiro não para nos beneficiar e sim para cobrir seus gasto e tirar seu cachê.

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