Copa de 2014 pode deixar legado positivo se recursos forem usados para melhorar o transporte coletivo

Na semana passada uma comissão da Fifa esteve no Rio para avaliar os projetos das cidades que irão receber os jogos da Copa do Mundo de 2014. São Paulo deverá ser uma das escolhidas e poderá se beneficiar do legado da Copa.

A cidade já passou por uma transformação semelhante em 1963, quando recebeu a quarta edição dos Jogos Pan-americanos. As obras, na época, foram inteiramente custeadas pela Prefeitura.

A Vila Pan-americana, para 2,8 mil pessoas, por exemplo, se transformou no Conjunto Residencial da USP, o Crusp. A raia olímpica, que agora está sendo discutida porque querem tirar o muro que a separa da marginal, foi construída para os jogos e depois se transformou em um equipamento permanente bastante utilizado.

Na época, o prefeito era o Prestes Maia, e a cidade aproveitou os investimentos que havia recebido para celebrar o 4º Centenário, em 1954. O parque do Ibirapuera, com suas estruturas esportivas, foi totalmente mobilizado para os jogos. E, uma curiosidade, a Praça Panamericana tem esse nome em homenagem à celebração desses jogos.

Na Copa do Mundo não haverá vila olímpica, mas a expectativa é que ocorram mudanças, principalmente na área de mobilidade. Porém agora o gato subiu no telhado, pois a proposta inicial de que os estádios seriam feitos inteiramente com dinheiro privado e que os recursos públicos seriam destinados para melhorar a mobilidade, principalmente o transporte coletivo, parece sujeita a alguma ameaça.

2 comentários sobre “Copa de 2014 pode deixar legado positivo se recursos forem usados para melhorar o transporte coletivo

  1. Mas como assim… “pode ser que deixe legado”?
    Como fazer que a matéria seja afirmativa?
    Se fosse pra valer não tinha que começar desde já?
    Como funcionam essas coisas que misturam política e planejamento? Não me parece que obras desse porte possam começar em cima da hora. Quando tem tempo pra fazer licitação o buraco afunda, como vimos na estação de metrô na marginal Pinheiros.
    A toque de caixa, obras dessa natureza certamente vão comprar trilhos cuja bitola vai ser diferente da dos trens (ôps! alguém aí falou em metrô e trem?)
    Raquel, entre nos bastidores dessa conversa que não pode ser pra boi dormir….
    Nina, do alto rio Juruá, onde gasolina custa R$ 4,00 o litro e o rio é a melhor opção de estrada…

  2. Não é novidade que o poder público só se lança para resolver ou amenizar os graves problemas das metrópoles ante a possibilidade de sediar eventos de grande envergadura.
    No caso da Copa de 2014, já estando garantida a escolha de nosso país, a União, os Estados e os Municípios devem – desde já – implementar soluções viáveis, econômicas e abrangentes para o problema do transporte.
    Se existe um binômio que denigre ou eleva a imagem de uma cidade é transporte-segurança.
    A Copa do Mundo vai capitalizar grandes receitas, decorrentes desse turismo esportivo. Por que não mobilizar esforços para transformar o evento em um marco na solução viária e de transporte de massa, provando que somos dignos de novas candidaturas?

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