O lazer humaniza o espaço urbano

Propomo-nos analisar a partir de um enfoque urbanístico o lazer e suas conexões com a cidade e como elas se articulam entre si. Para esta abordagem utilizamos o conceito de lazer no sentido estrito, limitado de tempo do não-trabalho ou, até, em oposição ao trabalho.

Sabemos que essa concepção de lazer é contraditada pelo estilo de vida da nossa época em que prevalece, além de uma espécie de hedonismo de massas, a necessidade de conquistar o lazer a qualquer custo, da luta por um corpo feliz e saudável que requer empenho e esforço tão intensos quanto o trabalho.

A idéia da malhação, de ficar o tempo todo em movimento para estar energizado e feliz, na verdade, comporta a noção de trabalho e de produção muito intensa. Não é possível, hoje, imaginar o lazer como uma vivência simples, algo oposto ao trabalho, quando o lazer é reduzido ao consumo de mercadorias de prazer, mercadorias culturais, mercadorias turísticas.

Após esse comentário preliminar, concentrar-me-ei na relação entre lazer e espaço urbano. Essa conexão poderia ser explicada desde vários ângulos, mas a visualizaremos de uma maneira mais prosaica: a cidade possibilita ou impede a fruição do tempo livre? Se, por exemplo, ao dirigirmo-nos a um parque ficamos presos em um congestionamento durante quatro horas, estamos diminuindo radicalmente o tempo para relaxamento, para o lazer.

Nesse sentido, quando a cidade se transforma em um lugar absolutamente inóspito, sem qualquer possibilidade de prazer, ao invés de um lugar onde as pessoas se sintam inseridas na harmonia de uma comunidade urbana, o lazer estará restrito a espaços e tempos determinados. Essa situação agrava-se ainda mais porque não se vive o lazer de forma abrangente, como uma idéia de prazer percorrendo o cotidiano, inclusive o tempo de trabalho e o dedicado às atividades necessárias para a sobrevivência.

O artigo na íntegra está disponível aqui.

Um comentário sobre “O lazer humaniza o espaço urbano

  1. O desenvovimento da cidade para atender as demandas da classe trabalhadora, que em sua não grande maioria não esta incluida nos oasis, em codominios fechadaos que mais parecem prisões de luxo, é uma luta que precisa ser ampla na mobilização, capaz de convencer diversos setores para enffrentar a lógica privatista da vida humana, da cidade. Precisa se apresentar como uma nescessidade social geral, que de fato é. Para isto temos nos envolver enquanto trabalhadores e militantes, envolver os que excluidos pela cidade se tornam “donos das ruas”, que são obrigados a tornar a cidad e seus espaços multifucionais. Precisamos envolver as juventudes, precisamos saber apreender com os mais experientes, precisamos dialogar com a ciência sem nos dobrarmos aos ritos da academia.

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