Segundo o Departamento de Indústria da Construção da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), o Brasil precisa de R$ 3 trilhões para construir 23 milhões de moradias até 2022 e, assim, suprir seu déficit habitacional. A informação é de matéria da Folha Online publicada hoje.
Se a solução para o déficit habitacional no Brasil fosse apenas dinheiro para construção de casas, até que seria fácil, já que o crédito disponível no mercado para aquisição/construção de moradia vem aumentando significativamente nos últimos anos.
A questão, no entanto, é bem mais complicada que isso. Infelizmente, o modelo atual de desenvolvimento urbano no Brasil não tem a mínima capacidade de gerar áreas urbanizadas com qualidade urbanística e acessíveis para a população que mais precisa.
Leia abaixo a matéria:
País precisa de R$ 3 trilhões para suprir deficit habitacional
CAROLINA MATOS
DE SÃO PAULO
O Brasil precisará de R$ 3 trilhões até 2022 para construir as 23 milhões de moradias necessárias para suprir seu deficit habitacional, de acordo com o Deconcic (Departamento da Indústria da Construção) da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).
A estimativa foi apresentada em São Paulo em entrevista a jornalistas para apresentação da 19ª Feicon Batimat (Feira Internacional da Construção) que acontece de 15 a 19 de março na capital paulista.
Além disso, o Deconcic prevê que, no mesmo período, sejam investidos R$ 2 trilhões em infraestrutura, em recursos tanto públicos quanto privados. O Brasil, de acordo com o departamento da FIESP, está abaixo da média mundial em qualidade geral de infraestrutura, com nota 3,8. A média global é 4,3, em uma escala que vai até 7.
“Não sabemos planejar, infelizmente. Vamos ter que aprender urgentemente para fazer uma Copa e uma Olimpíada brilhantes”, diz Maria Luiza Salomé, diretora do Deconcic.