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		<title>Pinheirinho não é um caso isolado</title>
		<link>http://raquelrolnik.wordpress.com/2012/01/27/pinheirinho-nao-e-um-caso-isolado/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 18:00:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelrolnik</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[remoções forçadas]]></category>

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		<description><![CDATA[Veja a entrevista concedida à Folha de São Paulo na edição de hoje sobre o Pinheirinho e a questão das remoções no Brasil. Ação no Pinheirinho viola direitos, diz relatora da ONU Eleonora de Lucena São Paulo   O processo de reintegração de posse de Pinheirinho viola os direitos humanos. É preciso suspender o cerco [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=raquelrolnik.wordpress.com&amp;blog=7847016&amp;post=5457&amp;subd=raquelrolnik&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Veja a entrevista concedida à Folha de São Paulo na edição de hoje sobre o Pinheirinho e a questão das remoções no Brasil.</p>
<p><strong>Ação no Pinheirinho viola direitos, diz relatora da ONU</strong></p>
<address>Eleonora de Lucena</address>
<address>São Paulo</address>
<address> </address>
<p>O processo de reintegração de posse de Pinheirinho viola os direitos humanos. É preciso suspender o cerco policial e formar uma comissão independente para negociar uma solução para as famílias.</p>
<p>A opinião é da relatora especial da ONU para o direito à moradia adequada, a arquiteta e urbanista Raquel Rolnik, 55, que enviou um Apelo Urgente às autoridades brasileira pedindo explicações sobre o caso. Para ela, professora da FAU/USP, o país caminha para trás no campo dos direitos humanos e a pauta da inclusão social virou &#8220;sinônimo apenas da inclusão no mercado&#8221;.</p>
<p>Nesta entrevista, ela avalia também o episódio da cracolândia. Faz críticas do ponto de vista dos direitos humanos e da concepção urbanística. Rolnik aponta para violações de direitos em obras da Copa e das Olimpíadas e avalia que &#8220;estamos indo para trás&#8221; em questões da cidadania.</p>
<p>No plano mais geral, entende que o desenvolvimento econômico brasileiro está acirrando os conflitos em torno da terra &#8211;nas cidades e nas zonas rurais. E defende que &#8220;as forças progressistas&#8221;, que na sua visão abandonaram a pauta social, retomem &#8220;essa luta&#8221;.</p>
<p><strong>Folha &#8211; Qual sua avaliação sobre o caso Pinheirinho?</strong></p>
<p><strong>Raquel Rolnik</strong> - Como relatora enviei um Apelo Urgente às autoridades brasileiras, chamando atenção para as gravíssimas violações no campo dos direitos humanos que estão acontecendo no processo de reintegração de posse no Pinheirinho. Posso apontar várias dessas violações. Minha base legal é o direito à moradia adequada, que está estabelecido nos pactos e resoluções internacionais assinados pelo Brasil e que estão em plena vigência no país.</p>
<p>O grande pano de fundo é que não se remove pessoas de suas casas sem que uma alternativa de moradia adequada seja previamente equacionada, discutida em comum acordo com a comunidade envolvida. Não pode haver remoção sem que haja essa alternativa. Aqui se tem uma responsabilização muito grave do Judiciário, que não poderia ter emitido uma reintegração de posse sem ter procurado, junto às autoridades, verificar se as condições do direito à moradia adequada estavam dadas. E não estavam.</p>
<p>O Judiciário brasileiro, particularmente do Estado de São Paulo, não obedeceu à legislação internacional. A cena que vimos das pessoas impedidas de entrar nas suas casas e de pegar seus pertences antes que eles fossem removidos para outro local &#8211;isso também é uma clara violação. Isso não existe! Nenhuma remoção pode deixar a pessoa sem teto. Nenhuma remoção pode impor à pessoa uma condição pior do que onde ela estava. São duas coisas básicas.</p>
<p>Nenhuma remoção pode ser feita sem que a comunidade tenha sido informada e tenha participado de todo o processo de definição do dia da hora e da maneira como isso vai ser feito e do destino de cada uma das famílias.</p>
<p>Tudo isso foi violado. Já violado tudo isso, de acordo com a legislação da moradia adequada, tem que fazer a relação dos bens. Remoção só deve acontecer em último caso. Isso foi absolutamente falho.</p>
<p><strong>Essa área não poderia ser decretada de importância social?</strong></p>
<p>Não pode haver uso da violência nas remoções, especialmente com crianças, mulheres, idosos e pessoas com dificuldade de locomoção. Vimos cenas de bombas de gás lacrimogêneo sendo jogadas onde tinham mulheres com crianças e cadeirantes. Coisa absolutamente inadmissível.</p>
<p>Desde 2004 a ocupação existe e acompanhei como ex-secretária nacional dos programas urbanos do Ministério das Cidades. A comunidade está lutando pela urbanização e regularização desde 2004. Procuramos várias vezes o então prefeito de São José dos Campos para equacionar a regularização e urbanização.</p>
<p>O governo federal ofereceu recursos para urbanizar e para regularizar a questão fundiária. O governo federal não executa. O recurso é passado para municípios.</p>
<p>Prefeito do PSDB jamais quis entrar em qualquer tipo de parceria com o governo federal para viabilizar a regularização e urbanização da área.</p>
<p>Pergunte para ele. Nunca quis tratar. A urbanização e regularização da área seria a melhor solução para o caso. A situação é precária do ponto de vista de infraestrutura, mas poderia ser corrigida. Aquela terra é da massa falida da Selecta, que é um grande devedor de recursos públicos, de IPTU. A negociação dessa área seria facilitada.</p>
<p>Se poderia estabelecer com eles uma dação em pagamento. Mesmo se não fosse viável uma dação em pagamento, a terra poderia ser desapropriada por interesse social, pelo município, Estado ou União.</p>
<p><strong>Como fica a questão dos credores da massa falida?</strong></p>
<p>Não sei quantos e quais são os credores. Recebi informações, que não sei se estão confirmadas, de que os maiores credores são os próprios poderes públicos, prefeitura municipal, Estado e governo federal, dívidas de INSS e impostos com o governo federal, principalmente dívidas com o município e governo federal. Não tenho certeza. Faz todo o sentido o equacionamento dessa terra para os poderes públicos e a posterior regularização fundiária para os moradores.</p>
<p><strong>Como a sra. analisa a questão da disputa partidária no episódio, envolvendo PSDB, PT. O PSTU jogou para o confronto? Poderia ter solução sem confronto?</strong></p>
<p>Não podemos ignorar que a questão partidária intervém nessa questão e em muitas outras. Há presença do conjunto dos partidos do país na disputa dos conflitos fundiários, assim como no investimento, regularização e urbanização dessas áreas. Existe a questão partidária e ela foi explorada nesse caso.</p>
<p>A questão fundiária do Brasil é politizada integralmente. Não só nesse caso. Há presença dos partidos também no momento que se muda o zoneamento da cidade para atender os anseios de determinados grupos imobiliários que vão doar para determinadas campanhas. Não tem processo decisório sobre a terra no Brasil que não esteja atravessado por questões econômicas e políticas.</p>
<p>Independentemente disso, atender plenamente aos direitos dos cidadãos tem que ser cobrado por nós, cidadãos brasileiros. Não quero saber se o PT, o PSDB, o PSTU estão querendo tirar dividendos disso. Como cidadã, isso não interessa. O que interessa é que o cidadão, as pessoas têm que ser tratadas como cidadãos, independentemente da sua renda, independente se são ocupantes formais ou informais da terra que ocupam, independentemente da sua condição de idade, gênero.</p>
<p>Não pode haver diferença e nesse caso houve claramente um tratamento discriminatório. E isso a lei brasileira impede que seja feito. Então há uma violação.</p>
<p>Não tenho detalhes de como cada uma das lideranças agiu antes e durante a entrada da polícia. Se houve um líder que conclamou à violência, essa informação eu não tenho. É fato que a comunidade procurou resistir, porque acreditou que aquela liminar que suspendia a reintegração ainda estava válida. Por isso resistiu. Pode ter alguém conclamando à resistência ou não. Se a comunidade vai entrar nessa ou não, depende da própria avaliação que a comunidade faz: se ela tem chance de ficar ou não. A comunidade acreditou que a liminar estava suspensa e estava apostando em uma solução que estava em andamento.</p>
<p>Chamo atenção para a enorme irresponsabilidade do Judiciário nesse caso. Tínhamos uma situação de negociação em andamento. Sou contra [o confronto]. Sou absolutamente a favor de soluções pacíficas e, nesse caso, elas não foram esgotadas. Um contingente de 1.800 homens, helicópteros, usando elemento surpresa, uma linguagem de guerra.</p>
<p><strong>Como avalia PT e PDSB nesse caso. A sra é do PT, não?</strong></p>
<p>Não. Eu aqui falo como relatora dos direitos à moradia adequada. A questão partidária que existe é irrelevante. Os direitos dos cidadãos precisam ser respeitados.</p>
<p><strong>O que se deve esperar como consequência concreta desse Apelo? A sra. acredita que possa haver reversão desse processo?</strong></p>
<p>As autoridades têm 48 horas para responder ao Apelo. Confirmando ou não as informações de violação. Estamos alegando que houve informações sobre feridos, eventualmente mortes, que não houve. O Apelo é mandado para a missão permanente do Brasil em Genebra, que manda para o Ministério das Relações Exteriores e o MRE é quem faz o contato com a prefeitura, o governo do Estado e os órgãos do governo federal para responder.</p>
<p>Amanhã [hoje] faço um pronunciamento público. Nele peço que seja imediatamente suspenso o cerco policial, que se estabeleça uma comissão de negociação independente, com a participação da prefeitura, governo do Estado, governo federal e representação da própria comunidade, para que se possa encontrar uma solução negociada para o destino da área e das famílias. Que é a questão principal: o destino das famílias. Na minha opinião, idealmente, isso deveria envolver a própria área.</p>
<p><strong>A sra. não descarta a hipótese das famílias voltarem para a mesma área?</strong></p>
<p>Não descarto. Se houver um acordo em torno da questão da terra, inclusive com a massa falida da Selecta, seria possível. O mais importante: temos que acabar com esse tipo de procedimento nas reintegrações de posse no Brasil.</p>
<p>Não é só no Pinheirinho que estão acontecendo violações. Tenho denunciado como relatora que as remoções que estão acontecendo também violações no âmbito dos projetos de infraestrutura para a Copa e para as Olimpíadas. Menos dramáticas, talvez, do que no Pinheirinho, mas igualmente não obedecendo o que tem que ser obedecido.</p>
<p><strong>A questão social no Brasil ainda é um caso de polícia?</strong></p>
<p>Infelizmente tenho a sensação de que estamos indo para trás. Porque nós &#8211;e a minha geração fez parte disso&#8211; lutamos pelo Estado democrático de direito, pela questão da igualdade do tratamento do cidadão, pela questão dos direitos humanos. Para nós, a partir da Constituição isso virou um valor fundamental.</p>
<p>Nesta mesma Constituição se reconheceu o direito dos ocupantes de terra com moradia, que ocuparam por não ter outra alternativa.</p>
<p>Está na Constituição e, agora que o Brasil está virando gente grande do ponto de vista econômico, estamos voltando para trás no que diz respeito a esses direitos. Estamos assistindo a remoções sendo feitas sem respeitar [esses direitos]. Estamos assistindo um discurso totalmente absurdo &#8211;de que eles, que ocupam áreas, que não tiveram outra alternativa, são invasores. Como eles não obedeceram a lei, não temos que obedecer lei nenhuma com eles.</p>
<p>É um discurso pré-Constituinte. Isso foi amplamente reconhecido na Constituição. Tem artigo sobre isso. Estamos tratando essas questões não só aí [no Pinheirinho]. Veja como isso está sendo tratado na cracolândia. Vemos isso em várias remoções nos casos da Copa e das Olimpíadas. Simplesmente há um discurso: eles são invasores, não obedeceram a lei, para eles não vale nada da lei. Estamos picando a Constituição.</p>
<p>É preciso ver como se foi constituindo uma pauta dominante. Como a pauta da inclusão social acabou sendo sinônimo apenas da inclusão no mercado, via melhoria das condições de renda. A inclusão no campo cidadão acabou tendo um papel muito menor e menos importante.</p>
<p>Nesse momento de desenvolvimento econômico muito importante, as terras urbanas e rurais adquirem um enorme valor econômico. Os conflitos em torno da terra estão sendo acirrados em função disso, dado o enorme e importante valor que a terra está assumindo. A exacerbação dos conflitos de terra tem a ver com o aumento do interesse pela terra.</p>
<p><strong>Qual sua visão sobre os incêndios em favelas em São Paulo?</strong></p>
<p>Que favelas pegam fogo em São Paulo? As favelas melhor localizadas. Não vejo notícia de favela pegando fogo na extrema periferia na região metropolitana, que é onde mais tem favela.</p>
<p>A hipótese tem a ver com a importância estratégica de uma parte da terra ocupada por favelas &#8211;a importância estratégica para o mercado imobiliário de uma parte da terra ocupada por favelas. Trata-se de uma espoliação: uma terra valiosa em que você tira a favela e pode atualizar o seu valor. Dentro de um modelo em que o único valor que importa é o valor econômico e os outros valores não importam, tirar essa terra valiosa de uma ocupação de baixa renda faz sentido.</p>
<p>Mas a terra tem outros valores. Por exemplo, a função social da terra, outra coisa que está escrita na nossa Constituição. Não estou afirmando que esses incêndios sejam criminosos, porque não tenho nenhuma prova, nenhuma referência que me permita dizer isso. Entretanto, acho fundamental que esses incêndios sejam investigados. Por que esses incêndios estão ocorrendo agora exatamente nessas favelas?</p>
<p><strong>Como a sra. analisa a questão da Cracolândia?</strong></p>
<p>Tem muito a ver com isso tudo, embora existam outros direitos humanos envolvidos. Estamos fazendo um Apelo Urgente também sobre a cracolândia, conjuntamente com o relator para direitos da saúde e com o relator sobre tratamento desumano e tortura. Devemos enviar brevemente.</p>
<p>Estamos numa situação em que um projeto urbanístico, que é o da Nova Luz, tem como principal instrumento a concessão dessa área integralmente para a iniciativa privada. A viabilização para a concessão dessa área é entregar essa área &#8220;limpinha&#8221;. &#8220;Limpinha&#8221; significa sem nenhuma população vulnerável, marginal, ambígua sobre ela. E, no máximo possível, com imóveis demolidos, para permitir que se faça um desenvolvimento imobiliário com coeficiente de aproveitamento muito maior, prédios mais altos etc. E, portanto, com muito mais potencial de valor no mercado. Isso está diretamente relacionado ao modelo da concessão urbanística.</p>
<p>No plano urbanístico da Nova Luz, um dos principais princípios é liberar áreas dos imóveis e das pessoas que ocupam hoje, para permitir que essas áreas sejam incorporadas pelo mercado imobiliário com potenciais de aproveitamento maiores.</p>
<p>Tenho uma crítica do ponto de vista dos direitos humanos, da forma como tem sido feito. Como no caso do Pinheirinho: uso da violência policial e incapacidade de diálogo com a população. Mas também como urbanista tenho uma enorme crítica a esse plano da Nova Luz, que desrespeita o patrimônio material e imaterial ali presente. O bairro da Santa Ifigênia é o bairro mais antigo de São Paulo. É o único que ainda tem uma morfologia do século 18. Uma parte dos imóveis que está sendo demolida, supostamente interditada, deveria ser restaurada e reocupada. A ação é duplamente equivocada &#8211;do ponto de vista urbanístico e dos diretos humanos.</p>
<p><strong>Como a sra. resume toda essa situação? É um processo de expulsão dos mais pobres?</strong></p>
<p>Exatamente. Eu me recuso a chamar aquele local de cracolândia, porque foi um termo forjado pela Prefeitura de São Paulo. O fato de essa área estar ocupada por pessoas viciadas, que estão no limite da inumanidade, foi produto da ação da prefeitura, que entrou nessa área demolindo, largando a área, não cuidando da área, deixando acumular lixo e transformando essa área em terra de ninguém.</p>
<p>Isso é fruto da ação da prefeitura e não da falta de ação da prefeitura. Para depois chamar de cracolândia e depois constituir um motivo para entrar dentro dessa área derrubando tudo, prendendo todo mundo e limpando aquela área como terra arrasada para que uma ação no mercado imobiliário possa acontecer.</p>
<p>Estamos caminhando perigosamente no sentido da hegemonia do valor econômico da terra como único valor, desconstituindo avanços importantes que a sociedade brasileira fez no reconhecimento do direito de cidadania. Isso é muito perigoso para o país. Espero sinceramente que a partir da comoção do debate gerado sobre o Pinheirinho se possa reverter esse caminho.</p>
<p>O Brasil tem a faca e queijo na mão para poder mudar radicalmente de atitude. O Brasil tem recursos econômicos. Tem um ordenamento jurídico que permite respeitar os direitos.</p>
<p>O Judiciário tem que acordar para aplicar não apenas o direito de propriedade nos processos que envolvam conflitos de propriedade, mas também o resto do ordenamento jurídico que temos.</p>
<p>Os Executivos municipais, estaduais e federais também têm que rever a sua ação no sentido de obedecer isso. Temos recursos e temos uma base jurídica para poder recuperar esse caminho.</p>
<p><strong>O modelo hoje beneficia os mais ricos?</strong></p>
<p>É muito genérico falar dos mais ricos. É preciso ver quais são os interesses beneficiados e que não estão sendo beneficiados. Qual é a coalizão de interesses que está promovendo esse tipo de ação.</p>
<p>Temos que entender que sempre existiram forças conservadoras no país. Por que hoje elas têm mais força, mais poder? As forças progressistas abandonaram essa pauta e essa agenda e precisam retomá-las. Existem forças progressistas no Brasil.</p>
<p><strong>Abandonaram a pauta social por quê?</strong></p>
<p>Porque privilegiaram fundamentalmente a inclusão pelo consumo, o maior poder de compra, a valorização de salário, que são pautas fundamentais. Mas não pode ser só isso. Está na hora das forças progressistas retomarem essa luta.</p>
<p>Para ler o artigo no site da Folha <a href="http://m.folha.uol.com.br/cotidiano/1040025-acao-no-pinheirinho-viola-direitos-diz-relatora-da-onu.html" target="_blank">clique aqui</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/raquelrolnik.wordpress.com/5457/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/raquelrolnik.wordpress.com/5457/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/raquelrolnik.wordpress.com/5457/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/raquelrolnik.wordpress.com/5457/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/raquelrolnik.wordpress.com/5457/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/raquelrolnik.wordpress.com/5457/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/raquelrolnik.wordpress.com/5457/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/raquelrolnik.wordpress.com/5457/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/raquelrolnik.wordpress.com/5457/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/raquelrolnik.wordpress.com/5457/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/raquelrolnik.wordpress.com/5457/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/raquelrolnik.wordpress.com/5457/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/raquelrolnik.wordpress.com/5457/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/raquelrolnik.wordpress.com/5457/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=raquelrolnik.wordpress.com&amp;blog=7847016&amp;post=5457&amp;subd=raquelrolnik&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Pinheirinho, Cracolândia e USP: em vez de política, polícia!</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 18:44:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelrolnik</dc:creator>
				<category><![CDATA[Yahoo Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[despejo]]></category>
		<category><![CDATA[direito à moradia adequada]]></category>
		<category><![CDATA[violência policial]]></category>

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		<description><![CDATA[Domingo, 22 de janeiro de 2012, 6h da manhã, São José dos Campos (SP). Milhares de homens, mulheres, crianças e idosos moradores da ocupação Pinheirinho são surpreendidos por um cerco formado por helicópteros, carros blindados e mais de 1.800 homens armados da Polícia Militar. Além de terem sido interditadas as saídas da ocupação, foram cortados água, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=raquelrolnik.wordpress.com&amp;blog=7847016&amp;post=5443&amp;subd=raquelrolnik&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Domingo, 22 de janeiro de 2012, 6h da manhã, São José dos Campos (SP).</strong> Milhares de homens, mulheres, crianças e idosos moradores da ocupação Pinheirinho são surpreendidos por um cerco formado por helicópteros, carros blindados e mais de 1.800 homens armados da Polícia Militar. Além de terem sido interditadas as saídas da ocupação, foram cortados água, luz e telefone, e a ordem era que famílias se recolhessem para dar início ao processo de retirada. Determinados a resistir — já que a reintegração de posse havia sido suspensa na sexta feira  &#8211; os moradores não aceitaram o comando, dando início a uma situação  dramaticamente violenta  que se prolongou durante todo o dia e que teve como resultado famílias desabrigadas, pessoas feridas, detenções e rumores, inclusive, sobre a existência de mortos.</p>
<p><a href="http://br.noticias.yahoo.com/fotos/pm-e-manifestantes-se-enfrentam-em-reintegra%C3%A7%C3%A3o-1327254670-slideshow/pinheirinho-photo-1327254613.html" target="_blank"><img class="alignright size-full wp-image-5445" title="YAHOO_1" src="http://raquelrolnik.files.wordpress.com/2012/01/yahoo_1.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p>Nos últimos 08 anos, os moradores da ocupação lutam pela sua permanência na área. Ao longo desse tempo, eles buscaram firmar acordos com instâncias governamentais para que fosse promovida a regularização fundiária da comunidade, contando para isto com o fato de que o terreno tem uma dívida  milionária de IPTU com a prefeitura. O terreno pertence à massa falida da empresa Selecta, cujo proprietário é o especulador financeiro Naji Nahas, já investigado e temporariamente preso pela Polícia Federal na operação Satiagraha. No fim da semana, várias foram as idas e vindas judiciais favoráveis e contrárias à reintegração, assim como as tratativas entre governo federal, prefeitura, governo de Estado e parlamentares para encontrar uma saída pacífica para o conflito.Com o processo de negociação em curso e com posicionamentos contraditórios da Justiça, o governo do Estado decide armar uma operação de guerra para encerrar o assunto.</p>
<p><a href="http://br.noticias.yahoo.com/fotos/imagens-da-cracol%C3%A2ndia-1326377368-slideshow/cracol%C3%A2ndia-photo-1326376584.html" target="_blank"><img class="alignright size-full wp-image-5446" style="border-color:initial;border-style:initial;" title="YAHOO_2" src="http://raquelrolnik.files.wordpress.com/2012/01/yahoo_2.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<div></div>
<div><span style="color:#0000ee;"><span style="text-decoration:underline;"><br />
</span></span><strong>03 de janeiro de 2012, região da Luz,  centro de São Paulo.</strong> A Polícia da Militar inicia uma ação de &#8220;limpeza&#8221; na região denominada pela prefeitura como Cracolândia. Em 14 dias de ação, mais de 103 usuários de drogas e frequentadores da região foram presos pela polícia  com uso da cavalaria, spray de pimenta e muita truculência. Em seguida, mais de trinta prédios foram lacrados e alguns demolidos. Esta região é objeto de um projeto de &#8220;revitalização&#8221; por parte da prefeitura de São Paulo, que pretende concedê-la &#8220;limpinha&#8221; para a iniciativa privada construir torres de escritório e moradia e um teatro de ópera e dança no local. Moradores dos imóveis lacrados foram intimados a deixar a área mesmo sem ter para onde ir. Comerciantes que atuam no maior polo de eletroeletrônicos da América Latina, a Santa Efigênia , assim como os moradores que há décadas vivem ali, vêm tentando, desde 2010, bloquear a implantação deste projeto, já que este desconsidera absolutamente suas demandas.</div>
<div></div>
<div></div>
<div><img class="alignright size-full wp-image-5447" title="YAHOO_3" src="http://raquelrolnik.files.wordpress.com/2012/01/yahoo_3.jpg?w=500" alt=""   /></div>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>08 de novembro de 2011, 05h10 da manhã, Cidade Universitária, São Paulo.</strong>Um policial aponta a arma para uma estudante de braços levantados, a tropa de choque entra no prédio e arromba portas (mesmo depois de a polícia já estar lá dentro), sem deixar ninguém mais entrar (nem a imprensa, diga-se de passagem), nem sair, tudo com muita truculência. Este foi o início do processo de desocupação da Reitoria da Universidade de São Paulo, ocupada por estudantes em protesto à presença da PM no Campus. Os estudantes são surpreendidos por um cerco formado pela tropa de choque e cavalaria, totalizando mais de 300 integrantes da Polícia Militar. Depois de horas de ação violenta, são retirados do prédio e levados presos mais de 73 estudantes. Camburão e helicópteros acompanham a ação.</p>
<p>O que estes três episódios recentes e lamentáveis têm em comum?</p>
<p>Os três eventos envolvem conflitos na gestão e ocupação do território. Os três são situações complexas, que demandariam um conjunto de políticas de curto, médio e longo prazo para serem enfrentados. Os três requerem um esforço enorme de mediação e negociação.<br />
Entretanto, qual é a resposta para esta complexidade conflituosa? A violência, a supressão do diálogo, o acirramento do conflito.</p>
<p>Alguém poderia dizer — mas por quê os ocupantes do Pinheirinho resistiram? Por que não saíram imediatamente, evitando os feridos e as feridas da confrontação?</p>
<p>Porque sabem que, para quem foi &#8220;desocupado&#8221; ou&#8221; lacrado&#8221; nestas e outras reintegrações e &#8220;limpezas&#8221;, sobra a condição de sem-teto. Ou seja, para quem promoveu a reintegração ou a limpeza, o fundamental é ter o local vazio, e não o destino de quem estava lá, muitos menos as razões que levaram aquelas pessoas a estar lá naquela condição e seu enfrentamento e resolução. &#8220;Resolver&#8221; a questão é simplesmente fazer desaparecer o &#8220;problema&#8221; da paisagem.</p>
<p>Mais grave ainda, nestas situações a suposta &#8220;ilegalidade&#8221; ( ocupação de terra/uso de drogas) é motivo suficiente para promover todo e qualquer  tipo de violação de leis e direitos em nome da ordem, em um retrocesso vergonhoso dos avanços da democracia no país.</p>
<p><em>Texto publicado originalmente no <a title="Yahoo! Colunistas" href="http://http://br.noticias.yahoo.com/blogs/habitat/pinheirinho-cracol%C3%A2ndia-e-usp-em-vez-pol%C3%ADtica-pol%C3%ADcia-172624954.html" target="_blank">Yahoo! Colunistas</a>.</em></p>
</div>
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		<title>Alteração na Lei de Uso e Ocupação do Solo de Salvador gera protestos</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 14:39:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelrolnik</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Lei de Uso e Ocupação do Solo]]></category>
		<category><![CDATA[manifestação]]></category>
		<category><![CDATA[plano diretor]]></category>
		<category><![CDATA[Salvador]]></category>

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		<description><![CDATA[Amanhã, sexta-feira, dia 20/01, às 16:00 na Praça Municipal, ocorrerá uma manifestação contra as mudanças na Lei de Uso e Ocupação do Solo de Salvador. A lei, que acaba de ser sancionada pelo Prefeito Joao Henrique apesar do  risco de responder a medidas judiciais, inclui emendas ao Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), as quais [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=raquelrolnik.wordpress.com&amp;blog=7847016&amp;post=5436&amp;subd=raquelrolnik&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amanhã, sexta-feira, dia 20/01, às 16:00 na Praça Municipal, ocorrerá uma manifestação contra as mudanças na Lei de Uso e Ocupação do Solo de Salvador. A lei, que acaba de ser sancionada pelo Prefeito Joao Henrique apesar do  risco de responder a medidas judiciais, inclui emendas ao Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), as quais estão sendo questionadas pelo Ministério Público Estadual (MP-BA).</p>
<p>De acordo com reportagem do jornal <a title="A Tarde" href="http://www.atarde.com.br/politica/noticia.jsf?id=5799713&amp;t=Prefeito+sanciona+Louos+e+outras+leis+antes+de+viajar" target="_blank">A Tarde</a> &#8220;A LOUOS foi questionada judicialmente porque o texto aprovado pela Câmara de Vereadores contém emendas que alteram artigos do PDDU, o que não é legal, segundo o Ministério Público. Ainda segundo o órgão, a mudança só poderia ser feita diretamente no texto do PDDU e mediante a realização de<br />
audiências públicas e com aprovação no Conselho da Cidade, que, embora esteja previsto na lei, nunca foi posto em prática pela prefeitura.</p>
<p>Entre as emendas aprovadas, está a que reduz os poderes e representatividade do Conselho da Cidade e do Conselho Municipal do Meio Ambiente. Está sancionada também a ampliação do gabarito da orla marítima, permitindo a construção de prédios de até 27 pavimentos (54 metros) e permitindo que os edifícios exerçam sombreamento nas praias antes das 10<br />
horas e a partir das 14 horas. Também virou lei a extinção do Parque Ecológico do Vale Encantado, área de reserva de mata atlântica, com um milhão de metros quadrados, localizada entre a Avenida Paralela e a orla; e a criação de nove perímetros destinados à construção de hotéis – do Lobato, no subúrbio ferroviário, a Itapuã&#8221;.</p>
<p><em>Manifestação: amanhã, sexta-feira, dia 20/01, às 16h.</em></p>
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		<title>As enchentes e a “falta de planejamento”</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 18:31:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelrolnik</dc:creator>
				<category><![CDATA[Yahoo Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[chuvas]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento urbano]]></category>

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		<description><![CDATA[Verão no sudeste, tempo de chuvas. Sistematicamente, também, tempo de enchentes, casas desabando, pessoas desabrigadas e, às vezes, até mortes. Certamente, neste momento, se discutem soluções, se anunciam investimentos e novas regulações, se buscam culpados&#8230; Neste debate, a “falta de planejamento das cidades” sempre aparece como a grande responsável pelos desastres. As “ocupações irregulares precárias, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=raquelrolnik.wordpress.com&amp;blog=7847016&amp;post=5431&amp;subd=raquelrolnik&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Verão no sudeste, tempo de chuvas. Sistematicamente, também, tempo de enchentes, casas desabando, pessoas desabrigadas e, às vezes, até mortes. Certamente, neste momento, se discutem soluções, se anunciam investimentos e novas regulações, se buscam culpados&#8230; Neste debate, a “falta de planejamento das cidades” sempre aparece como a grande responsável pelos desastres.</p>
<p>As “ocupações irregulares precárias, que não obedecem à lei” e a “falta de fiscalização” aparecem como sinônimos dessa tal “falta de planejamento”. Como se tivéssemos um sistema de ordenamento territorial ótimo, mas que é desobedecido pelas classes sociais mais pobres, que ficam construindo favelas e ocupando locais indevidos. Se seguirmos essa lógica, imediatamente, identificamos os dois culpados pelas tragédias: os “invasores” e os “políticos”, que não fiscalizam. Nada mais equivocado e simplista!</p>
<p>Em primeiro lugar, porque no Brasil simplesmente não existe, nem nunca existiu, um sistema de ordenamento territorial. O que existem são regras setoriais (meio ambiente, patrimônio, urbanismo) que não dialogam entre si e, muito menos, com os sistemas de financiamento do desenvolvimento urbano. Os planos diretores que, teoricamente, deveriam cuidar desta tarefa de ordenar o território, ou são mera expressão dos interesses econômicos dos setores envolvidos diretamente na produção da cidade, ou simplesmente não regulam nem definem os investimentos em cidade nenhuma do país. Além do mais, os planos diretores são municipais, sendo que muitas das nossas cidades são aglomerados ou regiões metropolitanas.</p>
<p>A expansão das cidades, ou seja, as novas áreas que vão sendo abertas para ocupação urbana, NUNCA foi planejada em nosso país. Os loteamentos foram sendo aprovados sempre no caso a caso, quando o proprietário da gleba decidia loteá-la. E nunca existiram programas ou recursos para que os municípios ou Estados produzissem ”cidade” antes de esta chegar.</p>
<p>O que existem são recursos para construir casas, escolas, praças de esporte, investir em água e esgoto, mas nunca “tudo junto ao mesmo tempo agora”. Finalmente, quem pensa que ocupações de áreas não aptas para urbanizar, como várzeas de rios e encostas, são “privilégio” dos pobres, está enganado. Em muitas cidades (vejam a várzea do Tietê, em São Paulo) este é um modelo disseminado&#8230;</p>
<p>No ano passado, logo após as chuvas que devastaram a região serrana do Rio de Janeiro, no início do ano, além de vários locais em Niterói e na cidade do Rio, em abril, a presidência da República encomendou aos ministérios uma Medida Provisória para tratar justamente do tema do ordenamento territorial. Em outubro, finalmente, o governo federal editou a Medida Provisória 547 (link), determinando a formulação de um cadastro nacional de municípios onde ocorreram eventos deste tipo nos últimos 10 anos, tornando obrigatório para os municípios cadastrados a realização de mapas de risco, planos de contingência e utilização de carta geotécnica para aprovação de loteamentos.</p>
<p>A novidade mais interessante, entretanto, que vai além da questão do risco, é que TODOS os municípios serão obrigados a desenvolver um plano de expansão toda vez que ampliarem o seu perímetro urbano, criando uma nova zona urbana ou de expansão urbana. Nenhum loteamento poderá ser aprovado nesse novo perímetro enquanto não houver esse plano. Além de identificar as áreas de risco, esse plano precisa identificar também as áreas que devem ser protegidas do ponto de vista do patrimônio ambiental e cultural, definir todas as diretrizes e demarcar as áreas que serão utilizadas para a instalação de infraestrutura, sistema viário, equipamentos públicos etc. O plano precisa também prever zonas de habitação de interesse social nessas áreas.</p>
<p>A iniciativa é importante? Sim, é fundamental! Entretanto, se não incidir em questões que hoje sabotam a existência de um sistema de ordenamento territorial, esta vai virar mais uma regulação inútil, emaranhada com as demais&#8230; e aí, dá-lhe mais enchentes e desabamentos!</p>
<p><em>Texto publicado originalmente no Yahoo! Colunistas.</em></p>
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		<title>Churrascão da gente diferenciada: versão &#8220;cracolândia&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 17:29:48 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Agenda]]></category>
		<category><![CDATA[churrascão]]></category>
		<category><![CDATA[cracolândia]]></category>
		<category><![CDATA[gente diferenciada]]></category>
		<category><![CDATA[Nova Luz]]></category>

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		<description><![CDATA[Agora, o churrasco da &#8220;gente diferenciada&#8221; será no centro de São Paulo. A provocação está sendo organizada como forma de protesto e acontecerá neste sábado, dia 14, contra o tratamento que o Estado está dando para os dependentes químicos que vivem na região conhecida como &#8220;cracolândia&#8221;, entre a Santa Ifigênia e os Campos Elísios. A [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=raquelrolnik.wordpress.com&amp;blog=7847016&amp;post=5418&amp;subd=raquelrolnik&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agora, o churrasco da &#8220;gente diferenciada&#8221; será no centro de São Paulo. A provocação está sendo organizada como forma de protesto e acontecerá neste sábado, dia 14, contra o tratamento que o Estado está dando para os dependentes químicos que vivem na região conhecida como &#8220;cracolândia&#8221;, entre a Santa Ifigênia e os Campos Elísios.</p>
<p>A violência e o desrespeito que têm caracterizado a ação da Polícia Militar fazem parte de um processo de limpeza social e segregação disfarçado por um discurso de combate às drogas, que também oculta o aumento do interesse do setor imobiliária na área . O problema é que a estratégia  de &#8220;dor e sofrimento&#8221; que a polícia tem adotado de nada vai adiantar para resolver a questão dos dependentes químicos em situação de rua, que só têm se dispersado pelo centro.</p>
<p>O churrascão deste sábado é uma reação bem humorada e bem organizada para mostrar que nem todos concordam com a mera expulsão dos dependentes da região como meio de solucionar o problema das drogas: um problema de natureza muito mais complexa do que aquilo com que o tratamento policial, comprovadamente, pode lidar.</p>
<p>A organização do churrascão pede que as pessoas levem instrumentos musicais, cartazes, vassouras e sacos de lixo, para a limpeza do lugar, além, obviamente, da comida e da churrasqueira &#8211; para quem puder. Acesse aqui a página do <a href="https://www.facebook.com/events/214191915336575/" target="_blank">facebook </a>do churrascão para mais informações.</p>
<p><strong>Quando:</strong> Sábado, 14/01, às 16h<br />
<strong>Onde:</strong> Rua Helvétia com Dino Bueno, São Paulo</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/raquelrolnik.wordpress.com/5418/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/raquelrolnik.wordpress.com/5418/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/raquelrolnik.wordpress.com/5418/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/raquelrolnik.wordpress.com/5418/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/raquelrolnik.wordpress.com/5418/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/raquelrolnik.wordpress.com/5418/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/raquelrolnik.wordpress.com/5418/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/raquelrolnik.wordpress.com/5418/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/raquelrolnik.wordpress.com/5418/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/raquelrolnik.wordpress.com/5418/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/raquelrolnik.wordpress.com/5418/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/raquelrolnik.wordpress.com/5418/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/raquelrolnik.wordpress.com/5418/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/raquelrolnik.wordpress.com/5418/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=raquelrolnik.wordpress.com&amp;blog=7847016&amp;post=5418&amp;subd=raquelrolnik&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Feliz 2012!</title>
		<link>http://raquelrolnik.wordpress.com/2011/12/23/feliz-2012/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Dec 2011 14:05:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelrolnik</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relatoria da ONU]]></category>
		<category><![CDATA[feliz 2012]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante o mês de janeiro, o blog entrará de férias&#8230; Para fechar o ano, compartilho com vocês o boletim da Relatoria Especial da ONU para o Direito à Moradia Adequada, no qual divulgamos a cartilha e o folheto que produzimos este ano sobre mulheres e direito à moradia. Feliz ano novo e até fevereiro! Clique [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=raquelrolnik.wordpress.com&amp;blog=7847016&amp;post=5394&amp;subd=raquelrolnik&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Durante o mês de janeiro, o blog entrará de férias&#8230; Para fechar o ano, compartilho com vocês o boletim da Relatoria Especial da ONU para o Direito à Moradia Adequada, no qual divulgamos a cartilha e o folheto que produzimos este ano sobre mulheres e direito à moradia.</p>
<p>Feliz ano novo e até fevereiro!</p>
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		<title>Litoral de São Paulo: além do sol e mar…</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Dec 2011 13:12:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelrolnik</dc:creator>
				<category><![CDATA[Yahoo Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Baixada Santista]]></category>
		<category><![CDATA[litoral]]></category>
		<category><![CDATA[pré-sal]]></category>
		<category><![CDATA[uso e ocupação do solo]]></category>

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		<description><![CDATA[Como todos os anos, nos próximos dias, a baixada santista e o litoral norte de São Paulo vão receber um enorme fluxo de turistas em busca da dupla sol e mar. Os congestionamentos certamente ocuparão as páginas dos jornais e o noticiário da TV. Mas o que provavelmente não fará parte dessa cobertura é a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=raquelrolnik.wordpress.com&amp;blog=7847016&amp;post=5389&amp;subd=raquelrolnik&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como todos os anos, nos próximos dias, a baixada santista e o litoral norte de São Paulo vão receber um enorme fluxo de turistas em busca da dupla sol e mar. Os congestionamentos certamente ocuparão as páginas dos jornais e o noticiário da TV. Mas o que provavelmente não fará parte dessa cobertura é a complexa situação que essas regiões estão enfrentando neste momento.</p>
<p>No caso da baixada, é preciso lembrar o que foi o desastroso polo de Cubatão, que nos anos 1960 e 1970 ocupou os mangues, poluiu até as almas de quem viveu ali, e empurrou os trabalhadores petroquímicos para viverem pendurados nos morros. Além disso, o aumento da acessibilidade ao litoral norte (com as estradas Mogi-Bertioga, Piaçaguera-Guarujá, e Bertioga-São Sebastião, por exemplo), desde os anos 1980, acelerou o loteamento das frentes marítimas para segunda residência, desde Bertioga até Ubatuba, expulsando  caiçaras, índios guaranis e trabalhadores migrantes para as mais de cem favelas que existem hoje na região.</p>
<p>Mal recuperada dessa situação – o desastroso pólo petroquímico e a expansão do turismo –, a região vive agora um novo surto de transformações territoriais com a perspectiva de exploração do pré-sal e a ampliação dos portos de São Sebastião, Guarujá e Santos, em função do desenvolvimento econômico do país. A Santos dos aposentados está sendo substituída rapidamente por torres milionárias para executivos, sem ter recuperado seus cortiços e os velhos casarios da área portuária. Os planos de expansão do porto de São Sebastião terão um impacto tão grande e controverso, que a audiência pública sobre o tema, no dia 7 de dezembro, reuniu mais de mil pessoas da região, durante cerca de 10 horas, varando a madrugada.</p>
<p>Enquanto isso, na baixada santista, o governo do Estado tenta regular o uso e ocupação do solo por decreto, com o Zoneamento ecológico-econômico (ZEE), que amplia áreas urbanizáveis em áreas de mangue. Mas nem esse decreto, nem o anterior – o do litoral norte, de 2004 – serão obedecidos plenamente, já que a disputa acirrada pelo território nestas regiões não é definida por essa regulação, mas pelos preços de mercado. Da descoberta do pré-sal, em 2006, pra cá, o preço dos imóveis em Santos, por exemplo, praticamente triplicou.</p>
<p>É preciso lembrar que estes novos investimentos e transformações estão se dando em cidades cuja situação urbanística é extremamente precária. É verdade que o projeto Onda Limpa, da Sabesp, está investindo na melhoria das condições de esgotamento sanitário da região, com avanços significativos em algumas cidades da baixada. Mas no litoral norte, por exemplo, a realidade hoje é que só 30% do esgoto é coletado. Mais grave é saber que o projeto não está sendo implementado nas favelas e, pior, que nenhuma política está sendo planejada para as favelas dessas regiões nesse momento.</p>
<p>O resultado é que a combinação perversa do aumento dos preços de mercado com a absoluta falta de opção de moradia de interesse social certamente provocará uma super densificação das favelas e uma explosão de novos assentamentos informais.</p>
<p>Em tempo: ao leitor e à leitora que só querem pegar um sol e tomar um banho de mar, se vocês ficarem incomodados com o mau cheiro em algumas praias ou com a destruição de antigas paisagens, saibam que a posição e ação dos que moram e frequentam essas regiões podem, quem sabe, incidir nos rumos dessa situação.</p>
<p><em>Texto publicado originalmente no <a title="Yahoo! Colunistas" href="http://colunistas.yahoo.net/posts/14608.html" target="_blank">Yahoo! Colunistas</a></em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/raquelrolnik.wordpress.com/5389/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/raquelrolnik.wordpress.com/5389/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/raquelrolnik.wordpress.com/5389/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/raquelrolnik.wordpress.com/5389/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/raquelrolnik.wordpress.com/5389/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/raquelrolnik.wordpress.com/5389/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/raquelrolnik.wordpress.com/5389/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/raquelrolnik.wordpress.com/5389/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/raquelrolnik.wordpress.com/5389/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/raquelrolnik.wordpress.com/5389/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/raquelrolnik.wordpress.com/5389/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/raquelrolnik.wordpress.com/5389/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/raquelrolnik.wordpress.com/5389/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/raquelrolnik.wordpress.com/5389/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=raquelrolnik.wordpress.com&amp;blog=7847016&amp;post=5389&amp;subd=raquelrolnik&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>São Paulo vai mesmo perder a sua esquina do cinema?</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Dec 2011 18:06:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelrolnik</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sugestões]]></category>
		<category><![CDATA[avenida paulista]]></category>
		<category><![CDATA[cine belas artes]]></category>
		<category><![CDATA[patrimônio cultural]]></category>
		<category><![CDATA[rua da consolação]]></category>

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		<description><![CDATA[Leia abaixo o Manifesto em defesa do Cine Belas Artes. Veja também no Facebook e compartilhe! Manifesto em defesa do Cine Belas Artes, patrimônio cultural, artístico e afetivo de São Paulo e do Brasil Amparados na Constituição Federal, que inclui as “edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais” entre os bens que “constituem o patrimônio cultural [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=raquelrolnik.wordpress.com&amp;blog=7847016&amp;post=5375&amp;subd=raquelrolnik&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leia abaixo o Manifesto em defesa do Cine Belas Artes. Veja também no <a href="http://www.facebook.com/notes/contra-o-fechamento-do-cine-belas-artes/manifesto-em-defesa-do-cine-belas-artes-patrim%C3%B4nio-cultural-art%C3%ADstico-e-afetivo-/320734764612877" target="_blank">Facebook</a> e compartilhe!</p>
<h3><strong>Manifesto em defesa do Cine Belas Artes, patrimônio cultural, artístico e afetivo de São Paulo e do Brasil</strong></h3>
<p>Amparados na Constituição Federal, que inclui as “edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais” entre os bens que “constituem o patrimônio cultural brasileiro” (inciso IV do Artigo 126), defendemos o imediato tombamento do prédio da Rua da Consolação, 2.423, esquina com a avenida Paulista, onde funcionava o mítico Cine Belas Artes. Também demandamos das autoridades que lancem mão de todos os instrumentos necessários para reabrir o cinema, inaugurado em 1967 pela Sociedade Amigos da Cinemateca (SAC) e Companhia Serrador no mesmo prédio que antes abrigara o Cine Trianon, aberto em 1952.</p>
<p>Desde sua inauguração, o Cine Belas Artes manteve as características que demarcaram sua singularidade no circuito exibidor e tornaram-no fundamental para a cultura cinematográfica no Brasil. Ao longo de 44 anos, operou mais como um centro cultural formador de público do que mera sala exibidora, como atestam dois de seus aclamados projetos, o Cineclube e o Noitão, que, diferentemente das salas de shopping, promoviam uma atmosfera propícia à interação. Contou para isso com a preciosa contribuição de Ancona López, reconhecido internacionalmente como um dos melhores programadores de cinema e que teve Leon Cakoff como seu assistente. Soube, também, adaptar-se à nova tendência de complexos com salas pequenas e médias ao transformar seu espaço no mais significativo multiplex de rua do país.</p>
<p>O Cine Belas Artes promovia a diversidade cultural e a reflexão sobre dramas humanos, história, política e arte por meio de uma programação com filmes de alto padrão, brasileiros e estrangeiros, inclusive com elevado número de obras-primas procedentes de países pouco presentes no nosso mercado exibidor. Desempenhava papel fundamental no circuito cultural das ruas da Consolação e Augusta e Avenida Paulista. Nos fins de semana e feriados, recebia, em média, 1.800 frequentadores por dia. As filas se repetiam e lotavam suas salas também às segundas e quartas-feiras nas tradicionais promoções com ingressos mais baratos. Esse sucesso era favorecido igualmente pela facilidade de acesso a pé e por transporte público.</p>
<p>Entretanto, pressões do mercado imobiliário provocaram a suspensão das atividades do cinema em março deste ano. O fato recebeu ampla divulgação na mídia.  Frequentadores realizaram protestos na internet e na rua contra o fechamento e organizaram o Movimento pelo Cine Belas Artes (MBA). Centenas de depoimentos pró-Belas Artes, um abaixo-assinado com cerca de 20 mil assinaturas e adesões de quase 90 mil pessoas no aplicativo Causes no Facebook são apenas alguns exemplos do que é visto como uma das maiores mobilizações em defesa de um patrimônio cultural no Brasil. Destacamos que este uníssono de vozes em São Paulo coincide com o movimento de resgate histórico dos cinemas de rua em curso no Rio de Janeiro, que contempla a reabertura do igualmente mítico Cine Paissandú (tombado em 2008), anunciada para julho de 2012.</p>
<p>Garantir o cinema de rua é valorizar um modo de vivenciar a cidade com seus bares, restaurantes, livrarias, as pipocas e as pizzas e os encontros com amores, amigos e conhecidos. É, acima de tudo, um exercício de cidadania – lugar de comunhão entre memória, cultura e afeto – que deve ser protegido e fomentado pelo Poder Público.</p>
<p><em>Movimento pelo Cine Belas Artes (MBA)</em></p>
<p>Adesões ao manifesto devem ser enviadas para (copiar os três e-mails): <a href="mailto:albergon@gmail.com" target="_blank">albergon@gmail.com</a>, <a href="mailto:antoniomourareis@gmail.com" target="_blank">antoniomourareis@gmail.com</a>, <a href="mailto:manfrelia@gmail.com" target="_blank">manfrelia@gmail.com</a></p>
<p><em>Assinaturas:</em></p>
<p>Alberto Bandone &#8211; cineasta<br />
Alexandre Stockler &#8211; cineasta<br />
André F.G. Neves &#8211; cineasta<br />
André Fischer &#8211; jornalista<br />
Anna Marcondes &#8211; presidente do Via Cultural – Instituto de Pesquisa e Ação pela Cultura<br />
Antônio Moura Reis &#8211; jornalista<br />
Antônio Souza Neto &#8211; síndico da Galeria do Rock (São Paulo capital)<br />
Antunes Filho - diretor do Centro de Pesquisa Teatral (CPT) do Sesc<br />
Benjamin Seroussi &#8211; curador e produtor<br />
Caio Plessmann &#8211; cineasta<br />
Cândido Malta Campos Filho - arquiteto e urbanista e professor da FAU/USP<br />
Cao Hamburger &#8211; cineasta<br />
Carlos Guilherme Mota – historiador e professor emérito da FFLCH/USP<br />
Caru Alves de Souza &#8211; cineasta<br />
Celso Antonio Bandeira de Mello - jurista<br />
Celso Gonçalves - cineasta e presidente da seção paulista da Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas (ABD)<br />
Célia Marcondes &#8211; presidente da Sociedade Amigos e Moradores do Bairro<br />
Celso Luiz Lasarim &#8211; jornalista<br />
Cleo de Paris &#8211; atriz do grupo &#8220;Os Satyros&#8221;<br />
Cunha Júnior &#8211; apresentador de TV<br />
Daniela Thomas &#8211; cenógrafa e cineasta<br />
Danilo Miranda &#8211; diretor do Sesc/SP<br />
Debora Duboc &#8211; atriz<br />
Denise Carreira &#8211; coordenadora de educação da Ação Educativa e Relatora Nacional para o Direito Humano à Educação<br />
Edgard Carvalho &#8211; professor titular do departamento de antropologia da PUC/SP e representante no Brasil da cátedra itinerante Unesco Edgard Morin<br />
Eduardo Suplicy - senador (PT/SP)<br />
Eliseu Gabriel - vereador (PSB/São Paulo capital)<br />
Evaldo Mocarzel &#8211; cineasta e dramaturgo<br />
Eva Wilma - atriz<br />
Fábio Yamaji &#8211; diretor de animação<br />
Fernando Alves Pinto &#8211; ator<br />
Fernando Henrique Cardoso &#8211; ex-presidente da República e professor emérito da FFLCH/USP<br />
Fred Ghedini - ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e diretor da Associação de Proteção dos Direitos Autorais dos Jornalistas Brasileiros (Apijor)<br />
Gerardo Fontenelle &#8211; cineasta<br />
Gero Camilo &#8211; ator e dramaturgo<br />
Gina Rizpah Besen - psicóloga, consultoria ambiental e doutora em saúde pública<br />
Hélio Goldstejn &#8211; diretor de TV<br />
Jeferson De &#8211; cineasta<br />
João Federici - produtor<br />
João Signorelli &#8211; ator<br />
Jorge Rubies &#8211; presidente da Associação Preserva São Paulo<br />
Jorge Mautner - cantor e compositor<br />
José Osório de Azevedo - desembargador<br />
Junia Sirqueira Soares &#8211; assistente de audio-visual<br />
Kiko Goifman &#8211; cineasta<br />
Laerte &#8211; cartunista<br />
Laerte Késsimos &#8211; ator<br />
Laís Bodanzky - cineasta<br />
Laura Wie &#8211; apresentadora de TV<br />
Leandro Marques &#8211; radialista e cineasta<br />
Lee Taylor &#8211; ator<br />
Lucia Helena Vitalli Rangel &#8211; diretora adjunta da Faculdade de Ciências Sociais da PUC/SP<br />
Lucila Lacreta &#8211; diretora do Movimento Defenda São Paulo<br />
Luiz Carlos Merten &#8211; jornalista<br />
Luiz Thunderbird – VJ, apresentador de TV, radialista e vocalista da banda Devotos de Nossa Senhora<br />
Márcio Debellian &#8211; documentarista<br />
Maria Margarida Cavalcanti Limena &#8211; diretora da Faculdade de Ciências Sociais da PUC/SP<br />
Mouzar Benedito &#8211; escritor e jornalista<br />
Nabil Bonduki &#8211; arquiteto e urbanista e professor da FAU/USP<br />
Newton Moreno &#8211; dramaturgo<br />
Olgária Matos &#8211; professora do Departamento de Filosofia da FFLCH/USP<br />
Paul Heritage -  produtor cultural e diretor de teatro.<br />
Paula C. Ferraz &#8211; assessora de imprensa<br />
Paulo Cannabrava &#8211; Associação de Proteção dos Direitos Autorais dos Jornalistas Brasileiros (Apijor)<br />
Paulo de Tarso Chamon Schmidt &#8211; publicitário e jornalista<br />
Pedro Roberto Jacobi &#8211; sociólogo e presidente do Procam/USP<br />
Raquel Rolnik &#8211; arquiteta e urbanista, professora da FAU/USP e relatora da ONU para o direito à moradia<br />
Raul Teixeira &#8211; sonoplasta e coordenador do curso de Sonoplastia da SP Escola de Teatro<br />
Regina Drummond &#8211; escritora<br />
Regina Porto &#8211; sonoplasta, produtora e curadora de música contemporânea<br />
Ricardo Ohtake – arquiteto<br />
Rodrigo Faria &#8211; produtor cultural e cofundador do Movimento Ilha da Paulista (MIP)<br />
Rubens Rewald &#8211; cineasta e vice-presidente da Associação Paulista de Cineastas (Apaci)<br />
Sara Silveira &#8211; produtora de cinema<br />
Sebastião Milaré &#8211; escritor<br />
Sérgio Haddad &#8211; diretor-presidente do Fundo Brasil Direitos Humanos e socio-fundador da organização Ação Educativa<br />
Sonia Barros &#8211; escritora infanto-juvenil<br />
Soninha Francine, apresentadora e ex-vereadora em São Paulo capital<br />
Tadeu Jungle – cineasta<br />
Toni Venturi &#8211; cineasta<br />
Vera Masagão &#8211; coordenadora geral da Ação Educativa e integrante da coordenação executiva da Abong &#8211; Associação Brasileira de ONGs<br />
Vinícius Romanini &#8211; jornalista e professor de semiótica da ECA e FAU/USP<br />
Zé Celso Martinez Corrêa &#8211; ator, autor, diretor e líder do Teatro Oficina<br />
Zuenir Ventura &#8211; jornalista</p>
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		<title>&#8220;More than a roof&#8221;: documentário mostra crise financeira e hipotecária nos Estados Unidos</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Dec 2011 20:49:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelrolnik</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relatoria da ONU]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[crise financeira]]></category>
		<category><![CDATA[crise hipotercária]]></category>
		<category><![CDATA[direito à moradia adequada]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[missão]]></category>

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		<description><![CDATA[No último dia 10, por ocasião do Dia Internacional dos Direitos Humanos, foi lançado o documentário &#8220;More than a roof&#8221; [Mais que um teto], que registrou a missão que realizei como Relatora da ONU para o Direito à Moradia Adequada, em 2009, aos Estados Unidos, no auge da crise financeira e hipotecária que afetou o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=raquelrolnik.wordpress.com&amp;blog=7847016&amp;post=5357&amp;subd=raquelrolnik&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No último dia 10, por ocasião do Dia Internacional dos Direitos Humanos, foi lançado o documentário &#8220;More than a roof&#8221; [Mais que um teto], que registrou a missão que realizei como Relatora da ONU para o Direito à Moradia Adequada, em 2009, aos Estados Unidos, no auge da crise financeira e hipotecária que afetou o país. O destaque do filme, sem dúvida, são os depoimentos de pessoas atingidas pela crise em diversas cidades e regiões.</p>
<p>Para além dos efeitos econômicos e financeiros, a crise atingiu em cheio as pessoas e suas condições de moradia, o que é muito pouco comentado quando se fala nesse assunto. A mobilização da sociedade civil que acompanhou a missão e produziu esse vídeo continua até hoje, acompanhando a situação, apresentando propostas alternativas de enfrentamento da crise e apoiando grupos e pessoas que têm seus direitos violados.</p>
<p>Produzido por NESRI (National Economical and Social Rights Initiative), CRNHR (Campaign to Restore National Housing Rights) e projeto Housing is a Human Right, o vídeo está agora disponível gratuitamente na Internet (apenas em inglês, sem legendas) e pode também ser adquirido em DVD.</p>
<p>Para mais informações, acesse o site <a href="http://morethanaroofmovement.org/" target="_blank">morethanaroofmovement.org</a></p>
<div class='embed-vimeo' style='text-align:center;'><iframe src='http://player.vimeo.com/video/26627365' width='400' height='300' frameborder='0'></iframe></div>
<p><a href="http://vimeo.com/26627365">More Than a Roof</a> from <a href="http://vimeo.com/user1979829">NESRI</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/raquelrolnik.wordpress.com/5357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/raquelrolnik.wordpress.com/5357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/raquelrolnik.wordpress.com/5357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/raquelrolnik.wordpress.com/5357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/raquelrolnik.wordpress.com/5357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/raquelrolnik.wordpress.com/5357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/raquelrolnik.wordpress.com/5357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/raquelrolnik.wordpress.com/5357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/raquelrolnik.wordpress.com/5357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/raquelrolnik.wordpress.com/5357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/raquelrolnik.wordpress.com/5357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/raquelrolnik.wordpress.com/5357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/raquelrolnik.wordpress.com/5357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/raquelrolnik.wordpress.com/5357/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=raquelrolnik.wordpress.com&amp;blog=7847016&amp;post=5357&amp;subd=raquelrolnik&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Dossiê reúne informações sobre impactos e violações de direitos no caminho para a Copa e as Olimpíadas</title>
		<link>http://raquelrolnik.wordpress.com/2011/12/12/dossie-reune-informacoes-sobre-impactos-e-violacoes-de-direitos-no-caminho-para-a-copa-e-as-olimpiadas/</link>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 21:43:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelrolnik</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sugestões]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo 2014]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[megaeventos]]></category>
		<category><![CDATA[Olimpíadas 2016]]></category>

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		<description><![CDATA[Os Comitês Populares da Copa divulgaram hoje o Dossiê Megaeventos e Violações de Direitos Humanos no Brasil, documento que reúne casos de impactos e violações de direitos humanos nas obras e transformações urbanas empreendidas para a Copa do Mundo e as Olimpíadas no Brasil. Também foi lançado hoje o Portal Popular da Copa. Para ler o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=raquelrolnik.wordpress.com&amp;blog=7847016&amp;post=5346&amp;subd=raquelrolnik&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os Comitês Populares da Copa divulgaram hoje o <em>Dossiê Megaeventos e Violações de Direitos Humanos no Brasil</em>, documento que reúne casos de impactos e violações de direitos humanos nas obras e transformações urbanas empreendidas para a Copa do Mundo e as Olimpíadas no Brasil. Também foi lançado hoje o <em><a href="http://portalpopulardacopa.org/index.php" target="_blank">Portal Popular da Copa</a>.</em></p>
<p><em>Para ler o dossiê, <a href="http://raquelrolnik.files.wordpress.com/2011/12/dossieviolacoescopa.pdf" target="_blank">clique aqui</a>.</em></p>
<p>O documento foi produzido coletivamente pelos Comitês Populares da Copa &#8211; que reúnem acadêmicos, moradores de comunidades, movimentos e organizações sociais &#8211; e consolida uma articulação feita em nível nacional para contestar a forma como a Copa está sendo implementada, fato que nunca tinha acontecido em países que receberam o evento.</p>
<p>Em pelo menos sete cidades, os Comitês Populares da Copa realizaram hoje atos simbólicos de entrega dos dossiês nas prefeituras. O documento será protocolado ainda em secretarias de governos estaduais e ministérios do Governo Federal, além de órgãos como o Ministério Público Federal, o BNDES, a Controladoria Geral da União e o Tribunal de Contas da União. A Comissão de Direitos Humanos da OEA, a Organização Internacional do Trabalho (OIT), e relatorias especiais da ONU também receberão uma cópia.</p>
<p>Veja abaixo os principais temas abordados pelo Dossiê:</p>
<p><strong>Moradia</strong><br />
Relato de casos de despejos arbitrários e remoção de comunidades inteiras em processos ilegais de desapropriação para obras da Copa. Apesar da falta de informação e dados disponibilizados pelos governos, os Comitês Populares conseguiram a estimativa de 150 mil a 170 mil famílias que já tiveram ou correm o risco de terem violados seus direitos à moradia adequada.</p>
<p><strong>Trabalho</strong><br />
As greves e paralisações nas obras dos estádios refletem baixos salários, más-condições de trabalho e superexploração da mão-de-obra em função de atrasos e cronogramas apertados. Além disso, são relatados casos de repressão a trabalhadores informais e de ameaças a direitos de comerciantes que têm estabelecimentos no entorno dos estádios e nas vias de acesso.<br />
<strong><br />
Acesso à Informação, Participação e Representação Popular</strong><br />
A formação de grupos gestores, comitês, câmaras temáticas e secretarias especiais da copa, muitas vezes sob a forma de empresas, constitui instâncias de poderes paralelos, isentos de qualquer controle social. Por outro lado, casos concretos ilustram a falta de informação prestada de forma adequada às comunidades impactadas, o que traz triste lembrança de tempos autoritários.<br />
<strong><br />
Meio Ambiente</strong><br />
Casos demonstram como as licitações ambientais têm sido facilitadas para obras, e como regulamentações ambientais e urbanísticas das cidades estão sendo modificadas arbitrariamente em função dos megaeventos. Na proposta do novo Código Florestal, possibilita-se a permissão para o desmatamento de Áreas de Preservação Permanente (APPs) nas obras para a Copa.<br />
<strong><br />
Mobilidade<br />
</strong>O direito à mobilidade é violado com a expulsão de famílias mais pobres de áreas centrais e valorizadas. Além disso, os investimentos em transporte e mobilidade urbana têm sido feitos sem levar em conta as principais demandas da população, priorizando regiões de interesse de grandes grupos privados, áreas que usualmente estão se valorizando.<strong><br />
</strong><br />
<strong>Acesso a Serviços e Bens Públicos</strong><br />
Como forma de minar a resistência dos moradores, prefeituras estão cortando serviços públicos de comunidades em processo de remoção. Além disso, órgãos públicos destinados à defesa da população mais pobre estão sendo reprimidos e até fechados, ao mesmo tempo que medidas de &#8220;ordenamento&#8221; urbano têm violado o direito de livre acesso da população a espaços públicos.<br />
<strong><br />
Segurança Pública</strong><br />
Medidas propostas ou já implementadas, como a criação de uma Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos no âmbito do Ministério da Justiça, evidenciam uma perspectiva de militarização das cidades durante os megaeventos. Por exigência da Fifa, algumas responsabilidades serão confiadas a empresas, o que aponta para a privatização dos serviços de segurança.</p>
<p><strong>Elitização, </strong><strong>&#8216;Europeização&#8217; e </strong><strong>Privatização do Futebol</strong><br />
O fim de setores populares e o aumento dos preços dos ingressos afastam os mais pobres dos estádios. Além disso, as &#8220;arenas&#8221; da Copa estão sendo desenhadas em padrões que inviabilizam a cultura, os costumes, a criatividade e a forma de se organizar e se manifestar do torcedor de futebol brasileiro. Estádios históricos, como o Maracanã, podem ser entregues à iniciativa privada.</p>
<p><strong>Assessoria de imprensa</strong>:<br />
Gustavo Mehl - <a rel="nofollow">21 8212-1095 e </a>Renato Cosentino - <a rel="nofollow">21 8267-2760</a></p>
<p><em>Fonte: <a href="http://portalpopulardacopa.org/index.php" target="_blank">Portal Popular da Copa e das Olimpíadas</a></em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/raquelrolnik.wordpress.com/5346/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/raquelrolnik.wordpress.com/5346/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/raquelrolnik.wordpress.com/5346/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/raquelrolnik.wordpress.com/5346/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/raquelrolnik.wordpress.com/5346/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/raquelrolnik.wordpress.com/5346/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/raquelrolnik.wordpress.com/5346/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/raquelrolnik.wordpress.com/5346/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/raquelrolnik.wordpress.com/5346/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/raquelrolnik.wordpress.com/5346/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/raquelrolnik.wordpress.com/5346/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/raquelrolnik.wordpress.com/5346/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/raquelrolnik.wordpress.com/5346/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/raquelrolnik.wordpress.com/5346/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=raquelrolnik.wordpress.com&amp;blog=7847016&amp;post=5346&amp;subd=raquelrolnik&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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