O Cine Belas Artes está de volta! Enquanto isso, Instituto Brincante luta para permanecer em sua sede…

banner_cinecaixabelasartes2_vermelho

Depois de muita mobilização, o Cine Belas Artes reabrirá suas portas ao público no próximo sábado, dia 19, às 16h, na tradicional esquina da Rua da Consolação com a Avenida Paulista. Diante de pressões do proprietário, que elevou demasiadamente o valor do aluguel do imóvel, o cinema encerrou suas atividades em março de 2011.

Desde então, foi grande a mobilização para impedir o fechamento permanente do espaço, articulada pelo Movimento pelo Cine Belas Artes, que se empenhou, em conjunto com a prefeitura, para encontrar soluções que viabilizassem a existência do cinema naquela esquina. No início deste ano, a Secretaria Municipal de Cultura anunciou uma parceria com a Caixa que concretizou o desejo de tantos paulistanos. Teremos, enfim, nossa esquina do cinema de volta!

Mas vários outros espaços culturais da cidade veem suas atividades ameaçadas pelo aumento vertiginoso dos valores dos alugueis e pela pressão das incorporadoras. Agora é a vez do Instituto Brincante, na Vila Madalena, criado há 21 anos pelo multiartista Antônio Nóbrega. No final de maio, o instituto recebeu uma notificação judicial determinando a desocupação do espaço em 30 dias. O proprietário pretende vender o imóvel para uma construtora e ameaça ajuizar uma ação de despejo.

Com atividades artísticas, culturais e educativas que envolvem mais de 2.500 pessoas, o instituto tenta agora na Justiça prorrogar o prazo de permanência no local ao menos até concluir os projetos em andamento. Ao mesmo tempo, convoca a população a se mobilizar. Eles convidam a todos para uma “grande brincada” no dia 3 de agosto, no parque Ibirapuera, em apoio ao movimento #FicaBrincante, e prometem para este dia “muita dança, música, oficinas de brinquedos e brincadeiras, e a alegria característica do Instituto!”.

A luta vitoriosa do Belas Artes e a mobilização em torno do Brincante estão longe de encerrar a questão da permanência de espaços culturais em áreas de interesse do mercado. No Plano Diretor, esboçou-se uma tentativa de criar um novo instrumento urbanístico de proteção destes usos, bloqueada pelo conservadorismo dos próprios procuradores da prefeitura.

Neste processo, este tema foi intensamente debatido e acabou criando um conceito – de território cultural- que, a depender agora das mobilizações e encaminhamentos pós-plano, pode ganhar musculatura e avançar neste tipo de proteção. Vai depender, evidentemente, do grau de mobilização e articulação dos inúmeros grupos que hoje estão lutando por uma cidade para todos, com usos “não rentáveis” ou “menos rentáveis” mesmo em áreas de grande interesse do mercado.

*Confira a página do Instituto Brincante no Facebook
*Veja a página do evento Brincada em apoio ao #FicaBrincante
*Confira também a nova página do Movimento pelo Cine Belas Artes

Brasil: quanto mais Copa do Mundo, menos futebol?

Quem vê o Brasil tomado por futebol manhã, tarde e noite, nos espaços reais e virtuais, imagina que a prática do futebol, que historicamente faz parte da vida de milhões de brasileiros desde a mais tenra idade, esteja em grande alta. Ledo engano…

Pesquisa recente da Faculdade de Saúde Pública da USP e da Escola de Enfermagem da UFMG sobre as atividades físicas de lazer mais praticadas pelos brasileiros mostra que, nos últimos anos, a prática do futebol vem diminuindo, enquanto a frequência a academias de musculação e ginástica não para de crescer.

Uma das hipóteses levantadas pela pesquisa para explicar o fenômeno seria, de um lado, o aumento do poder aquisitivo da população, que teria facilitado o acesso às academias de ginástica, e, de outro, a redução de espaços públicos disponíveis para a prática de futebol.

O fato é que os campos de várzea, que no passado revelaram muitos de nossos grandes jogadores, foram minguando rapidamente nas regiões mais centrais, com o processo de urbanização que ocupou estas áreas próximas aos rios. Hoje o futebol amador sobrevive quase que exclusivamente nos campos improvisados nas periferias e favelas, também em franco processo de desaparecimento, sob o impacto da consolidação da urbanização também nestas áreas.

Mas se a Copa do Mundo é o espetáculo máximo do futebol, o futebol da Copa não é o das peladas das favelas e periferias da cidade, imagem recorrente na mídia, mas o futebol-negócio, o futebol-espetáculo midiático que vende tudo, de cuecas a seguros, de cartão de crédito àquela marca de sanduíche.

Na contramão dessa lógica, iniciativas que aliam o futebol de rua à contestação do futebol-negócio acontecerão em São Paulo no próximo mês: de 1º a 12 de julho, o Mundial de Futebol de Rua reunirá 300 jovens, de 24 países, num torneio com regras bem diferentes das da FIFA. O que vale nesta competição é, essencialmente, o processo de construção de cidadania. As partidas acontecerão no Largo da Batata, na Avenida Ipiranga e em seis unidades do CEU.

No mesmo período, o Comitê Popular da Copa de São Paulo, em parceria com organizações e movimentos sociais, realizará a 4ª edição da Copa Rebelde. O evento acontecerá no dia 6 de julho, em pleno território do antigo projeto Nova Luz, no terreno que já foi ocupado pelo centro comercial Fashion Luz, que foi fechado e demolido pelo poder público para dar lugar a um teatro de ópera e dança, de cuja implementação o governo do Estado desistiu recentemente. Abandonado há anos e contribuindo para o processo de degradação daquela área, o local foi então ocupado por um campo de futebol…

Veja nos links abaixo mais informações sobre os dois eventos:

Mundial de Futebol de Rua
Site: http://www.mundialfutebolderua.org/
Página no FB:  https://www.facebook.com/mundialfutebolderua

Copa Rebelde
Site: https://coparebelde.wordpress.com/
Evento no FB: https://www.facebook.com/events/718601578220830/

Amanhã tem comemoração na comunidade Mauá

A noite deste sábado será de festa na ocupação Mauá, localizada no centro de São Paulo. A comunidade vai comemorar o depósito feito pela prefeitura de São Paulo, no valor de R$ 11 milhões, para a compra do edifício que, desde 2007, está ocupado por mais de 200 famílias. Confira abaixo notícia divulgada na página da comunidade no facebook.

Leia outros posts sobre a ocupação Mauá aqui no blog.

Samba e forró para comemorar a vitória da Mauá

Neste sábado, a partir das 18h00, a Comunidade Mauá vai comemorar a grande vitória  da desapropriação do prédio, com samba e forró.  Um palco será montado na frente da ocupação para as apresentações.

Depois  de muita luta e da agonia pela ameaça de reintegração de posse, O processo de desapropriação do prédio iniciou em junho de 2013 quando o prefeito Fernando Haddad assinou o decreto de interesse social. No dia 30 de abril  a prefeitura de São Paulo depositou R$ 11,  milhões correspondentes a sua oferta de compra para a nossa Ocupação, que abriga 237 famílias, aqui na rua Mauá no Bairro da Luz, centro da capital Paulista.

O proprietário deixou o imóvel abandonado, sem função social, por mais de 20 anos,  As famílias já poderiam ter a posse do prédio por uso capião,  Mas quando faltavam apenas  quatro dias para  completar cinco anos da ocupação, o dono pediu a reintegração de posse.

O projeto é para construção de 160 apartamentos conjugados ou de um dormitório . E as  famílias restantes serão atendidas nos outros projetos habitacionais da prefeitura.

*Fonte: Frente de Luta por Moradia

Novas audiências discutirão substitutivo do Plano Diretor de SP

Na semana passada, o relator do Plano Diretor Estratégico na Câmara Municipal de São Paulo apresentou a proposta de substitutivo do Plano, que está em discussão desde abril de 2013, por iniciativa da prefeitura.

O projeto inicial foi entregue ao Legislativo pela prefeitura em setembro do ano passado. Em seguida, a Câmara abriu um processo de discussão pública, com audiências regionais e temáticas.

Clique aqui para ler o texto do substitutivo, bem como seus quadros e mapas.

A partir do próximo final de semana, novas audiências públicas serão realizadas para debater o texto do substitutivo. Confira abaixo a programação:

Audiências Públicas

Data: 5 e 6 de abril
Objetivo: apresentar, debater e receber contribuições para aperfeiçoamento do substitutivo.
Local: Avenida Olavo Fontoura, 1209 – Auditório Celso Furtado.

Sábado (5 de abril):
9:30 h. – Abertura (presidente da câmara, prefeito, presidente da CPPUMA, SMDU)
10 h – Apresentação do substitutivo pelo relator
11 h – Intervenções do público e dos vereadores
14 h -Grupos de Trabalho
1. Uso e ocupação do solo adensamento, outorga
2. Eixo, mobilidade
3. Cultura/ política de patrimônio cultural
4. Moradia – produção habitacional, Zeis
5. Moradia – Regularização fundiária e urbanização
6. Gestão democrática, sistema de planejamento e informação
7. Questão Ambiental na macrozona de proteção: Macro áreas, desenvolvimento da zona rural e instrumentos
8. Questão Ambiental na macrozona de estruturação urbana: áreas verdes, mudanças climáticas e instrumentos

Domingo (6 de abril):
9 h. – Continuidade dos grupos de trabalho
11 h – Apresentação de todos os grupos – propostas contidas no substitutivo e apoiadas pelo grupo, novas propostas, principais polêmicas debatidas
14 h – Encerramento

Audiências temáticas:

Meio Ambiente
Data: 15 de abril (terça-feira)
Horário: 9h às 14h
Local: Plenário 1º de maio – Câmara Municipal. Viaduto Jacareí, 100, 1º andar

Habitação
Data: 16 de abril (quarta-feira)
Horário: 9h às 13h
Local: Salão Nobre e Auditório Freitas Nobre – Câmara Municipal. Viaduto Jacareí, 100, 8º andar

Mobilidade
Data: 17 de abril (quinta-feira)
Horário: 9h às 13h
Local: Salão Nobre – Câmara Municipal. Viaduto Jacareí, 100, 8º andar

Audiências Regionais:

Zona Norte
Data: 14.04 (segunda-feira)
Horário: 19h às 22h
Local: Subprefeitura de Santana – Av. Tucuruvi, 808, Tucuruvi

Zona Sul
Data: 15 de abril (terça-feira)
Horário: 19h às 22h
Local: CEU Meninos – Ipiranga – Rua Barbinos, s/n, São João Clímaco

Zona Centro-Oeste
Data: 16 de abril (quarta-feira)
Horário: 19h às 22h
Local: Faculdade Sumaré – Pinheiros – Rua Capote Valente, 1121

Zona Leste
Data: 17 de abril (quinta-feira)
Horário: 19h às 22h
Local: SENAI – Rua Bresser, 2315 – Mooca

 

Movimentos criticam votação do Projeto Nova BH

Nesta quinta-feira, o Conselho Municipal de Política Urbana (Compur) de Belo Horizonte deverá votar o projeto Nova BH, uma operação urbana consorciada que vem sendo criticada por muitos movimentos, especialmente por ter sido definida sem nenhum diálogo com a população. O projeto prevê intervenções numa área de 25 mil m² do bairro, afetando a vida de cerca de 200 mil pessoas.

Santa Tereza é um bairro histórico da capital mineira, protegido por uma lei que o enquadra como Área de Diretrizes Especiais (ADE), que define regras específicas para preservar sua paisagem e suas características histórico-culturais.

Além disso, de acordo com integrantes desses movimentos, o projeto terá como consequência desapropriações (diretas e indiretas), fortalecimento da especulação imobiliária e mais incentivo ao transporte privado.

A composição do conselho (oito representantes do executivo, dois do legislativo, dois do empresariado, dois do setor popular e dois do setor técnico) é extremamente desfavorável aos que estão lutando contra o projeto, tentando impedir que ele seja levado a votação sem nenhuma discussão. Aliás, no final do ano passado, o Ministério Público de Minas Gerais fez uma recomendação ao conselho para que o projeto não fosse votado.

Movimentos como o Salve Santa Tereza, Tarifa Zero, Fora Lacerda, Brasilinha do Lacerda Não, dentre outros, vêm realizando manifestações e divulgando informações sobre esta e outras ações que vêm sendo implementadas.

Para saber mais, leia o informativo do movimento Salve Santa Tereza.

São Paulo 460 anos: confira programação completa

Amanhã a cidade de São Paulo completa 460 anos. Além dos tradicionais shows na região central, as comemorações este ano incluem eventos e atividades em bairros de todas as regiões da cidade, além de uma programação especial para o público infantil, na Praça das Artes.

Confira abaixo matéria do site da Secretaria Municipal de Cultural com a programação completa.

Secretaria Municipal de Cultura celebra 460 anos de São Paulo com programação para todas as idades

Praça da República sedia grande show com Paulinho da Viola, seguido de Os Opalas com Jair Rodrigues; Programação dedicada ao público infanto-juvenil acontece na Praça das Artes com shows da Galinha Pintadinha e Pequeno Cidadão; Praça Ramos de Azevedo recebe Chefs na Rua; Shows acontecem também nos bairros

A Secretaria Municipal de Cultura preparou uma grande festa para celebrar os 460 anos da cidade de São Paulo, com atrações para todas as idades, no dia 25 de janeiro. É a primeira vez que, além do já tradicional grande show no Centro, que neste ano será na Praça da República, haverá também uma programação inteiramente dedicada ao público infantil, na Praça das Artes. Na Praça da República, a abertura da celebração será com Paulinho da Viola, às 17h. Na sequência, às 20h, começa um Baile Black comandado pelo Os Opalas, com convidados como Jair Rodrigues, Skowa, Karol Conká e Tony Tornado.

PROGRAMAÇÃO INFANTO-JUVENIL NA PRAÇA DAS ARTES

Cena do musical “A galinha pintadinha”, que abre a programação infantil do aniversário de São Paulo


Depois do grande sucesso da Viradinha, durante a última edição da Virada Cultural, a Secretaria Municipal de Cultura resolveu repetir a experiência também no aniversário da cidade, com o programa São Paulo Carinhosa. As atividades começam às 9h, na Praça das Artes, com a atração musical “A Galinha Pintadinha”. Diversas atrações de teatro e animação como “Vila Tarsila” e “Buraco no Muro”, animam a tarde da garotada. Às 16h, o grupo Pequeno Cidadão, formado por Edgard Scandurra, Taciana Barros e Antonio Pinto, canta acompanhado de seus respectivos filhos.

No primeiro andar, um espaço de convivência será montado para as crianças. As atividades serão coordenadas por oficineiros, que irão supervisionar atividades como oficinas sensoriais, de música, brincadeiras de roda e até yoga para os pequenos.

OCUPA SAMPIMBA
Dia 25, às 19h até dia 26, 12h.
Centro Cultural São Paulo. R. Vergueiro, 1.000, Paraíso. Próximo da estação Vergueiro do Metrô. Tel. 3397-4001
Centro Cultural da Penha. Largo do Rosário, 20, Penha. Próximo ao Shopping Penha. Zona Leste. Tel. 2295-0401.
Mais informações e ficha de inscrição no site: http://www.centrocultural.sp.gov.br e no e-mail: centroculturaldapenha@gmail.com

Confira aqui a programação especial infantojuvenil

PROGRAMAÇÃO DE SHOWS DESCENTRALIZADOS

A seleção dos artistas que tocam nestes palcos foi feita por uma curadoria especializada, de pessoas que unem o conhecimento artístico e buscam, com a programação diversa, refletir a metrópole multifacetada.

Ariel (Invasores de Cérebros), Shirley Casa Verde (Ca.Ge.Be) e Roger Duran (Sinfonia de Cães) programaram a zona norte. A Praça Campo de Bagatelle, em Santana, recebe uma programação a partir das 11h do dia 25 de janeiro, com o Núcleo Pavanelli. À tarde, artistas de punk-rock como os grupos Esgoto e Juventude Maldita agitam o público. E o encerramento tem artistas de rap como Dexter e MV Bill.

Alessandro Buzzo, Rodrigo Campos e Sharylaine assinam a curadoria do Parque do Carmo, na zona leste. Flora Mattos, Lurdez da Luz, Rappin’ Hood tocam ao longo do dia. O encerramento, às 20h, fica por conta de Jorge Aragão.

Na zona oeste, o Largo da Batata recebe programação nos dias 25 e 26 de janeiro. Dinho Nascimento (Festa do Boi), Maria Alcina e Daniel Belleza são os curadores responsáveis pela região, que recebe, no dia 25, shows a partir das 14h, com Planta e Raiz, Eduardo Dussek, Mercenárias e encerramento dos gaúchos do Cachorro Grande. No domingo, a festa continua a partir das 14h com Anastácia, Poesia Maloqueirista e encerramento com o cantor e compositor Odair José.

Ully Costa, Chapinha (Samba da Vela) e Izzy Gordon selecionaram os artistas da Zona Sul. As apresentações também acontecem nos dias 25 e 26, no Largo da Piraporinha. Ellen Oléria, vencedora da primeira edição do programa The Voice Brasil, Samba da Laje, Rael e Emicida estão entre as atrações da região.

Confira aqui a programação nos bairros

CHEFS NA RUA

Integrando a programação, o Chefs na Rua levará mais uma vez ao centro da cidade grandes nomes da cozinha atual servindo pratos a preços acessíveis, sempre com o intuito de democratizar a gastronomia e gerar experiências. O evento é produzido e idealizado pela KQi Produções em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

Sob co-curadoria do Chef André Mifano, chefs engajados na busca pela reconexão da gastronomia brasileira foram convidados a ocupar as 15 barracas que integram esta edição, que ficarão localizadas na Praça Ramos de Azevedo, em frente ao Theatro Municipal. O evento se prepara para receber um público estimado em 100 mil pessoas, oferecendo clássicos da culinária paulistana com técnicas profissionais e o conceito apurado dos Chefs, apresentando a gastronomia como parte de um movimento cultural.

Confira aqui a programação do Chefs na Rua

Veja a programação completa:

GRANDE SHOW DE ANIVERSÁRIO
Local: Praça da República. Centro. Grátis.

17h – Paulinho da Viola
20h – SP Black: Os Opalas convida: Jair Rodrigues, Skowa, Karol Conká e Tony Tornado.

SP NA RUA
Na região central, acontece uma grande festa, em um formato pulverizado, onde os coletivos, que ocupam a região do perímetro do Centro Expandido, desenvolverão pequenas pistas de dança e diversas atividades culturais. Coletivos convidados:  Voodoohop, Calefação Tropicaos, Santo Forte, Barulho.org, Metanol, Dubversão, Free beats, Organismo Piknik, A Rua é Show (Nelson Triunfo), Pilantragi, Selvagem, Carlos Capslock, entre outros.
| Dia 25, 22h. Grátis

CIRCUITO DE EVENTOS DESCENTRALIZADOS
4 shows nas quatro regiões da cidade (norte, sul, leste e oeste) sob a curadoria de artistas residentes no local nos dias 25 e/ou 26 de janeiro. Grátis.

ZONA NORTE
Local: Praça Heróis da FEB/Campo de Bagatelle – Santana
Apresentador: Dede Quilombaque
Curadores: Ariel (Invasores de Cérebros), Shirley Casa Verde (Ca.Ge.Be), Roger Duran (Sinfonia de Cães)

Sábado, 25 de janeiro
11h – Núcleo Pavanelli de Teatro de Rua e Circo
13h – Quilombo Hi-fi Soundsystem
13h – Hardcore por Ódio
14h – Subviventes
15h – Esgoto
16h – Juventude Maldita
17h – Sarau Literatura Andante
17h30 – Samba do Congo
18h – Banda Maneva
19h – SNJ
19h45 – Família Quatro Vidas
20h30 – Dexter
21h30 – MV Bill

ZONA LESTE

Local: Parque do Carmo (Av. Afonso de Sampaio e Souza, 951 – Itaquera)
Curadores: Alessandro Buzzo, Rodrigo Campos e Sharylaine
MESTRE CERIMONIA – Max, DMN
Nos intervalos: DJ SIMMONE

Sábado, 25 de janeiro
13h – DJ King
14h – Odisseia Das Flores
15h – O Que Dizem Os Umbigos
16h – Aláfia
17h – Flora Matos
18h – Lurdez Da Luz
19h – Rappin Hood
20h – Jorge Aragão

ZONA OESTE

Local: Largo da Batata – Pinheiros
Dias 25 e 26 de janeiro
Curadores: Dinho Nascimento (Morro do Querosene), Maria Alcina e Daniel Belleza

Sábado, 25 de janeiro
14h – Planta & Raiz
14h45 – Chris Murray (EUA) – apresentação nos intervalos
15h15 – Ambulantes
16h00 – Chris Murray (EUA) – apresentação nos intervalos
16h30 – Eduardo Dussek
17h45 – Porcas Borboletas
18h30 – Manos Urbanos – apresentação nos intervalos
19h00 – Mercenárias
19h45 – Manos Urbanos – apresentação nos intervalos
20h15 – Inocentes
22h00 – Cachorro Grande

Domingo, 26 de janeiro
14h – Tião Carvalho
14h45 – Poesia Maloqueirista – apresentação nos intervalos
15h15 – Anastácia
16h00 – Poesia Maloqueirista – apresentação nos intervalos
16h30 – Rafael Castro & Convidados
17h15 – Poesia Maloqueirista – apresentação nos intervalos
17h45 – Cérebro Eletrônico
19h30 – Odair José

ZONA SUL

Local: Largo de Piraporinha – M’ Boi Mirim
Dias 25 e 26 de janeiro
Curadores: Ully Costa, Chapinha (samba da vela) e Izzy Gordon

Sábado, 25 de janeiro
15h – Samba da cultura – participação especial de Marquinos Dikuã
16h – Jorginho Neto
17h – Ricardo Vignini e Índio Cachoeira
18h – Poesia samba soul
19h – Pagode da 27 convida Samba Delas
20h – Samba da Laje
21h – Ellen Oléria

Domingo, 26 de janeiro
15h – Versão Popular
16h – Sidimar  Vieira
17h – Comunidade Maria Cursi
18h – Anelis Assumpção
19h – Rael
20h – lino krizz
21h – Emicida

PROGRAMAÇÃO INFANTO-JUVENIL


Palco Principal (Praça das Artes)
Avenida São João, 281

9h- A Galinha Pintadinha – “Cadê Popó” (Musical)
12h – “Água” – Clã Estúdio das Artes Cômicas (Teatro de Rua/Circo)
11h- “Cocô de Passarinho” – Cia. Nós de Teatro, Dança e Animação (Teatro/Dança/Animação)
10h- “Mário e as Marias” – Cia. Lúdico (Teatro de Rua)
13h- “Vila Tarsila” – Cia. Druw (Dança)
14h – “Interlúdios” – Academia de Palhaços (Circo/Teatro)
15h – “Buraco no Muro” – Maracujá Laboratório de Artes (Teatro)
16h30 – Pequeno Cidadão (Música)
18h – “Pedro e o Lobo” – Giramundo (Teatro de Bonecos)

Espaço de Brincar Mamusca (Primeiro Andar)

De 0 A 36 MESES

9h às 10h – Oficina de Sensações
10h45 às 11h45 – Oficina dos Arteirinhos
12h15 às 13h45 – Música para Pequeninosa
14h15 às 15h15 – Dança para Pequeninos
15h45 às 16h45 – Yoga Canguru

De 3 A 6 ANOS

9h às 10h45 – Brincadeiras Circenses
11h15 às 12h45 – Pintura com Flores
13h15 às 14h45 – Construindo um Caxixi
15h15 às 16h45 – Oficina do Meio Ambiente

De 6 A 10 ANOS

9h às 10h45 – Capoeira
11h15 às 12h45 – Construindo uma Câmera Fotográfica
13h às 14h45 – Oficina de Tricô de Dedo e Pompons de Lã
15h15 às 16h45 – Oficina de Marcenaria

Espaço Brincadeiras

9h às 17h – Massinha e Desenho
9h30 às 10h30 – Cantoria Animada
11h30 às 12h30 – Jogos
13h30 às 14h30 – Brincadeiras de Roda
15h30 às 16h30 – Histórias e Brincadeiras

Chill Out Família

9h às 16h – Oficina de Graffiti
9h às 17h – Caricaturista

Artistas, atrações e brincadeiras itinerantes

9h às 11h – Brincadeiras com o corpo
9h às 11h – Cantoria com a viola
11h às 13h – Brincadeiras com ‘A Fulana e O Melão’
11h às 13h – Percussão com Beto Abud e Caio Ignácio
11h às 14h – Realejo
13h às 15h – Brincadeiras de circo
13h às 15h – Sons do acordeon
15h às 17h – Perna de Pau, Malabares e Monociclo com ‘Abbacircus’
15h às 17h – Roda de Capoeira

Sala do Conservatório

9h às 10h – O Quintal de Fulana e Melão
10h45 às 11h45 – Canta e Conta
12h30 às 13h30 – Abbacircus
14h às 14h30 – Kiara Terra com ‘Histórias Para Construir Cidades’
14h30 às 15h – Kiara Terra com ‘Histórias Para Construir Cidades’
16h às 16h45 – Trupe Pé de Histórias
17h às 17h45 – Trupe Pé de Histórias

SHOW NO MERCADO MUNICIPAL
Tradicional circuito de apresentações no Mercado Municipal.
dia 24
20h – Na palma da mão
22h – Sampagode convida lecy brandão

dia 25
13h – Banda Eu Tu Eles
15h – Demônios da garoa

dia 26
12h –  Dona Iná
14h – Chorando as Pitangas

TERRITÓRIO FUNK
Nomes como Menor do Chapa, MC Pet DaLeste, Mc Gui promovem um grande “pancadão” na Praça Civica Ulisses Guimarães.
*Parceria com a Secretaria Municipal para Promoção da Igualdade Racial
| Dia 26, às 14h.

Sexta-feira é dia de comemorar a reabertura do Belas Artes

No final da semana passada, a imprensa paulistana anunciou uma importante notícia pra cidade de São Paulo: a reabertura do Cine Belas Artes, fechado desde 2011. Depois de três anos de muitas mobilizações lideradas pelo Movimento pelo Belas Artes (MBA), um convênio entre a Secretaria Municipal de Cultura e a Caixa Econômica viabilizou o projeto de reabertura. A previsão é que o cinema volte a funcionar entre maio e junho.

Para comemorar, o MBA convida a todos para uma festa na próxima sexta-feira, véspera do aniversário da cidade, com concentração na Praça do Ciclista, pertinho da esquina onde fica o cinema, a partir das 19h.

Confira a página do evento no Facebook.

Abaixo compartilho um artigo de Nabil Bonduki, publicado hoje na Folha.

Cine Belas Artes, um avanço fundamental

A reabertura de um cinema de rua simboliza a reversão do processo de abandono do espaço público, um passo rumo a uma cidade mais humana

Sem a mobilização, a persistência e a capacidade de diálogo do Movimento Cine Belas Artes (MBA), não estaríamos hoje às vésperas de comemorar a histórica reabertura do cinema, em São Paulo.

Há três anos, quando publiquei, neste mesmo espaço, o artigo “Não deixe o cine Belas Artes fechar” (12/1/2011), muitos disseram que a batalha estava perdida, que os cinemas de rua estavam morrendo e que a vida era assim mesmo, que “a força da grana destrói coisas belas”.

Essa história mostra que podemos reverter o “curso natural” das coisas. Mesmo sem o cinema (fechado em março de 2011), o MBA resistiu graças à sua extraordinária liderança, que combinou mobilização social com diálogo permanente junto aos órgãos de preservação, Judiciário e Legislativo, promoveu a abertura de processos de tombamento, CPI na Câmara Municipal, audiências na Assembleia Legislativa, propostas para o Plano Diretor Estratégico da cidade e abaixo-assinados.

Em um persistente diálogo com os atores envolvidos, o MBA conseguiu impedir que o prédio da rua da Consolação se transformasse em um estabelecimento comercial e mantiveram a luz acesa no final de um túnel escuro. A chama foi fundamental para que, a partir do início de 2013, na conjuntura criada pela eleição de Fernando Haddad (PT-SP), a Prefeitura de São Paulo pudesse pavimentar o difícil caminho que viabiliza agora a reabertura do cinema.

Sob a coordenação das secretarias municipais de Cultura e de Desenvolvimento Econômico, buscou-se uma solução que não gerasse custos para a prefeitura, garantisse um cinema com programação e processo de gestão diferenciados e contribuísse para a nova etapa do audiovisual em São Paulo, com a criação da SP Cine e a reabertura dos cinemas de rua.

Um verdadeiro presente de aniversário, a reabertura do Belas Artes não deve ser entendida como o ponto de chegada dessa luta, mas uma referência para o avanço na criação de mecanismos de proteção para os espaços culturais da cidade. Ao longo desses três anos, amadureceu a tese de que São Paulo precisa se proteger da valorização imobiliária, preservando lugares significativos inscritos como patrimônio imaterial, espaços de acesso público relevantes como teatros, cinema, bares e restaurantes.

Sem esses lugares, a cidade perde sua memória, seus pontos de encontro e sociabilidade. Fica sem referências. Foi esse o nosso sentimento quando o cinema fechou, interrompendo uma inovadora forma de se relacionar com o público, que incluía o “noitão” –sessões madrugada adentro com filmes surpresa, café da manhã e alguma paquera.

Deveremos acolher no substitutivo do Plano Diretor propostas sugeridas pelo Movimento Cine Belas Artes no processo participativo promovido pela Câmara Municipal, como instrumentos de proteção legal para os lugares representativos na cidade e a criação de um corredor ligando os diversos espaços culturais localizados entre a avenida Paulista e o centro.

Esses lugares são fundamentais para a ocupação do espaço público, elemento que dá vida e segurança à cidade. Eles precisam ser estimulados pelo poder público com mecanismos como a lei nº 13.712, de minha autoria, que dá incentivos fiscais aos cinemas de rua, articulados a um programa de ampliação do acesso ao audiovisual, priorizando jovens e idosos de baixa renda.

Embora possa parecer um evento na contramão da história, a reabertura de um cinema de rua simboliza a reversão de um processo de abandono do espaço público na cidade. Está coerente com a proposta do novo Plano Diretor, que valoriza os serviços e comércio de rua. Por isso, o novo Belas Artes não é um evento isolado, mas uma pedra importante na construção de uma cidade mais humana.

NABIL BONDUKI, 58, professor titular de planejamento urbano na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, é vereador em São Paulo pelo PT e relator do projeto de lei de revisão do Plano Diretor Estratégico na Câmara Municipal

Comunidade conquista prêmio pelo Plano Popular da Vila Autódromo

Os moradores da Vila Autódromo, no Rio de Janeiro, comemoram o primeiro lugar conquistado pelo Plano Popular da Vila Autódromo no Urban Age Award, um prêmio internacional de urbanismo. O plano é uma proposta alternativa de urbanização da comunidade, que mostra que é viável executar o projeto olímpico sem remover os moradores.

Confiram abaixo a notícia divulgada pela associação de moradores sobre a conquista do prêmio.

Plano Popular da Vila Autódromo ganha Prêmio Internacional de Urbanismo

Associação pretende construir creche e cooperativa de reciclagem com a premiação de 80 mil dólares

Moradores da Vila Autódromo comemoraram na noite desta terça (3) o primeiro lugar no Urban Age Award, importante prêmio internacional que reconhece e celebra iniciativas criativas para as cidades. A premiação é organizada pelo Deutsche Bank e pela London School of Economics e cerca de 170 projetos da Região Metropolitana do Rio de Janeiro concorreram.

O prêmio é resultado da luta de mais de 20 anos dos moradores da Vila Autódromo pelo direito à moradia. Apesar de já possuírem o título de posse do local, a Prefeitura do Rio insiste em removê-los. O Plano Popular, construído com assessoria das universidades federais UFF e UFRJ, mostra que é possível uma cidade democrática e diversa, que o Projeto Olímpico pode ser realizado sem expulsar os moradores de suas casas.

“Nós socializamos esse prêmio com todas as comunidades e com todos aqueles que que colaboraram e torceram. Traz autoestima aos moradores num momento de preocupação com as recentes ações da Prefeitura”, disse Inalva Mendes Brito, que mora na Vila desde a década de 80. “O Rio passa por esse momento de reivindicações nas ruas, de luta por direitos, e esse prêmio é um estímulo para seguir em frente”, concluiu.

Com o prêmio de 80 mil dólares, a Associação planeja construir uma creche, uma das necessidades das famílias do local, e uma cooperativa de reciclagem. Os moradores convidam a todos para celebrar com um churrasco no próximo domingo, a partir das 13h, na Associação de Moradores da Vila Autódromo.

– Faça o download do Plano Popular da Vila Autódromo
– Faça o download do quadro comparativo entre as propostas do Plano Popular da Vila Autódromo e da Prefeitura do Rio

Mais informações

Associação de Moradores da Vila Autódromo:

Altair Guimarães: 21 97592-5365
Jane Nascimento de Oliveira: 21 99847-5876
Inalva Mendes Brito: 21 99445-3341

Universidades apoiadoras:

Prof. Carlos Vainer – ETTERN/IPPUR/UFRJ: 21 99612-7970

Profa. Regina Bienenstein – NEPHU/UFF: 21 98898-4024
Arquiteta Giselle Tanaka – IPPUR/UFRJ: 21 96922-4849

Finalmente uma Bienal de Arquitetura em busca da cidade

A Bienal de Arquitetura de São Paulo finalmente se abriu para a cidade, sua complexidade, seus conflitos e contradições. Em sua décima edição, a Bienal trouxe como tema central “Cidade, modos de fazer, modos de usar”, rompendo com a melancolia dos anos anteriores – quando, a despeito da abnegação do IAB em não permitir que o evento simplesmente deixasse de existir, a Bienal converteu-se em algo entre mostra e feira de objetos arquitetônicos e propagandas institucionais de governos e seus parceiros corporativos, enquanto a cidade lá fora se desmilinguia…

Mas, se as bienais andavam mal das pernas era porque a própria arquitetura – em um mundo onde o espaço construído se transformou cada vez mais em mercadoria e ativo financeiro e a arte e a cultura em suportes essenciais de marketing – tornou-se uma espécie de portadora de grife, isca espetacularizada para a abertura de frentes de expansão imobiliária. Assim, cidades foram ganhando “pontes de Santiago Calatrava”, museus Guggenheim, torres brilhantes e vistosas assinadas por nomes famosos, e a arquitetura e o urbanismo foram perdendo vigor e sentido.

Nesta Bienal, a primeira ruptura notável com esse modelo se deu no próprio espaço de exposição, que ocupou diversos locais da cidade simultaneamente, penetrando-a e deixando-se contaminar por ela. A segunda foi temática e curatorial: constituindo uma rede com diversos parceiros que, a partir de seus lugares, de alguma forma já estavam engajados em problematizar a cidade, a bienal tem a cidade banal, e não o objeto arquitetônico, como seu tema central.

Modos de agir, de habitar, de fluir, de encontrar, de atravessar, de negociar, de ser moderno, de colaborar, de ver: estes foram os eixos que orientaram exposições, mostras, exibições de filmes, debates e intervenções em espaços diversos como o Centro Cultural São Paulo, Museu da Casa Brasileira, estações de metrô, minhocão, vão livre do Masp, Sesc Pompeia, Praça Victor Civita, Centro Universitário Maria Antônia, Casa do Povo, Teatro Oficina, IAB, entre outros, falando sobre os carros, as densidades, as precariedades, as resistências, a habitação…

Infelizmente, porém, embora grandes temas tenham aparecido, as intervenções propostas no campo da arquitetura/urbanismo para lidar com essas questões parecem ainda padecer de uma espécie de “síndrome de Marte”: algo externo, que chega de cima pra baixo, alisando o território, se recusando a interagir com suas dobras…

As exceções (sim, elas também estão ali) se apresentam como reflexão mais livre e radical a partir do trabalho colaborativo de arquitetos, urbanistas, artistas, universidades, escritórios de arquitetura e design, ainda infinitamente longe de sua realização. O grande mérito dessa Bienal é justamente mostrar esse vazio: estupefatos diante de um artefato urbano monstruoso, começamos, pelo menos, a enxergar…

Pra quem ainda não foi conferir, é bom correr, pois o evento se encerra no próximo final de semana.

*X Bienal de Arquitetura de São Paulo: até 1º de dezembro
Confira a programação.

Parque Augusta: assembleia pública nesta sexta-feira

Amanhã, às 17h, na esquina das ruas Augusta e Caio Prado, o Movimento pela Parque Augusta realiza uma assembleia pública para discutir a situação do local onde moradores e frequentadores da região reivindicam, há décadas, a construção de um parque.

Em agosto deste ano, venceu a validade de um decreto municipal de 2008 que declarava de utilidade pública o terreno de cerca de 25 mil m², localizado na Rua Augusta, entre a Caio Prado e a Marquês de Paranaguá. Com o decreto vencido, os proprietários querem vender o terreno para incorporadoras que desejam construir torres residenciais e comerciais.

Leia mais aqui no blog sobre este assunto: Sim, queremos um parque na Augusta. Mas a desapropriação é a melhor solução?

Segundo os organizadores da assembleia, o objetivo do encontro é “discutir sobre a especulação imobiliária e a cidade de São Paulo que os cidadãos realmente desejam”. Eu participarei do encontro junto com o vereador e urbanista Nabil Bonduki,  além do jornalistas Sabrina Duran e Fabrício Muriana (do projeto Arquitetura da Gentrificação).

Clique aqui para mais informações sobre a assembleia.

Abaixo segue o cartaz de divulgação do evento.

ASSEMBLEIA PQ AUGUSTA CARTAZ

Discussão do novo Plano Diretor na Câmara tem início esta semana

Na próxima quinta-feira (24), às 19h, terá início o processo de discussão do projeto de lei do novo plano diretor de São Paulo na Câmara Municipal. Nesta data, haverá uma apresentação geral do projeto enviado pelo Executivo ao Legislativo no final de setembro.

A partir daí, serão realizadas nove audiências temáticas, 31 audiências regionais, em cada uma das sub-prefeituras, além de 4 audiências macrorregionais. No total, serão 44 encontros para aprofundar as discussões sobre o projeto. A primeira atividade será uma audiência macrorregional em Guaianazes, no sábado (26), às 10h, no CEU Jambeiro.

A partir das contribuições recebidas nesta nova rodada de consultas, um substitutivo será elaborado e apresentado ao plenário da Câmara para votação. Contribuições também poderão ser enviadas pela internet.

O calendário das audiências temáticas já está definido. Confira abaixo:

Outubro

Dia 31: Estruturação urbana e mobilidade: sistema de mobilidade e suas ações prioritárias (artigos 175 a 199)
Horário: 18h às 22h
Local: Salão Nobre da Câmara

Novembro

Dia 1: Redes de estruturação urbana e adensamento: eixos de estruturação, AIU, AEL, parâmetros urbanísticos e incentivos (artigos 50 a 67, 254 )
Horário: 9h às 13h
Local: Plenário 1º de Maio

Dia 5: Instrumentos urbanísticos: outorga onerosa, operações consorciadas, concessão urbanística (artigos art. 82 a 89, 96 a 102, 124)
Horário: 9h às 13h
Local: Salão Nobre

Dia 12: Preservação cultural: ZEPECs, transferência do potencial construtivo (artigos 55 a 58, 90 a 95)
Horário: 9h às 13h
Local: Plenário 1º de Maio

Dia 14: Espaços para a produção da moradia: conceitos de ZEIS, regras para ZEIS 2 , 3 e 4. Empreendimentos de HIS. Cota de solidariedade (artigos 10 inciso XXII e XXIII, 39 a 48 e 125)
Horário: 19h às 22h
Local: Salão Nobre

Dia 18: Gestão democrática e descentralização: sistema de planejamento urbano, planos regionais e planos de bairro. Instrumentos de participação social e Conselho municipal de política urbana (artigos 114 a 118, 216 a 249)
Horário: 19h às 22h
Local: Salão Nobre

Dia 26: Sistema ambiental urbano e suas ações prioritárias (artigos 129 a 174)
Horário: 9h às 13h
Local: Plenário 1º de Maio

Dezembro

Dia 3: Redução da Vulnerabilidade: macroárea, urbanização em ZEIS1; Ações prioritárias em habitação e para redução de risco (artigos 40, 126, 208 e 212)
Horário: 9h às 13h
Local: Plenário 1º de Maio

Dia 9: Proteção ambiental: macrozona e suas macroáreas. Instrumento ambiental de pagamento por prestação de serviços ambientais (artigos 12; 16 a 18,112 e 113)
Horário: 9h às 13h
Local: Salão Nobre

Prefeitura divulga minuta do novo Plano Diretor de São Paulo. Divulgue e contribua com o debate!

Começa hoje a quarta e última etapa da revisão do plano diretor de São Paulo, com a apresentação da minuta do Projeto de Lei, construído a partir das discussões e propostas colocadas nas etapas anteriores. A partir de agora, o texto está aberto para consulta pública durante um mês, antes de ser consolidado pela prefeitura para ser enviado à câmara municipal.

Clique aqui para ler o documento.

Qualquer pessoa pode participar das audiências ou enviar suas contribuições através do site da prefeitura. Antes, porém, leia atentamente as regras de participação.

Confira também o relatório das etapas anteriores e a agenda de atividades.

* Todas as informações estão disponíveis no site http://gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br/

Cidades Rebeldes: livro será lançado com debates em São Paulo e no Rio

Cidades rebeldes capa Final.indd

Na próxima quinta-feira (22), a editora Boitempo realiza debates em São Paulo e no Rio de Janeiro para lançar o livro Cidades Rebeldes: Passe Livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil. A publicação traz análises das manifestações de junho em nosso país, a partir de ensaios curtos escritos por vários autores, apresentando, portanto, perspectivas e pontos de vistas diversos sobre o assunto. A convite da editora, contribuí com o texto de apresentação.

Para mais informações sobre o livro, acesse o site da editora.

Veja a seguir informações detalhadas sobre os debates em cada cidade.

São Paulo
com Paulo Arantes, Jorge Souto Maior, Ruy Braga, Karl von Holdt, Raquel Rolnik, Silvia Viana, Lincoln Secco, MPL e Roberto Schwarz (a confirmar)
22 de agosto | quinta-feira | das 17h às 19h e das 19h30 às 21h30
Sala 14 | Prédio de filosofia e Ciências Sociais | FFLCH | USP Cidade Universitária | São Paulo | SP

Confira a página do evento no Facebook.

Rio de Janeiro
com Mauro Iasi, Carlos Vainer, Felipe Brito e Pedro Rocha de Oliveira
22 de agosto | quinta-feira | 18h
Auditório Manoel Maurício | CFCH | UFRJ
Campus Praia Vermelha | Rio de Janeiro | RJ

Confira a página do evento no Facebook.