Incêndios em favelas de São Paulo: está mais do que na hora de prevenir e investigar

Na última segunda-feira, um incêndio no Morro do Piolho, na zona sul de São Paulo, deixou mais de 1.100 pessoas desabrigadas. Foi o 5º incêndio registrado em menos de 20 dias. Em março, a Câmara Municipal instalou uma CPI para investigar a enorme quantidade de incêndios recentes que vêm ocorrendo na cidade. A primeira reunião da CPI, no entanto, foi realizada somente esta semana, servindo apenas para indicar o presidente e o relator. Para poder funcionar, a comissão terá que pedir uma prorrogação de prazo, já que incialmente ela deveria encerrar seus trabalhos na próxima semana.

É importante ressaltar que, diante desta situação, o trabalho da CPI é fundamental, especialmente porque existe a suspeita de que muitos destes incêndios possam ser criminosos, a fim de “facilitar” a remoção de comunidades, liberando áreas para empreendimentos, já que processos de remoção legais podem tardar anos, especialmente em favelas já consoIidadas.

De fato, é bastante estranho que favelas que já passaram por situações muito mais precárias e propensas a incêndios do que hoje – a existência de barracos de madeira, por exemplo – estejam pegando fogo exatamente agora, no contexto de um dos mais altos booms do mercado imobiliário paulistano.

Outra questão importante nessa história é saber por que o programa de prevenção a incêndios da Prefeitura não está funcionando. Antes de ocorrer o último incêndio, a Folha Online diz que questionou a Prefeitura sobre o programa e a resposta dada foi de que o programa “está em pleno funcionamento”. O irônico é que o morro do Piolho era considerado o “laboratório” da Prefeitura para o desenvolvimento do programa.

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12 comentários sobre “Incêndios em favelas de São Paulo: está mais do que na hora de prevenir e investigar

    • é.. acho que você não entendeu… não tem ninguem sendo socorrido e sim desabrigado, vao construir condominios de classe media no lugar, sso é mando das construtoras com politicos corrupitos.

  1. Olá Raquel.

    Realmente, existe suspeita de sobra sobre essa onda de incêndios que vem acontecendo nas favelas da cidade de São Paulo, e a CPI continua parada, o que só piora as coisas.
    Escrevi um artigo no blog do PET de Relações Internacionais da PUC-SP sobre o tema, em que levantei os dados da distribuição de favelas na cidade, a concentração de incêndios e as valorizações imobiliárias nas regiões. Muito interessante, acho que vale a pena dar uma olhada:
    http://petripuc.wordpress.com/2012/09/06/nao-acredite-em-combustao-espontanea/

    Abraços,
    João Fernando

  2. Dia 9 de setembro, domingo agora, iniciando às 15h, estaremos em frente ao antigo edifício do Hotel Columbia Palace em Rexistência apoiando a Ocupação São João.

    Há cerca de 2 anos, no dia das eleições presidenciais que elegeram Dilma Rousseff, vários movimentos de trabalhadores sem-teto cansados de esperar pela destinação social da propriedade, prevista em lei e prometida pelas esferas governamentais, ocuparam para fins de moradia diversos imóveis abandonados na área central da cidade, cujos donos devem mi
    lhões em impostos. Imóveis que já constavam na lista da Secretaria de Habitação como passíveis de serem direcionados para moradia popular. Quase todas essas ocupações foram desalojadas nesse período, sinalizando de forma clara a serviço de quem está o poder judiciário.

    A Ocupação São João é um cartão postal da cidade situada no número 588 da famosa Avenida São João. Ela abriga 85 famílias e conta com diversas atividades culturais abertas ao público. Os moradores receberam uma ordem de reintegração de posse marcada para o dia 11 de setembro que está temporariamente suspensa pela justiça, já que o proprietário do edifício se recusou a fornecer os meios de transporte e depósito dos objetos dos moradores.

    Todos estão convidados para o encontro de Rexistência Cultural, unindo forças nesse protesto que celebra a rua, a ocupação e a capacidade das pessoas se organizarem de forma autônoma.

    ::Música
    DJ KL Jay (Racionais MCs) – http://www.djkljay.com/
    DJ Magrão (Dubversão Sistema de Som) – http://soundcloud.com/ricardo-magrao
    DJ PG (Elo da Corrente) – http://www.soundcloud.com/djpg1977
    DJ MZK – http://www.myspace.com/djmzk
    Irmãos Muralha -

    ::Cortejo – Concentração ás 15h no Teatro Oficina
    Teatro Oficina Uzyna Uzona

    ::Maracatu
    Coro de Carcarás

    ::Artistas
    Autônomos Futebol Clube
    Bhagavan David
    Bruno Schiavo
    Carnaval Negro
    Daniel Eizirik
    Dani Scandurra
    Dani Spadotto
    Diego Diasa
    Estúdio Lâmina
    Francisco França
    Gabriela Vanzetta
    Gauclus NóiaGisele Nogueira
    João Kowacs
    Laurence Trille
    Nadezhda Mendes da Rocha
    Paulinho Inn Fluxus
    Paula Macedo
    Pedro Pracchia
    Riverão
    Rosa Laura
    Sarau do Binho
    Serguei Dias
    Uedes Reis
    Walter Vetor
    Walter Rego

    ::Colaboradores
    AD.TEX
    Autônomos Futebol Clube
    Baixo Centro
    Berenice Filmes
    Casa Mafalda
    Caos/Ação
    Coletivo Cultural Baobá
    Coro de Carcarás
    C.R.I.A
    Estúdio Lâmina
    F L M
    Gente Que Transa
    Projeto Ocupação Cultural
    Riverão
    Selvagem
    Teatro Oficina Uzyna Uzona
    Voodoohop

    ::LIXO
    Sejam conscientes, levem sacolas pra recolher o próprio lixo e não sujarmos a via pública.

    ::Entrada – Doação
    - 1 Kg de alimento não perecível
    - Água
    - Livros

    Avenida São João, n.588
    15h às 22h

  3. É preciso lembrar e resgistrar que a nossa Mídia Tupiniquim (que o Governo atual não pode nem mais chamar de “Partido da Imprensa Golpista – PIG” já que está a seu serviço, ultimamente) já tratou de colocar matérias jornalísticas a disposição de criminalizar as favelas. Ou seja, são apenas, e “somente apenas” os gatos (que são perigosos, claro) os responsáveis pelos incendios em algumas Favelas de São Paulo… o resto é teoria da conspiração…

  4. 1==) A favela conta com apenas TRÊS moradores treinados por um programa da prefeitura de combate a incêndios.

    2==) Não havia nenhum extintor na favela, apesar do treinamento prever isso.

    3==) O único hidrante do local estava sem mangueira e trancado; os moradores não tem a chave.

    4==) Moradores dizem que os bombeiros não sabiam onde o hidrante estava instalado.

    Fonte: Agência Brasil http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1155602-apos-incendio-em-sp-viaduto-ficara-fechado-mais-uma-noite.shtml

    *** Números que obviamente a prefeitura, polícia, bombeiros, não citam quando afirmam existir um hidrante e pessoaS treinadaS na favela. Numa entrevista duas horas após o início do incêndio, um bombeiro diziam à imprensa que os moradores usaram o hidrante e as mangueiras. Eu estava presente. Tenho imagens. Mentira proposital ?!

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