Nas últimas semanas têm ficado cada vez mais frequentes as queixas de usuários do metrô e do trem em São Paulo. Na semana passada, por exemplo, parte da linha vermelha, uma das principais da capital paulista, ficou parada por mais de uma hora. O problema central do nosso metrô é a superlotação em função da inexistência daquilo que chamamos de rede de metrô.
Ou seja, o metrô precisa ser um sistema em rede, com vários cruzamentos. Assim, se houver problema em uma rede, e isso acontece em todas as cidades do mundo, os usuários contam com outros caminhos no sistema de transporte coletivo para chegar ao mesmo destino. Esses outros caminhos fazem parte da mesma rede de trens ou da articulação da rede com bondes, corredores de ônibus, entre outros.
Para se ter uma ideia de como a nossa situação está absolutamente trágica, com a inauguração das novas estações e com a maior interação com a CPTM, passaremos dos atuais 70 km para 200 km de rede. Mas outras cidades do mundo comparáveis com São Paulo em termos de extensão e/ou população, têm redes muito maiores, como, por exemplo, Xangai, com seus 420 km, Nova York, com 418 km, Londres, com 408 km e Tóquio, com 300 km. E até cidades com dimensões muito inferiores, como Madri, têm redes de metrô muito maiores que a nossa.
É possível argumentar que Londres e Nova York começaram a construir seus metrôs no século XIX. Hoje o desenho de suas linhas viraram até ícone em estampas de camisetas. De fato, Londres inaugurou sua primeira linha em 1863. Mas Xangai, que tem a maior rede de metrô do mundo, começou a construir a sua em 1995.
Muito diferente do eu ocorreu aqui em São Paulo, que inaugurou sua primeira estação em 1975 e continua engatinhando. O Rio de Janeiro inaugurou o seu metrô em 1979 e apresenta também até hoje uma rede absolutamente famélica. Cruzamento de duas linhas não é rede. E é justamente a extensão da rede o que significa possibilidades de alternativas diante de crises como essa que aconteceu na semana passada na em São Paulo.

Muito bem! E o José Serra, a toda hora está na mídia tucanalha insinuando que há sabotagem dos adversários políticos deles.
Algo não citado em seu texto: as panes na linha 3 não começaram há algumas semanas apenas, ela é muito mais antiga. Velocidade reduzida, paradas e trajeto ponta a ponta feito por volta de uma hora não é novidade há anos. O que ocorreu semana passada foi o pico, mas nada que já não tivesse sido desenhado em março passado e em outubro de 2009 – para citar apenas os mais recentes.
O grande problema do metrô começou com Covas, quando estações da CPTM entre Itaquera e Brás foram desativadas para implantação do Expresso Tiradentes. Ora, ao invés de cumprir o projeto original de metrô até Itaquera e reforçar com a CPTM, Covas preferiu apenas implementar o trem e jogar os passageiros intermediários para o metrô.
Recentemente, com a proibição dos fretados, para onde foram estes passageiros?
Nada foi investido na região desde então. Passaram pelo governo Alckmin, Serra e a Zona Leste continua sem investimento em transporte há 15 anos. Agora criam mais um factóide de que foi um atentado petista. Atentado é o fraco governo tucano no Estado, atentado é o gasto astronômico com propagandas do metrô e promessas que não serão cumpridas.
Monotrilho para a Cid. Tiradentes? Era para 2010 na propaganda, onde está? Ou estará, em 2014? Investe-se, sim, na linha verde, xodó do governo. Até Kassab recentemente injetou dinheiro público na linha amarela, que é privatizada…
Raquel, bom dia.
Achei bem interessante este post. Por coincidência estou fazendo meu trabalho de conclusão de curso (Adm) diretamente relacionado ao Metro de SP, como a Gestão por Processos pode aumentar a qualidade do mesmo.
Segundo o que disse, a melhor distribuição do fluxo de passageiros em uma rede melhor distribuída poderia proporcionar uma diminuição da superlotação neste meio de transporte correto? Se sim, você tem algum matéria adicional que possa me enviar?
Indo além, se necessário teríamos acesso a você para uma breve entrevista?
Bom, fico no aguardo e desde já lhe agradeço.
Meu contato é mugomes@saoluiz.com.br
Att
Murilo Gomes
Gostei do texto; a única ressalva que faço é a conta que soma a CPTM à quilometragem do Metrô. A integração existe, mas o serviço é bastante inferior na CPTM… tenho dúvidas se a conta é realmente válida.
otimo post. Valeu!
Belo artigo. Parabens!
Meu voto no dia 31….
Um metrô que dispensa maiores comentários….